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O dia em que a Bolívia parou para ver Evo Morales

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[t1]La Paz[/t1]

[t3]22 de janeiro de 2007[/t3]

 

 

[align=justify]Acordei às 7h30min em ponto, 30 minutos antes do que eu programei para despertar. Ainda estava mareado com a altitude em La Paz, mas desde que entrei na Bolívia a folha da coca tinha sido essencial para a amenização dos efeitos colaterais do soroche. Portanto, depois de escovar os dentes, o mais prudente a se fazer é por duas ou três folhinhas de coca na boca para mascar, e foi o que eu fiz.

 

FOTO: Leonardo Parente

20090816231326.JPG

 

No penúltimo dia em La Paz já comecei a sentir saudades. A cidade é incrível, suas ruas, praças, costumes do povo, ar rarefeito e frio, enfim o povo como um todo. Os bolivianos são simpáticos e com ar inocente, mas nem um pouco burros. Eles também são menos maliciosos do que os peruanos, mas em contrapartida são mais politizados.

 

Nas primeiras horas da manhã, o clima ficou temperado e depois, com o passar do tempo, foi se fechando e o frio tomou conta, mas mesmo assim não desanimou as milhares de pessoas concentradas na Praça San Francisco. Muitos passaram mal pelo tempo que encararam a estrada, muitas vezes até sem comer. Unidades de UTI móveis estavam presentes na praça e agindo quando possível.

 

A previsão para o início das comemorações de um ano de governo de Evo Morales na Bolívia era para às 9 horas mais o presidente só se pronunciaria às 10 horas. No entanto, as 8h30min eu já estava saindo do hotel. Ao sair, percebi que já tinham várias pessoas seguindo em direção à Praça Murilo com camisas e faixas nas cores do partido Movimento ao Socialismo (MAS), todos bastante empolgados.

 

FOTO: Leonardo Parente

20090816232411.JPG

Não cabia mais ninguém.

 

Em frente ao hotel tinha uma padaria que, na verdade, era uma vendinha que não faltava nada, desde escova de dente, cuecas, tesoura, bico, folhas de coca seca, chá de coca, luvas e penico, entre outros. No entanto, o que eu queria mesmo era um sanduíche com café e um chazinho de mate coca para agüentar o dia, que seria muito mais cansativo do que eu pensava.

 

Em todo o tempo que estive em La Paz sempre freqüentava essa padaria que tinha de tudo. Os donos eram índios simpáticos que, diferente do que acontece, conseguiram ter seu próprio negócio. Em La paz os pobres moram na parte alta e os ricos na parte baixa.

 

Seu Roberlo, depois que veio da floresta boliviana para La Paz a fim de procurar emprego em 1940 com apenas 15 anos de idade, perdeu seu ar inocente indígena e passou a lutar pela sobrevivência. Foi vendedor de jornal, balconista e varredor de rua mas o que ele mais gostava de fazer era engraxar sapatos.

 

Dona Mercedes foi quase da mesma época em que seu Roberlo chegou a La Paz para trabalhar. A única coisa que ela sabia fazer era artesanatos de todos os tipos com pano, prata, uro, palha, marfim e pedra. Nascida em Oruro, no mesmo local em que nasceu “o nosso presidente Evo Morales”, ela fazia questão de frisar orgulhosa.

 

Seu Roberlo e dona Mercedes já morando juntos desde 1955 na parte alta de La Paz. Eles saíam juntos todos os dias às 6 horas da manhã; ele engraxava sapatos no centro e ela trabalhava numa tercearia no subúrbio paceño.

 

Próximo à Praça Murilo eles se separavam e cada um iam para o seu destino e só se viam à noite. Após despedir-se de seu Roberlo, dona Mercedes ia seguindo pela calçada, foi quando surgiu uma marinete desgovernada que, ao subir no passeio, atropelou-a. Ela ficou cinco semanas em coma com a bacia, os dois braços e as duas costelas quebradas, mas nada foi tão terrível do que ter que amputar uma das pernas.

 

A marinete era particular e para pagar as despesas naquela época o dono teve que vendê-la. Com esta grana, que eles cuidaram da recuperação de dona Mercedes e resolveram comprar essa mercearia, que antigamente pertencia a um chileno que ali morava.

 

Após o café, segui o caminho rumo à festa em homenagem a um ano de governo de Evo Morales. Na Praça Murilo muitas pessoas estavam aglomeradas em frente ao Parlamento boliviano. Naquele dia existia um clima positivo pairando nas pessoas. Já estava circulando há algum tempo e até então não tinha visto nenhuma manifestação contrária ao governo do índio aymará de 50 anos de idade, nascido no departamento de Oruro, Evo Morales.

 

– O que é que vai acontecer aqui? Pergunto a um carinha que vende algodão-doce.

– O nosso presidente vai sair daqui.

– Andando?

– Sim, ele e Garcia Linera (vice-presidente).

– E depois para aonde ele vai? Pergunto sem acreditar que o presidente percorreria aquele trecho a pé. Não era tão longe mas até que Evo conseguisse chegar ao meio daquela multidão...

– Depois ele vai para a Plaza de Los Heroes.

 

Como Evo iria se pronunciar naquele palco dispensei as formalidades e segui para a Praça Los Heroes. Já tinha uma boa parte de pessoas tomando a praça, tudo estava vermelho, azul, verde e branco, as cores do MAS.

 

FOTO: Leonardo Parente

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Multidão aglomerada aguarda o presidente

 

No palco existia uma tensão contagiante. O palanque armado era de boa qualidade para evitar acidentes e contratempos, pois teria que ser forte para agüentar quase cem pessoas que logo se aglomeravam ao lado do presidente, dentre eles vice, ministros, governantes, representantes indígenas, seguranças, deputados, assessores, fotógrafos e assessoria de

imprensa.[/picturethis]

 

Em uma área reservada logo abaixo do palco estavam um batalhão de repórteres chineses, coreanos, japoneses, franceses, alemães, argentinos, paraguaios, uruguaios, peruanos, equatorianos, colombianos, venezuelanos, guianenses, surinamenses e franco-guianos. Todos bastante ansiosos por uma boa foto, frase, afirmação ou agressões, algo que fosse significativo para fazer rodar o mundo.

 

Apesar de o discurso ter tido um conteúdo bastante ponderado, não deixou de ser bastante interessante e franco. A promessa de reforma agrária era o que mais causava alvoroço no povo, como os nativos de La Paz e indígenas de todas as partes do país. A comitiva de Oruro, terra do presidente, compareceu de forma massiva assim como os simpatizantes do governo em Santa Cruz e Cochabamba. Também marcaram presença os cocaleiros do Peru, agricultores e artesãos.

 

Percebi um alvoroço e depois vi três carretas carregadas abrindo espaço entre a multidão. Algo é lançado por pessoas de cima dos caminhões e o saco era muito disputado por todos. Durante o showmício os mestre-de-cerimônias se revesavam muito e um deles anunciava a distribuição de folhas de coca. Então fiquei sabendo, através de um jornalista japonês, que naqueles três caminhões existiam mais de cinco toneladas de folha de coca.

 

Um dia de cultura boliviana! O palco estava aberto e o microfone livre para quem quisesse cantar, dançar, recitar poemas ou apenas discursar. Uns mais ponderados e outros mais calorentos. Os representantes dos índios Mapuches do Chile também estavam presentes assim como os indígenas de Ju-Juy da Argentina.

 

FOTO: Leonardo Parente

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Dia colorido

 

Quando os microfones foram abertos formou-se uma fila ao lado do palco onde o cidadão que falou primeiro exaltou Evo Morales e o seu vice Garcia Linera. Um outro cidadão criticou Cuba e a Venezuela mas os militantes do partido MAS não se pronunciaram nem a favor nem contra.

 

A multidão era tanta que já tomava toda a praça e regiões ao redor. Ao olhar com mais detalhe observei nos lugares menos improváveis a presença da organização e de seguranças no evento, Evo Morales, seus ministros e diplomatas estavam seguros. Nos terraços e sacadas dos prédios próximos os cinegrafistas e jornalistas viam e trabalhavam com uma visão muito privilegiada.

 

A presença de campesinos de outras províncias e até do Peru foram maçantes. Existiam poucos “brancos”, pois certamente a elite de La Paz não compareceria ao evento da celebração de sucesso (?) de um campesino que se elegeu presidente da Bolívia.

 

O comércio informal foi bastante favorecido, pois naquele dia se vendia de tudo em meio à multidão: camisas com foto de Evo Morales e Hugo Chaves juntos, fitas de cabeça com o símbolo do partido, bandeirolas da Bolívia, cachorro-quente, carne assada, batata, chá e artesanatos, entre muitas outras coisas.

 

Com a variedade de campesinos de várias províncias, o que não faltou foram manifestações de arte de todos os gêneros. Artesanatos e dança eram o forte deles, coisas realmente muito bonitas de se ver. Ainda sim não faltaram cantores, compositores e muitos poetas.

 

Todos subiam no palco e prestavam a sua homenagem ao presidente que, até aquele momento, não havia chegado. Já eram 13 horas e nada, somente discursos de assessores, líderes campesinos e entidades, dentre outros. Como fiquei muito próximo à frente, bem perto dos jornalistas, escutei alguém dizer que Evo Morales já estava na Praça Murilo e a qualquer momento estaria lá.

 

A informação era que Evo já estava na sua quarta hora de discurso no Congresso e um jornalista peruano me informou que os parlamentares já estavam cochilando. Nesse discurso para o Congresso Nacional falando para amigos e inimigos, um índio incompetente para o cargo, assim dizia a classe média alta boliviana sobre o atual presidente. Evo fez questão de lembrar que eles afirmavam que dentro de quatro ou seis meses seriam o suficiente para que o governo do partido MAS caísse de pernas para cima.

 

Segundo os presentes o discurso foi 75 por cento improvisado. Evo falou sobre seus feitos mais importantes como projeto de recuperação de empresas privadas e alfabetização. Ele sistematizou o discurso destrinchando dez pontos cruciais, mas em nenhum momento ele falou sobre os conflitos separatistas em Cochabamba e Santa Cruz e nem das mortes causadas por vários acidentes nas minas bolivianas.

 

Havia um clima de revolta entre os jornalistas bolivianos, pois só quem teve acesso ao congresso foi a imprensa estrangeira. Em uma atitude positiva e solidária profissional os gringos cederam imagens, gravações de áudio e fotos, entre outros. Quatro horas e dois minutos depois Evo Morales finalizou esse pronunciamento para logo mais, na Praça San Francisco, começar outra maratona.

 

No meio do povo tinha um homem distribuindo panfletos, peguei um e, no mesmo instante no palco, uma cantora muito famosa entra e fala sobre o que estávamos recebendo nas mãos: era a letra do novo jingle encomendado pelo governo especialmente para a festa.

 

FOTO: Embaixada Boliviana

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Marca do projeto Bolívia Cambia

 

Bolívia Cambia

 

Ya lhego el tiempo del cambio

Tu generación lo puede lograr

Que la exclusión se vuelva olvido,

Para que Bolívia pueda avanzar,

 

Uma revolución com democracia

Para vivir com equidad

La integración sea el producto,

De nuestra unión em la diversidad

 

Bolívia: Bolívia Cambia

Y si te unes podrás ayudar

A recuperar nuestra esperanza

Em La lucha por la igualdad

Tus hijos verán los frutos

De tu aposta por la dignidad

Em este cambio, cambio de vida

Pues com todos tumas más

Recuperando los hidrocarburos,

Habrá salud y educación

Alfabetizando a nuestros hijos

Construimos uma pátria Mejor

 

Son los Cambios aqui y ahora

Son los câmbios para avanzar

Bolívia unida e productiva

Com desarrollo e identidad

 

Todos os cantores que estavam no palco, agitando e cantando o jingle do governo, são muito populares na Bolívia, porém nunca tinha os visto até então.

 

A decoração do palco era exatamente das cores do partido de Evo: muitos balões e uma imagem ao fundo de Evo com as faixas de presidente e, ao lado com letras de forma grande, a frase: Revolución Democrática Cultural.

 

Sinceramente não sei se compreendi a frase levando a tradução ao pé da letra. Creio que o que não precise mudar na Bolívia é a cultura que é boa e que, juntamente com as belezas naturais, são as coisas que sustentam o país nas costas.

Há quem diga que o gás natural é a solução para todos os problemas da Bolívia, mas o que se vê não é bem isso. O que ocorre é que, desde os primórdios da colonização do país pela Espanha no século XVI, tanto os recursos naturais quanto humanos do país foram monopolizados pela elite espanhola e depois pelos seus descendentes. Durante esse tempo até 2006, quando um líder indígena chegou pela primeira vez ao poder, a máquina política boliviana servia exclusivamente para os interesses dessa elite. Depois que chegou ao poder, Evo Morales resolveu colocar um ponto final na farra dos crioulos, como são chamados a elite branca boliviana.

 

Após esse episódio, o bicho começou a pegar, pois os criollos sentiram-se profundamente prejudicados e, com o seu orgulho ferido, estão querendo fazer parecer que a crise de interesses econômicos seja meramente étnica.

 

Evo Morales tem o apoio da zona leste de La Paz, da zona sul de Oruro e do sul de Potosí, além das áreas rurais dos vales de Cochabamba e sudeste de Chuquisaca. Os que querem derrubar o governo estão em Tarija, que convocou um referendo para que se tornasse uma zona autônoma boliviana Santa Cruz de La Sierra, Sucre, Cochabamba e Beni. Essas regiões por sinal já aprovaram estatutos de autonomia em referendos populares não sendo reconhecido pelo governo boliviano.

 

Antes de ir às ruas as elites tentaram desmoralizar o governo através da imprensa falada e escrita. O ápice dessa história aconteceu no final de dezembro de 2006, quando o presidente índio propôs a realização de uma constituinte com a proposta de uma nova Carta Constitucional que pretendia enfraquecer a influência dos governos de províncias ricas, que exerciam poder sobre a extração, distribuição e venda do gás natural e outros recursos.

 

Como resposta à tentativa de separatismo, Evo promoveu o seu referendo comprometendo-se a deixar o governo caso não fosse aprovado pela maioria. Evo ganhou e ao invés de esse fato resolver os problemas acirrou os ânimos. Inconformados com mais uma derrota, a elite resolveu radicalizar e promover guerras civis e retalhamento aos aliados de Evo, entre outras bizarrices.

 

FOTO: Leonardo Parente

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Evo faz críticas ao Brasil

 

O momento da entrada do presidente no palco foi triunfante e honesta. O público estava alvoroçado e rendiam homenagens, aplausos e gritos assim como os Beatles, Bob Marley ou qualquer outro grande astro pop.

Muito simpático, ele agradeceu a presença de todos os campesinos, aliados e estrangeiros, informando que naquele momento representantes de todo o mundo estavam comemorando assim como estavam os presentes, e pediu que os estrangeiros levantassem às mãos e gritassem suas nacionalidades, e começou a perguntar:

 

– Donde estan los argentinos?

_ Donde estan Los peruanos?

– Donde estan los brasileños?

 

Nesse momento um grupo de cerca de sete brasileiros, num grupo afastado de mim, levantaram as mãos assim como eu.

Evo Morales agradeceu a presença dos brasileiros e disse para mim:

 

– Agradeço a você que está solitário ali também!

 

Então acenei agradecendo a gentileza do presidente.

 

Assim como eu era bem-vindo para Evo Morales era mau-vindo para alguns nativos que, uma vez ou outra, me presenteava com uma cusparada de folha de coca. Ao meu lado também tinha um jornalista japonês portando uma filmadora que, vez ou outra, recebia uma hostilidade.

 

No entanto, a hostilidade não era geral com os estrangeiros, pois recebi muitos comprimentos depois que o presidente Evo agradeceu a minha presença.

 

Basicamente fez o mesmo discurso que horas atrás, o vice-presidente também falou assim como muitos governantes, cocaleiros e líderes.

 

FOTO: Leonardo Parente

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Hino marca o fim das comemorações

 

Eu continuava bem em frente e antes de Evo Morales ir embora ele desceu para falar com os índios que estavam aglomerados também em frente. Obviamente que não resisti e dei um aperto de mão no presidente que retribuiu alegremente.

 

Quando anoiteceu, Evo Morales saiu de cena mas as manifestações artísticas e culturais permaneceram até às 22 horas. Como eu já estava muito cansado e com a cara congelando resolvi ir embora. Fui até à rodoviária para comprar a minha passagem para Cuzco. Eu estava muito empolgado para ir logo ao Peru apesar de já estar com saudades da Bolívia, mas de qualquer forma na volta ainda passaria por lá.

 

A passagem para Cuzco mais cedo que achei foi para às 8 horas da manhã e por sorte comprei a última passagem de ônibus. Voltei ao hotel para arrumar minhas coisas e descansar, mas antes passei em um restaurante e comprei uma quentinha para comer no quarto, pollo com papas fritas. Para o próximo dia mais estrada e dessa vez onze horas seguidas com a bunda no banco.[/align]

 

* Leonardo Parente

De Rolê Pela América do Sul: Diário de bordo de um mochileiro baiano

Editado por Visitante

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Proporcionalmente, uma vez que o Peru e bem maior. Isso foi uma percepcao minha, nao necessariamente e a verdade! Os peruanos estao mais preocupados em lucrar! ::lol3::

 

Mas que agradável surpresa encontrar esse tópico !! Grande relato, Leo! Compartilho muito de minha visão política contigo, Ogum777. Lindo post! Infelizmente, durante minhas peregrinações pelo Peru não tive tempo de cruzar o Titicaca para a Bolívia, mas ainda quero visitar esse país tão incrível. Agora, digam, fiquei impressionado com os peruanos e todo o conhecimento político, histórico e cultural que despejavam sem muito pensar, em tudo quanto foi lugar daquele país. Quer dizer que os bolivianos são mais politizados? Como é isso?
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É, lembro bem da árdua batalha nas negociações com aquele povo. Às vezes o preço das coisas caía de duzentos mangos para 10 soles....rs

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Na entrada de sacsayhuaman fica uns tiozinhos vendendo artesanatos, fiquei afim de um bau de pedra que no inicio valia 100 soles, e acabou morrendo em 15. ::lol4::

 

 

É, lembro bem da árdua batalha nas negociações com aquele povo. Às vezes o preço das coisas caía de duzentos mangos para 10 soles....rs
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Pow, nos arredores daquela feirinha de Pisac comprei uma mochila por 20 soles que começou em 100 tb...rs

Trouxe ela pra cá e fez mó sucesso. Tem umas paradinhas bem bacanas lá. Pìrei naquele xadrez dos incas x espanhóis...

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Esse Xadrez nao teve jeito, paguei caro em Cuzco!

 

 

Pow, nos arredores daquela feirinha de Pisac comprei uma mochila por 20 soles que começou em 100 tb...rs

Trouxe ela pra cá e fez mó sucesso. Tem umas paradinhas bem bacanas lá. Pìrei naquele xadrez dos incas x espanhóis...

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