Abaixo meu relato de quando fiz esse rolé, apesar de ter quebrado a clavicula, foi foda e faria de novo hahaha
Aventura e emoção no downhill pela estrada mais perigosa do mundo, em La Paz, Bolívia.
O Chris, guia da agência que escolhi, me contou que em toda sua história a estrada já fez mais de 90 mil vítimas (época que era utilizada por carros e ônibus), sendo aproximadamente 20 mortes na prática do downhill. Currículo invejável para qualquer via que sonha em ser a mais perigosa do mundo.
ESCOLHENDO A AGÊNCIA
Fomos procurar agências para fechar o passeio e não rodamos muito para encontrar uma que consideramos um preço justo frente aos equipamentos. A agência foi a Vertigo Biking e quando estávamos assinando um termo que dizia que éramos responsáveis caso morrêssemos começamos a ver que era sério.
O downhill começa ainda em La Paz e desce até Coroico, onde a agência oferece um almoço em uma pousada com piscina e tudo incluso, menos bebidas. Eles nos pegam às 8hs e o retorno é por volta das 17hs. O valor foi 400 BOL (abril de 2014), o site hoje (fim de 2014) indica 500 BOL.
Posso dizer que a Vertigo cumpriu bem o serviço e me senti satisfeito com o auxílio e a qualidade dos guias e equipamentos.
As únicas dicas que dou quando for fechar a agência é escolher alguma com “cara” de profissional e bicicletas com suspenções hidráulicas. Caso contrário, pode fazer falta na descida. Normalmente as agências dão o translado de ida e volta para o passeio, equipamentos, lanches, almoço, uma camisa e um cd com as fotos e vídeos do passeio.
Não deixe de levar óculos escuros para proteger os olhos no caminho; tênis e chinelo para trocar no fim, pois o tênis irá molhar; e se tiver uma action cam leve-a, os vídeos ficam irados.
Outras agências que fazem o passeio: Prodownhill; Gravity Bolivia; Madness Bolivia; e The Radical Rides. Não as conheço, mas também são famosas.
O DOWNHILL
No asfalto
No dia seguinte, por volta das 8hs, a van da agência nos buscou no hostel e partimos para La Cumbre, a 4.640 metros de altitude. Pelo caminho uma bela paisagem e a ansiedade só aumentando. O céu estava limpo e fazia calor (as vantagens de ir em abril).
ATENÇÃO: Não leve folha de coca, no caminho existe controle de imigração e não será possível passar. Lá paga-se uma taxa de 25 BOL para manutenção da estrada. No nosso caso estava inclusa no pacote.
São 3.345 metros de altitude, distribuídos em 60 KM de percurso, onde descemos 3,5 KM no total. O início se dá em uma estrada bem asfaltada que faz a bicicleta ganhar mais velocidade. Nesta parte da descida a emoção não é menor, a adrenalina sobe nas dezenas de curvas que aparecem e é preciso estar atento aos carros que vêm na faixa contrária. A vista é sensacional. As montanhas são fantásticas e com as boas condições da estrada eu abaixava a cabeça para ganhar ainda mais velocidade.
Durante este trajeto passamos por um acidente com uma pessoa de outra agência, e também tivemos o acidente de um amigo do nosso grupo, mas ambos foram só sustos, servindo apenas para nos lembrar de ter atenção.
Na verdadeira Estrada da Morte
Chegamos a um túnel onde fizemos uma parada e os guias passaram as instruções que dali para frente deveríamos ter atenção redobrada. Contornamos o túnel por uma estradinha de terra com pedras e começamos a sentir o que nos esperava, pedalando por uma estrada acidentada de chão batido com britas e pedras.
Este trecho é responsável pelos km finais do downhill, na verdadeira Estrada da Morte, em uma trilha estreita de terra e pedras. Ali nos reunimos estilo filme para conversarmos que todos deviam ter cautela, pois queríamos voltar pra casa com todos vivos.
A estrada contorna um desfiladeiro profundo e alguns pontos possuem uns 3 metros de largura apenas. A descida é acompanhada por um guia na frente, um no meio e outro no fim do grupo. A van também nos segue carregando nossas coisas, equipamentos reservas e uma maca de imobilização para acidentes.
No início estávamos todos muito devagar, pela cautela, falta de conhecimento da pista e o medo da morte. Os guias faziam o caminho e íamos copiando suas manobras. A paisagem é simplesmente sensacional, o desfiladeiro tem uma mata verde sem traços de degradação humana e as montanhas mostram imponência à nossa volta. Na estrada passamos por lindas quedas d’água refrescantes e que dão emoção ao passar com a bike. Eu quase sofri um acidente enquanto admirava o entorno e uma curva apareceu de repente. Meu primo também passou pelo mesmo, quase caindo enquanto se deleitava no visual. Não vá de cabeça baixa todo tempo, mas cuidado com o deslumbre.
Ao longo da via, os guias realizam paradas para conferir as bicicletas, esperar todos e/ou fazer um lanche – são várias paradas. A essa altura nosso pelotão estava mais espaçado – os que estavam mais a vontade com a bike e a estrada seguiam mais próximos do guia da frente, enquanto os outros iam mais devagar. Nosso amigo que caiu no asfalto ia mais devagar ainda, pois aprendeu com o ralado.
Nas paradas é sempre bom checar se sua bike está OK. O caminho possui muitas pedras pontiagudas que podem danificar os pneus ou esvaziá-los e até mesmo soltar as rodas. Conheço bem de bicicleta e percebi que ambos ocorreram comigo. Em três paradas precisei ajeitar minha bicicleta com a ajuda do guia Chris. Na primeira a bike estava com o pneu extremamente vazio e dificultava minhas curvas; na segunda minha roda estava solta, mais um pouco e poderia ter tomado um tombo; e na terceira tivemos que trocar um pneu furado. No último reparo brinquei com o Chris que não chegaria inteiro lá em baixo. Seria uma presságio?
O excesso de confiança
Eu segui mais próximo do pelotão da frente e já andava bem mais rápido. O trecho final da estrada é composto por uma via mais larga, diminuindo o risco e me incentivando a aproveitar o passeio com mais adrenalina. Em vários trechos me abaixei para pegar mais velocidade e sentir o vento no rosto naquele dia ensolarado.
[intervalo para um parêntese]
Sempre digo que se me perguntarem o que sei fazer bem nessa vida direi, dentre pouquíssimas coisas, que sei andar de bicicleta. Andei por toda vida, minha mãe relata que aprendi a andar com 3 ou 4 anos; andei de rodinha uma única vez e na segunda meu pai tirou as duas de uma vez e tomei meu primeiro tombo; desci morros enormes na minha infância e corri de cães; fui o primeiro da minha rua a aprender andar sem as mãos, vencer corridas e passar em quebra-molas assim; e, óbvio, cai diversas vezes, ralando joelhos, braços, rosto e perdendo unhas, aprendendo a evitar as quedas.
E o que isso tem a ver com a história? Tem a ver que quando fazemos algo bem e nos sentimos seguros acabamos ultrapassando o limite do medo, caindo no excesso de confiança. E isso não deve acontecer, ter medo é sabedoria.
[De volta ao downhill]
A bendita curva da Estrada da Morte
Eu descia o trecho final em alta velocidade, chuto uns bons 30 km/h. As curvas se desenhavam rapidamente na minha frente, vindas pela direita ou esquerda, e a emoção subia. No meu consciente eu queria mesmo era acabar logo a descida e me jogar na piscina refrescante da pousada, almoçar e ficar deitado. Descia com emoção e sonhava com o descanso.
Em meio àquele misto de sensações veio o erro. Entrei mal e muito rápido em uma das curvas, estava muito aberto e ia em direção ao desfiladeiro à esquerda – cair lá seria realmente grave. Uma puxada brusca para o lado de dentro da curva com certeza significaria um tombo, então fui virando aos poucos, enquanto dava leves toques nos freios para o pneu não virar nas pedras (os freios são a disco e freadas repentinas te derrubam), enquanto reduzia a velocidade. A bicicleta quicava nas pedras, dificultando o controle, mas eu conseguia trazê-la. No canto interno da pista havia uma vala e como ainda estava muito rápido resolvi ir em direção à ela para usá-la a meu favor, reduzindo minha velocidade e me mantendo em pé ou com um tombo mais leve e principalmente vivo. Como imaginei, entrei na vala e minha velocidade seguia reduzindo, mas não o suficiente. Tudo acontecia em uma fração de segundos.
Foi então que a bicicleta travou. Na hora não entendi o que houve, mas suponho que alguma pedra maior na vala impediu minha passagem. A bike ficou presa e com o impacto fui arremessado por cima me chocando contra o chão com violência. Levantei com o braço dolorido, mas apesar da queda forte, o sangue quente não me deixou sentir muitas dores.
Caminhei para pegar a bike e seguir em frente. Ela estava na vala, presa de ponta-cabeça, e quando tentei levantá-la vi que era mais grave. Não sentia meu braço e não tinha forças e só então percebi minhas costas toda ralada e sangrando. Sentei no chão e esperei pelo guia e meus amigos. O Chris passou e logo correu para me socorrer, os amigos e alguns turistas chegaram e todos aguardaram enquanto ele imobilizava meu braço.
Cai bem próximo do final, essa foi a frustração. Confesso que rolou um excesso de confiança e velocidade, mas foi um acidente, acontece. Dali até o fim estava meio zonzo e desci na van de apoio.
Hoje ostento uma placa de titânio junto ao osso, e uma camisa e cicatriz que servirão para contar aos meus filhos e netos sobre minha história de como sobrevivi à estrada mais perigosa do mundo.
Downhill na Estrada da Morte, em Coroico
Abaixo meu relato de quando fiz esse rolé, apesar de ter quebrado a clavicula, foi foda e faria de novo hahaha
Aventura e emoção no downhill pela estrada mais perigosa do mundo, em La Paz, Bolívia.
O Chris, guia da agência que escolhi, me contou que em toda sua história a estrada já fez mais de 90 mil vítimas (época que era utilizada por carros e ônibus), sendo aproximadamente 20 mortes na prática do downhill. Currículo invejável para qualquer via que sonha em ser a mais perigosa do mundo.
ESCOLHENDO A AGÊNCIA
Fomos procurar agências para fechar o passeio e não rodamos muito para encontrar uma que consideramos um preço justo frente aos equipamentos. A agência foi a Vertigo Biking e quando estávamos assinando um termo que dizia que éramos responsáveis caso morrêssemos começamos a ver que era sério.
O downhill começa ainda em La Paz e desce até Coroico, onde a agência oferece um almoço em uma pousada com piscina e tudo incluso, menos bebidas. Eles nos pegam às 8hs e o retorno é por volta das 17hs. O valor foi 400 BOL (abril de 2014), o site hoje (fim de 2014) indica 500 BOL.
Posso dizer que a Vertigo cumpriu bem o serviço e me senti satisfeito com o auxílio e a qualidade dos guias e equipamentos.
As únicas dicas que dou quando for fechar a agência é escolher alguma com “cara” de profissional e bicicletas com suspenções hidráulicas. Caso contrário, pode fazer falta na descida. Normalmente as agências dão o translado de ida e volta para o passeio, equipamentos, lanches, almoço, uma camisa e um cd com as fotos e vídeos do passeio.
Não deixe de levar óculos escuros para proteger os olhos no caminho; tênis e chinelo para trocar no fim, pois o tênis irá molhar; e se tiver uma action cam leve-a, os vídeos ficam irados.
Outras agências que fazem o passeio: Prodownhill; Gravity Bolivia; Madness Bolivia; e The Radical Rides. Não as conheço, mas também são famosas.
O DOWNHILL
No asfalto
No dia seguinte, por volta das 8hs, a van da agência nos buscou no hostel e partimos para La Cumbre, a 4.640 metros de altitude. Pelo caminho uma bela paisagem e a ansiedade só aumentando. O céu estava limpo e fazia calor (as vantagens de ir em abril).
ATENÇÃO: Não leve folha de coca, no caminho existe controle de imigração e não será possível passar. Lá paga-se uma taxa de 25 BOL para manutenção da estrada. No nosso caso estava inclusa no pacote.
São 3.345 metros de altitude, distribuídos em 60 KM de percurso, onde descemos 3,5 KM no total. O início se dá em uma estrada bem asfaltada que faz a bicicleta ganhar mais velocidade. Nesta parte da descida a emoção não é menor, a adrenalina sobe nas dezenas de curvas que aparecem e é preciso estar atento aos carros que vêm na faixa contrária. A vista é sensacional. As montanhas são fantásticas e com as boas condições da estrada eu abaixava a cabeça para ganhar ainda mais velocidade.
Durante este trajeto passamos por um acidente com uma pessoa de outra agência, e também tivemos o acidente de um amigo do nosso grupo, mas ambos foram só sustos, servindo apenas para nos lembrar de ter atenção.
Na verdadeira Estrada da Morte
Chegamos a um túnel onde fizemos uma parada e os guias passaram as instruções que dali para frente deveríamos ter atenção redobrada. Contornamos o túnel por uma estradinha de terra com pedras e começamos a sentir o que nos esperava, pedalando por uma estrada acidentada de chão batido com britas e pedras.
Este trecho é responsável pelos km finais do downhill, na verdadeira Estrada da Morte, em uma trilha estreita de terra e pedras. Ali nos reunimos estilo filme para conversarmos que todos deviam ter cautela, pois queríamos voltar pra casa com todos vivos.
A estrada contorna um desfiladeiro profundo e alguns pontos possuem uns 3 metros de largura apenas. A descida é acompanhada por um guia na frente, um no meio e outro no fim do grupo. A van também nos segue carregando nossas coisas, equipamentos reservas e uma maca de imobilização para acidentes.
No início estávamos todos muito devagar, pela cautela, falta de conhecimento da pista e o medo da morte. Os guias faziam o caminho e íamos copiando suas manobras. A paisagem é simplesmente sensacional, o desfiladeiro tem uma mata verde sem traços de degradação humana e as montanhas mostram imponência à nossa volta. Na estrada passamos por lindas quedas d’água refrescantes e que dão emoção ao passar com a bike. Eu quase sofri um acidente enquanto admirava o entorno e uma curva apareceu de repente. Meu primo também passou pelo mesmo, quase caindo enquanto se deleitava no visual. Não vá de cabeça baixa todo tempo, mas cuidado com o deslumbre.
Ao longo da via, os guias realizam paradas para conferir as bicicletas, esperar todos e/ou fazer um lanche – são várias paradas. A essa altura nosso pelotão estava mais espaçado – os que estavam mais a vontade com a bike e a estrada seguiam mais próximos do guia da frente, enquanto os outros iam mais devagar. Nosso amigo que caiu no asfalto ia mais devagar ainda, pois aprendeu com o ralado.
Nas paradas é sempre bom checar se sua bike está OK. O caminho possui muitas pedras pontiagudas que podem danificar os pneus ou esvaziá-los e até mesmo soltar as rodas. Conheço bem de bicicleta e percebi que ambos ocorreram comigo. Em três paradas precisei ajeitar minha bicicleta com a ajuda do guia Chris. Na primeira a bike estava com o pneu extremamente vazio e dificultava minhas curvas; na segunda minha roda estava solta, mais um pouco e poderia ter tomado um tombo; e na terceira tivemos que trocar um pneu furado. No último reparo brinquei com o Chris que não chegaria inteiro lá em baixo. Seria uma presságio?
O excesso de confiança
Eu segui mais próximo do pelotão da frente e já andava bem mais rápido. O trecho final da estrada é composto por uma via mais larga, diminuindo o risco e me incentivando a aproveitar o passeio com mais adrenalina. Em vários trechos me abaixei para pegar mais velocidade e sentir o vento no rosto naquele dia ensolarado.
[intervalo para um parêntese]
Sempre digo que se me perguntarem o que sei fazer bem nessa vida direi, dentre pouquíssimas coisas, que sei andar de bicicleta. Andei por toda vida, minha mãe relata que aprendi a andar com 3 ou 4 anos; andei de rodinha uma única vez e na segunda meu pai tirou as duas de uma vez e tomei meu primeiro tombo; desci morros enormes na minha infância e corri de cães; fui o primeiro da minha rua a aprender andar sem as mãos, vencer corridas e passar em quebra-molas assim; e, óbvio, cai diversas vezes, ralando joelhos, braços, rosto e perdendo unhas, aprendendo a evitar as quedas.
E o que isso tem a ver com a história? Tem a ver que quando fazemos algo bem e nos sentimos seguros acabamos ultrapassando o limite do medo, caindo no excesso de confiança. E isso não deve acontecer, ter medo é sabedoria.
[De volta ao downhill]
A bendita curva da Estrada da Morte
Eu descia o trecho final em alta velocidade, chuto uns bons 30 km/h. As curvas se desenhavam rapidamente na minha frente, vindas pela direita ou esquerda, e a emoção subia. No meu consciente eu queria mesmo era acabar logo a descida e me jogar na piscina refrescante da pousada, almoçar e ficar deitado. Descia com emoção e sonhava com o descanso.
Em meio àquele misto de sensações veio o erro. Entrei mal e muito rápido em uma das curvas, estava muito aberto e ia em direção ao desfiladeiro à esquerda – cair lá seria realmente grave. Uma puxada brusca para o lado de dentro da curva com certeza significaria um tombo, então fui virando aos poucos, enquanto dava leves toques nos freios para o pneu não virar nas pedras (os freios são a disco e freadas repentinas te derrubam), enquanto reduzia a velocidade. A bicicleta quicava nas pedras, dificultando o controle, mas eu conseguia trazê-la. No canto interno da pista havia uma vala e como ainda estava muito rápido resolvi ir em direção à ela para usá-la a meu favor, reduzindo minha velocidade e me mantendo em pé ou com um tombo mais leve e principalmente vivo. Como imaginei, entrei na vala e minha velocidade seguia reduzindo, mas não o suficiente. Tudo acontecia em uma fração de segundos.
Foi então que a bicicleta travou. Na hora não entendi o que houve, mas suponho que alguma pedra maior na vala impediu minha passagem. A bike ficou presa e com o impacto fui arremessado por cima me chocando contra o chão com violência. Levantei com o braço dolorido, mas apesar da queda forte, o sangue quente não me deixou sentir muitas dores.
Caminhei para pegar a bike e seguir em frente. Ela estava na vala, presa de ponta-cabeça, e quando tentei levantá-la vi que era mais grave. Não sentia meu braço e não tinha forças e só então percebi minhas costas toda ralada e sangrando. Sentei no chão e esperei pelo guia e meus amigos. O Chris passou e logo correu para me socorrer, os amigos e alguns turistas chegaram e todos aguardaram enquanto ele imobilizava meu braço.
Cai bem próximo do final, essa foi a frustração. Confesso que rolou um excesso de confiança e velocidade, mas foi um acidente, acontece. Dali até o fim estava meio zonzo e desci na van de apoio.
Hoje ostento uma placa de titânio junto ao osso, e uma camisa e cicatriz que servirão para contar aos meus filhos e netos sobre minha história de como sobrevivi à estrada mais perigosa do mundo.
Leia o texto na íntegra em http://instintoviajante.com/desca-comig ... -do-mundo/