Primeiramente gostaria de agradecer a todos que compartilham suas experiências aqui no Mochileiros e desde meu ingresso em 2009 nesta comunidade, esta será a minha primeira grande contribuição.
O sonho de conhecer a Patagônia começou com o desejo de conhecer o "fim do mundo". É assim que se intitula a cidade de Ushuaia que é famosa por ser a cidade mais austral do mundo. A natureza ali se preserva em estado quase que bruto. A lindas fotos que via, os animais, o ambiente austero e o frio eram ingredientes a mais, principalemte por que era o contraposto do que eu estava acostumado a viver.
Durante a elaboração do roteiro fui descobrindo cada vez mais o restante de Patagônia, que para o brasileiros não é muito conhecido, mas que é no mínimo tão impressionando quanto o "fim do mundo". O roteiro que começou apenas com Ushuaia e a Terra do Fogo, foi ganhando mais escalas e depois de alguns meses, e de ler muitos relatos, concluí da seguinte forma:
Rio 20/11/2015
Ushuaia 20/11/2015
Punta Arenas 23/11/2015
Puerto Natales 24/11/2015
Torres del Paine (R. Grey) 24/11/2015
Torres del Paine (R. Torre Norte) 25/11/2015
Puerto Natales 26/11/2015
El Calafate 27/11/2015
El Chalten 29/11/2015
Los Antiguos 03/12/2015
*Comodoro Rivadavia 06/12/2015
Puerto Madryn 06/12/2015
Mendoza 08/12/2015
Rio 12/12/2015
* somente baldeação
Primeiro Dia - 20/11 (Ushuaia)
Saímos as 23pm do dia 19 de Novembro em direção ao Galeão e pegamos o vôo da Aerolineas que saiu um pouco atrasado as 3am (programado para 2:40). Fizemos escala em Buenos Aires, pegamos as bagagens, fizemos aduana, mudamos de terminal e partimos para Ushuaia as 9AM, numa aeronave de grande porte.
Vôo tranquilo que chegou às 12:30 no Aeroporto Internacional de Ushuaia. Conseguimos fácil um táxi na porta, enquanto embarcávamos no taxi um espanhol se apresentou perguntando se não queríamos dividir o taxi até o centro. Topamos e numa breve conversa ele contou que já estava há 8 meses na América do Sul passeando e que já tinha passado pelo Brasil (rio, sp e foz).
Chegamos no hotel Mustapic e Sr. Frederico nos recebeu muito bem. Ficamos num quarto com vista para a montanha. O Sr Frederico nos deu várias orientações e um mapa da cidade. Nos indicou alguns restaurantes para almoçar, inclusive o Marco Polo, que fica na Av San Martín (a principal da cidade). Fomos no Marco Polo e pedimos o menu do dia que pela hora só havia sobrado a opção vegetariana. Estava muito boa, com direito a sobremesa, eu peguei um Flan e Alessandra comeu um mousse caseiro que tinha gosto de biscoito. Valor foi de 120 pesos por pessoa.
Saímos para dar uma volta pela Av. San Martin e procurar algum lugar pra trocar dinheiro. Achamos uma loja de bichos de pelúcia que fazia câmbio ( dolar: 14, real 3,6) e também o hotel Atlântico (dolar: 14, real 3,5). Trocamos um pequeno montante na loja das pelúcias.
Fomos no posto de informações turísticas que fica próximo ao Porto. Pedimos orientações de como comprar passagens para Punta Arenas e de como visitar o parque nacional Tierra del Fuego. O custo do ônibus/van para o parque é de 300 pesos ida e volta. A atendente nos sugeriu alugar um carro na Budget por 700 pesos a diária com seguro. Dali, fomos tentar comprar as passagens de ônibus para Punta Arenas e o passeio de barco no canal do beagle.
Tivemos que ir a três lojas para conseguir comprar as passagens. Na Bus Sur não tinha mais disponibilidade para segunda-feira, mas achamos na Buses Pacheco saindo as 7h. Depois fomos nas tendas do porto e fechamos o passeio pelo beagle com a Yate Tango. 850 + 20 de taxa por pessoa.
Há diversas opções de passeio e somente uma empresa opera a descida na pinguinera. Optamos pelo passeio tradicional que passa pelo farol, ilha dos pássaros, ilha dos leões marinhos e um mini trekking na Ilha Bridges.
Jantamos no Fonda Bistrô, na Av. San Martin (mais pro início dela), um lugar simples, onde me pareceu ser frequentado pelos locais. Preço 70 pesos o talharim à bolonhesa e 80 raviólis com fileto. Copa de vinho 35 cada (obs.: refrigerante custa 30).
Segundo dia - 21/11 (Ushuaia)
Tomamos café da manhã no hotel, com medialunas doce, cereais e café com leite. Este dia estava ensolarado mas com nuvens. O passeio de barco pelo Beagle estava marcado para começar às 10:30. Deveríamos chegar com 15 mim de antecedência e chegamos na hora marcada, fomos recebidos pelo Rafael que foi o mesmo que nos vendeu o passeio no dia anterior. Pagamos a taxa portuária e embarcamos. No barco estava sendo guiado pelo sr. Martin e um guia turístico. Outros passageiros eram um local, uma americana e um casal francês.
O barco saiu e todos ficaram reunidos na popa ouvindo algumas orientações. Em seguida fomos para a proa onde comemos pão de queijo, alfajor e tomamos mate enquanto nagegávemos até a primeira parada.
A primeira ilha foi a dos leões marinhos. Ficamos por cerca de 10 min estacionados bem peritinho e seguimos. Deu para ver bem de perto e em detalhes os leões gritando e interagindo.
A segunda ilha foi a ilha dos pássaros que fica próxima do farol. Em seguida passamos pelo farol que é chamado equivocadamente de farol do fim do mundo (quando o verdadeiro está a 1 dia de navegação, na Ilha dos Estados).
Já no caminho de volta, avistamos alguns pinguins nadando. Na terceira ilha, que se chama Bridges, paramos para um mini trekking e conhecemos a vegetação de montanha, que excepcionalmente estava presente ali ao nível do mar.
De tarde, passamos no hotel, saímos e comemos 2 panchos com uma empanada e um H2O num restaurante fastfood na Av. San Martin (35 pesos cada pancho, 20 a empanada e 20 o H2O). Pegamos um táxi na própria Av. San Martin e seguimos para o Cerro Martial. (A corrida custou 112 pesos).
O táxi nos deixou na base do cerro onde há algumas casas de chá e de cara para uma grande subida de pedrinhas que parecia um pouco com uma larga estrada de rípio morro a cima. Começamos a subir por volta das 16h. Em pouco tempo alguns acumulados de neve começaram a surgir e alguns córregos de água também. O teleférico estava fora de operação e sem data para voltar. Logo chegamos no local onde aonde o teleférico leva as pessoas. Nesse momento começamos a andar a maior parte do tempo sobre neve. Pela trilha que as pessoas fazem é fácil seguir, mas se sair um pouco da trilha a neve já fica fofa e mais difícil de caminhar, mas nada muito complicado.
Chegamos num ponto em que tem uma placa com a foto do cerro com o nome da cada morro. Neste local você subir na montanha ao lado ou continuar em frente pelo vale. A princípio nós tentamos subir a montanha, mas desistimos, apesar de não parecer muito difícil. Então continuamos em frente pelo vale e cada vez com mais neve. Vimos dois skiadores descerem a montanha bem lá de cima. Eram os únicos.
Em certo ponto decidimos parar e marcar o final da jornada com um boneco de neve que demos o criativo nome de Martial. Na descida enchemos a garrafa de água num córrego pelo caminho. A água estava muito boa!

Nesta noite jantamos no Villagios que possui na frente um aquário cheio de Centollas. Escolhemos uma Centolla e pagamos pelo preço de 2kg. (400 pesos/kg). Acompanhando de batatas ao creme gratinada. Foi uma janta cara, mas valeu a experiência. O restaurante é recomendável.
Primeiramente gostaria de agradecer a todos que compartilham suas experiências aqui no Mochileiros e desde meu ingresso em 2009 nesta comunidade, esta será a minha primeira grande contribuição.
O sonho de conhecer a Patagônia começou com o desejo de conhecer o "fim do mundo". É assim que se intitula a cidade de Ushuaia que é famosa por ser a cidade mais austral do mundo. A natureza ali se preserva em estado quase que bruto. A lindas fotos que via, os animais, o ambiente austero e o frio eram ingredientes a mais, principalemte por que era o contraposto do que eu estava acostumado a viver.
Durante a elaboração do roteiro fui descobrindo cada vez mais o restante de Patagônia, que para o brasileiros não é muito conhecido, mas que é no mínimo tão impressionando quanto o "fim do mundo". O roteiro que começou apenas com Ushuaia e a Terra do Fogo, foi ganhando mais escalas e depois de alguns meses, e de ler muitos relatos, concluí da seguinte forma:
* somente baldeação
Primeiro Dia - 20/11 (Ushuaia)
Saímos as 23pm do dia 19 de Novembro em direção ao Galeão e pegamos o vôo da Aerolineas que saiu um pouco atrasado as 3am (programado para 2:40). Fizemos escala em Buenos Aires, pegamos as bagagens, fizemos aduana, mudamos de terminal e partimos para Ushuaia as 9AM, numa aeronave de grande porte.
Vôo tranquilo que chegou às 12:30 no Aeroporto Internacional de Ushuaia. Conseguimos fácil um táxi na porta, enquanto embarcávamos no taxi um espanhol se apresentou perguntando se não queríamos dividir o taxi até o centro. Topamos e numa breve conversa ele contou que já estava há 8 meses na América do Sul passeando e que já tinha passado pelo Brasil (rio, sp e foz).
Chegamos no hotel Mustapic e Sr. Frederico nos recebeu muito bem. Ficamos num quarto com vista para a montanha. O Sr Frederico nos deu várias orientações e um mapa da cidade. Nos indicou alguns restaurantes para almoçar, inclusive o Marco Polo, que fica na Av San Martín (a principal da cidade). Fomos no Marco Polo e pedimos o menu do dia que pela hora só havia sobrado a opção vegetariana. Estava muito boa, com direito a sobremesa, eu peguei um Flan e Alessandra comeu um mousse caseiro que tinha gosto de biscoito. Valor foi de 120 pesos por pessoa.
Saímos para dar uma volta pela Av. San Martin e procurar algum lugar pra trocar dinheiro. Achamos uma loja de bichos de pelúcia que fazia câmbio ( dolar: 14, real 3,6) e também o hotel Atlântico (dolar: 14, real 3,5). Trocamos um pequeno montante na loja das pelúcias.
Fomos no posto de informações turísticas que fica próximo ao Porto. Pedimos orientações de como comprar passagens para Punta Arenas e de como visitar o parque nacional Tierra del Fuego. O custo do ônibus/van para o parque é de 300 pesos ida e volta. A atendente nos sugeriu alugar um carro na Budget por 700 pesos a diária com seguro. Dali, fomos tentar comprar as passagens de ônibus para Punta Arenas e o passeio de barco no canal do beagle.
Tivemos que ir a três lojas para conseguir comprar as passagens. Na Bus Sur não tinha mais disponibilidade para segunda-feira, mas achamos na Buses Pacheco saindo as 7h. Depois fomos nas tendas do porto e fechamos o passeio pelo beagle com a Yate Tango. 850 + 20 de taxa por pessoa.
Há diversas opções de passeio e somente uma empresa opera a descida na pinguinera. Optamos pelo passeio tradicional que passa pelo farol, ilha dos pássaros, ilha dos leões marinhos e um mini trekking na Ilha Bridges.
Jantamos no Fonda Bistrô, na Av. San Martin (mais pro início dela), um lugar simples, onde me pareceu ser frequentado pelos locais. Preço 70 pesos o talharim à bolonhesa e 80 raviólis com fileto. Copa de vinho 35 cada (obs.: refrigerante custa 30).
Segundo dia - 21/11 (Ushuaia)
Tomamos café da manhã no hotel, com medialunas doce, cereais e café com leite. Este dia estava ensolarado mas com nuvens. O passeio de barco pelo Beagle estava marcado para começar às 10:30. Deveríamos chegar com 15 mim de antecedência e chegamos na hora marcada, fomos recebidos pelo Rafael que foi o mesmo que nos vendeu o passeio no dia anterior. Pagamos a taxa portuária e embarcamos. No barco estava sendo guiado pelo sr. Martin e um guia turístico. Outros passageiros eram um local, uma americana e um casal francês.
O barco saiu e todos ficaram reunidos na popa ouvindo algumas orientações. Em seguida fomos para a proa onde comemos pão de queijo, alfajor e tomamos mate enquanto nagegávemos até a primeira parada.
A primeira ilha foi a dos leões marinhos. Ficamos por cerca de 10 min estacionados bem peritinho e seguimos. Deu para ver bem de perto e em detalhes os leões gritando e interagindo.
A segunda ilha foi a ilha dos pássaros que fica próxima do farol. Em seguida passamos pelo farol que é chamado equivocadamente de farol do fim do mundo (quando o verdadeiro está a 1 dia de navegação, na Ilha dos Estados).
Já no caminho de volta, avistamos alguns pinguins nadando. Na terceira ilha, que se chama Bridges, paramos para um mini trekking e conhecemos a vegetação de montanha, que excepcionalmente estava presente ali ao nível do mar.
De tarde, passamos no hotel, saímos e comemos 2 panchos com uma empanada e um H2O num restaurante fastfood na Av. San Martin (35 pesos cada pancho, 20 a empanada e 20 o H2O). Pegamos um táxi na própria Av. San Martin e seguimos para o Cerro Martial. (A corrida custou 112 pesos).
O táxi nos deixou na base do cerro onde há algumas casas de chá e de cara para uma grande subida de pedrinhas que parecia um pouco com uma larga estrada de rípio morro a cima. Começamos a subir por volta das 16h. Em pouco tempo alguns acumulados de neve começaram a surgir e alguns córregos de água também. O teleférico estava fora de operação e sem data para voltar. Logo chegamos no local onde aonde o teleférico leva as pessoas. Nesse momento começamos a andar a maior parte do tempo sobre neve. Pela trilha que as pessoas fazem é fácil seguir, mas se sair um pouco da trilha a neve já fica fofa e mais difícil de caminhar, mas nada muito complicado.
Chegamos num ponto em que tem uma placa com a foto do cerro com o nome da cada morro. Neste local você subir na montanha ao lado ou continuar em frente pelo vale. A princípio nós tentamos subir a montanha, mas desistimos, apesar de não parecer muito difícil. Então continuamos em frente pelo vale e cada vez com mais neve. Vimos dois skiadores descerem a montanha bem lá de cima. Eram os únicos.
Em certo ponto decidimos parar e marcar o final da jornada com um boneco de neve que demos o criativo nome de Martial. Na descida enchemos a garrafa de água num córrego pelo caminho. A água estava muito boa!

Nesta noite jantamos no Villagios que possui na frente um aquário cheio de Centollas. Escolhemos uma Centolla e pagamos pelo preço de 2kg. (400 pesos/kg). Acompanhando de batatas ao creme gratinada. Foi uma janta cara, mas valeu a experiência. O restaurante é recomendável.