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ekundera

Paris em 4 dias - Outubro/2014

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Através do site Mochileiros, consegui respostas a várias dúvidas que tive na elaboração do meu roteiro de viagem. Como forma de tentar contribuir com quem busca informações, compartilho o relato abaixo.

 

Comecei o planejamento para Paris cerca de 5 meses antes da viagem. Ao pesquisar os hotéis para duas pessoas em regiões mais centralizadas na cidade, o que vimos foram preços impraticáveis, com valores exageradamente altos. E mesmo os que pudemos cogitar, rapidamente se mostravam indisponíveis para o período, tamanha é a procura por turistas para estadia na cidade.

 

Enfim, o plano B que se mostrou mais acessível foi o aluguel de apartamento pelo AirBnb. Ainda não havíamos usado o site para alugar apartamento em viagens, mas resolvemos conhecer após comparar os preços com os hotéis e ver que era extremamente vantajoso. O ruim é ter que pagar a reserva de uma só vez antes da viagem, mas é seguro porque o site só libera o pagamento para o proprietário depois de 24 horas que chegamos ao destino, dando tempo para reportar algum possível problema.

 

Pesquisas feitas, chegamos a uma localização no 5º arrondissement, perto da estação da Rue Monge, do lado do Quartier Latin, com boas referências de outros locadores. A chegada à cidade foi a partir do aeroporto Orly, que fica mais próximo ao centro de Paris. Menos de 15 minutos depois, eis enfim o apartamento onde ficaríamos nossas próximas 5 noites. Fomos recebidos por uma portuguesa responsável pelo apartamento, o que nos deixou aliviados pela facilidade na comunicação nesse primeiro momento.

 

A previsão do tempo para o nosso período na cidade, do dia 30 de setembro a 5 de outubro, início do outono, estava com pouca possibilidade de chuva, com temperaturas amenas, entre 15 e 22⁰C. No fim das contas, pegamos todos os dias de sol, nada de chuva, calor no meio do dia, visibilidade excelente em todos os pontos altos, permitindo aproveitar bem todos os passeios.

 

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Como pretendíamos visitar vários lugares dia a dia, deveríamos ser rápidos e focados. Por isso, foi importante pesquisar previamente os pontos principais de cada lugar para conhecer minimamente. Como não é possível conhecer tudo de uma só vez em tão curto espaço de tempo, é necessário fazer escolhas. E como a gente não quer deixar de ver de tudo um pouco, é imprescindível ter muita disposição. Por isso, é bom escolher um sapato ou tênis bem confortável porque temos um dia inteiro de caminhada pela frente, o que não é moleza!

 

De início, compramos o carnê de 10 tíquetes em uma estação de metrô, que foi a melhor opção para as nossas andanças pela cidade. A atendente no guichê do metrô, muito simpática, ensinou a usar a máquina para comprar em dinheiro (no guichê só vendem no cartão) e indicou o caminho para o início do nosso itinerário.

 

Não falamos francês, mas isso não foi impedimento para qualquer coisa. Ao contrário, esse foi um dos pontos favoráveis na cidade, o que nos surpreendeu. De modo geral, ouvimos dizer que os franceses são avessos a quem se dirige a eles somente em inglês. Balela! De todas as vezes que precisamos de ajuda, todos se mostraram extremamente receptivos com o meu inglês macarrônico.

 

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O sistema de metrô é relativamente fácil de usar, além de muito vantajoso, porque poderíamos usá-lo para ir a todos os nossos pontos de interesse de maneira rápida e descomplicada, sem precisar pagar caro para isso. E, além de tudo, a gente meio que se sente um morador da cidade por pegar o mesmo meio de transporte que a população usa para ir a qualquer lugar.

 

Basicamente para usar o metrô, é necessário saber o número da linha (conforme o mapa adquirido gratuitamente em qualquer estação) e a direção (se indo ou voltando, conforme a informação da estação final que podemos ver no mapa). Algumas estações também são servidas por trens, chamados RER, que fazem itinerários que extrapolam os do metrô.

 

O mesmo bilhete pode ser usado dentro de uma mesma estação para fazer as conexões entre metrôs e RER. Na próxima vez que for utilizar metrô ou RER, deve ser utilizado um novo bilhete ao entrar em outra estação. Após validar o bilhete nas catracas e entrar na estação, devemos guardá-lo até o final da viagem, pois podem acontecer fiscalizações a qualquer momento e, caso ocorram, devemos mostrar o bilhete que usamos, sob o risco de pagamento de multas.

 

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Para quem pretende entrar em muitos pontos turísticos, como museus, igrejas, galerias, monumentos, o Paris Museum Pass é essencial. Esse passe inclui quase todas as entradas para os pontos turísticos da cidade (são poucos os que ele não engloba), compensando o valor gasto quando comparado com os valores de cada entrada individualmente. Além disso, já ter o ingresso em mãos permite evitar filas quando há bilheteria em outra fila à parte.

 

O Paris Museum Pass tem opção para 2, 4 ou 6 dias consecutivos, com valores de 39, 54 ou 69 euros, respectivamente. Ele se paga se o turista visitar uma média de 2 lugares por dia. Na contracapa do passe tem um espaço para preencher a data da primeira utilização e, a partir desse dia, começa a contar o prazo de validade. Deixamos o nosso sem preencher e, no primeiro museu, já carimbaram a data. Dentro do passe há também a lista dos lugares em que é aceito.

 

Para nós, o passe foi “mágico” em cada uso, já que sempre que víamos filas em bilheterias, íamos diretamente para a entrada e (voilà!), já estávamos dentro da atração. Mas também tivemos bastante sorte em não ver praticamente filas nos lugares. Não sei se foi porque começávamos os passeios logo pela manhã, ou se pela época do ano, mas não vimos mesmo as esperadas filas quilométricas que todos relatam encontrar nos pontos turísticos.

 

Dia 1

 

Musée d’Orsay

 

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O RER-C para bem em frente ao d’Orsay. Antes de entrar no museu, paramos na banca de revistas em frente para comprar o Paris Museum Pass para 4 dias, a melhor opção para o período que passaríamos na cidade.

 

Entramos no museu com o Museum Pass. Para administrar o dia que seria cheio (assim como os demais), passamos rapidamente por algumas obras próximas à entrada e em seguida já fomos ao 5º andar onde estão os impressionistas. Não pensei que havia tanta coisa pra ver só nessa ala! Incrível mesmo a quantidade de quadros e esculturas nessa pequena amostra da grandiosidade que é o museu.

 

Hôtel des Invalides/Musée de l’Armée

 

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A distância do d’Orsay até o Invalides é de pouco mais de 1 quilômetro, daí resolvemos fazer a pé com ajuda do roteiro de ruas que peguei no GoogleMaps. Entramos no Invalides com o Paris Museum Pass e vimos rapidamente a entrada imponente e, descendo as escadas, a arca onde estão os restos mortais de Napoleão.

 

O Musée de l'Armée tem entrada independente, do lado esquerdo do mesmo prédio e também aceita o Museum Pass. Possui diversos salões com armaduras, armas, uniformes, objetos de guerra, quadros, enfim uma grande quantidade de peças trazidas da época de Napoleão. Um dos itens que eu ansiava ver era o cavalo branco de Napoleão, imaginando um animal imponente, vigoroso, selvagem, dado a importância que teve paro o seu dono. Mas que nada, não me impressionou!

 

Pont Alexandre III

 

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Saindo do museu e passando pelo jardim já estamos de frente para a ponte mais elegante e cheia de detalhes sobre o rio Sena. Me chamou muito a atenção uma obra tão bonita bem ali na rua, onde passa uma enorme quantidade de motoristas com seus carros barulhentos, parecendo alheios à beleza ao redor.

 

Atravessando a ponte, passamos em frente ao Grand e ao Petit Palais em direção à rua mais famosa e glamourosa de Paris, a Champs Élysées, toda arborizada, cheia de transeuntes, ônibus de turismo e lojas que não estavam nos planos e nem nos orçamentos.

 

Arc de Triomphe

 

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A Champs Élysées termina no Arco do Triunfo, após uma caminhada de cerca de 2 quilômetros. Dá para apreciar a rua enquanto toma um sorvete pelo caminho, assim a caminhada não fica cansativa.

 

O Arco fica cercado por uma pista circular por onde passam muitos carros sem pausa, por isso não é aconselhável tentar atravessá-la. Usamos a entrada subterrânea à direita da Champs Élysées para chegar por baixo do monumento. Antes de subir, é interessante ver o túmulo do soldado desconhecido e as homenagens dos franceses aos seus combatentes mortos em guerra.

 

Com o Paris Museum Pass, já fomos direto para a entrada, onde não havia fila, e subimos os mais de 280 degraus estreitos e circulares que levam ao topo. A subida é de tirar o fôlego, compensada pela vista impressionante da cidade, de onde dá para identificar várias das atrações turísticas, como a Champs Élysées, Torre Eiffel, Montparnasse, Sacré Coeur.

 

Trocadéro

 

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Voltando pela passagem subterrânea do Arco, seguimos pela Avenue Kleber em direção à praça do Trocadéro. São quase 2 quilômetros e, depois de já ter andado um bocado, subido e descido tantos degraus, talvez a melhor opção seja pegar metrô e descer na estação Trocadéro.

 

A praça do Trocadéro é o lugar que rende as melhores fotos da Torre Eiffel e, como o dia era de calor, as fontes e os canhões de água davam uma refrescância ao ar da tarde. Há também muitos vendedores de souvenirs que nos perseguem se mostrarmos o mínimo interesse pelos produtos. Melhor ficar alerta.

 

Tour Eiffel

 

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Atravessamos a rua e fomos direto para a fila da bilheteria da torre Eiffel. O Paris Museum Pass não vale para ela. A fila foi bem rápida, demoramos cerca de 20 minutos. Compramos o bilhete para o topo por 15 euros e nos encaminhamos para o elevador lateral, que sobe na diagonal até o segundo andar.

 

A vista do segundo andar já é incrível! De um lado, a praça do Trocadéro, com suas fontes e esculturas; de outro, o jardim do Champ de Mars, com seus visitantes sobre toalhas de piquenique, enriquecem a visão do que os olhos alcançam. O rio Sena aparece emoldurado pelas pontes, assim como pelas várias atrações que distinguimos no horizonte.

 

A espera do elevador que leva ao topo demorou um pouco mais. Havia muita gente para subir e, antes disso, era necessário aguardar outra quantidade descendo. A subida, dessa vez na vertical, já demora um pouco mais, afinal são mais de 300 metros de altura! Agora sim, bem vindo à sua mais extensa vista de Paris e curta o momento!

 

Descendo da torre, não deixe de perambular um pouco pelo Champ de Mars, fazer um lanche tendo como fundo a magnífica imagem da torre, perceber os grupos de parisienses jogando conversa fora, passeando com seus cachorros, ou lendo um livro aproveitando a tranquilidade do lugar. Aliás, esse foi um ponto que me chamou atenção na cidade: os moradores imersos em seus livros nos lugares públicos por onde passamos, como metrôs e parques.

 

Dia 2

 

Musée du Louvre

 

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Chegamos no Louvre pouco depois da abertura e não vimos filas. Usamos o Paris Museum Pass e fomos direto para o primeiro andar da Ala Denon, onde está a Monalisa. Não precisa procurar muito porque há plaquinhas com indicações ao longo do caminho e não tem como se perder. Como é uma obra concorrida e a gente corre o risco de o museu encher quanto mais passa o tempo, já fomos logo ver a mais misteriosa obra criada por Da Vinci.

 

Já havia algumas pessoas na sala concorrendo pela melhor foto do quadro, mas nada que atrapalhasse uma aproximação. O quadro fica solitário em uma parede exclusiva para ele, isolado sob uma camada de vidro e ainda a uma pequena distância dos visitantes, protegida por um parapeito ao seu redor. Não é pra menos: é a obra-símbolo do museu e foi avaliado como o quadro com o seguro mais caro de todo o mundo.

 

Como o Louvre é um museu muito grande, que não dá pra percorrer em apenas um dia, é bastante útil anotar ala e andar onde estão as obras de interesse, com a ajuda do mapa do museu disponível no site. Mesmo com uma lista do que era essencial ver, paramos diante de diversas obras para contemplar tanta coisa magnífica que vai nos chamando atenção. Certamente, se não tiver um foco, dá pra perder (ou ganhar?) um bocado de tempo dentro do museu.

 

Dentro do Louvre há lanchonete e restaurante, então nem precisa ficar preocupado em ter que sair e abrir mão do passeio quando der fome.

 

As pirâmides que ficam na entrada principal deixamos para explorar ao sair, quando já estava tranquilo depois de ver o que interessava do lado de dentro. Elas ficam fora do Louvre, então para ter acesso ao pátio onde estão, não é necessário entrar no museu. A pirâmide invertida fica no interior do Carrousel du Louvre. Demos de cara com ela por acaso, quando andávamos pelo subterrâneo da estação de metrô.

 

Pont des Arts

 

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Saindo do Louvre pelo Arco do Triunfo do Carrossel, passamos pelo Jardin des Tuileries em direção à ponte dos cadeados, a Pont des Arts. Essa ponte virou símbolo dos enamorados, que colocam nela um cadeado com as iniciais do casal e jogam a chave nas águas do Sena, como forma de “blindar” o relacionamento.

 

Sobre a passarela há vendedores ambulantes oferecendo cadeados para os interessados. Se não quiser gastar um pouco a mais, é mais barato levar o seu de casa.

 

Os parapeitos estão cobertos por uma quantidade sem número desses cadeados e quase não há mais espaço para outros novos. Devido ao peso que isso proporciona à ponte, já teve partes que cederam e essas foram substituídas por tapumes de madeira, que vemos ao longo da passarela sem os cadeados à vista.

 

Cathédrale Notre-Dame

 

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A entrada na Notre-Dame é gratuita, mas a subida na torre é paga, mas aceita o Paris Museum Pass. Depois de uma visita ao seu interior, fomos para a entrada da torre à esquerda da igreja. Esse foi um dos poucos lugares em que esperamos um pouco na fila, algo como uns 20 minutos.

 

As escadas em espiral são muito mais estreitas que as do Arco do Triunfo e a quantidade de degraus bem maior, mais de 380! Cheguei quase me arrastando ao topo. Os corredores que servem de mirantes são extremamente estreitos e não passam duas pessoas ao mesmo tempo. Esse é o lugar de onde vemos as gárgulas, sempre vigilantes, observando a todos do alto da igreja.

 

Enquanto permanecemos um tempinho lá em cima, o grupo anterior de visitantes usa a mesma escada para descer, por isso temos que aguardar até que desçam completamente para sairmos de lá. Como tudo é muito estreito e não dá pra explorar livremente por conta do aglomerado de pessoas, dá uma certa agonia e parece que demora mais que os 10 minutos estabelecidos pelos seguranças até que liberem a descida.

 

Sainte-Chapelle

 

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A uma pequena distância a pé da Notre-Dame está a Sainte-Chapelle. Não a localizamos facilmente da rua porque ela fica dentro do Palácio da Justiça. Não havia fila. Usamos o Paris Museum Pass, entramos no pátio e ainda não vimos uma igreja que nos chamasse atenção por ali, daí até desconfiei que aquele não seria um bom negócio. Ledo engano!

 

Ao chegar às portas da igreja, nos deparamos com os mais belos vitrais que já vi em toda a minha vida. E não é pouca coisa. Eles estão em todo o nosso redor, ocupando o lugar das paredes, separados apenas pelas colunas que vão até o teto. São muitas cores e muita beleza nas imagens que eles formam.

 

Como a igreja estava em reforma e as escadas que dão acesso ao andar superior estavam bloqueadas, não pudemos explorar muito. Mesmo assim, fiquei embasbacado com tanta beleza nas cores vivas formadas pelas imagens bíblicas retratadas por tão grande quantidade de vitrais.

 

Jardin du Luxembourg

 

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A cerca de 1 quilômetro dali está o Jardim de Luxemburgo, cuja entrada é livre. Nos deparamos com um vasto jardim com flores bem cuidadas, uma pequena fonte envolvida por um pequeno lago artificial, esculturas, vasos nos parapeitos das escadas, árvores e gramados bem aparadas. Muitas cadeiras estão distribuídas ao redor desse cenário, onde os visitantes se acomodam para descontrair, bater um papo, ler um livro, ou apenas contemplar a beleza do local.

 

Panthéon

 

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A 400 metros dali, chegamos ao Panthéon, um belo prédio com a fachada formada por colunas em estilo grego. Não havia fila e entramos com o Paris Museum Pass. Fomos apresentados ao seu interior decorado por enormes afrescos entre as altíssimas colunas, além de uma escultura dedicada à Revolução Francesa. No subsolo encontramos os túmulos de figuras ilustres que fizeram parte da história da França, como Victor Hugo, Dumas, Rousseau.

 

Dia 3

 

Château de Versailles

 

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Esse dia, uma sexta, foi planejado para Versailles. Como o Palácio fica fora de Paris, região não abrangida pelo tíquete simples, deve ser comprado um bilhete no metrô à parte no valor de cerca de 7 euros (ida e volta). Não esquecer que o bilhete deve permanecer guardado até sair da estação no destino.

 

Fomos para a estação, pegamos o metrô até a estação Gare d’Austerlitz e, de lá, o RER-C em direção à estação Château de Versailles. De Gare d’Austerlitz até Château de Versailles são 40 minutos em um percurso ao longo do Rio Sena. Sabendo que os dias até aqui não têm sido moleza, dá até pra tirar um cochilo.

 

Chegando à estação, saímos e atravessamos a rua, seguimos para a direita em uma rua movimentada, viramos à esquerda no semáforo e fomos até os portões do Palácio. São menos de 10 minutos até se deparar com os portões ricamente decorados. Usamos o Paris Museum Pass e não pegamos fila para entrar. Talvez pelo horário, as bilheterias também estavam vazias.

 

Entramos para explorar o Palácio e seguimos o fluxo, onde já havia grupos de turistas sendo guiados e parando a todo momento, atrapalhando a passagem de quem vinha atrás. Conhecer o Palácio de Versailles foi o dia que achei mais tumultuado por causa disso. Acabei apreciando mais os lugares lá dentro onde não havia tanta gente reunida, onde era mais fácil ditar o próprio ritmo do passeio.

 

O interior do Palácio é decorado com muita suntuosidade, com muitos quadros, esculturas e outras peças usados pela realeza no decorrer de séculos antes de eclodir a Revolução Francesa. Ver tanta riqueza concentrada no lugar nos dá a dimensão do quanto a realidade da nobreza estava longe do que vivia o resto da população, que sustentava tanto luxo.

 

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Como do lado de fora do Palácio o trânsito era livre e não havia concentração de grupos de pessoas, conhecer os seus jardins nos deu um pouco mais de alívio. Trata-se de uma área muito grande para se conhecer a pé, por isso há um trenzinho elétrico que leva e traz os turistas por cerca de 7 euros. Como eu queria andar livremente e fazer minhas paradas de acordo com o que eu julgava que valia a pena olhar, preferi seguir a pé. Mas é realmente bem exaustivo e deixa a gente esgotado fisicamente.

 

Chegada a hora do almoço, há alguns restaurantes embrenhados pelos jardins de Versailles. Foi bem tranquilo achar lugar e ser atendido rapidamente. Comida e preços compatíveis com as ruas de Paris.

 

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Para além dos jardins, seguindo as plaquinhas indicativas, chegamos ao Grand Trianon, que foi o “puxadinho” que Maria Antonieta escolheu para morar. Usando o Paris Museum Pass, entramos e nos deparamos com um palácio de menor porte que o de Versailles, mas, mesmo assim, ainda ricamente decorado. Móveis e cortinas com cores fortes e um design mais delicado me fizeram lembrar uma casinha de bonecas.

 

A poucos metros dali, visitamos também o Petit Trianon, usando o Paris Museum Pass. Esse é de menor estrutura e há menos para se ver. Há objetos de uso na casa, como a prataria, e até o vaso sanitário de uso pessoal de Maria Antonieta.

 

Dia 4

 

Basilique du Sacré-Coeur

 

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Pegamos o metrô até a estação Abbesses, aos pés da escadaria da Sacré-Coeur. São 200 degraus de subida até a igreja, mas há a opção do funicular à esquerda das escadas usando um tíquete de metrô. Como é uma escadaria aberta e larga, não achei cansativa como nos demais lugares fechados que subimos. E além disso, paramos a todo momento para tirar fotos, então a subida é tranquila. Novamente há muitos vendedores de quinquilharias, então é sempre bom ficar alerta.

 

Como a igreja fica em cima de uma colina, isso proporciona uma bela visão da cidade a partir do alto. É possível também ter uma visão mais do alto, subindo a torre da igreja pelo lado de fora à esquerda, mas são cobrados cerca de 11 euros e não aceitam o Paris Museum Pass.

 

Espace Dalí

 

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Descemos a Sacré-Coeur pela esquerda e andamos pelas ruas íngremes do bairro de Montmartre em direção ao Espaço Dalí, que fica a pouco mais de 300 metros da igreja. Também não aceitam o Paris Museum Pass e a entrada custa 11 euros. Entramos para conhecer a galeria com algumas obras do artista e de outros. O lugar é pequeno e dá pra ver tudo em um tempo curto. Algumas obras são conhecidas, mas nem todas as principais delas estão ali reunidas. Proporcionalmente ao que vi e ao tamanho do galeria, achei o valor do ingresso superestimado.

 

Moulin Rouge

 

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Descendo mais pelas ruas íngremes, a menos de 1 quilômetro do Espaço Dalí, chegamos na movimentada Boulevard de Clichy, onde está o Moulin Rouge. O ingresso para os espetáculos são absurdamente caros, razão pela qual apenas passamos em frente para guardar uma lembrança na memória (e na máquina fotográfica) do lugar. A região possui várias casas noturnas, das quais o Moulin Rouge é o mais famoso.

 

Galeries Lafayette

 

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A pouco mais de 1 quilômetro dali, chegamos até as Galerias Lafayette, loja de departamentos a preços muito longe de serem populares. São vários andares de roupas, acessórios, cosméticos e tudo o mais em um prédio com um visual de encher os olhos. Mesmo que não seja possível encarar os altos preços do lugar, ainda dá pra tomar um sorvete e observar as pessoas passando pelo caminho e ostentando suas sacolas de compras.

 

Centre Georges Pompidou

 

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Pegamos o metrô em direção à estação Rambuteau para o Centre Beaubourg, nome popular do Centre Georges Pompidou. O museu se destaca pelas suas tubulações à mostra, desde a escada rolante na entrada. Lá aceitam o Paris Museum Pass apenas para as exposições permanentes. Não é permitido entrar com mochilas, mas oferecem guarda-volumes.

 

Vimos algumas exposições de acesso livre com o Museum Pass. Particularmente, achei o movimento do lado de fora do museu bem atrativo, com artistas de rua, como cantores, pintores, dançarinos. Muita gente se reúne nessas proximidades e vemos o movimento dos moradores locais, em bares, praças, ruas, de forma que ali eu me senti vivendo o quotidiano parisiense.

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Obrigado!

Como eu emendei outros destinos além de Paris nessa viagem, não fiz as contas separadamente por cidade onde estive.

Mas fazendo uma estimativa de valores em uma conta superficial, ficaria próximo disso:

- Passagem: 2.000 reais

- Estadia: 900 reais

- Alimentação: 600 reais

- Passeios: 300 reais

- Total: 3.800 reais

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Parabéns pelo post Ekundera

Esclarecedor!!

São relatos como este que servem de estímulo para fazer uma 'visita' a Paris.

Quem sabe em 2016 eu posto aqui ........

 

Valeu

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Obrigado. Chego em paris no dia 06/07/2015 e suas dicas me ajudaram muito. Alguns lugares que nem pensei em ir e com certeza agora vou. Parabéns.

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