Espero que as informações a seguir sejam de alguma utilidade para quem estiver planejando sua viagem para a região central do Chile. Vamos lá!
Vídeo
Informações básicas
• Clima
No período em que permanecemos no Chile, uma fórmula se repetia diariamente: manhãs frias, mesmo sendo verão, tardes e noites quentes. Os dias são mais longos nesse período, logo, não se espante se você perceber que são 21 horas e ainda está claro. Em Isla Negra foi onde pegamos a temperatura mais baixa, frio moderado o dia todo. Viña e Valparaíso parecem seguir a mesma fórmula de Santiago com manhãs frias e o restante do dia mais quente. Nos Andes, especificamente em Farellones, onde visitamos, esperávamos muito frio, porém, a realidade não correspondeu com o esperado. Encontramos um frio muito leve e bem suportável.
• As passagens e o voo
Viajamos num voo direto da TAM. As passagens foram compradas em outubro numa promoção. Custaram 730,00 (+ taxas). Contamos com um pouco de sorte, pois no período de festas de fim de ano, as passagens para qualquer destino costumam estar acima da média. Sobre o voo, vale registrar que para ter uma melhor vista da Cordilheira dos Andes deve-se escolher assento no lado esquerdo na ida e do lado direito na volta. Mas caso não consiga o assento desejado, não há problema, a Cordilheira será avistada de qualquer maneira.
• Câmbio
Com a alta do dólar, o câmbio se tornou um assunto sensível ao longo da viagem. Levamos real e saímos do Brasil com informações de câmbio da empresa chilena de turismo Turistik (diariamente eles informam, no perfil do Facebook, a cotação do peso e as condições climáticas). Sabíamos que compraríamos 230 pesos chilenos com 1 real, mas o que acompanhamos foi um aumento absurdo, chegando a ver 190 pesos chilenos por 1 real, no último dia. No entanto, existem duas ruas no Centro de Santiago que possuem uma concentração de casas de câmbio, permitindo uma pesquisa melhor. São as Ruas Monjitas (nas quadras em direção a estação de metrô Santa Ana, logo após a Plaza de Armas) e Augustinas (entre o Paseo Ahumada e a Morande). A pior cotação que vimos foi no Pátio Bellavista, na única casa de câmbio que tem lá (em frente à agência Turistik), a compra era mais cara que no aeroporto. Porém, é a única casa de câmbio que você poderá trocar todos os dias da semana até às 22h. Vá lá só em caso de emergência.
• Saindo e retornando do aeroporto
Tínhamos algumas opções para sair do aeroporto: ônibus da Tur-Bus + metrô, transfer da Transvip e táxi. Optamos pelo táxi (18.000 pesos chilenos), pois formávamos um grupo de 4 pessoas e o táxi saiu mais barato que o transfer da Transvip (21.000 pesos chilenos). A opção mais barata é o ônibus + metrô, mas com as bagagens, é a opção mais trabalhosa e cansativa. Você pega um ônibus da Tur-Bus até o terminal Alameda e de lá pega o metrô até o seu destino final.
• Hospedagem
Optamos por ficar no Apart do Andes Hostel. A infraestrutura é ótima, mas todo trâmite de check-in, check-out e café da manhã é no Hostel. Embora seja perto, não é a opção mais barata. Mais ainda quando não se leva dólar. Se você quiser pagar em pesos chilenos (Apart ou Hostel, não importa), surge uma taxa, a IVA, de 16% que desanima qualquer um. Os pontos positivos do Andes Hostel são, sem dúvidas, a localização (em frente à estação de metrô Bellas Artes – lugar muito tranquilo) e a infraestrutura. Os pontos negativos foram o café da manhã e o atendimento. O café é péssimo mesmo para o padrão hostel. Ser simples, ok, é assim em todo hostel, mas as coisas demoram a serem servidas e não são repostas. Quanto ao atendimento, tivemos contato com duas pessoas na recepção, um rapaz muito atencioso e uma mulher bem sem vontade de trabalhar, com quem tivemos o desprazer de ter mais contato e provar da sua falta de paciência.
• Deslocamento (metrô e ônibus)
Santiago possui uma malha metroviária excelente. O metrô é super fácil de compreender e muito agradável de andar. Você esbarra com muitas obras de arte no caminho e consegue chegar a qualquer atração de metrô. Só é necessário fazer o cartão Bip!. Existem terminais de autoatendimento em algumas estações, nas que não existe você consegue fazer na bilheteria. O cartão custa cerca de 1.300 pesos chilenos e a recarga mínima é de 1.000 pesos chilenos no terminal de autoatendimento. O valor da passagem varia de acordo com o horário entre $ 610 e $ 720. Para o deslocamento entre cidades utilizamos basicamente duas empresas, a Pullman para Isla Negra ($ 6.600 ida e $ 4.500 volta) e a Tur-Bus para Viña e Valparaíso. Como fizemos as duas cidades num mesmo dia, fomos por Viña ($ 2.700) e voltamos por Valparaíso ($ 3.000).
• Alimentação
O Chile é bem democrático quando se fala de alimentação. Você consegue comer um cachorro-quente em qualquer esquina com pouquíssimo dinheiro (a rede mais famosa é a Charly Dog) ou gastar um salário mínimo no menu degustação de alguns dos restaurantes mais badalados de Santiago (vide Astrid y Gastón que sempre figura nas listas dos melhores restaurantes do mundo). O meio termo é possível. O pátio Bellavista tem algumas opções relativamente em conta como o La Casa en el Aire (você consegue experimentar um pouco da culinária de cada canto da América Latina num restaurante muito acolhedor, com música boa e típica) e o Mr. Jack (hambúrgueres maravilhosos). Ao redor do Pátio existem inúmeros restaurantes em que se pode comer por um preço acessível. O forte na região central do Chile são os frutos do mar (mariscos, como eles chamam), mas há uma diversidade incrível de restaurantes, então você encontrará comida de todo o mundo. Por fim, Santiago é bem servida de supermercados como as redes Líder e Jumbo, ideal para comprar lanches ou algo de preparo rápido. Não deixem de experimentar os sorvetes do Emporio La Rosa.
Salve viajantes,
Espero que as informações a seguir sejam de alguma utilidade para quem estiver planejando sua viagem para a região central do Chile. Vamos lá!
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Informações básicas
• Clima
No período em que permanecemos no Chile, uma fórmula se repetia diariamente: manhãs frias, mesmo sendo verão, tardes e noites quentes. Os dias são mais longos nesse período, logo, não se espante se você perceber que são 21 horas e ainda está claro. Em Isla Negra foi onde pegamos a temperatura mais baixa, frio moderado o dia todo. Viña e Valparaíso parecem seguir a mesma fórmula de Santiago com manhãs frias e o restante do dia mais quente. Nos Andes, especificamente em Farellones, onde visitamos, esperávamos muito frio, porém, a realidade não correspondeu com o esperado. Encontramos um frio muito leve e bem suportável.
• As passagens e o voo
Viajamos num voo direto da TAM. As passagens foram compradas em outubro numa promoção. Custaram 730,00 (+ taxas). Contamos com um pouco de sorte, pois no período de festas de fim de ano, as passagens para qualquer destino costumam estar acima da média. Sobre o voo, vale registrar que para ter uma melhor vista da Cordilheira dos Andes deve-se escolher assento no lado esquerdo na ida e do lado direito na volta. Mas caso não consiga o assento desejado, não há problema, a Cordilheira será avistada de qualquer maneira.
• Câmbio
Com a alta do dólar, o câmbio se tornou um assunto sensível ao longo da viagem. Levamos real e saímos do Brasil com informações de câmbio da empresa chilena de turismo Turistik (diariamente eles informam, no perfil do Facebook, a cotação do peso e as condições climáticas). Sabíamos que compraríamos 230 pesos chilenos com 1 real, mas o que acompanhamos foi um aumento absurdo, chegando a ver 190 pesos chilenos por 1 real, no último dia. No entanto, existem duas ruas no Centro de Santiago que possuem uma concentração de casas de câmbio, permitindo uma pesquisa melhor. São as Ruas Monjitas (nas quadras em direção a estação de metrô Santa Ana, logo após a Plaza de Armas) e Augustinas (entre o Paseo Ahumada e a Morande). A pior cotação que vimos foi no Pátio Bellavista, na única casa de câmbio que tem lá (em frente à agência Turistik), a compra era mais cara que no aeroporto. Porém, é a única casa de câmbio que você poderá trocar todos os dias da semana até às 22h. Vá lá só em caso de emergência.
• Saindo e retornando do aeroporto
Tínhamos algumas opções para sair do aeroporto: ônibus da Tur-Bus + metrô, transfer da Transvip e táxi. Optamos pelo táxi (18.000 pesos chilenos), pois formávamos um grupo de 4 pessoas e o táxi saiu mais barato que o transfer da Transvip (21.000 pesos chilenos). A opção mais barata é o ônibus + metrô, mas com as bagagens, é a opção mais trabalhosa e cansativa. Você pega um ônibus da Tur-Bus até o terminal Alameda e de lá pega o metrô até o seu destino final.
• Hospedagem
Optamos por ficar no Apart do Andes Hostel. A infraestrutura é ótima, mas todo trâmite de check-in, check-out e café da manhã é no Hostel. Embora seja perto, não é a opção mais barata. Mais ainda quando não se leva dólar. Se você quiser pagar em pesos chilenos (Apart ou Hostel, não importa), surge uma taxa, a IVA, de 16% que desanima qualquer um. Os pontos positivos do Andes Hostel são, sem dúvidas, a localização (em frente à estação de metrô Bellas Artes – lugar muito tranquilo) e a infraestrutura. Os pontos negativos foram o café da manhã e o atendimento. O café é péssimo mesmo para o padrão hostel. Ser simples, ok, é assim em todo hostel, mas as coisas demoram a serem servidas e não são repostas. Quanto ao atendimento, tivemos contato com duas pessoas na recepção, um rapaz muito atencioso e uma mulher bem sem vontade de trabalhar, com quem tivemos o desprazer de ter mais contato e provar da sua falta de paciência.
• Deslocamento (metrô e ônibus)
Santiago possui uma malha metroviária excelente. O metrô é super fácil de compreender e muito agradável de andar. Você esbarra com muitas obras de arte no caminho e consegue chegar a qualquer atração de metrô. Só é necessário fazer o cartão Bip!. Existem terminais de autoatendimento em algumas estações, nas que não existe você consegue fazer na bilheteria. O cartão custa cerca de 1.300 pesos chilenos e a recarga mínima é de 1.000 pesos chilenos no terminal de autoatendimento. O valor da passagem varia de acordo com o horário entre $ 610 e $ 720. Para o deslocamento entre cidades utilizamos basicamente duas empresas, a Pullman para Isla Negra ($ 6.600 ida e $ 4.500 volta) e a Tur-Bus para Viña e Valparaíso. Como fizemos as duas cidades num mesmo dia, fomos por Viña ($ 2.700) e voltamos por Valparaíso ($ 3.000).
• Alimentação
O Chile é bem democrático quando se fala de alimentação. Você consegue comer um cachorro-quente em qualquer esquina com pouquíssimo dinheiro (a rede mais famosa é a Charly Dog) ou gastar um salário mínimo no menu degustação de alguns dos restaurantes mais badalados de Santiago (vide Astrid y Gastón que sempre figura nas listas dos melhores restaurantes do mundo). O meio termo é possível. O pátio Bellavista tem algumas opções relativamente em conta como o La Casa en el Aire (você consegue experimentar um pouco da culinária de cada canto da América Latina num restaurante muito acolhedor, com música boa e típica) e o Mr. Jack (hambúrgueres maravilhosos). Ao redor do Pátio existem inúmeros restaurantes em que se pode comer por um preço acessível. O forte na região central do Chile são os frutos do mar (mariscos, como eles chamam), mas há uma diversidade incrível de restaurantes, então você encontrará comida de todo o mundo. Por fim, Santiago é bem servida de supermercados como as redes Líder e Jumbo, ideal para comprar lanches ou algo de preparo rápido. Não deixem de experimentar os sorvetes do Emporio La Rosa.
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