[t1]Buenos Aires, Colonia e Montevideo em 7 dias[/t1]
Olá pessoal, estou deixando aqui o meu relato sobre nossa viagem a Argentina e Uruguaio. Nessa viagem, pensei em nem fazer relato para colocar aqui nos Mochileiros, porque esse é um destino que já há muitos relatos. Mas, depois pensei que cada relato sempre tem uma informação nova e um novo olhar sobre um mesmo local. Então decidi escrever.
Para ter mais informações e dicas acesse o meu blog http://www.abraceomundo.com lá tem informações extras que não estão no relato.
Nessa viagem foi eu e minha namorada. Nós tínhamos uma semana para viajar e optamos por ir a Argentina e Uruguai. Buenos Aires e Montevideo são locais tranquilos de ir. A língua também ajuda, pois o espanhol pode ser parcialmente compreendido mesmo por quem nunca estudou. E nessas cidades eles estão acostumados com brasileiros, o que já ajuda na comunicação. Por isso indico essa viagem para quem nunca fez um mochilão. Esse na verdade é um mochilão que nem precisa muito ser mochilão, dá pra viajar de mala, pois não se desloca muito. Mas, nós fomos de mochilão e foi uma boa escolha, pois para os momentos de atraso e para pegar ônibus, a mochila é bem mais ágil e eficiente que uma mala. Porém, para viagens em que haja muito deslocamento (muitas cidades no itinerário) prefira a mochila! Vai ser muito mais ágil e fácil de se locomover. A não ser se for uma viagem de alto padrão, apenas pegando taxi; ai não faz diferença, mas isso já é outra realidade. uahuhahua
No Brasil não se vê muitas pessoas viajando de mochila, mas em outros lugares do mundo é bem normal. Em Ko Phi Phi, por exemplo, uma famosa ilha da Tailândia, 80% das pessoas que chegam para se hospedar lá estavam de mochilão, segundo a minha própria análise. huauhuha
Mas, voltando para o destino, como estava falando, Buenos Aires e Montevideo são bons lugares para um primeiro mochilão ou uma primeira viagem por conta própria. Como tudo na vida, a primeira vez sempre gera uma insegurança maior e como essas cidades são fácil de se locomover e de comunicar é uma boa escolha.
Outro lugar que indico para um primeiro mochilão é o tradicional Bolívia, Peru e Chile. É uma viagem diferente, com um pouco mais de aventura. Que mescla tanto cidades quanto belezas naturais. Os pontos auges são o Salar de Uyuni e Machu Picchu. Na verdade, é um destino muito mais interessante do que Buenos Aires e Montevideo, no meu ponto de vista. Eu já fiz um relato sobre essa viagem, quem tiver interesse de ler: aventuras-por-bolivia-peru-e-chile-22-dias-jun-jul-2012-t73241.html
Primeiro começamos a pesquisar as passagens. A Gol faz algumas promoções nos finais de semana, e chegamos a encontramos por R$650 ida e volta (Belo Horizonte/ Buenos Aires). Porém, demoramos para comprar e não conseguimos. Acabamos comprando da Aerolíneas Argentinas por R$973, incluído as taxas. A Aerolíneas tem voo direto de BH a BUE, só os horários que não são muito bons (de madrugada). Mas, o problema foi que cancelaram nosso voo, 10 dias depois de termos comprado as passagens. Foi o voo de ida e eles nos realocaram no voo do dia seguinte, então perdemos um dia de viagem.
Normalmente, não reservamos hostel nas viagens, deixamos para olhar isso na hora. Porém, nessa viagem, decidimos reservar. No nosso novo cronograma (com um dia a menos) ficou dividido assim: 4 dias para Buenos Aires, 2 para Montevidéu e 1 para Colônia del Sacramento.
O relato está dividido por dia e em baixo de cada dia eu coloquei os gastos. Não estão todos os gastos do dia, só os principais. Por exemplo, os preços dos ônibus urbanos está o preço da tarifa unitária, independente se usei uma vez ou 5 vezes no dia. Nos preços, quando estiver “2X” significa que o gasto foi dividido por dois, como hostel, táxi, restaurante, etc.
Para a Argentina o melhor a se levar é dinheiro em espécie, Real ou Dólar americano, pois o cambio negro paga muito mais do que o câmbio paralelo, que seria o cambio da compra e saque no cartão de crédito e VTM, Visa Travel Money. No Uruguai não há essa diferença de cambio oficial e negro. Pensamos em levar dólar, mas como foi bem na época que o dólar deu uma valorizada, decidimos levar reais. Na média, trocamos o cambio nas conversões abaixo:
Conversão das moedas
R$1 = Ar$ 4,4 (Pesos Argentinos)
R$1 = Ur$ 8,6 (Pesos Uruguaios)
O valor do peso argentino é o do cambio negro. No câmbio oficial seria R$1 = Ar$3,2.
[t3]Dicas:[/t3]
Argentina
- Trocar dinheiro no câmbio paralelo na Argentina, pois a cotação é bem maior que no câmbio oficial. Na rua Florida, há várias pessoas oferecendo para trocar. Troque com alguém que te leve a algum outro lugar, não diretamente na rua. Nós trocamos nas bancas de revista. Numa delas tinha até luz negra para conferir as marcas d'agua das notas. Confira as notas, pois dizem que há muitas notas falsas.
- Os ônibus de Buenos Aires não tem trocador e só há dois jeitos de pagar: com o cartão que vale para todos os transportes púbicos e pode ser recarregado no metro; ou com moedas em uma máquina dentro do ônibus.
- A feirinha de San Telmo, que acontece aos domingos é um bom lugar para comprar lembrancinhas e presentes. As lojas de souvenir do centro, eu achei muito caras!
- Há 3 empresas para se viajar de barco da Argentina ao Uruguai: Busquebus, Seacat e Colonia Express. O mais barato é ir de Buenos Aires até Colonia e de Colônia de ônibus (que já está incluído no preço) até Montevidéu. A empresa que mais vale a pena ir é a Seacat, que é da Busquebus. Ela é a mas barata, a Busquebus é muito mais cara. Já a Colonia Express é um pouco mais cara que a Seacat e não é uma empresa confiável. Fomos embarcar por ela e no guichê nos falaram que o barco havia quebrado, não sabiam quando (que dia) iria voltar a operar, iriam devolver o dinheiro e a gente que se virasse para achar outro jeito de viajar. =0
Na hora de comprar as passagens, se for comprar pela internet, que usa a cotação oficial, compre pelo peso uruguai, pois sairá bem mais barato que comprando em peso argentino.
Uruguai
- Trocar cambio em Colônia não é tão bom, em Montevidéu se consegue um câmbio bem melhor.
- Hospedagem – 6 noites - R$587 (preço do quarto duplo) (2X)
- Barco: Buenos Aires - Colonia del Sacramento - Ur$ 750
- Ônibus: Colonia – Montevideo – Ur$ 300
- Ônibus: Montevideo – Buenos Aires – Ur$ 1350
- Seguro de Viagem – Treavel Ace (Mundo Básico) 8 dias – R$ 74
Total dos Gastos:inclui tudo que gastei na viagem, os gastos acima mais refeições, presentes, museus, etc.
TOTAL: R$ 2560
[t3]1° Dia de viagem 08/12 (2a) Buenos Aires[/t3]
O voo atrasou um pouco, chegamos antes das 6h da manhã em Buenos Aires. No verão há uma hora de fuso horário, pois a Argentina não tem mais horário de verão. Ezeiza é o aeroporto internacional, fica mais longe da cidade, 30km do centro. Apesar de ser o principal, o aeroporto não é muito grande. E o aeroporto carece de meios de transporte até a cidade. Não há mutas opções. A principal delas é táxi. Tenho a impressão que a maioria das pessoas vão de táxi. Há dois tipos de táxi, os táxi Ezeiza que são brancos e com preço tabelado, pagamos R$105, acho que em pesos era $350. E os radio-taxi, que são os taxi comuns (preto e amarelo), que usam o taxímetro; cuidado pois há motoristas picaretas. E a o ônibus da Tienda León. Que é Ar$140 por pessoa até a sede da empresa ou até um ponto específico Ar$175. Iriamos de Tienda León, pois nos falaram que pagaríamos 140 e nos deixariam na esquina do hostel (pois é caminho), mas depois quando fomos pagar, falaram que o valor era 175. Ai ficamos revoltados e decidimos ir de táxi. Sem trânsito é 30 min até o centro de Buenos Aires.
Fomos diretos ao hostel. E falando em hospedagem, gosto de ficar hospedado em hostel, pois tem um clima bem legal e ainda é mais barato. Ficamos hospedados no Hostel Suites. Há 3 deles em Buenos Aires. Primeiro ficamos no Hostel Suites Florida, quando voltamos do Uruguai ficamos no Hostel Suites Obelisco. Os dois são bem próximos e são mais ou menos iguais, sendo que o Florida é um pouco mais novo. Chegamos antes do check-in que na Argentina e Uruguai é as 14h. Deixamos nossos mochilões lá e eles deixaram a gente tomar café da manhã nesse dia.
Quando fomos para a rua, descobrimos que era feriado e que boa parte do comércio não iria abrir.
Aproveitamos para ir na Casa Rosada que só abre para visitação nos fins de semana e feriados. A entrada é de graça, mas a visitação começa meio tarde, acho que as 10h. A casa Rosada é legal, mas eu imaginava mais.
Depois fomos no Museu do Bicentenário que fica atrás da Casa Rosada, esse museu tem algumas coisas interessantes, mas não leva mais de uma hora conhecê-lo.
Trocamos dinheiro na rua Florida, perto do hostel. A rua Florida é uma das principais ruas de comercio do centro. É uma rua só para pedestres, não passa carro e tem lojas dos dois lados e várias galerias. Se encontra de tudo para comprar lá! A cotação do real no câmbio negro estava Ar$4,30. Pegamos uma época não muito boa, há um mês e meio estava quase a seis.
A cotação pode enganar, pois as coisas não são baratas na Argentina. Por exemplo, compramos uma água de 1,5L no supermercado por Ar$9, mais de R$2. Comida também achamos caro, não vimos opções de lugares baratos para comer na região central.
Comemos em restaurante a um quarteirão da Florida, uma Milanesa para uma pessoa, mas bem servida, Ar$84. Como deu fomo rápido, mais a tarde comemos no Mostaza, que é um fast-food argentino bem popular. O Mostaza, assim como o McDonalds tem promoções com bons preços, mas o que é fora da promoção é caro. Há o combo refri + batata + x-burgues simples por Ar$35.
Nesse dia ainda fomos na Catedral que também está em frente a Praça de Maio, a fachada é clássica, estilo greco-romano, nem parece igreja. E por último fomos à Av 9 de Julio para ver o Obelisco, que é bem grande, mas meio sem graça.
Nesse dia não fizemos muitas coisa, pois eu estava começando a ficar gripado.
O hostel que ficamos tem jantar de graça as 2a, 3a e 4a. À tarde precisa escrever o nome em uma lista e eles tem dão um cupom. Você só precisa comprar uma bebida, o jantar é no bar do Florida que fica no subsolo. A comida é bem simples foi macarrão com molho de tomate e queijo, no molho não tinha nem carne, mas estava bom e deu para economizar!
Nesse dia minha garganta foi ficando ruim e a noite fiquei com febre, tive que tomar um paracetamol e morrendo de medo da gripe atrapalhar a viagem.
Gastos:
R$105 – Táxi do Aeroporto Ezeiza até o centro
Ar$500 – Hostel Suites Florida – Quarto duplo com banheiro (2x)
Ar$84 – almoço (2x)
Ar$35 – combo de hambúrguer + batata + refri no Mostaza
[t3]2° Dia 09/12 (terça-feira) Buenos Aires[/t3]
Acordei sem febre graças a Deus! Fomos tomar café no hostel e depois fomos nos bosques de Palermo, pegamos o metro e descemos na estação Plaza Italia. Palermo tem vários bosques e um zoológico que fica na mesma região. Um dos bosques é o “El Rosedal” que é onde há vários tipos de flores. Como fomos na primavera, estava bem bonito! O Planetário Galileu Galilei também fica lá perto, até passamos lá, mas achamos caro e era só a tarde.
De lá fomos no bairro da Recoleta. Pegamos um ônibus e descobrimos que só se paga com moedas ou cartão de trasporte. Não tínhamos nem um, nem o outro. Então uma mulher pagou com o cartão dela para a gente, sem nem perguntar se tínhamos dinheiro para pagá-la! Ela foi bem legal! Na verdade, achamos os portenhos bem hospitaleiros, sempre que precisamos de ajuda, havia alguém para ajudar.
Na Recoleta, primeiro fomos no Cemitério, o local é bem turístico, havia alguns ônibus de turismo na porta. Não gastamos muito tempo lá, só fomos no túmulo da Evita, que não é grandioso, nem fica em nenhum lugar de destaque, mas é o mais visitado e sempre tem flores.
A Recoleta, assim como Palermo são bairros mais chiques, então consequentemente mais caros. Mas, achamos um lugar com o preço razoável, almoçamos no Shopping que fica em frente ao Cemitério. Almoçamos num restaurante italiano, o prato do dia + bebida saiu por Ar$93.
Depois fomos na Basílica Nuestra Señora del Pilar, que é uma igrejinha que fica ao lado da entrada o cemitério. Não tem nada de mais, mas como é ao lado vale a pena dar uma passada. De lá fomos no Museu Nacional de Belas Artes que é legal, tem uma vasta coleção de obras argentinas, mas também Van Gogh, Monet, Picasso, etc; e não paga para entrar; mas segunda-feira está fechado.
Atrás do museu fica a Floralis Generica, que é aquela escultura de flor feita de metal. Ela é bem grande, muito maior do que eu imaginava, tem 20 metros de altura. A flor estava em reforma, mas não atrapalhou de vê-la, só não podia chegar muito próximo. Ao lado da flor, fica um prédio bem grande e bonito em estilo greco-romano que é a Faculdade de Direito e Ciências Sociais. Tudo isso, do cemitério à flor fica bem próximos, num raio de uns 700m.
De lá fomos na livraria El Ateneo Grand Splendid (Av Santa Fe, 1860), apesar de ser no mesmo bairro, não é perto, como estávamos com o tempo limitado fomos de táxi, ficou em Ar$50 no taxímetro. Essa livraria era um teatro e é bem bonita, dizem que já ganhou prêmio de uma das livrarias mais bonitas do mundo.
Voltamos andando para o hostel. Nosso barco para o Uruguai saia as 18:45, da Florida até Puerto Madera, que é onde fica o porto não é longe, então fomos andando. Viajaríamos na empresa Seacat, mas perguntávamos as pessoas e elas não sabiam aonde era o porto dela. Há duas empresas principais a Busquebus que é maior e a Colonia Express e o porto delas são em lados opostos de Puerto Madera. Eu sabia que a Seacat fazia parte de uma delas, mas não sabia qual. Já estávamos quase na hora e não sabíamos aonde ir, perguntamos a um segurança e ele entrou na internet no celular dele para descobre aonde era. E descobrimos, é na Busquebus. O local de embarque é bem grande e confortável. Vale bem mais a pena viajar pela Seacat (busquebus) que pela Colonia Express, mais a frente vou explicar o que aconteceu com a gente no dia da volta...
A imigração, saída da Argentina e entrada no Uruguai é feita no porto de Buenos Aires. O barco que viajamos é bem pequeno e não tem espaço para ir do lado de fora para ver a vista, mas tem muitas janelas, que se você chegar cedo, vai poder sentar perto de uma. A viagem até Colonia é bem rápida, dura um pouco mais de 1h. Há um free shopping dentro do barco que dá fila para comprar. É uma loja bem pequena e quase não tem muita opção, mas os nativos gostam de comprar lá.
Chegamos em Colônia as 21h. No Uruguai, assim como no Brasil tem horário de verão, então o Uruguai tem 1h de fuso horário a mais em relação a Argentina.
No porto havia transfer até os hoteis, por uns Ur$200 por pessoa. Quem paga isso deve se arrepender, porque Colônia é uma cidade bem pequena, as coisas ficam perto, nosso hostel, Che Lagarto Hostel, ficava a dois quarterões do Porto.
Deixamos nossas mochilas no hostel e fomos jantar. Comemos um chivisto para dois, em um lugar que era mais barato e saiu por R$55. O Uruguai é bem mais caro que a Argentina devido ao cambio. No Uruguai, a maioria dos estabelecimentos (hoteis, lojas, restaurantes) aceitam reais e dólares.
A noite caiu uma chuva muito forte, por sorte já estávamos no hostel. Inclusive tivemos que matar duas baratas que estavam em nosso quarto no hostel. Hehehe Mas, o hostel é bom, é pequeno com um clima bem familiar. O maior problema é que a área de convivência dá para os quartos o que pode fazer barulho.
Gastos:
Ar$ 3 – ônibus
Ar$ 93 – almoço (2x)
Ar$ 50 – taxi da Floralis Generica até a livraria El Ateneo
Ur$ 750 – barco Seacat Buenos Aires – Colonia
Ur$ 750 – Hostel Che Lagarto Colonia – quarto duplo com banheiro (2x)
[t1]Buenos Aires, Colonia e Montevideo em 7 dias[/t1]
Olá pessoal, estou deixando aqui o meu relato sobre nossa viagem a Argentina e Uruguaio. Nessa viagem, pensei em nem fazer relato para colocar aqui nos Mochileiros, porque esse é um destino que já há muitos relatos. Mas, depois pensei que cada relato sempre tem uma informação nova e um novo olhar sobre um mesmo local. Então decidi escrever.
Para ter mais informações e dicas acesse o meu blog http://www.abraceomundo.com lá tem informações extras que não estão no relato.
Nessa viagem foi eu e minha namorada. Nós tínhamos uma semana para viajar e optamos por ir a Argentina e Uruguai. Buenos Aires e Montevideo são locais tranquilos de ir. A língua também ajuda, pois o espanhol pode ser parcialmente compreendido mesmo por quem nunca estudou. E nessas cidades eles estão acostumados com brasileiros, o que já ajuda na comunicação. Por isso indico essa viagem para quem nunca fez um mochilão. Esse na verdade é um mochilão que nem precisa muito ser mochilão, dá pra viajar de mala, pois não se desloca muito. Mas, nós fomos de mochilão e foi uma boa escolha, pois para os momentos de atraso e para pegar ônibus, a mochila é bem mais ágil e eficiente que uma mala. Porém, para viagens em que haja muito deslocamento (muitas cidades no itinerário) prefira a mochila! Vai ser muito mais ágil e fácil de se locomover. A não ser se for uma viagem de alto padrão, apenas pegando taxi; ai não faz diferença, mas isso já é outra realidade. uahuhahua
No Brasil não se vê muitas pessoas viajando de mochila, mas em outros lugares do mundo é bem normal. Em Ko Phi Phi, por exemplo, uma famosa ilha da Tailândia, 80% das pessoas que chegam para se hospedar lá estavam de mochilão, segundo a minha própria análise. huauhuha
Mas, voltando para o destino, como estava falando, Buenos Aires e Montevideo são bons lugares para um primeiro mochilão ou uma primeira viagem por conta própria. Como tudo na vida, a primeira vez sempre gera uma insegurança maior e como essas cidades são fácil de se locomover e de comunicar é uma boa escolha.
Outro lugar que indico para um primeiro mochilão é o tradicional Bolívia, Peru e Chile. É uma viagem diferente, com um pouco mais de aventura. Que mescla tanto cidades quanto belezas naturais. Os pontos auges são o Salar de Uyuni e Machu Picchu. Na verdade, é um destino muito mais interessante do que Buenos Aires e Montevideo, no meu ponto de vista. Eu já fiz um relato sobre essa viagem, quem tiver interesse de ler: aventuras-por-bolivia-peru-e-chile-22-dias-jun-jul-2012-t73241.html
Primeiro começamos a pesquisar as passagens. A Gol faz algumas promoções nos finais de semana, e chegamos a encontramos por R$650 ida e volta (Belo Horizonte/ Buenos Aires). Porém, demoramos para comprar e não conseguimos. Acabamos comprando da Aerolíneas Argentinas por R$973, incluído as taxas. A Aerolíneas tem voo direto de BH a BUE, só os horários que não são muito bons (de madrugada). Mas, o problema foi que cancelaram nosso voo, 10 dias depois de termos comprado as passagens. Foi o voo de ida e eles nos realocaram no voo do dia seguinte, então perdemos um dia de viagem.
Normalmente, não reservamos hostel nas viagens, deixamos para olhar isso na hora. Porém, nessa viagem, decidimos reservar. No nosso novo cronograma (com um dia a menos) ficou dividido assim: 4 dias para Buenos Aires, 2 para Montevidéu e 1 para Colônia del Sacramento.
O relato está dividido por dia e em baixo de cada dia eu coloquei os gastos. Não estão todos os gastos do dia, só os principais. Por exemplo, os preços dos ônibus urbanos está o preço da tarifa unitária, independente se usei uma vez ou 5 vezes no dia. Nos preços, quando estiver “2X” significa que o gasto foi dividido por dois, como hostel, táxi, restaurante, etc.
Para a Argentina o melhor a se levar é dinheiro em espécie, Real ou Dólar americano, pois o cambio negro paga muito mais do que o câmbio paralelo, que seria o cambio da compra e saque no cartão de crédito e VTM, Visa Travel Money. No Uruguai não há essa diferença de cambio oficial e negro. Pensamos em levar dólar, mas como foi bem na época que o dólar deu uma valorizada, decidimos levar reais. Na média, trocamos o cambio nas conversões abaixo:
Conversão das moedas
R$1 = Ar$ 4,4 (Pesos Argentinos)
R$1 = Ur$ 8,6 (Pesos Uruguaios)
O valor do peso argentino é o do cambio negro. No câmbio oficial seria R$1 = Ar$3,2.
[t3]Dicas:[/t3]
Argentina
- Trocar dinheiro no câmbio paralelo na Argentina, pois a cotação é bem maior que no câmbio oficial. Na rua Florida, há várias pessoas oferecendo para trocar. Troque com alguém que te leve a algum outro lugar, não diretamente na rua. Nós trocamos nas bancas de revista. Numa delas tinha até luz negra para conferir as marcas d'agua das notas. Confira as notas, pois dizem que há muitas notas falsas.
- Os ônibus de Buenos Aires não tem trocador e só há dois jeitos de pagar: com o cartão que vale para todos os transportes púbicos e pode ser recarregado no metro; ou com moedas em uma máquina dentro do ônibus.
- A feirinha de San Telmo, que acontece aos domingos é um bom lugar para comprar lembrancinhas e presentes. As lojas de souvenir do centro, eu achei muito caras!
- Há 3 empresas para se viajar de barco da Argentina ao Uruguai: Busquebus, Seacat e Colonia Express. O mais barato é ir de Buenos Aires até Colonia e de Colônia de ônibus (que já está incluído no preço) até Montevidéu. A empresa que mais vale a pena ir é a Seacat, que é da Busquebus. Ela é a mas barata, a Busquebus é muito mais cara. Já a Colonia Express é um pouco mais cara que a Seacat e não é uma empresa confiável. Fomos embarcar por ela e no guichê nos falaram que o barco havia quebrado, não sabiam quando (que dia) iria voltar a operar, iriam devolver o dinheiro e a gente que se virasse para achar outro jeito de viajar. =0
Na hora de comprar as passagens, se for comprar pela internet, que usa a cotação oficial, compre pelo peso uruguai, pois sairá bem mais barato que comprando em peso argentino.
Uruguai
- Trocar cambio em Colônia não é tão bom, em Montevidéu se consegue um câmbio bem melhor.
Voos:
BH – Buenos Aires (Ezeiza): 02:55 – 05:35 (08/12) Aerolineas Argentinas
BUE – BH: 22:05 (14/12) – 02:15 (15/12) Aerolineas Argentinas
Gastos Gerais:
- Passagem aérea BH – BUE (ida e volta) – R$ 973
- Hospedagem – 6 noites - R$587 (preço do quarto duplo) (2X)
- Barco: Buenos Aires - Colonia del Sacramento - Ur$ 750
- Ônibus: Colonia – Montevideo – Ur$ 300
- Ônibus: Montevideo – Buenos Aires – Ur$ 1350
- Seguro de Viagem – Treavel Ace (Mundo Básico) 8 dias – R$ 74
Total dos Gastos: inclui tudo que gastei na viagem, os gastos acima mais refeições, presentes, museus, etc.
TOTAL: R$ 2560
[t3]1° Dia de viagem 08/12 (2a) Buenos Aires[/t3]
O voo atrasou um pouco, chegamos antes das 6h da manhã em Buenos Aires. No verão há uma hora de fuso horário, pois a Argentina não tem mais horário de verão. Ezeiza é o aeroporto internacional, fica mais longe da cidade, 30km do centro. Apesar de ser o principal, o aeroporto não é muito grande. E o aeroporto carece de meios de transporte até a cidade. Não há mutas opções. A principal delas é táxi. Tenho a impressão que a maioria das pessoas vão de táxi. Há dois tipos de táxi, os táxi Ezeiza que são brancos e com preço tabelado, pagamos R$105, acho que em pesos era $350. E os radio-taxi, que são os taxi comuns (preto e amarelo), que usam o taxímetro; cuidado pois há motoristas picaretas. E a o ônibus da Tienda León. Que é Ar$140 por pessoa até a sede da empresa ou até um ponto específico Ar$175. Iriamos de Tienda León, pois nos falaram que pagaríamos 140 e nos deixariam na esquina do hostel (pois é caminho), mas depois quando fomos pagar, falaram que o valor era 175. Ai ficamos revoltados e decidimos ir de táxi. Sem trânsito é 30 min até o centro de Buenos Aires.
Fomos diretos ao hostel. E falando em hospedagem, gosto de ficar hospedado em hostel, pois tem um clima bem legal e ainda é mais barato. Ficamos hospedados no Hostel Suites. Há 3 deles em Buenos Aires. Primeiro ficamos no Hostel Suites Florida, quando voltamos do Uruguai ficamos no Hostel Suites Obelisco. Os dois são bem próximos e são mais ou menos iguais, sendo que o Florida é um pouco mais novo. Chegamos antes do check-in que na Argentina e Uruguai é as 14h. Deixamos nossos mochilões lá e eles deixaram a gente tomar café da manhã nesse dia.
Quando fomos para a rua, descobrimos que era feriado e que boa parte do comércio não iria abrir.
Aproveitamos para ir na Casa Rosada que só abre para visitação nos fins de semana e feriados. A entrada é de graça, mas a visitação começa meio tarde, acho que as 10h. A casa Rosada é legal, mas eu imaginava mais.
Depois fomos no Museu do Bicentenário que fica atrás da Casa Rosada, esse museu tem algumas coisas interessantes, mas não leva mais de uma hora conhecê-lo.
Trocamos dinheiro na rua Florida, perto do hostel. A rua Florida é uma das principais ruas de comercio do centro. É uma rua só para pedestres, não passa carro e tem lojas dos dois lados e várias galerias. Se encontra de tudo para comprar lá! A cotação do real no câmbio negro estava Ar$4,30. Pegamos uma época não muito boa, há um mês e meio estava quase a seis.
A cotação pode enganar, pois as coisas não são baratas na Argentina. Por exemplo, compramos uma água de 1,5L no supermercado por Ar$9, mais de R$2. Comida também achamos caro, não vimos opções de lugares baratos para comer na região central.
Comemos em restaurante a um quarteirão da Florida, uma Milanesa para uma pessoa, mas bem servida, Ar$84. Como deu fomo rápido, mais a tarde comemos no Mostaza, que é um fast-food argentino bem popular. O Mostaza, assim como o McDonalds tem promoções com bons preços, mas o que é fora da promoção é caro. Há o combo refri + batata + x-burgues simples por Ar$35.
Nesse dia ainda fomos na Catedral que também está em frente a Praça de Maio, a fachada é clássica, estilo greco-romano, nem parece igreja. E por último fomos à Av 9 de Julio para ver o Obelisco, que é bem grande, mas meio sem graça.
Nesse dia não fizemos muitas coisa, pois eu estava começando a ficar gripado.
O hostel que ficamos tem jantar de graça as 2a, 3a e 4a. À tarde precisa escrever o nome em uma lista e eles tem dão um cupom. Você só precisa comprar uma bebida, o jantar é no bar do Florida que fica no subsolo. A comida é bem simples foi macarrão com molho de tomate e queijo, no molho não tinha nem carne, mas estava bom e deu para economizar!
Nesse dia minha garganta foi ficando ruim e a noite fiquei com febre, tive que tomar um paracetamol e morrendo de medo da gripe atrapalhar a viagem.
Gastos:
R$105 – Táxi do Aeroporto Ezeiza até o centro
Ar$500 – Hostel Suites Florida – Quarto duplo com banheiro (2x)
Ar$84 – almoço (2x)
Ar$35 – combo de hambúrguer + batata + refri no Mostaza
[t3]2° Dia 09/12 (terça-feira) Buenos Aires[/t3]
Acordei sem febre graças a Deus! Fomos tomar café no hostel e depois fomos nos bosques de Palermo, pegamos o metro e descemos na estação Plaza Italia. Palermo tem vários bosques e um zoológico que fica na mesma região. Um dos bosques é o “El Rosedal” que é onde há vários tipos de flores. Como fomos na primavera, estava bem bonito! O Planetário Galileu Galilei também fica lá perto, até passamos lá, mas achamos caro e era só a tarde.
De lá fomos no bairro da Recoleta. Pegamos um ônibus e descobrimos que só se paga com moedas ou cartão de trasporte. Não tínhamos nem um, nem o outro. Então uma mulher pagou com o cartão dela para a gente, sem nem perguntar se tínhamos dinheiro para pagá-la! Ela foi bem legal! Na verdade, achamos os portenhos bem hospitaleiros, sempre que precisamos de ajuda, havia alguém para ajudar.
Na Recoleta, primeiro fomos no Cemitério, o local é bem turístico, havia alguns ônibus de turismo na porta. Não gastamos muito tempo lá, só fomos no túmulo da Evita, que não é grandioso, nem fica em nenhum lugar de destaque, mas é o mais visitado e sempre tem flores.
A Recoleta, assim como Palermo são bairros mais chiques, então consequentemente mais caros. Mas, achamos um lugar com o preço razoável, almoçamos no Shopping que fica em frente ao Cemitério. Almoçamos num restaurante italiano, o prato do dia + bebida saiu por Ar$93.
Depois fomos na Basílica Nuestra Señora del Pilar, que é uma igrejinha que fica ao lado da entrada o cemitério. Não tem nada de mais, mas como é ao lado vale a pena dar uma passada. De lá fomos no Museu Nacional de Belas Artes que é legal, tem uma vasta coleção de obras argentinas, mas também Van Gogh, Monet, Picasso, etc; e não paga para entrar; mas segunda-feira está fechado.
Atrás do museu fica a Floralis Generica, que é aquela escultura de flor feita de metal. Ela é bem grande, muito maior do que eu imaginava, tem 20 metros de altura. A flor estava em reforma, mas não atrapalhou de vê-la, só não podia chegar muito próximo. Ao lado da flor, fica um prédio bem grande e bonito em estilo greco-romano que é a Faculdade de Direito e Ciências Sociais. Tudo isso, do cemitério à flor fica bem próximos, num raio de uns 700m.
De lá fomos na livraria El Ateneo Grand Splendid (Av Santa Fe, 1860), apesar de ser no mesmo bairro, não é perto, como estávamos com o tempo limitado fomos de táxi, ficou em Ar$50 no taxímetro. Essa livraria era um teatro e é bem bonita, dizem que já ganhou prêmio de uma das livrarias mais bonitas do mundo.
Voltamos andando para o hostel. Nosso barco para o Uruguai saia as 18:45, da Florida até Puerto Madera, que é onde fica o porto não é longe, então fomos andando. Viajaríamos na empresa Seacat, mas perguntávamos as pessoas e elas não sabiam aonde era o porto dela. Há duas empresas principais a Busquebus que é maior e a Colonia Express e o porto delas são em lados opostos de Puerto Madera. Eu sabia que a Seacat fazia parte de uma delas, mas não sabia qual. Já estávamos quase na hora e não sabíamos aonde ir, perguntamos a um segurança e ele entrou na internet no celular dele para descobre aonde era. E descobrimos, é na Busquebus. O local de embarque é bem grande e confortável. Vale bem mais a pena viajar pela Seacat (busquebus) que pela Colonia Express, mais a frente vou explicar o que aconteceu com a gente no dia da volta...
A imigração, saída da Argentina e entrada no Uruguai é feita no porto de Buenos Aires. O barco que viajamos é bem pequeno e não tem espaço para ir do lado de fora para ver a vista, mas tem muitas janelas, que se você chegar cedo, vai poder sentar perto de uma. A viagem até Colonia é bem rápida, dura um pouco mais de 1h. Há um free shopping dentro do barco que dá fila para comprar. É uma loja bem pequena e quase não tem muita opção, mas os nativos gostam de comprar lá.
Chegamos em Colônia as 21h. No Uruguai, assim como no Brasil tem horário de verão, então o Uruguai tem 1h de fuso horário a mais em relação a Argentina.
No porto havia transfer até os hoteis, por uns Ur$200 por pessoa. Quem paga isso deve se arrepender, porque Colônia é uma cidade bem pequena, as coisas ficam perto, nosso hostel, Che Lagarto Hostel, ficava a dois quarterões do Porto.
Deixamos nossas mochilas no hostel e fomos jantar. Comemos um chivisto para dois, em um lugar que era mais barato e saiu por R$55. O Uruguai é bem mais caro que a Argentina devido ao cambio. No Uruguai, a maioria dos estabelecimentos (hoteis, lojas, restaurantes) aceitam reais e dólares.
A noite caiu uma chuva muito forte, por sorte já estávamos no hostel. Inclusive tivemos que matar duas baratas que estavam em nosso quarto no hostel. Hehehe Mas, o hostel é bom, é pequeno com um clima bem familiar. O maior problema é que a área de convivência dá para os quartos o que pode fazer barulho.
Gastos:
Ar$ 3 – ônibus
Ar$ 93 – almoço (2x)
Ar$ 50 – taxi da Floralis Generica até a livraria El Ateneo
Ur$ 750 – barco Seacat Buenos Aires – Colonia
Ur$ 750 – Hostel Che Lagarto Colonia – quarto duplo com banheiro (2x)
R$ 55 – jantar – Chivisto (2x)
Editado por Visitante