Realizei meu sonho de fazer um mochilão pela América Latina em janeiro de 2014, depois de muito tempo economizando e planejando a viagem, e agora pretendo dividir a minha experiência com vocês, no intuito de contribuir para os roteiros futuros! Viajei com a Leandra, minha namorada, e tentamos documentar ao máximo a viagem, tirei muitas fotos e fiz muitos vídeos, que estão disponíveis no youtube. Ao londo relato vou indicando os links para quem quiser assistir. Ao trabalho:
MONTANDO O ROTEIRO
Tenho a vontade de conhecer Machu Picchu desde que comecei a compreender a história da América Latina, e sempre achei que a cultura Inca estava repleta de mistérios a serem desvendados! Por isso, meu objetivo principal era conhecer Machu Picchu e mais o que fosse possível. Pesquisando sobre o Peru, descobri que a cidade grande mais próxima de Machu Picchu é Cuzco, antiga capital do império Inca. Cuzco é uma cidade de médio porte, de 300 mil habitantes, onde está localizada a maioria das ruínas incas, por isso alguns passeios são indispensáveis. De Cuzco, os mochileiros partem para um vilarejo que fica no pé de Machu Picchu, chamado Aguas Calientes, ou Machu Picchu Pueblo. Esse é o trajeto de ônibus ou van, é possível também fazer a trilha inca, que dura vários dias, mas ai já não sei em detalhes rs. Tudo isso eu aprendi basicamente lendo relatos, por isso é muito importante ler o máximo de relatos possível, só os relatos podem trazer experiências concretas e mais detalhadas sobre as viagens
Depois disso, descobri também que Cuzco fica a 8 horas de ônibus de Puno, que é a cidade peruana no Lago Titicaca, e decidi fazer o meu roteiro passar por lá e por Copacabana, cidade boliviana no Lago Titicaca. La Paz não fica longe dalí, então colocamos também no roteiro. Para completar o roteiro, inclui três dias em Lima para conhecer a capital do Peru, e Arequipa que fica no meio do caminho, e ficou assim:
dia 24/01 - Saída 06:00 do Rio de Janeiro para Lima (TAM). Chegada 11:00 (horário de Lima, 3 horas a menos que no Brasil). Passeios em Lima
Dia 25/01 - Saída de manhã para Cuzco - chegada na hora do almoço. Passeio a pé pelo centro de Cuzco
Dia 26/01 - Passeio Vale Sagrado
Dia 27/01 - City tour
Dia 28/01 - Passeio em Cuzco e subida para Aguas Calientes
Dia 29/01 - Machu Picchu e ida para Bolívia a noite
Dia 30/01 - Chegada em Puno de manhã e viagem direto para La Paz
Dia 31/01 - Monte Chacaltaya
Dia 01/02 - Saída de La Paz e chegada em Copacanana
Dia 02/02 - Passeio Isla del Sol
Dia 03/02 - Saída de Copacabana e chegada em Arequipa, a noite
Dia 04/02 - Passeios em Arequipa e ida para Lima a noite
Dia 05/02 - Chegada em Lima de manhã e boate a noite
Dia 06/02 - Passeios em Lima e Circuito Mágico das Águas
Dia 07/02 - Saída de Lima para o Rio de Janeiro
Nesse mapa, a única diferença é que o primeiro trajeto Lima-Cuzco foi feito de avião, mas o resto segue essa linha azul aí
Se vocês colocarem no mapa, verão que esse roteiro faz praticamente um círculo, indo por um caminho e voltando por outro, para ganhar tempo. Lima fica muito distante de Cuzco, mais um menos 24 horas de ônibus (porque corta a Cordilheira dos Andes), mas fica apenas uma hora de voo. Primeiro decidi que iria de avião, embora eu tivesse a vontade de cruzar a Bolívia no famoso trem da morte. O problema é que levaria um tempo muito grande, ir de ônibus até Corumbá, no Mato Grosso do Sul, depois chegar em Puerto Quijaro, pegar o Trem, subir 18 horas até Santa Cruz de La Sierra e isso ainda não é nem metade do caminho até Cuzco... Decidi comprar passagens ida e volta Rio-Lima e consegui um preço de R$ 980,00 incluindo taxas, pela TAM. Depois que compramos as passagens para Lima, o próximo desafio seria chegar em Cuzco rs, e foi aí que eu descobri as empresas aéreas locais: Peruvian e Star Peru. Eles vendem passagens sem alteração de preço, ou seja, o mesmo preço sempre, qualquer dia ou época do ano. Compramos as passagens de Lima para Cuzco por 70 dólares cada, por volta de 220 reais. Dica muito boa, porque são empresas de muita qualidade e baixo custo! Deixamos um dia em Lima no início e três no final caso houvesse qualquer problema ao longo da viagem e atrasássemos em algum local. Na hora da volta, é sempre bom prever a chegada alguns dias antes do voo na cidade, mas acabamos não tenho nenhum problema nesse sentido e seguimos o roteiro do início ao fim. O único ponto ruim é que o aeroporto de Lima fica bem distante dos bairros centrais (Miraflores, que é onde ficam os turistas, melhor bairro de Lima), tipo uns 45 minutos de táxi, por isso ficou um pouco cansativo chegar na cidade num dia e sair no outro, mas não foi grande problema não. No final, vocês entender o que significa "14 dias + 1" rs
Bom, agora que já demonstrei como montei o meu roteiro, vamos a algumas informações prévias:
INFORMAÇÕES PRÉVIAS:
Escolhendo a época do ano para viajar ao Peru: Todos me diziam que a melhor época para viajar é entre os meses de junho e setembro, que é inverno e tem poucas chuvas. A pior época para viajar é no verão, principalmente na época das chuvas, entre o final de janeiro e o início de fevereiro. Como vocês podem perceber, eu fui EXATAMENTE nesse período, porque não tinha como viajar em outra época do ano, devido às minhas férias. Depois de pensar muito, fui na cara e na coragem na época das chuvas mesmo e não me arrependo. Tudo bem, chove mais do que normalmente, mas nenhum passeio ficou prejudicado por causa da chuva. Fizemos tudo que estava programado. Além disso, o Monte Chacaltaya, na Bolívia, NÂO TEM NEVE NO INVERNO! Eu peguei muuuita neve lá, em janeiro, mas tive amigos que foram no meio do ano e só encontraram poças de água, rs. Outro passeio que também fica melhor na época das chuvas é o Salar de Uyuni, na Bolívia. Não pude inclui-lo no meu roteiro porque fica muito ao sul da Bolívia, e iria nos prejudicar muito, mas sem dúvida é um dos melhores passeios na Bolívia e fica melhor no verão do que no inverno. Por isso, vale a pena arriscar
Dinheiro: Sou péssimo em matemática, mas parei um dia inteiro para aprender um pouco de economia e fazer os cálculos para descobrir o que é mais vantajoso em termos de dinheiro. No Peru, a moeda é o Novo Sol, e na Bolívia é o Boliviano. trocando em dólares, um dólar valia 2,8 soles e 7 bolivianos, na época. Cheguei a conclusão que seria necessário comprar dólares aqui no Rio (comprei a uma taxa alta de 2,50) e depois trocar os dólares no Peru e na Bolívia. Só tem um banco aqui no Rio que trabalha com Novo Sol, o Banco Safra, mas a pela cotação eu ganharia mais lá com dólares do que aqui com reais. Eu mandei um e-mail para o hostel em que eu ia ficar perguntando a cotação do dólar lá, e isso me ajudou a decidir isso, mas pelo que eu vi, via de regra sempre vale mais a pena levar dólares, pq sempre estão valorizados. Em relação ao dinheiro em sim, eu preferi levar tudo em espécie. O IOF tinha acabo de subir de 0,30% pra 6,38%, ou seja, os saques no exterior teriam a mesma taxação que no crédito. Antes, valia a pena levar pouco dinheiro e sacar lá, agora já não vale tanto assim. Levei por volta de 600 só pra mim dólares em dinheiro vivo, usando SEMPRE a money belt! Eu quase nunca deixava dinheiro na mochila ou no hostel... não cheguei a ter motivos reais para me preocupar, mas perder todo o dinheiro significa o fim da viagem, então, todo cuidado é pouco. Cheguei a usar cartão de crédito no final da viagem principalmente para comer, já que os valores não eram muitos altos, o imposto é bem pequeno. Ainda no Brasil, montei o roteiro e tentei comprar antecipadamente, no cartão de crédito, a maioria das coisas. Diárias em hostels, passagens de ônibus, trem e avião, e mais algumas coisas. Paguei em real e antecipadamente, então acabou valendo muito a pena fazer isso.
Transportes: Como eu já disse, fui e voltei de avião, usei uma companhia aérea local e andei bastante de ônibus. A maior companhia local de ônibus é a Cruz del Sur, que é simplesmente sensacional. Todos os ônibus de muita qualidade, com refeição, garçom, filme, ar condicionado, internet, etc. Em viagens mais longas tem duas refeições, e as passagens são muuito baratas! Só pra ter uma ideia, a passagem Cuzco-Puno custava o equivalente a 55 reais. Uma viagem de oito horas, no Brasil custaria mais de 100 reais. Existem muuuitas empresas locais, que trabalham com ônibus bem precários e desconfortáveis, mas que fazem uma viagem dessa por 20 ou 25 reais. Comprei o máximo de passagens pela Cruz del Sur de forma antecipada, no total de 3 viagens, o restante eu usei as empresas locais mesmo, junto com os bolivianos e peruanos
Alimentação, Costumes e tradições: Regra básica de mochilão pelo Peru é sempre pechinchar MUITO, sempre e em todos os lugares literalmente. Os táxis não têm taxímetro, e o preço é combinado no início da viagem, sempre pechinchando. Preços em restaurantes, artesanatos e até mesmo as passagens de ônibus entre as cidades das empresas locais. Se você não pechinchar, vai pagar muito mais caro sempre, até mesmo o DOBRO! Faz parte da cultura! Outra coisa, eu não liguei muito pra isso, mas é muito legal estar nos lugares em dias de festas típicas. Na maioria das vezes, são festas religiosas, já que a religião é muito forte nesses países. Quando preparei minha viagem, via alguns relatos tratando desse ponto, mas não me preocupei muito com isso. Por sorte acabei caindo em Copacabana bem no dia da festa de Nossa Senhora de Copacabana, e foi incrível! Estar dentro de uma festa típica, com os locais vestidos com roupas especiais e tocando músicas e instrumentos, todos dançando e cantando, é uma sensação muito boa! Foi nesse dia que eu me senti realmente conhecendo a Bolívia e seus costumes, recomendo muito! Em relação a comida, experimente o que lhe fizer sentir mais confortável! Eu comi carne de lhama, tomei muito Inka Kola e Cusceña, mas não comi o Chuy (porquinho da índia assado) nem algumas outras coisas. Procurei sempre beber água potável e não tomar suco. Eu já ouvi falar que quando as pessoas vêm para o Brasil, também recebem o conselho de só consumir água mineral de garrafa, então acredito que seja mais uma precaução do que uma má qualidade da água, mas de qualquer forma, é melhor se precaver, pq o clima é muito diferente, altitude, comidas diferentes, muita coisa pode te deixar mal ou doente, então é melhor tomar cuidado. Li muitos relatos de pessoas que ficaram doentes no meio da viagem
Hospedagem: Eu preferi hostels internacionais, de modo que eu fiz as reservas aqui no Brasil mesmo. Os mais famosos são Che Lagarto, Loki Hostel e Wild Rover Hostel. Todos eles oferecem diárias em quartos compartilhados, com café da manhã, wi-fi, alguns computadores, sala de televisão e ótima localização, com tarifas por volta de 25 reais! isso mesmo, é um preço ótimo! Fiquei no Che Lagarto em Lima e Cuzco: é um hostel "mais família", calmo e silencioso, com funcionários sempre muito atenciosos! Na Bolívia fiquei no Loki Hostel, que é bem agitado: o restaurante que serve café da manhã vira um pub a noite, com muita música, bebida, povo jogando sinuca, etc, tem festas temáticas todos os dias. Ficamos no Wild Rover Hostel em Arequipa, e é mais ou menos o mesmo esquema que o Loki, com a diferença que ele oferece várias atividades para os hóspedes, corrida de kart, passeios etc. Existem diversos hostels locais que oferecem ótimos serviços, mas aí tem que correr o risco de chegar lá e não ter vaga. Na Bolívia, o Loki já estava vazio, e conheci uns brasileiros que tiveram que pagar mais caro que eu num hostel píor que não tinha café da manhã. Por isso vale a pena já sair do Brasil com tudo esquematizado
Fala galera mochileira!
Realizei meu sonho de fazer um mochilão pela América Latina em janeiro de 2014, depois de muito tempo economizando e planejando a viagem, e agora pretendo dividir a minha experiência com vocês, no intuito de contribuir para os roteiros futuros! Viajei com a Leandra, minha namorada, e tentamos documentar ao máximo a viagem, tirei muitas fotos e fiz muitos vídeos, que estão disponíveis no youtube. Ao londo relato vou indicando os links para quem quiser assistir. Ao trabalho:
MONTANDO O ROTEIRO
Tenho a vontade de conhecer Machu Picchu desde que comecei a compreender a história da América Latina, e sempre achei que a cultura Inca estava repleta de mistérios a serem desvendados! Por isso, meu objetivo principal era conhecer Machu Picchu e mais o que fosse possível. Pesquisando sobre o Peru, descobri que a cidade grande mais próxima de Machu Picchu é Cuzco, antiga capital do império Inca. Cuzco é uma cidade de médio porte, de 300 mil habitantes, onde está localizada a maioria das ruínas incas, por isso alguns passeios são indispensáveis. De Cuzco, os mochileiros partem para um vilarejo que fica no pé de Machu Picchu, chamado Aguas Calientes, ou Machu Picchu Pueblo. Esse é o trajeto de ônibus ou van, é possível também fazer a trilha inca, que dura vários dias, mas ai já não sei em detalhes rs. Tudo isso eu aprendi basicamente lendo relatos, por isso é muito importante ler o máximo de relatos possível, só os relatos podem trazer experiências concretas e mais detalhadas sobre as viagens
Depois disso, descobri também que Cuzco fica a 8 horas de ônibus de Puno, que é a cidade peruana no Lago Titicaca, e decidi fazer o meu roteiro passar por lá e por Copacabana, cidade boliviana no Lago Titicaca. La Paz não fica longe dalí, então colocamos também no roteiro. Para completar o roteiro, inclui três dias em Lima para conhecer a capital do Peru, e Arequipa que fica no meio do caminho, e ficou assim:
dia 24/01 - Saída 06:00 do Rio de Janeiro para Lima (TAM). Chegada 11:00 (horário de Lima, 3 horas a menos que no Brasil). Passeios em Lima
Dia 25/01 - Saída de manhã para Cuzco - chegada na hora do almoço. Passeio a pé pelo centro de Cuzco
Dia 26/01 - Passeio Vale Sagrado
Dia 27/01 - City tour
Dia 28/01 - Passeio em Cuzco e subida para Aguas Calientes
Dia 29/01 - Machu Picchu e ida para Bolívia a noite
Dia 30/01 - Chegada em Puno de manhã e viagem direto para La Paz
Dia 31/01 - Monte Chacaltaya
Dia 01/02 - Saída de La Paz e chegada em Copacanana
Dia 02/02 - Passeio Isla del Sol
Dia 03/02 - Saída de Copacabana e chegada em Arequipa, a noite
Dia 04/02 - Passeios em Arequipa e ida para Lima a noite
Dia 05/02 - Chegada em Lima de manhã e boate a noite
Dia 06/02 - Passeios em Lima e Circuito Mágico das Águas
Dia 07/02 - Saída de Lima para o Rio de Janeiro
Nesse mapa, a única diferença é que o primeiro trajeto Lima-Cuzco foi feito de avião, mas o resto segue essa linha azul aí
Se vocês colocarem no mapa, verão que esse roteiro faz praticamente um círculo, indo por um caminho e voltando por outro, para ganhar tempo. Lima fica muito distante de Cuzco, mais um menos 24 horas de ônibus (porque corta a Cordilheira dos Andes), mas fica apenas uma hora de voo. Primeiro decidi que iria de avião, embora eu tivesse a vontade de cruzar a Bolívia no famoso trem da morte. O problema é que levaria um tempo muito grande, ir de ônibus até Corumbá, no Mato Grosso do Sul, depois chegar em Puerto Quijaro, pegar o Trem, subir 18 horas até Santa Cruz de La Sierra e isso ainda não é nem metade do caminho até Cuzco...
Decidi comprar passagens ida e volta Rio-Lima e consegui um preço de R$ 980,00 incluindo taxas, pela TAM. Depois que compramos as passagens para Lima, o próximo desafio seria chegar em Cuzco rs, e foi aí que eu descobri as empresas aéreas locais: Peruvian e Star Peru. Eles vendem passagens sem alteração de preço, ou seja, o mesmo preço sempre, qualquer dia ou época do ano. Compramos as passagens de Lima para Cuzco por 70 dólares cada, por volta de 220 reais. Dica muito boa, porque são empresas de muita qualidade e baixo custo! Deixamos um dia em Lima no início e três no final caso houvesse qualquer problema ao longo da viagem e atrasássemos em algum local. Na hora da volta, é sempre bom prever a chegada alguns dias antes do voo na cidade, mas acabamos não tenho nenhum problema nesse sentido e seguimos o roteiro do início ao fim. O único ponto ruim é que o aeroporto de Lima fica bem distante dos bairros centrais (Miraflores, que é onde ficam os turistas, melhor bairro de Lima), tipo uns 45 minutos de táxi, por isso ficou um pouco cansativo chegar na cidade num dia e sair no outro, mas não foi grande problema não. No final, vocês entender o que significa "14 dias + 1" rs
Bom, agora que já demonstrei como montei o meu roteiro, vamos a algumas informações prévias:
INFORMAÇÕES PRÉVIAS:
Escolhendo a época do ano para viajar ao Peru: Todos me diziam que a melhor época para viajar é entre os meses de junho e setembro, que é inverno e tem poucas chuvas. A pior época para viajar é no verão, principalmente na época das chuvas, entre o final de janeiro e o início de fevereiro. Como vocês podem perceber, eu fui EXATAMENTE nesse período, porque não tinha como viajar em outra época do ano, devido às minhas férias. Depois de pensar muito, fui na cara e na coragem na época das chuvas mesmo e não me arrependo. Tudo bem, chove mais do que normalmente, mas nenhum passeio ficou prejudicado por causa da chuva. Fizemos tudo que estava programado. Além disso, o Monte Chacaltaya, na Bolívia, NÂO TEM NEVE NO INVERNO! Eu peguei muuuita neve lá, em janeiro, mas tive amigos que foram no meio do ano e só encontraram poças de água, rs. Outro passeio que também fica melhor na época das chuvas é o Salar de Uyuni, na Bolívia. Não pude inclui-lo no meu roteiro porque fica muito ao sul da Bolívia, e iria nos prejudicar muito, mas sem dúvida é um dos melhores passeios na Bolívia e fica melhor no verão do que no inverno. Por isso, vale a pena arriscar
Dinheiro: Sou péssimo em matemática, mas parei um dia inteiro para aprender um pouco de economia e fazer os cálculos para descobrir o que é mais vantajoso em termos de dinheiro. No Peru, a moeda é o Novo Sol, e na Bolívia é o Boliviano. trocando em dólares, um dólar valia 2,8 soles e 7 bolivianos, na época. Cheguei a conclusão que seria necessário comprar dólares aqui no Rio (comprei a uma taxa alta de 2,50) e depois trocar os dólares no Peru e na Bolívia. Só tem um banco aqui no Rio que trabalha com Novo Sol, o Banco Safra, mas a pela cotação eu ganharia mais lá com dólares do que aqui com reais. Eu mandei um e-mail para o hostel em que eu ia ficar perguntando a cotação do dólar lá, e isso me ajudou a decidir isso, mas pelo que eu vi, via de regra sempre vale mais a pena levar dólares, pq sempre estão valorizados. Em relação ao dinheiro em sim, eu preferi levar tudo em espécie. O IOF tinha acabo de subir de 0,30% pra 6,38%, ou seja, os saques no exterior teriam a mesma taxação que no crédito. Antes, valia a pena levar pouco dinheiro e sacar lá, agora já não vale tanto assim. Levei por volta de 600 só pra mim dólares em dinheiro vivo, usando SEMPRE a money belt! Eu quase nunca deixava dinheiro na mochila ou no hostel... não cheguei a ter motivos reais para me preocupar, mas perder todo o dinheiro significa o fim da viagem, então, todo cuidado é pouco. Cheguei a usar cartão de crédito no final da viagem principalmente para comer, já que os valores não eram muitos altos, o imposto é bem pequeno. Ainda no Brasil, montei o roteiro e tentei comprar antecipadamente, no cartão de crédito, a maioria das coisas. Diárias em hostels, passagens de ônibus, trem e avião, e mais algumas coisas. Paguei em real e antecipadamente, então acabou valendo muito a pena fazer isso.
Transportes: Como eu já disse, fui e voltei de avião, usei uma companhia aérea local e andei bastante de ônibus. A maior companhia local de ônibus é a Cruz del Sur, que é simplesmente sensacional. Todos os ônibus de muita qualidade, com refeição, garçom, filme, ar condicionado, internet, etc. Em viagens mais longas tem duas refeições, e as passagens são muuito baratas! Só pra ter uma ideia, a passagem Cuzco-Puno custava o equivalente a 55 reais. Uma viagem de oito horas, no Brasil custaria mais de 100 reais. Existem muuuitas empresas locais, que trabalham com ônibus bem precários e desconfortáveis, mas que fazem uma viagem dessa por 20 ou 25 reais. Comprei o máximo de passagens pela Cruz del Sur de forma antecipada, no total de 3 viagens, o restante eu usei as empresas locais mesmo, junto com os bolivianos e peruanos
Alimentação, Costumes e tradições: Regra básica de mochilão pelo Peru é sempre pechinchar MUITO, sempre e em todos os lugares literalmente. Os táxis não têm taxímetro, e o preço é combinado no início da viagem, sempre pechinchando. Preços em restaurantes, artesanatos e até mesmo as passagens de ônibus entre as cidades das empresas locais. Se você não pechinchar, vai pagar muito mais caro sempre, até mesmo o DOBRO! Faz parte da cultura! Outra coisa, eu não liguei muito pra isso, mas é muito legal estar nos lugares em dias de festas típicas. Na maioria das vezes, são festas religiosas, já que a religião é muito forte nesses países. Quando preparei minha viagem, via alguns relatos tratando desse ponto, mas não me preocupei muito com isso. Por sorte acabei caindo em Copacabana bem no dia da festa de Nossa Senhora de Copacabana, e foi incrível! Estar dentro de uma festa típica, com os locais vestidos com roupas especiais e tocando músicas e instrumentos, todos dançando e cantando, é uma sensação muito boa! Foi nesse dia que eu me senti realmente conhecendo a Bolívia e seus costumes, recomendo muito! Em relação a comida, experimente o que lhe fizer sentir mais confortável! Eu comi carne de lhama, tomei muito Inka Kola e Cusceña, mas não comi o Chuy (porquinho da índia assado) nem algumas outras coisas. Procurei sempre beber água potável e não tomar suco. Eu já ouvi falar que quando as pessoas vêm para o Brasil, também recebem o conselho de só consumir água mineral de garrafa, então acredito que seja mais uma precaução do que uma má qualidade da água, mas de qualquer forma, é melhor se precaver, pq o clima é muito diferente, altitude, comidas diferentes, muita coisa pode te deixar mal ou doente, então é melhor tomar cuidado. Li muitos relatos de pessoas que ficaram doentes no meio da viagem
Hospedagem: Eu preferi hostels internacionais, de modo que eu fiz as reservas aqui no Brasil mesmo. Os mais famosos são Che Lagarto, Loki Hostel e Wild Rover Hostel. Todos eles oferecem diárias em quartos compartilhados, com café da manhã, wi-fi, alguns computadores, sala de televisão e ótima localização, com tarifas por volta de 25 reais! isso mesmo, é um preço ótimo! Fiquei no Che Lagarto em Lima e Cuzco: é um hostel "mais família", calmo e silencioso, com funcionários sempre muito atenciosos! Na Bolívia fiquei no Loki Hostel, que é bem agitado: o restaurante que serve café da manhã vira um pub a noite, com muita música, bebida, povo jogando sinuca, etc, tem festas temáticas todos os dias. Ficamos no Wild Rover Hostel em Arequipa, e é mais ou menos o mesmo esquema que o Loki, com a diferença que ele oferece várias atividades para os hóspedes, corrida de kart, passeios etc. Existem diversos hostels locais que oferecem ótimos serviços, mas aí tem que correr o risco de chegar lá e não ter vaga. Na Bolívia, o Loki já estava vazio, e conheci uns brasileiros que tiveram que pagar mais caro que eu num hostel píor que não tinha café da manhã. Por isso vale a pena já sair do Brasil com tudo esquematizado
Vamos ao relato!!!