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Bora viajar?

Peru (incluindo Inka Jungle 4 dias/3 noites) e Bolívia (Salar do Uyuni) – 16/Jul a 12/Ago – Gastos, hospedagens e dicas!

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Olá pessoal ::otemo:: Tô aqui pra contar sobre minha viagem pro Peru e pra Bolívia. Quase um ano depois tomei coragem pra escrever com detalhes a viagem completa. Acredito que ainda possa ajudar muita gente que queira fazer essa viagem ou adaptá-la da melhor forma, assim como muitos relatos aqui me ajudaram e ajudam a organizar todas as viagens que faço! ::love::

 

Gastos:

Capricorniana que sou, anotei todos os nossos gastos (para duas pessoas) de alimentação, hospedagens, passeios e transporte, então será de boa ajuda pra quem quiser se planejar com antecedência. Os valores de hospedagens e transportes estão em uma tabela no final do relato todo. Os demais valores vou colocando no decorrer do relato.

 

Dinheiro:

A cotação do dólar na época estava em torno de R$3,40, pesquisando bem nas casas de câmbio de São Paulo, achamos por R$3,30, que foi o preço que acabamos comprando. Levamos US$1000,00 em espécie pois vimos em alguns blogs que era melhor levar dolares para comprar os tours em Cusco e Arequipa. Não trocamos os dólares por moedas locais nas casas de câmbio, utilizamos quase tudo pra pagar hospedagens e tours.

O restante fomos tirando pelo cartão de débito nos ATMs. Fizemos uns cálculos e achamos essa a melhor forma, pois perderíamos muito trocando o dinheiro duas vezes (de dólares pra soles e de dólares pra bolivianos). Não usamos em nenhum momento cartões de crédito durante a viagem, pois o dólar estava oscilando muito.

 

Conversão das moedas na época:

R$1,00 ~ S/1,00 (soles)

R$1,00 ~ B/2,00 (peso boliviano)

US$1,00 ~ R$3,30

 

Deslocamentos:

Ida de São Paulo (Guarulhos) a Lima e volta de La Paz a Guarulhos, voando de LAN/TAM.

Os demais deslocamentos foram feitos em ônibus, comprados durante a viagem, não fiz nenhuma reserva de ônibus antecipado (contarei mais detalhes no decorrer do relato).

 

Roupas e equipamentos:

Viajamos em meados de Julho e voltamos em meados de Agosto de 2015, ou seja, pegamos época de inverno (se for nessa época pro Salar do Uyuni, esteja preparado pro friiiiio! ::Cold:: – contarei melhor mais para frente também). Levamos duas mochilas Quéchua Forclaz, uma de 60L e outra de 50L, excelente custo benefício e mais que o suficiente para a viagem toda. Cada um levou mais uma mochila menor como bagagem de mão para pertences mais valiosos, como câmera fotográfica, celular, etc.

De roupa, levamos duas calças underwear tipo legging que são ótimas para o frio, usamos todos os dias na Bolívia, e uma calça para colocar em cima dessa, duas camisas de manga curta, uma bermuda, duas blusas de manga comprida, uma tipo fleece e outra mais leve, uma blusa corta vento leve e uma blusa mais grossa impermeável, cachecol, gorro, luvas, roupa de banho, peças íntimas, meias e uma toalha de secagem rápida para cada. De calçado, apenas um chinelo, uma bota de trilha e um tênis casual. O que levamos foi suficiente, não sentimos falta de nada, mas tivemos que lavar algumas peças no meio do caminho.

Levamos um saco de dormir cada um, da Quechua, mas acabamos usando bem pouco. Só usamos no Salar, quando estava muito frio.

Máquina fotográfica: Canon EOS REBEL T3i e lente EF-S18-55mm e fotos de celulares, dois Moto G (1ª e 2ª Geração).

 

Vacina:

Teoricamente, você precisa estar com a vacina de febre amarela em dia para entrar na Bolívia. Entramos na Bolívia por Copacabana. A fronteira é bem bagunçada, e eles não conferem muito bem os documentos, mas por via das dúvidas e por questão de saúde, vacine. A vacina vale por 10 anos e vários países pedem essa vacina, então vale a pena.

Vacinamos em São Paulo, foi muito fácil pra gente. Agendamos pela internet antes, acredito que também dá pra agendar por telefone, você só tem que ter o cartãozinho do SUS, se não tiver não tem problema, leve seus documentos e vão providenciar lá na hora. Tem vários postos espalhados pela cidade que fazem a vacina. Como agendamos, chegamos lá e nos vacinaram em 15 min, no horário marcadíssimo! Teve gente que chegou sem agendar e ficou esperando uma cara e ficou bufando na fila, não custa nada agendar né gente?

 

Hospedagens:

Fomos apenas eu e meu namorado Flávio. Sempre viajamos no estilo low cost, ou seja, comemos em restaurantes modestos e hospedagens baratas, barganhamos nos passeios e aproveitamos essas viagens pra descansar também nossos fígados e acabamos não bebendo muito para poder aproveitar bem os dias :wink: . A nossa única exigência nessa viagem foi pegar sempre quartos duplos para que pudéssemos descansar melhor durante a noite, alguns tinham até banheiros privativos, mas nem todos.

Devido ao roteiro super longo e poucos dias disponíveis, reservamos todas as hospedagens antes pelo Booking.com, mas os pagamentos foram feitos somente no local.

 

Roteiro:

Lima - 2 dias

Paracas - 1 dia

Ica/Huacachina - 1 dia

Cusco - 2 dias

Inca Jungle (Machu Picchu) - 4 dias

Cusco - 1 dia

Arequipa - 1 dia

Canyon del Colca - 2 dias

Arequipa - 1 dia

Puno - 2 dias

Copacabana - 1 dia

Isla del Sol - 1 dia

Copacabana - 1 dia

La Paz - 0

Uyuni - 1 dia

Salar do Uyuni - 3 dias

La Paz - 2 dias

 

BOM, VAMOS AO RELATO DIA A DIA!

 

16 de Julho - 1° dia (LIMA):

Pegamos um vôo de madrugada (03:00 da manhã), para que chegássemos em Lima de manhã e pudéssemos aproveitar o dia inteiro.

Fomos de LAN/TAM, comprei as passagens com uns três meses de antecedência, os seguintes trechos: ida: Guarulhos - Lima e volta: La Paz - Guarulhos. Paguei na época por volta de R$3000,00 ida e volta com as taxas, para duas pessoas.

O vôo foi tranquilo e estava vazio, mas ao meu ver a LAN vem caindo muito de qualidade, não serviram nenhuma opção de lanche vegetariano, comi apenas umas bolachinhas e eu passei fome :( :(

Chegamos em Lima por volta de 07h30, e estava um trânsito caóóóótico pra sair do aeroporto! ::ahhhh:: Era época de Fiestas Patrias (Festa de Independência) no Peru e várias ruas estavam fechadas para as paradas que iriam acontecer durante o mês. Pegamos um taxi que nos custou S/50,00 para ir do aeroporto até Miraflores, o bairro mais turístico de Lima, onde ficava nosso hostel.

Fizemos o check in no hostel e fomos dar uma volta no bairro, é bem gostoso e cheio de opções de restaurantes e barzinhos, alguns parques e há um parque linear que percorre o litoral que liga Miraflores a Barranco. Entramos em um supermercado e compramos um choclo (milho gigante cozido), alguns salgadinhos e uma inka cola pra experimentar, foram S/10,50.

Fomos ao famoso Parque do Amor, que achamos bem sem graça e descuidado. Depois fomos comer em um restaurante chinês (que lá eles chamam de "chaufa"), chamado "9 Dragones", em uma galeriazinha meio escondida. A comida tava bem gostosa e farta, comemos muito e saiu por S/28,00, uma refeição para duas pessoas com bebida.

 

Vista do Circuito de Playas, em Miraflores:

26052031311_ee373465a4.jpgMiraflores, Lima by Denise K., on Flickr

 

A tarde fomos comprar as passagens de ônibus para os trechos que iríamos fazer dentro do Peru. Pesquisamos antes sobre as empresas de ônibus pela internet e, por um aviso de um amigo nosso que havia viajado por lá antes e passou uns perrengues por economizar no ônibus, resolvemos ir com uma empresa um pouco melhor e mais bem estruturada. Foi um bom investimento já que, em diversos trechos super longos, fizemos as viagens noturnas e, em ônibus confortáveis, conseguimos descansar durante a viagem.

Por essa razão, escolhemos a Cruz del Sur, que fazia todos os trechos que iríamos percorrer. O terminal é um pouco afastado de Miraflores, mesmo assim resolvemos ir a pé (mais ou menos 1h de caminhada, mas valeu a pena pra ir conhecendo a cidade). Chegamos lá e estava bem cheio, mesmo assim fomos atendidos bem rápido.

Como eu já sabia os trechos que iríamos comprar, já sabia os valores e foi tudo sem complições. Logo no balcão, a atendente perguntou se havia algum vegetariano (e eu me senti nas nuvens, uau! :D Nem na LAN se importaram com o que eu iria comer!!), na compra da passagem vc já escolhe se quer menu vegetariano ou carne (e ainda dá pra escolher se quer frango ou bovina, se optar por carne).

 

Passagens compradas, voltamos pro hostel e dormimos pois o dia havia sido longo!!!

 

Hospedagem:

Kusillus Hostel - Miraflores

US$ 54,00 (duas noites)

Quarto duplo com suíte, café da manhã incluso.

Localização excelente, no centro de Miraflores, perto de restaurantes,etc, boa limpeza, café da manhã simples mas suficiente.

 

 

17 de Julho - 2° dia (LIMA):

Acordamos tarde, tomamos café e fomos de ônibus passear pelo centro da cidade (S/2,40 por pessoa). No caminho, muito trânsito e caos (que assustou até a gente que mora em SP ::lol4:: kkkk), os motoristas são bem loucos lá, principalmente os taxistas e motoristas de ônibus.

Chegamos vivos no centro de Lima (ufa!), passeamos pela Plaza de Armas, que tem uma linda arquitetura colonial.

Entramos em uma construção colonial linda, onde funciona a Casa de la Literatura Peruana, lá acontecem diversas exposições. Não me lembro, mas acho que não pagamos nada para entrar lá.

Almoçamos um prato típico de lá em uma feira de rua, pedi uma adaptação vegetariana que no fim foi basicamente batata, legumes e arroz ::mmm: e um suco de chicha morada (feito com um milho roxo e especiarias como cravo e canela), é docinho e muito bom! Tudo saiu por S/22,00 para duas pessoas.

 

Biblioteca Mario Vargas Llosa, Casa de la Literatura Peruana:

25515668254_8ed9648d47.jpgBiblioteca Mario Vargas Llosa by Denise K., on Flickr

 

La Catedral, Plaza de Armas:

25847521720_6a74765e37.jpgPlaza de Armas, Lima by Denise K., on Flickr

 

 

A tarde compramos algumas coisas no supermercado para a viagem de ônibus no dia seguinte e à noite saímos para bebemorar as férias. Fomos de noite na Ponte dos Suspiros, em Miraflores, a pé mesmo, onde tem vários restaurantes legais e barzinhos, e muito movimento. Gastamos na comida e bebida S/32,00 para duas pessoas.

 

Voltamos para o hostel para dormir cedo pois pegaríamos um ônibus pra Paracas no dia seguinte às 03:45 da manhã e chegarmos a tempo em Paracas para pegar os passeios às Islas Ballestas.

 

 

Dia 18 de Julho - 3° dia (PARACAS):

Dormimos até as 03h00 e depois pedimos um táxi no hotel (recomendo que não arrisque pegar táxi na rua de madrugada em Lima, muitos locais nos alertaram que há vários golpes e crimes contra turistas que pegam táxis na rua à noite). Chegamos ao terminal Cruz Del Sur quinze minutos antes do embarque para fazer o check-in e despachar a bagagem. O terminal da Cruz Del Sur em Lima, assim como em outras cidades que vimos, são super organizados e pontuais.

No ônibus, serviram um lanchinho uma hora depois do embarque (sim, tem serviço de bordo nos ônibus da Cruz Del Sur) e havia água a vontade para os passageiros.

Chegamos em Paracas por volta das 07h30 e fechamos, no próprio terminal de ônibus onde descemos, um passeio para as Islas Ballestas e Reserva Nacional de Paracas que sairia por volta das 10h00 no mesmo dia, lá do terminal. O passeio saiu S/150,00 para duas pessoas, incluindo as entradas para a reserva (S/35,00 p/cada).

Deixamos nossas mochilas no terminal mesmo, tomamos um café rápido (S/5,00) por lá e entramos na van que nos levaria até o porto de onde partem os barcos para as Islas Ballestas. Tivemos sorte pois, devido ao tempo e ao mar agitado, esse passeio estava fechado fazia quase uma semana e voltaram a operar no mesmo dia que chegamos.

A ida é tranquila, mas o barco é bem veloz e venta muito, então leve uma blusa e óculos. São mais ou menos uns 40min de viagem até as Islas, no caminho há um geoglifo gigante de um candelabro (impressionante :!: ).

Ao chegarmos às Islas, não podemos descer em terra firme, então observamos os animais no barco mesmo, vimos leões marinhos, pinguins e várias especies de pássaros, dá até medo de ser batizado com um presente dos céus ::lol3::

 

Um dos cais de onde saem os barcos para as Islas:

25164753072_54a7e4bca9.jpgUntitled by Denise K., on Flickr

 

Geoglifo do Candelabro:

22674682439_b65fb5a5a5.jpgCandelabro by Denise K., on Flickr

 

Leão-marinho de buenas:

20823440509_f94184c859.jpgParacas by Denise K., on Flickr

 

Estrutura abandonada próximo às Islas Ballestas:

21017777991_4764a690ab.jpgParacas by Denise K., on Flickr

 

Voltamos do passeio às Islas e a van nos levou até a Reserva Nacional de Paracas, um dos lugares mais desérticos do Peru. A formação rochosa é incrível, onde o deserto encontra o mar! Lugar lindo lindo lindo!!

 

Reserva Nacional de Paracas:

25283024945_db08bcd6de.jpgUntitled by Denise K., on Flickr

 

Asa Delta na Reserva Nacional de Paracas:

22199367576_36d4689462.jpgasa delta by Denise K., on Flickr

 

Reserva Nacional de Paracas:

20036062554_b48667dcdc.jpgReserva Nacional de Paracas by Denise K., on Flickr

 

Na própria reserva há alguns restaurantes que servem frutos do mar e peixes da região (e mais uma vez a vegetariana aqui ficou sem opção ::mmm::cry: rsrsrs), acabei pedindo um prato adaptado com arroz, ovo frito e batata frita com uma saladinha que roubei do prato do Flávio. Os preços lá são altos em relação à média no país, esse almoço super simples saiu S/52,00 para duas pessoas.

Voltamos para Paracas, pegamos nossas mochilas no terminal e fomos para o hostel Icthus, onde reservamos um quarto duplo sem banheiro privativo, mas pra nossa surpresa, nos colocaram num quarto super confortável com suíte e TV a cabo sem custo adicional :D

Descansamos muito pois no dia seguinte seguiríamos viagem para Ica para ver as dunas de Huacachina!!!

 

Hospedagem:

Icthus Hostel - Paracas

S/ 65,00 (uma noite)

Quarto duplo com suíte, café da manhã incluso.

Atendimento excelente, a dona do hostel é super prestativa e bondosa, boa limpeza, café da manhã simples mas suficiente.

 

19 de Julho - 4° dia (ICA/HUACACHINA):

Acordamos tarde, tomamos o café da manhã (muito bom! ::cool:::'> ), e fomos dar uma volta pela cidade (não tem naaaada pra fazer lá rsrsrs), entramos em uma vendinha e compramos algumas coisas para comer e fomos ao terminal para pegar o ônibus da Cruz Del Sur que sairia por volta das 13h00. A viagem é bem rápida, menos de 2h, e chegamos em Ica umas 15h00 mais ou menos.

Chegando em Ica, pegamos um taxi, que mais parecia um bug, até Huacachina (S/8,00), onde nos hospedaríamos. Como já disse, os motoristas lá são bem loucos, ele corria e fazia ultrapassagens perigosas :shock: , mas chegamos bem.

Fomos direto ao hostel Sunset que reservamos com antecedência, para deixarmos as mochilas. Mais uma vez, havíamos reservado quarto duplo sem banheiro privativo e fizeram um upgrade do nosso quarto para uma suíte sem custo adicional, já estava começando a gostar desses hostels peruanos! :wink:

 

Deixaram até uns sabonetinhos com o meu nome pra me agradar ::lol3::

IMG_20150719_123054393.jpg.8abaf53db786b73abaa920217ee00954.jpg

 

Fomos almoçar, estávamos mortos de fome. Lá em Huacachina encontrei bastante opção vegetariana, em todos os restaurantes havia essa preocupação. Comemos um hamburguer vegano delicioso, com bebida, para duas pessoas, deram S/48,00 (achei um pouco caro pros preços médios do Peru, mas nada como uma boa comida vegana!)

Depois da digestão feita, resolvemos encarar uma subida às dunas. Acreditem, é cansativo. Andar na areia já é dificil, imagina subindo :lol: . Mas não desistimos e chegamos ao topo. Lá dá pra ver toda a cidade de Ica e mais além e vale cada esforcinho, porque a vista é linda! O jeito mais fácil de subir é ir de bug e também dá pra alugar equipamentos pra fazer sandboard, não fizemos pois precisávamos economizar ::mmm: .

 

Vista de cima das dunas:

21000315572_e55fc99b3d.jpgHuacachina by Denise K., on Flickr

 

Vista de cima das dunas:

20684074942_8f89a1e239.jpgHuacachina Dinosaur by Denise K., on Flickr

 

Vista de cima das dunas:

25283054875_4b613ec7d4.jpgUntitled by Denise K., on Flickr

 

Jantamos em um restaurante bem bacaninha um prato delicioso com massa e aspargos e bebemos o famoso pisco sour peruano, o jantar para dois com bebidas ficou em S/48,00.

 

Hospedagem:

Hostal Sunset - Huacachina

US$ 36,00 (uma noite)

Quarto duplo com suíte, café da manhã incluso.

Atendimento legal, quartos limpos, café da manhã simples mas no capricho, nos deixaram fazer check out tardio, para que pudéssemos tomar banho e descansar antes de pegar a estrada de novo pra Cusco.

 

20 de Julho - 5° dia (ICA/HUACACHINA):

Acordamos tarde e fomos tomar café, depois aproveitamos o último dia em Huacachina. Andamos pelo lago, e realmente é muito pequena a vila, um dia lá é o suficiente pra ver tudo.

 

Huacahina:

26053933101_1d91f7ca5c.jpgHuacahina by Denise K., on Flickr

 

Huacachina:

21017804601_68e2ec1143.jpgHuacachina by Denise K., on Flickr

 

Almoçamos uma pizza em um restaurante bem legal (lá tem muitos restaurantes bons) o almoço saiu por S/31,00 com bebidas, para duas pessoas.

Antes de irmos à Ica novamente para enfrentar a longa viagem pra Cusco (seriam mais de 17h de ônibus), passamos em um café para descansar e tomar um café da tarde, que saiu por S/31,00.

Compramos umas lembrancinhas em uma feirinha que tem por lá (S/17,00) e seguimos de táxi ao terminal do Cruz del Sur (S/10,00).

O terminal estava bem cheio e o ônibus acabou atrasando quase uma hora para sair. Finalmente, às 19h30, saímos de Ica rumo a Cusco e uma longa noite e viagem pela frente!!

Eu já tomei um dramin antes de entrar no ônibus porque eu passo muito mal em longas viagens de ônibus assim, e já fui precavida ::dãã2::ãã2::'> .

Pegamos a classe executiva que não saia muito mais cara que a normal e é muuuuuito confortável!!! Os assentos são leito e cada um tem uma tevêzinha individual com vários filmes, músicas e até ebooks para ler. Tinha travesseiro e cobertor e durante a viagem serviram 03 refeições completas, todas com opções vegetarianas. Valeu a pena! ::otemo::

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Que massa!

 

Preciso ver teu relato todo.

rsrs

Vou em maio, e também farei a Trilha Jungle (Ou a Salkantay).

Já pra adiantar: Quanto você pagou na trilha?

 

Bjos.

 

Oi Vanessa! Tudo bem?

Acabei de postar a segunda parte do relato, lá eu falo os valores do pacote que achamos na época pra Inka Jungle e Salkantay.

Beijos ::kiss::

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Estou adorando seu relato, vou fazer esse tour no início de agosto com meus pais e meu namorado.

Gostaria de saber se tem como fazer a subida a MP e voltar pra Cusco tudo em um dia sem precisar ficar em Aguas Calientes?

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Eu vou fazer Bolívia/Chile e Peru.

Minha nossa senhora, medo dos banheiros rs!

 

A bota que você levou, machucou em algum momento o seu pé?!

 

Oi Mari,

Eu gostei muito da bota que comprei (da Quechua), ela não é muito pesada e serviu muito bem pra trilha que fizemos. Usei ela a viagem inteira e em nenhum momento ela me deu bolhas. Compre um número maior ou veja se ela tem pelo menos um dedinho de espaço. Outra dica é comprar umas meias para trilha que vendem na Decatlhon. Algumas pessoas falam que também não é bom cortar as unhas muito antes de usar as botas pois elas protegem os dedos do impacto hehehe

 

Você tem o link da bota Denise?

Boa dica :D

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Estou adorando seu relato, vou fazer esse tour no início de agosto com meus pais e meu namorado.

Gostaria de saber se tem como fazer a subida a MP e voltar pra Cusco tudo em um dia sem precisar ficar em Aguas Calientes?

 

Oi Lili,

Que legal que está gostando! Continue acompanhando que vou tentar atualizar todos os dias um pouquinho!

Olha, pelo que sei, tem alguns pacotes que duram 2d/1n, ou seja, você vai de van de Cusco até Ollantaytambo, onde pega um trem de lá para Aguas Calientes. Lá em Aguas Calientes vc passa uma noite.

No segundo dia bem cedinho, vai pro Machu Picchu (se posso te dar uma dica, vá tipo muito cedo mesmo, pq o nascer do sol lá é maravilhoso, vale muito a pena). Na ida pro Machu Picchu vc pode ir caminhando (é uma subidinha bem difícil, muitos degraus :mrgreen: ) ou pode pegar um ônibus que sai de Aguas Calientes até o Machu Picchu. Depois do Machu Picchu você não precisa dormir em Aguas Calientes não, dá pra voltar pra Cusco direto, só precisa comprar as passagens de volta de trem num horário que dê tempo de fazer tudo lá (tem uns horários a noite também). Aí faz o caminho inverso, trem de Aguas Calientes a Ollantaytambo e van ou onibus de Ollantaytambo a Cusco!

 

Não conheço quem tenha feito um bate/volta no mesmo dia, não sei nem se tem alguma agência que ofereça um passeio assim. Mesmo se oferecer, eu acho que não vale a pena, pq vc vai ficar muito cansada da viagem e não vai aproveitar ao máximo o Machu Picchu, lá é enorme e tem que ter tempo e estar bem pra ver tudo!

 

Espero ter ajudado!

Beijos!

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Eu vou fazer Bolívia/Chile e Peru.

Minha nossa senhora, medo dos banheiros rs!

 

A bota que você levou, machucou em algum momento o seu pé?!

 

Oi Mari,

Eu gostei muito da bota que comprei (da Quechua), ela não é muito pesada e serviu muito bem pra trilha que fizemos. Usei ela a viagem inteira e em nenhum momento ela me deu bolhas. Compre um número maior ou veja se ela tem pelo menos um dedinho de espaço. Outra dica é comprar umas meias para trilha que vendem na Decatlhon. Algumas pessoas falam que também não é bom cortar as unhas muito antes de usar as botas pois elas protegem os dedos do impacto hehehe

 

Você tem o link da bota Denise?

Boa dica :D

 

Olhei no site e não tinha mais na Decatlhon o modelo que eu comprei, mas achei esse vídeo do modelo:

 

Na época paguei R$99,00, foi um achado! hehehe

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CONTINUANDO O RELATO, INÍCIO DA INKA JUNGLE:

 

23 de Julho - 8º dia (DIA 01 - Inka Jungle):

- Down hill de bike;

- Rafting (acabamos não fazendo);

- Hostel em Santa Maria.

 

Acordamos cedo pois deveríamos esperar a van que nos levaria ao início da trilha às 09h00 em frente à agência.

Fizemos o check out e deixamos as mochilas no hostel com a proprietária. Fomos tomar um café antes de ir até o local combinado. Tomamos um café simples (S/10,00) perto da agência e depois esperamos até as 09h00, várias pessoas foram se juntando a nós, acho que as empresas marcam o ponto de encontro no mesmo local.

Deu 09h10 e as vans chegavam e iam chamando os nomes das pessoas e as levando para diferentes passeios. Esperamos mais 10min, chegavam pessoas e iam pessoas e nada de virem chamar a gente, e mais 10min... aí começou a bater um medinho de termos sido enganados ::putz:: Já comecei a procurar o número do celular do cara que nos vendeu os tours.

Então, 40min depois, veio um guia bastante afobado gritando nossos nomes, e o local já estava vazio, ele só disse “vem comigo” e começou a andar num passo muito rápido, subindo as ruas e escadas, que nós que não estamos acostumados com a altitude, quase não conseguimos acompanhar. O guia nos indicou uma van, perguntou se falávamos inglês ou espanhol (disse que falávamos os dois), aí ele nos colocou em uma van. Já tinha algumas pessoas nessa van, eles estavam separando as vans por língua, e nos colocaram em uma van com pessoas que falavam inglês.

O guia fechou a porta e nós fomos. É bem assim, eles não explicam nada, nem conversam nada durante a viagem. No meio do caminho, a nossa van e outras que iam na frente param em um depósito, onde pegam as bikes e os equipamentos para a primeira parte da trilha que é um downhill de bike.

Já com as bikes e equipamentos na van, andamos durante 1h30 mais ou menos, até chegarmos ao ponto mais alto do trajeto, “Abra Malaga”, a mais de 4300m de altitude, de onde inicia o downhill.

No meio do caminho, eu escutei as conversas do guia, ligando desesperadamente pros hostels procurando vagas para 35 pessoas pra passar aquela noite, depois ouvi ele ligando para os restaurantes pedindo refeição pra 35 pessoas (ligou pra uns 4 ou 5 até conseguir fechar com algum) ::ahhhh:: . Enfim, acho que tudo lá acontece assim, tudo em cima da hora, mas em relação a hospedagem e comida, durante toda a trilha, não deu nenhum problema (incrivelmente!).

Enfim, chegando a Abra Malaga, os guias nos deram as primeiras instruções de segurança sobre o downhill, eles não desceram de bike conosco, vão escoltando o grupo do início ao fim com a van. Uma van vai escoltando os primeiros lá na frente e outra vai atrás, escoltando os últimos. Escolhemos então as bikes (teste bem os freios porque você vai precisar muito ::otemo:: ), colocamos os capacetes, luvas, colete, joelheiras, caneleiras e cotoveleiras e começamos.

A descida é toda asfaltada e tem uns 20km de distância. No trajeto, tem uns trechos com curvas bem acentuadas e um precipício logo abaixo, então é preciso atenção. Como é só descida, chegamos a velocidades muito altas, então se estiver inseguro, freie!!! ::lol3:: No caminho, tem algumas minas de água que passam no meio da estrada e atravessamos essas minas, é muita adrenalina! A paisagem ao longo do trajeto é incrível, com muita vegetação e a vista é muito foda!

Eu e o Flávio não temos muita experiência com down hill de bike, mas é tranquilo, só precisa tomar cuidado nas curvas e dá pra seguir de boa.

 

Ponto de partida do down hill:

25556016583_e04fc94026.jpgAbra Malaga by Denise K., on Flickr

 

Down Hill:

26158672125_2eed9b0e64.jpgDown Hill Inka Jungle by Denise K., on Flickr

 

 

A descida segue até um pouco antes de Santa Maria, uma vilazinha onde almoçamos e a comida está incluída no pacote. Comemos um buffet simples mas gostoso, tinha opções vegetarianas (ovo, legumes, arroz) e tinha ainda um suco e sobremesa incluída.

Depois do almoço, a van nos leva até Santa Maria. Lá, antes do jantar, é possível fazer um rafting com custo adicional. Não me lembro muito bem quanto era, mas acho que algo em torno de S/60,00 por pessoa, optamos por não fazer porque queríamos economizar, afinal ainda teríamos muito chão de viagem pela frente.O pessoal que foi adorou, depois bateu um arrependimento de não ter ido. Então, se vocês puderem, façam! ::cool:::'>

Enquanto o pessoal estava no rafting, o guia nos levou a um hostel onde passamos a noite. O quarto é coletivo e sem banheiro privativo, e os guias que encaixam as pessoas nos quartos. Dividimos com duas canadenses super antisociais ::bruuu:: .

Então fui tomar um banho, estava super gelado, ainda bem que fazia um calor de lascar lá. Aliás, isso é uma coisa que me surpreendeu na trilha, pelo menos onde passa a Inka Jungle, fez muito calor durante o dia e a noite a temperatura era agradável, nada muito frio, mesmo no inverno. O único dia frio mesmo foi de manhã no Machu Picchu.

O pessoal voltou do rafting e logo depois serviram o jantar, tudo incluso no pacote. As refeições foram uma grande surpresa pra mim durante essa trilha. Foram todas muito gostosas e completas, sempre tinha uma entrada (sopa, salada ou pãozinho), prato principal (carne ou vegetariano, com acompanhamentos - arroz e legumes), suco/mate e sobremesa! Incrível como eles conseguiam cozinhar pra tanta gente, mesmo em lugares bem afastados como alguns que passamos no meio da trilha.

 

Depois fomos dormir porque o dia seguinte seria o mais pesado da trilha, apenas trekking.

 

 

24 de Julho - 9º dia (DIA 02 - Inka Jungle):

- Trekking por mais de 20km;

- Paisagens lindas;

- Baños termales para fechar o dia;

- Hostel em Santa Teresa.

 

Para começar o dia, tomamos um café da manhã reforçado em Santa Maria e mais uma vez a refeição nos surpreendeu. O café tinha diversas opções pra você escolher: panqueca, bolo, salada de frutas, além de pãezinhos, chá e café com leite.

Café tomado, lá pelas 09h30 começamos o trekking que seguiria por 8h. O início é bem tranquilo, vamos por uma parte asfaltada até o início de uma trilha. No início do caminho vamos passando por propriedades rurais, com plantações de coca, café e até de cacau.

 

Conforme avançamos na trilha, vamos nos afastando mais das propriedades e adentrando as matas. O caminho percorre o Rio Vilcanota e a paisagem vai ficando cada vez mais linda e a trilha mais difícil também, pois ela tem várias subidas e descidas.

 

Dica 01: No caminho há alguns moradores que vendem água e algumas coisas para comer, bolachinhas e tal. Como é difícil carregar muita água por causa do peso durante a trilha, essa é a melhor opção, ir comprando no caminho. Achei que os preços fosse exorbitantes por estarem muito isolados e o transporte de produtos ser feito tudo no muque mas, pra minha surpresa, os preços ficavam entre S/3,00 e S/4,00 uma garrafinha de água de 500ml, se for parar pra pensar em São Paulo vendem por esse preço em qualquer restaurante por aí. Outra opção é levar pastilhas de purificação de água e pegar água de bicas, não vi ninguém fazendo isso lá no nosso grupo, mas tem gente que opta por essa alternativa para não gastar (não sei como é a qualidade da água por lá, melhor pesquisar antes).

 

Dica 02: Há banheiros no caminho, alguns ok até, com descarga (quando estava funcionando), mas tem uns banheiros bem tensos também, que são só um buraco no chão. Por via das dúvidas, use o banheiro sempre que achar um, porque o próximo pode não ser tão cedo :wink: .

 

O lugar onde almoçamos nesse dia foi super legal, no meio de uma propriedade rural. Quando chegamos, a comida já estava toda pronta, e a refeição foi bem completa: sopa de entrada com pãezinhos, espagueti de prato principal e um docinho de sobremesa.

 

Depois do almoço, o caminho começou a ficar mais fácil, com mais descidas. A paisagem acompanhava sempre o rio. Pegamos uma parte da trilha original inca, com escadas em pedra. É um trecho um pouco mais difícil pois os degraus são bem altos e meus joelhos já estavam doendo.

 

Escadaria Inka, trecho de trilha inka original:

25552299384_7bf2ed14a4.jpgCamino Inka by Denise K., on Flickr

 

Depois seguimos descendo o rio, até chegar em umas cachoeiras, onde os guias pararam pra gente se refrescar. Eu estava com uma dor de cabeça lascada nessa hora ::essa:: , não consegui entrar na água, pois estava muuuito gelada. O Gustavo, nosso guia, me ensinou um truque para passar a dor de cabeça: ele pegou um pouco de alcool liquido, jogou nas mãos, esfregou, bateu palma três vezes e passou as mãos no meu rosto. Parece mentira, mas a dor parou na hora. Ensinamentos da abuelita dele, ele me disse :D .

 

Descendo o rio:

26157014435_b02196104e.jpgCamino a Machu Picchu by Denise K., on Flickr

 

A trilha acompanha o rio, lugar onde paramos para tomar um banho de cachoeira, água geladíssima:

22035648170_65f8ec57c9.jpgCamino a Machu Picchu by Denise K., on Flickr

 

Depois da pausa na cachoeira, e minha dor de cabeça curada, atravessamos uma ponte que tem um visual lindo!

 

Ponte sobre o Rio Vilcanota:

21602656973_bac12c4aca.jpgCamino a Machu Picchu by Denise K., on Flickr

 

Depois, seguimos andando mais uns 5km por uma trilha ao lado do rio e em um certo ponto temos que atravessá-lo de novo em uns carrinhos puxados por cabos de aço, muito legal ::otemo::

 

Travessia do Rio:

25884140920_eb6fb800c9.jpgUntitled by Denise K., on Flickr

 

Por fim, andamos mais meia hora e depois de mais de 20km de caminhada em temperaturas que, segundo o guia, chegou a 35°C durante a travessia, chegamos aos banhos termais (hot springs) de Santa Teresa onde, por um valor bem baixo, acho que por volta de S/5,00 por pessoa, tomamos um banho delicioso para relaxar os músculos da caminhada ::love:: .

 

Banhos termais em Santa Teresa:

26131143926_5750534336.jpgHot Springs Santa Teresa by Denise K., on Flickr

 

Depois dos baños, uma van nos levou para os hostels, onde jantamos e fomos dormir. Aproveite para se lavar mesmo lá nos baños termais, pois provavelmente seu hostel não terá água quente, como foi o nosso caso ::prestessao:: . Ficamos novamente em um quarto coletivo, que dividimos com um casal de londrinos muito legal, trombamos com eles coincidentemente de novo em Puno :)

 

 

25 de Julho - 10º dia (DIA 03 - Inka Jungle):

 

- Zipline e “ponte do rio que cai”;

- Trekking de Hidroelétrica a Aguas Calientes;

- Hostel em Aguas Calientes.

 

No terceiro dia, estava programado um passeio para atravessar o Rio Vicanota de tirolesa (zipline). Esse passeio é opcional e custou S/160,00 para duas pessoas. Eu morro de medo de altura, mas resolvi encarar, afinal não é sempre que dá pra cruzar um zipline de 2,5km!

A van nos leva até a base da tirolesa, onde recebemos os equipamentos e as instruções. A melhor dica é freie quando avisarem pra freiar ::lol4:: ! São 7 cabos de aço, totalizando 2,5km. Pelo que os guias disseram, em alguns trechos, chega a 60km/h ::ahhhh:: . Eu já tava com cagaço, mas uma americana que conhecemos lá começou a conversar comigo e fui me acalmando, e ela foi antes pra me dar incentivo. O primeiro pulo é o mais dificil, muito estranha a sensação de pular no precipício, depois eu fui perdendo o medo e já estava me divertindo. É muito incrível, recomendo muito! ::cool:::'> ::cool:::'> ::cool:::'>

 

 

Depois do zipline, temos que atravessar uma ponte que, para quem como eu morre de medo de altura, é o pior pesadelo do mundo. É uma ponte de madeira sustentada por cabos de aço, quando venta balança muito e vc tem que se equilibrar para se manter no meio da tábua. Pra mim foi a pior parte, eu tremia muito de medo e travei umas três vezes lá em cima ::ahhhh:: . O Flávio vinha atrás de mim dando muita risada dos meus gritos histéricos ::lol4:: .

 

Ainda bem que foto não tem som, pq nessa hora eu estava gritando lá na frente kkkkk:

IMG_20150725_110423896.jpg.3aab8f0e3a1f09ce4ef9f248a686f02c.jpg

 

Quando finalmente terminei de atravessar a ponte eu tremia igual vara verde, nunca tive tanto medo na vida, mas estava feliz porque havia conseguido! Venci meu medo de altura!!!

Depois dessa ponte macabra, seguimos de van até a Hidrelétrica, onde almoçamos e depois continuamos com trekking pelos trilhos do trem que vai até Aguas Calientes, são mais uns 10km de trilha e umas 4/5h.

 

Essa parte da trilha foi a minha favorita, porque é bem arborizada, mais fresca que no dia anterior e tão bonita quanto. Durante a caminho, as vezes temos que ficar fora dos trilhos pois o trem passa por lá.

 

Trekking pelo trilho do trem até Aguas Calientes:

26158571935_ebdae2ce1b.jpgCamino a Aguas Calientes by Denise K., on Flickr

 

Trekking pelo trilho do trem até Aguas Calientes:

26132568956_bd7252a52c.jpgCamino a Aguas Calientes by Denise K., on Flickr

 

Chegamos enfim a Aguas Calientes, ou Machu Picchu Pueblo, onde passamos a noite para finalmente conhecermos o incrível Machu Picchu!

No jantar desse dia, os guias nos deram as entradas do Machu Picchu e as instruções para o dia seguinte. Eles nos encontrariam na entrada logo que as portas abrissem, para iniciarmos o tour guiado. Como não teríamos tempo de tomar café no dia seguinte, eles nos deram um kitzinho de comida (banana, um suco, lanche e umas bolachinhas).

Há duas opções para chegar até a reserva do Machu Picchu: a pé, em uma trilha de mais ou menos 1h de subida em escadarias ou de ônibus que sai lá de Aguas Calientes. Nós resolvemos ir de ônibus pois, devido ao horário que conseguimos de trem, teríamos muito pouco tempo no Machu Picchu e queríamos estar inteiros para ver tudo o que conseguíssemos em menos tempo. Compramos o ônibus, S/38,00 por pessoa, bem salgado o preço, mas no nosso caso valeu a pena.

 

Logo depois fomos pro hostel, onde dividimos um quarto suíte com as americanas que me ajudaram a encarar meu medo no zipline :D Pela primeira vez, a gente ficava em um quarto confortável, com banheiro privativo e, pasmem, chuveiro quente!!!. Foi o paraíso. Dormi super bem nesse dia, super ansiosa pro dia seguinte.

Editado por Visitante

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Que massa!!

 

No caso de a pessoa optar por não ir pela Tirolesa, qual a outra opçao?

 

Oi Vanessa,

 

Tem como fazer uma trilha de Santa Teresa até a Hidroeletrica, onde vc vai se encontrar de novo com o grupo que foi fazer a tirolesa. Teve um pessoal do nosso grupo que preferiu fazer essa trilha.

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26 de Julho - 11º dia (DIA 04 - Machu Picchu):

 

Acordamos cedo, por volta das 04h30 da manhã para pegar a fila do ônibus que nos levaria até o Santuário de Machu Picchu, quando chegamos na fila, mais ou menos umas 05h00 da manhã, já havia muita gente. Acabamos conversando com uns austríacos que estavam na nossa frente na fila e também estavam viajando o Peru mas iriam em seguida para o Equador e, depois do merchandising que eles fizeram do país deles, eu fiquei mesmo com vontade de conhecer a Austria :) Conversa vai, conversa vem, conseguimos embarcar no ônibus. A viagem é rápida e até me deu um pouco de arrependimento de não ter feito a trilha até o Machu Picchu, mas isso passou quando a gente voltou a pé (vocês vão entender mais tarde o porquê :P ).

Quando chegamos lá na porta já tinha uma imensidão de pessoas na fila pra entrar, os portões ainda não tinham sido abertos. Esperamos mais meia hora no frio de lascar ::Cold:: , então abriram os portões e foi bem rápido até entrarmos.

Lá dentro, ficamos esperando no local combinado com o guia e encontramos algumas pessoas do nosso grupo que subiram desde Aguas Calientes a pé. Todos estavam cansados e suados e trocavam de roupas pois fazia muito frio e as roupas molhadas podem fazer a pessoa se resfriar.

Então, após algum tempo, avistamos o guia Gustavo e ele começou a explicação de alguns setores do Machu Picchu e o que significava aquele local para os Incas, mas não vou detalhar aqui pois será mais legal quando ouvirem ou entenderem isso quando forem pra lá hehehe.

Logo que chegamos no Machu Picchu, é possível ver o nascer do sol que, por trás das montanhas, é simplesmente incrível. ::ahhhh::

 

Amanhecer no Machu Picchu:

20823590849_8982924fd9.jpgamanhecendo no Machu Picchu by Denise K., on Flickr

 

Amanhecer no Machu Pichu, Templo de Las Tres Ventanas:

21017935531_11fbed0fa5.jpgMachu Picchu by Denise K., on Flickr

 

Enttão, após alguns minutos de explicação, o guia se despediu do grupo e cada um seguiu por um caminho e explorou o Machu Picchu por si só. Nós resolvemos seguir primeiro para a Puente Inka, depois fomos ao Intipuku (Sungate), a segunda caminhada é um pouco mais puxada, pois tem uma leve subida, mas a vista vale muito a pena ::otemo:: .

 

La Puente Inka:

25620690343_ab4b31432c.jpgLa Puente Inka by Denise K., on Flickr

 

Vista do Sungate:

20822539628_dfd910945a.jpgMachu Picchu by Denise K., on Flickr

 

Vimos muitas pessoas subindo nas paredes e em algumas pedras, o que é PROIBIDO lá dentro. Povo totalmente sem consciência de preservação e sem respeito algum por nada ::grr:: !

Descemos para a área central do Santuário, onde estão localizados os Templos del Sol e del Condor, depois seguimos para o Setor Agrícola do lado Oeste, onde se tira a famosa foto do Machu Picchu.

 

Famosa foto do Machu Picchu:

21010426895_2b19e0088a.jpgMachu Picchu by Denise K., on Flickr

 

Da janela de algum templo:

20984162006_310f9d9702.jpgMachu Picchu by Denise K., on Flickr

 

Como nosso trem sairia de Aguas Calientes por volta das 14h30, tivemos que iniciar a trilha de volta para Aguas Calientes lá pelas 12h30. Então, dado esse horário, saímos de Machu Picchu mas, antes de seguirmos a trilha de volta, carimbamos nosso passaporte com o carimbo do Machu Picchu (fica na saída do Santuário, em uma mesinha, você vai achar facilmente :) )

Pegamos a trilha de volta para Aguas Calientes, são MUITOS degraus! Estávamos já muito cansados dos dias anteriores e por andar desde as 6h da manhã pelo Machu Picchu. Os degraus são bem altos e durante a descida começamos a agradecer por não termos optado subir na ida :mrgreen: .

Enfim, 40min depois, chegamos a Agua Calientes e fomos procurar alguma coisa pra comer pois estávamos mortos de fome. Lá dentro do Machu Picchu, não é permitido entrar com comidas e água, embora muitas pessoas desrespeitem essas regras, então não levamos nada pra comer. Se você quiser comer algo ou usar o banheiro, terá que sair do santuário e apresentar o bilhete de novo quando for voltar. Na entrada tem sanitários (pago: S/1,00 por pessoa) e uma lanchonete com preços turisteiros ::bad:: .

 

Quando chegamos em Aguas Calientes era por volta de 13h20, fomos comer uma pizza que estava maravilhosa, pena que não anotei o nome do restaurante. Pagamos S/30,00 por uma pizza grande e duas cervejas Cusqueñas long neck.

Depois disso, formos à estação de trem de Aguas Calientes, onde pegaríamos o trem às 14h30 da Inca Rail (não sei o preço da passagem pois estava inclusa no nosso pacote, mas vi em alguns blogs que é em torno de US$55,00). Lá dentro da estação é um pouco desorganizado e tivemos que esperar o trem em pé. No nosso caso, atrasou cerca de 30min pra embarcarmos. Entramos no trem e a viagem é bem lenta, entre 1h30 e 2h00 de viagem até Ollantaytambo. A paisagem é muito linda e o trem possui um breve serviço de bordo, onde nos servem uma bebida gelada de nossa escolha (muito boa por sinal) e uns biscoitinhos e castanhas para acompanhar.

 

Chegamos em Ollantaytambo em torno de 16h30 onde, supostamente, deveria haver uma van nos esperando para nos levar para Cusco, SUPOSTAMENTE!

Chegamos e fomos procurar nossos nomes nas diversas plaquinhas do pessoal que faz o transfer. Procuramos, procuramos, e nada!

Calafrio total percorrendo o corpo, subiu uma tristeza que saiu não sei de onde, e um pequeno desespero de não ter condução até Cusco ::ahhhh:: . E depois disso, só sentia raiva de terem deixado a gente lá. Então tentamos ligar várias vezes pro agente de viagens que nos vendeu os pacotes e o desgraçado não atendia, aí liguei pra agência umas três vezes, tudo de um orelhão que às vezes comia nossas moedas e não completava a ligação ::sos:: .

Quando estava pra desistir e pedir ajuda para alguém, encontramos um casal de canadenses que fizeram a trilha no mesmo grupo que a gente fez. Eles tinham chegado em um trem depois do nosso, e estavam procurando o transfer deles também, explicamos o que havia acontecido no nosso transfer e eles disseram que tentariam conversar com o pessoal para encaixar a gente na van deles. Acontece que, parece que é comum falarem que incluem o transfer de Ollantaytambo a Cusco e depois abandorem os turistas por lá sem nenhuma explicação. E isso acabou acontecendo com os canadenses também. Agora éramos quatro sem transporte ::bad:: .

Fomos tentar ligar de novo pra agência, e encontramos um casal de colombianos na mesma situação, também largados lá. Quando eu finalmente consegui ligar pra agência, uma mulher atendeu e disse que não havia mais vagas de van pra gente e desligou na minha cara ::vapapu:: .

Ótimo! Estava cansada, faminta, e sem transporte! Então nós seis fomos procurar uma alternativa, todas péssimas, claro: um taxista queria cobrar S/100,00 de cada um (absurdo!), outro queria nos cobrar S/70,00 por pessoa, mas só conseguiria levar quatro pessoas, também não era uma opção.

Então eu vi um ônibus que estava com uma “placa” improvisada escrita em papel de caderno com caneta BIC “Cusco”, quase chorei de felicidade. Fui correndo perguntar pro motorista, ele nos disse que sairia S/30,00 por pessoa, chorei o preço e falei que eu só tinha S/30,00 para duas pessoas, mas que se ele fizesse esse preço pra todos, iriam 6 pessoas. Então ele topou, e mais de duas horas depois tentando achar uma solução, entramos todos e fomos embora pra Cusco. O caminho foi conturbado, pois mais uma vez, a minha teoria sobre os motoristas peruanos loucos se confirmou, pensei que fôssemos morrer pelo menos 3 vezes durante um curto percurso de 80km :shock:. Mas mais uma vez, contando com a sorte, chegamos inteiros e exaustos ::lol4:: !!!

Fomos a um supermercado juntos para procurar um pisco para o colombiano levar de presente a um amigo e depois de lá ninguém aguentava mais nada, então só nos despedimos e fomos de volta pro Hostel Pumacurco que havíamos nos hospedados antes.

Chegando lá eu só queria uma cama e um banho quente, mas lembram?, aquele hostel tinha o pior chuveiro da viagem, e de novo, passei nervoso com o banho “Aqui tá quente, aqui tá frio, muito quente, muito frio”. Fui dormir chateada, mas cansada demais para me importar mais.

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