Praias, lagoa, belas vistas, gente de todas as partes do Uruguai e do mundo e uma belíssima fortaleza portuguesa (símbolo do local e um dos monumentos históricos nacionais de maior interesse) fazem do Parque Nacional de Santa Teresa uma das mais agradáveis áreas do país, tanto para uma visita rápida quanto para passar uns dias acampado por ali. Aliás, se você gosta de acampar, irá amar Santa Teresa.
Passeando pelo parque, a impressão que se tem é que acertaram na conta preservação + recreação. Nos belíssimos 3.000 hectares há grandes áreas para acampamento e picnic, estacionamentos, mini mercados, restaurante, caixa eletrônico, posto médico, centro de informações turísticas, loja de artesanato, cabanas e até uma danceteria, a “La Posta – Disco Bar” – total infraestrutura para o visitante.
O parque é aberto diariamente, das 8h às 20h e a entrada é gratuita.
Dia 1 (contando a noite de viagem junto)
Partimos de Dois Irmãos às 22 horas de quinta-feira, cidade do Interior do Rio Grande do Sul, cerca de 600 Km do Chuí, cidade que faz divisa com o Uruguai. Nosso meio de transporte foi um micro alugado, com motorista, para 26 pessoas pagamos R$ 240 por pessoa. Inclui todo o trajeto e mais alguns passeios pelo Uruguai.
- primeiro perrengue da viagem, a empresa que tínhamos contratado resolveu cancelar, uma semana antes da partida... tumulto geral, muitas ligações e por fim conseguimos outra empresa em cima do laço.
Chegamos no Chuí tranquilamente, sem muito movimento, eram 7 da manhã e fomos direto para a imigração, nem paramos para comprar muamba pois o intuito era aproveitar o dia no país vizinho. Infelizmente a corrupção não é coisa apenas do nosso país e queriam nos cobrar 400 reais para atravessar a fronteira, sem nenhum motivo, apenas para ganhar uma graninha. Minha amiga negociou e no final ela acabou dando 100 reais ao pessoal e eles disseram que estava tudo OK para irmos, mas não era bemmmm assim...
- segundo perrengue, entramos no ônibus e fomos passar pela fronteira, pensando que estava tudo OK. Quando estávamos quase passando um dos homens parou na frente do ônibus e pediu os documentos novamente, olhou e olhou e olhou e disse que não estavam certos, mandou voltarmos, e disse que sem um outro papel lá, não iriamos passar.... resumindo, paguem o que eles pedem, se não eles ficam com o que você já pagou e mesmo assim não deixam passar, hahahaha
Bem na real o motorista tinha esquecido do papel que liberava ele para dirigir o ônibus da empresa para dentro do Uruguai, fica a dica, sempre confiram 5 vezes os documentos antes de partir. Para a pessoa passar basta apenas a carteira de identidade ou o passaporte, a carteira de motorista não vale! Ficamos um tempo por ali tentando negociar mas eles não queriam mais papo e mandaram a gente voltar... O que fazer???
No Chui existe uma outra entrada que é pela Barra do Chuí, uma pequena ponte que serve de divisa. Partimos para lá rezando. Fica a cerca de 15 minutos da onde estávamos, fomos atravessando a ponto e pensando positivo, a pista estava livre e sem ninguém, tinha apenas uma pequena casinha do outro lado que aparentava estar vazia. Todo mundo só falava: Motora, não olha para trás, só vai!
Mas não deu certo, ao passarmos um fiscal sai apavorado atrás do ônibus mandando nós pararmos e o motora acatou os pedidos. O fiscal chegou na porta do motorista e disse que tínhamos que passar pela outra fronteira, e o motorista tentando se explicar, quando minha amiga deu uma sacada muito boa, tínhamos todos os documentos na mão, já carimbados pela imigração, dai ela chegou e disse: Nós já fomos lá, esta tudo OK, olhe os carimbos, mas como vamos acampar, por aqui é mais perto. O fiscal olhou para ela e disse: Então ta! Hahahaha que alívio.... todo mundo ficou feliz e começou a rir muito! E seguimos viagem.
Para passar o dia no parque a entrada é gratuita, o parque é gigante e tem muita coisa lá para ver, como podem ler no link que deixei logo no inicio.
Como fomos acampar pagamos 155 pesos por noite, ficamos duas noites, que em reais deu R$ 45 as duas noites. Esta tarifa é para ficar em uma parte do camping sem energia elétrica. Para ficar na parte com energia elétrica você paga 205 pesos por noite, nem ofereceram esta possibilidade para nós pois o parque estava lotado nesta área. É dado um mapa do parque e você pode entrar para escolher seu local.
O parque é controlado pelo exercito uruguaio, assim é bem seguro e eles estão sempre passando e controlando. Mas mesmo assim você pode fazer fogueira, escutar músicas e coisas assim, eles não proíbem quase nada, só controlam mesmo.
Os banheiro são bem limpos, existe água quente mas é bem limitada. Existem bares e mercados dentro do parque, com um preço um pouco mais elevado nos produtos, assim é sempre melhor levar tudo que der.
Após montarmos o acampamento fomos dar uma volta pelas praias do parque, tudo muito lindo e limpo:
Na volta da praia começamos a preparar o almoço, comemos muito bom e aquela lombeira bateu... descansamos um pouco e fomos conhecer o zoológico do parque. Existem diversos tipos de animais nele, muito bem organizado e bem bonito, vale a pena.
Saindo do zoo fomos dar uma volta no Jardim Botânico que existe no parque, tudo muito bonito também, várias plantas e animais menores, vale muito a pena. Tudo isso dentro do parque, andamos com o micro pelo parque pois ele é gigante mas para quem tem um bom condicionamento pode fazer a pé.
Saindo do Jardim Botânico fomos conhecer a Laguna Negra, uma lagoa de água negra que tem um por do sol lindo, fica bem próximo ao Parque, basta sair pela saída principal do mesmo, atravessar a avenida, e entrar em uma estrada de terra, que leva a Laguna, tudo com placas demonstrando o caminho.
Depois que o sol se pôs, voltamos para o acampamento para fazer a janta e tomar um bom banho de água quente, para quem se agilizou, hehehe, quem demorou muito teve que tomar um banho frio. Fizemos a comida em um fogareiro pequeno e ficamos em volta da fogueira tomando um bom vinho chileno e conversando. Mas depois de uma viagem noturna de ônibus ninguém se aguentou muito tempo em pé, e logo fomos para cama.
Dai galeraaa!
Neste feriado de páscoa juntamos uma gurizada legal para acampar no Uruguai, destino Parque Nacional Santa Teresa.
Um pouco sobre o lugar: http://mochilabrasil.uol.com.br/destinos/parque-nacional-santa-teresa-uruguai
Praias, lagoa, belas vistas, gente de todas as partes do Uruguai e do mundo e uma belíssima fortaleza portuguesa (símbolo do local e um dos monumentos históricos nacionais de maior interesse) fazem do Parque Nacional de Santa Teresa uma das mais agradáveis áreas do país, tanto para uma visita rápida quanto para passar uns dias acampado por ali. Aliás, se você gosta de acampar, irá amar Santa Teresa.
Passeando pelo parque, a impressão que se tem é que acertaram na conta preservação + recreação. Nos belíssimos 3.000 hectares há grandes áreas para acampamento e picnic, estacionamentos, mini mercados, restaurante, caixa eletrônico, posto médico, centro de informações turísticas, loja de artesanato, cabanas e até uma danceteria, a “La Posta – Disco Bar” – total infraestrutura para o visitante.
O parque é aberto diariamente, das 8h às 20h e a entrada é gratuita.
Dia 1 (contando a noite de viagem junto)
Partimos de Dois Irmãos às 22 horas de quinta-feira, cidade do Interior do Rio Grande do Sul, cerca de 600 Km do Chuí, cidade que faz divisa com o Uruguai. Nosso meio de transporte foi um micro alugado, com motorista, para 26 pessoas pagamos R$ 240 por pessoa. Inclui todo o trajeto e mais alguns passeios pelo Uruguai.
- primeiro perrengue da viagem, a empresa que tínhamos contratado resolveu cancelar, uma semana antes da partida... tumulto geral, muitas ligações e por fim conseguimos outra empresa em cima do laço.
Chegamos no Chuí tranquilamente, sem muito movimento, eram 7 da manhã e fomos direto para a imigração, nem paramos para comprar muamba pois o intuito era aproveitar o dia no país vizinho. Infelizmente a corrupção não é coisa apenas do nosso país e queriam nos cobrar 400 reais para atravessar a fronteira, sem nenhum motivo, apenas para ganhar uma graninha. Minha amiga negociou e no final ela acabou dando 100 reais ao pessoal e eles disseram que estava tudo OK para irmos, mas não era bemmmm assim...
- segundo perrengue, entramos no ônibus e fomos passar pela fronteira, pensando que estava tudo OK. Quando estávamos quase passando um dos homens parou na frente do ônibus e pediu os documentos novamente, olhou e olhou e olhou e disse que não estavam certos, mandou voltarmos, e disse que sem um outro papel lá, não iriamos passar.... resumindo, paguem o que eles pedem, se não eles ficam com o que você já pagou e mesmo assim não deixam passar, hahahaha
Bem na real o motorista tinha esquecido do papel que liberava ele para dirigir o ônibus da empresa para dentro do Uruguai, fica a dica, sempre confiram 5 vezes os documentos antes de partir. Para a pessoa passar basta apenas a carteira de identidade ou o passaporte, a carteira de motorista não vale! Ficamos um tempo por ali tentando negociar mas eles não queriam mais papo e mandaram a gente voltar... O que fazer???
Regras para passar pela fronteira com o Uruguai: http://uruguai.comprasnafronteira.com/turismo/requisitos-para-viajar/
No Chui existe uma outra entrada que é pela Barra do Chuí, uma pequena ponte que serve de divisa. Partimos para lá rezando. Fica a cerca de 15 minutos da onde estávamos, fomos atravessando a ponto e pensando positivo, a pista estava livre e sem ninguém, tinha apenas uma pequena casinha do outro lado que aparentava estar vazia. Todo mundo só falava: Motora, não olha para trás, só vai!
Mas não deu certo, ao passarmos um fiscal sai apavorado atrás do ônibus mandando nós pararmos e o motora acatou os pedidos. O fiscal chegou na porta do motorista e disse que tínhamos que passar pela outra fronteira, e o motorista tentando se explicar, quando minha amiga deu uma sacada muito boa, tínhamos todos os documentos na mão, já carimbados pela imigração, dai ela chegou e disse: Nós já fomos lá, esta tudo OK, olhe os carimbos, mas como vamos acampar, por aqui é mais perto. O fiscal olhou para ela e disse: Então ta! Hahahaha que alívio.... todo mundo ficou feliz e começou a rir muito! E seguimos viagem.
Para passar o dia no parque a entrada é gratuita, o parque é gigante e tem muita coisa lá para ver, como podem ler no link que deixei logo no inicio.
Como fomos acampar pagamos 155 pesos por noite, ficamos duas noites, que em reais deu R$ 45 as duas noites. Esta tarifa é para ficar em uma parte do camping sem energia elétrica. Para ficar na parte com energia elétrica você paga 205 pesos por noite, nem ofereceram esta possibilidade para nós pois o parque estava lotado nesta área. É dado um mapa do parque e você pode entrar para escolher seu local.
O parque é controlado pelo exercito uruguaio, assim é bem seguro e eles estão sempre passando e controlando. Mas mesmo assim você pode fazer fogueira, escutar músicas e coisas assim, eles não proíbem quase nada, só controlam mesmo.
Os banheiro são bem limpos, existe água quente mas é bem limitada. Existem bares e mercados dentro do parque, com um preço um pouco mais elevado nos produtos, assim é sempre melhor levar tudo que der.
Após montarmos o acampamento fomos dar uma volta pelas praias do parque, tudo muito lindo e limpo:
Na volta da praia começamos a preparar o almoço, comemos muito bom e aquela lombeira bateu... descansamos um pouco e fomos conhecer o zoológico do parque. Existem diversos tipos de animais nele, muito bem organizado e bem bonito, vale a pena.
Saindo do zoo fomos dar uma volta no Jardim Botânico que existe no parque, tudo muito bonito também, várias plantas e animais menores, vale muito a pena. Tudo isso dentro do parque, andamos com o micro pelo parque pois ele é gigante mas para quem tem um bom condicionamento pode fazer a pé.
Saindo do Jardim Botânico fomos conhecer a Laguna Negra, uma lagoa de água negra que tem um por do sol lindo, fica bem próximo ao Parque, basta sair pela saída principal do mesmo, atravessar a avenida, e entrar em uma estrada de terra, que leva a Laguna, tudo com placas demonstrando o caminho.
Depois que o sol se pôs, voltamos para o acampamento para fazer a janta e tomar um bom banho de água quente, para quem se agilizou, hehehe, quem demorou muito teve que tomar um banho frio. Fizemos a comida em um fogareiro pequeno e ficamos em volta da fogueira tomando um bom vinho chileno e conversando. Mas depois de uma viagem noturna de ônibus ninguém se aguentou muito tempo em pé, e logo fomos para cama.