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Patagônia, Terra do Fogo e Colonia em 20 dias


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Esta viagem eu digo que fiz a Patagônia "light", querendo dizer que foi uma volta pela Patagônia e Terra do Fogo sem acampar. Ou seja, só fiz passeio de 1 dia no Torres del Paine e algumas trilhas em El Chaltén.

 

Também começo com 2 links para relatos anteriores de viagem: Puerto Madryn e região dos lagos e do Atacama até as Missões

Tem também meu 1º relato, láaaaaaaaa de 2004, de Peru e Bolivia

 

Mas vamos ao que interessa...

Esta viagem ocorreu entre 01/11/2008 e 19/11/2008 o que mostra que estou pouco atrasado com o relato ::toma:: Espero que ainda sirva para algo.

 

A viagem foi pela LanChile, que para os 4 trajetos que fiz tinha um preço excelente na época. Fora que ainda se provou uma super-companhia, com aviões muito bons e um grande atendimento. Valeu demais a pena.

 

Os preços aqui estão todos nos valores da moeda do país, e sempre para 2 pessoas.

 

1º dia – 01/11 - São Paulo – Buenos Aires

Depois de quase 1 ano longe, de volta a Buenos Aires, cidade que aprendi a gostar muito, e por isto até reservei uns dias a mais para ficar por aqui no final. Sabadão, super-tranquila a cidade, sem trânsito, no caminho para o hotel a gente passa por um bando de gente jogando futebol e o taxista anuncia com orgulho que é a seleção treinada por Maradona! Também já no taxi vi que as coisas estavam mais caras... paguei 10% a mais que a exato 1 ano.

 

Mas beleza, fomos para o hotesl, que pareceu bem decente, e desta vez ficou pertinho do centro. Deixamos as coisas e já fomos dar uma volta. Chegando ali perto da Casa Rosada, um barulho cada vez mais alto.. qual não foi nossa supresa ao ver uma mini parada-gay. A farra era grande, mas o melhor é que o transito estava meio bloqueado na região, então estava ótimo para um passeio...

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Pela noite, uma volta em Puerto Madero, e volta pro hostel. De madrugada, a péssima surpresa: bem do lado tinha uma danceteria, então o barulho, apesar de um pouco abafado, era bem alto, algo que sem dúvida não ajudou muito. Pelo menos, o café da manhã era melhor que a média dos hostels, e além disto no outro dia ja fomos para Ushuaia.

E nem a gripe da patroa iria nos atrapalhar.

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2º dia – 02/11 - Buenos Aires-Ushuaia

10:00 da matina, aeroporto nacional. A viagem até Ushuaia nem é assim tão longa em distância, porém os ventos contrários são muito fortes, o que a torna mais complicada...

Sobre o voo, o momento alto foi quando passamos por Puerto Madryn, que tanta coisa boa nos tinha proporcionado 1 ano antes. Dureza foi ver que de avião chegamos em umas 2 horas, para um trajeto que levamos mais de 20 de ônibus....

Já a partir de El Calafate, o que a gente vê do avião é impressionante.

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O aeoroporto fica um pouco longe da cidade em si, mas tem-se uma visão linda. A única coisa é que estava chovendo... Fomos para o hostel Torrre al sur. É bem de mochileiro mesmo, o problema é que fica um pouco afastado. Para aproveitar o resto de dia, fomos ao Museu do presidio (50 pelo casal). Sem dúvida alguma, vale a pena a visita... é bastante interessante, ótimo para o dia que você chega, e ainda pode dar uma passadinha lá no fundo e carimbar seu passaporte com coisas como "The end of the world", além de ter uma ala original da época.

 

As ruazinhas centrais em aquele estilo cidade de motanha mesmo, com todos os restaurantes servindo o "Cordero Patagônico". A janta foi em algo parecido com um shopping que tinha ali, o que não me empolgou a principio, mas a comida do restaurante no fundo deste shopping é muito, muito boa. Depois de andar bastante e passar no mercado para comprar o café de amanhã, o problema foi só a subida gigante até o hostel. Isto já eram umas 22:00 e o sol estava começando a baixar...

 

3º dia – 03/11 – Ushuaia, Canal de Beagle

Saída cedo até o pier. Uma volta por ali vale a pena, pois a baía de Ushuaia é bem bonita. Fora que ali tiramos a foto 'clássica:

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Para um passeio no Canal de Beagle, há desde os catamarãs que vão até o Farol Les Eclaieurs, até veleiros que levam poucas pessoas, porém vão bem longe. O veleiro me deixou com vontade, mas a coragem para encarar o frio foi menor... acabamos ficando num meio termo. Um passeio de Catamarã até uma pinguineira com uma passada ao lado de Puerto Williams (A$ 380 para os 2). De troco, ainda ganhamos um chocolate quente ali no centro que era uma delícia junto com uma torta se tornou algo que comemos algumas vezes na viagem.

 

O passeio pelo Canal de Beagle é algo sensacional. Além de ser o Canal de Beagle, com tudo o que isto tem de histórico, ainda tínhamos um dia bonito com paisagens maravilhosas. Para uma pequenina ideia, uma foto de Puerto Willians (base militar chilena):

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A ordem é passar na Isla de los Pájaros e de los Lobos farol Les Eclauiers, Puerto Williams e pinguinera Isla Martillo. Depois da passada na pinguinera (os pinguins são bichinhos sempre encantadores), na volta pegamos chuva/neve o tempo inteiro. Mas o que poderia ser ruim terminou com um arco-iris lindíssimo cobrindo toda Ushuaia. Pena que não tenho uma foto realmente boa dele...

 

Isla los lobos:

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4º dia – 04/11, Ushuaia - Parque Nacional Tierra del Fuego

 

Choveu a noite inteira, o que não foi nada animador, mas tomamos coragem, e pedimos no próprio hostel para chamar alguém para passar ali. As vans são o mesmo preço e nada baratas - A$ 100 + A$ 60 de entrada no parque para 2 pessoas. O parque não é tão perto quanto pensava e na ida o tempo estava mudando demais, mas quando chegamos parecia bom. O carinha deixou a gente no inicio de uma das trilhas e na volta era só esperar ao final e pegar qualquer van para a volta.

O problema: pelo menos neste inicio a trilha é sinalizada, mas nem tanto, então acabamos entrando na errada, e fizemos a trilha Ensenada. A região que passamos é bonita, mas ficou bem complicado quando além de perdidos, começou a cair bastante neve.

Mas logo depois encontramos o inicio da Senda Costera, que era a desejada... o erro não foi assim tão grande. O problema é que o tempo continuava ruim:

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Durante a trilha, o tempo voltou a melhorar. O único problema é que ficou tanto barro e escorregadio que a trilha se tornou bem mais demorada do que esperávamos, mas.... ainda assim valeu a pena. O caminho, principalmente quando volta para a praia, é muito bonito.

O tempo também voltou a ajudar e, embora chovesse de vez em quando, nada como no começo. Assim que depois de umas 4 horas, chegamos ao final. Ainda queria fazer a trilha Lapataia, que dizem ser muito linda, mas faltou pernas. Aqui, uma foto já após a trilha, enquanto esperávamos a van para voltar.

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Voltando ao hostel, o comentário era que há muito tempo não chovia tanto naquela região... Já aproveitamos e compramos a passagem para Punta Arenas, 2 dias depois, pois tem somente alguns poucos dias por semana, então precisa garantir antes.

 

5º dia – 05/11, Ushuaia

Último dia em Ushuaia, quando acoramos o gramado em frente ao hostel todo branquinho pela neve que mais uma vez caiu a noite toda. Pretendia ir até o Glaciar Martial, mas estava tão feio o tempo, com tão poucas pessoas querendo ir para lá, que as vans nem estavam saindo. Então ficamos a toa pela cidade mesmo. Comprei remédio para a esposa (que só foi ficar bem mesmo já em Buenos Aires), e tomei um ótimo sorvete de Calafate. Vale a pena experimentar. Mas este definitivamente foi um dia meio inútil. Vendo neve cair o dia todo e quando parava, andar a toa pela idade. Para quem quiser, há o Museu del Fin del Mundo, que achei meio caro e não fui.

 

Gostei muito de Ushuaia. Só o fato de ir tão ao sul do planeta já é algo maravilhoso, mas a região tem coisas por si só a oferecer. Só é uma pena que pegamos tanto tempo ruim... ::Cold::

6º dia – 06/11, Ushuaia – Punta Arenas

Acordamos ainda no escuro (o ônibus saia umas 6:00) mas antes de sair, uma última surpresa de despedida da cidade:

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Este dia é o típico que muitos consideram perda de tempo, e eu uma experiência facinante. A gente pega um ônibus até Rio Grande, e lá fica 1 hora esperando o que nos levará até Punta Arenas, totalizando uma média de 12 horas de viagem, ao custo de A$ 360 para os 2. O ponto alto, sem dúvida, é a travessia do Estreito de Magalhães, já depois da fronteira chilena. Aquilo ali vale por uma aula de história!!

O único problema é o vento... ele é fortíssimo e pode atrasar bem a viagem. Nós ficamos 2 ou 3 horas ali parados esperando a balsa recomeçar a viagem, por que era meio perigoso. A travessia em si, mesmo feita com chuva, eu achei que valeu a pena. Mas.... se estiver com o tempo contado, pegue logo um avião até El Calafate ou Punta Arenas que vale mais apena. Fora que ali não há nada para comer, então vc leva contigo ou pague caríssimo em uma espécie de lanchonente que há ao lado da balsa.

 

Com a demora, levamos umas 17 horas de viagem. Chegando, fomos direto para o hostal Independencia, que na verdade é uma casa onde você pode acampar. Nós ficamos em 1 quarto privado com banheiro compartido por C$ 10.000 e ainda tinha um café-da-manhã excelente. Pelo preço, valeu bastante a pena e super-recomendo. engraçado foi caminhando entre o centro e o hostel... o numero de barzinhos com cara de prostíbulo, principalmente para uma cidade tão pequena, é bastante alto.

 

Mais fotos de Ushuaia em http://olemxela.multiply.com/photos/album/37/Ushuaia_-_Patagonia_em_112008_Parte_1

7º dia – 07/11, Punta Arenas

Punta Arenas é a principal cidade chilena da Patagônia, ali temos o porto, o aeroporto e a maior população. MAs turisticamente vale apenas pelas pinguineiras. O problema: Quando fomos só uma menor estava aberta para visitação, a Isla Magdalena, a principal e uma das maiores do mundo, ainda não tinha como chegar exceto alugando lancha - algo fora de cogitação. Acabei tendo que ficar com a memória de Punta Tombo, no ano anterior, mesmo...

Aproveitamos então e demos uma boa volta pelo centro. Algo muito bonito que tem na cidade inteira (e também em Puerto Natales) são estas árvores decoradas, como na foto abaixo.

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Ali no centro, além da praça bem decente, pode-se conhecer os casarões dos europeus que iniciaram o crescimento da região. A que visitei, e gostei bastante, foi o Museo Regional Braun Menendez -vale a pena a visita.

Em seguida, táxi para a Zona Franca. E ali dá prá se esbaldar, principalmente com roupas. Aproveitamos e compramos roupas mais quentes para o restante da viagem, além de lembranças para o povo que fica em casa. Eletronicos alguns tem preços ótimos também, mas nem pensar em trazer para casa. Vale pelas roupas mesmo...

Voltando, almoçamos maravilhosamente um peixe-rey, e fomos a um mirador onde se tem uma vista realmente bem legal da região:

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Pela noite, ainda dei mais umas voltas pelo centro da cidade, onde os casarões ficam todos iluminados, muito bonito!

 

Gostei de Punta Arenas - é uma boa parada para descanso, e para quem vai ficar pelo parque parece um ótimo lugar para comprar alguma coisa que ainda falte, seja de roupa ou de material de acampamento, ou até mesmo alimentação. Mesmo porque, em Puerto Natales estas coisas são beeeem mais caras. Fora que a cidade em si, apesar de não ter nada, tem um clima bem legal.

Há excursões daqui até o Torres del Paine, mas não achei que valessem a pena....

 

8º dia – 08/11, Punta Arenas-Puerto Natales

Mais um dia de viagem. passagem foi de 8.000 para os 2 e durou 5 horas. O caminho não tem nada demais, e a cidade de Puerto Natales é bem pequena, só serve mesmo como parada antes de chegar no Torres del Paine. Aproveitamos e finalmente comi um cordeiro patagônico assado com um mousse de calafate que estavam muito bom em um restaurante chique na cidade (deu vontade de gastar neste almoço).

Depois foi fechar o passeio para o dia seguinte ao parque, comprar as passagens para El Calafate para segunda-feira e dar uma voltinha na "Ensenada Última Esperanza", onde só dá para imaginar a situação em que estava o cara que deu este nome ao lugar.. .a Ensenada é bem pequena e bonitinha. Compramos o lanche para o dia seguinte e torcemos para a chuva parar.

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9º dia – 09/11 Puerto Natales, Parque Torres Del Paine

 

Saímos cedo para um passeio muito esperado, um dos pontos altos da patagônia, que prometia muito. Porém.... o tempo estava péssimo, o que desanimou bastante. Mas ok, entramos na Van e depois de um bom tempo, paramos em uma lojinha para limpar o carro, que estava imundo de barro, e também comprar alguma coisa que faltasse. Em seguida, finalmente seguimos viagem.

Logo na portaria, todos recebemos um mapa com os lugares para acampar, os principais circuitos de trekking e tudo mais necessário para quem for ficar mais tempo por lá. O tempo estava melhor, mas instável. Quando a gente chegou, estava sol. Ao longe podia ver um bando de condores parados num vale de asas abertas, uma cena magnífica

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Enquando a gente andava com um tempo bom, ao longe as montanhas ora estavam totalmente encobertas, ora mostravam um pouco da sua beleza.

20090911215447.jpgNo caminho, parada para as Vicunhas, que andavam em bandos, sempre lindas, e uma volta por uma laguna bem bonita também

Em seguida, paramos em um mirador para a Base das Torres. E.... nem sinal delas - só nuvem. Até deu uma abertura uma hora, mas por coisa de poucos minutos.

Seguindo pelo carro, uma cena interessante (para nós, para o pessoal do carro não deve ter sido nada interessante). Um passageiro, ao abrir a porte de um carro de passeio, o vento estava tão forte que amassou a porta toda. Como disse o guia: quando está ventando assim, é melhor parar o carro do lado contrário e abrir a porta contra o vento.

 

Seguindo: passamos no Salto Grande. Uma caminhada de uns 20 minutos até ele, onde por sorte não estava chovendo até chegarmos em uma bela vista desta queda. Ficamos lá um tempo, mas já começou a chover novamente, a volta não foi fácil. O vento era tanto que até eu estava perdendo o equilíbrio. Paramos para almoço perto da hosteria pehoé, onde por alguns minutos pudemos ficar sem chuva novamente, aguardando o ponto alto do passeio, o Lago Grey. E daí veio a decepção maior do dia. Chovia tanto que não tinha como se aproximar. Nossa vista foi mais a partir de dentro da hospedaje Grey mesmo.

E ainda que um tanto longe, dava para ver a maravilha que são os médanos que se soltam do grey. Eu não resisti e fui prá chuva tirar umas fotos.

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O tempo estava tão complicado que no caminho para a volta subiram 2 carinhas que tinham ido fazer a volta pelo Paine e depois de uns dias desistiram. Mas pela quantidade de barracas la na hosteria pehoé, acho que foram os únicos que voltaram ;)

Para terminar, uma visita ao Milodón. Uma espécie de preguiça gigante que habitou a região em tempos antigos, e deu origem a um famoso livro "In Patagon". Pensei que ia ser totalmente besta, mas até que é legalzinha a caverna do Milodón, e a vista que se tem do parque por ali é muito bonita. Para quem não conheço, abaixo o Milodón, seguido de uma ultima foto do Parque Torres del Paine, um lugar que me decepcionou por causa da chuva, mas que ainda assim é lindíssimo. Deve ser o máximo ficar 1 semana por ali!

 

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Na volta, como era a ultima noite chilena, saí jantar um Salmão, que é o peixe por excelência quando estou por ali. De hospedagem, recomendo totalmente o Hostel Reymar. Ficou 20.000 o quarto com banheiro e até TV, além de um café da manhã meio fraquinho. Creio que foi o melhor quarto em que ficamos na viagem.

Já o passeio para 2:

Entra Parque - 30.000

Cueva Milodon - 6.000

Tour no parque 25.000

 

Mais fotos em http://olemxela.multiply.com/photos/album/38/Punta_Arenas_e_Puerto_Natales_-_Patagonia_chilena_parte_2

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10º dia – 10/11, Puerto Natales-El Calafate

Como sempre, tínhamos comprado as passagens no dia que chegamos à cidade (inclusive, na mesma agência que nos vendeu o passeio), então saímos cedo para o El Calafate. A viagem leva 5 horas de uma paisagem quase sempre desértica, mas em alguns momentos muito bonita. De uma cidade a outra nem é muito distante, mas a região realmente é complicada de se dirigir. No caminho, nem bem entramos na Argentina e já as placas de “Las Malvinas son Argentina”. Por pessoal ficaram C$ 11.000

 

Chegando em Calafate, vários hostels procurando passageiros. Acabei indo para o Los Dos Pinos, que já tinha lido no Viajante. É até decente, porém um pouco longe do centro e os quartos para 2, porém com banheiro compartilhados, são meio afastados da sede. De qualquer jeito, a atendente foi bastante atenciosa e pelo preço que pagamos (Ar 70 pros 2) está ótimo.

Depois de dar uma volta pela cidade, e ver que é tudo caríssimo (principalmente comida) e os passeios todos tabelados, fechamos com o próprio hostel os passeios para o Perito Moreno e a navegação “Todos Los Glaciares”. Também nestas pesquisas das passagens de ônibus para El Chalten, em muitos lugares tinha as passagens + 2 ou 3 dias de hostel (quarto compartilhado, claro) por um preço não muito maior que somente as passagens. Foi num destes que fechei. Assim, o resto do tempo na Patagônia estava todo ok.

Entre os passeios o que achei bastante pesado foi o que vai até o Torres Del Paine e volta no mesmo dia. Aparentemente, sai ainda de madrugada e volta bem tarde (diz a dona do lugar que por causa do tempo chuvoso a turma do dia anterior tinha chegado quase meia-noite). Acho que só vale a pena se você estiver com muuuita pressa.

 

11º dia – 11/11, El Calafate – Perito Moreno

Bem cedo passa o ônibus para o Perito Moreno. Já na estrada ao longe se pode avistar o colosso. Não tem como não se impressionar. É tudo aquilo que você já viu em fotos e mais um pouco. Mas... logicamente que pegamos chuva!

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O Perito não é o maior, mas é o único glaciar que hoje mais avança do que retrocede, algo por si só já sensacional. Além disto, é o único que se chega de maneira tão fácil, de carro. Para chegar ao glaciar você anda por diversas psssarelas, para ter a visão de tudo. O que mais se quer é tirar fotos e mais fotos, porque é lindo demais e cada passo te dá uma visão diferente. De vez em quando se ouvem estrondos altíssimos, mas mesmo os mais altos foram somente algumas pequenas quedas de gelo. São umas 2 horas nas passarelas que parecem pouquíssimo para ver tudo. Pode-se passar ali o dia inteiro só olhando o gelo e suas milhares de variações de azul (quanto mais azul, mais compacto é o gelo). O que impressiona ainda mais é saber que estamos vendo só um pedaço do paredão. E não falo do que vem lá das montanhas, mas do que está no fundo da água mesmo! Dali de cima, a única inveja é do pessoal que vai fazer trekking. Deve ser emocionante demais!!

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Dali, vamos para uma navegação pela face Norte. A visão que se tem de baixo é diferente da de cima, e tão impressionante quanto. Não importa que a chuva não para de jeito nenhum, a vontade é ficar do lado de fora o tempo todo filmando, fotografando e principalmente olhando. O barco passa de um lado para o outro algumas vezes, e a hora de ir embora é triste por deixar tal beleza, mas feliz por termos visto tudo aquilo. Uma idéia é alugar um carro e seguir para lá, assim podendo ficar o tempo que quiser, a vonade.

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Na volta à cidade, uma passada para comprar chocolates no Laguna Negra, que é delicioso

Para 2 pessoas:

Tour ao Perito Moreno 180

Entrada no Parque 80

Passeio de barco 100

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12º dia – 12/11, El Calafate – Passeio Todos los Glaciares

Depois do Perito, seria mais do mesmo? Até chegar ao porto de onde saem os catamarãs é bem longe. Finalmente depois de tanta chuva, um dia glorioso!!

O lago Argentino é gigante, e tem uma água claríssima, de cor que eles chamam branco glaciar. O contraste dela com as montanhas já garante o começo. Durante a viagem vamos passados por alguns icebergs. Só os icebergs já são maiores que os barcos...

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Passamos pelos gigantesco Upsalla onde não importa quanto tempo ficamos, sempre queremos mais. O vento é tão forte que uma pequena cachoeira ali próxima chega a correr para cima a água

Depois vamos à região do Spegazinni. Alguns meses antes houve um desmoronamento gigantesco neste que é o mais alto dos glaciares, então hava tantos icebergs que estava perigoso(senão impossível) se aproximar do glaciar propriamene falando, assim ficamos apenas vendo os icebergs. E se estes já eram tão imensos, só imagino o glaciar.

Para compensar não termos como descer na Baia Onelli, vamos mais uma vez até o Perito Moreno. Conforme chegamos mais perto já começa a chover.... independente disto, é lindíssimo. E desta vez temos só nosso barco. Vale demais!!

Ao final do dia, depois de ums 6 ou 7 horas de navegação, posso dizer que este foi um dos passeios mais maravilhosos que já fiz até hoje.

Spegazzini visto de bem longe -

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Upsalla

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Pedaço desprendido do glaciar

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Passeio Los Glaciares 670 + Entrada Parque 80

Mais fotos em http://olemxela.multiply.com/photos/album/39/El_Calafate_Patagonia_Parte_3

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  • 2 semanas depois...
  • 2 semanas depois...
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13º dia – 13/11, Quinta –El Calafate – El Chalten e Cerro Torre

 

Saímos bem cedo, pois o ônibus para El Chalten partia às 7:30 da manhã. O caminho é um deserto, e de vez em quando ao fundo se vêem alguns paredões de gelo. Há que se lembrar que El Chalten faz parte do Parque Nacional Los Glaciares - Já quase em El Chalten, uma visão magnífica do que, creio, é o glaciar Viedma, o maior de todos os glaciares. Pouco depois das 11:00 paramos na entrada, para ouvir instruções do guarda-parques. Ele entrega mapas, fala das condições e regras das caminhadas, pontos de acampamento e tudo mais. As informações mais importantes (além dos mapas, claro) prá gente foram:

1) A previsão é de tempo ótimo para os próximos dias (finalmente)

2) A nevasca que caiu foi muito forte, então a entrada da Laguna de los 3 está fechada pelos próximos dias, podendo chegar no máximo até Poincenot. E como o ponto da laguna dizem que é lindíssimo, nem precisa falar da decepção de boa parte do povo. Eu, como admigo que não achava que teria condições físicas para tanta caminhada mesmo, fiquei até meio feliz :oops:

 

Mais uns minutinhos e o ônibus deixou a gente na porta do Hostal Los Pioneros, um hostal muito bonito e organizado, onde nosso quarto possuía 6 camas. Ali foi chegar, arrumar a mochila para o dia e começar a caminhada para o Cerro Torre.

O começo dela é meio chatinho, até um pouco fácil de se perder, mas encontramos um outro casal meio perdido e seguimos um pouco juntos durante parte do percurso. Este comecinho é até um pouco forte, mas depois é mais tranqüilo. A dificuldade da trilha é que ela é bem irregular, tendo muita subida e descida, e até o mirane na metade do caminho, não tem nada de interessante para se ver. Depois de um tempo, o casal argentino teve que voltar pois iam pegar o ônibus da noite de volta par El Calafate, o que me leva ao seguinte: Se for para lá, passe pelo menos 1 noite, senão não dá tempo de fazer nada. Mas se tiver que ir para voltar no mesmo dia, faça a trilha de los 3 até a Laguna Capri, que leva menos tempo e é até mais bonita (ainda que mais pesadinha...).

 

Voltando: Chegamos ao mirador e as montanhas estavam todas encobertas – apesar do dia muito bom, com sol e um pouco de vento, ótimo para caminhadas. Depois de uma parada para um lanche, chegamos finalmente perto do rio, na parte final do percurso. A chegada é numas montanhas de uma pedra meio cinza, feia, mas quando se passa por elas tem a lagoa e o glaciar lá no fundo, além das montanhas ao redor. E mesmo com as montanhas ainda encobertas, a vista vale a pena. O único porém é o vento, muitíssimo forte, a ponto de minha esposa se esconder atrás de umas pedras em um momento. Mas beleza, depois de 15 minutos iniciamos a volta.

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Laguna Torre

Quando estava chegando ao mirador, ao olhar para trás, as nuvens estavam indo embora, até um ponto em que se abriu tudo e a visão daquilo lá foi magnífica, não dá prá expressar – só olhando mesmo. É tudo lindo demais. Lá no mirador 2 meninas comentaram que tinham ficado o dia inteiro ao pé da montanha e só agora estava se abrindo. Dava para ver as Torres e também o Fitz Roy.Impressionante!! As fotos aqui não tem como fazer jus...

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Este é o Fitz Roy

Interessante também que já depois da metade do caminho da volta, lá pelas 18:00 e ainda tinha gente indo para o Cerro... e o pessoal que vai acampar carregando umas mochilas que me davam medo, putz

A volta fomos beirando o rio, em um precipício tão bonito quanto as montanhas. O único porém é que em uma bifurcação acabamos indo parar em um acampamento que fica perto da cidade, mas não nela, o que fez a gente andar um tanto mais. Mas sem problemas, mesmo levando umas 7 horas (ao invés das 5 de média), foi um dia maravilhoso, onde chegando na cidade ainda dava para se ver o Fitz Roy (algo raro, dizem)

 

Pela noite, um ensopado de Cordero (bom, mas bem forte) e massagem nos pés. E ao final ainda ficamos só nós 2 no quarto.

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14º dia – 14/11, Sexta –El Chalten – Laguna de los 3

Na verdade, a Laguna de los Três estava fechada, então resolvemos ir até pouco mais da metade somente, na Laguna Capri.

Bem cedinho, chegaram 3 espanholas para dividir o quarto. Elas saíram até antes da gente para a mesma trilha, mas como estavam mais para farrear que para fazer trilha, mesmo no nosso passo mais lento que a média, ainda passamos elas.

Bom: o começo desta trilha é bem mais pesado que a outra, vai 1 hora de subida forte, com visões muito bonitas da região. Mas passada esta hora mais pesada, o caminho é mais plano que o do Torre. Há 2 caminhos, 1 por um mirador e um outro. Na ida, fomos por este outro, e depois de muito andar sem ver as montanhas ou nada assim, chegamos finalmente a Laguna Capri, e a visão dali é lindíssima. O Fitz Roy um pouco encoberto, mas nada que estrague. Ficamos ali sentados mais de 1 hora, só vendo o tempo passar e olhando as montanhas. De vez em quando aparecia um grupo, ficava um pouco e ia, mas na maior parte do tempo o silencio imperava. Ficar ali parado naquela grandiosidade vale uma vida.

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Na volta, fomos pelo mirador, e a vista que se tem de lá também é lindíssima. Depois de tanta chuva durante a viagem inteira, só um milagre mesmo para nos trazer 2 dias tão lindos num lugar como este (um belga que conheci em 2007 disse que ficou 15 dias na região sem ver o Fitz Roy). Aqui, umas fotos do mirante:

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Para mim, estes 2 dias foram de longe o ponto alto da viagem, talvez até mais que o Perito Moreno, e mesmo que não tenha chegado até a Laguna de los 3, valeu a pena. Aquela região é magnífica, e se em 2 dias eu fiquei tão abismado, só imagino o pessoal que acampa por ali.

O único ponto negativo da cidade – estadia é caro, e comida beira o absurdo. Qualquer restaurante vc paga o ‘olho da cara’ para comer. Por outro lado, a dificuldade pras coisas chegarem aqui não deve ser pouca...

CUSTO

El Calafate-El Chalten+ 2 noites no Hostal Los Pioneros em quarto compartido, para os 2: Ar 372

 

15º dia – 15/11, Sábado–El Chalten – El Calafate

Saí cedo para uma ida até o Chorillo Del Salto, uma queda dágua que fica bem próxima e todos falam que a caminhada vale a pena, mas o vento estava muito forte, e a preguiça falou mais alto, assim acabei achando um arbusto e fiquei pela estrada mesmo, só vendo o rio serpenteando em direção à cidade. Pegamos o ônibus até El Calafate, e em 4 horas estávamos de volta ao Los Pinos. Jantamos uma massa por ali, tomamos um chocolate quente e cedo já estávamos no hostal, desta vez em quarto privado. Este foi um dia mais para descanso, já que no dia seguinte iríamos voltar a Buenos Aires.

Hostal Los Pinos em quarto privado: 120

 

Mais fotos de El Chalten, o lugar mais lindo que já conheci, em http://olemxela.multiply.com/photos/album/40/El_Chalten_-_Patagonia_Parte_4

Na próxima eu volto com um Buenos Aires e Colonia...

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16º dia, Domingo–El Calafate-Buenos Aires

Como o aeroporto é um fora da cidade, pegamos um taxi até lá. O aeroporto é minusculo, parecendo um 'aeroporto-fantasma'

Chegamos ao Aeroparque em Buenos Aires no começo da tarde, fomos ao hostel Avenue (NÃO recomendo), e fomos diretamente para San Telmo conhecer a famosa feira de domingo.

E não nos arrependemos. Chegamos um pouco tarde e muitas das banquinhas já estavam sendo fechadas, mas valeu assim mesmo. Comemos um pão na rua que deu para alimentar nos dois e depois de dar uma volta pela região ficamos curtindo um grupo de tango - nada deve ser tão porteño quanto ouvir Tango em San Telmo :P

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Seguimos então em direção a uma praca ali proxima (creio que Lezama) e qual não foi a surpresa ao ver uma arquibancada se formando. Depois de uma volta pela região, o pessoal estava fazendo uma programação para as tardes de Domingo de verão. Naquele dia tivemos "Xadrez de Tango". Nada mais do que 2 mestres de tango disputando xadrez em um pequeno tabuleiro que era reproduzido em um gigante, onde cada movimento tinha uma pequena dança. Na queda de um rei, uma especial. Foi mágico, e nestas poucas horas que estivemos ali no dia, um dos melhores dias em Buenos Aires que já tive.

 

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xadrez de Tango

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CUSTO

Taxi El Calafate-Aeroporto 50

Taxi Aeroparque-Hostel 35

Hostel avenue 100

 

 

17º dia, Segunda–Buenos Aires

 

Como já havia ficado por 4 ou 5 dias na cidade, boa parte dos pontos turísticos eram conhecidos, então aproveitei para os que faltaram, e o próximo era um dos jardins de Palermo – o Jardim Japonês, que sem dúvida é mais bonito que qualquer jardim japonês que havia visto antes. No dia, havia ainda uma modelo tirando fotos com roupa de casamento... Vale demais a visita, para passar 1 ou 2 horinhas ali

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Em seguida, uma volta pela Santa Fé para ver alguma coisa para comprar, e uma passada na El Ateneo, claro, porque esta livraria é obrigatória.

Infelizmente(para minha esposa, para mim felizmente) os preços estavam bastante altos – naquela época era o auge da crise então o dólar supervalorizado e peso quase 1 para 1 com o real, assim quase nada de compras.

Pela tarde conhecemos o Shopping Abasto, mas prefiro o centro mesmo – nas avenidas Corrientes e Calle florida, depois também passada no buquebus para comprar o passeio para Colônia

 

18º dia, Terça – Colônia Del Sacramento

Quando fui só havia o Buquebus, mas hoje há outras opções até mais baratas. Eu acabei comprando o rápido ida-e-volta no mesmo dia (ir no lento e voltar no rápido estava até mais caro). Como não havia malas nem nada, o trabalho na alfândega é rápido, e a viagem é tranqüila até Colônia.

Chegamos lá, fomos até o Centro de Informações Turisticas e em seguida almoçar um chivitos – lanche uruguaio muito gostoso.

Para quem for, ali costumam aceitar pesos argentinos e uruguaios sem maiores problemas, mas sempre se pode trocar antes...

Depois do almoço, finalmente seguir até o Centro Histórico, que é o que realmente importa em colônia. O centro é compacto, e em 4 horas, indo bem devagar e visitando todos os museus, você já viu tudo.

Primeiramente, as fotos na entrada do Forte, que é bastante interessante e dali mesmo se tem uma vista bonita do Rio de la Plata.

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Entrada do centro histórico de colônia

 

Há vários pequenos museus, que são todos incluídos em um pacote que você compra no 1º que entrar e normalmente são 4 por dia abertos, variando para cada dia. Naquele dia lembro que visitamos o português, o do azuleijo e mais um – são todos bem pequenos e interessantes.

Passeio imperdível ali é subir no Farol – dizem que em dias especialmente claros se avista até Buenos Aires, coisa que eu não consegui – mas a vista de cima é linda.

 

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Colônia vista do Faro

 

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Outro lugar legal para dar uma volta é o píer, que é bastante bonito:

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Colônia é uma graça e vale a visita, seja indo de BA para Montevidéu ou vice-versa. Já se vale o passeio de 1 dia é outra pergunta... para mim valeu pois já conhecia Buenos Aires, mas se não tivesse conhecido, fique por lá mesmo, pois pelo menos na época o buquebus não foi lá muito barato...

 

CUSTO

Buquebus rápido ida e volta, A$ 200,00 por pessoa.

 

19º dia, Quarta– Buenos Aires

Dia totalmente inútil em que ficamos apenas passendo no centro, pegando um cinema e dando voltas por ali, tomando uns Fredos e comprando uns Havanas para trazer (Alfajor Havana nunca é demais), nos despedindo de uma cidade que aprendi a gostar demais, mesmo tendo pego hostels tão ruins quanto os que escolhi.

 

20º dia, Quinta – Volta pra casa

Táxi para o aeroporto – A$ 80

 

Mais fotos de Buenos Aires e Colônia em http://olemxela.multiply.com/photos/album/41/Buenos_Aires_e_Colonia_del_Sacramento_URU_112008_Parte_5

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