Olá viajante!
Bora viajar?
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Onde?
Tailândia (Bangkok, Ayutthaya, Chiang Mai, Chiang Rai, Sukhothai, Railay Beach e Koh Phi Phi)
Camboja (Siem Reap)
Laos (Luang Prabang)
Nosso destino preferencial de viagem das férias de março era o mesmo do ano anterior: Ásia. Sudeste ou Japão, o que rolasse promoção primeiro. O bolso agradeceria se não fosse o Japão, claro, mas o coração não tinha preferência. Até que um dia, no meio do expediente, o celular vibra. Aplicativo do Melhores Destinos indicando promoção (muito obrigado, MD!). Opa! É para a Ásia! Fui conferir. Não tinha para os exatos dias que eu queria, mas tinha para um dia a seguir. E... 2.700 reais de ida e volta para a Tailândia??? Com o dólar batendo os 4 reais?? Recuso isso não! A gentil cia aérea que fez a oferta foi a Ethiopian Airlines. Só tenho uma coisa a dizer sobre ela: VIVA ETHIOPIAN AIRLINES!
Comprada a passagem, próximo passo foi roteirizar.
A montagem do roteiro sofreu diversas variações. Eu tinha um guia Lonely Planet da região (versão 2012) e fui muito influenciado por ele inicialmente. Englobava o norte da Tailândia, Laos, Camboja e Vietnã. De cara excluímos o Vietnã, por necessidade de visto. Sempre acho que países que não me enchem o saco com visto têm minha prioridade. Tailândia não precisa de visto. Camboja e Laos pedem visto, mas você tira na hora pagando uma taxa. Vietnã você tem de mandar passaporte para a embaixada e tal. Cortado.
Lugares certos mesmo eram Bangkok (chegada e saída) e Siem Reap. Os templos do Camboja eram o que eu mais queria ver na viagem, e em toda a região. Houve um momento do planejamento em que cortamos o Laos da viagem. Houve outro momento em que eu propus cortar a região das praias. Até chegar ao jeito como ficou, foram idas e vindas, tradicionais de montagem de roteiro. Um lugar que esteve a perigo, mas que felizmente mantive, foi Sukhothai, na Tailândia. E ainda havia a dúvida sobre se fazer no sentido geográfico horário ou anti-horário (o menor custo prevaleceu para fazermos no anti-horário).
Acabamos mantendo as praias, mantendo Luang Prabang, mas sacamos Phnom Phenn (foi o corte mais doloroso para mim, queria ver como o Camboja relembra o período sinistro do Khmer Vermelho) e Vientiane. Além disso, esprememos os dias em alguns lugares, sobretudo em Bangkok. É sempre assim, temos de fazer escolhas.
No fim das contas, foi ótimo. A única alteração que eu faria (se tivesse planejado melhor, teria feito antes!) seria um dia a menos em Koh Phi Phi e um a mais em Railay Beach, especificamente para fazer o passeio às Hong Islands. O passeio ficou para uma próxima oportunidade.
Quando?
Março 2016, partindo no dia 13 (domingo) e voltando no dia 02 de abril (sábado).
Ou seja, basicamente três semanas, mas um total de 19 dias efetivamente no destino.
Onde ficamos [Cidade – Hotel – diária]
Bangkok -- Erawan House -- 900 THB
Siem Reap -- Blossoming Romduol Lodge -- 15 USD
Luang Prabang -- Villa Philaylack -- 25 USD
Chiang Mai -- Tapae Inn Hotel -- 380 THB
Sukhothai -- Space Ben Guest House @ Muangkao -- 920 THB
Railay Beach -- Railay Phutawan Resort -- 2.150 THB
Ko Phi Phi -- Sea Shell Hut Sunla -- 1.000 THB
Bangkok -- Rambuttri House -- 950 THB
Todos reservados via booking.com, nenhum pago antecipadamente.
Busquei radicalizar na redução de custos com hospedagem nessa viagem (a ideia era também ficar o menor tempo possível em hotel), e realmente fiquei com receio do que viria pela frente em alguns casos -- sobretudo na pechincha de Chiang Mai. Todos os lugares nos atenderam muito bem, conforme previsto -- com exceção do de Sukhothai, de que falo mais adiante. Todos os quartos reservados tinham banheiro privativo e ar condicionado. Em quase todos adotava-se a política de se retirar os calçados para entrar. Não era lá tão eficaz, visto que (ao menos os) meus pés (e pernas) ficavam imundos depois de um dia inteiro andando de chinelos pelas ruas.
Dado que só ficamos em locais econômicos (exceto Railay Beach), o grande destaque da viagem foi o Space Ben Guest House, de Sukhothai. Simples, econômico, mas cheio de mimos. Diversas coisas de que você eventualmente precisa (Abridor? Frigobar? Café? Frutas? Mapinha para pedalar pela cidade? Água?) estavam lá. Adorável decoração. Adorabilíssimo atendimento – e isso mesmo com muito pouca comunicação em inglês. Ficamos apenas uma noite, infelizmente.
Ah, o hotel de Railay é uma esbanjada (e era um luxo mesmo, com direito a piscina com vista) – mas, creia, não achei quarto mais em conta no lugar. Lembrando: era imperativo ter ar condicionado.
As hospedagens econômicas na região geralmente tem um banheiro sem box. Ou seja, você toma banho e a água se espalha pelo banheiro. O hotel de Sukhothai tinha ao menos uma cortininha delimitando espaço, e o de Railay tinha efetivamente uma área específica para banho. São exceções. Outra coisa interessante é que todos os hotéis tinham ducha higiênica. E todos forneceram sabonete, pelo menos. Quase todos com travesseiros altos.
Tinha lido sobre deixar caução, mas isso só rolou em Bangkok (acho que 500 THB) e meros 100 THB em Chiang Mai.
Quase todos davam uma garrafinha de água. Com exceção de Luang Prabang e Railay Beach, todos os demais cobraram antecipadamente as diárias.
Como?
Avião, muito avião!
Transportes e custos (por pessoa):
Rio – SP (Gol) = 99 BRL
São Paulo – Bangkok – São Paulo (Ethiopian) = 2.707 BRL
Bangkok – Siem Reap (Air Asia) = 1.985 THB
Siem Reap – Luang Prabang (Lao) = 170 USD
Luang Prabang – Chiang Mai (Lao) = 156 USD
Chiang Mai – Sukhothai (busum) = 500 THB (superfaturado)
Sukhothai – Krabi (Bangkok Airways) = 3.845 THB
Krabi - Bangkok (Air Asia) = 956 THB
SP-Rio (Gol) = 183 BRL
Barcos (preços se não me falha a memória):
Krabi – Rayley Beach = 150 THB
Rayley Beach – Koh Phi Phi = 400 THB
Koh Phi Phi – Krabi = 250 THB
Quanto?
Orçamento: A estimativa/meta era de 50 USD/dia por pessoa. Isso inclui todos os gastos, exceto passagens aéreas (compradas antecipadamente) e seguro (facada de 400 BRL cada). Mas tivemos de transbordar um pouco por conta dos custos mais altos na região das praias (Railay, principalmente, e Phi Phi). Então, como foram 19 dias, a meta era 950 USD por pessoa. Mas gastamos 1.200 USD. Incluindo raras e pequenas compras, e tatuagem.
Economizamos em hospedagem, economizamos eventualmente em alimentação, mas não economizamos em passeios. Esse custo total poderia ser facilmente reduzido se 1) bebêssemos menos cerveja e baldinhos; e 2) não fizéssemos massagem quase todos os dias!
Roteiro
Dia 1 – Bangkok – chegada, explorar
Dia 2 - Bangkok – tour para Ayutthaya e explorar
Dia 3 - Bangkok – explorar e voar para Siem Reap à noite
Dia 4 – Siem Reap – Templos de Angkor
Dia 5 – Siem Reap – Templos de Angkor
Dia 6 – Siem Reap/Luang Prabang – Templos de Angkor de manhã e LP de noite
Dia 7 – Luang Prabang – explorar
Dia 8 – Luang Prabang - explorar
Dia 9 – Luang Prabang / Chiang Mai – explorar LP de manhã e CM na tarde/noite
Dia 10 – Chiang Mai – explorar
Dia 11 – Chiang Mai – tour para Chiang Rai (White Temple)
Dia 12 – Sukhothai – busum de manhã e exploração de tarde
Dia 13 – Railay Beach – dia de viagem, explorar fim de tarde em Railay
Dia 14 - Railay Beach – explorar
Dia 15 - Koh Phi Phi – chegada e explorar
Dia 16 - Koh Phi Phi – praia de manhã, snorkel de tarde
Dia 17 - Koh Phi Phi – tour Maya Bay de manhã, Pool Party de tarde
Dia 18 - Koh Phi Phi – viewpoint e praia de manhã, transporte de tarde e de noite
Dia 19 – Bangkok – explorar e se despedir.
Relato
O voo pela Ethiopian foi bem tranquilo. Pontual. Comissárias gentis (e muito bonitas!). Opções de entretenimento e tudo mais (mas eu durmo a maior parte do tempo). Uma coisa que achei estranha é que as comissárias acordam as pessoas na hora das refeições. Cutucando mesmo. Salvo engano, em outras cias aéreas, as comissárias não interferem no sono da galera.
Uma coisa de que gostei, mas lamentei, foi que o voo de ida estava bem vazio. Vazio como há milênios eu não via um voo estar. A ponto de a galera se espalhar pelo avião e cada um pegar uma poltrona tripla para si. É bom pelo espaço. Mas eu quero que a Ethiopian mantenha suas atividades (e preços, e promoções!) no Brasil, então melhor que tenha sucesso. Galera, podem viajar pela Ethiopian!
Único ponto ruim foi a longa e desagradável fila no aeroporto de Bangkok, no dia da volta. Acho que ficamos uma hora naquilo. Não estamos habituados a isso -- não despachamos malas e sempre fazemos check in na maquininha – quando tem! E não tinha (também não tinha conseguido fazer pelo celular).
No voo entre São Paulo e Addis Abeba há várias opções de entretenimento, inclusive filmes nacionais. Assisti ao ótimo “A Oeste do Fim do Mundo” e revi o excelente “O som ao redor”. Interessante é que cortaram as sequencias inteiras que continham cenas de sexo nesse filme! Não cortaram a cena, cortaram a sequencia inteira! Ahahahah.
O Aeroporto de Addis Abeba não é nada moderno, chega a ser mais ultrapassado que o Galeão. Mas é um grande hub na África, muita gente circulando por lá. Os times de futebol masculino e feminino do Egito estavam na área, ficamos conversando com o simpático técnico do feminino. Como era noite, ficamos tomando as cervas etíopes no bar (facada de 5USD cada), enquanto esperávamos a conexão. O voo seguinte já não tinha opções de entretenimento e a poltrona era mais apertada. Mas dormi a maior parte também. Mais 9 horas de voo.
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Resumão (bem fotográfico!) da viagem no blog da Katia pode ser visto aqui:
Parte 1: http://casosecoisasdabonfa.blogspot.com.br/2016/04/resumao-da-viagem-tailandia-camboja-e.html
Parte 2: http://casosecoisasdabonfa.blogspot.com.br/2016/04/resumao-da-viagem-tailandia-camboja-e_25.html
(várias das fotos que devo postar aqui saíram diretamente de lá).
Editado por Visitante