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Olá viajante!

Bora viajar?

Um sonho, um rio e um vinho – parte 1/5 (Patagônia)

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Peço um pouco de paciência ao leitor. Este será um longo relato.

Há uns 13 anos, recebia em minha casa a revista Terra – quanta saudade daquelas páginas com lugares deslumbrantes – e nela, a capa do lugar mais bonito que já havia visto. Prometi a mim mesmo, que um dia lá estaria.

Aos 28 anos, embarquei rumo à Patagônia, começando minha viagem e o tão esperado mochilão por Santiago. Ao menos, era isso o que eu pensava.

Ledo engano.

Minha aventura começou quando sai de Sinop, minha cidade matogrossense. Com apenas “alguns” quilômetros andados, minha família parou em um tradicional ponto entre Sinop e Cuiabá. E nesta parada em Nova Mutum, encontro um motoqueiro com uma daquelas Suzuki enormes, e completamente carregada. Começo a puxar conversa com o Sr. da moto, e quando ele me diz que estava descendo até Ushuaia, tomei um susto com misto de surpresa e admiração. Possivelmente iríamos nos trombar lá dali a um mês.

Pegamos minha irmã em Cuiabá, e no dia seguinte rumamos à Votuporanga para passar o Natal com meus avós.

Pelo caminho, a chuva caía pesada logo após o almoço em Alto Araguaia. Quando seguimos o percurso para Alto Taquari, uma tensão enorme tomou conta de todos, absolutamente todos no carro. O ponteiro que marca o combustível caiu de ¼ para a reserva com apenas 5km andados.

Já esperando ficar pelo meio do caminho, a chuva piorava cada vez mais. O carro começava a puxar muito para o lado (houve um desgaste enorme dos pneus, mais a aquaplanagem). O combustível acabando e a estrada com buracos cobertos pela água que cabia a frente de um fusca.

Chegamos a Alto Taquari. Por menos de uma lata de coca, não ficamos no meio do dilúvio. Abastecemos o carro: 58 litros e meio. Capacidade do tanque: 58 litros.

Chegamos em Votuporanga com um atraso imenso. Minha avó materna já estava em prantos, achando que todos já haviam passado dessa para a melhor.

Nem todos. Mas eu comecei a me sentir bastante mal durante a viagem. Fui acometido por uma faringite, com febre altíssima, faltando apenas três dias para embarcar para Santiago.

Já estava vendo meu mochilão efetivamente planejado desde março indo por água à baixo.

Minha irmã, quase médica, me mandou tomar antibiótico. Meu tio, hipocondríaco, tinha umas 4 cartelas na casa dele. Comecei com os remédios. Quanto mais eu tomava nos dois primeiros dias, mais febre ia sentido.

Na noite de Natal, já melhorava e as expectativas para aquele tão longínquo sonho, começavam a aumentar.

Passamos na casa de minha avó paterna, praticamente todos os primos, tios e meus avós. Um Natal diferente.

Levantei-me cedo no dia 25. Passei na casa de meus avós para despedir-me. Dei tchau ao meu avô paterno, com a certeza de que não mais o veria (certeza que se confirmou no dia 27 de janeiro).

Embarquei em Rio Preto, cheguei a São Paulo. Meu almoço de Natal, em um shopping. Fazer o que, se a TAM conseguiu impedir mais um dia com meus avós?...

Dia 26, já em Guarulhos para iniciar meu primeiro mochilão, minha primeira viagem internacional, e a concretização de algo que muito queria.

Conversando no aeroporto com uma senhora que também seguia para Santiago (com outras senhoras), me disse que estava indo para a cidade fazer o caminho de Santiago. Coitada. Deve estar até agora buscando o caminho de Santiago. Não tive coragem de lhe falar nada. A senhora tinha cara de teimosa... e de brava.

Quando passamos a Cordilheira dos Andes, todos no avião se levantaram para ver as montanhas. Foi interessante. Foi bonita a reação de surpresa e admiração de todos que nunca tinham visto aquelas montanhas.

Desci na alfândega. Sou obrigado a desfazer toda a minha mochila por causa de um sabonete. Um sabonete!

Este não seria o meu primeiro problema no meu primeiro dia.

Vou sacar dinheiro, a máquina me informa que o cartão não foi reconhecido. Não havia percebido que inseri o cartão pelo lado errado. A minha idiotice teve o seu preço.

Imediatamente um senhor, percebendo meu equívoco, me auxilia no caixa (apesar de estar usando crachá do aeroporto, sentia que seria assaltado). Tento novamente: saque não autorizado.

Um frio na barriga tomou conta de todo o meu corpo.

O senhor com o crachá me recomenda tentar em outro caixa. E não é que deu certo?

Saquei o dinheiro. Ele me ofereceu um táxi. Achei o preço razoável, por aquilo que já tinha em mente (ou que eu pensava que tinha em mente). Chego ao H Rado Hostel (excepcional e recomendadíssimo), pego minha reserva e vejo que havia pago três vezes o valor da corrida.

Havia caído no golpe do táxi.

Ok, nada que passar uns três dias com pão e ovo, para compensar o prejuízo. Vou pagar o hostel com o cartão de crédito: não autorizado. “Ah, pode ser problemas de conexão de internet”, pensei...

Vou almoçar, tento pagar com o cartão... Não autorizado. Novamente o desespero começa a tomar conta de mim.

Chego ao hostel e pergunto com posso fazer um ligação à cobrar para o Brasil. O atendente imediatamente faz a ligação. O pedido de desbloqueio não foi efetivado. Cartão desbloqueado e volto a sorrir tranquilamente.

Passados os sustos, percebe-se facilmente que Santiago é uma cidade absurdamente quente no verão. Lembrem-se: aqui vos escreve uma pessoa que conhece o calor de Cuiabá.

Todos almoçam muito tarde e a cerveja é quente!!!

Ouvia português por todos os lados. De fato, parecia que a Bellavista era um pedaço do Brasil. No hostel, praticamente havia só brasileiros.

Ando por toda a parte história no final de semana, conhecendo os palácios, o mercado público. Estava no centro da vida noturna e diurna da cidade.

No sábado, subo com outros brasileiros o Morro San Critóbal. Vale a pena. Faça à pé. Leve roupa de piscina, porque há uma enorme e pública, porém paga. Deu água na boca, com aquele calor.

 

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Dia seguinte, sigo para Puerto Montt para poder tomar um voo até Chaitén (não confundir com Chaltén), para nessa cidade tomar um ônibus até Futaleufú.

Puerto Montt é uma cidade portuária empresarial, sem grandes atrativos turísticos. Há o mercado Angelmó, algo que se parece com o brique de Porto Alegre, mas inserido em um mercado de peixe, recheado de restaurantes.

Almocei por lá. Dentre tantos, escolhi o restaurante errado (isso ocorreu apenas duas vezes na viagem). Pedi uma sopa de mariscos. Acho que tinha mais areia que mariscos e muitos com gosto de fígado (putz, a única coisa que eu não aprendi a comer).

Mas tudo vale a pena. Estava de férias, depois de três longos anos de trabalho intenso.

Voltando de Angelmó, parei em uma sorveteria (os sorvetes chilenos e argentinos são fantásticos, principalmente o da Jauja, em Bariloche) e um senhor começou a puxar conversa comigo. Senhor Victor, achou que eu me parecia com um sobrinho dele. Conversamos por umas duas horas, e a roda ia crescendo.

Em Puerto Montt, me hospedei no Manquehue Hotel. Um quatro estrelas, com serviço de cinco e preço de duas. Mas cuidado, fui cobrado duas vezes em meu cartão de crédito. Erro do Booking que estou até hoje tentando consertar.

Na manhã seguinte, chego ao pequeno aeródromo. Um frio de lascar. Faço o check-in e jogo no lixo o comprovante de pagamento de minha passagem, cujo depósito havia feito em Santiago. Ora. Se o meu embarque estava autorizado, problema algum existia com o meu pagamento.

Chego em Chaitén depois de um voo muito, muito tenso. Todo feito no visual, em um Cessna que parecia ter uns 30 anos de idade. O tempo, totalmente cerrado. O avião chegava cada vez mais perto do Oceano Pacífico e nada de ver a pista. Comecei a me assustar muito mais quando via o piloto esticando a cabeça para ver se a encontrava. Pousamos em uma pista de terra, com uma visibilidade de uns 200 metros.

 

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Quando desço em Chaitén, sou retirado do ônibus que nos levaria até a cidade, quando a administradora da Aerocord me chama e me pede o comprovante de depósito, porque não o tinha identificado. De novo um frio na barriga. Peço para ela chamar o escritório de Puerto Montt, para a atendente ver se meu comprovante estava na lixeira.

Quanto sorte! Sou dispensado e chego na “rodoviária” para esperar o microônibus para Futaleufú.

Chaitén é uma cidade portuária que morreu depois da erupção do vulcão Puyehue, ou foi o golpe de misericórdia. O frio e o tempo nublado ajudaram e muito no clima de desolação. Muitos me disseram que os parques e as montanhas do lugar são incríveis. Não fiquei mais na cidade, porque só iria lá tomar o ônibus para a grande aventura de Futaleufú.

 

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Esta é uma viagem que vale ser feita de ônibus. É a rodovia Rio-Santos, só que no lugar de mar, lagos e rios. Lagos e rios translúcidos. Montanhas cobertas de florestas com o topo branco pela neve. Se você não se distrair com a beleza dos rios, vai ver uma geleira entre duas montanhas. Sente do lado direito do ônibus.

E não se distrair com a beleza dos rios é algo difícil. Uma das rodovias mais lindas que já vi na vida.

Cheguei em Futaleufú no dia 29 de dezembro. A cidade tem por slogan “uma paisagem pintada por Deus”.

Deus é um excepcional pintor.

Para mim, o lugar mais bonito de toda a viagem. Eu passei por Torres del Paine, Calafate, Chaltén, Ushuaia. Nenhum, nenhum desses lugares se equipararam em beleza com Futaleufú.

Cheguei com a reserva de todos os passeios feitos. Havia pago pela internet dois dias de rafting e um de rapel em cachoeira, pela Patagônia Elements, até porque foi a única companhia que tinha site (ao lado da Condefur, que não me responderam aos emails).

Chego à cidade e vou direto para a Patagônia Elements, confirmar os passeios para o dia 30. Vou dormir com a maior expectativa de fazer o Ponte-Macal e no dia 31, o full Day.

Dia 30, nublado, muito frio. Já imaginava como estaria a água. E tomo um banho de água fria, mas não do rio Futaleufú. Este banho foi da Patagônia Elements. Não desceriam o rio, “porque estava muy crescido”. E essa resposta ouvi no dia 31 e no dia 01 de janeiro.

Um sentimento de intensa frustração e raiva começou a tomar conta de mim, porque todo o planejamento da viagem se deu em torno de Futa, por ser a mais difícil de chegar. E ainda mais porque as outras companhias estavam descende no dia 30.

Dia 31 ninguém realmente desceu o rio. Estava muito cheio. Havia nevado pesado nas montanhas na noite anterior.

O que eu decido então fazer no dia 30, depois do primeiro banho de água fria? Escalar o pico Águila. Seria o início do preparo para TDP. Lindo, nublado e muito frio. Não tive coragem de chegar ao topo (parei faltando uns 10 metros), porque teria que atravessar uma passagem com uns 30 cm de largura com muita pedra solta e precipício dos dois lados. Meu pavor de altura não me permitiu.

No dia 31, tomo uma bicicleta e resolvo chegar ao canyon do inferno, lugar com os rápidos mais incríveis do planeta (e claro que não aberto ao turismo convencional – realmente perigoso). O mapa indicava a entrada depois de uma ponte, mas de fato estava antes. Resultado: vou parar na fronteira com a Argentina!!!

E valeu? Muito mais do que se imagina. Quando em Futaleufú, tome uma bicicleta e pedale até o posto de fronteira. As montanhas, florestas e fazendas pelo caminho são deslumbrantes.

 

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Vou passar o Ano Novo no restaurante Martin Pescador, com o Anatoly, um russo muito gente fina que roda o mundo fazendo rafting e não sabe nadar, e um casal formado por um canadense e uma colombiana. Banda local tocando rock’n’roll. Beatles, U2 e outros presentes musicais.

 

Continua na parte 2/5

Editado por Visitante

Featured Replies

Postado
  • Membros

João Paulo,

 

Demorei para responder, mas não para ler... :D

 

Primeiramente eu que fico lisonjeado pela ajuda, ainda mais pelo "colaborador ouro"... principalmente pq faz muitooooo tempo que não tenho colaborado com alguma coisa - não por falta de vontade, mas sim de falta de novas informações, justamente pela falta de viagens.... ::mmm:

 

Agora João... pelo que somei aqui... vc gastou o suficiente para comprar um carro sim... hahahahaha não um zero... mas dava para comprar um meia-vida... ::hahaha::

 

Tendo isso em mente e o fato de que eu não tenho e nem quero um carro agora... então não me assustou... mesmo pq já fui até o Chile... e sei como as coisas lá são baratas..... ::ahhhh::

 

Que coincidência... também descobri Futaleufú com o relato do Márcio SP.... e para mim, que adoro rafting... putz saber da existência de tal lugar virou um suplicio... sim suplicio.. já que não consigo ir até lá... apesar de sempre estar planejando resolver este problema... ::grr::

 

Sobre as respostas....

 

 

Otimo ter ônibus para Chaiten, eu vi o barco, mas o site deles é confuso mesmo... até agora não entendi como os horários funcionam... ::tchann::

Em contrapartida, tem bus direto para Bariloche (na qual já estive e adorei - te muita coisa para fazer fora da cidade e rodeado pela natureza ::otemo:: ), então para mim pode ser um bom caminho...

 

Achei "curioso" o seu problema com o dono do hostel em Futa... e me lembrou do que tive em Mendoza... não foram iguais... mas a minha opinião sobre o lugar é identica a sua, justamente pelo dono... ::toma::

 

Mas é bom saber que há opções boas por lá em tudo aquilo que precisamos (hostal - passeios e comida), sempre viajei no sistema, arruma na hora em que chegar lá... ::quilpish::

 

Outdoor patagônia - Sen chuva! Uma semana! Anotado! ::cool:::'> ::cool:::'> ::cool:::'>

 

No rafting eu tenho experiência, já curti vários rios e tal... mas para ser sincero... não sei nem boiar... ::tchann:: hahahahah bem, se é pra morrer... que seja fazendo algo que curto! ( to brincando... eu não quero morrer) ::dãã2::ãã2::'>

 

Encontrei o site da Jacobsen... mas não tem nada...mal funciona... por isso valew pelas dicas... ::sos::

 

Sobre Esquel, tenho lido bastante sobre a city e sobre El bolson, (no site das prefeituras) e penso em ir por lá e passar alguns dias visitando e fazendo trekking por lá, e fica a dica pra galera... lá tem muitas opções do que fazer, comer e onde ficar) :!:

 

Sobre encarar tudo, não rola dessa vez... na primeira viagem que fiz, tentei lugares demais para o tempo que tinha... então muito deixou de ser visto, não cometi este erro nas seguintes, e não me arrependo... ::otemo::

 

Nesta viagem eu quero fazer umas 4/5 cidades em 20/23 dias... e para fazer FUta e TDP de uma vez na rota que penso seria complicado demais... só TDP na minha cabeça merece os dias necessários para fazer no mínimo o W, então vou deixar ele para quando for de carro (que eu tenho que comprar) e fazer a carreteira austral até Ushuaia e voltando pelo costa... (sonhos - sonhos....)

 

Por isso penso em fazer assim: Campinas bus para São paulo (GRU) avião para Santiago -> Pucon (ou Puerto MOnnt) -> passou uns 2 dias lá -> Bariloche -> uns 4 dias -> Esquel ->4 dias -> El bolson -> 3 dias -> Futaleufú 6 dias -> Chaiten 1 ou 2 dias -> puerton monnt e Santiago para sampa.

 

O que me matou nisso ai em cima é o fato de que não conseguirei fazer o rafting... ::essa:: apesar de muito provavelmente estar chegando lá apenas no final de Outubro... mas como tem muita coisa por lá para fazer é melhor não se preocupar com isso...

 

Bem agora eu só fiquei com uma dúvida (por enquanto), você disse que em Futaleufú se aceita reais para cambio, lembra da diferença para o cambio (reais e Dolar para peso) em Santiago? para saber se é melhor trocar tudo em Santiago, ou não perco tanto trocando em Futa.

 

obrigado novamente e se precisar de alguma info do Peru, estamos aqui, quem sabe eu não consigo colaborar novamente com alguém.

 

Abraço!

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Na cidade eu somente troquei dólar por pesos argentinos e o suficiente para que eu pegasse o ônibus. Estava US$ 1,00 = P$ 10,50. Não teve outro jeito; mas como foi pouco dinheiro, não pesou.

A cotação da casa de câmbio é muito próxima da oficial, e sem aquelas taxas que são cobradas no Brasil.

Noicasa, segue o site da Condorfu e da Pagatonia Elements. Tente entrar em contado com eles para ver se ocorre de descer o rio já em outubro, apesar da temporada somente começar em novembro.

http://condorfu.cl/

http://www.patagoniaelements.com/

Servirá como orientação.

Abração e até mais!

  • 2 semanas depois...
Postado
  • Membros
Na cidade eu somente troquei dólar por pesos argentinos e o suficiente para que eu pegasse o ônibus. Estava US$ 1,00 = P$ 10,50. Não teve outro jeito; mas como foi pouco dinheiro, não pesou.

A cotação da casa de câmbio é muito próxima da oficial, e sem aquelas taxas que são cobradas no Brasil.

Noicasa, segue o site da Condorfu e da Pagatonia Elements. Tente entrar em contado com eles para ver se ocorre de descer o rio já em outubro, apesar da temporada somente começar em novembro.

http://condorfu.cl/

http://www.patagoniaelements.com/

Servirá como orientação.

Abração e até mais!

 

João!!!!

 

demorei para reaparecer aqui... muito trabalho nenhuma folga... a vida de formiguinha... ::mmm:

 

bem segui a sua dica e tentei entrar em contato com as agências... sem sucesso... não sei se meu portunhol escrito é tão ruim assim, ou simplesmente me ignoraram... ::tchann::

 

bem de qualquer forma estou planejando a viagem, vamos ver como vai sair.... agora dependo da marcação das férias... preciso de tempo para brigar por elas.... ::quilpish::

 

pior que nessa eu acabei perdendo uma boa promoção de areas para Santiago.... R$463,00 (+ taxas)...

 

bem quem sabe outras viram...

 

abraços!

  • 2 semanas depois...
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Jeize, tenho certeza que você irá gostar da Patagônia.

Noicasa, desculpe a demora. Algumas situações estressantes no escritório e a segunda fase da OAB batendo à porta.

Bem, quanto a não responderem, pode ser em razão do fim da temporada de rafting. Futa meio que "fecha" quando começa o outono.

Nessa semana está passando no Kaiak, canal Off, a descida do rio Futa. Deu água na boca de novo.

Bem, se você for mesmo no fim do ano, se informe como estará a cidade por causa da erupção do vulcão Calbuco, que está em Puerto Varas. Como é relativamente perto - em termos geológicos - é possível que as cinzas tenham atingido a cidade (quando o Puyehue entrou em erupção, Futaleufú ficou a salvo)!

  • 1 ano depois...
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Grande João!

 

Parabéns pelo relato!

 

Tirando o seu relato, achei apenas mais 2 aqui no mochileiros sobre Futaleufu. Espero contribuir com mais um relato ::hahaha:: .

 

Conheci o Futaleufu pelo programa Kaiak do OFF, que vc mencionou. Quando estava pensando sobre o que fazer na Patagônia, descobri que é possível ir naquele incrível rio de águas azuis que tinha visto no OFF.

 

Pretendo ir em Janeiro/2017.

 

Só achei na net o site da Patagonia Elements, mas como você falou, vou tentar fugir dela.

 

Estou com medo de reservar antes, pois Futaleufu seria o ultimo lugar da viagem, após ter passado por TDP e El Chálten. Então pode haver imprevistos no caminho.

 

Na época que você fez o rafting em Futa, você reservou antes por recomendação da agência?

 

Saudações

  • 4 semanas depois...
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Fala Júdice Rocha! Tudo beleza, cara?

Vai firme sem reserva. Ficando de 3 a 4 dias você consegue fazer o rafting sem problemas, até porque tem muitas agências pela cidade. Eu realmente te recomendo o full day. Se não conseguir, o tradicional é o Puente a Puente.

No início desse ano eu fiz o rafting no Rio Urubamba, em Cusco. Cara.... não tem nem como comparar. Aliás, acho que fui uma voz contra a maré e boas recordações do Peru; o país não me cativou muito não.

Quanto ao Rio Urubamba... bem fraquinho.

Se você fizer o rafting pelo Futaleufú, não deixe de postar suas impressões. Te garanto que vai ser uma das melhores coisas que vc já fez na vida.

Esses dias estava revendo as fotos... e tá me dando uma vontade de voltar para Futa... Ou melhor, de ficar pela Patagônia.

E desculpe a demora em responder. O Mochileiros não nos tem notificado quando recebemos novas mensagens privadas ou nos tópicos em que estamos.

Qualquer coisa, dá um grito.

Abraços, cara.

Postado
  • Membros
Fala Júdice Rocha! Tudo beleza, cara?

Vai firme sem reserva. Ficando de 3 a 4 dias você consegue fazer o rafting sem problemas, até porque tem muitas agências pela cidade. Eu realmente te recomendo o full day. Se não conseguir, o tradicional é o Puente a Puente.

No início desse ano eu fiz o rafting no Rio Urubamba, em Cusco. Cara.... não tem nem como comparar. Aliás, acho que fui uma voz contra a maré e boas recordações do Peru; o país não me cativou muito não.

Quanto ao Rio Urubamba... bem fraquinho.

Se você fizer o rafting pelo Futaleufú, não deixe de postar suas impressões. Te garanto que vai ser uma das melhores coisas que vc já fez na vida.

Esses dias estava revendo as fotos... e tá me dando uma vontade de voltar para Futa... Ou melhor, de ficar pela Patagônia.

E desculpe a demora em responder. O Mochileiros não nos tem notificado quando recebemos novas mensagens privadas ou nos tópicos em que estamos.

Qualquer coisa, dá um grito.

Abraços, cara.

 

E ai João.

 

Fui no Peru, mas não fui no Urubamba.

 

Só de ver os vídeos do futaleufu já imagino que deve ser difícil achar um rio melhor pra rafting ::hahaha::

 

Tô mais na expectativa de fazer o futaleufu do que fazer TDP e El Chalten. Deus ajude que dê tudo certo.

 

Pode deixar que deixarei minhas impressões sobre o rio aqui no mochileiros.

 

Valeu pelas dicas.

 

Saudações

  • 1 ano depois...
Postado
  • Membros

Boa noite, pessoal!

João, li todo o seu relato e é sensacional!

Estou indo para a Patagonia em 25/12 e estarei por dois dias em Futaleufu (27 e 28/12), vamos ver se com sorte eu consigo fazer o full day!

Algumas dúvidas:

1 - É possível chegar em Futa vindo de Esquel (pela manhã), fazer o full day rafting e voltar para Esquel no mesmo dia? (Isso caso eu tenha sorte e o tempo esteja bom no dia em que eu chegar lá, rs)

2 - Saindo de Futaleufu e voltando para Esquel, meu roteiro inclui pegar o ônibus para El Chalten, aproximadamente 20 horas =(, será que atrasa muito mais que isso? E será que, em alta temporada (29/12/17) dá pra comprar essa passagem na hora?

Desde já agradeço o relato, são muito poucos sobre Futa e eu certamente escreverei o meu quando voltar!

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