Mês passado eu tive uma semana de férias e, como estou morando em Budapeste, tirei pra conhecer a Transilvânia, que é aqui pertinho. Sempre quis conhecer os castelos e as cidades medievais da Europa, então achei que era minha chance.
Fiz a viagem sozinha, porque meus amigos estavam indo para outros lugares ou não queriam ir. Foi minha primeira viagem sozinha, e eu adorei. Agora, eu acho que poderia ter procurado por companhia na internet (aqui, no facebook, no CouchSurfing, essas coisas), mas também não me arrependo. Achei bem legal esse tipo de viagem, te dá uma liberdade muito maior. Apesar de eu ter ido com roteiro, pude mudar ele conforme eu queria.
Bem, a Transilvânia é bem interessante, e muito bonita. E barata! Eu gastei entre 150 e 200 euros (não lembro exatamente), contando com os quartos nos hostels e o transporte entre as cidades. A única coisa que não entrou nessa conta foi a passagem Budapeste - Transilvânia, que saiu por R$ 100,00 (ida e volta).
Dia 1: Buda - Cluj-Napoca
Eu saí de Budapeste de manhãzinha, às seis da manhã. O trem chegou lá por volta de uma da tarde. Foi bem pontual, chegou no horário certinho que tava na passagem, mas o húngaro que tava no trem me falou que isso é bem incomum.
A primeira imagem de Cluj é bem feia. Parece uma cidade suja e largada, mas isso é a estação de trem, pelo que eu notei. Infelizmente, cheguei lá e tava chovendo.
Então não deu pra aproveitar muito.
Fiquei em um hostel perto das praças centrais da cidade, chamado Transylvania Hostel. Fui andando da estação até o hostel. Pausa para a propaganda: melhor hostel que eu já fiquei na minha vida!
Bem receptivo, com um clima de família. Eles levam os hóspedes pra jantar fora e depois pra balada todo dia. Achei isso bem legal, principalmente pra quem tá viajando sozinho (tipo eu). Assim que eu cheguei, os outros hóspedes me avisaram disso e me chamaram pra sair. A recepção é 24 horas e os banheiros e a cozinha são bem limpinhos. O único contra foi que, dos 3 chuveiros (que ficam em salinhas separadas, e não são um banheirão com um monte de chuveiro, como é comum em hostel), dois estavam sem água quente nesse dia. Não tive problemas pq o hostel não tava tão cheio, mas acho que em outra ocasião, teria.
Paguei 50 LEI a diária no quarto para 8.
Esse é o quarto.
Nesse primeiro dia, eu só caminhei pelas praças e pelas igrejas. Nada demais.
À noite, comi em um restaurante mexicano pertinho do hostel. Era uma porta com uma vitrine, super discreto, mas que tem um taco delicioso.
O prato + a coca deu 20 LEI.
Dia 2: Cluj - Brasov
De manhã, eu fiz o Free Walking Tour de Cluj, que o pessoal do hostel me indicou. Ele saiu de trás da igreja se St. Matias, na Union Square. Curiosidade: todas as cidades da Romênia têm uma Union Square.
Recomendo muito o Walking Tour. Eu amo! Acho que é uma ótima forma de conhecer a cidade e a história, que foi o principal motivo da minha viagem.
Igreja Ortodoxa de Cluj
Pintura medieval na St. Mathews Church
St. Mathews Church
Eu sei que Cluj tem muito mais coisa, mas eu só reservei um dia pra lá.
À tarde, peguei o trem pra Brasov (eu comprei o bilhete assim que cheguei no dia anterior). Paguei 82,50 LEI. Pela internet é mais barato, mas eu não consegui.
Cheguei em Brasov à noite e peguei um táxi pro hostel. O taxista cobrou 15 LEI, e tava caro, mas como tava tarde e eu tava com um pouco de medo, paguei. Os outros taxistas ofereceram por 40 LEI antes, então é algo pra se tomar cuidado.
O hostel dessa vez se chamava Kismet Dao. Fiquei num quarto pra 12 (!!). Fiz isso pq sabem como é estudante, né? Sempre sem dinheiro! Mas não recomendo. Toda noite tinha alguém roncando.
O clima do hostel também é bem legal. Bastante mochileiro. Lá, vc ganha uma bebida de graça por dia (refrigerante, suco, cerveja) e tem "café da manhã", que é cereal, café e leite. A diária também custava 50 LEI, mas os 4 dias que eu fiquei saíram por 152 LEI, mais 10 LEI para a chave do armário, que eles devolvem depois.
Não gostei muito da localização, que achei um pouco longe (tem que andar um pouco antes de chegar na Republic Street, que é onde a cidade acontece) e não achei os banheiros tão limpos assim (o que eu usava, que era um banheiro com chuveiro, por exemplo, tava sempre com o chão molhado).
Mas o pessoal do hostel é bem legal. Me explicaram como chegar na maioria dos lugares que eu queria.
Dia 3: Sinaia e o Castelo de Peles
Peguei um ônibus de manhã para Sinaia. Ele saía do parking lot ao lado da estação de trem (peguei um ônibus até lá, bem tranquilo. a bilheteria pra comprar o ticket tava fechada e o motorista deixou eu ir de graça). O ônibus que vai pra lá é o que vai pra Bucareste, então eu tive que pedir pro motorista me avisar quando chegasse, senão ia parar lá do outro lado do país. A viagem demora uma hora mais ou menos (eu acho, não lembro direito), e custou 11 LEI.
Eu fui no outono, então o visual das montanhas pelo caminho tava lindo.
Lá, fui no castelo de Peles. Fui andando, do ponto de ônibus até o castelo. É uma subida de uns 20 a 30 minutos. Pra quem não tem condição física nenhuma tipo eu, demora uns 40. Mas dá pra pegar o táxi pra levar até lá em cima. Mas como eu disse, estudante né..
Apesar de não ser exatamente o que eu tava procurando, pq é um castelo bem mais recente, vale MUITO a pena. Não subestimem! Hahaha
O castelo por dentro é de tirar o fôlego. Pena que eu não podia tirar foto, pq tinha que comprar um ticket a mais.
O castelo foi construído no século XVIII, quando já tinha energia elétrica, por isso ele é bem diferente dos outros castelo. Por exemplo, ele tem sala de cinema! As suas salas são todas ricamente decoradas, cheias de pinturas, afrescos, e os móveis lindíssimos.
Na sala de concertos acontecem algumas apresentações. Para assistir, tem que fazer a reserva antes pelo site. Eu imagino que deva valer muito a pena, pq a sala é lindíssima - assim como todo o resto.
Ele também é muito grande. Tem sala de música, de concerto, de audição, sala de estudos do rei, da rainha, quarto de hóspedes, quarto real, quarto do primeiro-ministro, cinema, e por aí vai...
Preços:
Entrada: 50 LEI (12,50 para estudante)
Foto: 32 LEI
Atrás, tem o castelo de Pelisor. Estava fechado quando eu fui, mas dizem que também é muito bonito, apesar de menor.
A visita durou uma manhã. Depois, almocei no Irish Pub, que fica no fim da decida do castelo. Adorei! 20 LEI por uma pizza e vc ainda ganha um copo de cerveja.
A volta que foi mais chatinha, pq o ônibus demorou a beça pra passar.
À noite, eu fui em pub chamado For Sale e num pub de Reggae perto da Republic Street. Os dois eram bons. O primeiro era bem interessante, pq vc podia comer o amendoim que tava em tigelas nas mesas e jogar as cascas no chão. Dava um efeito bem legal, e era bom pisar nas cascas depois.
Dia 4 - Free Walking Tour
Como o meu quarto dia caiu numa segunda, quando a maioria dos castelos e museus não abre, tirei pra fazer o Walking Tour. Mais uma vez, interessantíssimo. Pena que muitas coisas estavam fechadas, como a Black Church e alguns museus. Ele sai da Republic Street, e passa na Black Church, Caterina's gate, Igreja ortodoxa, uma das torres de segurança antiga e mostra a divisão da cidade, que quando foi fundada, era dividida entre romenos e - pasmem - alemães!
Vista da White Tower.
As igrejas são a luterana - Black Church - que é imensa e linda por dentro, e a ortodoxa. Essa é bem pequena, e comparada com a de Cluj e a de Sibiu, nada demais.
A Black Church vale a pena. É muito bonita e cheia de história.
Depois, eu almocei em um restaurante romeno que é uma delícia! Ele fica perto da Black Church, e é bem baratinho.
Não lembro o endereço dele, mas eu tirei fotos do caminho
Ali no final, fica a praça com o sino da cidade e um museu. à minha direita, fica a rua do restaurante.
Esse é o restaurante. Ele é especializado em comida romena.
Minha comida romena e deliciosa. Com a sobremesa (um cheesecake que eu não recomendo), deu 32 LEI.
Dia 5: Bran e Rasnov
No quinto dia, fui ao famoso Castelo do Drácula, que por lá é conhecido simplesmente como Castelo de Bran (que é o nome da cidade) e à fortaleza de Rasnov.
O caminho para Bran foi bem simples. Peguei o ônibus municipal até o terminal do ônibus (que é um outro terminal, diferente do que sai o ônibus pra Sinaia) que custou 2 LEI e de lá, peguei um ônibus pra Bran, que custou 7 LEI.
O ônibus te deixa na frente do castelo, o que é ótimo.
O castelo é bem, BEM simples. Vale mais pelo castelo em si do que pelo interior. Parece que eles pensaram assim: "esse castelo é conhecido como castelo do Drácula. Abrir para visitação vai ser lucrativo. O que vamos expor? Ah, pega um monte de móvel qualquer aí e coloca lá". Ainda mais depois de vir de Peles, que é sensacional, o castelo deixa a desejar.
O que eu achei mais legal foi a vista, linda como sempre, e a estrutura de castelo medieval, mesmo.
Ah, e não tem visita guiada.
Interior do castelo
Preços:
10 LEI pra estudante (não vi quanto era sem ser estudante) + 6 LEI pra entrar na sala onde ficam expostos os instrumentos de tortura medieval.
Saí de Brasov às 8:30, cheguei lá 9:13 e às 10:50 já tinha visto o castelo.
Embaixo do castelo tem um feirinha de lembrancinhas. Eu consegui pechinchar uma caneca com a cara do Drácula por 10 LEI.
Depois, logo peguei o ônibus pra Rasnov. Peguei no mesmo ponto de ônibus que eu desci, só que na direção contrária. Levou mais ou menos 30 minutos e custou uns 5 LEI (não lembro exatamente).
Em Rasnov, vc pode pegar um táxi por 10 LEI pra fortaleza ou ir andando. Eu, óbvio, fui andando. O caminho no começo me assustou um pouco. Era uma estrada sem nada. Achei até que tava no caminho errado.
Mas uns 10 minutos depois cheguei num hotel, com um comércio do lado e de onde sai o ônibus que leva até a fortaleza. Ele custa 4 LEI ida e volta.
Bem, a fortaleza foi o que eu mais gostei na viagem. Ela é simplesmente fantástica! E ninguém dá nada por ela. Na entrada, tinha uma guia oferecendo visita guiada. Como sempre, vale a pena. Se não, parece só um monte de ruína. A guia era muito simpática. Além da história do lugar, ela conversou bastante comigo. Me disse que muitas pessoas ficam decepcionada pq vão pra lá pensando em ver coisas de vampiro ou sobre o Vlad Dracula, que na verdade viveu na Valáquia. Como eu não fui lá por causa dos vampiros, não fiquei decepcionada. Ela também se ofereceu pra tirar várias fotos, o que eu adorei, já que esse é um problema de se viajar sozinho.
A fortaleza serviu de proteção durante as invasões bárbaras e foi construída durante uma expedição das Cruzadas. Eu acho que só isso já vale a visita, mas além disso, ela nunca foi de fato tomada. A única vez que ela caiu foi quando um rei húngaro descobriu que a população ali não tinha acesso a água, e que eles saíam pra buscar. Então, ele colocou os guerreiros dele em volta da fortaleza e esperou as pessoas se renderem.
Olá!
Mês passado eu tive uma semana de férias e, como estou morando em Budapeste, tirei pra conhecer a Transilvânia, que é aqui pertinho. Sempre quis conhecer os castelos e as cidades medievais da Europa, então achei que era minha chance.
Fiz a viagem sozinha, porque meus amigos estavam indo para outros lugares ou não queriam ir. Foi minha primeira viagem sozinha, e eu adorei. Agora, eu acho que poderia ter procurado por companhia na internet (aqui, no facebook, no CouchSurfing, essas coisas), mas também não me arrependo. Achei bem legal esse tipo de viagem, te dá uma liberdade muito maior. Apesar de eu ter ido com roteiro, pude mudar ele conforme eu queria.
Bem, a Transilvânia é bem interessante, e muito bonita. E barata! Eu gastei entre 150 e 200 euros (não lembro exatamente), contando com os quartos nos hostels e o transporte entre as cidades. A única coisa que não entrou nessa conta foi a passagem Budapeste - Transilvânia, que saiu por R$ 100,00 (ida e volta).
Dia 1: Buda - Cluj-Napoca
Eu saí de Budapeste de manhãzinha, às seis da manhã. O trem chegou lá por volta de uma da tarde. Foi bem pontual, chegou no horário certinho que tava na passagem, mas o húngaro que tava no trem me falou que isso é bem incomum.
A primeira imagem de Cluj é bem feia. Parece uma cidade suja e largada, mas isso é a estação de trem, pelo que eu notei. Infelizmente, cheguei lá e tava chovendo.
Então não deu pra aproveitar muito.
Fiquei em um hostel perto das praças centrais da cidade, chamado Transylvania Hostel. Fui andando da estação até o hostel. Pausa para a propaganda: melhor hostel que eu já fiquei na minha vida!
Bem receptivo, com um clima de família. Eles levam os hóspedes pra jantar fora e depois pra balada todo dia. Achei isso bem legal, principalmente pra quem tá viajando sozinho (tipo eu). Assim que eu cheguei, os outros hóspedes me avisaram disso e me chamaram pra sair. A recepção é 24 horas e os banheiros e a cozinha são bem limpinhos. O único contra foi que, dos 3 chuveiros (que ficam em salinhas separadas, e não são um banheirão com um monte de chuveiro, como é comum em hostel), dois estavam sem água quente nesse dia. Não tive problemas pq o hostel não tava tão cheio, mas acho que em outra ocasião, teria.
Paguei 50 LEI a diária no quarto para 8.
Esse é o quarto.
Nesse primeiro dia, eu só caminhei pelas praças e pelas igrejas. Nada demais.
À noite, comi em um restaurante mexicano pertinho do hostel. Era uma porta com uma vitrine, super discreto, mas que tem um taco delicioso.
O prato + a coca deu 20 LEI.
Dia 2: Cluj - Brasov
De manhã, eu fiz o Free Walking Tour de Cluj, que o pessoal do hostel me indicou. Ele saiu de trás da igreja se St. Matias, na Union Square. Curiosidade: todas as cidades da Romênia têm uma Union Square.
Recomendo muito o Walking Tour. Eu amo! Acho que é uma ótima forma de conhecer a cidade e a história, que foi o principal motivo da minha viagem.
Igreja Ortodoxa de Cluj
Pintura medieval na St. Mathews Church
St. Mathews Church
Eu sei que Cluj tem muito mais coisa, mas eu só reservei um dia pra lá.
À tarde, peguei o trem pra Brasov (eu comprei o bilhete assim que cheguei no dia anterior). Paguei 82,50 LEI. Pela internet é mais barato, mas eu não consegui.
Cheguei em Brasov à noite e peguei um táxi pro hostel. O taxista cobrou 15 LEI, e tava caro, mas como tava tarde e eu tava com um pouco de medo, paguei. Os outros taxistas ofereceram por 40 LEI antes, então é algo pra se tomar cuidado.
O hostel dessa vez se chamava Kismet Dao. Fiquei num quarto pra 12 (!!). Fiz isso pq sabem como é estudante, né? Sempre sem dinheiro! Mas não recomendo. Toda noite tinha alguém roncando.
O clima do hostel também é bem legal. Bastante mochileiro. Lá, vc ganha uma bebida de graça por dia (refrigerante, suco, cerveja) e tem "café da manhã", que é cereal, café e leite. A diária também custava 50 LEI, mas os 4 dias que eu fiquei saíram por 152 LEI, mais 10 LEI para a chave do armário, que eles devolvem depois.
Não gostei muito da localização, que achei um pouco longe (tem que andar um pouco antes de chegar na Republic Street, que é onde a cidade acontece) e não achei os banheiros tão limpos assim (o que eu usava, que era um banheiro com chuveiro, por exemplo, tava sempre com o chão molhado).
Mas o pessoal do hostel é bem legal. Me explicaram como chegar na maioria dos lugares que eu queria.
Dia 3: Sinaia e o Castelo de Peles
Peguei um ônibus de manhã para Sinaia. Ele saía do parking lot ao lado da estação de trem (peguei um ônibus até lá, bem tranquilo. a bilheteria pra comprar o ticket tava fechada e o motorista deixou eu ir de graça). O ônibus que vai pra lá é o que vai pra Bucareste, então eu tive que pedir pro motorista me avisar quando chegasse, senão ia parar lá do outro lado do país. A viagem demora uma hora mais ou menos (eu acho, não lembro direito), e custou 11 LEI.
Eu fui no outono, então o visual das montanhas pelo caminho tava lindo.
Lá, fui no castelo de Peles. Fui andando, do ponto de ônibus até o castelo. É uma subida de uns 20 a 30 minutos. Pra quem não tem condição física nenhuma tipo eu, demora uns 40. Mas dá pra pegar o táxi pra levar até lá em cima. Mas como eu disse, estudante né..
Apesar de não ser exatamente o que eu tava procurando, pq é um castelo bem mais recente, vale MUITO a pena. Não subestimem! Hahaha
O castelo por dentro é de tirar o fôlego. Pena que eu não podia tirar foto, pq tinha que comprar um ticket a mais.
O castelo foi construído no século XVIII, quando já tinha energia elétrica, por isso ele é bem diferente dos outros castelo. Por exemplo, ele tem sala de cinema! As suas salas são todas ricamente decoradas, cheias de pinturas, afrescos, e os móveis lindíssimos.
Na sala de concertos acontecem algumas apresentações. Para assistir, tem que fazer a reserva antes pelo site. Eu imagino que deva valer muito a pena, pq a sala é lindíssima - assim como todo o resto.
Ele também é muito grande. Tem sala de música, de concerto, de audição, sala de estudos do rei, da rainha, quarto de hóspedes, quarto real, quarto do primeiro-ministro, cinema, e por aí vai...
Preços:
Entrada: 50 LEI (12,50 para estudante)
Foto: 32 LEI
Atrás, tem o castelo de Pelisor. Estava fechado quando eu fui, mas dizem que também é muito bonito, apesar de menor.
A visita durou uma manhã. Depois, almocei no Irish Pub, que fica no fim da decida do castelo. Adorei! 20 LEI por uma pizza e vc ainda ganha um copo de cerveja.
A volta que foi mais chatinha, pq o ônibus demorou a beça pra passar.
À noite, eu fui em pub chamado For Sale e num pub de Reggae perto da Republic Street. Os dois eram bons. O primeiro era bem interessante, pq vc podia comer o amendoim que tava em tigelas nas mesas e jogar as cascas no chão. Dava um efeito bem legal, e era bom pisar nas cascas depois.
Dia 4 - Free Walking Tour
Como o meu quarto dia caiu numa segunda, quando a maioria dos castelos e museus não abre, tirei pra fazer o Walking Tour. Mais uma vez, interessantíssimo. Pena que muitas coisas estavam fechadas, como a Black Church e alguns museus. Ele sai da Republic Street, e passa na Black Church, Caterina's gate, Igreja ortodoxa, uma das torres de segurança antiga e mostra a divisão da cidade, que quando foi fundada, era dividida entre romenos e - pasmem - alemães!
Vista da White Tower.
As igrejas são a luterana - Black Church - que é imensa e linda por dentro, e a ortodoxa. Essa é bem pequena, e comparada com a de Cluj e a de Sibiu, nada demais.
A Black Church vale a pena. É muito bonita e cheia de história.
Depois, eu almocei em um restaurante romeno que é uma delícia! Ele fica perto da Black Church, e é bem baratinho.
Não lembro o endereço dele, mas eu tirei fotos do caminho
Ali no final, fica a praça com o sino da cidade e um museu. à minha direita, fica a rua do restaurante.
Esse é o restaurante. Ele é especializado em comida romena.
Minha comida romena e deliciosa. Com a sobremesa (um cheesecake que eu não recomendo), deu 32 LEI.
Dia 5: Bran e Rasnov
No quinto dia, fui ao famoso Castelo do Drácula, que por lá é conhecido simplesmente como Castelo de Bran (que é o nome da cidade) e à fortaleza de Rasnov.
O caminho para Bran foi bem simples. Peguei o ônibus municipal até o terminal do ônibus (que é um outro terminal, diferente do que sai o ônibus pra Sinaia) que custou 2 LEI e de lá, peguei um ônibus pra Bran, que custou 7 LEI.
O ônibus te deixa na frente do castelo, o que é ótimo.
O castelo é bem, BEM simples. Vale mais pelo castelo em si do que pelo interior. Parece que eles pensaram assim: "esse castelo é conhecido como castelo do Drácula. Abrir para visitação vai ser lucrativo. O que vamos expor? Ah, pega um monte de móvel qualquer aí e coloca lá". Ainda mais depois de vir de Peles, que é sensacional, o castelo deixa a desejar.
O que eu achei mais legal foi a vista, linda como sempre, e a estrutura de castelo medieval, mesmo.
Ah, e não tem visita guiada.
Interior do castelo
Preços:
10 LEI pra estudante (não vi quanto era sem ser estudante) + 6 LEI pra entrar na sala onde ficam expostos os instrumentos de tortura medieval.
Saí de Brasov às 8:30, cheguei lá 9:13 e às 10:50 já tinha visto o castelo.
Embaixo do castelo tem um feirinha de lembrancinhas. Eu consegui pechinchar uma caneca com a cara do Drácula por 10 LEI.
Depois, logo peguei o ônibus pra Rasnov. Peguei no mesmo ponto de ônibus que eu desci, só que na direção contrária. Levou mais ou menos 30 minutos e custou uns 5 LEI (não lembro exatamente).
Em Rasnov, vc pode pegar um táxi por 10 LEI pra fortaleza ou ir andando. Eu, óbvio, fui andando. O caminho no começo me assustou um pouco. Era uma estrada sem nada. Achei até que tava no caminho errado.
Mas uns 10 minutos depois cheguei num hotel, com um comércio do lado e de onde sai o ônibus que leva até a fortaleza. Ele custa 4 LEI ida e volta.
Bem, a fortaleza foi o que eu mais gostei na viagem. Ela é simplesmente fantástica! E ninguém dá nada por ela. Na entrada, tinha uma guia oferecendo visita guiada. Como sempre, vale a pena. Se não, parece só um monte de ruína. A guia era muito simpática. Além da história do lugar, ela conversou bastante comigo. Me disse que muitas pessoas ficam decepcionada pq vão pra lá pensando em ver coisas de vampiro ou sobre o Vlad Dracula, que na verdade viveu na Valáquia. Como eu não fui lá por causa dos vampiros, não fiquei decepcionada. Ela também se ofereceu pra tirar várias fotos, o que eu adorei, já que esse é um problema de se viajar sozinho.
A fortaleza serviu de proteção durante as invasões bárbaras e foi construída durante uma expedição das Cruzadas. Eu acho que só isso já vale a visita, mas além disso, ela nunca foi de fato tomada. A única vez que ela caiu foi quando um rei húngaro descobriu que a população ali não tinha acesso a água, e que eles saíam pra buscar. Então, ele colocou os guerreiros dele em volta da fortaleza e esperou as pessoas se renderem.
Dentro da fortaleza
Preços:
4 LEI pra subir
Entrada: 10 LEI (5 pra estudante)
5 LEI pra voltar pra Brasov