Oi, mochileiros! Quero compartilhar minha mais recente aventura: uma roadtrip pela Namíbia e África do Sul, em maio desse ano. Fiz a viagem com um amigo suíço e confesso que saiu um pouco caro, mas aumentando o número de pessoas fica bem tranquilo.
Nossa viagem começou em Swakopmund, Namíbia, onde estávamos com um grupo para fazer trabalho voluntário. A cidade é bem ~~badalada, com bons restaurantes e lojas, mas não achei ela tão interessante assim (talvez seja só trauma das semanas de voluntariado mesmo). Mas a cidade vizinha de Walvis Bay tem praias interessantes, dunas até onde a vista alcança e uma vida selvagem interessante, embora não abundante, até porque a cidade fica no meio do deserto. Vale a pena tirar um dia para conhecer os pontos turísticos da região: Sandwich Harbor, Rock Bird e Kuiseb Delta, com paisagens que misturam praia e deserto. Como o solo é bem arenoso, o carro tem que ser um 4x4, ou dá para fazer o tour de um dia com uma empresa, e tem várias por lá, inclusive com pacotes para esportes radicais. Como nosso carro era um Polo, acabamos recorrendo à Turnstone Tours para fazer o passeio, saiu uns trezentos reais por cabeça.
De lá, nosso destino era o deserto de Sossusvlei, nos arredores de Sesriem. Fizemos todo o percurso guiados por um mapa de papel mesmo, mas as estradas são bem sinalizadas e bem conservadas, só não espere pavimentação. Como nos enrolamos para deixar Walvis Bay e nessa época já escurece cedo, acampamos na cidade (?) de Solitaire, que não tem muito pra ver, mas tem um camping decente e um lodge aparentemente bom. De lá é mais uma hora de viagem até Sossusvlei, que na verdade é um parque nacional desértico com uma floresta de árvores mortas (parece sinistro, mas juro que é interessante). Tirando o calor fora de série e a restrição aos veículos particulares em certa altura do percurso, o lugar é lindo. Mas certifique-se de usar calçados adequados e levar bastante água.
Para nosso azar/sorte, todos os campings por ali estavam cheios, e fomos achar um lugar vago muitos quilômetros depois, no município de Betta, tão grande que nem está no mapa. Na manhã seguinte partimos para Helmeringhausen, que clama ter a melhor torta de maçã do país. Após uma pausa para a tal torta, seguimos em direção às cidades de Aus e Lüderitz, pontos turísticos famosos por serem um dos últimos redutos de cavalos selvagens do mundo. Para nossa decepção, só vimos UM cavalo e ainda pegamos uma rota errada que nos levou a uma PRISÃO DE GUERRA . Por motivos óbvios, picamos a mula rapidinho e não posso atestar se vale à pena conhecer tais lugares (na minha opinião, não).
Já meio putos porque os planos estavam começando a dar errado, decidimos conhecer a região da fronteira com a África do Sul e meio que por acidente encontramos o Ai-Ais Hot Springs Park, um parque de águas termais naturalmente quentes no meio do deserto. O spa local tem camping, chalés e apartamentos, além de piscinas e tratamentos estéticos. Também dá para fazer trilhas pela região, que é bem bonita. Recomendo para dar uma relaxada, o preço é bem digno (vale lembrar que acampamos o tempo todo). No dia seguinte chegamos à fronteira, mas vou deixar para continuar o relato nos comentários, antes que alguém durma com o tamanho desse texto.
Oi, mochileiros! Quero compartilhar minha mais recente aventura: uma roadtrip pela Namíbia e África do Sul, em maio desse ano. Fiz a viagem com um amigo suíço e confesso que saiu um pouco caro, mas aumentando o número de pessoas fica bem tranquilo.
Nossa viagem começou em Swakopmund, Namíbia, onde estávamos com um grupo para fazer trabalho voluntário. A cidade é bem ~~badalada, com bons restaurantes e lojas, mas não achei ela tão interessante assim (talvez seja só trauma das semanas de voluntariado mesmo). Mas a cidade vizinha de Walvis Bay tem praias interessantes, dunas até onde a vista alcança e uma vida selvagem interessante, embora não abundante, até porque a cidade fica no meio do deserto. Vale a pena tirar um dia para conhecer os pontos turísticos da região: Sandwich Harbor, Rock Bird e Kuiseb Delta, com paisagens que misturam praia e deserto. Como o solo é bem arenoso, o carro tem que ser um 4x4, ou dá para fazer o tour de um dia com uma empresa, e tem várias por lá, inclusive com pacotes para esportes radicais. Como nosso carro era um Polo, acabamos recorrendo à Turnstone Tours para fazer o passeio, saiu uns trezentos reais por cabeça.
De lá, nosso destino era o deserto de Sossusvlei, nos arredores de Sesriem. Fizemos todo o percurso guiados por um mapa de papel mesmo, mas as estradas são bem sinalizadas e bem conservadas, só não espere pavimentação. Como nos enrolamos para deixar Walvis Bay e nessa época já escurece cedo, acampamos na cidade (?) de Solitaire, que não tem muito pra ver, mas tem um camping decente e um lodge aparentemente bom. De lá é mais uma hora de viagem até Sossusvlei, que na verdade é um parque nacional desértico com uma floresta de árvores mortas (parece sinistro, mas juro que é interessante). Tirando o calor fora de série e a restrição aos veículos particulares em certa altura do percurso, o lugar é lindo. Mas certifique-se de usar calçados adequados e levar bastante água.
Para nosso azar/sorte, todos os campings por ali estavam cheios, e fomos achar um lugar vago muitos quilômetros depois, no município de Betta, tão grande que nem está no mapa. Na manhã seguinte partimos para Helmeringhausen, que clama ter a melhor torta de maçã do país. Após uma pausa para a tal torta, seguimos em direção às cidades de Aus e Lüderitz, pontos turísticos famosos por serem um dos últimos redutos de cavalos selvagens do mundo. Para nossa decepção, só vimos UM cavalo e ainda pegamos uma rota errada que nos levou a uma PRISÃO DE GUERRA
. Por motivos óbvios, picamos a mula rapidinho e não posso atestar se vale à pena conhecer tais lugares (na minha opinião, não).
Já meio putos porque os planos estavam começando a dar errado, decidimos conhecer a região da fronteira com a África do Sul e meio que por acidente encontramos o Ai-Ais Hot Springs Park, um parque de águas termais naturalmente quentes no meio do deserto. O spa local tem camping, chalés e apartamentos, além de piscinas e tratamentos estéticos. Também dá para fazer trilhas pela região, que é bem bonita. Recomendo para dar uma relaxada, o preço é bem digno (vale lembrar que acampamos o tempo todo). No dia seguinte chegamos à fronteira, mas vou deixar para continuar o relato nos comentários, antes que alguém durma com o tamanho desse texto.