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Olá viajante!

Bora viajar?

22 dias pela Patagônia, Terra do Fogo e Mendoza: Ushuaia, TDP, Calafate, Chaltén, Cavernas de Mármore, Pto. Madryn...

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Primeiramente gostaria de agradecer a todos que compartilham suas experiências aqui no Mochileiros e desde meu ingresso em 2009 nesta comunidade, esta será a minha primeira grande contribuição.

 

O sonho de conhecer a Patagônia começou com o desejo de conhecer o "fim do mundo". É assim que se intitula a cidade de Ushuaia que é famosa por ser a cidade mais austral do mundo. A natureza ali se preserva em estado quase que bruto. A lindas fotos que via, os animais, o ambiente austero e o frio eram ingredientes a mais, principalemte por que era o contraposto do que eu estava acostumado a viver.

 

Durante a elaboração do roteiro fui descobrindo cada vez mais o restante de Patagônia, que para o brasileiros não é muito conhecido, mas que é no mínimo tão impressionando quanto o "fim do mundo". O roteiro que começou apenas com Ushuaia e a Terra do Fogo, foi ganhando mais escalas e depois de alguns meses, e de ler muitos relatos, concluí da seguinte forma:

 

Rio                                20/11/2015
Ushuaia                            20/11/2015
Punta Arenas                       23/11/2015
Puerto Natales                     24/11/2015
Torres del Paine (R. Grey)         24/11/2015
Torres del Paine (R. Torre Norte)  25/11/2015
Puerto Natales                     26/11/2015
El Calafate                        27/11/2015
El Chalten                         29/11/2015
Los Antiguos                       03/12/2015
*Comodoro Rivadavia                06/12/2015
Puerto Madryn                      06/12/2015
Mendoza                            08/12/2015
Rio                                12/12/2015 

* somente baldeação

 

TrajetoriaPatagonia.png.c34bf0da2fd72157ff762f88bd41f414.png

 

Primeiro Dia - 20/11 (Ushuaia)

 

Saímos as 23pm do dia 19 de Novembro em direção ao Galeão e pegamos o vôo da Aerolineas que saiu um pouco atrasado as 3am (programado para 2:40). Fizemos escala em Buenos Aires, pegamos as bagagens, fizemos aduana, mudamos de terminal e partimos para Ushuaia as 9AM, numa aeronave de grande porte.

 

Vôo tranquilo que chegou às 12:30 no Aeroporto Internacional de Ushuaia. Conseguimos fácil um táxi na porta, enquanto embarcávamos no taxi um espanhol se apresentou perguntando se não queríamos dividir o taxi até o centro. Topamos e numa breve conversa ele contou que já estava há 8 meses na América do Sul passeando e que já tinha passado pelo Brasil (rio, sp e foz).

 

Chegamos no hotel Mustapic e Sr. Frederico nos recebeu muito bem. Ficamos num quarto com vista para a montanha. O Sr Frederico nos deu várias orientações e um mapa da cidade. Nos indicou alguns restaurantes para almoçar, inclusive o Marco Polo, que fica na Av San Martín (a principal da cidade). Fomos no Marco Polo e pedimos o menu do dia que pela hora só havia sobrado a opção vegetariana. Estava muito boa, com direito a sobremesa, eu peguei um Flan e Alessandra comeu um mousse caseiro que tinha gosto de biscoito. Valor foi de 120 pesos por pessoa.

 

Saímos para dar uma volta pela Av. San Martin e procurar algum lugar pra trocar dinheiro. Achamos uma loja de bichos de pelúcia que fazia câmbio ( dolar: 14, real 3,6) e também o hotel Atlântico (dolar: 14, real 3,5). Trocamos um pequeno montante na loja das pelúcias.

 

Fomos no posto de informações turísticas que fica próximo ao Porto. Pedimos orientações de como comprar passagens para Punta Arenas e de como visitar o parque nacional Tierra del Fuego. O custo do ônibus/van para o parque é de 300 pesos ida e volta. A atendente nos sugeriu alugar um carro na Budget por 700 pesos a diária com seguro. Dali, fomos tentar comprar as passagens de ônibus para Punta Arenas e o passeio de barco no canal do beagle.

 

Tivemos que ir a três lojas para conseguir comprar as passagens. Na Bus Sur não tinha mais disponibilidade para segunda-feira, mas achamos na Buses Pacheco saindo as 7h. Depois fomos nas tendas do porto e fechamos o passeio pelo beagle com a Yate Tango. 850 + 20 de taxa por pessoa.

 

Há diversas opções de passeio e somente uma empresa opera a descida na pinguinera. Optamos pelo passeio tradicional que passa pelo farol, ilha dos pássaros, ilha dos leões marinhos e um mini trekking na Ilha Bridges.

 

Jantamos no Fonda Bistrô, na Av. San Martin (mais pro início dela), um lugar simples, onde me pareceu ser frequentado pelos locais. Preço 70 pesos o talharim à bolonhesa e 80 raviólis com fileto. Copa de vinho 35 cada (obs.: refrigerante custa 30).

 

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Segundo dia - 21/11 (Ushuaia)

 

Tomamos café da manhã no hotel, com medialunas doce, cereais e café com leite. Este dia estava ensolarado mas com nuvens. O passeio de barco pelo Beagle estava marcado para começar às 10:30. Deveríamos chegar com 15 mim de antecedência e chegamos na hora marcada, fomos recebidos pelo Rafael que foi o mesmo que nos vendeu o passeio no dia anterior. Pagamos a taxa portuária e embarcamos. No barco estava sendo guiado pelo sr. Martin e um guia turístico. Outros passageiros eram um local, uma americana e um casal francês.

 

O barco saiu e todos ficaram reunidos na popa ouvindo algumas orientações. Em seguida fomos para a proa onde comemos pão de queijo, alfajor e tomamos mate enquanto nagegávemos até a primeira parada.

 

A primeira ilha foi a dos leões marinhos. Ficamos por cerca de 10 min estacionados bem peritinho e seguimos. Deu para ver bem de perto e em detalhes os leões gritando e interagindo.

 

A segunda ilha foi a ilha dos pássaros que fica próxima do farol. Em seguida passamos pelo farol que é chamado equivocadamente de farol do fim do mundo (quando o verdadeiro está a 1 dia de navegação, na Ilha dos Estados).

 

Já no caminho de volta, avistamos alguns pinguins nadando. Na terceira ilha, que se chama Bridges, paramos para um mini trekking e conhecemos a vegetação de montanha, que excepcionalmente estava presente ali ao nível do mar.

 

De tarde, passamos no hotel, saímos e comemos 2 panchos com uma empanada e um H2O num restaurante fastfood na Av. San Martin (35 pesos cada pancho, 20 a empanada e 20 o H2O). Pegamos um táxi na própria Av. San Martin e seguimos para o Cerro Martial. (A corrida custou 112 pesos).

 

O táxi nos deixou na base do cerro onde há algumas casas de chá e de cara para uma grande subida de pedrinhas que parecia um pouco com uma larga estrada de rípio morro a cima. Começamos a subir por volta das 16h. Em pouco tempo alguns acumulados de neve começaram a surgir e alguns córregos de água também. O teleférico estava fora de operação e sem data para voltar. Logo chegamos no local onde aonde o teleférico leva as pessoas. Nesse momento começamos a andar a maior parte do tempo sobre neve. Pela trilha que as pessoas fazem é fácil seguir, mas se sair um pouco da trilha a neve já fica fofa e mais difícil de caminhar, mas nada muito complicado.

 

Chegamos num ponto em que tem uma placa com a foto do cerro com o nome da cada morro. Neste local você subir na montanha ao lado ou continuar em frente pelo vale. A princípio nós tentamos subir a montanha, mas desistimos, apesar de não parecer muito difícil. Então continuamos em frente pelo vale e cada vez com mais neve. Vimos dois skiadores descerem a montanha bem lá de cima. Eram os únicos.

 

Em certo ponto decidimos parar e marcar o final da jornada com um boneco de neve que demos o criativo nome de Martial. Na descida enchemos a garrafa de água num córrego pelo caminho. A água estava muito boa!

Nesta noite jantamos no Villagios que possui na frente um aquário cheio de Centollas. Escolhemos uma Centolla e pagamos pelo preço de 2kg. (400 pesos/kg). Acompanhando de batatas ao creme gratinada. Foi uma janta cara, mas valeu a experiência. O restaurante é recomendável.

 

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Sim. Você tem que pegar uma ônibus em direção a Los Antiguos e se hospedar lá. O passeio até as cavernas de mármore dura um dia inteiro e é bom você agendar com antecedência. Verifique a disponibilidade de ônibus para esse trajeto aqui: http://www.chaltentravel.com/

 

Em Los Antiguos só há dua agências de turismo que oferecem esse passeio.

 

Existe também a possibilidade de você não se hospedar em Los Antiguos e seguir mais adiante com transporte público até Puerto Rio Tranquilo, porém a frequência dos ônibus locais é baixa (não tem todos os dias da semana). A vantagem de fazer isso é que em Pto. Rio Tranquilo existem várias agências que operam o passeio (creio que não requer agendamento prévio) e supostamente desta forma custaria mais barato.

  • 1 mês depois...
  • 2 anos depois...
  • 2 anos depois...
Postado
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Alguns anos depois, voltei aqui só pra conferir alguns detalhes que escrevi sobre a viagem e fiquei impressionado como essa viagem foi marcante pra mim. É muito um legal reviver em lembranças essa experiência.

  • 2 semanas depois...
Postado
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Em 19/04/2021 em 15:32, rodvlopes disse:

Alguns anos depois, voltei aqui só pra conferir alguns detalhes que escrevi sobre a viagem e fiquei impressionado como essa viagem foi marcante pra mim. É muito um legal reviver em lembranças essa experiência.

Oi... tive uma experiência semelhante em 2015...uma viagem inesquecível!! Ainda quero conhecer a Patagônia!! Qual a câmera que vc usou para essas fotos maravilhosas?

Postado
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7 horas atrás, Débora Jabs disse:

Oi... tive uma experiência semelhante em 2015...uma viagem inesquecível!! Ainda quero conhecer a Patagônia!! Qual a câmera que vc usou para essas fotos maravilhosas?

Obrigado! Foi uma Cannon T2i. Mas hoje eu tiraria com o celular mesmo. Apesar da câmera ser ótima e te dar um leque de possibilidades, hoje os celulares topo de linha possuem sensores extraordinários e não te roubam espaço na mochila!

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