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MINITRIP 12 dias - Bolívia e Peru: do Salar de Uyuni a Machu Picchu

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Hola, mochileiros! ::otemo::

Acabei de voltar de um mini mochilão passando pela Bolívia e Peru, e como fiz todo o planejamento com base nas informações colhidas em relatos aqui no mochileiros.com, me senti na obrigação de retribuir e ajudar quem também está planejando sua viagem.

 

Então aperte o play, curta a trilha sonora mais ouvida na Bolívia e Peru no momento, e vamos lá!

 

 

 

DURAÇÃO: 12 dias (03/04/15 a 14/04/15)

 

POR ONDE: Santa Cruz de la Sierra, Sucre, Uyuni, La Paz, Copacabana, Cusco e Machu Picchu.

 

GASTOS: Viajamos em dois e gastamos, no decorrer da viagem, 1.620 dólares para os dois, ou seja, cerca de 800 dólares pra cada um, incluindo tudo, menos as passagens aéreas, que compramos no cartão.

Você vive com menos que isso? Certamente, meu amigo! Eu diria que talvez com um terço disso você pode ser bastante feliz por lá!

Detalhe que esse preço foi sempre dormindo em quarto privado com banheiro, e comendo em lugares melhorzinhos, mais turísticos e inevitavelmente mais caros (com exceção de algumas poucas barbadas locais que fizemos, que vou contar ao longo do relato). Além disso, fui pra Machu Picchu de trem, e não via hidrelétrica, por conta do tempo corrido, o que também encareceu muito. Então se você não fizer questão de certos confortos, e especialmente, estiver com tempo e disposição pra andar mais pra procurar por ofertas melhores, certamente vai gastar muito menos.

 

 

PLANEJAMENTO E ROTEIRO

Como os dias estavam contadinhos, a princípio eu iria só para a Bolívia, e só depois de algum tempo de planejamento que o Peru entrou na roda, de uma forma muito sutil, depois de uma amiga minha me dizer que se eu chegasse até La Paz e não fosse até Cusco ela me daria uns cascudos, hehe :lol:

A viagem era pra ter acontecido mesmo em dezembro/2014, mas por um extremo amadorismo, sempre ia postergando a compra das passagens aéreas na esperança de que os preços diminuíssem, porque sempre que eu consultava o vôo pra umas duas ou três semanas pra frente, o preço era bem melhor do que com mais antecedência. Só que.. esqueci que dezembro era alta temporada de viagens! E, claro, os preços subiram absurdamente! Fuén fuén fuén! Lição aprendida, aproveitei uma promoção que teve, e tratei de comprar logo os trechos de ida e volta entre Vitória (ES) e Santa Cruz de la Sierra.

Então uma coisa estava certa: eu iria chegar e sair por Santa Cruz. E eu queria fazer o Salar, conhecer La Paz e dar um jeito de enfiar Cusco no roteiro. Mas como iria voltar depois pra Santa Cruz? Não sabia, e viajei ainda não sabendo!! No fim das contas, vocês verão que acabamos comprando um trecho aéreo de La Paz a Santa Cruz, o que encareceu um pouco a viagem, então deixo aqui a dica: planejem com antecedência se vocês forem comprar a ida e volta por um mesmo lugar. É sempre mais barato, mas tem que ver se seu roteiro comporta essa volta, e como você vai fazê-la. Dependendo de como for, talvez seja mais vantajoso comprar múltiplos destinos, pra viajar tranqüilo e não ter um gasto extra com trecho aéreo no meio da viagem.

 

No fim das contas, entre erros e acertos no planejamento, o roteiro ficou o seguinte forma:

 

03/04: Vitória - São Paulo - Santa Cruz de la Sierra - Sucre

04/04: Sucre - Uyuni

05/04: Uyuni (Salar)

06/04: Uyuni (Salar)

07/04: Uyuni (Salar) - La Paz

08/04: La Paz

09/04: La Paz - Copacabana - Cusco

10/04: Cusco

11/04: Cusco - Vale Sagrado - Águas Calientes

12/04: Machu Picchu - Cusco

13/04: Cusco - La Paz

14/04: La Paz - Santa Cruz de la Sierra - São Paulo - Vitória

 

 

O QUE LEVAR

Primeiramente, a mochila! (ou a mala, se for o caso). No caso, como era nossa primeira viagem, eu não tinha nada, nem mochila, então compramos uma Crampon 60l e uma Caminhada 50l, ambas da Trilhas e Rumos, no site Arco e Flecha. Não to ganhando nenhuma comissão não, mas recomendo o site porque eles foram super rápidos no envio, além de o preço ter sido bom (paguei cerca de R$ 540 nas duas juntas). Então se você é como eu, que deixa pra ver sua mochila 10 dias antes da viagem, há solução! ::otemo::

Recomendo também comprar uma capa impermeável pra mochila, se a sua já não vier com uma. Mesmo que você não pegue chuva, a capa é super útil pra embalar a mochila e fechá-la bem antes de ela ser jogada num porão fedido de ônibus pra agüentar as viagens de 10, 12, 14 horas.. Eu comprei na Decathlon uma da Quechua, para mochilas de 55/80l, por R$ 39,00.

Se você for uma pessoa prevenida e quiser viajar com tudo certinho, vale a pena comprar uma capa de chuva pra você, e talvez uma pra sua mochila de ataque. No dia que fomos a Machu Picchu, contrariando todas as previsões (mentira, o tempo lá em cima é louco, e acho que só falta nevar), quando chegamos, começou uma chuvinha chata, então tive que me virar com o que tinha e colocar câmera e celular dentro de sacolas plásticas pra não molhar. Felizmente uma peruana de bom coração, que estava de capa e guarda-chuva, fez uma boa ação e me emprestou sua capa!

Toalhas de secagem rápida também são bem úteis e necessárias, pois nem todos os hostels que passamos oferecia isso.

 

No mais, sobre roupas e sapatos, apenas: desapegue! Não adianta levar o mundo nas costas, porque no fim das contas você vai aparecer em todas as fotos com aquele mesmo casacão por cima de tudo. Aceite, hahahaha!

Até que consegui ser bem prática e levei pouca coisa, me senti uma guerreira com minha mochilinha de 6,5kg!!

 

De roupa eu levei: 1 calça jeans, 1 calça legging, 1 conjunto de segunda pele (calça e blusa), 1 short jeans, 1 short de tactel, 2 blusas manga longa, 7 camisetas, 1 regata, 1 jaqueta jeans , meias e roupa íntima. Não cheguei a usar todas as roupas: os shorts ficaram intocados. Por outro lado, levei poucas meias, com a intenção de lavar no meio da viagem, e não deu. Uma coisa é você pensar em lavar roupa aí, no conforto do seu lar quentinho, com sabão em pó e todos os aparatos domésticos. Outra coisa bem diferente é lavar na pia do hostel, com água congelante e tendo que se virar com o sabonete que você trouxe do hostel anterior, porque nesse não te deram nem papel higiênico, quanto mais um sabonetezinho! Conclusão: comprei mais meias em La Paz, nas vendinhas de rua mesmo, 3 pares por 10 bolivianos!

 

De sapatos, levei um chinelo, um tênis velho normal mesmo, desses de academia, e um tênis mais bonitinho, de dia-a-dia, que acabei não usando nenhuma única vez, só serviu de peso na mala.

 

Levei também uma mini farmacinha, que apesar de não ter usado, acho super necessário: dramin, antialérgico, analgésico, aspirina, etc.

 

Sobre o frio: Viajei apreensiva achando que ia passar um frio do cacete, porque tinha lido relatos de que as noites no Salar eram como dormir abraçado com o abominável homem das neves e olha.. gente, cês me decepcionaram, hein! Não se faz alguém passar cagaço assim de graça! Como moro no litoral, eu não tinha nada de frio, então comprei um conjunto de segunda pele na Decathlon (calça e blusa saíram por R$ 80), peguei uma jaqueta jeans, que era o casaco mais quente que eu tinha ::hãã2:: , uns lenços/echarpes, e fui, com a cara e o medo a coragem! Chegando em Uyuni, já na primeira noite, antes de sair pro Salar, comprei luvas e gorro, e olha, foi totalmente suficiente.. tirando dois momentos de muito frio, no segundo dia do salar, passando pela arbol di piedra, e atravessando o titicaca na parte de cima do barquinho (idéia genial!) que estava um vento cortante, foi bem tranqüilo, e olha que normalmente sou uma pessoa friorenta.. Mas como percepção de temperatura é algo muito pessoal, não vou botar ninguém numa fria (ops!) e recomendo que cada um avalie suas necessidades.

 

 

DINHEIRO

Levei tudo em espécie mesmo, em duas doleiras (money belt), e não me senti insegura em nenhum momento, achei tudo muito tranqüilo. Levei dólar, e foi o melhor negócio que fiz, porque comprei dólar aqui no Brasil antes de ele subir assustadoramente.

A verdade é que a gente vê o dólar aumentar aqui e tem a falsa impressão de que ele se valorizou.. mas não é, e sim o real que desvalorizou! Chegamos na Bolívia e encontramos a cotação do dólar bem estável, entre 6,85 e 6,95 bolivianos, já o real, uma tristeza.. vi variando entre 1,85 e 2,15, cotação muito ruim mesmo, especialmente quando pensamos que já chegou até 3,00..

Agora, um lembrete: se for levar dólares, compre notas de 50 e 100, pois normalmente as cotações anunciadas nas casas de câmbio só valem pra esses valores; se a nota for menor, o câmbio também vai ser um pouco pior.

Além disso, não levamos mais nada, só desbloqueamos os cartões de crédito pro caso de alguma emergência, mas nem precisamos usar.

 

 

SEGURO VIAGEM

Apenas: façam! Fiz pela Allianz e paguei R$ 137,00 por pessoa, e felizmente não precisei usar. Nem é um valor tão alto assim, então não tem desculpa. Seguro viagem é aquele tipo de gasto que você deve torcer pra pagar à toa mesmo! E se por ventura você acabar usando, e você precisar de atendimento em algum hospital onde até o ar que você respira é cotado em dólares, nessa hora você vai agradecer por aqueles cento e pouco reais que você estava com miséria de pagar!

 

 

CERTIFICADO INTERNACIONAL DE VACINAÇÃO

Não nos pediram nenhuma vez, mas é tão simples, que não custa nada fazer, e aí além de evitar uma pequena propina por não ter o documento, você ainda vai protegido. É só tomar a vacina em qualquer posto de saúde (é gratuito e tem que ser no mínimo 10 dias antes da viagem, depois disso tem validade por 10 anos), depois preencher um cadastro no site da Anvisa (na verdade o cadastro prévio no site não é obrigatório, mas adianta bastante o seu tempo), e por fim se dirigir a algum posto físico da Anvisa pra retirar pessoalmente o certificado. Normalmente tem posto em todo aeroporto. O certificado só pode ser retirado pela própria pessoa, e eles só funcionam em horário comercial, então verifique antes de deixar pra retirar no dia do seu vôo.

 

 

IDIOMA

Antes de viajar, comecei a estudar espanhol, então foi bem tranqüilo. Eu não sabia muita coisa, mas já deu pra me virar bem. Mas a dica que dou é: estude um pouquinho de espanhol. Não precisa ser fluente, mas acho que vale a pena estudar pelo menos o básico da língua de nossos vizinhos, pra ser melhor entendido. Em algumas ocasiões eu fiquei com dó dos amigos gringos que só falavam inglês, porque quase ninguém por aquelas bandas fala inglês também, então fiquei me perguntando como eles tinham sobrevivido até ali..

Espanhol é fácil, e muitas coisas são parecidas com o português, então é uma ótima oportunidade pra exercitar o seu "buenos dias" :wink: (Em tempo: comprei um mini guia de conversação/dicionário, que nem saiu da minha mochila.. todo mundo se esforça pra te entender e ajudar, então se toda sua desenvoltura linguística se resume a chamar argentino de boludo, fique tranquilo! hahahaha ::lol4::)

 

 

ALTITUDE

Como todo mundo deve saber, a Bolívia e o Peru estão em altitudes elevadas, então não subestime o soroche! Nós não sentimos nada (eu só senti uma sensação meio estranha, no segundo dia do Salar, mas nem sei se era soroche mesmo ou muito pollo picante :oops::lol:), mas comecei a me preparar assim que saímos de viagem: a partir de São Paulo, tomei muita água, e chegando em Sucre já comprei uma cartela de Soroche Pills.

 

 

DICAS GERAIS

- Esboce um roteiro. Admiro quem vai na cara e na coragem, mas eu preciso ter tudo organizadinho.. Mesmo que você não seja assim, um esboço de roteiro pode te economizar tempo e algumas frustrações, especialmente se você estiver com o tempo apertado, como estávamos. Nossos objetivos, por exemplo, eram: Salar, La Paz e Machu Picchu, e por isso já sabia com antecedência que parar em Puno acabaria com meus planos, por exemplo.

- Seja flexível com seu roteiro. Parece contraditório com o item anterior, né, rs? Mas não é: descobrimos na prática que é meio impossível estar com tudo fechadinho e planejado. Um ônibus que atrasa, uma estrada fechada, e puf, lá se foi sua programação, então esteja preparado para um plano B.

- Não vá com o tempo contadinho pra tudo. Esse talvez tenha sido nosso maior erro: querer abraçar tudo, com pouco tempo pra isso (apesar disso, não me arrependo, porque sei que se eu não ao menos tentasse chegar a Cusco nessa viagem, eu ia querer me chicotear depois de voltar pra casa, rs..). Não dá pra ficar com tudo fechadinho, porque as coisas numa viagem são muito imprevisíveis. Tem que contar com a impontualidade boliviana e com a possibilidade de não ter passagem pro dias que você quer (aconteceu com a gente). Além disso, é sempre bom lembrar também que alguns poucos quilômetros na Bolívia e Peru consomem algumas boas horas, se você for de ônibus.

- Para longas distâncias, se optar pelo ônibus, faça viagens noturnas sempre! Além de te economizar a hospedagem, você ainda poupa tempo, já que dorme em um lugar e acorda em outro, e descansa muito melhor também. A primeira viagem de ônibus, no trecho de Sucre a Uyuni, fizemos durante o dia, porque eu achei que seria muito pauleira chegar e já encarar uma noite no ônibus, mas, olha, foi terrível! Nem era uma viagem tão longa (9 horas, contra 14 que pegaríamos mais tarde), e o ônibus até que era bem confortável (tirando o vidro da janela que estava todo estilhaçado e colado com durex!!!!!!), mas depois de passar o dia todo no ônibus, estávamos acabados..

Ah, e olha, não achei as viagens de ônibus assim o cão não.. Eram longas demais, e muitas vezes atrasavam mais do que o previsto, mas achei os ônibus confortáveis e as estradas tranqüilas (os motoristas não, esses são malucos mesmo, mas nada muito além de várias buzinadas!)

- Sobre reservas antecipadas: precisar, não precisa, mas te poupa tempo e esforço. Lembre-se que quando você chegar nas cidades, por exemplo, depois de uma longa viagem de ônibus, tudo o que você quer é uma cama quentinha, então ficar rodando a procura de hospedagem pode não ser muito animador. Pode acontecer de você chegar na cidade de madrugada/cedinho também, como aconteceu com a gente em Cusco, e muitos hostels estarem fechados. Fuén fuén fuén!

- Ter indicações de hostels e restaurantes é uma mão na roda.. mas se você não tiver o endereço deles, isso não vai te servir de muita coisa.. Eu tinha uma lista de vários hostels recomendados em La Paz, mas quando perguntávamos pras pessoas, ou pedíamos pros taxistas nos levarem a algum deles, sempre perguntavam pelo nome da rua e não sabíamos. Com isso, apesar de minhas longas pesquisas, usamos muito pouco as referências que encontrei :(

 

 

Já deu pra perceber que eu escrevo um bocado, né? hehehe, então chega de enrolar e vamos para o relato!

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DIA 11: LA PAZ (Segunda)

 

Se era o mesmo motorista, eu não sei, e se ele fez muitas barbeiragens, sei menos ainda, porque foi deitar na poltrona e eu apaguei! Quer dizer, só acordei umas duas vezes de madrugada, naquele modo moribundo que a gente fica meio dormindo, meio acordado, e por coincidência, nas duas vezes o ônibus estava parado! Eu lembro de até ter pensado assim "mas que raios esse ônibus tá fazendo parado nesse escuro no meio do nada, esse motorista é louco??", :? mas eu estava com tanto sono que adormecia antes mesmo de pensar em alguma hipótese. Só acordei de fato no dia seguinte por volta de umas 7 da manhã, com o motorista buzinando que nem um louco! Tipo, via umas llamas a uns 300 metros, fora da estrada, e buzinava; se vinha um carro no sentido contrário, buzinava; se passava por um povoado, buzinava! Pra quê isso, gente???? ::hein:

 

Depois de muito, muito tempo, finalmente chegamos na fronteira, dessa vez por Desaguadero, e não por Copacabana. Imigração no mesmo esquema: chata e demorada, uma lerdeza sem fim, demoramos mais de uma hora até todo mundo ser liberado e seguirmos viagem. Detalhe: aparentemente o time sub 18 (estou chutando pela idade dos meninos) do Emelec estava passando pela fronteira também nessa hora!

 

A viagem demorou uma vida.. tinham nos prometido que chegaríamos em La Paz 10h da manhã, mas fomos chegar mesmo quase 13h da tarde (hmm.. será que isso tem a ver com aquelas horas que acordei e o ônibus tava parado?? Será que era o mesmo motorista que tinha vindo de La Paz para Cusco, ele tava muito cansado e resolveu parar de madrugada pra tirar um cochilo??? mistério :?)

 

Quando chegamos no terminal, fomos direto pegar um taxi até a Plaza San Francisco (dica: geralmente o desembarque é pela parte traseira do terminal, mas atravesse por dentro dele e saia pela parte da frente, que lá a oferta de taxi é maior). Saindo do terminal, o primeiro taxista queria me cobrar 20 bs pela corrida! Tentei baixar e ele não aceitou, então como já estava vacinada e sabia que era super perto, simplesmente virei as costas e fui procurar outro, humpf! Nisso outro taxista que assistia a cena me ofereceu a corrida por 15 bs; tentei baixar pra 10 bs e ele não aceitou, então agradeci e também sai. Não tava nem aí, eu já sabia o preço justo e dessa vez não ia aceitar ser extorquida! Olhei pro lado e vi outro taxi parado, fui até lá e perguntei o preço: 10 bs! Opa, agora sim!

 

Entramos e demos o endereço de um hostel que a gente havia reservado antecipadamente pelo booking (opa, dessa vez a gente foi esperto!). O hostel ficava bem ali na rua do Mercado da Bruxas, e era super bonitinho por fora, parecia ser um ótimo negócio para os 170 bs que estava anunciado! Só que chegando lá descobrimos que o quarto não custava 170 bs, e sim 340! Acontece (e demoramos um tempo pra descobrir) que nós pesquisamos no booking pelo preço em real, e não tínhamos nos dado conta desse detalhe, então convertendo ficava o dobro do preço! Boludos! ::prestessao:: Seguimos andando pela rua, pedimos informação pra um senhor sentado num banquinho e ele nos apontou uma hostel no final da rua. A gente olhou e num primeiro momento pensou que provavelmente não era pro nosso bolso (nessa hora e gente já fica afiado nas coisas, né, rs), mas já que não tínhamos nada a perder, lá fomos nós.. e tinha quarto que cabia no nosso bolso sim! Pagamos 150 bs pelo quarto duplo com banheiro privado. O hostel se chama Arcabucero e fica localizado na calle Liluyo (é só subir a rua do Little Italy, se não me engano). Engraçado que fui pesquisar agora no TripAdvisor pra pegar o endereço dele e só tem qualificação negativa, incluindo muitos relatos de pessoas que foram furtadas lá dentro! :shock: Bom, nós não tivemos esse problema, mas eu também não dou bobeira nenhuma com isso, não tiro minha doleira nem pra dormir, e sempre carrego meus eletrônicos comigo! Apesar dos relatos negativos, nossa experiência lá foi muito boa: quartos limpos, com água razoavelmente caliente e internet que funciona (o dono havia inclusive nos alertado que provavelmente não funcionaria dentro dos quartos, porque estávamos num andar mais alto e o sinal seria fraco, mas funcionou sim!) O dono foi muito simpático também, e nos atendeu muito bem. Bom, vai da sorte, talvez..

 

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Deixamos nossas coisas lá e com muito custo fomos nos arrastando pra rua pra encontrar um lugar pra almoçar. Estávamos mortos, muito cansados, mas como era o último dia efetivo de viagem (já que o dia seguinte seria basicamente a volta pra casa), fizemos um esforço pra aproveitar.

 

Saímos pra almoçar, e finalmente encontramos nossa primeira barbada da viagem, em termos de comida boa e barata: o restaurante Ichuri Food, que fica em um prédio de esquina com a Plaza San Francisco, chamado Galeria La Republica (da Plaza San Francisco, pega a rua principal descendo). O restaurante fica no sétimo andar desse prédio, que é o último andar, na verdade, então eles têm uma área que é uma espécie de terraço, e tem uma vista bem bacana do centro. Pagamos 29 bs por pessoa pelo menu do dia, com salada livre no bufê, sopa de entrada (também livre no bufê), prato principal e sobremesa! \o/ A salada não provamos, mas a sopa estava muito boa, assim como o prato principal e a sobremesa. De prato principal nós provamos um prato típico da Bolívia chamado pique a lo macho, que na verdade, como disse minha irmã, é tipo pegar todos os restos que você tem na geladeira no final do mês, juntar tudo e fazer uma apresentação bonitinha, e pronto, já pode ser chef! Hahaha. Pedimos bebidas, e no final a conta deu 78 bs.

 

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Saindo de lá, voltamos para o Mercado das Bruxas pra fazer as últimas compras de lembrancinhas e presentes, e depois voltamos pro hostel para descansar. Quando enfim criamos coragem pra sair pra jantar (último dia de viagem deixa a gente moído!), estávamos sem dinheiro e precisávamos cambiar uns 20 dólares, mas não encontramos mais nenhuma casa de câmbio aberta.. a solução foi cambiar com uma senhora na rua, e foi o pior câmbio que nós conseguimos: 6,80, e ela ainda queria nos empurrar umas notas velhas! Devia ser umas 20h da noite, então se precisar de casa de câmbio, não faça como nós e se programe.

 

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Depois do câmbio furado, começamos a rodar procurando um lugar pra jantar, e encontramos outra grande barbada da viagem: uma lanchonete pequenininha e escondida, em que comemos um hambúrguer artesanal ótimo por 10 bs cada! E ainda vinha com batata frita, gente, é muito amor!! A lanchonete se chama Snack Snack, e fica na calle Murillo, mesma quadra do restaurante Sol y Luna, descendo a rua, mas antes de chegar nele. É uma lanchonete pequena mesmo, e não vi nenhum turista lá, só locais, ou seja, já era um prenúncio de que o preço não seria "pra turista ver", rs

 

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Depois de jantar, voltamos pro hostel pra merecida cama, e no dia seguinte sairia nosso vôo para Santa Cruz.

 

Gastos do dia:

78 bs: almoço Ichuri Food

240 bs: bolsinhas de couro

28 bs: capa de almofada

60 bs: mochila

8 bs: bandeirinha Bolívia

130 bs: blusa de lã de alpaca

26 bs: hambúrgueres Snack Snack

Total de gastos do dia: 570 bolivianos

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DIA 12: LA PAZ - SANTA CRUZ - SÃO PAULO (Terça)

 

Último dia, e dia de voltar pra casa..

 

Fizemos check out no hostel e pegamos um taxi até o aeroporto El Alto. O dono do hostel nos disse que normalmente esse trajeto custa uns 70 bs, mas o taxista propôs 60 bs de primeira, então nem negociamos, já entramos nos taxi logo antes que ele mudasse de idéia, rs. No meio do trajeto, o táxi passa por um pedágio, e tivemos que pagar 5 bs à parte.

 

Chegando no aeroporto, fomos procurar um lugar pra tomar café, mas só encontramos lugares caros (claro, dentro do aeroporto, né!!). Por conta do preço, alexandre deixou pra tomar café no aeroporto de Santa Cruz, e foi uma ótima idéia no final.. Eu tomei café no El Alto mesmo, e o desayuno com torradas, manteiga, geléia, suco e um capuccino à parte custou 46 bs por pessoa (ouch!). Nosso vôo era às 7:25h, e uma hora depois já estávamos em Santa Cruz, vôo rápido e sem problemas.

 

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Nosso vôo de Santa Cruz para São Paulo só sairia às 13:50, então tivemos bastante tempo pra enrolar.. felizmente o aeroporto Viru Viru é muito tranqüilo, quase sem movimento, e a internet é aberta e funciona muito bem! (#chupaGRU! ::bruuu:: )

 

Fomos tomar café no Cinabon (53 bs, paninis + bebidas + milk shake), ficamos enrolando na internet, e depois almoçamos no My Way, que é uma espécie de Subway (80 bs por dois sanduíches, bebidas e batata). Como ainda estávamos com alguns bolivianos sobrando e não queríamos voltar com eles pro Brasil, voltamos pro nosso querido Cinabon comer umas sobremesas (tem tem umas tortinhas doces maravilhosas! Tortinhas + milk shake deu 41 bs).

 

Depois fizemos check in, despachamos nossas mochilas, e fomos pra sala de embarque. Depois de passarmos pela imigração, passamos por um corredor onde fazem a inspeção de malas. Estávamos quase passando direto, porque o cara que estava lá tava sentado e parecia não estar muito a fim de trabalhar, quando ele nos mandou voltar e pediu pra abrimos as mochilas (as menores, as outras foram despachadas). Nisso ele pegou uma necessaire minha que estava com algumas pilhas beeem enroladinhas em papel higiênico (eu enrolei todas assim pra evitar a exposição a variação de temperatura, que diminui a vida útil de pilhas e baterias, e porque li um relato de uma pessoa que estava tranqüila com suas baterias extras, só que depois quando precisou usá-las estavam todas descarregadas, porque ficaram na parte da frente da mochila e o frio do Salar detonou com elas). Sei que quando o cara viu aqueles bolinhos enroladinhos, ele não conteve um pequeno sorriso e imaginou que tinha tirado a sorte grande e que aquele seria o dia de dar um baculejo dos bons, hahaha, e a gente lá, tranqüilos.. mas quando ele abriu tudo e viu que era tudo pilha, ele virou assim pra gente "mas por que raios vocês enrolaram todas essas pilhas em papel higiênico???" hahaha ::lol4:: Depois da frustração ele só deu mais uma remexida nas coisas e liberou a gente.

 

A ala de embarque internacional do VVI nos surpreendeu, nem parecia que estávamos no mesmo aeroporto da ala nacional! Em VVI tem um freeshop e lá vende também alguns artesanatos que encontramos pela Bolívia, só que, gente, é bizarro! Imãs de geladeira que eu fiquei com miséria de pagar 10 bs, lá estava por 9 dólares! Bolsas de couro que eu vi por 60 bs, estava 48 dólares, e blusas de lã de alpaca, que vi por 130 bs, lá estava 69 dólares!!!!

 

Nosso vôo atrasou um pouco, mas enfim embarcamos, e por volta de 17:30 (horário do Brasil), chegamos em São Paulo. No finzinho da viagem, ainda tivemos outra surpresa: minha mochila cargueira apareceu na esteira de bagagens sem a capa de chuva em que ela estava embalada, e toda aberta. ::ahhhh:: Gente, que desespero, era a mochila onde estavam todas as compras e presentes! A outra mochila, onde só veio roupa suja estava intacta, do jeito que despachamos.. Quando fomos registrar a ocorrência no aeroporto, o rapaz nos perguntou de onde estávamos chegando, e quando dissemos que era de Santa Cruz ele disse que isso era bem normal, por ser uma rota de tráfico. Ele pesou minha mochila e constatou uma diferença de apenas 200 g, que segundo ele poderia ser até mesmo uma variação nas balanças, e já me deu sinais de que eu não conseguiria muita coisa então.. Revirei minha mochila e aparentemente não tinha nada faltando, só a capa mesmo. Poxa, tudo bem abrir a mochila pra revistar, mas o que custava jogar a capa dentro dela no final?? ::grr:: Abri uma ocorrência na Gol também, mas a moça disse que abriria um procedimento de busca pra ver se encontravam minha capa, mas que eles só abririam processo de indenização se a diferença fosse maior que 1kg. Bom, fiquei no prejuízo da capa, mas como a mochila estava cheia de presentes e aparentemente tudo estava lá, respirei aliviada mesmo assim.

 

Passamos uma longa noite no GRU e só no dia seguinte embarcamos pra Vitória, onde chegamos exaustos!

 

Gastos do dia:

60 bs: táxi até o aeroporto El Alto

5 bs: pedágio caminho aeroporto El Alto

46 bs: desayuno El Alto

53 bs: Cinabon (panini + bebidas + milk shake)

80 bs: almoço My Way

41 bs: Cinabon (tortinhas + milk shake)

Total de gastos do dia: 285 bolivianos

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Considerações Finais

 

Chegamos ao fim do relato, pessoal, essa é a minha contribuição para os próximos mochileiros, e uma forma de agradecimento a todos os relatos sensacionais que li por aqui.

 

Amei a Bolívia, muito, muito mais do que o Peru! O Peru é sensacional e exala história viva por todos os lados, mas a Bolívia.. ah, a Bolívia! ::love::::love::::love:: A Bolívia é um país de extremos, sociais, geográfico, de temperaturas, paisagens.. é tudo ali, misturado, ao mesmo tempo, e surpreendentemente harmonioso! E os bolivianos são muito prestativos com os turistas, porque eles morrem de orgulho de suas culturas e ficam super felizes de ver você se interessar e se apaixonar pelo país deles. Com certeza quero voltar novamente um dia, ter mais tempo para La Paz e Sucre, fazer o downhill pela Estrada da Morte, subir o Chacaltaya e passar uma noite na Isla do Sol, coisas que eu senti falta nessa viagem.

 

Se fosse hoje, eu faria alguma coisas diferentes. Pra começar, não teria comprado a ida e volta por Santa Cruz, pois como já disse, acabei tendo que pagar mais caro pela minha falta de planejamento, fora que foi um deslocamento desnecessário que eu preferia ter cortado. Também teria ficado mais tempo em cada cidade, mas nessa viagem não foi possível, por conta do tempo corrido. E por fim, teria me aventurado mais nas barbadas locais, teria fugido um pouco dos restaurantes turísticos e tentado provar mais das coisas locais, mas novamente, isso requer um pouco mais de tempo pra procurar, e isso eu não tinha disponível. Aliás, olhando agora tudo o que eu faria diferente poderia ter sido resolvido se a viagem fosse mais longa.. então o que eu recomendo é deixar o roteiro bem tranqüilo, não seja miserável como eu de não querer gastar todos os seus dias de férias de uma vez, hahaha. A Bolívia e o Peru merecem mais!

 

Mas tudo bem, essa foi a primeira trip de muitas que virão, e certamente daqui pra frente as próximas serão muito melhores!

 

É isso aí, pessoal, qualquer dúvida e no que eu puder ajudar, estou á disposição. Nos encontramos em mochiladas pelo mundo! ::otemo:: ::otemo:: ::otemo::

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Obrigado pelo relato, vou sair e voltar de santa cruz, porém vou ficar 30 dias.

  • 2 semanas depois...
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Oi Andreia....

 

Curti o seu relato!! Muito bom!

 

Você disse que tinha uma lista de hostels para cada cidade, você poderia compartilhar?

 

Estamos indo agora em julho e vamos ficar 24 dias.

 

Bjs

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Oi Dani!

 

Eu tenho um arquivo word com o planejamento de viagem que eu fiz, com um compilado do que eu fiz com todos os relatos e dicas que eu li, com as dicas de restaurantes, hostels, etc; acho que pode ajudar bastante quem está se preparando pra ir pra lá. Me manda um email pra andreia_chiabai@yahoo.com.br que eu te encaminho ele (ou então alguém me ensine se dá pra upar arquivo word por aqui, que aí eu deixo à disposição de todos!! ::otemo:: )

 

Mas observe que nem todas as dicas que anotei lá se mostraram tão boas, como fiz meus apontamentos aqui no relato sobre alguns restaurantes que fui, por exemplo. Além disso, os valores podem estar bem desatualizados. Nesse roteiro, por exemplo, eu tinha anotado que o Residencial La Cabaña, em Uyuni, tinha quarto matrimonial por 80 bs, mas na verdade conseguimos o quarto por 200 bs ::ahhhh::

 

Então vale pegar essas dicas como norte, mas pode ser que não estejam 100%, ok?

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Mandei um email para vc pedindo o roteiro vc pode me passar estou pesquisando sobre.

 

Alan, já te respondi :)

  • 1 mês depois...
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::otemo:: Muito bom seu relato- detalhado, bem escrito e com todos os custos- Vou fazer meu primeiro mochilão em novembro/2015- exatamente seu roteiro so que a volta sera por Rio Branco AC e tempo de viagem sera 22 dias - fiz uma planilha em janeiro com custo médio estimado em U$ 57,00 o seu custo foi de U$ 68,00 médio diário tenho juntar um pouco mais... srsr ::otemo::::otemo::

 

minha estimativa: bolivia-peru-nov-2015-duvidas-no-orcamento-transporte-t107995.html

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::otemo:: Muito bom seu relato- detalhado, bem escrito e com todos os custos- Vou fazer meu primeiro mochilão em novembro/2015- exatamente seu roteiro so que a volta sera por Rio Branco AC e tempo de viagem sera 22 dias - fiz uma planilha em janeiro com custo médio estimado em U$ 57,00 o seu custo foi de U$ 68,00 médio diário tenho juntar um pouco mais... srsr ::otemo::::otemo::

 

minha estimativa: bolivia-peru-nov-2015-duvidas-no-orcamento-transporte-t107995.html

 

 

Oi Zé Carlos!

Mas você viu que meus gastos são sempre pra duas pessoas, né?

Na verdade o nosso orçamento de viagem estava relativamente folgado, então nós pagamos um pouco mais caro por alguns luxos, como por exemplo quarto privado e refeições em restaurantes um pouco mais caros. Se você não fizer questão disso (e honestamente, olhando hoje, eu também não teria feito, poderia ter economizado muito mais, mas como era minha primeira viagem, não peguei a manha dessas coisas..), pode economizar muito mais!

Especialmente na Bolívia, dá pra economizar bem! :wink:

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