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Claudinha - Trips Incrívei

Pacasmayo, uma das ondas mais longas da sua vida

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por Trips Incriveis

tripsincriveis.com

 

 

Em Lima, pegamos o ônibus da Cial até Pascamayo ( SL 50 p/p). O trecho de 649km leva em torno de 11h30 pois a estrada é extremamente sinuosa e viajamos à noite. Também há bastante congestionamento, principalmente na saída de Lima. Pagamos mais SL 30 pelas 2 pranchas. O ônibus tinha uma boa reclinação quando comparados aos ônibus semi-leito do Brasil. E ainda tinha janta inclusa, com refrigerante e sobremesa!!!

 

Estávamos exaustos, mais de 24 horas acordados, então dormimos a noite toda. As 8h30 o bus chegou na rodoviária ( se é que posso chamar assim ) de Pacasmayo. Já havia alguns tuk-tuks prontos para nos levar para o hotel e de graça. Estranho né...mas depois entendemos o porque...o pico do surf fica longe, então todos os dias necessitávamos pegar um tuk-tuk para nos levar até o pico. O cara queria ser gentil para já fecharmos a semana com ele.

 

Poucas quadras depois, chegamos a pousada El Mirador ( SL 30 p/p no quarto que ficamos, grande com frigobar. Os outros são 25 p/p). Na pousada, só há brasileiros. Para não dizer que sou a única mulher, há outra, que mora durante alguns meses todos os anos aqui. Ela dá umas dicas aos brazucas que chegam.

 

Pegamos pensão completa na pousada, pois no Peru precisamos ter muito cuidado com as questões de higiene alimentar. Não é difícil ter uma intoxicação. Até para bochechar, uso água mineral quando escovo os dentes. Pagamos SL 25 p/p para ter todas as refeições: café-da-manhã, almoço e janta. As cozinheiras são muito atenciosas. Tenho problema gravíssimo de intolerância à lactose. Elas faziam comidinhas especiais para mim quando haveria leite, manteiga ou queijo na comida, o que para mim, já é um tratamento muito especial do qual necessito.

 

A cidade é quase um vilarejo de pescadores, bem tranquila, com poucos mercados, mas com um bom centrinho para passear e comprar. Tem banco, o que para quem usa o cartão para sacar como nós, é muito importante, já que a maioria dos lugares só aceita Visa e o nosso não está funcionando na função débito. Há o Malecón, o calçadão da praia, bom para curtir um final de tarde e um pôr-do-sol sensacional. Há até um Cristo Redentor. De lá, podemos ver toda cidade, que parece mesmo uma grande favela.

 

O Peru é um país com alto índice de criminalidade, então depois que escurece, ficamos somente na pousada. Há um segurança simpaticíssimo que fica armado ( dai da para perceber que mesmo num vilarejo, as coisas por aqui não são tranquilas ). Bom que tem sinuca, ping-pong, pebolim, dardo, tudo para a galera se distrair. Mas a distração segue sendo o papo que rola sobre...surf!!!

 

Em frente a pousada há umas ondinhas, mas nunca há ninguém surfando. Todos vão surfar em frente a El Faro, um farol ponto de referência da surfistada. Pode-se ir a pé se você quiser encarar os 3km pela praia ( que quase não tem areia, é praticamente toda de pedra) ou pagar 5 soles por pessoa para ir de tuk-tuk ( mais indicado, depois da remadeira que será entrar no mar). A galera entra na remada, mas alguns pegam o barco ( SL 60 por sessão de 3 horas). Meu marido só pegou quando o mar ficou big, e a corrente voraz.

 

Na chegada, o pessoal já vai te passar as dicas: onde entrar, onde sair e, principalmente, a localização do motor. Há um motor que já virou pedra, de um barco que naufragou há muitos anos. O que acontece é que esse motor está encalhado em um lugar onde você certamente vai passar bem perto em alguma onda que pegar. Não entre no mar sem saber essas dicas.

 

Não entendia porque os surfistas vinham todo ano para o Peru, existindo mil picos de surf pelo mundo. Hoje sei: além de ser um lugar perto do Braza e barato, você, com certeza, vai pegar a onda mais longa da sua vida. Ondas de 1 minuto e meio não são raras aqui. Para dar uma ideia para quem não surfa, uma onda de 15 segundos no Brasil já é considerada longa!!! Imagina, o cara chega aqui e pega uma onda de 1, 2 minutos. As pernas queimam, mas os surfistas lutam por mais alguns segundos em cima da prancha, pois sempre a próxima onda sua pode ser a mais longa da trip. Como disse meu marido no primeiro dia: só essa onda já valeu a viagem. E ainda tinham muitas por vir...

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Parabéns pelo post muito boas dicas...não sabia que tinha taxa para as pranchas para viajar de bus....vou para Pacasmayo em Fevereiro do Ano quem vem.

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