No dia 11/06/2009 partimos, o Filipe e eu, a uma indiada muito louca. Destino: Parque das 8 Cachoeiras, São Francisco de Paula. Saída da casa do Filipe às 04:10h para pegar o ônibus para Porto Alegre – detalhe o trem estava de greve – que passou por volta das 04:15h e o primeiro ônibus de POA rumo à São Chico era às 06:00h da matina, partindo da rodoviária de POA. Mochilas guardadas e um único pensamento: essa banda vai ser stilosa.
Chegamos a São Francisco por volta das 09:15h da manhã onde iniciou o trekking até o Parque das 8 cachoeiras, 4km de distância, e praticamente só descida, logo imaginou-se a volta.
Parque a vista. Chegamos. A caminhada não lembro muito tempo de sua duração. Fomos recepcionados pelo Sr. Lindomar, gente boa, estilo “colonial”, caseiro do paraíso que o local esconde.
Uma trilha de bosta, literalmente, foi percorrida para chegar ao local onde acamparíamos. Lembro que no camping tem um área social com três cabanas e algo que se intitula restaurante, que nunca funcionou. Definimos os locais das barracas e um miojão antecipou a pestana de uma hora que antecedeu o prosseguimento das descobertas naturais que o local nos reservava.
Com uma mochila bem menor com alguns mantimentos e outra de hidratação começamos pela Cachoeira do Remanso, com queda de 75m de altura e posteriormente a Cachoeira Escondida, com queda de 40m aproximadamente, com uma surpresa não muito agradável: um mandruá (maranduvá) queimou a mão do Filipe e deixou o local, onde passou, momentaneamente inchado e dolorido finalizando o primeiro dia de caminhadas.
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Cascata da Ravina|
Cachoeira Escondida[/col]
O bixo
O camping dispõe de chuveiros quentes aquecidos a gás que proporcionam um bom banho, quando funcionam. Banho, chimarrão, amendoim, chocolate e vinho vagabundo compuseram a dieta da noite para agüentar o frio e as trilhas que viriam no dia seguinte.
A Dieta
Manhã fria e serração foram o cenário do dia 12 que teve seu início por volta das 08:00h e as caminhadas às 10:30h.
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O Cume|
Acamps[/col]
Iniciamos pela Cachoeira da Ravina que estava interrompida por motivos de segurança aguçando a curiosidade de descer os degraus que levavam até ela.
É importante ressaltar que apenas fomos adiante no trecho interrompido por dois motivos: um pela curiosidade e a vontade de trilhar o proibido e, o mais importante, a certeza de conseguir descer as escadas que apresentavam condições, mesmo molhadas e escorregadias.
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Premio pela ousadia|
O maior desafio estava por vir [/col]
Para constar, visitamos em seguida a Cascata do Ronda e da Neblina, nessa ordem.
É impressionante o que a natureza nos reserva. Apesar de ser um local que dispões de infra-estrutura (não estou acostumado com isso) é muito bem preservado e tem os impactos humanos muito bem controlados. Não tenho como dizer que não encontrei lixo em nenhuma das trilhas, encontrei sim, mas pouco. O material de apoio é feito, em grande parte, com madeira e não com ligas metálicas. As trilhas são estreitas, pouco desmatamento nos arredores.
Continuamos rumo ao maior desafio da indiada: a trilha da Cascata das Gêmeas Gigantes. Aproximidamente durou 7(sete) horas o percurso ida e volta, mas saímos exatamente no horário limite recomendado pela administração do Parque. No portal do Parque menciona que a travessia do rio, durante a trilha, beira quatorze vezes, mas não fala das vezes que a trilha é feita dentro do rio. Contei no mínimo 30 vezes que fomos de um lado para o outro.
A expectativa era grande, mas durante o percurso conhecemos a Cachoeira do Quatrilho – mais bonita no meu ponto de vista – que dispõe de uma piscina natural belíssima. No entanto, o frio impediu o banho, visto que estávamos no inverno e no Sul este costuma ser bem rigoroso. Ao achegar na cascata escondida foi como o troféu de uma competição de resistência, ansiedade, e cansaço.
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Cascata do Quatrilho|
Cachoeira das Gemeas Gigantes[/col]
Na volta da trilha, cansadaços, um bom arroz com lingüiça saciou a fome que estava nos matando.
A volta foi muito cansativa, pois toda descida necessita de uma posterior subida. Às 5 da manhã começamos a desmontar acampamento para as 9h estar na rodoviária, no centro de Sao Francisco de Paula, e conseguir pegar o único ônibus para POA.
E por volta das 3 horas da tarde em casa chegávamos.
Algumas imagens vale destacar. Coisas que provavelmente são encontradas em pouquíssimos lugares.
"Plantação" de xaxins
Por incrível que possa parecer isto é uma parede
Cedro gigante
Apesar de tardio, aí está o relato. A trip rolou em junho, porém só agora deixei a preguiça de lado para escrever.
No dia 11/06/2009 partimos, o Filipe e eu, a uma indiada muito louca. Destino: Parque das 8 Cachoeiras, São Francisco de Paula. Saída da casa do Filipe às 04:10h para pegar o ônibus para Porto Alegre – detalhe o trem estava de greve – que passou por volta das 04:15h e o primeiro ônibus de POA rumo à São Chico era às 06:00h da matina, partindo da rodoviária de POA. Mochilas guardadas e um único pensamento: essa banda vai ser stilosa.
Chegamos a São Francisco por volta das 09:15h da manhã onde iniciou o trekking até o Parque das 8 cachoeiras, 4km de distância, e praticamente só descida, logo imaginou-se a volta.
Parque a vista. Chegamos. A caminhada não lembro muito tempo de sua duração. Fomos recepcionados pelo Sr. Lindomar, gente boa, estilo “colonial”, caseiro do paraíso que o local esconde.
Uma trilha de bosta, literalmente, foi percorrida para chegar ao local onde acamparíamos. Lembro que no camping tem um área social com três cabanas e algo que se intitula restaurante, que nunca funcionou. Definimos os locais das barracas e um miojão antecipou a pestana de uma hora que antecedeu o prosseguimento das descobertas naturais que o local nos reservava.
Com uma mochila bem menor com alguns mantimentos e outra de hidratação começamos pela Cachoeira do Remanso, com queda de 75m de altura e posteriormente a Cachoeira Escondida, com queda de 40m aproximadamente, com uma surpresa não muito agradável: um mandruá (maranduvá) queimou a mão do Filipe e deixou o local, onde passou, momentaneamente inchado e dolorido finalizando o primeiro dia de caminhadas.
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Cascata da Ravina|
Cachoeira Escondida[/col]
O bixo
O camping dispõe de chuveiros quentes aquecidos a gás que proporcionam um bom banho, quando funcionam. Banho, chimarrão, amendoim, chocolate e vinho vagabundo compuseram a dieta da noite para agüentar o frio e as trilhas que viriam no dia seguinte.
A Dieta
Manhã fria e serração foram o cenário do dia 12 que teve seu início por volta das 08:00h e as caminhadas às 10:30h.
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O Cume|
Acamps[/col]
Iniciamos pela Cachoeira da Ravina que estava interrompida por motivos de segurança aguçando a curiosidade de descer os degraus que levavam até ela.
É importante ressaltar que apenas fomos adiante no trecho interrompido por dois motivos: um pela curiosidade e a vontade de trilhar o proibido e, o mais importante, a certeza de conseguir descer as escadas que apresentavam condições, mesmo molhadas e escorregadias.
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Premio pela ousadia|
O maior desafio estava por vir
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Para constar, visitamos em seguida a Cascata do Ronda e da Neblina, nessa ordem.
É impressionante o que a natureza nos reserva. Apesar de ser um local que dispões de infra-estrutura (não estou acostumado com isso) é muito bem preservado e tem os impactos humanos muito bem controlados. Não tenho como dizer que não encontrei lixo em nenhuma das trilhas, encontrei sim, mas pouco. O material de apoio é feito, em grande parte, com madeira e não com ligas metálicas. As trilhas são estreitas, pouco desmatamento nos arredores.
Continuamos rumo ao maior desafio da indiada: a trilha da Cascata das Gêmeas Gigantes. Aproximidamente durou 7(sete) horas o percurso ida e volta, mas saímos exatamente no horário limite recomendado pela administração do Parque. No portal do Parque menciona que a travessia do rio, durante a trilha, beira quatorze vezes, mas não fala das vezes que a trilha é feita dentro do rio. Contei no mínimo 30 vezes que fomos de um lado para o outro.
A expectativa era grande, mas durante o percurso conhecemos a Cachoeira do Quatrilho – mais bonita no meu ponto de vista – que dispõe de uma piscina natural belíssima. No entanto, o frio impediu o banho, visto que estávamos no inverno e no Sul este costuma ser bem rigoroso. Ao achegar na cascata escondida foi como o troféu de uma competição de resistência, ansiedade, e cansaço.
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Cascata do Quatrilho|
Cachoeira das Gemeas Gigantes[/col]
Na volta da trilha, cansadaços, um bom arroz com lingüiça saciou a fome que estava nos matando.
A volta foi muito cansativa, pois toda descida necessita de uma posterior subida. Às 5 da manhã começamos a desmontar acampamento para as 9h estar na rodoviária, no centro de Sao Francisco de Paula, e conseguir pegar o único ônibus para POA.
E por volta das 3 horas da tarde em casa chegávamos.
Algumas imagens vale destacar. Coisas que provavelmente são encontradas em pouquíssimos lugares.
"Plantação" de xaxins
Por incrível que possa parecer isto é uma parede
Cedro gigante
Apesar de tardio, aí está o relato. A trip rolou em junho, porém só agora deixei a preguiça de lado para escrever.