Oi pessoal! Em outubro de 2014, meu namorado, Erich, e eu fizemos um mochilão começando dia 03/10 e terminando dia 31/10, foram 29 dias passando por Bolívia (Santa Cruz de La Sierra -> La Paz -> Copacabana), Peru (Cusco -> Arequipa), Norte do Chile (Arica -> San Pedro de Atacama) e de volta à Bolívia (Uyuni -> Sucre -> Santa Cruz). O único trecho que fizemos de avião foi São Paulo - Santa Cruz - São Paulo, que era a passagem mais barata que encontramos (R$ 695,17), o restante, foi tudo de ônibus. O gasto total da viagem, incluindo passagem aérea foi um pouco menos de R$ 4.000,00 cada um.
Vale registrar que com exceção da falta de ar ao fazer atividades físicas, não tivemos nenhum inconveniente em relação à altitude, acredito que parte disso foi porque fizemos uma subida gradativa...Sta Cruz -> La Paz -> Lago Titicaca...e por aí vai.
Vou deixar aqui, aos poucos, o relato da nossa viagem, e espero que ajude quem pretende fazer o mesmo roteiro. Vou postando em partes porque, por falta de tempo, ainda não consegui escrever o relato completo.
Qualquer dúvida, estamos à disposição!
Roteiro:
03/10 – Chegada em Sta Cruz de La Sierra – almoço – ônibus noturno para La Paz (18h)
04/10 – Chegada em La Paz de manhã, passeio pela cidade.
05/10 – Passeio p/ Tiwanaku (8:30h-16h). Saída para Copacabana no final do dia. Chegada em Copacabana – dormir em Copacabana.
06/10 – Isla del Sol. Volta pra Copacabana.
07/10 – Passeio em copa, comprar ônibus noturno para Cusco (11h)
08/10 – Chegada a Cusco de manhã. Comprar trilha Salkantay. Dormir.
09 ao 13/10 – Trilha Salkantay + Macchu Picchu. No dia 13 a noite, volta pra Cusco.
14/10 – Cusco
15/10 – Cusco
16/10 – Cusco. Ônibus noturno para Arequipa.
17/10 – Chegada em Arequipa de manhã. Passeio pela cidade.
18/10 – Arequipa
19 e 20/10 – Canyon del Colca (trekking de 2 dias). No final do dia 20, volta para Arequipa para dormir.
21/10 – Saída para Tacna de manhã. Chegada em Tacna, colectivo para Arica. Dormir em Arica.
22/10 – Passar o dia em Arica. Ônibus noturno para SPA (11h).
23/10 – Chegada SPA. Sandboard.
24/10 – SPA: Tatio + Valle de la Luna e Valle de la Muerte
25/10 – SPA: Lagunas Altiplanicas
26 ao 28/10 – Salar de Uyuni. No dia 28, chegada em Uyuni a tarde. Ônibus noturno pra Sucre.
29/10 – Chegada em Sucre de manhã. Passeio pela cidade. Saída para Santa Cruz a noite (ônibus noturno – 11h)
30/10 – Chegada em Santa Cruz de la Sierra de manhã – passeio pela cidade. Dormir em Sta Cruz.
03/10 – Chegada em Sta Cruz de La Sierra – almoço – ônibus noturno para La Paz (18h de viagem).
Pegamos o vôo da gol as 13:10h, chegando em Santa Cruz as 13:10h. A imigração em Santa Cruz é extremamente lenta. Demoramos perto de uma hora, talvez mais, pra passar por ela. Depois vc pega suas malas e ainda faz mais uma fila pra passar pelo detector de metais e pra checagem de mala. 90% das pessoas teve a mala/mochilão revistado, mas nós tivemos sorte e nos mandaram passar reto.
No saguão aeroporto tem um monte de gente te oferecendo taxi, mas assim que vc sai pra rua mesmo tem um micro ônibus a direita que te leva pro centro por 6 Bs por pessoa e você pode falar onde quer descer dentro da rota que eles fazem. Antes de entrar nesse bus, perguntamos pra moça do balcão de informações como fazíamos pra chegar ao Terminal Bimodal e ela nos indicou os buses urbanos que tínhamos que pegar e onde, foi tranqüilo. Chegando no Terminal tivemos que escolher a empresa de ônibus que usaríamos pra fazer a viagem mais longa da trip, Sta Cruz – La Paz. Foi meio difícil porque tudo parece precário e a rodoviária em si é um caos, então escolhemos uma que se chamava TransCopacabana, pagamos 150 Bs cada e ficamos por lá esperando o horário de saída. A empresa até que era boa, para os padrões bolivianos.
Duas dicas importantes aqui são:
1) não pense que as rodoviárias da Bolívia/Peru/Norte do Chile são remotamente parecidas com as brasileiras. Elas são todas precárias, mal tem lugares pra comer e os que existem te deixam um tanto quanto na dúvida sobre a comida.
2) Leve bastante água e comida para a viagem!! O ônibus praticamente não faz paradas! Viajamos direto por cerca de 12h, parando só quando as pessoas pediam para ir ao banheiro (nos banheiros dos ônibus eles só permitem que você faça xixi, se quiser fazer outra coisa tem que pedir pro motorista parar!). A primeira e única vez que paramos foi por volta das 7:30h da manhã do dia seguinte, num lugarzinho no meio do nada para tomar café. Nossa água acabou no meio da madrugada e só conseguimos comprar mais nessa parada do desayuno. Acredito que em razão da falta de água e comida adequada, acabei desmaiando quando descemos do ônibus nessa parada, mas depois ficou tudo bem. Então, leve água e comida pra sua viagem.
04/10 – Chegada em La Paz de manhã, passeio pela cidade.
Depois de 18h de viagem, finalmente chegamos à La Paz. Lá, ficamos no hostel The Adventure Brew Hostel, que era ótimo e muito bem localizado. Nesse dia passeamos pela cidade e fechamos a agência para conhecer Tiwanaku. Depois de pesquisarmos um pouco, fechamos com a Coca Travels, 60Bs por pessoa, o que incluía o transporte e o guia, sendo que a entrada para Tiwanaku (80Bs) e o Almoço (compramos coisa no mercado pra levar) era por nossa conta.
05/10 – Passeio p/ Tiwanaku (8:30h-16h). Saída para Copacabana no final do dia (colectivo). Chegada em Copacabana – dormir em Copacabana.
Acordamos cedo, tomamos café, fechamos as mochilas, as deixamos no storage do hostel e fomos visitar Tiwanaku (80 Bs por pessoa a entrada). Na volta, decidimos já ir pra Copacabana ao invés de passar mais uma noite em La Paz. A funcionária do hostel era bem confusa e nos disse que aquela hora, por volta das 17h, não havia mais ônibus para Copacabana, mas depois descobrimos que essa informação estava completamente errada. Apesar da informação dela decidimos arriscar e pegar um táxi até o cemitério (15 Bs) e de lá saem umas vans (colectivos – 20 Bs por pessoa) praticamente a cada 30 minutos, desde as 6h até as 20h. Depois ficamos sabendo que existem ônibus turísticos que fazem esse caminho, o que deve ser mais confortável, mas também mais caro. A van é um pouco precária, como tudo na Bolívia, meio apertada e cheia. O motorista, como todos na Bolívia e no Peru, dirigia que nem um louco, mas tudo deu certo no final.
A única coisa estranha aconteceu quando estávamos quase chegando. Em um momento da viagem, a van tem que passar pelo estreito de Tiquina. Nessa hora, o motorista e mais uma passageira nos disseram que deveríamos descer da van e cruzar o estreito em uma embarcação, sendo que a van cruzaria por uma balsa. Quando perguntamos das malas eles disseram que elas ficariam na van (os mochilões estavam amarrados no teto como toda bagagem maior). A princípio descemos da van mas depois percebemos que vários locais não desceram, inclusive essa senhora, que estava acompanhada de uma criança. Eles ficaram dizendo que tínhamos que ir lá comprar a passagem e cruzar o estreito que eles nos encontrariam do outro lado. Quando questionamos porque algumas pessoas não estavam descendo eles nos davam respostas vagas e a senhora da criança disse que não ia porque a criança estava dormindo e não queria descer da van. Começamos a achar a situação muito estranha e um americano que estava na van, também. Foi só quando tiramos foto da placa da van e da cara do motorista que eles mudaram o discurso e disseram que poderíamos ir na van. Ficaram reclamando falando que teríamos que ir pelo barco porque a balsa era perigosa e etc. Algumas pessoas de fato desceram e fizeram a travessia pelo barco, mas até onde eu pude ver, elas não tinham bagagem. Nós ficamos na van e fizemos a travessia pela balsa. No final não sabemos se era alguma tentativa de golpe em relação às nossas malas ou se simplesmente queriam que os estrangeiros pagassem algo para os caras do barco. Enfim, seguimos viagem.
Chegando lá tínhamos anotado alguns nomes de lugares pra ficar, pois no hostelworld as hospedagens eram mal classificadas. Acabamos ficando no primeiro hostal que paramos pra ver, chamava Hostal Sonia. Pagamos 80Bs por um quarto de casal com banheiro privativo e até TV. O lugar era simples mas bem limpinho e a dona uma simpatia só (uma raridade na Bolívia). O café da manhã não estava incluso, mas eles ofereciam um por 10Bs por pessoa. Era simples, tinha pão, manteiga, geléia, chá/café/café com leite e suco de laranja, mas achei que valia a pena.
06/10 – Isla del Sol. Volta pra Copacabana para dormir
Acordamos cedo e pegamos o barco para a Isla del Sol para passar o dia e fazer o trekking norte-sul. A passagem, tínhamos comprado com a Sonia lá no hostel mesmo, na noite anterior (35Bs cada – ida e volta). Chegando na ilha, na parte norte, já tem um local ali pra te dar umas instruções e ali já te cobram uma taxa de 10Bs. Aqui vale outro alerta. Na Bolívia, SEMPRE estão tentando tirar dinheiro de você de alguma forma, seja inflacionando os preços, já que nas vendinhas nada tem preço estipulado, seja tentando de dar uns “golpezinhos”. Quando você chega na ilha, o cara te fala algumas coisas e diz que você tem que pagar uma taxa de 10Bs, a qual, segundo eles, dizem que será seu único gasto obrigatório. Daí ele te acompanha no começo do caminho pra te mostrar umas ruínas que tem lá e contar algumas histórias. No final dessa parte inicial, que dura uma meia hora, você fica sabendo que a parte do “guia” não estava inclusa naqueles 10Bs que você pagou quando chegou. Demos mais 20Bs pra ele e começamos a trilha. No meio da trilha, você encontra adiante uma faixa que diz “peaje”. Sim, eles te cobram pedágio no meio da trilha, de 15Bs por pessoa. Na hora tentamos discutir porque na parte norte nos disseram que aqueles 10Bs iniciais era o único gasto que teríamos durante a trilha toda, mas a única coisa que eles diziam é “es otro pueblo”, e afirmavam que não teríamos mais nenhum gasto até o final. O que acontece é que a Isla del Sol é habitada por três povos, e cada um fica situado em uma parte da ilha (norte, centro e sul) e, assim, cada um quer cobrar um pedágio dos turistas. Daí, já deu pra perceber o que aconteceu né...quando chegamos na parte sul, obviamente tinha uma cholita lá pra te tirar mais dinheiro, desta vez, 5Bs por pessoa. O problema não é o valor, pois a moeda boliviana é bem desvalorizada em relação ao Real, o que irrita um pouco é que não te avisam desde o início, e você saí com a sensação de que está sendo enganado. Apesar do estresse pela malandragem, o passeio vale a pena. A ilha é realmente linda, e o trekking não é difícil, basta ter disposição para uma caminhada de cerca de 3h.
Na hora de jantar, fomos em alguns restaurantes recomendados pelo lonely planet mas achamos tudo meio caro, então resolvemos arriscar um que chamava Restaurant Turistico Jardin Bolívia, localizado na avenida principal, onde pagamos 30Bs por pessoa, num menu completo. A comida era ótima e preço melhor ainda.
07/10 – Passeio em Copa, ônibus noturno para Cusco (11h)
No dia seguinte acordamos tarde, passeamos em Copa e relaxamos um pouco. Com a dona do hostel, compramos a passagem para o ônibus noturno com destino a Cusco, que custou 140Bs por pessoa. A empresa chamava Huayruro Tours, o ônibus era novo e eles têm uma moça que te auxilia na fronteira. A viagem demora mais ou menos 11h. Saindo de Copa, em meia hora você já chega na fronteira, daí primeiro desce pra dar saída da Bolívia, daí cruza a pé para o Peru e dá entrada no país ali. Eu estava viajando com passaporte, então não tive que fazer nada demais, mas o Erich viajava com o RG, então antes de dar saída na Bolívia, ele teve que tirar cópia daquele papelzinho que te dão quando você chega, porque as autoridades peruanas exigem que você mostre de onde veio. Isso é comum, pois as autoridades bolivianas até carimbam essa cópia pra você levar. Depois você entra no ônibus de volta, que está te esperando na porta, e segue viagem até Puno. Vale registrar que apesar de as pessoas te dizerem que o ônibus é direto, ele nunca é direto hahaha. Sabíamos que o ônibus parava em Puno, mas como tinham nos dito que era direto, achamos que era apenas uma escala, mas não. Chegando em Puno descemos do ônibus e fomos até o guichê para trocar a passagem, sem pagar mais nada por isso, e então tivemos que esperar uma hora até o ônibus sair de Puno com destino a Cusco. O “directo” deles significava apenas que você não trocava de ônibus e não precisava descer o mochilão na parada.
Oi pessoal! Em outubro de 2014, meu namorado, Erich, e eu fizemos um mochilão começando dia 03/10 e terminando dia 31/10, foram 29 dias passando por Bolívia (Santa Cruz de La Sierra -> La Paz -> Copacabana), Peru (Cusco -> Arequipa), Norte do Chile (Arica -> San Pedro de Atacama) e de volta à Bolívia (Uyuni -> Sucre -> Santa Cruz). O único trecho que fizemos de avião foi São Paulo - Santa Cruz - São Paulo, que era a passagem mais barata que encontramos (R$ 695,17), o restante, foi tudo de ônibus. O gasto total da viagem, incluindo passagem aérea foi um pouco menos de R$ 4.000,00 cada um.
Vale registrar que com exceção da falta de ar ao fazer atividades físicas, não tivemos nenhum inconveniente em relação à altitude, acredito que parte disso foi porque fizemos uma subida gradativa...Sta Cruz -> La Paz -> Lago Titicaca...e por aí vai.
Vou deixar aqui, aos poucos, o relato da nossa viagem, e espero que ajude quem pretende fazer o mesmo roteiro. Vou postando em partes porque, por falta de tempo, ainda não consegui escrever o relato completo.
Qualquer dúvida, estamos à disposição!
Roteiro:
03/10 – Chegada em Sta Cruz de La Sierra – almoço – ônibus noturno para La Paz (18h)
04/10 – Chegada em La Paz de manhã, passeio pela cidade.
05/10 – Passeio p/ Tiwanaku (8:30h-16h). Saída para Copacabana no final do dia. Chegada em Copacabana – dormir em Copacabana.
06/10 – Isla del Sol. Volta pra Copacabana.
07/10 – Passeio em copa, comprar ônibus noturno para Cusco (11h)
08/10 – Chegada a Cusco de manhã. Comprar trilha Salkantay. Dormir.
09 ao 13/10 – Trilha Salkantay + Macchu Picchu. No dia 13 a noite, volta pra Cusco.
14/10 – Cusco
15/10 – Cusco
16/10 – Cusco. Ônibus noturno para Arequipa.
17/10 – Chegada em Arequipa de manhã. Passeio pela cidade.
18/10 – Arequipa
19 e 20/10 – Canyon del Colca (trekking de 2 dias). No final do dia 20, volta para Arequipa para dormir.
21/10 – Saída para Tacna de manhã. Chegada em Tacna, colectivo para Arica. Dormir em Arica.
22/10 – Passar o dia em Arica. Ônibus noturno para SPA (11h).
23/10 – Chegada SPA. Sandboard.
24/10 – SPA: Tatio + Valle de la Luna e Valle de la Muerte
25/10 – SPA: Lagunas Altiplanicas
26 ao 28/10 – Salar de Uyuni. No dia 28, chegada em Uyuni a tarde. Ônibus noturno pra Sucre.
29/10 – Chegada em Sucre de manhã. Passeio pela cidade. Saída para Santa Cruz a noite (ônibus noturno – 11h)
30/10 – Chegada em Santa Cruz de la Sierra de manhã – passeio pela cidade. Dormir em Sta Cruz.
31/10 – Volta para SP
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03/10 – Chegada em Sta Cruz de La Sierra – almoço – ônibus noturno para La Paz (18h de viagem).
Pegamos o vôo da gol as 13:10h, chegando em Santa Cruz as 13:10h. A imigração em Santa Cruz é extremamente lenta. Demoramos perto de uma hora, talvez mais, pra passar por ela. Depois vc pega suas malas e ainda faz mais uma fila pra passar pelo detector de metais e pra checagem de mala. 90% das pessoas teve a mala/mochilão revistado, mas nós tivemos sorte e nos mandaram passar reto.
No saguão aeroporto tem um monte de gente te oferecendo taxi, mas assim que vc sai pra rua mesmo tem um micro ônibus a direita que te leva pro centro por 6 Bs por pessoa e você pode falar onde quer descer dentro da rota que eles fazem. Antes de entrar nesse bus, perguntamos pra moça do balcão de informações como fazíamos pra chegar ao Terminal Bimodal e ela nos indicou os buses urbanos que tínhamos que pegar e onde, foi tranqüilo. Chegando no Terminal tivemos que escolher a empresa de ônibus que usaríamos pra fazer a viagem mais longa da trip, Sta Cruz – La Paz. Foi meio difícil porque tudo parece precário e a rodoviária em si é um caos, então escolhemos uma que se chamava TransCopacabana, pagamos 150 Bs cada e ficamos por lá esperando o horário de saída. A empresa até que era boa, para os padrões bolivianos.
Duas dicas importantes aqui são:
1) não pense que as rodoviárias da Bolívia/Peru/Norte do Chile são remotamente parecidas com as brasileiras. Elas são todas precárias, mal tem lugares pra comer e os que existem te deixam um tanto quanto na dúvida sobre a comida.
2) Leve bastante água e comida para a viagem!! O ônibus praticamente não faz paradas! Viajamos direto por cerca de 12h, parando só quando as pessoas pediam para ir ao banheiro (nos banheiros dos ônibus eles só permitem que você faça xixi, se quiser fazer outra coisa tem que pedir pro motorista parar!). A primeira e única vez que paramos foi por volta das 7:30h da manhã do dia seguinte, num lugarzinho no meio do nada para tomar café. Nossa água acabou no meio da madrugada e só conseguimos comprar mais nessa parada do desayuno. Acredito que em razão da falta de água e comida adequada, acabei desmaiando quando descemos do ônibus nessa parada, mas depois ficou tudo bem.
Então, leve água e comida pra sua viagem.
04/10 – Chegada em La Paz de manhã, passeio pela cidade.
Depois de 18h de viagem, finalmente chegamos à La Paz. Lá, ficamos no hostel The Adventure Brew Hostel, que era ótimo e muito bem localizado. Nesse dia passeamos pela cidade e fechamos a agência para conhecer Tiwanaku. Depois de pesquisarmos um pouco, fechamos com a Coca Travels, 60Bs por pessoa, o que incluía o transporte e o guia, sendo que a entrada para Tiwanaku (80Bs) e o Almoço (compramos coisa no mercado pra levar) era por nossa conta.
05/10 – Passeio p/ Tiwanaku (8:30h-16h). Saída para Copacabana no final do dia (colectivo). Chegada em Copacabana – dormir em Copacabana.
Acordamos cedo, tomamos café, fechamos as mochilas, as deixamos no storage do hostel e fomos visitar Tiwanaku (80 Bs por pessoa a entrada). Na volta, decidimos já ir pra Copacabana ao invés de passar mais uma noite em La Paz. A funcionária do hostel era bem confusa e nos disse que aquela hora, por volta das 17h, não havia mais ônibus para Copacabana, mas depois descobrimos que essa informação estava completamente errada. Apesar da informação dela decidimos arriscar e pegar um táxi até o cemitério (15 Bs) e de lá saem umas vans (colectivos – 20 Bs por pessoa) praticamente a cada 30 minutos, desde as 6h até as 20h. Depois ficamos sabendo que existem ônibus turísticos que fazem esse caminho, o que deve ser mais confortável, mas também mais caro. A van é um pouco precária, como tudo na Bolívia, meio apertada e cheia. O motorista, como todos na Bolívia e no Peru, dirigia que nem um louco, mas tudo deu certo no final.
A única coisa estranha aconteceu quando estávamos quase chegando. Em um momento da viagem, a van tem que passar pelo estreito de Tiquina. Nessa hora, o motorista e mais uma passageira nos disseram que deveríamos descer da van e cruzar o estreito em uma embarcação, sendo que a van cruzaria por uma balsa. Quando perguntamos das malas eles disseram que elas ficariam na van (os mochilões estavam amarrados no teto como toda bagagem maior). A princípio descemos da van mas depois percebemos que vários locais não desceram, inclusive essa senhora, que estava acompanhada de uma criança. Eles ficaram dizendo que tínhamos que ir lá comprar a passagem e cruzar o estreito que eles nos encontrariam do outro lado. Quando questionamos porque algumas pessoas não estavam descendo eles nos davam respostas vagas e a senhora da criança disse que não ia porque a criança estava dormindo e não queria descer da van. Começamos a achar a situação muito estranha e um americano que estava na van, também. Foi só quando tiramos foto da placa da van e da cara do motorista que eles mudaram o discurso e disseram que poderíamos ir na van. Ficaram reclamando falando que teríamos que ir pelo barco porque a balsa era perigosa e etc. Algumas pessoas de fato desceram e fizeram a travessia pelo barco, mas até onde eu pude ver, elas não tinham bagagem. Nós ficamos na van e fizemos a travessia pela balsa. No final não sabemos se era alguma tentativa de golpe em relação às nossas malas ou se simplesmente queriam que os estrangeiros pagassem algo para os caras do barco. Enfim, seguimos viagem.
Chegando lá tínhamos anotado alguns nomes de lugares pra ficar, pois no hostelworld as hospedagens eram mal classificadas. Acabamos ficando no primeiro hostal que paramos pra ver, chamava Hostal Sonia. Pagamos 80Bs por um quarto de casal com banheiro privativo e até TV. O lugar era simples mas bem limpinho e a dona uma simpatia só (uma raridade na Bolívia). O café da manhã não estava incluso, mas eles ofereciam um por 10Bs por pessoa. Era simples, tinha pão, manteiga, geléia, chá/café/café com leite e suco de laranja, mas achei que valia a pena.
06/10 – Isla del Sol. Volta pra Copacabana para dormir
Acordamos cedo e pegamos o barco para a Isla del Sol para passar o dia e fazer o trekking norte-sul. A passagem, tínhamos comprado com a Sonia lá no hostel mesmo, na noite anterior (35Bs cada – ida e volta). Chegando na ilha, na parte norte, já tem um local ali pra te dar umas instruções e ali já te cobram uma taxa de 10Bs. Aqui vale outro alerta. Na Bolívia, SEMPRE estão tentando tirar dinheiro de você de alguma forma, seja inflacionando os preços, já que nas vendinhas nada tem preço estipulado, seja tentando de dar uns “golpezinhos”. Quando você chega na ilha, o cara te fala algumas coisas e diz que você tem que pagar uma taxa de 10Bs, a qual, segundo eles, dizem que será seu único gasto obrigatório. Daí ele te acompanha no começo do caminho pra te mostrar umas ruínas que tem lá e contar algumas histórias. No final dessa parte inicial, que dura uma meia hora, você fica sabendo que a parte do “guia” não estava inclusa naqueles 10Bs que você pagou quando chegou. Demos mais 20Bs pra ele e começamos a trilha. No meio da trilha, você encontra adiante uma faixa que diz “peaje”. Sim, eles te cobram pedágio no meio da trilha, de 15Bs por pessoa. Na hora tentamos discutir porque na parte norte nos disseram que aqueles 10Bs iniciais era o único gasto que teríamos durante a trilha toda, mas a única coisa que eles diziam é “es otro pueblo”, e afirmavam que não teríamos mais nenhum gasto até o final. O que acontece é que a Isla del Sol é habitada por três povos, e cada um fica situado em uma parte da ilha (norte, centro e sul) e, assim, cada um quer cobrar um pedágio dos turistas. Daí, já deu pra perceber o que aconteceu né...quando chegamos na parte sul, obviamente tinha uma cholita lá pra te tirar mais dinheiro, desta vez, 5Bs por pessoa. O problema não é o valor, pois a moeda boliviana é bem desvalorizada em relação ao Real, o que irrita um pouco é que não te avisam desde o início, e você saí com a sensação de que está sendo enganado. Apesar do estresse pela malandragem, o passeio vale a pena. A ilha é realmente linda, e o trekking não é difícil, basta ter disposição para uma caminhada de cerca de 3h.
Na hora de jantar, fomos em alguns restaurantes recomendados pelo lonely planet mas achamos tudo meio caro, então resolvemos arriscar um que chamava Restaurant Turistico Jardin Bolívia, localizado na avenida principal, onde pagamos 30Bs por pessoa, num menu completo. A comida era ótima e preço melhor ainda.
07/10 – Passeio em Copa, ônibus noturno para Cusco (11h)
No dia seguinte acordamos tarde, passeamos em Copa e relaxamos um pouco. Com a dona do hostel, compramos a passagem para o ônibus noturno com destino a Cusco, que custou 140Bs por pessoa. A empresa chamava Huayruro Tours, o ônibus era novo e eles têm uma moça que te auxilia na fronteira. A viagem demora mais ou menos 11h. Saindo de Copa, em meia hora você já chega na fronteira, daí primeiro desce pra dar saída da Bolívia, daí cruza a pé para o Peru e dá entrada no país ali. Eu estava viajando com passaporte, então não tive que fazer nada demais, mas o Erich viajava com o RG, então antes de dar saída na Bolívia, ele teve que tirar cópia daquele papelzinho que te dão quando você chega, porque as autoridades peruanas exigem que você mostre de onde veio. Isso é comum, pois as autoridades bolivianas até carimbam essa cópia pra você levar. Depois você entra no ônibus de volta, que está te esperando na porta, e segue viagem até Puno. Vale registrar que apesar de as pessoas te dizerem que o ônibus é direto, ele nunca é direto hahaha. Sabíamos que o ônibus parava em Puno, mas como tinham nos dito que era direto, achamos que era apenas uma escala, mas não. Chegando em Puno descemos do ônibus e fomos até o guichê para trocar a passagem, sem pagar mais nada por isso, e então tivemos que esperar uma hora até o ônibus sair de Puno com destino a Cusco. O “directo” deles significava apenas que você não trocava de ônibus e não precisava descer o mochilão na parada.