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Olá viajante!

Bora viajar?

Estrada da morte - Descobri que sou velho

Postado
  • Membros

Pessoal, segue meu relato da minha aventura pela estrada da morte...isso é uma cópia de um e-mail que mandei para alguns amigos.. espero q se divirtam...

 

------

 

Ontem, na empolgação da viagem resolvi descer a trilha da rota da

morte aqui nas redondezas de La Paz.

 

 

Em resumo, a descida (downhill) consiste em duas etapas, a 1a no

asfalto, descendo de um pouco mais de 5.000 metros e chegando a 4.000

e pouco na entrada da estrada da morte.

 

A 2a parte que é o tchan do negocio, voce parte de 4.000 e uns

quebrados e chega a 1.000 e pouco, numa estrada de chao. Nessa segunda

parte são percorridos perto de 30km.

 

Bem, como sou um trilheiro experiente, NUNCA FIZ MONTAIN BIKE NA VIDA,

nao me amedrontei.

 

Apesar de nao seguir o pelotão da frente, um bando de gringo

alucinados e experientes imprimia uma velocidade considerável na

descida e nao demorou muito para cair curva.

 

Como estava devagar, nao foi grandes coisas, apenas uma leve dor no

dedinho. Vida que segue.

 

Ja perto do fim da trilha, sentia que dominava a bike, ja estava

alucinado. Vuando baixo, numa maldita curva, acabei me enfiando

naquele vala de escoamento de agua. Resultado, o tombo foi gigantesco!

 

 

Dessa vez o negocio machucou. Meu punho ficou muito dolorido, fiz uns

movimentos de teste e me pareceu que nada tinha quebrado. Vida que

segue.

 

Apesar de estar com o corpo quente, o punho doía muito mas a vontade

de vencer a estrada da morte falava mais alto. Cheguei ao ultimo

checkpoint com o punho dolorido e encontrei o resto do grupo.

 

Informado que faltavam apenas 15 a 20 minutos para o fim, e a maior

parte plana, decidi, sem pestanejar, que iria ate o fim.

 

Na descida, segurava a bike com as duas mãos e falava todos os

palavrões que conheço. No plano, guiava apenas com a mão boa, a

esquerda.

 

FIM! Havia vencido a estrada da morte.

 

Depois disso, teríamos um merecido banho, piscina e um bom almoço num hotel.

 

Claro que o hotel era ao melhor estilo "bolivian roots way of life",

um negocio bem TOSCO, com cara de abandonado, uma decoração inspirada

no "the walking dead".

 

Tirando os 300 cachorros e os 200 gatos que circulavam pelo lugar,

inclusive dentro da cozinha, a comida estava muito boa.

 

Claro que o banho nao podia ficar por menos, água gelada e barrenta. E

claro também que os gringos pularam na piscina nojenta. Gringo é

assim, aproveita tudo que está incluído no pacote, mesmo que seja uma

grande furada.

 

A essa altura do campeonato o punho já doía pra caralho e eu colocava

um saco com gelo para aliviar a dor.

 

Uma francesa do grupo, aqui abro um parêntese ( existiam 3 franceses

no grupo, a menina, o namorido e um colega, eram seres odiáveis, eu

juro que torci muito para eles despencarem

desfiladeiro abaixo, nunca vi seres tao insuportáveis na vida, mas

isso eh assunto para outro e-mail), aqui fecho parêntese, era

fisioterapeuta e fiz uma serie de movimentos com a minha mão e chegou

a conclusão que nao havia quebrado nada e que continuasse com o gelo.

 

Um pouco aliviado continuei com meu gelo mas a o negocio nao parava de doer.

 

Nossa para de 1:30h se transformou no dobro, ou mais, o motorista foi

consertar a van e nunca mais voltou.

 

Claro que a gringaiada estava se lixando, ficavam tomando a cerveja

local (Judas) de 1 litro no bico e a porra dos franceses fumavam um

cigarro atrasa do outro.

 

Enquanto isso a mão so inchava, ja a noite a van aparece! Os 300

cachorros, claro que os gringos rolavam no chao junto com os cachorros

pulguentos e nojentos, ficaram louco com o barulho da van e correram

pra ver a novidade.

 

 

Todos embarcados, hora de voltar pra La Paz. Se tinha sobrevivido a

estrada da morte, tinha duvidas a respeito da volta. O motorista

INSANO fazia ultrapassagens na faixa continua, na curva, na neblina,

de qualquer jeito.

 

Enquanto isso, nossos queridos amigos franceses fumavam dentro a van,

um deles colocava o corpo para fora da janela, berravam as musicas que

o imbecil do guia colocava no som, dançavam e bebiam cerva quente.

 

Nunca 85 km foram tão longos, chegando a La Paz perguntei ao guia se

existia algum hospital na região do meu hostel, claro que o imbecil

nao sabia. E com espanto me perguntou se eu estava bem, quase que

respondi em portugues "claro que estou bem seu corno, eu apenas gosto

de ficar com gelo na mão ate derreter e depois com a mão para fora da

janela depois do gelo derreter (técnica que desenvolvi no desespero da

dor, o vento gelado anestesia tudo) no frio de rachar da bolivia por

diversão", mas me contive e so disse que estava doendo.

 

Chegando no hostel liguei para o seguro do cartao (master) e fui muito

bem atendido. Uma hora depois eles me retornavam indicando uma

clinica. Na dor consegui compreender perfeitamente o espanhol da

atendente, também falei "perfeitamente".

 

Ja passava da meia noite quando me apresentei a clinica Alemana, fui

MUITO BEM atendido, nao havia fila de espera e a Dra Cláudia ja me

chamou pelo nome. O seguro do cartao realmente é TOP!

 

Raio-x tirado, nas quebrado, receita passada, hora de dormir.

 

Hoje acordei bem melhor, sem forcas na mão direita mas sem muita dor.

 

É, estou velho pra isso... Mas encararia novamente a estrada, dessa

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Postado
  • Membros

É história pra contar a vida inteira.

Apesar dos pesares, pode ter certeza que valeu a pena.

Ri muito dos cães e gatos.

::lol4::

Abrass,

  • 1 mês depois...
Postado
  • Autor
  • Membros

Amigo, não me julgue sem me conhecer.

 

Se estou compartilhando a "desgraça" eh pq curti a experiência.

 

E da próxima vez leia o texto até o final..

 

"É, estou velho pra isso... Mas encararia novamente a estrada"

 

 

 

O cara deve ser do tipo que reclama de tudo na viagem...

Apesar do tom 'sarcastico' , foi o que o relato me passou, e o título acabou caindo bem pra vc.

Não espere mochilar e não passar perrengues na viagem, ao inves de se estressar vc deveria curtir a 'desgraça' toda. Afinal expêriencias como essa só te fazem evoluir.

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