Já está fazendo um tempo da minha viagem mas a saudade bateu e ao rever as fotos resolvi fazer esse relato, afinal, baseei toda a minha viagem nos relatos aqui do fórum.
Gastos:
Mochila, roupas e equipamentos:
Eu não tinha nada, então, tive um gasto considerável pois eu estava com muito medo de passar frio mas conheci pessoas fazendo trekking em El Chaltén de bota de montaria, Big Ice de calças jeans e W em TDP de Converse/All Star... e o frio não foi nem perto do que eu imaginei
Passagens: R$1173,13
Eu comecei a pesquisar o preço das passagens em julho/13, já sabia quais eram os valores médios e que saindo de Floripa as promoções não eram tão boas, então, comprei com a antecedência máxima (nov/13), parcelei no cartão e meses antes da viagem já tinha terminado de pagar.
Reservas: R$ 0
Eu fiz todas as reservas de hostel através do booking. Mas reservei apenas hostels que não pediam adiantamento e sem taxas de cancelamento.
Dinheiro: U$1400
Levei tudo em espécie, em reais foram R$3584. Eu dei bobeira e acabei pegando o início da alta do dólar, fiz o câmbio a 2,56 mas mesmo assim foi mais válido do que levar o dinheiro em reais. Fiz o câmbio em Bs As U$1=A$14,30. Durante toda a viagem eu economizei bastante, comi em restaurante apenas uma vez em El Chaltén e uma em El Calafate, em Ushuaia percebi que tinha um pouco de dinheiro sobrando e acabei comendo fora quase todos os dias mas ainda assim me sobraram +-300 dólares.
Falando em imprevistos, além dos U$1400, levei R$1500 e um cartão internacional (que eu só lembrei de desbloquear no aeroporto). Não usei nada, nem em dinheiro, nem no cartão.
Além do dinheiro, teve outras coisas que levei muito... roupas e remédios, por exemplo... o único remédio que precisei eu não tinha e encontrei facilmente na única farmácia de El Chaltén. Quanto às roupas, das 7 blusas dry fit q levei, usei 4 (lavava no banho e pendurava no beliche), levei 3 fleeces mas só usei um, das quatro calças, uma eu usei apenas para dormir (poderia ter levado mais uma calça underwear para isso - eu não uso pijamas - que seria mais leve) e uma nem saiu da mochila. Algo imprescindível para quem quer ir à patagônia é roupa e calçado impermeáveis de boa qualidade, peguei chuva em dia que a previsão era sol e o contrário também. Também não me arrependo de ter comprado o conjunto de underwear térmica da Lupo (será que eles vão me patrocinar na próxima viagem? Juro que nessa eu não ganhei nada) saiu quase R$300 o conjunto mas realmente vale a pena!
03/10-Saindo de Floripa
Sexta-feira, trabalhei até as 17h e as 21h meu voo saia para Guarulhos. As 01:10 peguei o voo para Ezeiza e lá fiz o câmbio. Eu havia combinado com o Alejandro (peguei o e-mail dele aqui no fórum: aleecareca@gmail.com), um taxista de Bs As, para ele ir até o Ezeiza apenas para trocar o dinheiro comigo e assim que eu desembarquei havia um taxista lá me esperando. Não era ele mas o que havíamos acordado foi cumprido sem problemas. Tenho que ser sincera que fiquei com um pouco de medo quando o taxista falou que eu tinha que ir até o carro para podermos trocar o dinheiro, afinal, eu estava com todo o dinheiro em espécie mas não houve problema nenhum, ele estava com a quantidade de dinheiro que iria trocar comigo já separada e só pediu para que eu aguardasse enquanto ele dava a volta no estacionamento do aeroporto para fazer de conta que era uma corrida de táxi.
Cheguei em El Calafate dia 04/10 aprox as 9:30.
Eu havia feito a reserva do transfer com a VesPatagônia com mais de um mês de antecedência, eles haviam me passado um valor e quando cheguei ao guichê o atendente disse que não era aquele valor e nem quando mostrei o e-mail ele aceitou. Fiquei com muita raiva mas decidi que minha viagem não iria começar com sentimentos ruins... paguei e fui para a van aguardar a saída. Pedi para me deixarem direto na rodoviária de El Calafate, minha intenção era ir naquele dia mesmo para El Chaltén. Comprei a passagem com a Chaltén Travel com saída às 18:30, deixei a cargueira na sala da empresa e saí para comer algo pois eu já estava passando mal de fome. Tentei comer mas meu mal estar não deixava, voltei para a pracinha perto da rodoviária e fiquei até +- 17h cochilando/comendo ao poucos até melhorar, fui no La Anônima comprar algo para levar para El Chaltén e voltei para a rodoviária. No ônibus eu apaguei, nem sei se ele parou no La Leona ou não, quando acordei já estava na rodoviária de El Chaltén.
Peguei minhas coisas e saí andando, pensei que naquela cidade tão pequena não havia como errar o hostel... fui seguindo alguém que estava no ônibus mas algo me dizia que eu não estava na rua certa, atravessei uma quadra escura e logo na esquina seguinte achei o Patagônia Hostel. Simples, aconchegante, limpo, quieto, sem café-da-manhã. Cheguei lá um dia antes das reservas que eu havia feito mas não houve qualquer problema. Tudo que eu consegui fazer foi tomar banho e comer o que havia sobrado do sanduíche do almoço.
El Chaltén
Passei seis dias completos em El Chaltén, reservei bastante tempo pois eu queria um dia com sol para subir até o Fitz Roy e também porque, apesar de ser formada em ed. Física e ter feito atividade física a minha vida toda, eu estava há 3 anos parada e por mais que eu tenha me planejado para me preparar para a viagem, nunca cheguei a fazer mais do que pequenas caminhadas. Sendo assim, reservei um dia para descanso após cada trilha e foi ÓTIMO!! Pude sentir bastante a cidade, conheci alguns moradores, participei de uma reunião de uma associação de Tai Chi e Kung Fu, tomei sorvete olhando o Fitz Roy, tomei sorvete olhando a chuva... foi perfeito!!
As trilhas que fiz foram:
05/10 – Mirador de Los Condores
06/10 – Laguna Torre: neste dia eu quase desisti de terminar a trilha poi: acabou a bateria do meu celular, acabou a bateria da minha máquina, esqueci a bateria reserva da máquina no hostel, o tempo fechou e começou a chover. Nesse ponto eu pensei “chega, a trilha é tranquila, amanhã eu volto” mas na dúvida só sentei no caminho e fiquei observando o Cerro Torre ao fundo e as nuvens que estavam em volta dele. Um grupo de guarda parques passou e um deles perguntou se eu estava bem, respondi que sim mas que estava pensando em voltar. Ele disse para eu terminar pois já estava quase no final e eu falei que ia pensar. Pouco depois uma francesa estava voltando, me falou que na laguna estava nevando e ventando muito... resolvi voltar com ela. Mas eu ainda não estava certa, uns 10 min depois falei para ela que ia parar, comi e... resolvi ir até a laguna. Cruzei com os guarda parques novamente, ele riu da minha cara (até eu ri da minha cara ) e segui. Mais uma meia hora e cheguei à laguna. Frio, vento, neve. Consegui bater umas 3 fotos e comecei a voltar. Cruzei com dois rapazes que me perguntaram, em inglês, se estavam longe da laguna, respondi e segui.
07/10 – Fitz Roy: O dia amanheceu bom, com pouquíssimas nuvens, resolvi aproveitar para ir ao Fitz Roy. Não peguei o transfer até a Hosteria Pilar, segui a pé desde a cidade. Logo no primeiro mirante encontrei com os dois rapazes do dia anterior, brasileiros, que foram meus anjos. Me acompanharam todo o caminho, parando comigo sempre que eu precisava descansar (+- a cada cinco passos ) e principalmente porque eles não me deixaram desistir. Levamos mais de cinco horas mas com a ajuda deles cheguei aos pés do Fitz Roy.
08/10 – Dia de descansar!!
09/10 – Loma Del Pliegue Tumbado: Eu amei essa trilha!! Não achei ela muito difícil, a subida é constante mas não é muito acentuada, apenas no final que foi um pouco mais difícil pois peguei um trecho com neve. Sério, o Fitz Roy é lindo e é incrível chegar lá em cima e dizer “eu consegui” mas aqui era uma sensação contrária, é tão amplo lá em cima, tão aberto... que eu me senti um grãozinho de areia no universo. Eu estava sozinha lá em cima e não me senti superpoderosa, mas senti um poder tão grande do universo, da natureza, que chorei.
10/10 – Navegação Lago Viedma Eu estava cansada e com muita dor no joelho, era tanta dor que eu já estava me preparando para a possibilidade de não conseguir fazer o W em TDP, sendo assim, resolvi fazer um passeio mais light, fui fazer uma navegação no Lago Viedma – Viedma Light. O azul daqueles pedaços de gelo superaram inclusive o azul do Perito Moreno. No barco conheci um gaúcho professor de Tai Chi e Kung Fu que estava em El Chaltén para dar uma palestra e me convidou para ir, prometendo que iria deixar meu joelho suficientemente bom para o W... naquela noite fui conferir e além das ótimas técnicas de meditação ele sem dúvida fez algo com meu joelho porque estava doendo e 15 segundos depois quando coloquei o pé no chão, 90% da dor havia desaparecido.
11/10 –Indo para El Calafate Achei que minha felicidade por ter conhecido este lugar incrível não poderia ser maior, até sair do hostel e me deparar com todas as montanhas em torno da cidade branquinhas de neve... saí de lá radiante no ônibus das 7:30 com destino a El Calafate.
Olá galerinha!!
Já está fazendo um tempo da minha viagem mas a saudade bateu e ao rever as fotos resolvi fazer esse relato, afinal, baseei toda a minha viagem nos relatos aqui do fórum.
Gastos:
Mochila, roupas e equipamentos:
Eu não tinha nada, então, tive um gasto considerável pois eu estava com muito medo de passar frio mas conheci pessoas fazendo trekking em El Chaltén de bota de montaria, Big Ice de calças jeans e W em TDP de Converse/All Star... e o frio não foi nem perto do que eu imaginei
Passagens: R$1173,13
Eu comecei a pesquisar o preço das passagens em julho/13, já sabia quais eram os valores médios e que saindo de Floripa as promoções não eram tão boas, então, comprei com a antecedência máxima (nov/13), parcelei no cartão e meses antes da viagem já tinha terminado de pagar.
Reservas: R$ 0
Eu fiz todas as reservas de hostel através do booking. Mas reservei apenas hostels que não pediam adiantamento e sem taxas de cancelamento.
Dinheiro: U$1400
Levei tudo em espécie, em reais foram R$3584. Eu dei bobeira e acabei pegando o início da alta do dólar, fiz o câmbio a 2,56 mas mesmo assim foi mais válido do que levar o dinheiro em reais. Fiz o câmbio em Bs As U$1=A$14,30. Durante toda a viagem eu economizei bastante, comi em restaurante apenas uma vez em El Chaltén e uma em El Calafate, em Ushuaia percebi que tinha um pouco de dinheiro sobrando e acabei comendo fora quase todos os dias mas ainda assim me sobraram +-300 dólares.
Itinerário:
03/10/14 - Voo Floripa - SP - BsAs - El Calafate
04/10/14 - ônibus para El Chaltén
11/10/14 - ônibus para El Calafate
13/10/14 - ônibus parta Puerto Natales
15/10/14 - ida para TDP
18/10/14 - retorno a Puerto Natales
20/10/14 - ônibus para Ushuaia
24/10/14 - Voo Ushuaia - BsAs
25/10/14 - Voo BsAs - Floripa
Alguns detalhes:
Antes da viagem eu conferi o seguro oferecido pelo meu cartão e não gostei da cobertura, procurei um seguro que oferecesse repatriamento médico ilimitado e fechei o mais barato deles. Não usei, mas o relato da Poly (tia-poly-em-3-amigas-e-uma-mochila-viajante-perrengues-e-acidente-bolivia-chile-e-peru-21-dias-agosto-2014-com-fotos-t101320.html) mostra que é sempre melhor fazer pois imprevistos acontecem!
Falando em imprevistos, além dos U$1400, levei R$1500 e um cartão internacional (que eu só lembrei de desbloquear no aeroporto). Não usei nada, nem em dinheiro, nem no cartão.
Além do dinheiro, teve outras coisas que levei muito... roupas e remédios, por exemplo... o único remédio que precisei eu não tinha e encontrei facilmente na única farmácia de El Chaltén. Quanto às roupas, das 7 blusas dry fit q levei, usei 4 (lavava no banho e pendurava no beliche), levei 3 fleeces mas só usei um, das quatro calças, uma eu usei apenas para dormir (poderia ter levado mais uma calça underwear para isso - eu não uso pijamas - que seria mais leve) e uma nem saiu da mochila. Algo imprescindível para quem quer ir à patagônia é roupa e calçado impermeáveis de boa qualidade, peguei chuva em dia que a previsão era sol e o contrário também. Também não me arrependo de ter comprado o conjunto de underwear térmica da Lupo (será que eles vão me patrocinar na próxima viagem? Juro que nessa eu não ganhei nada) saiu quase R$300 o conjunto mas realmente vale a pena!
03/10-Saindo de Floripa
Sexta-feira, trabalhei até as 17h e as 21h meu voo saia para Guarulhos. As 01:10 peguei o voo para Ezeiza e lá fiz o câmbio. Eu havia combinado com o Alejandro (peguei o e-mail dele aqui no fórum: aleecareca@gmail.com), um taxista de Bs As, para ele ir até o Ezeiza apenas para trocar o dinheiro comigo e assim que eu desembarquei havia um taxista lá me esperando. Não era ele mas o que havíamos acordado foi cumprido sem problemas. Tenho que ser sincera que fiquei com um pouco de medo quando o taxista falou que eu tinha que ir até o carro para podermos trocar o dinheiro, afinal, eu estava com todo o dinheiro em espécie mas não houve problema nenhum, ele estava com a quantidade de dinheiro que iria trocar comigo já separada e só pediu para que eu aguardasse enquanto ele dava a volta no estacionamento do aeroporto para fazer de conta que era uma corrida de táxi.
Cheguei em El Calafate dia 04/10 aprox as 9:30.
Eu havia feito a reserva do transfer com a VesPatagônia com mais de um mês de antecedência, eles haviam me passado um valor e quando cheguei ao guichê o atendente disse que não era aquele valor e nem quando mostrei o e-mail ele aceitou. Fiquei com muita raiva mas decidi que minha viagem não iria começar com sentimentos ruins... paguei e fui para a van aguardar a saída. Pedi para me deixarem direto na rodoviária de El Calafate, minha intenção era ir naquele dia mesmo para El Chaltén. Comprei a passagem com a Chaltén Travel com saída às 18:30, deixei a cargueira na sala da empresa e saí para comer algo pois eu já estava passando mal de fome. Tentei comer mas meu mal estar não deixava, voltei para a pracinha perto da rodoviária e fiquei até +- 17h cochilando/comendo ao poucos até melhorar, fui no La Anônima comprar algo para levar para El Chaltén e voltei para a rodoviária. No ônibus eu apaguei, nem sei se ele parou no La Leona ou não, quando acordei já estava na rodoviária de El Chaltén.
Peguei minhas coisas e saí andando, pensei que naquela cidade tão pequena não havia como errar o hostel... fui seguindo alguém que estava no ônibus mas algo me dizia que eu não estava na rua certa, atravessei uma quadra escura e logo na esquina seguinte achei o Patagônia Hostel. Simples, aconchegante, limpo, quieto, sem café-da-manhã. Cheguei lá um dia antes das reservas que eu havia feito mas não houve qualquer problema. Tudo que eu consegui fazer foi tomar banho e comer o que havia sobrado do sanduíche do almoço.
El Chaltén
Passei seis dias completos em El Chaltén, reservei bastante tempo pois eu queria um dia com sol para subir até o Fitz Roy e também porque, apesar de ser formada em ed. Física e ter feito atividade física a minha vida toda, eu estava há 3 anos parada e por mais que eu tenha me planejado para me preparar para a viagem, nunca cheguei a fazer mais do que pequenas caminhadas. Sendo assim, reservei um dia para descanso após cada trilha e foi ÓTIMO!! Pude sentir bastante a cidade, conheci alguns moradores, participei de uma reunião de uma associação de Tai Chi e Kung Fu, tomei sorvete olhando o Fitz Roy, tomei sorvete olhando a chuva... foi perfeito!!
As trilhas que fiz foram:
05/10 – Mirador de Los Condores
06/10 – Laguna Torre: neste dia eu quase desisti de terminar a trilha poi: acabou a bateria do meu celular, acabou a bateria da minha máquina, esqueci a bateria reserva da máquina no hostel, o tempo fechou e começou a chover. Nesse ponto eu pensei “chega, a trilha é tranquila, amanhã eu volto” mas na dúvida só sentei no caminho e fiquei observando o Cerro Torre ao fundo e as nuvens que estavam em volta dele. Um grupo de guarda parques passou e um deles perguntou se eu estava bem, respondi que sim mas que estava pensando em voltar. Ele disse para eu terminar pois já estava quase no final e eu falei que ia pensar. Pouco depois uma francesa estava voltando, me falou que na laguna estava nevando e ventando muito... resolvi voltar com ela. Mas eu ainda não estava certa, uns 10 min depois falei para ela que ia parar, comi e... resolvi ir até a laguna. Cruzei com os guarda parques novamente, ele riu da minha cara (até eu ri da minha cara
) e segui. Mais uma meia hora e cheguei à laguna. Frio, vento, neve. Consegui bater umas 3 fotos e comecei a voltar. Cruzei com dois rapazes que me perguntaram, em inglês, se estavam longe da laguna, respondi e segui.
07/10 – Fitz Roy: O dia amanheceu bom, com pouquíssimas nuvens, resolvi aproveitar para ir ao Fitz Roy. Não peguei o transfer até a Hosteria Pilar, segui a pé desde a cidade. Logo no primeiro mirante encontrei com os dois rapazes do dia anterior, brasileiros, que foram meus anjos. Me acompanharam todo o caminho, parando comigo sempre que eu precisava descansar (+- a cada cinco passos
) e principalmente porque eles não me deixaram desistir. Levamos mais de cinco horas mas com a ajuda deles cheguei aos pés do Fitz Roy.
08/10 – Dia de descansar!!
09/10 – Loma Del Pliegue Tumbado: Eu amei essa trilha!! Não achei ela muito difícil, a subida é constante mas não é muito acentuada, apenas no final que foi um pouco mais difícil pois peguei um trecho com neve. Sério, o Fitz Roy é lindo e é incrível chegar lá em cima e dizer “eu consegui” mas aqui era uma sensação contrária, é tão amplo lá em cima, tão aberto... que eu me senti um grãozinho de areia no universo. Eu estava sozinha lá em cima e não me senti superpoderosa, mas senti um poder tão grande do universo, da natureza, que chorei.
10/10 – Navegação Lago Viedma Eu estava cansada e com muita dor no joelho, era tanta dor que eu já estava me preparando para a possibilidade de não conseguir fazer o W em TDP, sendo assim, resolvi fazer um passeio mais light, fui fazer uma navegação no Lago Viedma – Viedma Light. O azul daqueles pedaços de gelo superaram inclusive o azul do Perito Moreno. No barco conheci um gaúcho professor de Tai Chi e Kung Fu que estava em El Chaltén para dar uma palestra e me convidou para ir, prometendo que iria deixar meu joelho suficientemente bom para o W... naquela noite fui conferir e além das ótimas técnicas de meditação ele sem dúvida fez algo com meu joelho porque estava doendo e 15 segundos depois quando coloquei o pé no chão, 90% da dor havia desaparecido.
11/10 –Indo para El Calafate Achei que minha felicidade por ter conhecido este lugar incrível não poderia ser maior, até sair do hostel e me deparar com todas as montanhas em torno da cidade branquinhas de neve... saí de lá radiante no ônibus das 7:30 com destino a El Calafate.
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