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Tailândia, Camboja e Laos - 3 semanas

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Onde?

Tailândia (Bangkok, Ayutthaya, Chiang Mai, Chiang Rai, Sukhothai, Railay Beach e Koh Phi Phi)

Camboja (Siem Reap)

Laos (Luang Prabang)

 

Nosso destino preferencial de viagem das férias de março era o mesmo do ano anterior: Ásia. Sudeste ou Japão, o que rolasse promoção primeiro. O bolso agradeceria se não fosse o Japão, claro, mas o coração não tinha preferência. Até que um dia, no meio do expediente, o celular vibra. Aplicativo do Melhores Destinos indicando promoção (muito obrigado, MD!). Opa! É para a Ásia! Fui conferir. Não tinha para os exatos dias que eu queria, mas tinha para um dia a seguir. E... 2.700 reais de ida e volta para a Tailândia??? Com o dólar batendo os 4 reais?? Recuso isso não! A gentil cia aérea que fez a oferta foi a Ethiopian Airlines. Só tenho uma coisa a dizer sobre ela: VIVA ETHIOPIAN AIRLINES!

 

Comprada a passagem, próximo passo foi roteirizar.

 

A montagem do roteiro sofreu diversas variações. Eu tinha um guia Lonely Planet da região (versão 2012) e fui muito influenciado por ele inicialmente. Englobava o norte da Tailândia, Laos, Camboja e Vietnã. De cara excluímos o Vietnã, por necessidade de visto. Sempre acho que países que não me enchem o saco com visto têm minha prioridade. Tailândia não precisa de visto. Camboja e Laos pedem visto, mas você tira na hora pagando uma taxa. Vietnã você tem de mandar passaporte para a embaixada e tal. Cortado.

 

Lugares certos mesmo eram Bangkok (chegada e saída) e Siem Reap. Os templos do Camboja eram o que eu mais queria ver na viagem, e em toda a região. Houve um momento do planejamento em que cortamos o Laos da viagem. Houve outro momento em que eu propus cortar a região das praias. Até chegar ao jeito como ficou, foram idas e vindas, tradicionais de montagem de roteiro. Um lugar que esteve a perigo, mas que felizmente mantive, foi Sukhothai, na Tailândia. E ainda havia a dúvida sobre se fazer no sentido geográfico horário ou anti-horário (o menor custo prevaleceu para fazermos no anti-horário).

 

Acabamos mantendo as praias, mantendo Luang Prabang, mas sacamos Phnom Phenn (foi o corte mais doloroso para mim, queria ver como o Camboja relembra o período sinistro do Khmer Vermelho) e Vientiane. Além disso, esprememos os dias em alguns lugares, sobretudo em Bangkok. É sempre assim, temos de fazer escolhas.

 

No fim das contas, foi ótimo. A única alteração que eu faria (se tivesse planejado melhor, teria feito antes!) seria um dia a menos em Koh Phi Phi e um a mais em Railay Beach, especificamente para fazer o passeio às Hong Islands. O passeio ficou para uma próxima oportunidade.

 

 

Quando?

Março 2016, partindo no dia 13 (domingo) e voltando no dia 02 de abril (sábado).

Ou seja, basicamente três semanas, mas um total de 19 dias efetivamente no destino.

 

 

Onde ficamos [Cidade – Hotel – diária]

Bangkok -- Erawan House -- 900 THB

Siem Reap -- Blossoming Romduol Lodge -- 15 USD

Luang Prabang -- Villa Philaylack -- 25 USD

Chiang Mai -- Tapae Inn Hotel -- 380 THB

Sukhothai -- Space Ben Guest House @ Muangkao -- 920 THB

Railay Beach -- Railay Phutawan Resort -- 2.150 THB

Ko Phi Phi -- Sea Shell Hut Sunla -- 1.000 THB

Bangkok -- Rambuttri House -- 950 THB

 

Todos reservados via booking.com, nenhum pago antecipadamente.

 

Busquei radicalizar na redução de custos com hospedagem nessa viagem (a ideia era também ficar o menor tempo possível em hotel), e realmente fiquei com receio do que viria pela frente em alguns casos -- sobretudo na pechincha de Chiang Mai. Todos os lugares nos atenderam muito bem, conforme previsto -- com exceção do de Sukhothai, de que falo mais adiante. Todos os quartos reservados tinham banheiro privativo e ar condicionado. Em quase todos adotava-se a política de se retirar os calçados para entrar. Não era lá tão eficaz, visto que (ao menos os) meus pés (e pernas) ficavam imundos depois de um dia inteiro andando de chinelos pelas ruas.

 

Dado que só ficamos em locais econômicos (exceto Railay Beach), o grande destaque da viagem foi o Space Ben Guest House, de Sukhothai. Simples, econômico, mas cheio de mimos. Diversas coisas de que você eventualmente precisa (Abridor? Frigobar? Café? Frutas? Mapinha para pedalar pela cidade? Água?) estavam lá. Adorável decoração. Adorabilíssimo atendimento – e isso mesmo com muito pouca comunicação em inglês. Ficamos apenas uma noite, infelizmente.

 

Ah, o hotel de Railay é uma esbanjada (e era um luxo mesmo, com direito a piscina com vista) – mas, creia, não achei quarto mais em conta no lugar. Lembrando: era imperativo ter ar condicionado.

 

As hospedagens econômicas na região geralmente tem um banheiro sem box. Ou seja, você toma banho e a água se espalha pelo banheiro. O hotel de Sukhothai tinha ao menos uma cortininha delimitando espaço, e o de Railay tinha efetivamente uma área específica para banho. São exceções. Outra coisa interessante é que todos os hotéis tinham ducha higiênica. E todos forneceram sabonete, pelo menos. Quase todos com travesseiros altos.

 

Tinha lido sobre deixar caução, mas isso só rolou em Bangkok (acho que 500 THB) e meros 100 THB em Chiang Mai.

 

Quase todos davam uma garrafinha de água. Com exceção de Luang Prabang e Railay Beach, todos os demais cobraram antecipadamente as diárias.

 

 

Como?

 

Avião, muito avião!

 

Transportes e custos (por pessoa):

Rio – SP (Gol) = 99 BRL

São Paulo – Bangkok – São Paulo (Ethiopian) = 2.707 BRL

Bangkok – Siem Reap (Air Asia) = 1.985 THB

Siem Reap – Luang Prabang (Lao) = 170 USD

Luang Prabang – Chiang Mai (Lao) = 156 USD

Chiang Mai – Sukhothai (busum) = 500 THB (superfaturado)

Sukhothai – Krabi (Bangkok Airways) = 3.845 THB

Krabi - Bangkok (Air Asia) = 956 THB

SP-Rio (Gol) = 183 BRL

 

Barcos (preços se não me falha a memória):

Krabi – Rayley Beach = 150 THB

Rayley Beach – Koh Phi Phi = 400 THB

Koh Phi Phi – Krabi = 250 THB

 

 

Quanto?

 

Orçamento: A estimativa/meta era de 50 USD/dia por pessoa. Isso inclui todos os gastos, exceto passagens aéreas (compradas antecipadamente) e seguro (facada de 400 BRL cada). Mas tivemos de transbordar um pouco por conta dos custos mais altos na região das praias (Railay, principalmente, e Phi Phi). Então, como foram 19 dias, a meta era 950 USD por pessoa. Mas gastamos 1.200 USD. Incluindo raras e pequenas compras, e tatuagem.

 

Economizamos em hospedagem, economizamos eventualmente em alimentação, mas não economizamos em passeios. Esse custo total poderia ser facilmente reduzido se 1) bebêssemos menos cerveja e baldinhos; e 2) não fizéssemos massagem quase todos os dias!

 

 

Roteiro

Dia 1 – Bangkok – chegada, explorar

Dia 2 - Bangkok – tour para Ayutthaya e explorar

Dia 3 - Bangkok – explorar e voar para Siem Reap à noite

Dia 4 – Siem Reap – Templos de Angkor

Dia 5 – Siem Reap – Templos de Angkor

Dia 6 – Siem Reap/Luang Prabang – Templos de Angkor de manhã e LP de noite

Dia 7 – Luang Prabang – explorar

Dia 8 – Luang Prabang - explorar

Dia 9 – Luang Prabang / Chiang Mai – explorar LP de manhã e CM na tarde/noite

Dia 10 – Chiang Mai – explorar

Dia 11 – Chiang Mai – tour para Chiang Rai (White Temple)

Dia 12 – Sukhothai – busum de manhã e exploração de tarde

Dia 13 – Railay Beach – dia de viagem, explorar fim de tarde em Railay

Dia 14 - Railay Beach – explorar

Dia 15 - Koh Phi Phi – chegada e explorar

Dia 16 - Koh Phi Phi – praia de manhã, snorkel de tarde

Dia 17 - Koh Phi Phi – tour Maya Bay de manhã, Pool Party de tarde

Dia 18 - Koh Phi Phi – viewpoint e praia de manhã, transporte de tarde e de noite

Dia 19 – Bangkok – explorar e se despedir.

 

 

Relato

O voo pela Ethiopian foi bem tranquilo. Pontual. Comissárias gentis (e muito bonitas!). Opções de entretenimento e tudo mais (mas eu durmo a maior parte do tempo). Uma coisa que achei estranha é que as comissárias acordam as pessoas na hora das refeições. Cutucando mesmo. Salvo engano, em outras cias aéreas, as comissárias não interferem no sono da galera.

 

Uma coisa de que gostei, mas lamentei, foi que o voo de ida estava bem vazio. Vazio como há milênios eu não via um voo estar. A ponto de a galera se espalhar pelo avião e cada um pegar uma poltrona tripla para si. É bom pelo espaço. Mas eu quero que a Ethiopian mantenha suas atividades (e preços, e promoções!) no Brasil, então melhor que tenha sucesso. Galera, podem viajar pela Ethiopian! 

 

Único ponto ruim foi a longa e desagradável fila no aeroporto de Bangkok, no dia da volta. Acho que ficamos uma hora naquilo. Não estamos habituados a isso -- não despachamos malas e sempre fazemos check in na maquininha – quando tem! E não tinha (também não tinha conseguido fazer pelo celular).

 

No voo entre São Paulo e Addis Abeba há várias opções de entretenimento, inclusive filmes nacionais. Assisti ao ótimo “A Oeste do Fim do Mundo” e revi o excelente “O som ao redor”. Interessante é que cortaram as sequencias inteiras que continham cenas de sexo nesse filme! Não cortaram a cena, cortaram a sequencia inteira! Ahahahah.

 

O Aeroporto de Addis Abeba não é nada moderno, chega a ser mais ultrapassado que o Galeão. Mas é um grande hub na África, muita gente circulando por lá. Os times de futebol masculino e feminino do Egito estavam na área, ficamos conversando com o simpático técnico do feminino. Como era noite, ficamos tomando as cervas etíopes no bar (facada de 5USD cada), enquanto esperávamos a conexão. O voo seguinte já não tinha opções de entretenimento e a poltrona era mais apertada. Mas dormi a maior parte também. Mais 9 horas de voo.

 

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Resumão (bem fotográfico!) da viagem no blog da Katia pode ser visto aqui:

 

Parte 1: http://casosecoisasdabonfa.blogspot.com.br/2016/04/resumao-da-viagem-tailandia-camboja-e.html

Parte 2: http://casosecoisasdabonfa.blogspot.com.br/2016/04/resumao-da-viagem-tailandia-camboja-e_25.html

 

(várias das fotos que devo postar aqui saíram diretamente de lá).

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Chegamos no aeroporto de Bankok e fizemos o pit-stop necessário no Health Control, exatamente como tantas vezes lemos. Fila de imigração estava bem pequena, ao contrário do que li em vários relatos. Foi tudo ok. Fiz um câmbio de 50 dólares e partimos para o trem. 45 THB por pessoa. Achei interessante pegar o trem e evitar o trânsito da cidade, assim como evitar eventual negociação com taxi logo na chegada. Pegaria um taxi no final da linha do trem até a Khao San Road, região onde nos hospedaríamos.

 

Câmbio na Tailândia: para facilitar a vida, 1USD = 35 THB

 

O trem fluiu numa boa. Chegamos na estação final e fomos andando, nos desvencilhando das ofertas de taxi da turma que fica ali parada. Queria pegar um taxi na rua mesmo, fazendo sinal. E logo pegamos. Deu 100 baht, no taxímetro, até a Khao San Road. De lá fomos andando para nosso hotel (não fica na KS, mas fica na região).

 

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Khao San Road, a famosa

 

Fiz mais câmbio e logo fechamos o tour para o dia seguinte para Ayutthaya. Estava em dúvida sobre se ia por conta própria ou com tour, acabamos optando pela praticidade do tour (em detrimento da independência e do barato de ir por conta!). Saiu por 600 pp. Devia ter dado uma chorada, mas não dei.

 

De resto, passamos o dia rodando pela região. Já deu para visitar o primeiro templo (de tantos outros na viagem), que fica logo na cara da KS, o Wat Chai Chana Song-Khram.

 

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Wat Chai Chana Song-Khram, do lado da KS

 

Jantamos nosso primeiro pad thai de rua, a meros 50 baht! Não ligo muito, mas curto muito comer a meros 5 reais, ahahahah. E fizemos a primeira, de tantas outras, massagens da viagem. Saí meio quebrado, a massagista me torceu, ahahahah. Teoricamente era a back and shoulder (250 THB por 1 hora), mas acho que rolou um pouco da thai massage também. A massagem era perto do nosso hotel, então de lá fomos dormir.

 

Alguns preços:

Cerva 600ml em bares com promoção: 90-100 THB

Padthai de rua 30-60 THB (varia conforme lugar e o que você quiser incluir)

Massagem: 200-300 THB por hora (varia conforme tipo de massagem)

Refri: 15-20 THB

Água 500ml: 10 THB

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Ayutthaya

Primeiro dia acordando em Bangkok já era dia de acordar cedo. Nosso tour nos pegaria às 7am. Van estava cheia e ficamos no fundão – pior lugar. Mas a ida foi tranquila, não pegamos muito trânsito.

 

Chegando lá, nosso grupo se uniu a outro e um guia ia falando das coisas. Eu não fiquei ouvindo (complicado de entender o inglês dele), fui curtir o lugar. Depois perguntava a alguém sobre o horário para voltar para a van. Sim, o esquema excursão que não me agrada muito – mas que era o que havíamos contratado. Havia algumas nuvens no céu, o que atenuava o calor. Li em diversos relatos que o calor por lá era torrencial – acima da média na Tailândia. Talvez pelas nuvens, não sentimos tanto assim.

 

Primeiro templo que visitamos foi o Wat Yai Chaimongkhon (a grafia varia bastante, inclusive nas placas do próprio wat). Espetacular. Reconstruído ou restaurado recentemente, ao que parece. Enorme estupa com budas em cada lado. Tem um buda deitado tb.

 

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Wat Yay Chaimongkhon

 

Em seguida, Wat Mahatat, famoso pela cabeça do buda na árvore. Fica todo mundo querendo foto com a cabeça do buda atrás e perde-se um enorme tempo nisso. E o templo é bem interessante de se visitar, embora arruinado. Escapamos rapidamente da sessão-fotográfica-com-a-cabeça-do-buda-na-árvore e fomos curtir o lugar.

 

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O Wat Mahatat tem mais do que a cabeça-do-buda-na-árvore!

 

Depois paramos no Wat Lokaya Sutha, famoso pelo enorme buda deitado Há ruínas do templo atrás do buda, mas aqui o barato mesmo é a enormidade do buda deitado. Galera lembra desse buda pelo joguinho street fighter – que eu não joguei!

 

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Buda deitadão

 

O outro templo da manhã foi o Wat Phu Khao Thong, que não aparecia na lista dos que eu tinha mais interesse, mas que foi bem interessante. Uma enorme estupa sobre uma plataforma piramidal. Inclusive é possível entrar (tal qual nas pirâmides do Egito) – só que lá dentro é uma boa decepção, não há nada demais (tal qual nas pirâmides do Egito!!).

 

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Wat Phu Khao Thong, piramidal

 

De lá fomos almoçar. Comida simples e boa.

 

De tarde foi a vez do Wat Phra Si Sanphet , dos mais famosos e interessantes na região. Três grandes estupas enfileiradas. Era possível entrar nas estupas, mas nada agradável. Morcegos e um forte cheio que misturava urina com mofo era o que geralmente havia para presenciar, além de oferendas religiosas.

 

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Wat Phra Sri Sanphet

 

Ao lado desse wat tem o Vihara Phra Mongkhon Bophit, mais moderno e com um enorme buda dourado no interior.

 

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Lá dentro tem um Budão, mas sentado

 

Esse foi o último templo. Foram exatamente seis, conforme nos foi prometido na venda do tour (mas sem especificar quais). Uma parte do grupo ficou, acho que iriam visitar outros templos. Certamente outro tipo de tour. Então, certifique-se exatamente do que você quer em Ayutthaya, para que você esteja no tour correto. Eu gostei muito, mas fiquei com gosto de quero mais – acho que passaria um dia inteiro por lá, provavelmente dormindo na cidade. Adoro templos e ruínas.

 

 

Bangkok

Chegamos de volta em Bangkok às 15:30. Achei cedo, esperava voltar umas 17hs. Enfim, vamos passear. Fomos pegar o barco e passear pelo Rio Chao Phraya até o Wat Arun. 14 THB de barco. Mais uns 3 THB para cruzar o rio e chegar no Wat Arun.

 

O Wat Arun é tido um ótimo lugar para curtir o por do sol. Além de belíssimo, cheio de detalhes. Só que ele está em reforma e, de forma um tanto polêmica, a entrada segue sendo cobrada no mesmo valor (50 THB). Nos arredores do Arun também tem um outro templo bem bonito que merece ser conferido, fica logo na chegada do barco.

 

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Detalhes de toda a beleza do Wat Arun – mesmo em reforma

 

Curtido o templo e o entardecer, atravessamos o rio de volta e fomos tomar umas cervas num deck de um bar a beira-rio. Esquema patrão!!

 

Anoiteceu, pegamos o barco de volta para a KS, nos arrumamos e partimos para conhecer o famoso roof top bar do Sirocco. Famoso pelo filme “Se beber não case 2”. Confesso que nunca vi o filme inteiro, apenas diversas partes – inclusive as do bar. Pegamos um taxi até lá, bastou dizer o nome do hotel. Deu menos de 100 no taxímetro. Vale dizer que todas as vezes em que pegávamos taxi na KS, sempre nos afastávamos da muvuca – sobretudo e principalmente dos taxis parados na rua (invariavelmente vão tentar fazer preço fechado). Pegávamos sempre taxi na rua fazendo sinal e entrando logo, depois dizendo para onde iríamos.

 

Chegamos ao hotel Lebua e fomos para a fila do elevador do bar. O atendimento já diz como é o padrão da coisa. AAA+++. Não estou habituado àquela mimação toda. Enfim, subimos (homens precisam estar de calça comprida) e, no alto, fomos para a esquerda. (Á direita é o restaurante). Uau, que visual. QUE VISUAL! Imediatamente já tem gente oferecendo drinks. Ou melhor, garrafas caríssimas de champagne. Hein? Isso não, quero drink normal. Ok, tem outra carta. Ahahaha, os drinks mais caros da minha vida. Na faixa de 1.500 TBH cada drink (vc não eu errado, 1.500 THB!). Tipo, 3 ou 4 vezes mais que o normal. Tudo bem que vc está num hotel-patrão total, amplo e absoluto. Claro que o drink vai ser muito mais caro. Adicione a isso o mark-up do filme. E, enfim, o custo da sua entrada naquele paraíso está incluso no drink. Achei que seria muita cara de pau curtir o lugar na pipoca e escolhemos dois drinks para curtirmos o momento. E curtimos. Mas foram só aqueles drinks, eheheheh.

 

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Sirocco e o visual

 

Na volta o próprio hotel se encarrega de conseguir um taxi para vc. No entanto, o nosso queria cobrar no tiro (200 THB). Não aceitamos e saímos do taxi. Fomos para a rua principal e pegamos um na rua. Deu menos de 80 THB até a KS. Eu devia estar com tanto sono que cheguei a dormir na volta. Acordei com o taxista avisando que estávamos na KS. Eram umas 23hs, ficamos batendo perna na KS, vendo aquela loucura crescente da rua.

 

Uma coisa divertida na KS é que há dois bares, um de frente para o outro, ambos com música nas aturas, disputando clientes. Fica um exército de periguetes na parte de fora chamando clientes. Chegando mais perto vimos que, num dos bares, as tais periguetes são... ladyboys! :0

 

Fomos para a Rambuttri (a rua paralela, um pouco menos louca que a KS) beber e jantar. E curtir um som. Fomos dormir tarde, umas 2 da manhã.

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Bangkok

Acordamos mais tarde, umas 8hs. Era dia de turistar pela cidade de dia e viajar para o Camboja de noite. Fizemos o check-out, largamos as mochilas e saímos para fazer o tradicional circuito Grand Palace – Wat Pho. Fomos a pé.

 

No caminho, dois argentinos conversavam com um cara, que dizia que os templos estavam fechados, que era dia do Buda. Apesar das inúmeras histórias que lemos sobre isso, não nos atentamos naquela hora. Mas tb não acreditamos, e seguimos em frente. Mais adiante, nós fomos abordados por outra pessoa, falando a mesma coisa, que só abriria às 13hs e tal, que era dia do Buda. Ou coisa parecida. Mesmo não atentando para a tradicional malandragem local de dizer que as coisas estão fechadas, não acreditamos e seguimos em frente. Katia tinha pesquisado e não tinha visto nada disso de dia do buda. Chegamos a ter dúvidas se iríamos na direção do Grand Palace (acreditar nas historinhas de rua) ou não. Seguimos conforme plano original. E não deu outra: os templos estavam abertos.

 

O Grand Palace estava lotado. LOTADO. Chineses batem ponto por lá, pelo visto. Estava repleto de grupos de excursão chineses. Custa a bagatela de 500 THB. Estava lotado por um motivo muito simples: é espetacular. Grandiosamente espetacular. Ficamos lá dentro um bom tempo, explorando cada templo, cada detalhe. E tem muitos, invariavelmente belos. E o melhor: na hora do almoço o lugar dá uma esvaziada!

 

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Diversas do espetacular Grand Palace

 

De lá seguimos para o Wat Pho, famoso pelo Buda deitado, mas que tem mais que isso. Vale muito a pena circular pelo templo, tem mais coisas bonitas do que somente o buda deitado – que já é um barato, pelo tamanho e pelo que representa. Lá tinha tb uma escola de massagem, mas que infelizmente não fizemos. É que invariavelmente fazíamos massagem de noite, no fim do dia, para relaxar. Não no meio! De dia é pra curtir!

 

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O Buda deitadão

 

Entrada a 100 THB. Meu Lonely Planet de 2012 informava que era 50 THB. Ou seja, a inflação nas atrações turísticas na Ásia é forte (na India eu me lembro também de muita coisa bem mais cara do que constava do LP).

 

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O Wat Pho tem mais beleza ainda para se explorar!

 

 

Depois de ter chegado a pé até lá, voltamos de barco. Fizemos uma breve pausa para a cerva e fomos pegar mochilas para partir para o aeroporto.

 

A agência da pousada tinha oferecido um taxi por preço fechado de 550. Recusei. No caminho para a rua para pegar um taxi, nos ofereceram por 450. Recusei de novo. Rapidamente pegamos um taxi, entramos e seguimos. Pegamos um trânsito praticamente parado no começo, mas tínhamos folga. Dei bastante folga, com receio do trânsito de Bangkok, depois de pesquisar isso em alguns fóruns. Melhor não dar mole. Enfim, o taxi com taxímetro deu 275 THB + 70 THB de pedágio. Levou cerca de 1 hora. Havia a opção de minivan também, 130THB por pessoa. Mas naquele dia não rolaria a das 16hs, que era nosso horário.

 

Chegamos no aeroporto DMK e fomos direto para a imigração. Já tinha feito o check-in do Brasil mesmo. Não despachar bagagem é um prazer!

 

 

Camboja

Chegamos e fomos direto para a fila do visto, que é feito na hora. Levou uns 20 minutos. Tinha levado foto 3x4 e foi útil. Mas acho que não vale a pena tirar foto – eles cobram 1 USD para bater sua foto na hora.

 

No Camboja usa-se dólar mesmo, mas 1 USD na moeda local vale +- uns 4.000.

 

Havíamos requisitado a cortesia do hotel de ter um tuktuk a nossa espera na chegada e lá estava ele – um pouco atrasado, mas chegou.

 

Gostei muito do nosso hotel! Não fica no centrão (Pub st.), mas é facilmente caminhável até lá. Quarto espaçoso, atendimento nota 10 da galera, frigobar, varanda (bom para secar roupa, eheheh), toalhas cheirosas!.Banheiro tradicional, sem box, mas bem espaçoso. Ar demorava um pouco a gelar (o espaço era grande), mas tudo bem. Disponibilizava até mesmo pente e escova de dentre (!!). Organiza tuktuks para ir aos templos, e tudo mais. De cara já fechei de um tuktuk nos pegar de madrugada para ver o sol nascer no Angkor e fazer o chamado circuito menor no dia seguinte.

 

Como chegamos de noite e já era tarde, e acordaríamos às 4 da manhã, deveríamos dormir. Mas dormir é última prioridade em viagem, ahahah! Fomos então passear e conhecer a tal Pub street e arredores. Além disso, estávamos praticamente de jejum, só com frutas das barraquinhas de Bangkok (e cerveja!) no estômago.

 

Eis que estamos andando pela região fazendo reconhecimento quando me deparo com cerveja a 0,50 USD. Meio dólar!! Paramos no primeiro lugar que vimos. A cerva é uma bosta. Mas é meio dólar. Ou vice-versa, depende do que você quiser destacar. O lugar estava muito barulhento – a Pub St. repete algumas coisas da Khao San, e uma delas é a coisa da boite ao ar livre, com o som nas alturas --, então fomos para outro, mais simples, numa das ruas de dentro. Simples, barato e com cerva a meio dólar. E então voltamos para o hotel, para dormir sei lá a que horas (acho que uma) da madrugada. Esse foi um raro dia sem massagem.

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Acordei às 5, mas Katia já tinha acordado antes. A pousada falou que deixaria uma sacola com café da manhã, mas não me lembrei disso e partimos. Nosso tuktuk estava lá nos esperando. Ver o sol nascer no Angkor é um programa comum – por isso não se espante de ver centenas (milhares?) de pessoas por lá antes de ele abrir para ver o sol nascer. Há espaço para todos, a área é bem ampla.

 

Passamos rapidamente nos guichês de entrada do parque. 20 USD para um dia, 40 USD para 3 dias. Pegamos o de 3 dias. É feito um passaporte para você, tal qual há (havia?) nas praças de Kathmandu, Nepal, para turistas. Tivemos de apresentar esse passaporte várias vezes, praticamente em todos os templos em que entrávamos. Além de checkpoints pelo caminho.

 

Fomos para o Angkor Wat. O menino do tuktuk até sugeriu de ficarmos na mureta de entrada, disse que era bem cheio lá dentro. Ok, mas eu quero ir lá para dentro mesmo! E assim fomos. É cheio, mas tem espaço para todos. Ficamos no laguinho do lado direito – o do lado esquerdo é melhor (e mais cheio).

 

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E o sol surge!

 

Sol nasceu, e partimos para explorar o templo. Fui para o andar mais alto do Angkor. Aliás, dica: corra para lá assim que puder, a fila cresce de forma vertiginosa e a entrada é limitada. E, mulheres, não adianta lenço, precisa de camisa de manga mesmo. Katia foi barrada nessa parte. Eu subi e curti um tempo lá no alto. Aliás, homens são barrados também, se estiverem de camiseta. Homem de bermuda pode. Mulher de bermuda/short não pode.

 

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Parte de cima (upper level) do Angkor

 

Além de toda a imponência do Angkor Wat, acho que uma das coisas que mais me cativaram nele foram as carvings (não consigo achar uma tradução que me satisfaça, mas são as figuras esculpidas em pedra) que tem em quase todo o entorno do templo. A extensão é muito grande e valeria a pena ter um guia para ir contando aquelas histórias. Eu ouvi algumas, de soslaio, quando guias passavam por perto. O guia particular fica para uma outra ocasião (e haverá de ter outra ocasião!).

 

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Escultura (carving) no Angkor

 

Depois do Angkor Wat, fomos para a região do Angkor Thom. O menino do tuktuk ofereceu de nos levar a um lugar para tomarmos um café, e Katia insistiu para irmos. Ok. Preços turistaços. Do tipo, cada prato simples de café da manhã (pão com ovo, por exemplo) a 5 USD. Tomei só um café.

 

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Portal da entrada sul do Angkor Thom

 

E então partimos para o Prasat Bayon. Ficaríamos ali, percorreríamos um circuito e reencontraríamos o tuktuk num local determinado. A coisa funciona bem.

 

Se o Angkor cativa pela imponência e pelos carvings, o Bayon cativa... menos pela imponência e mais pela sensacional e surreal sucessão de faces enormes esculpidas nas pedras, geralmente nos quatro cantos. São dezenas, que inclusive podem fazer você começar a achar comum. Não é! É extraordinário! Ficamos muito tempo por lá, mesmo com as excursões chegando.

 

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Diversas do extraordinário Bayon

 

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Esplêndidas carvings numa das fachadas do Bayon

 

De lá, seguimos o circuito do Angkor Thom. Próximo da visita era o Baphuon, onde a Katia foi novamente barrada por conta da camiseta. Vimos um casal tentando, argumentando e tudo o mais, mas sem conseguir entrar. Então eu fui sozinho.

 

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Do alto do Baphuon

 

De lá seguimos por áreas verdes. Phimeanakas, Preah Paliley (de alguma forma achamos cativante esse pequeno templo!) e em seguida Terraço do Leper King e Terraço dos Elefantes – que são também espetaculares, sublimes. Valeu muito a pena percorrer o labirinto derretendo debaixo do sol de meio-dia por ali. Não havia mais ninguém e curtimos muito todos aqueles carvings numerosos e belíssimos.

 

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Phimeanakas

 

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Preah Paliley - aqui já rola um pouco de Indiana Jones style

 

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As sensacionais carvings dos terraços (Leper King e Elefantes)

 

Quando finalmente chegamos ao local marcado com nosso tuktuk, o menino disse que achou que havíamos nos perdido, ahahahah. Sinal de que levamos um tempo superior à média. Ainda visitamos o Chau Say Tevoda, Thommanon e o Ta Keo.

 

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Chau Say Tevoda, menor e muito bacana

 

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Thommanon

 

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Ta Keo, mais imponente

 

Depois ele disse que nosso tempo naquele dia estava encerrado (de fato, eu havia especificado que queria o circuito menor). Ainda insisti com ele para ficarmos até o fim do dia, mas ele disse que tinha outro compromisso, e que eu podia acertar com o hotel para fazermos isso no dia seguinte. Ok. Queria ficar o dia todo, mas não acertei isso antecipadamente, então ok. O dia já tinha sido excelente! Fomos curtir um pouco de Siem Reap.

 

Preços dos tuktuks (organizados pelo hotel):

15 USD pelo chamado small circuit.

18 USD pelo chamado big circuit.

03 USD adicionais para ver o sol nascer.

20 USD para ficar do nascer ao por do sol.

 

Os preços batiam exatamente com o que eu havia pesquisado antes. Aliás, recomenda-se acertar o tuktuk via hotel mesmo.

 

Voltamos para a cidade no meio da tarde. Fizemos um pouco de fish spa grátis (!!) no próprio hotel. Havia um laguinho com peixes e era só meter o pé na água que lá vinha um cardume bicar achando que é comida (ou achando comida no seu pé, sei lá!). Pode dar um nervoso inicial, mas depois você se acostuma. Ao menos para mim, não achei lá muito terapêutico. Prefiro a massagem tradicional mesmo.

 

Já deixei acertado o dia seguinte, exatamente no esquema que eu queria. Do nascer do sol ao por do sol. Pela expressão da menina, isso não deve ser comum por lá. Saiu por 20 USD, com o mesmo motorista que nos levou no 1º dia – era um cara bem tranquilo e simpático.

 

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Wat Preah Prom Rath, já na cidade

 

De resto, fomos passear pela cidade. Conhecemos os mercados, visitamos alguns templos – aliás, o Wat Preah Prom Rath fica na região central e é bem bonito, mas tem uma escultura bizarra na entrada, em meio a outras interessantes. Experimentei o amok, que é o prato local. Uma delícia, tanto que voltaria no dia seguinte para comer de novo. Foi nossa refeição do dia, um almojanta. Era dia de St. Patrick, então celebramos com (muita) cerveja verde – a meio dólar!

 

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Amok: amei!

 

Uma coisa legal de lá (e da Tailândia também) é o clima meio carioca da cidade. Galera de chinelos, bermudas ou shorts, descolados. O clima é (muito) quente, então convém. Raramente vimos alguém mais emperiquitado nas ruas.

 

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Viva St. Patrick! E a cerva verde de meio dólar!

 

Nesse dia descolamos uma massagem, nos fundos do mercado noturno. Massagem boa, chapei. A menina até tirou meu relógio do pulso para facilitar – e nem senti, só fui ver no fim! Essa deixou minhas costas novamente baleadas. Mas não sei se pela a qualidade da massagem ou das minhas costas. Massagens por lá custavam na faixa de 5-8 USD por hora. Para variar, nesse dia fomos dormir mais tarde do que deveríamos. Sobretudo para quem acordaria novamente às 5 da manhã e ficaria o dia inteiro nos templos!

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Lá estávamos nós no escuro, na madrugada, prontos para a empreitada do dia. Nesse dia vimos o sol nascer, em meio a muita névoa, no Phanon Bakheng, um templo onde habitualmente se vai para assistir ao pôr do sol. Estava bem tranquilo lá em cima de manhã, pouca gente. Muita névoa também. A ideia de assistir o nascer do sol lá foi do nosso motorista do tuktuk.

 

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Amanhecer no Phanon Bakheng

 

De lá, seguimos para nosso dia de templos. Até o pôr do sol. Numa das paradas, compramos café e energético em latinha, para garantir o dia, eheheh.

 

O segundo templo do dia foi o Preah Khan. Enorme e espetacular, e recomenda-se começar a visita pela entrada leste. Lá também já se podia ver a natureza tomando conta do pedaço. Nesse sentido, um preâmbulo para o que veríamos no Ta Prohm.

 

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Preah Khan -- outra prévia da natureza prevalecendo

 

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Preah Khan -- mais carvings cativantes!

 

Em seguida o Neak Pean, que é uma visita rápida, embora o acesso seja muito bonito. Fica no meio de um lago.

 

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Neak Pean

 

O 4º templo do dia foi o Ta Som, onde também já se vê a natureza prevalecendo sobre a construção humana (por mais espetacular que seja!).

 

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Ta Som, prévia da natureza dominando a área

 

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Entrada do Ta Som – também com faces no quatro lados

 

De lá partimos para o East Mebon. Nessa hora já devia ser o auge do sol, meio-dia, ou coisa parecida. Muito pouca gente por lá, sol em cima. Katia arrumou uma sombra e eu fiquei rodando o templo.

 

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Do alto do East Mebon (tem uma bela escadaria até lá!)

 

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Elefante no East Mebon -- há vários por lá!

 

Nosso motorista sugeriu fazermos uma pausa ou almoçar, mas eu queria ver mais templos. Ainda bem que eu tinha o mapa nas mãos com os templos que queria ver! O próximo da minha lista era o Banteay Samré, que fica mais afastado. Fomos lá.

 

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Banteay Samré

 

Em seguida passamos no Pre Rup. É tudo magnífico e o Pre Rup não é diferente.

 

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Pre Rup

 

E então Katia pediu arrego, queria almoçar. Não estava nos planos (ahahah), mas ok. Paramos num restaurante na região (preços turísticos e qualidade guerreira), mas foi rápido. Logo a seguir já estávamos de volta à exploração.

 

Depois do almoço fomos explorar (e derreter nele) o principal do dia, Ta Prohm. Famoso pelas árvores se sobrepondo às construções e ruínas, e famoso também por ter sido cenário do filme Tomb Raider (que eu não vi!). A forma como a natureza se sobrepõe à construção é extraordinária, magnífica! Percorrer com os olhos os caminhos que os galhos das árvores fazem entrelaçando as construções era um exercício de admiração pura! Deu a impressão literal de (re) ocupação de espaço.

 

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O espetáculo da natureza sobre as espetaculares ruínas do Ta Prohm

 

Maravilhado com Ta Prohm, rodei o templo umas duas ou três vezes, sempre descobrindo novas coisas. Katia começou a pedir arrego e ficava numa sombra, enquanto eu partia para (re) explorar. Fazia um calor sinistro, literalmente derretíamos lá dentro. Sobretudo pelo adicional da umidade, que me pareceu mais intensa por lá.

 

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Ta Prohm, fascinante

 

Ta Prohm, evidentemente, foi o auge do dia. Mas nada de desanimar, ainda havia templos a conhecer! Nosso motorista mais uma vez insistiu que não havia mais templos e que era melhor descansarmos para ver o pôr do sol, eheheheh. Ele sugeria de assistirmos o pôr do sol num lago tal lá. Não, não, não, temos templos a ver sim! E pôr do sol no Angkor!

 

Já era meio de tarde e no caminho estava o Banteay Kdei, outro templo com faces esculpidas em quatro cantos. Surpreendente, esperava algo menor, mas ficamos um bom tempo por lá. Foi o 9º do dia.

 

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Banteay Kdei

 

Em frente a ele tem o Srah Sang, que é basicamente uma bonita plataforma (de pedra!) em frente a um enorme lago. É um lugar tido como bom para se assistir ao por do sol. De lá fomos para o Angkor Wat, nossa parada final.

 

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Visual a partir do Srah Sang

 

Passeamos pelo Angkor, fomos para os fundos do templo (para ver o sol se pondo atrás dele), relaxamos e tal. Só que às 17hs (ou 1730, não me lembro exatamente) a galera começa a fechar o templo! Mas felizmente o pessoal não é intolerante, eles avisaram e permitiram que entrássemos de novo (estávamos na parte externa de trás) para sairmos do outro lado. Lá dentro há um exército de guardinhas do templo que vai gentilmente “varrendo” os turistas para fora. Apitando e avisando para seguir em frente, para fora. Fomos “varridos” algumas vezes, ehehehe. Queria ficar admirando aqueles carvings fascinantes das fachadas do templo. Já do lado de fora eles ainda permitem que a galera curta o por do sol na área dos lagos (e depois vão “varrendo” também).

 

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Entardecer nos fundos do Angkor

 

E assim curtimos o 11º templo do dia. Um dia para ficar na História das nossas vidas.

 

Nosso motorista do tuktuk foi muito bacana, fez o que pedimos, e foi sempre simpático. Demos uma boa gorja para ele.

 

Voltamos para a pousada e já partimos para a cidade. Nada disso de relaxar ou dormir. Era nossa última noite, merecia uma celebração. Catamos um restaurante que tivesse amok e acabamos caindo num muito bom, que na verdade era filial do que fomos no dia anterior. Todos ficam na rua interna paralela à Pub St. E o amok é muito bom, adorei aquilo! Ao custo médio de 5 USD. E cerva a meio dólar, sempre! Ainda curtimos um pouco da noite, tomamos uns fruitshakes (1USD!), fizemos uma massagem (meio mais ou menos), e voltamos para hotel.

 

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Alguma rua nos arredores da Pub. St -- ou a própria!

 

Não resisti e fechei novamente de um tuktuk nos levar para ver o sol nascer do Angkor Wat no dia seguinte, ehehehe. Viajaríamos de tarde para o Laos, dava tempo de curtir um pouco mais o Angkor. A ida de madrugada e algum tempo de espera saiu por 8 USD. Salvo engano custa 5 USD mais a sobretaxa de 3 USD para madrugar (sol nascer).

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Acordei, mas Katia não quis ir, preferiu dormir. Desci e lá estavam os tuktuks e seus clientes. Partimos para o Angkor Wat! A área de espera pelo nascer do sol estava bem mais cheio do que dois dias antes. Será que é porque era sábado? Ainda assim, havia espaço de sobra para todos.

 

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Mais um sol nascendo no Angkor

 

Curti o sol nascer mais uma vez. É muito tênue e saboroso curtir o clareamento do dia. Se você não atentar para isso, acaba não sentindo. Decidi rodar pelo templo mais uma vez. Dessa vez dei ainda mais atenção aos carvings, absolutamente fascinantes. Fiquei ainda umas duas horas por lá depois do sol nascer e voltei para o tuktuk, que me esperava bem na entrada.

 

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Fascinantes carvings no Angkor

 

De volta ao hotel. Katia ainda dormia, ahahaha. Levantou e fomos tomar café da manhã – o único de toda a viagem. Meio fraquinho, mas já achei um luxo ter café com aquela diária. Fizemos check-out, largamos as mochilas e fomos passear pelo centro pelo resto da manhã. Vale ressaltar que passear por lá naquela hora significa derreter. Fomos em outros templos nos arredores do centro, tomamos mais fruitshakes, Katia peregrinou por algumas feirinhas. E tomamos nossos últimos chopes de meio dólar!

 

Voltamos para p hotel e pegamos um tuktuk para o aeroporto (5USD). É bem pertinho da cidade.

 

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    Considerações gerais sobre o Camboja:
     
    Os templos do Camboja eram, para mim, o auge da viagem, era o que eu mais queria conhecer. Eu teria ficado mais tempo por lá, visto que adoro aquela combinação: templos e ruínas. Mas viagem é um exercício de opções, e optamos por espremer nossa estadia por 2 dias cheios por lá. E Katia não é tão fã assim de templos e ruínas. Daí eu planejei uma coisa ambiciosa (louca). Ou melhor, não planejei, idealizei. Passar os dois dias inteiros visitando os templos. Do nascer ao por do sol, e sem pausa para almoçar, eheheheh. Havia o risco de encher o saco, claro. Mas eu duvidava que encheria o MEU saco. Acabamos realizando isso parcialmente. Foi excelente!
     
    Achei importante ter um mapa nas mãos. O que eu tinha, eu havia levado impresso do Brasil. Deve ter por lá, mas nem procurei. Para quem curte muito, acho que vale a pena um mapa e pesquisar antes quais templos ver. Eu levei mapas impressos e mini-guias, e valeu muito a pena. O Lonely Planet também sugere alguns templos e rotas, e a sugestão é boa.
     
    A ideia de ter um guia tb me parece boa. Da próxima vez talvez busque isso, mas desde que ele se adapte aos meus planos!
     
    Se você quer conhecer apenas o principal, o filé, sugiro Angkor, Bayon e Ta Prom. É o circuito mais tradicional.
     
    Os templos são smoke free (quanta diferença para o Leste Europeu!), há campanha intensa sobre isso. Há checagem constante do seu ticket, praticamente em todos os templos. Há muitas escadas, boa parte delas bem íngremes. Perigosas, até. Em alguns lugares elas são tão íngremes, que são proibidas; em outros templos escadas de metal/madeira foram construídas para facilitar a vida dos visitantes. Água pode ser encontrada com relativa facilidade na região. Preço padrão é 1USD por garrafa de 1,5l. Lamentavelmente em alguns templos há crianças vendendo coisas, e de forma insistente. Talvez a mais insistente da viagem. Inclusive dizendo que vai para a escola de manhã (ou de tarde) e tal.
     
    Alguns templos são diretamente expostos ao sol, outros são cobertos pelo verde. Em vários deles curtimos as cigarras cantando, o que tornava o momento mais agradável ainda.
     
    ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

 

Laos

Nosso voo da Lao Arlines partiu antes do horário previsto (cerca de 50% dos assentos estavam vazios), fez escala em Pakse, de onde partiu mais cedo também. Chegamos em Luang Prabang meia hora antes. Viva! A chegada é no mesmo esquema do Camboja, visto é feito (e pago) na hora. Salvo engano, 31 USD. Fiz um pequeno câmbio no aeroporto mesmo e lá fomos de taxi (50 KLAK) para nossa pousada.

 

Câmbio no Laos:

8.000 LAK ≅ 1 USD

 

Pousada tranquila. Um raro lugar em que não precisamos pagar antecipadamente as diárias. Na chegada o menino da recepção nos disse que só tinha o quarto do térreo, mas que poderíamos mudar par outro no dia seguinte. Como ficamos no hotel somente para dormir, nem mudamos. Aquele foi nosso quarto pelos 3 dias seguintes. Espaçoso, com frigobar, garrafinhas de água novas todos os dias, além de toalhas trocadas também todos os dias. E até sachê de nescafé para tomar. Nos atendeu muito bem. Subindo a rua, chega num complexo de templos, e mais duas quadras já chega na feirinha noturna; descendo a rua você chega ao rio Mekong.

 

Largamos as coisas por lá e fomos explorar a cidade, já no começo da noite.

 

Luang Prabang tem outro ritmo. Muito mais relax. Se eu tinha grande expectativa pelo que encontraria nos templos do Camboja, em Luang Prabang eu tinha muita curiosidade. No centrinho à noite rola uma longa feirinha que faz a festa dos turistas. Aliás, tem muito turista na cidade. Embora não a torne lotada, eu não esperava ver tantos assim. A rua principal do centro é amplamente internacionalizada. Vendedores da feirinha que não se comunicam em inglês usam calculadora para dar o preço e para negociar o preço! Sim, lá rola alguma barganha também. Outra coisa que eu não tinha me dado conta (mas isso não faz qualquer diferença) é que o Laos é um país oficialmente comunista. Diversas casas mostram a bandeira do país e do comunismo lado a lado.

 

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Mercadinho noturno em Luang Prabang

 

Nesse dia ficamos rodando a feirinha, jantamos num lugar barato, provamos a Beer Lao (não custava meio dólar, mas era melhorzinha!) e fui atrás de uma massagem, para conhecer a Lao massage. Que deve ser meio igual à Thai massage. Saí novamente meio quebrado. Enquanto isso, Katia foi explorar a feirinha e o mercadinho. Disse ela que viu muita coisa diferente por lá. Massagem lá não pode ficar para muito tarde, porque tudo fecha relativamente cedo, tipo 22hs. Depois disso a cidade fica bem vazia. Chegamos na pousada umas 23hs e ela já estava fechada, com o recepcionista dormindo!

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Oi, Ana Paula. Obrigado.

Luang Prabang é o tema da postagem de hoje. Eu gostei muito e achei que valeu muito a pena. Eu fui já sabendo que era um esquema mais relax, é importante já ter essa perspectiva.

No fim das contas eu acho que o "valer a pena" depende muito do nosso humor e das nossas perspectivas e expectativas.

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Depois de 3 dias acordando às 4 da madruga e dormindo tarde, era para revertermos o cenário no Laos. Mas acordamos cedo, 5:30, para ver a famosa Ronda das Almas.

 

Ronda das Almas é um ritual que ocorre todos os dias de manhã cedo, quando os monges recolhem doações (comida!) das pessoas no caminho para os templos. Algumas das críticas que li sobre isso é que turistas desrespeitam amplamente o ritual, fotografando com flash (o dia ainda está clareando), fotografando na cara dos monges, colocando-se no caminho deles, e até mesmo fazendo surreais selfies. Do que eu vi, de fato é um ritual que tornou-se turístico (como qualquer coisa que atraia a atenção de estrangeiros!). E, como em qualquer lugar, tem de tudo: os que respeitam e assistem ao ritual do outro lado da rua, outros que participam respeitosamente do ritual inclusive oferecendo comida aos monges, e outros que ficam a centímetros de distância deles fotografando com flash e etc. Não vi ninguém fazendo selfie e nem se metendo no caminho deles. Que, aliás, andam rápido.

 

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Ronda das Almas

 

Em diversos lugares da cidade, sobretudo nos templos, há folhetos informativos com “regras” (nada muito além do bom senso) para se assistir ao ritual. Ou tem gente que não lê, ou tem gente que ignora. Nós fizemos parte do time que fica do outro lado da rua observando.

 

Depois da Ronda, voltamos para o hotel para dormir um pouquinho mais, coisa de duas horinhas. E então saímos para passear pela cidade. Desde que chegamos na cidade que havia uma névoa no ar. Ela permaneceu durante todos os dias, e, a rigor, em Chiang Mai também. Isso atenuava muito o calor – que praticamente não dava as caras. Acho que foi o único lugar na viagem que talvez dispensássemos o ar condicionado. Talvez!

 

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um dos vários templos de Luang Prabang

 

Passamos o resto da manhã explorando a cidade a pé mesmo, e entrando nos templos que víamos pela frente. Sem mapa nas mãos, apenas com senso de direção e entrando onde desse na telha.

 

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Wat Xieng Thong

 

No fim da manhã fechamos com nossa pousada de fazer um passeio até as Kuang Si falls, umas cachoeiras de águas com cores impressionantes, parecem leitosas. Saiu por 40 KLAK cada. A entrada nas cachoeiras sai por 20 KLAK cada.

 

As cachoeiras de Kuang Si são mesmo impressionantes. Quando chegamos, na parte da tarde, havia um monte de vans e ônibus no estacionamento. Logo pensei que foi uma furada ter ido naquele esquema, tinha lido que era mais jogo ir de manhã cedo. Que nada, a maioria suprema das pessoas não entra na água, só fica olhando e fotografando. Outros ficam comendo (e sujando). E tem espaço para todos.

 

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Kung si

 

Um pouco antes das cachoeiras há um refúgio de ursos que são ilegalmente caçados e posteriormente apreendidos. Muito legal.

 

Nós primeiro percorremos toda a extensão – tem muitas áreas para curtir e para se banhar – para conhecer o local. Depois fomos conferir que água era aquela! Parecia água com leite, sei lá! Além da cachoeira em si – ao menos no lugar que escolhi para nadar e curtir --, que já faz uma boa massagem. E os peixinhos, que eventualmente dão uma bicada em você, achando que é comida. A água é gelada – talvez isso afaste a galera. Ficamos um bom tempo por lá e retornamos para a van no horário marcado.

 

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As águas "leitosas" de Kung Si

 

Aproveitamos e fomos direto para o Phu Si para ver o por do sol. Tem uma estupa no alto, mas o barato de lá mesmo é o visual da cidade. O espaço não é muito grande e fica bem cheio no entardecer. No entanto, dado que a cidade estava coberta com aquela névoa, naquele dia o por do sol não pôde ser apreciado em sua plenitude. Descemos logo que o sol sumiu (na névoa, não atrás das montanhas).

 

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Início de por do sol no Phu Si – depois o sol desapareceria na névoa

 

Fomos para o que eu chamava de “parte de trás” da cidade. No caminho passamos por barracas de comida de rua que me chamavam a atenção. Por dois motivos opostos: pareciam muito boas, e havia moscas sinistras pousando. Paradoxo! De qualquer forma, as comidas eram colocadas de volta na panela na hora de vender. Ou seja, venda para o seu subconsciente que o produto das moscas sinistras é eliminado naquela volta à panela! E seja feliz! Mas não comemos naquele dia.

 

Fomos para um lugar que é meio que um ponto turístico local, o bar Utopia. É muito agradável. É dos bares mais bacanas e descolados em que já estive nos últimos tempos. Sim, turístico, badalado, sim, sim, sim. Mas uma delícia de lugar pra curtir e relaxar. Curtimos o começo de noite por lá. Luang Prabang, aliás, é p relaxar, e o Utopia segue isso à risca.

 

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Utopia

 

Pedimos uma spice papaia salad que e era realmente apimentada, muito boa. Mas demandava cerveja pra refrescar, e a todo instante, ehehehe. E a cerveja, já não muito gelada, esquentava. Mas esse era um problema de toda a viagem. Anoitecemos no Utopia e voltamos para o centrinho, para jantar. E fazer massagem, antes que encerrasse o horário! Mais uma vez fui o último a sair da massagem. Cidade toda deserta. Mas ainda rola de conseguir um crepe numa das barraquinhas de rua que faz a xepa da galera.

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Era para termos acordado às 5 para ver novamente a Ronda das Almas, mas esticamos até 8. Katia estava com dor de cabeça e merecíamos mais sono. Justo!

 

Nesse dia só fizemos passear. Largamos a ideia de pegar tour para a Pak Ou Cave. Até pensamos em talvez pegar um barco para o por do sol no fim de tarde. A ideia era passear pela cidade novamente, agora em outras áreas. Fomos circulando pelas margens dos rios. Entramos em muitos templos.

 

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Luang Prabang

 

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Haw Pha Bang ou Templo Real

 

Nesse dia paramos para almoçar. Coisa rara, almoçar. O escolhido foi um dos melhores, se não o melhor, da viagem. Tamarind, de frente para o rio Nam Khan. Havíamos estabelecido uma régua de 50 KLAK (~6 USD) por refeição e o restaurante estava dentro dessa faixa. Pedimos dois pratos de degustação (beer snack e five bites), adoramos ambos! Nem tudo, mas o conjunto e a variedade eram ótimos. Tivemos contato finalmente com o sticky rice para enrolar com a mão (aliás, comi tudo com as mãos mesmo). No final ainda pedi um Lao coffee, que é um café forte sobre um copo com um dedo do que me pareceu ser leite condensado. Muito bom!

 

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Comidinhas no Tamarind

 

Ali perto havia uma ponte daquelas características da região. Cruzamos a ponte (cobra-se uma pequena taxa dos turistas) para ver o que rola do outro lado. Ou melhor, cruzamos pelo barato de cruzar a ponte mesmo. Do outro lado tem um bar que pareceu ser bem interessante, e não muito mais do que isso. Rodamos um pouco e logo retornamos.

 

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Cruzando a pontezinha

 

De lá seguimos para a parte menos turística da cidade, em direção ao Museu UXO. Fomos andando por áreas não turísticas, e acho que fomos os únicos que foram lá naquela hora sem carro. Acredito que bicicleta também é uma boa. Mas curtimos o passeio a pé, mesmo sob calor. O Museu UXO também se chama UXO Laos Visitor Center.

 

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Área externa do UXO

 

 

UXO quer dizer Unexploded Ordinance, são artefatos explosivos (bombas, granadas, minas etc.) não detonados que estão nas terras do Laos. Foram lançados no país pelos Estados Unidos, extra-oficialmente, antes e durante a guerra do Vietnã. Não explodiram, lá ficaram, e explodem até hoje. Morrem pessoas cotidianamente no Laos (média de uma por dia!) por conta da explosão desses artefatos.

 

O Laos, aliás, foi o país proporcionalmente (contagem per capita) mais bombardeado da História. Estima-se que foram lançadas mais de 2 milhões de toneladas de bombas (e afins) sobre o país e que cerca de 30% não foi detonada na hora. É como se os EUA tivessem bombardeado o Laos a cada 8 minutos durante 9 anos.

 

Uma das coisas que mais afetam a população civil são as bombas de fragmentação (cluster bombs), que espalham enorme quantidade de explosivos que se espalham e podem permanecer não detonados por anos a fio. E, lamentavelmente, é o tipo de coisa que ainda se usa até hoje (EUA, Inglaterra, Rússia, Israel e até mesmo a OTAN usaram em bombardeios recentes). Já se tentou um acordo internacional para banir isso das guerras, mas as potências bélicas ignoraram. O Brasil é produtor e exportador desse tipo de bomba, e também ignorou.

 

 

A visita é gratuita e o lugar funciona de manhã e no almoço. A visita é bem rápida, mesmo querendo ler tudo sobre o assunto. Há vídeos sendo apresentados constantemente – e vale a pena parar para assisti-los, se for do seu interesse.

 

De lá, retornamos e fomos para o Utopia para relaxar no fim de tarde. Curtir o entardecer por lá (a névoa persistia). Luang Prabang tem um clima, uma vibe, que é bem captada pelo Utopia. Não tem aquela coisa de centenas de atrações, must-sees, ou coisa parecida. Luang Prabang é para relaxar!

 

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Relax no Utopia

 

Voltamos para o centrinho, bater perna novamente. Fomos fazer massagem na hibiscus, que tinha sido recomendada em mais de um relato que li. Achei a melhor massagem até então. Kátia achou a pior, ahahahah. Questão de preferências. Forte x fraca. E, mais que isso: depende de quem faz a massagem, não necessariamente do lugar!

 

Depois ainda fomos dar uma forrada no estômago. Resolvi arriscar na comida da mosca, ahahahah!! Confia que o mal da mosca morre na panela, amém. Fé. Escolhi um macarrão guerreiro, que estava ok. Escolhi também uma linguiça, que tava bem bonita. Mas achei uma bosta, quase intragável. Felizmetne encontramos um cachorro de rua, que adorou o presente. Pelo menos essas comidas de rua custaram o equivalente a 5 reais!

 

Fomos fazer a saideira numa área próxima ao Utopia (uma área que eu chamava de “outro lado da cidade”). Até poderíamos esticar para o Utopia, que sei que vai até mais tarde. Mas já tava bom de Utopia, queria variar. Sentamos num bar perto do rio, mas a cidade vai se fechando (restaurantes vão fechando) a partir de 2130. Mesmo com o toque de recolher às 2330. Enfim, voltamos para dormir.

 

Coisas estranhas: enquanto esperávamos o nosso crepe noturno, lá veio uma figura oferecer transporte e, com nossa negativa, perguntou se queríamos maconha! Em toda a viagem, só por lá que nos abordaram oferecendo drogas. Por duas vezes, sempre de noite.

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Acordamos mais cedo, às 5 da manhã. Achávamos que rolava a Ronda das Almas mais cedo, no entanto não rola. Ficamos então tomando café nas barracas de rua observando a cidade amanhecer e o início atividades da Ronda das Almas.

 

Uma coisa que vimos foi que a galera dá o sticky rice (literalmente um arroz grudento) com as mãos para os monges, que largam dentro da bolsa que carregam. Não é um potinho com arroz, é um montinho de arroz grudado mesmo.

 

Nesse dia ficamos rodando pelo centro de manhã, pelas margens dos rios, observando construções, templos e o que mais chamasse a atenção – foi o que mais fizemos na cidade, aliás.

 

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Monges meditando num dos templos de Luang Prabang

 

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A simplicidade de Luang Prabang

 

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Mesas de restaurantes com vista para o rio

 

Fomos para o aeroporto, pelos mesmos 50 KLAK pagos para vir de lá. A tarifa é tabelada.

 

 

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    Considerações gerais sobre Luang Prabang:
     
    - Mais uma vez: é um lugar relax. Outro ritmo (e até outra temperatura, ao menos nos dias em que estivemos lá).
     
    - Ficaríamos mais um dia em Luang Prabang tranquilamente. Ou mais alguns dias. Claro, isso num esquema de viagem diferente, sem os 20 dias pré-determinados de férias. Talvez não tivesse o que fazer, mas lá é para isso mesmo, fazer nada, relaxar.
     
    - Via de regra os templos em Luang Prabang são gratuitos. Alguns deles são pagos, os maiores e/ou mais badalados. Isso (cobrança) deve crescer com o tempo e a expansão constante do turismo. Vimos alguns templos “menores“ também cobrando entrada – mas nem sempre ale a pena pagar. Não pagamos para entrar nos raros templos mais simples que nos foi cobrada entrada.
     
    - Eu me lembro de assistir a um filme sobre monges e a Copa do Mundo. De como os monges largavam os afazeres para torcer pelo Brasil. Não me lembrava exatamente qual era o filme e qual era a Copa, mas achei aqui: trata-se do filme "A Copa", dirigido por Khyentse Norbu Rimpoche. Muito bom! Não sei porque eu me lembrei dele justamente no Laos – deve ter sido por ver os monges nas ruas, né? E também por achar que cada vez mais o Brasil perde a referência futebolística. Se antes você falava que era brasileiro e imediatamente ouvia “Romário”, “Bebeto”, “Ronaldo”, “Ronaldinho”, hoje em dia muito (mas muito mesmo) eventualmente se ouve um “Neymar”, e olhe lá. Ali[as, é mais fácil ouvir algum dos 4 nomes anteriores do que o do Neymar.
     
    - Água grande (1,5 l) custava 5 KLAK em mercadinhos de rua mais afastados da zona turística. Na zona turística, cobram até 10 KLAK. Café Lao eu vi desde 5 KLAK até 25 KLAK! Refeições variavam bastante, claro. Estabelecemos um teto de 50 KLAK por prato e foi tranquilo.
     
    - Em nossas andanças noturnas eventualmente encontrávamos um templo com oração rolando e íamos lá curtir. Demanda distância e respeito. Muito agradável.
     
    - Se você for assistir à Ronda das Almas, respeite o rito. Há cartazes espalhados por toda a cidade indicando o que se deve fazer. Se você não souber o que fazer, fique do outro lado da rua, assistindo, fotografando, o que for. Mas fique do outro lado da rua! Sem flashes. Mantenha distância, deixe que os monges sigam o caminho deles sem interferência.
     
    ----------

 

Chiang Mai, Tailândia

Avião dessa vez estava mais cheio. Mesmo padrão pequeno do anterior.

 

Longa imigração na chegada. Fomos catar o health control e havia seta para um lado. Fomos na direção da seta, e nada. Ninguém. Parecia área reservada. Enfim, fomos para a fila. Chegando no guichê, claro, “você precisa passar no health control”. “Mas fomos lá, não tem ninguém”. E apontamos para onde fomos. E o atendente: “não, é ali”. Ou seja, o aeroporto indica o Healt Control para um lado, mas na verdade ele fica noutro. Fomos lá. Tudo carimbado. De volta para a fila. E o tempo passando, aquela coisa lenta de serviço burocrático (da experiência que tive, a Tailândia adora carimbos).

 

Chegamos novamente no guichê de imigração. “Ah, faltou preencher esse papel aqui”. Papel que nunca tinha visto, e que ninguém me deu para preencher. PQP, fiquei puto com aquilo. Significava voltar para a nada curta fila pela segunda vez, e para preencher um papel picareta. Preenchi aquilo de uma maneira vergonhosa, ilegível até mesmo para mim. Katia estava preenchendo o dela, quando um policial simpático falou que ela não precisava, bastava o meu para o casal. Enfim, guichê pela 3ª vez. Um de cada vez. Entreguei meu papel preenchido de forma inacreditavelmente tosca e o cara mal olhou. Ou seja, serve para PN, para ficar na gaveta. Avisei que valia para mim e para a moça que vinha atrás. Não valia. Pqp de novo. Aí veio o policial simpático e conversou rapidamente com o do guichê. Precisava sim, mas dessa vez ela preencheu no guichê mesmo.

 

Passada a tortura burocrática, pegamos um shuttle por 40 THB cada um para a cidade. Basta dizer o nome do seu hotel (é bom ter impresso em tailandês!) que eles te deixam na porta. E lá fomos. E chegamos ao hotel. Era o hotel sobre o qual eu mais tinha receio. Afinal, custava pouco mais de 10 USD a diária! Deve ter sido a mais em conta da minha vida. E digo que o quarto nos atendeu muito bem – para os 10 USD pagos. Localização tranquila, entre a cidade velha e o Night Bazaar. Quarto pequeno, banheiro idem. Mas tranquilos. Havia um inconveniente: o quarto ficava de frente para um rio que cruza a cidade, mas um rio estilo Maracanã (ou Tietê?), ou seja, um rio de esgoto. Como não tínhamos planos de deixar janela aberta (mosquito não!), não foi grande problema. A cama também era meio dura, parecia colchonete sobre uma tábua. Mas nada que prejudicasse nosso sono. E uma coisa bem legal: o hotel era também um antiquário/museu. Diversas coisas antigas, diversos cartazes de filmes antigos tailandeses, bem bacana de ver. Mas, como sempre, nos servia apenas para dormir e usar o banheiro. Rapidamente fomos passear e fazer reconhecimento da cidade. Ainda tínhamos boa parte da tarde.

 

Chiang Mai também tinha aquela névoa no ar, tal qual Luang Prabang. Não sei se é poluição atmosférica, ou se é alguma coisa climática. A névoa perdurou por todos os dias em que estivemos lá.

 

Fizemos uma caminhada pela rua principal que cruza toda a cidade velha, e que é também a rua do nosso hotel, Tapae. Conforme andávamos, nos deparávamos com templos belíssimos. O primeiro deles já ficava a poucos passos do nosso hotel e parecia ser um templo “menor”, visto que não havia ninguém por lá. Seguramente é porque eu não estou acostumado a eles, mas achava tudo aquilo de uma beleza ímpar.

 

De templo em templo, fomos até o Wat Phra Sing. Não é nada distante, é coisa de 2km, mas parávamos tanto nos outros templo, que isso levou o resto do dia. Quando chegamos lá, já era início da noite. Ainda assim curtimos. O dia seguinte seria dedicado a visitar templos, e a coisa prometia!

 

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Wat Phra Singh

 

Ali mesmo perto do templo encontramos um lugar simpático para jantar. Seguramente o melhor custo benefício de toda a viagem! Krua Dabb Lob é o nome. Voltaríamos lá todas as noites na cidade. Pratos de 50 a 70 THB. Lugar guerreiro e muito saboroso, na principal avenida que corta o cento histórico. E, nesse dia, tomamos nossa única cerveja cariocamente gelada da viagem. Pudera: deve ter havido alguma falha na refrigeração, porque a cerva veio congelando. Foi muito bem-vinda!

 

Jantados, seguimos para o outro lado da cidade em busca do Night Bazaar. Fomos buscando também um lugar para fazer massagem. Em alguns, já estava lotado para aquela noite!

 

No caminho, compramos um pouco de durian para provar. É uma fruta local que é proibida em vários lugares, ahahaha. Por causa do cheiro. Diversas lojas (e até cias aéreas) proíbem a entrada dessa fruta em seus estabelecimentos. O cheiro é ruim mesmo, mas não achei pavoroso. A fruta se parece um pouco com jaca. Tinha teoricamente em Siem Reap nas barraquinhas de suco, mas estava em falta. Então compramos em Chiang Mai. Katia comprou e colocou na bolsa.

 

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Durian, proibido em vários lugares por causa do cheiro

 

Já nos arredores do Night Bazaar, achamos um lugar com preço decente para fazer uma massagem. Foi um erro: o lugar é daqueles cheios de gente e cheio de massagistas. Majoritariamente chineses fazendo foot massage enquanto ficam no celular (isso é muito comum por lá). Como nós gostávamos mais da back massage, isso exigiria um lugar mais reservado, cama e etc. Embora massagem seja algo sempre bom, aquela eu teria dispensado.

 

O night bazaar é enorme. Na verdade, tornou-se muito mais uma região do que somente o night bazar propriamente dito. Tal qual a feira de San Telmo, em Buenos Aires. É tanta gente vendendo tanta coisa nos arredores que a coisa tomou uma proporção muito maior.

 

Acabamos encontrando um lugar muito bacana por lá, onde voltaríamos todas as noites também. Trata-se do Ploen Ruedee, uma praça de alimentação a céu aberto com showzinhos de rock e diversos lugares para sentar e curtir. Diversas barracas de comidas (de tudo quanto é tipo) e bebidas. Mas a preços turísticos, né? Aliás, é frequentado por turistas somente, pelo que pude ver. Pena mesmo é que a festa encerra à meia-noite. Ou melhor, o show encerra antes disso e as barracas vão fechando também. A área toda fecha á meia noite. Ficamos até quase isso e depois voltamos para dormir.

 

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Showzinho no Ploen Ruedee

 

Ah! Nesse lugar, na mesa em que nos sentamos para beber (e beliscar uma linguiça de Chiang Mai que achei interessante), foi onde provamos o (ou a?) durian. O cheiro não me agradou. O sabor não me disse muita coisa, mas não achei essa coisa horrorosa que li em alguns cantos.

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Nesse dia acordamos tarde, quase 9 da manhã. Foi o mais tarde da viagem. E justo no pior hotel, ahahaha.

 

Saímos, paramos numa agência e fechamos nossa passagem para Sukhothai. Grave erro! Não pesquisei preços, achei que era tabelado. Não é. Acho que pagamos caro, da ordem de duas vezes mais. 520 THB por pessoa. Mas só atentei para isso muito depois. Com punição, menos duas cervejas para cada um. Vida que segue.

 

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Wat Chedi Luang

 

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Ruína de estupa datada de 1441 no Wat Chedi Luang

 

Passamos o dia visitando templos. Para cima e para baixo, e até mesmo fora dos muros da cidade velha. Alguns dos templos em que entrávamos sequer estavam listados nos mapas que levamos – e eu achava tudo espetacular.

 

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Wat Khuan Khama

 

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Monges no trabalho braçal

 

Em Chiang Mai nos deparamos com uma coisa estranha: templos onde mulher não pode entrar. Outra coisa que vimos muito por lá foram templos com monges sob a forma de estátuas de cera. Um desses monges de cera nos desafiou. Aliás, o primeiro que vimos: eu apostei que era um monge vivo, Katia achou que não. Fomos chegando cada vez mais perto e vimos que não era vivo. Uau! Eu realmente apostava que era. Excelente trabalho de cera, aquele!

 

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Monge de cera no Wat Phra Singh – eu achei que era de verdade

 

Fechamos um passeio para o dia seguinte para Chiang Rai, especificamente para conhecer o Templo Branco (White Temple). É um tour de um dia muito comum na cidade, mas que geralmente vai até a fronteira com o Laos, e isso eu não queria. Felizmente encontramos um tour que, em vez de ir até a fronteira, seguia para um tal Black House Museum, que eu nem sabia o que era, para falar a verdade. Custava os mesmos 800 THB por pessoa, mas gostamos da ideia de passar menos tempo na estrada. Outra coisa que eu não queria era ir nas tais Long Neck Women, e nesse tour isso não aparecia.

 

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Outros templos

 

Passeando pela cidade, Katia começou a ficar tentada com a ideia de passarmos um dia cuidando de elefantes. É coisa que 9 (ou dez?) entre dez pessoas que vão a Chiang Mai fazem, mas não estava nos nossos planos. E não mudamos. A coisa de tigres estava descartada antecipadamente, idem para as long neck.

 

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Monge-cofrinho – para doações nos templos

 

Outra coisa que verificamos era o esquema para ir até o Wat Phrathat Doi Suthep. Fica afastado da cidade e precisa descolar algum jeito de ir para lá. Pode ser tour, pode ser taxi, pode ser alugando uma scooter, e pode ser via taxi compartilhado – que era nossa opção (a mais barata, ehehehe). O problema é que tem de esperar ter quórum, geralmente de 10 pessoas. A área de partida é perto do portão norte da cidade velha e, quando fomos lá, só tinha uma pessoa. Achamos que demoraria muito (era na faixa de meio-dia) e seguimos explorando a cidade. Ver mais e mais templos!

 

Voltamos lá no fim da tarde, gostamos da ideia de curtir o entardecer lá do alto. Havia duas meninas esperando, logo chegaram outras quatro e ainda umas mulheres que me pareceram ser tailandesas. A tarifa é fixa, 50 THB por pessoa, mas precisa ter um número mínimo para sair. Demorou uma meia hora, se tanto, lotou e fomos.

 

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Wat Phra That Doi Suthep

 

Ficamos cerca de uma hora por lá, foi muito bacana. Não sei se é a mais bonita da cidade, mas talvez seja a mais icônica. Rolaria de ver o por do sol, se não fosse aquela névoa permanente no ar. E, pelo que vi, o barato de lá é ver o nascer do sol, que é para onde o lugar dá vista. O poente é atrás de uma montanha à frente.

 

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A ideia de alugar uma noto me pareceu ser muito boa, acho que compensa. Sai o mesmo preço que 4 indo e voltando via taxi compartilhado (200 THB), e dá liberdade de conhecer outros templos no caminho. Custa 200 por dia, ou seja, dá para você conhecer coisas mais distantes da cidade.

 

Na volta, fomos novamente no restaurante guerreiro do dia anterior. Depois, Katia foi para o Night Bazzar e eu fui para a massagem. Nos encontramos no mesmo Ploen Ruedee, onde ainda cheguei a tempo de ver o final do showzinho bacana de uma banda local. Sempre rock!

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Às 7 da manhã a van passou e nos pegou. Era dia do tour para Chiang Rai.

 

Primeira parada é uma Termal Spring. É parada de ônibus, vans e carros. Bom para tomar um café e relaxar os pés nas águas quentes (muito quentes, do estilo daquelas mais quentes de Caldas Novas!). É uma atração menor.

 

Em seguida, o Templo Branco, White Temple. Oficialmente o nome é Wat Rong Khun. É sensacional! Acho que chegamos lá pouco antes das 11hs, estava bem cheio. São muitos detalhes no templo – ainda inacabado e que sofreu com um terremoto recente --, em alguns momentos você simplesmente não pode ficar parado para não atrasar a fila. O interior do templo não pode ser fotografado, e é onde você encontra as referências modernas pintadas nas paredes (Michael Jackson, Matrix, super-herois, etc.). Para esta parte interna, é necessário retirar os calçados. Sinceramente, preferi a parte externa!

 

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White temple

 

Saímos do templo, e entramos novamente. Como tem muita gente, a entrada e saída são organizadas, há guardas dentro e tudo mais. Há até banheiros ao lado do templo também. Tudo gratuito!

 

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Mãos que representam a cobiça humana. Ou seriam mãos desesperadas por salvação?

 

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Adorei essa escultura

 

Como entramos novamente pouco antes do meio-dia, o templo agora estava bem mais vazio. Ao meio-dia o templo fecha para almoço. Pudemos curtir bem mais (e melhor) as esculturas da entrada, sobretudo a do inferno, que foi o que mais me chamou a atenção. Curtimos agora com calma, sem guardinha apitando para apressar. Muito bom. Melhor que isso só mesmo se houvesse céu azul, e não aquela névoa que nos acompanhava desde Luang Prabang.

 

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A entrada do templo propriamente dito

 

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Esculturas na área externa

 

Almoçamos por ali mesmo, nos arredores, num lugar guerreiro. Incluso no tour. Depois a van foi nas tais long neck women – que eu achava que não iríamos. Uma parte do grupo optou por pagar sei lá quanto para ver, outra – nós – ficou por lá tomando um bom sorvete de côco vendido na barraquinha do estacionamento.

 

De lá partimos para o Black House Museum. Não dava nada por essa atração (meu foco era o White Temple), que na verdade se chama Baan Dam. E achei sensacional também! Sublime! Trata-se de um lugar a céu aberto (com algumas construções fechadas) reunindo as obras do artista Thawan Duchanee, que nasceu em Chiang Rai. Há muitas composições com animais (ossos, peles, chifres, etc), mas o que mais me encantou foram os trabalhos em madeira. Sobretudo os que estão colocados logo na entrada. Encantador.

 

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Encerrado nosso tempo por lá, soubemos que a van tinha ido para um rápido (?) conserto e que atrasaria. Então fui rever as obras do Baan Dam, sobretudo as encravadas na madeira. São fascinantes.

 

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Tudo talhado na madeira!

 

 

Demorou um pouco, mas a van chegou e retornamos para Chiang Mai no fim da tarde. Fomos jantar no nosso guerreiro de sempre, onde também comemos uma deliciosa sobremesa típica de lá: manga com arroz grudento ao leite de côco (mango with sticky rice). Adorei! E eu não curto muito manga!

 

Repeti o mesmo lugar da massagem do dia anterior (tinha sido muito bom!), e dessa vez Katia foi também. E seguimos para nosso showzinho noturno com saideiras no mesmo lugar de sempre.

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Às 6 da manhã um tuktuk passou para nos pegar e levar até a rodoviária. O preço mega-patrão que paguei dava direito a isso. Tinha escolhido o primeiro horário possível para Sukhothai, queria o máximo de tempo possível na cidade, visto que só teria a tarde praticamente. Busum sairia às 7 da manhã.

 

Chiang Mai é um lugar muito agradável. Achei menos quente que outros lugares, mas ainda assim quente. Achei também que é um lugar mais empoeirado, vide meus pés e pernas no fim do dia. Absolutamente encardidos, podres, imundos!

 

Há uma diversidade incrível de templos, e há inúmeras opções de passeios nos arredores para quem quiser ficar dias e dias por lá.

 

Sukhothai

Chegamos ao meio-dia cravado. Descemos na parte velha de Sukhothai (sequer conheci a nova), onde fica o parque e onde ficava nossa pousada. Fomos andando facilmente para lá, fica praticamente de frente para o parque!

 

Fizemos o check-in, largamos as mochilas, pegamos as bicicletas (acho que saiu por 30 THB cada) e partimos. Sem perda de tempo. Como falei, foi a hospedagem mais bacana da nossa viagem, disparado o melhor custo-benefício. Um mapinha com todas as informações necessárias escritas é disponibilizado para cada quarto. Muito simpático e eficaz!

 

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O mapinha, já depois de termos usado o dia inteiro

 

Primeiro fomos no parque principal, o chamado central. As entradas custam 100 THB por pessoa, em cada área de templos (central, norte e oeste). Neste central ainda pagamos mais 10 THB por bicicleta. E posso garantir: bicicleta é um meio MUITO bom de explorar os templos por lá! (e só andamos de bicicleta em viagem, e muito eventualmente)

 

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Vá de Bicicleta!

 

Consta que Sukhothai quer dizer algo como “Aurora da Felicidade” e foi palco do primeiro reinado da região que posteriormente formou a Tailândia (depois foi suplantado pelo Reino de Ayutthaya).

 

Rodamos bastante os templos da região central. Destaque (se é que é possível destacar alguns diante de tantos lugares extraordinários!) para o Wat Mahathat, talvez o maior e mais imponente da região central de templos.

 

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Estátua gigante no templo Wat Mahathat

 

De lá, partimos para os do norte. No caminho há alguns interessantes, grátis. Um deles, cheio de elefantes na base, muito bacana.

 

Os templos do norte são basicamente dois. Mas são dois dos principais! Portanto, siga para lá assim que você tiver visto todos do principal! O Wat Phra Phai Luang é mais extenso, bem em estado de ruínas, Uma das três torres permanece de pé, e tem evidente estilo khmer.

 

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Templos em estilo Khmer

 

O outro templo é, talvez, o mais famoso de Sukhothai, Wat Si Chum, onde em uma enorme estátua do buda, de 15 metros de altura. Sensacional!

 

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Wat Si Chum

 

Eu estava no meu paraíso (ruínas e templos!), adoro aquilo. E ainda havia muito pouca gente visitando – de longe a cidade com menos visitantes, dentre as que estivemos na viagem.

 

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De lá pegamos um atalho e seguimos pela estrada para os templos do oeste. São mais afastados e a área é mais extensa. Acho que já estava fechado, porque não tinha ninguém mais na guarita de entrada. Era fim de tarde, saiu grátis, eheheh. Subimos o Wat Saphan Hin, que tem uma bela e ampla vista, além de um buda gigante (mas não tanto quanto o do Si Chum). De lá seguimos pedalando de volta para a área central, mas agora por dentro, não pela estrada. Muito agradável. Passamos por diversos templos, vários deles bem pequenos. Infelizmente não houve tempo de entrar nos que ficavam para dentro e requeriam trilha. Essa área é meio que rural, com pessoas simples morando.

 

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Um belo tótem -- enquanto pedalávamos pelos templos da região leste

 

Retornamos à área central, e voltamos ao Wat Mahtarat para agora observá-lo sob outra luz. Espetáculo! O por do sol foi lá.

 

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Por do sol no Wat Mahathat

 

Ainda saímos correndo cidade adentro para ir no Wat Chang Lom, famoso porque tem 36 elefantes na base. Entretanto, chegando lá, estava fechado. Os templos fecham às 18hs. Observamos de longe somente.

 

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Esse era outro templo com elefantes na base, no caminho dos templos do norte

 

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Mais de Sukhothai

 

Jantamos num lugar guerreiro perto do parque e voltamos para a pousada para um merecido banho. Essa pousada foi, de longe, o melhor custo benefício da viagem. Além de um quarto confortável e muito bem decorado, o banheiro parecia novo. Tinha até cortininha, um luxo! Café, cereais, banana e água eram disponibilizados. Tudo muito bem transado para nosso padrão econômico. E a galera bem atenciosa, preocupados em termos luzes na bicicleta para a noite, no tamanho do banco, etc.

 

Saí para fazer uma massagem – e surpreendentemente foi a melhor da viagem! Comprei umas cervas no 7/11 para fazer nossa saideira no quarto mesmo. A parte velha da cidade não tem muita atividade noturna. Antes disso ainda tentei pedalar pelo parque, mas fui barrado. Parque fechado de noite.

 

Tivemos um contratempo, que felizmente a menina da pousada nos avisou no fim da noite. Mesmo com dificuldade de comunicação em inglês! Existe uma van que vai para o aeroporto, mas que já estava cheia. Nosso voo era na manhã seguinte, bem cedo. Acabei não vendo opções alternativas para o aeroporto pela cidade, então topei o que ela me apresentou. Descolou alguém que nos levaria pela facada de 800 THB para lá. O aeroporto é longe, mas a facada foi profunda também. Por outro lado, a van seria 300 THB por pessoa, então o aumento pelo transporte private não era terrível assim.

 

As 6 horas varando pelos templos foi excelente e deu para vermos a maioria deles. Mas eu teria ficado mais tempo. Aliás, na viagem ideal (aquela sem tempo pré-definido), eu teria ficado mais tempo por lá e teria explorado Kamphaeng Phet e Si Satchanalai, que ficam nos arredores.

 

Como falei, Sukhothai foi o primeiro reinado tailandês na região, fundado em 1238. Até então, a área era dominada pelo império khmer. Por isso é que encontramos a arquitetura khmer em alguns dos templos. No fim do Séc. XIV o reinado de Sukhothai declinou e então houve a ascensão de Ayutthaya. Com o declínio de Ayutthaya, no Séc. XVIII, Sukhothai foi praticamente esquecida. A área foi redescoberta debaixo de muito verde e começou a ser restaurada nos anos 60. Tornou-se patrimônio da Unesco em 1991.

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ola querida boa tarde , olha adorei o teu relatos muito bome super interresante , muitas dicas bacanas lugares lindos e logo se tudo de certo irei conhecer esses lugares tambem.

abraços!!!!

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Esse foi um dia em trânsito.

 

Saímos às 6:30 para o aeroporto e chegamos lá cerca de 45 min depois, sem trânsito. Ou seja, é longe mesmo. Era uma manhã bem nublada, tendo caído até chuviscos no caminho. Coisa incomum na região (e na viagem!) nessa época do ano. O aeroporto de Sukhothai é da Bangkok Airways, e logo identificamos um esquema-patrão na sala de embarque: café da manhã buffet liberado! Opa, aqui estamos nós!

 

O avião é no mesmo estilo da Lao, viagem até Bangkok foi tranquila. Chegando lá, descobrimos que qualquer passageiro da Bangkok Airways tem direito a usar o lounge deles enquanto espera o voo. Opa! Esquema-patrão perdurando! Plantamos na sala, que para mim é vip, e ficamos comendo e bebendo enquanto esperávamos nosso voo para Krabi. Havia um doce de côco envolto numa folha que era divino. Comi muito daquilo! Um dia de comilança.

 

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Esquema patrão na Bangkok Airways!

 

Enfim, chegamos no horário em Krabi e já compramos nosso bilhete para Ao Nang. 150 THB num busão que vai enchendo enquanto der. As malas vão sendo largadas na parte da frente (sim, da frente!) do ônibus. E aí é que vejo como a galera viaja com malas grandes e pesadas! Em algumas delas eu acho que caberiam umas 6 bagagens minhas. Quero isso longe de mim! As nossas cabiam no nosso colo, se necessário fosse.

 

Descemos em Ao Nammao, de onde parte barcos para Railay Beach East, e lá tem porto. Assim que descemos, fomos direcionados a uma agência, onde compramos nossos bilhetes para Railay. Sai por 100 THB cada a passagem, e sai de hora em hora. Barcos partem a cada hora e meia. A moça da agência perguntou se não queríamos comprar logo a volta. Falei que iríamos para Koh Phi Phi, e então ela ofereceu por 450 THB o bilhete para lá, a partir de Railay. Falou que em Railay esse bilhete sairia por 650 THB. Conheço esse tipo de história, portanto recusei. Ela ainda me deu uma rwsposta meio atravessada do tipo “ok, então você paga 650 lá em Railay”. [em Railay paguei 400 THB pelo bilhete]

 

Enquanto esperávamos o barco, saí para tentar achar algumas cervas. Nada. Os mercadinhos da região pareciam bem arrasados. Como as atendentes eram todas muçulmanas, achei que era por isso que não tinha cerveja. Não fomos lá, mas seguramente Ao Nang é mais bacana para se esperar o barco, eheheh.

 

 

Railay Beach

Pegamos o barco das 16:30 e chegamos cerca de meia hora depois em Railay. Fomos para nosso hotel esquema patrão ladeira acima (mais uma vez estar de mochilas leves ajudou MUITO!), apenas para fazer checkin, largar as mochilas e sair. Alguma coisa do dia precisava ser curtida, e nesse dia seria o por do sol. Partimos direto para Railay West para assistir ao espetacular por do sol, o mais bonito que vimos na viagem até então.

 

O tempo em Railay estava bom, sem névoa, sem nuvens. Céu azul, sol. Por sol na plenitude novamente. Viva!

 

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Por do sol em Railey West

 

Tudo é mais caro em Railay, seguramente o lugar mais caro de toda a viagem. Perto da praia é mais caro ainda. Se você anda dois minutos para dentro, consegue preço mais baixo na cerveja, na água, etc. Mas é tudo beeem mais caro que Bangkok, por exemplo. Da ordem de duas vezes mais. Isso vale também para os preços das massagens (lá saía por 350-400 THB a hora). Em Railay, o lado oeste é mais caro que o lado leste. Até o câmbio em Railay é consideravelmente pior. Se encontramos na faixa de 34,5 a 35 THB por USD em toda a viagem, em Railay era 33 THB. Se é mais caro, vamos em frente! Muquiranar sim, pero sin deixar de curtir!

 

Nosso hotel esquema-patrão de Railay foi o mais em conta que encontrei via booking.com. Até tentei outros não listados no booking, mas eram mais caros (e/ou estavam cheios para os dois dias). E preferi ficar em Railay do que em Ao Nang ou Krabi. E o hotel, de fato, foi muito acima do que estávamos acostumados na viagem. Tinha até divisória para o box, ehhehehe. Piscina com vista do infinito – e visual lá do alto! Vista das janelas para a mata. Até abrimos exceção e fomos curtir um pouco do hotel. Ou melhor, da piscina do hotel! Mas no dia seguinte.

 

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Esquema patrão no hotel de Railay!

 

De noite fomos rodar pela região. Railay tem um quê de Ilha Grande, com aquela coisa de pé na areia, ausência de carros (até tem alguns, mas é para transportar as mega-bagagens que a galera leva para os hotéis mais refinados; além um ou outro carrinho de golfe e moto) e clima descoladão. Tem um pouco de Jericoacoara também (mas em Jeri agora tem muito barulho). Com a devida ressalva de que faz bastante tempo que não vou à Ilha Grande.

 

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Badalação praiana em Railay West

 

Na East Railay encontramos uma moça de lá, com quem fomos conversando na viagem de barco para Railay. Ela é agente de viagens e nos deu dicas da área enquanto estávamos no barco e ainda nos indicou o caminho para o hotel, quando desembarcamos. Foi bem simpática, sequer tentou nos vender qualquer coisa. Compramos com ela a passagem para Koh Phi Phi (só tem uma saída por dia, e de manhã) por 400 THB. Aquela mesma que a agência de Krabi dizia que custava 650 em Railay e que queria nos vender por 450...

 

Estávamos em dúvida sobre o passeio às Hong Islands (ir às Hong ou curtir Railay no único dia cheio que teríamos?) e nossa amiga, muito honestamente!, sugeriu não irmos, porque o mar estava com previsão de estar mais agitado no dia seguinte. Achei muito bacana a atitude dela.

 

O passeio às Hong Islands é algo que ficou faltando na viagem. Pelo que vi, saía por 1.300 THB por pessoa nos speed boat, ou 1.000 THB nos long tail. Sim, é caro. Railay é caro!

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Para variar, acordamos cedo. Dessa vez para ver o sol nascer na East Railay. E é muito bonito! Passeamos um pouco, havia muito pouca gente. Voltamos para o hotel para tomar um café (o hotel disponibilizava os tais coffee facilities no quarto!) e logo saímos para curtir praia. Dia de relax! Fomos direto para Phra Nang, a melhor praia de lá.

 

No caminho até lá, há belas cavernas, inclusive com os tradicionais macacos que eventualmente lhe roubam comida. Mas vimos mais macacos no caminho para o nosso hotel (muitos!) do que por lá. Phra Nang é também a praia que tem um curioso templo numa caverna, logo na chegada da praia. Curioso porque é um templo repleto de objetos fálicos, digamos. Consta que o templo é dedicado a uma princesa do mar que protege os pescadores, mas já li também que é uma princesa da fertilidade. O que faz mais sentido. No fim das contas, para mim, o templo é um tanto bizarro. Curioso e divertido.

 

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A caminho de Phra Nang há cavernas bacanas

 

O barato de Phra Nang é na maré baixa. Exatamente como estava quando chegamos lá. Havia uma galera escalando as rochas logo na chegada, e um ou outro gato pingado na praia. Mais ninguém. Estacionamos por lá, em frente a uma enorme rocha que fica bem de frente para a praia – e onde se chega facilmente sem nadar com a maré baixa.

 

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Pranang Beach

 

Com o tempo, vão chegando as pessoas, os barcos, as excursões, a praia vai lotando. E a maré foi aumentando também, retirando o barato de poder ir praticamente caminhando até a rocha da frente.

 

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Em vez de quiosques de praia, barcos de praia suprem os banhistas com cervas e comidinhas

 

Uma coisa interessante que vimos por lá foi que havia mulçulmanos na praia. E curtindo! E as muçulmanas, todas vestidas, entrando na água, tirando selfies e nadando. Nunca tinha visto, achei bacana. Acho que eram da Indonésia.

 

Um ponto negativo é que, mesmo com ampla campanha de limpeza, Railay tem bastante lixo. Tipo Brasil.

 

Quando ficou muito cheio (de gente e de água), levantamos e seguimos para Railay West. O sol estava em cima naquela hora, muito calor. Então fomos passear costeando East Railay, até um hotel que fica num extremo de lá, chamado Garden alguma coisa. Um espetáculo, aliás. No caminho de volta, paramos num barzinho que havíamos visto na ida. Não tem nada de mais, apenas colchonetes e redes espalhadas de frente para o mar azul, eheheheh. Curtimos um momento relax por ali, com cervas (quentes!) para acompanhar.

 

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Railay West sob sol de meio-dia

 

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Relax num barzinho de Railay East

 

Depois comemos alguma coisa guerreira na East e fomos curtir a piscina do hotel, com aquele vistão espetacular. E com galera treinando escalada num paredão que fica logo em frente ao hotel. Belo visual geral! Eu cheguei fazer curso e algumas escaladas nos anos 90, só que nunca peguei gosto pela coisa. Mas acho bonito ver a galera escalando.

 

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Macaquinhos no caminho do nosso hotel

 

E lá fomos novamente para Railay West curtir o pôr do sol. Como chegamos cedo, fui esticar até Tonsai, que fica ao lado, sendo acessível pelas pedras na maré baixa, ou por trilha ou por barco. Nesse dia o pôr do sol deu nuvem.

 

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Galera curtindo um pré-pôr-do-sol

 

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Mais um!

 

Depois aproveitamos o happy hour e ficamos experimentando uns drinks num barzinho da região. Tinha até caipirinha, mas era com vodka. Aí explicamos que, quando é com vodka, o nome da bebida deveria mudar, eheheh.

 

Jantamos num restaurante indiano de lá mesmo, quebramos a regra de comer somente comida tailandesa. Não foi grande coisa, mas atendeu ao desejo. Foi uma leve esbanjada de orçamento também. Naquela região -- a walking street, a rua que liga West ao East side -- rolam peqenos shows de pirotecnia. Vimos rapidamente.

 

Encerramos o dia no Last Bar, onde supostamente rolava shows de pirotecnia e lutas de boxe. Mas não rolava nada disso quando fomos, só um showzinho bem agradável. Na verdade o bar parecia meio caído. Pedimos uns buckets com a cachaça (ou uísque) local e ficamos curtindo. Ainda escapei e fui numa massagem por ali perto. Mais uma massagem muito boa!

 

Foi um dia de leseira em Railay. Muito bom. Se tivesse mais dias, faria passeios. Aliás, tivesse eu planejado melhor, teria ficado mais um dia por lá, e um a menos em Koh Phi Phi. Para fazer o passeio às Hong Islands.

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Acordei cedo novamente, pra o nascer do sol. Katia preferiu ficar dormindo. Nascer do sol nesse dia foi ainda mais bonito. Ainda passei por Phra Nang (maré baixíssima, muito bacana! E já tinha gente escalando as rochas) e West Railay. Foi minha despedida de Railay.

 

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Voltei para o hotel, tomamos um café, fizemos check-out e descemos para pegar o barco para Koh Phi Phi. Partimos da Railay West, entrando nos barcos com pé na areia. Atrasou uma meia hora, dividiu em vários barcos para chegar ao ferry. Maior galera no ferry.

 

Koh Phi Phi

Chegamos em PP no fim da manhã. Paga-se 20 THB para entrar na ilha. Eu tinha um mapinha e achamos facilmente nosso hotel. Guerreiro, mas por 1.000 THB ao dia! Com AC, quarto pequeno, banheiro de volta ao padrão tailandês. Lockers na entrada. Atendeu ao que esperávamos! Tinha lido que vários hotéis da ilha têm água meio salgada para tomar banho – e lá a água era boa, tinha nada de sal! Só o wifi que chegava muito mal ao quarto. Pelo preço pago, e considerando que PP é um lugar mais caro, achei muito bom.

 

E fomos passear, reconhecer o local. Cor do mar é diferente mesmo, lembrou San Andres e o Caribe. Ficamos rodando pelas ruelas e pelos litorais, basicamente as praias de Ton Sai e Loh Dalam Bay. Os preços ficam abaixo de Railay, mas acima de Bangkok e outras cidades. Mas a massagem, por exemplo, permanecia no padrão inflacionado de Railay. Demos um tempo na praia de Lo Dalam, mas não gostei muito da água. Grande paradoxo! Mesmo com aquela cor, havia um certo lodo no fundo que me desagradou. Gostei mais do canto esquerdo de Tom Sai, onde se parte para Long Beach. Mais calmo, a água naquela hora estava mais bonita, e a água não tinha o tal lodo. Foi onde estacionamos. Mais um dia de leseira e curtição das praias.

 

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Por do sol em PP

 

De noite mantivemos nosso espírito de ficar rodando pela área. Rolam os bares/boites, com promoters meio que disputando os transeuntes. Como todos são abertos, pede-se reiteradamente para que não se leve bebidas de fora. Isso porque deve rolar de a galera comprar os baldinhos mais em conta na rua e levar para dentro dos bares/boites.

 

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Espetinhos e buckets de rua

 

Rodamos pela praia, onde rolam shows de pirotecnia (em escala bem maior do que em Railay), sobretudo no Slinky, que é tipo o “primeiro” bar que tem na praia (dependendo, claro, de onde você chega na praia...). Foi o lugar com os shows pirotécnicos mais bacanas que vimos.

 

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Slinky

 

Rodando na área de Ton Sai, vimos uma agência que propagandeava algo como “Be the first one there”. O cara dizia que ele levava barcos pequenos saindo antes de o sol nascer e chegava na Maya Bay bem cedo, quando ainda estava vazia. Ficava por lá umas 2hs e depois seguia um roteiro pelo resto da manhã. 600 THB por pessoa. Tínhamos visto alguns anúncios de barco privado a 3.000 THB por 6hs. Gostamos de ideia do “Be the first one there” a 1.200 THB para os dois e fechamos. Mas seria para dali a dois dias, não para o dia seguinte, que já estava lotado.

 

Encerramos nossa noite no Reggae Bar, onde a galera se voluntaria para lutar Muay Thai em troca de um baldinho (de bebida, que fique claro!, o famoso bucket). Aproveitamos uma promoção de 2x1 por 400 THB e curtimos o momento com nossos baldinhos. Chega a ser divertido, embora em alguns casos ocorram acidentes (algum soco que entra, algum nariz que leva um golpe e sangra, etc.). Todas as lutas tem um árbitro local e duram 3 rounds de 1 minuto cada. Sempre que o árbitro sente que há desnível na luta, ele imediatamente encerra e dá a vitória a um deles. Vimos várias lutas nesse dia, inclusive uma entre duas mulheres – que terminou empatada.

 

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Muay Thai no Reggae bar

 

Como voltamos tarde nesse dia, não rolou massagem.

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Partimos para Long Beach de manhã. A trilha para lá é muito mais fácil do que eu previa e muito mais rápido do que eu tinha lido. Aquela foi a melhor praia de Koh Phi Phi, dentre as facilmente acessíveis.

 

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Barquinho no caminho para Long beach

 

Voltamos no começo da tarde para fecharmos algum pacote de snorkel sem Maya Bay. Achei que seria difícil, mas não. Diversas agências vendem um tour de snorkel que rola de tarde até o sol se por. Fechamos um por 500 THB por pessoa. Preço na mesma faixa dos passeios de barco em Paraty. Além disso tem a tal taxa para entrar nas ilhas, paga somente uma vez por dia, de 200 THB. O estranho é que, nas ilhas, está escrito que a taxa é de 400 THB. E você não paga para ninguém da ilha, mas sim para o barqueiro. Enfim, não questionei.

 

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Geral de PP

 

Nosso barco de snorkel tour saiu acho que umas 13hs de Tom Sai. Era um barco grande, e rolava água á vontade para a galera beber. Evidentemente o equipamento de snorkel também estava incluído. Antes disso compramos uma dry bag pequena por 270 THB, boa para usar em ambientes em que pode molhar.

 

Primeira parada em Monkey Island. Onde, evidentemente, o barato da galera é ver os macacos. Que, por sua vez, fazem a festa. Eventualmente roubando comida dos turistas. Triste mesmo é que há placas com letras garrafais (inclusive em inglês e chinês) pedindo para as pessoas não alimentarem os animais, e ainda informando sobre multa. Não adianta, a galera dá comida. Vi uma senhora inclusive dando um pacote fechado de alguma coisa para o bicho. É pena que seja assim. Então me mandei dali e fui buscar alguma área bacana para fazer snorkel. Katia ficou por lá vendo os macacos. Snorkel foi bom, mas na parada seguinte foi bem melhor.

 

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Macacos em Monkey Island

 

Parada seguinte foi em Bamboo. Maior galera por lá, acho que chineses. Cheia mesmo, deve ser ponto de parada de excursões chinesas, não sei. Mas o barato de lá para mim não é a praia, e sim o snorkel, que foi muito bom! Ótima visibilidade e boa variedade de peixes, sobretudo na área onde há corais, mais afastada da praia. Curti bastante. As paradas eram geralmente de 1 hora, e fiquei quase o tempo todo de snorkel.

 

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Snorkel

 

A última parada foi no Sharkpoint já escurecendo, na faixa das 18hs. Ainda assim com belos corais e muitos peixes. Tem de saber achar os peixes, que habitualmente ficam sempre nos onde há corais. Nada de tubarões, apesar do nome. O barqueiro até falou que eles ficam numa tal direção lá e tal. Nadei até lá e não vi nada de tubarão.

 

Curtiríamos o pôr do sol, se houvesse. Bateu uma nuvem exatamente no poente, então voltamos para Tom Sai.

 

Estávamos de jejum, praticamente! Eu estava com desejo de comer um daqueles peixes que ficam expostos nos restaurantes. E assim fomos, escolhemos um e saboreamos um grelhado. Achei nada demais, não valeu a pena o custo adicional (à nossa média).

 

Nesse dia, no caminho para a praia vimos uma figura (um turista) caricaturalmente bêbada, cambaleando pelas ruas. Galera que cruzava com ele fazia a curva para passar longe. Retrato daquela coisa do europeu jovem que vai para lá encher a cara.

 

De noite ficamos rodando a praia de bucket nas mãos, vendo os shows pirotécnicos. O do Slinky é o melhor mesmo, mas chega uma hora em que fica todo mundo “brincando” de passar por debaixo do fogo, e aí não dá mais para os expectadores (nós!) assistirem, fica todo mundo muito concentrado na frente. Essa é a hora que rola a promoção para quem tirar a blusa (mulheres) ou a roupa (homens) e ganhar um bucket. Mas ninguém tirou nada enquanto estivemos por lá. Outra diversão de lá é o hangman. Você paga 200 THB para tentar ficar 90 segundos pendurado na barra. Se conseguir, leva uma garrafa de whisky. Se ficar 150 segundos, leva duas. Vimos vários tentarem, nenhum conseguiu. Quem tenta ganha uma latinha de cerveja como consolação. É divertido.

 

Fomos dormir mais cedo esse dia. Mas ainda consegui uma massagem na xepa, no fim do dia. Várias casas de massagem fecham às 22hs, algumas poucas permanecem abertas na área de Tom Sai. Na área da muvuca tem mais, mas essas ficam cheias (e tem outras suspeitíssimas também), e gosto da coisa mais calma.

 

Dia seguinte seria para madrugar novamente.

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    • Por rtsrodolfo
      Saudações mochileiros!!
      Este é o meu primeiro relato do site, e acho que de qualquer outro lugar também. Nuca fui muito de escrever, então já peço sugestões e dicas para melhorar e poder ajudar cada vez mais. Antes de qualquer coisa, muito obrigado aos que ajudam postando informações aqui no site. Visitei a Tailândia no início de 2015 e não sei o que seria de mim sem os relatos que estudei aqui. Meu nome é Rodolfo Tallarida, tenho 29 anos e meus destinos favoritos são ilhas e praias. Tentei resgatar o máximo de informações possíveis e juntar nesse relato. A viagem foi feita em dezembro de 2015, com 2 amigos (Daniel e Patrícia). Acho que a parte mais difícil do relato foi separar as fotos. Minhas viagens são sempre com uma Gopro na mão em modo time-lapse. Ou seja, no final desta viagem foram cerca de 8 mil fotos só minhas, hahaha . Vou aos poucos postando mais fotos no instagram para quem gosta do app também.
       
      Instagram.:
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      Algumas informações sobre as Filipinas.:
       
      Moeda
      A moeda local é o peso filipino(PHP). Hoje, 1 dólar americano, corresponde a cerca de 47 pesos filipinos. Para trocar a moeda não vi muita dificuldade. Em todas as cidades existem pequenas casas de câmbio ou você pode trocar em diversos restaurantes ou lojas de conveniência mesmo, porém com uma cotação não tão boa.
       
      Compras
      Esqueça a ideia de compras nas Filipinas, pois além de não encontrar quase nada, os preços são mais caros. Souvenirs(adoro lembraças ) também são bem escassos. Aproveite para comprar um chaveiro ou artesanato no DMall em Boracay que tem maior variedade.
       
      Para entrar nas Filipinas
      Brasileiros não precisam de visto para entrar nas Filipinas. Apenas carteira de vacinação de febre amarela. Tranquilão, menos um custo na sua viagem
       
      Religião
      A maioria esmagadora é cristâ, portanto respeite a cultura local.
       
      Idioma
      Vai encarar tentar aprender filipino para viajar? hahahaha...esqueça pq não dá pra entender naaaaada. Se esforce apenas em aprender a falar obrigado em filipino, que é Salamat. Se estiver bem feliz, diga Salamaaaaaaaat. Relax pq todo mundo por lá fala inglês. Placas, cardápios, guias...tudo é em inglês mesmo.
       
      Hospedagem
      Não faço questão de hotéis de luxo, até pq costumo ficar fora o dia inteiro. Pesquiso bastante nos sites booking.com, hoteis.com, trivago, e no caso da Ásia, o Agoda também é muito bom. Sempre vejo também os custos de hostels, que as vezes são ótimas saídas. Já me hospedei algumas vezes em hostel e todas as minhas experiências foram muito boas. Um bom lugar para se pesquisar hostels é o site hostelworld.com. Nesta minha viagem o custo estava saindo quase o mesmo entre hostel e hotel. Para mim, um quarto com ar condicionado e um banheiro já está ótimo. Qualquer outra coisa, como piscina, academia e demais são dispensáveis já que costumo passar o dia inteiro aproveitando o lugar. Uso o hotel apenas para passar a noite. Como fechamos os hotéis 2 semanas antes de nossa viagem, eu sabia que as opções seriam bem restritas, mas acabou que conseguimos uma boa relação custoxbenefício. Acredito que se reservar com mais antecedência, é possível reservar excelentes hospedagens por excelentes preços. Sempre compare os preços entre os sites e preste muita atenção nos detalhes do quarto como disposição de camas, café da manhã, chuveiro com água quente e outros. Claro, também verificar a localização do hotel. Ah, procure também por cupons de desconto. É relativamente fácil achar desconto de 5 a 10% no google para o site hoteis.com. Hotéis mais distantes do centro nervoso costumam ser mais baratos, mas o trabalho de translado é maior também, fora o tempo que se perde. Wifi é MUITO importante. Wifi nas Filipinas é item de luxo, portanto leve muito em conta se o hotel tem wifi no quarto ou nas áreas comuns apenas. Vejam as avaliações dos hóspedes nos sites e no tripadvisor, se tiver. Como falei, costumo viajar e aproveitara bastante o dia, então não gosto de gastar fortunas em hotéis. Meu primeiro filtro nos sites de busca é o valor(de menor para maior). Reservei tudo aqui do Brasil e pelo site Hoteis.com. Com 2 semanas de antecedência, minhas seleções foram as seguintes.:
      Boracay
      Seabird International Resort and Country Club - 2 noites por R$282,20, quarto de casal com café da manhã incluído
      Cebu (Oslob)
      Sebastian - 4 noites por R$829,76, quarto para 3 pessoas com café da manhã incluído
      El nido
      Bik Creek Mansion - 4 noites por R$910,73, quarto para 3 pessoas com café da manhã incluído
      Coron
      Coron Village Lodge - 5 noites por R$758,22, quarto para 3 pessoas apenas hospedagem
       
      Rápida avaliação sobre cada hotel.:
      Seabird em Boracay.:
      apesar de ter ficado menos de 24 horas, gostei do lugar. Atendentes muito atenciosos e prestativos. Fui recepcionado com suco e muita atenção. Quarto limpo, boxe com cortina, banheiro muito bom, toalhas e itens de banho disponíveis for free. O melhor é a localização. Fica a menos de 1 minuto da praia principal e a 2 minutos do D Mall. Com certeza me hospedaria novamente. O único problema foi que no último banho, a água não esquentava de jeito de nenhum. Eu sou muuuuuito friorento, então isso me incomodou um pouco. Café da manhã padrão de todos os hotéis que fiquei. A lá carte com escolha entre café da manhã estilo Americano ou Filipino.
       
      Sebastian em Cebu.:
      Superou expectativas. Esse hotel definitivamente não sabe fazer marketing do seu negócio. O hotel tem uma vista espetacular e um nascer do sol incrível. Fica de frente pra praia que tem uma água sinistra de bonita. Você toma café da manhã no deck de frente pro mar vendo o nascer do sol. Piscina estilo infinita de frente pra praia. Eles tem caiaque e standup for free!!! hahaha..
      Único problema encontrado foi que o wifi não pegava no quarto, apenas no corredor. Café da manhã a lá carte. Me hospedaria facilmente again Ah, o chuveiro é junto com a privada, então tem q tomar um pouco de cuidado para não molhar tuuudo.
       
      Big Creek em El nido
      muito peculiar esse hotel. Tem um estilo muito estranho lembrando um pouco estilo de época antiga com decorações de madeira em todos os lugares. A entrada foi motivo de zoeira a viagem toda porque era um canteiro de obra. Não acreditamos até hoje que a entrada é realmente ali. Cada quarto tem sua mesa de café da manhã em frente a porta do quarto. Banheiro com boxe com cortina. O hotel fecha vários pacotes com os mesmos preços praticados na rua e te buscam na porta do hotel. Problemas encontrados.: uma mega barata no banheiro(a Patrícia só soube disso no terceiro dia e quase nos matou por causa disso) e vários picos de luz. O ar condicionado tinha vida própria e ligava e desligava sozinho várias vezes. Queimei meu carregador do celular e da gopro no quarto do hotel(levem filtro de tomada). Consideraria escolher outra opção de hotel para ficar, mas na falta de opção até aceitaria me hospedar de novo por lá. Outra coisa mega importante é que o hotel menciona ter wifi. Eles tem aquele token antigão que não serve pra nada! Não carregava nem mensagem no whatsapp.
       
      Village Lodge em Coron.:
      a pior hospedagem da viagem com certeza. Tivemos vários problemas e com certeza não me hospedaria de novo lá. Quartos muito sujos, com traças, fezes de cupim por tudo que é canto, chuveiro que não funcionava e faltava água, descarga quebrada, sem wifi nos quartos e um atendimento muito precário. Não posso citar nenhum ponto positivo do hotel. Tivemos que trocar de quarto 3 vezes e os problemas continuaram mesmo assim. Vale pagar um pouco mais caro e escolher outro lugar.
       
      Voos
      Eu sou fã da Air Asia pelo fato de suas passagens serem extremamente baratas, o serviço ser muito bom e nunca ter tido nenhum tipo de problema ou atraso. Infelizmente a Air Asia opera apenas em determinados aeroportos das Filipinas e com poucos voos, mas são os mais baratos com certeza. A que tem o melhor preço e melhor disponibilidade de voos nas Filipinas é a Cebu Pacific. A Philippines Airline também é uma opção para viagens internas. Sempre compre diretamente no site da cia, pois o preço é sempre mais baixo. Atenção aos limites de bagagem que são bem diferentes entre cada uma delas. As vezes a seleção default é sem nenhuma bagagem, então atenção na compra. Normalmente o custo mais alto das viagens acaba sendo as passagens aéreas, então pesquise alternativas no seu roteiro. Perco MUITO tempo montando e remontando alternativas de roteiro, alterando a ordem dos destinos para deixar a viagem mais barata possível. A diferença de um dia para outro ou alterar a ordem dos destinos altera bastante no valor final da viagem. Vc vai gastar alguns dias fazendo inúmeras planilhas, mas planejar viagem é assim mesmo. Eu até gosto Considere um dia inteiro para translado de uma ilha a outra. Por mais que os voos sejam rápidos, normalmente não mais que 1 hora e meia, a logística de transporte hotelxaeroportoxhotel é bem complicada, fora os atrasos que, pelo menos na época que fui, aconteceram em 95% dos voos.
       
      Voos internos.:
      Manila - Kalibo(Boracay) : Air Asia, R$156,00 - esse foi o voo que perdi por causa do atraso da Emirates
      Manila - Kalibo(Boracay) : Cebu Pacific, cerca de R$250,00
      Caticlan(Boracay) - Cebu : Cebu Pacific, R$172,00
      Cebu - Puerto Princesa - Cebu Pacific, R$392,00
      Puerto Princesa - Coron : Cebu Pacific, R$392,00
      Coron - Manila : Philippines Airline, R$608,00
       
      Voo internacional:
      Rio de Janeiro - Manila - Rio de Janeiro : Emirates, R$500,00
      O preço foi essa miséria aí pq início do ano em minha ida a Tailândia, voando pela Emirates,tive uma situação de overbooking e acabei ganhando uma passagem ide e volta da Emirates para Dubai. Como eu já conhecia Dubai, optei pagar 100 doletas + taxa de embarque e trocar o destino para Manila
       
      Translados nas ilhas Filipinas
      Be ready para altas aventuras se você for um viajante on a buget. Separe um short ou bermuda bem confortável, uma camiseta bem light e um chinelão, pois as jornadas são longas. Claro que existem as opções mais práticas, mas mais caras. Vamos aos translados que escolhi e os que acabei cogitando como segunda opção.
       
      Como chegar em Boracay
      Para chegar em Boracay, existem 2 aeroportos. O Kalibo e o Caticlan. O maior e que tem mais voos, horários e cias aéreas operando é o de Kalibo. As passagens aéreas costumam ser mais baratas para lá. A partir dele você deve pegar uma van para o porto de Caticlan(cerca de 2 horas), depois uma "banka"(estilo de balsa, que leva cerca de 10 minutos), para então pegar sua van/moto até o hotel(não mais que 15 minutos). Se optar pelo aeroporto de Caticlan, você economiza a viagem de van de Kalibo até o porto de Caticlan, já que o aeroporto fica a cerca de 5 minutos do porto. A melhor empresa para fechar todo o translado aeroportoxhotel é a southwest. Sugiro agendar e comprar o translado ainda aqui no Brasil. Sai pouca coisa mais cara, mas vc garante seu lugar no ônibus que é mais confortável e tem horários frequentes.
      O site da empresa é http://www.southwesttoursboracay.com/
      O valor hoje é de 650php para o serviço door to door.
       
      Como chegar em Cebu
      Cuidado, existe a província de Cebu, a ilha de Cebu e a cidade de Cebu. O aeroporto de Cebu fica na província de Cebu, mas na cidade Lapu-Lapu, na ilha Mactan. Os hotéis e o centro nervoso ficam na Cebu City(a pronúncia foi motivo de risos a viagem toda(cebucite )). É na cidade de Cebu que a maioria dos turistas ficam por ser um centro com comércio mais ativo e desta forma ter mais acesso aos mercados, mercearias e empresas de turismo. As principais atrações turísticas ficam no sul da Ilha de Cebu. Atrações como Tumalog, Kawasan, Whaleshark ficam todas mais pro sul da ilha. Vc escolhe ficar no centro com facilidades de comércio e uma região mais movimentada, mas longe das principais atrações, ou fica mais pro sul perto das atrações, porém sem comércio quase que nenhum. Para chegar a Cebu City, vc deve pegar um taxi no aeroporto. Não esqueça de perguntar se o taxímetro vai ligado ou combine um valor antes de entrar no taxi. Para chegar nas áreas mais ao sul da ilha vc pode negociar o taxi no aeroporto(valores no relato da viagem) ou pegar um taxi até o terminal sul rodoviário de Cebu e então pegar um ônibus para o seu destino. Cuidado pois os horários dos ônibus encerram cedo, por volta de 9 da noite se não me engano. Se for fazer esse translado durante o dia, se prepare, pois o transito de Cebu é caótico demaaaaaais. Taxi do aeroporto até o terminal rodoviário são 20 minutos sem trânsito e do terminal rodoviário até Oslob, por exemplo, são cerca de 5 horas.
       
      Como chegar em El Nido
      O meio mais praticado para chegar em El Nido é pegando um voo para Puerto Princesa e depois uma van/ônibus para El Nido. De Puerto Princesa para El Nido são cerca de 6 horas numa estrada beeem sinuosa e chatinha demais. Fazer com as vans que são negociadas na porta do aeroporto é bem desconfortável, fora que sempre tem alguma pegadinha. Sugiro fechar um translado de ônibus ainda aqui no Brasil para fazer a viagem mais tranquilo. Outra opção para chegar em El Nido é de banka via Coron. Essa opção você fica a mercê das condições do mar. São cerca de 7 horas de banka que podem ser tranquilas, turbulentas ou podem até mesmo não acontecer por condições climáticas. A melhor opção, porém beeem mais cara é comprar uma passagem de avião para o aeroporto de El Nido. As passagens devem ser cotadas via e-mail e tem horários bem reduzidos. O aeroporto é particular de um resort. O site com mais informações é o http://www.elnidoboutiqueandartcafe.com/TravelCenter.html
       
      Como chegar em Coron
      Coron acho que de todos os destinos que fui é o mais tranquilo de se chegar. O aeroporto fica na região de Busuanga e tem esse nome também. Do aeroporto até o centro onde ficam todos os hotéis só existem vans e com preço fixo em 150php. Ao sair do aeroporto, você será abordado pelos motoristas das vans. Diga que já tem reserva no hotel porque muitos hotéis já tem vans específicas para o translado. A viagem dura cerca de 30 minutos e é bem tranquila. Outra opção para se chegar a Coron é via banka vindo de El nido, mas com os mesmos problemas citados no caminho contrário.
       
      Roteiro Planejado
      13/12/2015 - Saída do RJ
      14/12/2015 - Chegada em Manila. Manila->Kalibo->Boracay
      15/12/2015 - Boracay
      16/12/2015 - Boracay-> Cebu
      17/12/2015 - Cebu
      18/12/2015 - Cebu
      19/12/2015 - Cebu
      20/12/2015 - Cebu -> Puerto Princesa -> El Nido
      21/12/2015 - El Nido
      22/12/2015 - El Nido
      23/12/2015 - El nido
      24/12/2015 - El Nido -> Puerto Princesa -> Coron
      25/12/2015 (NATAL) - Coron
      26/12/2015 - Coron
      27/12/2015 - Coron
      28/12/2015 - Coron
      29/12/2015 - Coron -> Manila
      30/12/2015 - Manila -> RJ
       
      Pontos de interesse planejados
       
      Em Boracay
      White Sand Beach
      Willy's Rock
      Ariels Point
      Diniwid Beach
      Dmall
       
      Festa, bebida, comida, ilha foda, snorkel, cliff jumping..gosta disso tudo? Então “perca” um dia conhecendo o Ariels Point.
      Aproveite o Dmall para comer em restaurantes bons com comida de tudo quanto é canto do mundo e comprar as lembranças da viagem.
      Se fosse de novo, faria certamente o passeio de parasail e iria no G-Max, um tipo de slingshot humano.
       
      Em Cebu
      Oslob Whaleshark Watching
      Tumalog Falls
      Kawasan Fall
      Canyoneering Kanloab River
       
      Para o Whaleshark, a dica é chegar cedo! Se não tiver roupa de mergulho ou uma lycra, a água-viva pode incomodar um pouco, mas nada óóóóó. Eu fui de sunga
      Não deixe de fazer o Canyoneering de jeito nenhum..leve sua sapatilha de mergulho ou tênis que possa molhar. Bolsa a prova d’água também é item indispensável.
       
      Em El Nido
      Tour A: recomendo
      Small Lagoon, Big Lagoon, Secret Lagoon, Simizu Island and Entulala Island
       
      Tour B: não recomendo
      Snake Islands, Cudugnun Cave, Catherdral Cave and Lagen and Pinabuyutan Island
       
      Tour C: o melhor de todos
      Matinloc and Tapuitan Islands. Secret Beach, Matinloc Shrine, Hidden Beach and Helicopter Island.
       
      Tour D: não recomendo
      Cadlao Island, Pasandigan Beach, Nat Nat Beach, Bucal Beach and Paradise Beach
       
      Não deixe de fazer o tour A e o C. O tour normalmente leva um dia inteiro, portanto não planeje mais nada no dia que for fazer o tour. Não esqueça de levar sua sapatilha de mergulho. Se tiver tempo, tente fazer o zipline em Las Cabanas e subir o Taraw Cliff também. Acho que vale muito a pena a vista. Restaurantes que recomendo: Altrove e Lucky Alofa
       
      Em Coron
      Ultimate Tour:
      Kayangan Lake, Twin Peaks Reef, Hidden Lagoon, Bulungan Beach, Calachuchi Coral Eden, CYC Is
       
      Tour privado: Você monta o reoteiro. Roteiro que fizemos:
      Kayangam lake, Barracuda lake, Twin Lagoon, Siete Pecados e Skeleton Wreck
       
      Mergulho com cilindro em navios naufragados também é uma ótima pedida! Não esqueça que mergulhos com cilindro precisam de certificação. Não tem curso? Faça lá e tenha sua carteira pra mergulhar em qualquer lugar do mundo. Escolas de mergulho é o que não falta por lá. Da para tirar um OW(open water) em cerca de 3 dias.
       
      Relato
      Dias 13 e 14/12/2015
      O voo diário da Emirates para sua matriz em Dubai, sai diariamente do Rio de Janeiro as 03:10 e lá estava eu pontualmente no aeroporto para embarcar. Logo nos dois primeiros dias de viagem, já tinha história para contar. História que sinceramente podia ter ficado para uma outra vez, e não naquela ocasião. Embarquei no aeroporto do RJ pela Emirates com passagem para Manila fazendo escala em Dubai. Em Manila faria uma pequena escala de cerca de 4 horas e pegaria um voo pela AirAsia com destino a Kalibo, de onde pegaria um ônibus, uma balsa e um taxi para então chegar ao meu hotel em Boracay. Já na primeira perna do voo (RJ-Dubai) tive uma surpresa. O meu voo vinha da Argentina e acho que muita gente conhece a fama do time River Plate de lá. Vocês devem estar pensando: nossa, ele pegou o mesmo voo que o time do River! Não. Eu peguei o mesmo voo que a torcida do River. Acho que 70% do voo era de torcedores uniformizados, com suas bandeiras, fantasias e tudo mais. Acho que só faltaram os fogos. Os primeiros e os últimos 50 minutos do voo foram como se o time estivesse ali na frente deles. Gritavam, cantavam e as vezes até pulavam para o desespero da tripulação. Sou flamenguista, mas vi uma torcida saudável festejando a classificação do time para o mundial. Não me senti incomodado, uma vez que o resto do voo não se ouvia nem um ronco sequer das centenas ali dormindo. Tudo certo até então. Voo pontual e escala de 4 horas em Dubai também. A Emirates sempre foi um exemplo de cia para mim. Sempre elogiei e tive a certeza de que era a melhor do mundo. Infelizmente, meu pensamento mudou naquelas primeiras 24horas. A Emirates me levou do céu ao inferno em 1 voo. Após ter feito o lanche em Dubai utilizando o voucher que a Emirates havia me dado, já que minha escala era de 4 horas, fui para a fila e embarquei no meu voo em direção a Manila. Deveria chegar em Manila as 16:00hrs do horário local, mas não foi o que aconteceu. As 16:30 o piloto começou a realizar os procedimentos de descida e informou que o atraso era por conta do tráfego intenso em Manila. Até aí OK, sem problemas. Quando o avião embicou para pousar na pista, através da câmera do avião pude perceber que o aeroporto não tinha um porte tão grande como eu esperava. Olhei pela janela e puder ver que mais parecia uma base das forças aéreas do que um aeroporto internacional. Ao pousar, pude ler em um dos hangares (air force airport). Logo depois alguns caças e helicópteros camuflados. A esta altura, os passageiros, 99% filipinos, já estavam num alvoroço total tentando entender o que havia acontecido. Ao estacionar o avião praticamente no meio do pátio do aeroporto, o piloto informou que estávamos no aeroporto de Clark, situado a cerca de 160km de Manila, conforme demonstrava o painel na televisão individual do sistema de entretenimento àquela altura. O piloto informou que havia uma questão meteorológica e uma falha mecânica, mas que o time em solo já estava trabalhando para resolver e que não era para ninguém se levantar. Olhando pelas janelas e pelas câmeras não se via uma alma sequer no pátio do aeroporto. Parecia estarmos num campo abandonado. Só havia o nosso avião parado no meio do pátio e mais nada. Nenhum carro de apoio, nenhum carro de polícia, de carga, de nada. Éramos nós e somente nós ali no pátio naquele momento. Ficamos ali presos dentro do avião parado por mais de 3 horas sem receber mais informações. Aeromoças informavam que iriamos decolar novamente em direção a Manila, mas novamente não foi o que aconteceu. O piloto utilizando o sistema de som da aeronave informou que por legalidade, não poderia mais seguir voo e que deveríamos desembarcar e aguardar novas instruções no terminal do aeroporto. Passados mais 30 minutos, chegaram os ônibus que nos levariam para o terminal. Ao chegar no terminal, mais confusão. Os dois únicos funcionários da Emirates não sabiam o que era para ser feito e ficamos ali por mais cerca de 2 horas. Neste ponto, eu e mais centenas de pessoas já havíamos perdido nossos voos para os outros destinos. Enfim, depois de muita confusão e quase pancadaria entre passageiro e funcionário, fomos orientados a realizar o processo de imigração e pegar nossas bagagens, que em seguida seriamos acomodados em ônibus que nos levariam pra Manila. Fiz o processo de imigração e peguei minha bagagem como tinha que ser feito e entrei no ônibus. O ônibus era estranho, velho e com cortinas esquisitas, mas não houve problemas, tirando o velho que resolveu fumar dentro do ônibus com ar condicionado. Detalhe que ele havia tentado fumar no banheiro do avião também. Neste ônibus foram mais cerca de 2 horas e meia passando por lugares tão horrorosos e pobres, que dava mais medo do que passar na Av. Brasil ou linha vermelha durante a madrugada. Enfim chegamos no aeroporto de Manila. Era para chegarmos as 4 da tarde e chegamos meia noite em ponto depois desta aventura. Ao procurar e falar com duas atendentes da Emirates, expliquei toda a situação. Expliquei que devido ao atraso da Emirates, eu havia perdido um voo, uma reserva no hotel que havia feito, passeios que havia reservado, e dia inteiro das minhas contadas férias. A resposta foi a mesma das duas atendentes chamadas Jenny e Sherlin: não podemos ajudar em nada! Foi essa a resposta que tive da Emirates. Não havia argumento que tirasse outra frase das atendentes. Tirei fotos e resolvi sentar para pensar no que fazer.
       

       
      Dia 15/12/2015
      Naquele momento precisava agilizar minha ida para Boracay onde ficava o hotel e de onde eu deveria pegar meu outro voo já reservado. Ao questionar onde podia comprar uma passagem, fui orientado a ir para o terminal 4 onde ficavam os escritórios (estava no terminal 3). Ok, até eu descobrir que o shuttle entre os terminais não funcionava de madrugada e que eu deveria pegar um taxi. Pegar e pagar um taxi para trocar de terminal gente! Inacreditável! Não tinha outra saída, troquei os dólares por pesos filipinos e saí do aeroporto. Existe uma máfia de taxistas por lá. Fui cobrado em 200 pesos (cerca de 18 reais) para ir de um terminal para outro. Após chorar muito, consegui pela metade do preço. Chegando ao terminal 4, descobri que os escritórios das cias, nada mais eram que casinhas, tipo cabanas que funcionavam apenas durante o dia. E agora? Não podia esperar até as 7 da manhã na rua com risco de não conseguir voo para o mesmo dia. Perguntei ao segurança o que podia fazer e ele gentilmente me acompanhou durante uma caminhada de 5min até uma agência de turismo 24hrs. Chegando lá, por volta de 2 da manhã, questionei por uma passagem e fui informado que a primeira seria as 11 da manhã. Eu não tinha outra saída, e aceitei mesmo sabendo que o preço era muito superior ao que eu tinha pago na passagem original que havia perdido. Tive que trocar mais dólares e fui praticamente roubado com a cotação que eles fizeram. Mais uma vez não tinha o que fazer. Comprei a passagem e fui para a guerra com os taxistas para retornar ao terminal de embarque. Quando cheguei, já cerca de 2 e meia da manhã, já estava destruído de cansado . O último lanche oferecido pela Emirates havia sido as 3 da tarde. Fiz um lanche no McDonalds, uma das lanchonetes abertas, e deitei no chão para descansar, assim como muita gente ali também. Acho que desmaiei por umas duas horas ali no chão frio do aeroporto. Ao acordar, parecendo ter saído de um liquidificador, fui fazer outro lanche e despachar a mala. Esperei até as 6 da manhã para fazer o checkin. Despachei a mala e fui dar uma volta pelo aeroporto quando me deparei com o "hotel" dentro do aeroporto. Dizia disponibilizar camas no estilo cápsula por 1000 pesos. No estado que me encontrava, não pensei duas vezes. Acabei surpreendido. Uma excelente cama, com café da manhã simples, mas muito gostoso e chuveiro com shampoo, sabão, pasta e escova de dente de graça. Foi o que me salvou ali naquela hora. Descansei por 2 horas e tomei um banho para tirar a cara de quem não dormia a mais de 40 horas. 10hrs da manhã! Hora de pegar meu próximo voo para Kalibo estimado para embarcar as 10:25. Quem dera! Chegando ao gate designado descubro que o voo está atrasado e não tem previsão para decolar. Essa hora o tumulto era louco, mas fazer o quê? Resta esperar. Embarquei depois de cerca de 20min de atraso e o tempo estava péssimo. Muita chuva e nuvens pretas. O voo durou cerca de 1 hora de muita turbulência por causa do tempo e mesmo bastante acabado, consegui dormir só metade do voo. O aeroporto de Kalibo é um ovo. Me lembrou muito o de Koh Samui na Tailândia. Tinha apenas uma esteira de bagagem e não possui pista para taxi do avião. Como o destino era Boracay, a missão era pegar um ônibus para o porto de Caticlan e depois a balsa para Boracay. A empresa mais conhecida e que oferece o melhor serviço é a Southwest. O melhor é optar pelo serviço door to door, que inclui ônibus até o porto, balsa com as taxas e um taxi até o seu hotel se for entre as estacoes 1 e 3 da ilha. A Southwest tem parceria com a Airasia e a Cebu Pacific, portanto veja com a cia o pacote ou faça a reserva diretamente no site da Southwest. Se não me engano custa por volta de 600php. Como havia perdido meu voo graças ao atraso da Emirates, não fiz reserva e acabei tendo outra surpresa. Saindo do desembarque não tem como errar. Se você não vir as empresas que fazem o translado, elas vão te ver. Ficam bem em frente. Fui até a southwest e não haviam mais tickets por "problemas administrativos na barca". Tive que optar pela empresa vizinha. Acabei pagando 250 php por uma van com um motorista muito doido que dirigia a mil na estrada molhada. Esse preço incluía a barca também. Foram exatas 1 hora e 40min de van até o porto de Caticlan onde embarquei no que os filipinos chamam de banka. Um céu preto dominava a tarde e uns pingos de chuva caíam de vez em quando. Não mais que 10minutos são suficientes para você atravessar de Caticlan para Boracay. Se você reservou o serviço door to door, você já deve ter seu taxi/van pronto para te deixar na porta do hotel. No meu caso, tive que ir caçar um meio barato de chegar ao hotel. Sabia que o meio mais econômico seria de triciclo, que ficam a 1 minuto do porto. Basta seguir a única rua que tem em frente ao porto. Para o meu hotel que ficava na estação 2 da ilha, me cobraram 150php para uma ida particular. Claro que achei caro e questionei se havia um jeito mais barato. Me indicaram um triciclo um pouco maior, e que você devia esperar ele encher para então partir. Outro ponto é que ele vai deixando as pessoas nos seus hotéis e pegando outras pelo caminho. Como me custou 20php, achei um bom negócio. Fiquei hospedado no Seabird hotel, cujo qual já havia perdido uma diária por conta do atraso da Emirates. Torci para não ter perdido a reserva e ter sofrido no show. Por sorte, ou falta de hóspedes mesmo, minha reserva estava de pé e fui recebido com um suco bem gelado e um quarto com ar condicionado a 1 minuto andando da praia. Considerei um excelente negócio. Quarto com cama de casal, banheiro privativo com shampoo e sabonete, ar condicionado e até um frigobar. Cheguei no hotel as 16hrs e não havia ido para a famosa White Sand Beach ainda. Minha primeira impressão foi péssima sobre o lugar. A ilha como um todo é imunda, com triciclos demais, obras e muita confusão. Não era essa impressão que tinha de Boracay e das Filipinas, podia dizer naquela altura. O que eu precisava naquela hora era de um banho e de descanso, afinal já faziam 50 horas viajando. Tomei um banho e pensei em fazer um lanche, dormir umas 3 horas e depois sair para jantar e conhecer a vida noturna de Boracay. Meu hotel ficava a cerca de 2 minutos do Dmall, um conjunto de lojas e restaurantes muito conhecido por onde pode se encontrar comida de vários tipos e lojas de souvenir. Queria comer rápido e voltar para descansar, então optei por um sanduiche no estilo subway. 6 inches do pão que você quiser com os ingredientes q você quiser. Paguei 165php e a atendente me perguntou qual ingredientes eu queria. A resposta foi curta: all of them. Minha intenção era comer ali mesmo para aproveitar e ver o movimento do lugar, mas como o sanduba veio todo embalado, fui direto para o hotel e resolvi comer no quarto. Pronto, alimentado eu estava, de banho tomado, no ar condicionado pronto para dormir. Botei o despertador para tocar as 22:30 e apaguei na cama. O que aconteceu? Acordei as 5:30 da manhã! Não acordei para jantar e nem ouvi o despertador. Fiquei puto! Queria mesmo sair para ver a noite na ilha, mas enfim.
       







       
      Dia16/12/2015
      O café da manhã é servido a partir das 6:15, então fui andando para a White Sand Beach. Como eram 6 da manhã, ainda tinham resquícios de bêbados perambulando e alguns travecos tentando faturar seus últimos clientes. O sol nasce do lado oposto da ilha, então não estava totalmente claro ainda e a areia não aparentava ser tão branca quanto sugere o nome. Voltei para o hotel e fui direto ao salão de comida. Quando cheguei ao salão de refeição, não havia nada de comida. Nada para servir. Quando perguntei sobre o café, o atendente me passou o cardápio com os preços. Fiquei pensativo durante um tempo achando que o café que dizia estar incluído no site que usei para reservar tinha que ser pago. Perguntei e me explicaram que como eu era hóspede, eu poderia escolher um "combo" que seria for free. Ok, fui logo no mais caro e completo American breakfast. 2 fatias de pão consideráveis, manteiga, geleia, omelete pequeno, salsicha super apimentada e um tea(chá) quente. Algumas coisas podem ser substituídas, como pão por sucrilhos e o chá por café ou chocolate. Eu era o único ali tomando café. Fiz minha refeição com calma dando notícia aos familiares usando o wifi que era disponível ali também. Voltei para o quarto, e rapidamente peguei minha câmera e sai para fazer um tour pela praia. Meu roteiro era de 2, 5 dias em Boracay, mas por conta do problema com a Emirates acabei tendo só aquela manhã para aproveitar Boracay. Havia reservado o day trip para o Ariels point que acho que seria o melhor a fazer na ilha, mas tive que cancelar por não ter tempo suficiente. Meu voo para Cebu partia as 16:20 de Caticlan. Eram 8 da manhã e o checkout era 12:00 e tinha que seguir para o aeroporto no máximo as 13:00. Resolvi andar pela praia toda e ver o que havia de interessante e aproveitar. Estava meio nublado, mas não chovia ainda. Fui até o extremo da praia, passando pela passarela e cheguei a praia de Diniwid. Nada demais. Pequena e sem sal, não vale a visita na minha visão. Resolvi voltar e vi ao longe a chuva chegar. Não era uma chuva! Era praticamente um tufão! Protegido em um dos hotéis de beira de praia, esperei cerca de 1 hora para a chuva passar e poder sair. Realmente era um tufão pelas notícias que vi nos dias seguintes. Passei pela famosa Willy’s Rock localizada no centro da praia e segui em frente. Depois de algum tempo o sol até que resolveu dar o ar da graça, mas foi bem rápido, coisa de 5 minutos. Tinha vontade de fazer o parasail, ou windsurf, ou sup, mas as condições impediam de qualquer coisa do tipo. Ventava demais e o mar estava super agitado. Haviam pequenas marolas na praia, que costuma parecer uma lagoa pelas fotos que havia visto. Depois de caminhar bastante e ver aquelas figuras asiáticas pela praia, voltei e fui em direção ao Dmall novamente. Queria fazer um lanche e comprar algumas lembranças. Fui direto na lanchonete Monkey para tomar uma vitamina de mamão com banana. Faço vitamina de mamão com banana praticamente todo dia para mim, mas essa tinha um gosto diferente. Muito boa! Valeu a pena pagar 90php. Procurei algumas coisas, mas as lojas vendiam as mesmas coisas. Não sei por que isso!! Era tudo igual. Ímãs de geladeira, chaveiro, camisas e alguns quadrinhos bem feios. Comprei o ímã com abridor de latas para um amigo o trabalho (100php), meu copo de shot (100php) e 7 garrafinhas com a areia de lá escrito o nome da ilha (100php). Reparou que tudo lá custa 100php? Toda vez que perguntava o preço, a resposta era a mesma: an hundred (one hundred). Depois de rodar as ruas todas, tomei um thai iced cofee que é mega gostoso por 90Php e voltei para o hotel. Tomei um banho (gelaaaaaaaado..o chuveiro tinha dado problema e não esquentava de jeito nenhum), arrumei a mala e fui para o checkout. Na recepção, informei que queria comprar o transfer para o aeroporto que incluía um taxi para o porto, a balsa para a outra ilha e mais um taxi para ao aeroporto. A recepcionista fez uma ligação e após uns instantes disse que não poderia vender porque o horário de pickup estava muito próximo. Eram 12:20 e o horário de pickup era 13:00! Não entendi e também não quis questionar nada, até porque, como sempre, achei caro o preço que o hotel cobrava (370php). Acabei fazendo tudo por conta própria. Fui para a rua principal, peguei o triciclo elétrico parador por 20php, paguei o barco até a outra ilha que me custou 55php (barca mais fee) e outros 50php para o triciclo até o aeroporto de Caticlan. Até hoje não sei como paguei só 55php, se só a taxa da ilha custa 100php. Do porto até o aeroporto de Caticlan são cerca de 5min de triciclo. Cheguei no aeroporto as 14:00 em ponto. Fiz o percurso por conta própria e com certeza foi mais rápido e mais barato. O aeroporto de Caticlan é menor que o de Kalibo. Acho que um cinema é maior que ele. Ele só tem voos de duas cia locais e operam normalmente com aviões de hélice. Eu estava morrendo de fome e como só haviam 3 lojas que vendiam comida, a coisa mais saudável e que poderia me encher mais, era uma imitação não sei de onde do conhecido cup noodles. Meu Deus! Pra q? Era pimenta pura! Sei que sou muito fraco para pimenta, mas aquele noodle tava foda. Em 5min comi tudo. A boca ardia tanto que tinha que pegar algo pra beber. Pedi um shake chamado oreo smoothie. Pqp, q coisa gostosa! 175php. Carinho né? Tudo pra mim é caro. Como havia um tufão rodando pelas ilhas das Filipinas, óbvio que meu voo atrasou. Queria muito viajar num avião de hélices, mas não precisava ser com esse tempo né? Um tufão rodando por ali não era a melhor notícia para saber naquele dia. Com 1 hora de atraso, embarquei e dormi os 55min inteiros de voo. Cheguei em Cebu as 18:00 e havia marcado com 2 amigos para continuar a viagem. Eles chegariam as 22:00, e no salão de desembarque não havia restaurante. Sai do salão e achei do outro lado do aeroporto um café que serviu um arroz, frango, alface e um tea por 150php. Na volta para o salão de desembarque óbvio que tinha q ter algum problema. Como eu havia saído, não podia mais entrar. Enfim, fiquei puto e não achei um lugar dentro do aeroporto onde podia ver o status dos voos que estavam chegando. Até ali, tudo tinha sido confuso e ajuda nunca vem de graça por lá. Acabei indo para o setor de embarque e ali deitei num dos bancos para esperar o Daniel e a Patrícia. Eram cerca de 6 e pouca da noite e o voo deles chegaria as 22:00. Claro que o voo deles atrasou também, e bastante. Chegou depois de meia noite. Depois de recepciona-los, recebi o mesmo feedback deles sobre os translados e o lugar até então: sujo, feio e muito confuso. Nosso hotel ficava em Oslob, e não no centro de Cebu como a grande maioria dos turistas acaba escolhendo. Achei que não fazia sentido ficar em Cebu City, quando todas atrações ficavam no sul da ilha. O jeito mais econômico de se chegar em Oslob é pegando um taxi até o terminal de ônibus sul, e depois pegar um ônibus para Oslob. O taxi não deve custar mais de 450php e o ônibus 200php. Como era de madrugada e éramos três, acabamos optando por pegar um taxi direto para Oslob e pagando 3000php tudo. Deu 1000php para cada numa viagem de cerca de 2 horas e meia passando por um Mcdonalds no caminho pra matar a fome. Bigmac, com tea e batata, 162php. Chegamos no hotel as 3:30 da manhã e vimos que realmente era muito longe do centro. Não havia nada por lá. Era o hotel e uns casebres com algumas lojinhas de interior do interior de interior. Bom, fomos dormir pois nosso primeiro desafio seria acordar menos de 2hrs depois para seguir o roteiro e ir ao mergulho com o tubarão baleia.
       











       
      Dia 17/12/2015
      Acordamos as 5:30 e fomos tomar café. Nosso hotel era um destaque por lá. Único prédio da região e de frente para a praia. Estava super feliz com a escolha. O café foi de frente para a praia e no estilo americano. Pão, manteiga, geleia, presunto ou bacon, omelete e bebida a escolha. Saímos rápido para trocar dólares por php e rapidamente procuramos um transporte para as baleias que ficava a cerca de 10km dali. Perguntamos sobre uma van (ou jeepenee) e a resposta foi inesperada. Custava 10php para nos levar lá. Menos de 1 real! Isso foi surpresa, já que achei barato. Como as baleias costumam ir embora cedo optamos por ir de triciclo que era mais rápido e pagamos 30php cada. Chegando no local onde as baleias são alimentadas, pagamos 1100php (1000 mais 100 de taxa) e mais 50php para alugar os fins. Você tem um breve briefing e pega um barco que te leva a cerca de 200 metros da praia, onde ficam as baleias. Show! Muito legal, mas é meio complicado pois tem muito barco e muita gente. Vc vai bater com a cabeça no barco alguma vez, é quase inevitável. Hahaha. Cuidado com as águas vivas, tem bastante. O passeio dura apenas 30min, e voa. Não esqueça do chinelo, pois a praia é cheia de pedras. Existe o pacote para mergulhar com cilindro mas acho que não seja vantagem, já que as baleias ficam na superfície para comer os plânctons dados pelos barcos. O passeio é muito show mesmo, vale a pena cada centavo. Como eram 9 da manhã ainda, resolvemos ir direto conhecer a Tumalog Falls. Na saída das baleias haviam os triciclos parados (tem em todos os lugares) e fechamos a ida para a Tumalog e volta pro hotel por 170php cada um. Para nossa surpresa, não era triciclo e sim moto! Os triciclos não fazem o caminho para Tumalog pois é muito íngreme. Pegamos a moto, eu como carona em uma e o Daniel e a Paty na carona da outra (sim, 3 em uma moto só) e fomos pra lá. Foram menos de 10min quando chegamos na entrada da cachoeira. Mais 20php de fee para entrar e outra surpresa. Da entrada até a cacheira em si são cerca de 500m de pura ladeira! Tem outras motos oferecendo o translado, mas nem perguntei o preço pq achei ridículo isso. Já paguei a moto até lá e não iria pagar mais nada para andar 500m, sendo que eram as mesmas motos. Fomos andando e chegamos em menos de 10min. Muito tranquilo mesmo ir andando. Eh ladeira, mas qualquer um sobe aquilo, ainda mais por ser asfaltado. A cachoeira é bonita, e olha que não gosto de cachoeiras. Tiramos algumas fotos e ficamos por ali durante uns 40min. Havia um grupo de cerca de 4 pessoas falando português, únicos até então que havia visto, e um dos raros turistas não asiáticos de olho pequeno. Nem entrei na água porque detesto água gelada. Detesto mesmo! Subimos a ladeira de volta e pegamos a moto de volta pro hotel. Eram 11 da manhã! Não acreditávamos que era tão cedo ainda. Como nos relatos que havia lido, todos ficavam no centro de Cebu, que fica a 2 horas dali, os passeios se tornavam longos pelo translado. Mas no nosso caso foi rápido até demais. Chegando no hotel, reparamos que havia um caiaque e um sup de graça para usar. Não pensei duas vezes e lá fomos nos pra água de novo. Simplesmente foda a água na frente do hotel. NINGUÉM mergulhando por lá. Acho q as fotos dizem por si só como foi bom ficar ali naquele hotel. Ficamos 1 hora remando e voltamos para almoçar. Fome era o q a gente sentia naquela hora. Pedimos arroz com frango, batatas, coca e água e a conta deu 900php no final para todos. Não tinha quase nada de frango no prato mas era o que tinha ali na hora. Voltamos pro quarto pra descansar um pouco e vendo as fotos que tiramos na água, resolvemos voltar pra água novamente e aproveitar mais. Ficamos lá até o pôr do sol e saímos da área da piscina já era quase noite. Subimos e fomos tomar banho. Todo hotel tem algum problema né? O da vez foi a água que acabou. Falamos com a atendente na recepção e foi resolvido até que bem rápido. Tomamos banho e apagamos. Sim, dormimos as 7 da noite e nossa última refeição havia sido o almoço. Péssimo, mas o sono foi mais forte. Não façam isso. Bebam muita água (de garrafa) e comam sempre q der.
       
















       
      Dia 18/12/2015
      Acordamos as 6 da manhã e o tempo parecia estar meio nublado. Detalhe para os galos. Pelamor! Tem muito galo nessa região e eles gritam o dia todo. Acordei várias vezes na madruga com eles gritando. Tem galos espalhados por tudo quanto é quanto. Galos, galos e mais galos. Talvez pra briga de galo. Será? Esqueci de perguntar isso lá. Descemos para tomar café da manhã, e escolhi de novo o tradicional american breakfast. Resolvemos aproveitar que não estava chovendo ainda e ir fazer o canyoneering. Saímos do hotel, e na avenida principal encontramos com o mesmo motorista que nos atendeu no dia anterior. Novamente muito prestativo, disse que aquele dia já ia atender outro turista mas nos mostrou um amigo que nos atenderia. Fechamos o pacote ali mesmo. Transporte+guia+equipamentos por 1300php cada pessoa. Foi 1 hora e meia de triciclo sofrida. Chegamos a uma casinha onde nos encontramos com o nosso guia. Dessa vez não houve surpresas. Realmente tudo estava incluído. Não pagamos nenhuma taxa nem adicional por nada. Subimos em motos q nos levaram até o ponto de partida que demorou mais cerca de 5minutos. Canyoneering se trata descer a pé o rio, dentro do rio, nadando, pulando, deslizando e tudo mais q quiser. Logo de cara, você já começa saltando de uma pequena altura. Isso se repete por algumas vezes. Recomendo muito este passeio. O lugar é impressionante. Pura natureza perfeita. O passeio todo é feito em águas cristalinas azuladas. Saltos pequenos e mais altos podem ser feitos durante todo o percurso. Os maiores saltos, e pra mim os melhores, são opcionais. Fiz todos os que pude. Foram 3 pulos de cerca de 15pés e o ultimo de cerca de 17pés. É MUITO alto, mas é demais. Pula sem medo que vale a emoção. São cerca de 8km que fizemos em cerca de quase 3 horas. O melhor do passeio? Ele termina na Kawasan Falls! Achei o passeio muito mais bonito que a cachoeira q tem mais fama. Façam com certeza esse passeio. Fiquei extasiado com o passeio. Chegando na Kawasan Falls, aproveite e vá nadando até a queda de água pra ver a força que ela tem. Se preferir, os locais podem te levar sobre jangadas de bamboo até a queda por 200php por pessoa. Se vc sair de Cebu, será um passeio de um dia inteiro. Voltamos ao hotel por volta de 5 da tarde e tomamos banho correndo para comer alguma coisa já q nossa única refeição havia sido o café da manhã. Lembrem de levar comida nos passeios por Cebu. Saímos já no dinal da tarde e achamos uma placa que dizia hambúrguer e cheeseburguer por 33pesos e ainda em promoção pague 1 leve 2. Estava muito estranho esse preço, mas resolvemos arriscar. A fome era tanta e o nome cheeseburguer encheu nosso olhos q fomos lá. Pra quê? Um pão pequeno e uma carne micro com gosto esquisito, q ficamos achando q era de cachorro. Ble...muito ruim mesmo. Acompanhando, tbm muuuito ruim um lipton de limão. Cara, eu adoro iced tea, mas esse era uma coisa terrível. Como já era noite e não havia nada pra fazer por lá, voltamos pro hotel e ficamos baixando as fotos da câmera. Não deu outra e acabamos dormindo as 8 da noite. Acho q o principal motivo da maioria em massa dos turistas não se hospedar em Oslob é que realmente não tem nada. Imagina uma rua com cerca de 2 padarias q só vendem pão, um mercadinho q vende uns biscoitos estranhos e um frango de padaria. Ah, tem uma casa de câmbio que para surpresa tinha um ótimo cambio. Era isso. Nada de bar, nada de restaurante, pub, shopping. Era só isso.
       













       
      Dia 19/12/2015
      Acordamos as 5 da manhã e nos deparamos com um tempo péssimo. Chuva, vento e trovões eram o cenário daquela manhã. Esperamos até as 7 horas e descemos para o café. Pedi um filipino breakfast. Arroz, tocino, ovo e suco de laranja que parecia manga. Acho q não tem nenhuma opção de café sem gordura. Ou é um apresuntado pingando gordura, ou bacon, ou tocino ou alguma outra coisa gordurosa. Ficamos um bom tempo no hall de café, que ficava de frente pra praia, conversando e vendo a tempestade cair. Não estou falando de chuvisco não, era chuuuuva mesmo. Não tinha o q fazer. Seria o tufão dando as caras de novo? Aproveitei para atualizar o relato também
      Ficamos no quarto o resto da manhã e saímos para comer as 3 da tarde. Parecia q o tempo começava a melhorar. Perguntamos ao nosso motorista oficial, que por mais engraçado q seja ele estava sempre ali nos esperando, onde que ficava o restaurante Chez Tonton, cuja avaliação estava boa no tripadvisor. Ele nos disse q ficava um pouco distante dali e que podíamos ir num restaurante parecido a poucos metros dali. Que show foi isso! Ele podia ter nos levado e ganhado uma grana, mas não. Indicou outro restaurante ali perto. E ainda bem q ele deu a dica. O "restaurante" servia pizza e crepe. DK ou VK acho que era o nome do lugar. Cerca de 6m2 com 3 mesas quase uma encostando na outra. A atendente prontamente nos atendeu perfeitamente. Pedimos 2 pizzas, peperoni e margarita e estava excelente. Cada uma por 280php e um tea pra acompanhar. No final é claro, a Patrícia sempre fechando comigo em pedir uma banana split. Com uma bola de sorvete roxo no meio estava muito boa também. De q era o sorvete roxo? Inhame! Hahahahah..sorvete de inhame roxo! E um milkshake de chocolate pra acompanhar. Almoço super saudável. Pizza, sorvete e milkshake. A Patrícia ainda pediu outra banana split e comeu tudo sozinha!! Hahaha..e ainda tinha wifi no restaurante. Detalhe q acho q não tinha ketchup lá. Quando pedimos, a atendente/dona do lugar saiu correndo e foi no mercado rapidinho comprar pra gente..hahaha.. Bom, depois de matar a fome, sabendo q o resto do dia ia ser longo dentro do hotel sem poder fazer muita coisa, passei na vendinha que tinha do lado e comprei um saquinho de amendoim, um biscoito oreo(tinha oreo pra minha surpresa), uma barrinha de caramelo e uma garrafinha de água por 88php tudo. O resto do dia foi dentro do quarto. Ahhh, chegou um grupo de asiáticos que nos perturbou demaaaais. Gritavam, cantavam, corriam, batiam a porta milhaaaaares de vezes...ahhh, q raiva q deu . Era nossa última noite ali, e precisávamos arrumar a mala e providenciar nosso transporte de volta para o aeroporto. Nosso voo partia as 13:00. A preguiça bateu forte e acabamos que dormimos sem arrumar mala nenhuma. Nossa ideia era acordar beeem cedo e ainda tentar fazer uma sessão de whale shark antes de ir embora. Nosso dia foi morto por causa do temporal. Nenhum passeio estava aberto. Quando planejo viagem, quando possível, boto um dia extra pra casos como esse. Nunca se sabe se vai pegar um tornado, ou se o seu voo vai atrasar.
       

       
      Dia 20/12/2015
      Acordamos bem cedo, mesmo sem despertador, já q havíamos dormido o dia anterior todo. Fomos para a varanda checar as condições e lá estava um brasileiro que havia chegado na noite anterior e que iria fazer o passeio do whale shark também. Ele nos avisou que no dia anterior havia demorado 5hrs do aeroporto até o hotel. Como nosso voo era as 13:30, na mesma hora abortamos a ideia do whale shark, até porque o mar estava bem agitado e não parecia ter uma visibilidade muito boa. Descemos para tomar café as 6 da manhã e tiramos mais algumas fotos enquanto o brasileiro e mais 2 amigos saíam para fazer o passeio deles. Após terminar nosso café, subimos e arrumamos as malas rápido e descemos para fazer o checkout. Nesse momento encontramos com os brasileiros voltando e disseram que não estava rolando o whale shark por causa do mar agitado. Ainda bem q abortamos! Fizemos o checkout e fomos pra mais uma jornada de translado. O hotel ofereceu uma van por 5000php até o aeroporto. Caro! Obvio q achei caro! Fomos para a avenida principal pois sabíamos q ali passava um ônibus até o terminal rodoviário de Cebu City, e de lá deveríamos pegar um taxi até o aeroporto. Infelizmente não demos sorte e acabamos pegando um busão sem ar condicionado. 140php por pessoa e parecia cena de filme. Aquele ônibus velho, com várias pessoas estranhas dentro. Até galinha tinha! Tinha um galo q de vez em quando soltava um grito. Foram 3:40 horas de viagem insuportáveis. Queimei meu braço com o sol que fazia aquele dia. Um trânsito infernal, muita pobreza e sujeira. Minha distração, enquanto secava o suor e me ajeitava no banco, era contar os galos q via pelo caminho. Parei no centésimo com menos de 20min. Não aguentava mais aquele ônibus. Parecia cena de filme mesmo. Para evitar isso, basta pegar o busão com ar condicionado. O intervalo entre os ônibus durante o dia é bem rápido. Acredito que seja cerca de 20 minutos. Chegamos no terminal e imediatamente achamos um taxi com taxímetro. Achamos estranho pois o taxista aceitou muito fácil. Enfim, esse trecho foi tranquilo. Mais 20min de taxi, 230php e chegamos no aeroporto de Cebu, na ilha Mactan, cidade de Lapu Lapu. Checkin feito, comemos um hot dog e é claro, um dunkin donuts também. Fechei logo meia dúzia de donuts por 170php e guardei pra viagem. Após ter visto que o portão de embarque havia sido alterado, embarcamos sem maiores problemas e decolamos num voo tradicional low cost, sem nem uma gota de água servida. Foram cerca de 60min até o pouso no aeroporto de PP. Como tinha q ter algum problema, parece q houve alguma falha elétrica no avião e ficamos no pátio por cerca de 15 ou 20min dentro do avião. Td bem, depois daquele ônibus infernal, o avião era uma cama praticamente. O aeroporto de PP é do jeito q eu gosto, bem pequeno e bem simples. Pegamos a mala e seguimos pra nossa jornada até El Nido. Na saída existem algumas empresas que oferecem o serviço de translado pra El Nido de van, mas vale a pena ver o ônibus que é bem mais confortável. O preço seria o mesmo, mas chegamos na loja ao lado do aeroporto pra fechar a van para El Nido com a empresa Ayen transport. O custo seria muito igual ao do ônibus, porém não precisaríamos pegar um taxi até a rodoviária. O agente informou que o preço seria de 500php por pessoa, o serviço seria door to door, inclusive perguntou qual era o nosso hotel e que a van estava saindo naquela hora. Porra nenhuma! TUDO mentira. Fechamos acreditando naquelas informações e entramos na van. Ela parou em um restaurante a 2 minutos dali e o motorista pediu para que saíssemos da van para pagar o translado. Enquanto pagávamos ele tirou todas as malas da van, o que foi muito estranho. Depois de pagarmos ele disse q poderíamos comer alguma coisa no restaurante e q iriamos sair em 15 ou 20min. Ok, essa passou, mas o problema foi q esperamos 1:30 hora ali. Primeiro ele disse q outros clientes que já tinham reservado estavam presos no aeroporto por causa de voo atrasado, depois ele não conseguiu colocar a prancha de um dos clientes na van. Ou seja, a van que estava saindo na hora, saiu quase 2 horas depois. Depois de já perder a paciência, o motorista saiu e pegamos um transito de louco. Acho que ficamos 30min para andar menos 1km. A cidade estava uma loucura. Era domingo e parecia q todo mundo estava na rua. Impossível aquilo ser rotineiro. Bom, por incrível que pareça o motorista parou a van no borracheiro e fez alguma coisa no pneu que não deu pra ver direito. Ficamos ali parados uns 10min. Saímos e logo em seguida paramos no posto de gasolina para ele abastecer e o povo tirar dinheiro, já que disseram que em El Nido não tem atm (não confirmei isso). Mais cerca de 15min parados e pegamos a estrada. Que coisa horrível! Muito sinuosa, cheia de relevos e armadilhas. Muito ruim pegar aquela estrada. A van foi sacudindo durante todo o translado. Ninguém dormiu nada e o motorista ainda dirigiu igual um louco. Foram 5:30 horas de viagem com uma parada no meio do caminho para banheiro e alguns snacks se quiser comprar. A estrada tem trechos de terra batida e cheia de buracos sem sinalização alguma. Esse é o caminho pra cidade mais procurada da região de Palawan? A maior surpresa ainda estava por vir. Chegando em El Nido, o motorista parou a van no centro da cidade e disse q ali era o ponto final. Na mesma hora indagamos sobre o fato de termos fechado o door to door. Pronto! Começou a confusão. O motorista queria, em conjunto com os "amigos" dele motoristas de tuktuk da cidade, que pagássemos mais 100php para nos levar para o hotel. Ficamos discutindo cerca de 20min até eu pedir para ele ligar pro chefe dele e resolver a situação. No final ele nos deixou no hotel. Nãooo fechem nada com a Ayen Transport. Acho q por isso vale a pena pegar o busão. Tem horário fixo e não tem surpresas. Chegamos no hotel big Creek Mansion e rimos na hora em que saímos da van. A entrada é péssima. Parece um prédio em ruinas. Na verdade estava em obra, mas por dentro ele é arrumadinho. Como todo hotel seu problema, logo no primeiro minuto entrei no banheiro para tomar banho e dei de cara com uma barata que parecia um alien. Serio! Aquilo era um monstro..hahaha..o café da manhã vc escolhe na noite anterior e a hora que quer q ele seja servido.
       


       
      Dia 21/12/2015
      Acordamos as 7 sem despertador nem nada, já q estávamos com o horário meio maluco. O café da manhã foi o tradicional american breakfast. Satisfatório, mas gordurosoooooo. Todas as atrações da ilha são distribuídas em tours. Existe o tour A, B, C, D e E. As atrações do tour E podem ser feitas separadamente, mas se tiver tempo, acho q vale muito. O tour C é o melhor, depois vem o A. NÃO façam o tour D e o B. Its a crap. Cavernas e praias normais só para enganar turista. O tour E, na verdade acho q vale pelo cliff e pelo zipline, que podem ser feitos individualmente contratando guia. O tour A eh FODA e o tour C é FODÁSTICO. Pqp, que praias e que lugares de mergulho. Eu adoro mergulhar, e em algumas praias a água estava cristalina com visibilidade excelente. Naquele dia, começamos pelo tour A. Fechamos o tour pelo próprio hotel mesmo. NÃO fechem nenhum tour pela internet. Eh engana turista pq o preço é sempre menor se reservar lá no local. Fechamos todos os tours por 200php a menos cada. Logo após o café, a recepcionista veio nos avisar que nosso guia estava nos esperando já na porta do hotel. Excelente. Bom já deixar tudo pronto pra esses casos. O q levar num passeio? Primeiramente, uma mochila a prova de agua. Vc vai molhar mt provavelmente. Sugiro comprar snorkel e máscara. O preço q vai pagar pra alugar em todos os passeios é quase o de comprar um no BR. Melhor pq vc tem o seu equipamento. Mais higiênico e vc pode comprar um equipamento de melhor qualidade. Sugestão de marca, Seasub. Outra coisa, COMPREM sapatilha de mergulho. Vcs vão saber pq mais pra frente. Toalha eu comprei uma na Decathlon que quando dobrada é mínima. Vale a pena e custa menos de 30 reais. Protetor solar a prova de agua, e óculos escuros. Bom, encontramos com o nosso guia e ele nos colocou num triciclo q nos levaria até a empresa de turismo. Depois de andar cerca de 10min até a empresa(El Nido é um ovo, dá pra fazer tudo andando), tinha q ter uma tentativa de rolo. O motorista nos cobrou essa viagem. Claro q não pagamos! O preço do passeio já inclui tudo. No primeiro passeio vc paga 200php de fee e não precisa pagar nos demais dias. Esperamos alguns poucos minutos e fomos guiados andando até o barco. Logo de cara vc já se molha, pq o barco não fica num píer ou na beira da praia. Vc tem q andar um bocado na água até chegar ao barco e a água chega na cintura ou até mais. A praia de onde saem os barcos é imuuuunda de manhã. A maré baixa mostra todo o lixo que está ali. Subimos no barco e tradicionalmente, já posso falar isso, tivemos que esperar. Eles estavam buscando mais clientes e foram buscar a comida também. A empresa era a Alexzus. Foi tudo tranquilo, então recomendo. O tour A tem as seguintes paradas.
       
      Small Lagoon
      Big Lagoon
      Secret Lagoon
      Simizu Island
      Entulala Island
       
      Almoço espetacular no barco na Simizu Island. Demais! As vezes vc não acredita que está num lugar daqueles. Como era o primeiro dia em tour e não achava que ia pegar muitos corais, acabei que não levei a sapatilha. Olha o que aconteceu! Na última parada, que foi a big lagoon, precisamos nadar até chegar a lagoa em si e logo quando saltei do barco, acabei chutando sem querer um coral no fundo do mar. Acreditem, perto dos machucados que vi do pessoal que fazia os passeios, o meu foi muito tranquilo. Por isso que insisto nesse ponto da sapatilha. Com certeza ela me salvou diversas vezes nos outros dias. Voltamos para o hotel, lavei o machucado q parecia ser feio e jantamos no Atmosphere. Uma boooosta. Atendente não sabe falar quase nada, a pizza é de outro lugar e o ambiente estava horrível. Uma música aos berros tocando bells de natal nos atormentou o jantar todo também. A essa altura o machucado já incomodava um pouco e assim ficou durante o resto da viagem, mas nada que me impediu de fazer qualquer coisa. Voltamos, agendamos o Tour C para o dia seguinte e dormimos de imediato, depois é claro de escolher nosso café da manhã do dia seguinte.
       











       
      Dia 22/12/2015
      Acordamos de madrugada com o ar condicionado desligado. Sim, ele desligou sozinho na madruga. Vai entender. Ainda bem que não fazia tanto calor e o ventilador deu conta do recado sem problema. Levantamos e tomamos nosso tradicional café da manhã, só que pedimos também um hot dog que tinha uma linguiça esquisita demais. Tinha uma gosma no meio da salsicha muito sinistra. Mal tínhamos tomado o café e a recepcionista nos avisou q nosso guia já estava esperando. Pegamos as coisas rapidamente e fomos pra entrada do hotel. Pegamos o triciclo e depois fomos andando até o barco junto com o nosso guia. Naquele dia fizemos o tour C, the best one. Sensacional Mother fucker!!!!
       
      Star Beach
      Secret Beach
      Matinloc Shrine
      Hidden Beach
      Helicopter Island
       
      Fiz o tempo todo de sapatilha. Muuuuita gente machucada por causa dos corais. Voltamos um pouco mais cedo esse dia. Cerca de 5 da tarde estávamos chegando em El Nido novamente completamente felizes com o passeio mais que perfeito. Quando chegamos no hotel e abrimos a porta, o ar condicionado estava ligado e o quarto congelado. Ele ligou sozinho durante o dia. Ngm arrumou o quarto nenhum dia em nenhum hotel nessa viagem. Mas o pior foi saber que deixei o carregador do celular e o carregador de baterias da minha gopro na tomada e nenhum deles funcionava mais. Provavelmente algum pico de luz queimou meus carregadores...Fuckkk! Ficar sem gopro não dá!! É como ficar sem carteira e dinheiro. Vc não faz nada..rsrsrs. Ainda bem q a Patrícia e o Daniel tinham cabos que funcionavam pra minha câmera ser carregada também. Tomamos banho e fomos no restaurante Lucky Alofa. Recomeeeeeendo demais. Pedi o maior sanduba q eles tinham. 400g de hambúrguer com queijo, bacon e a coisa toda, acompanhado de potatos fries. Q demais! Experimentei a cerveja red horse também. O wifi eh fraquíssimo, mas a comida é sensacional. O sanduba é meio caro, 500 php mas é gigante. Voltamos pro hotel e apagamos de novo. Esse dia foi épico.
       












       
      Dia 23/12/2015
      Em nosso último dia em El Nido, fechamos o tour B. Que lixo. Éramos só 9 num barco pequeno.
       
      Cathedral Cave
      Snake Island
      Cadugnon Point and Cave
       
      O melhor foi o almoço na praia.. Voltamos bem cedo, cerca de 4 da tarde. Ainda bem q voltamos pq já estava dando raiva o passeio e precisávamos fechar a van de volta pra Puerto Princesa. Voltamos pro hotel, tomamos banho e saímos fechar a van e jantar. Fechamos a van de volta pra PP por 500php q iria nos buscar no hotel as 10 da noite. Ok, translado agendado e eram 6 da tarde ainda. Passei numa loja de souvenir e não aguentei. Comprei uns "quadros" por 295 e 195php na loja na rua principal. Rolou um repeteco na Lucky Alofa. Pedi um sanduba diferente desta vez e não deu outra. Fuckin perfect again. Mesma avaliação da Patrícia e Daniel. Pedi desta vez um iced tea q pelamor. PERFEITO! Estava tão bom q perguntei como eles faziam o iced tea. O cara q parecia ser o dono me mostrou. Era um saquinho de pó de Nestea já pronto! Hahahaha..o detalhe é q tinha maça também...ele me disse q comprara no mercadinho da frente. Óbvioooo q fui no mercado e comprei todos os saquinhos q tinham lá. Cada saquinho faz 1l de iced tea e custa 12 php. Deixei 100 php só em iced tea. Voltamos pro hotel pra fazermos a mala. Havíamos fechado a última van para não esperar tanto no aeroporto já q nosso voo era 10 da manhã só. Em todas as empresas, a primeira van era 5 da manhã e a última as 9 da noite, algumas fazendo a última viagem as 10 da noite. Agendamos para a de 10 da noite. Pura enganação! 9 em ponto a van passou no nosso hotel. A mulher da empresa disse q tinha van de 10 da noite mas foi só pra vender mesmo. Entramos na van e a princípio estava bem tranquilo. Havíamos pegado a última fileira só pra gente. Rummmmm, sabe de nada inocente. 5mim depois ele parou no termimal de van de el nido e apareceram uns minhocos da terra e não acreditei q aquilo tudo ia caber na van. Tinha muita gente e muuuita mala(caixa de papelão). A galera começou a entrar na van e logo o q estava tranquilo, ficou mega apertado. Não dava nem pra mexer o pernas. As malas já transbordavam no porta mala e chegavam na altura de nossas cabeças. Vcs não tem ideia! Tinha tanta gente dentro da van que o motorista veio no colo de um maluco! Eu nunca tinha visto isso. O motorista dirigiu 5 horas no colo de outro cara. Pra piorar, adivinha o que veio na minha cabeça. Uma galinha! Sim, uma galinha! Em cima de toda a mala, os caras estavam com uma caixa com galinha dentro. Pqp, logo na minha cabeça. Cheiro de chiqueiro insuportável, um calor infernal na van por causa da quantidade de pessoas. Foi um inferno aquela viagem. Acho q vale a tentativa de pegar o ônibus. Acho q a empresa de busão se chama Roro.
       








       
      Dia 24/12/2015
      Chegando no aeroporto as 2 da manhã, demos graças a deus pq poderíamos pelo menos deitar no chão do aeroporto. Rummmmm, sabe de nada inocente! O aeroporto estava fechado. Hahahaha..só merda! Claro q ficam uns motoristas na porta do aeroporto já esperando os turistas desprevenidos. Eles ofereceram um hotel, mas a essa altura não confiava em mais ninguém por lá. Resolvemos esperar na entrada de um restaurante ali na frente do aeroporto até as 6. O restaurante era aberto com um jardim grande na lateral, o q nos trouxe muuuuuuuuuuuitos mosquitos. Era o q faltava. Nos aconchegamos ali no chão mesmo e esperamos por 3 ou 4 horas. Por volta das 5 da manhã, bateu um frio brabo e o jeito foi usar a toalha como cobertor mesmo. Muito mendigo mesmo..hahaha..o cansaço era brabo e acabamos pegando no sono alguns minutos. As 6 da manhã o q mais queríamos era o conforto do chão do aeroporto. A q ponto chegamos!!! Levantamos e partimos pro aeroporto q ficava a 2 minutos andando dali. O aero é bem pequeno, tem a Airasia, Phillipine, e Cebu Pacific operando lá. Acho que vi uma tal de Juan também. Nosso voo era 10 da manhã e não havia ninguém no balcão da Cebu. Esperamos no banco até umas 8:30, quando começaram a fazer o checkin. Como tinha de ser, o voo atrasou 1 hora. Comemos um cupnoodles e um Gatorade para esperar. O voo era pra Coron com escala em Manila. Voo tranquilo e rápido até Manila. Dormi praticamente ele todo. Chegamos em Manila e a fome era sinistra. Almoçamos fortemente no Burguer King. A Patrícia adora junk food, e nem pensamos muito antes de entrar no restaurante. Rolou um hamburgao tradicional com iced tea( adoro iced tea e testei em todos os restaurantes q fui). Ninguém repara, mas as notas fiscais de diversos restaurantes tem algum bônus se vc responder um survey na internet. Foi a deixa pra conectar na internet, e atualizar a família sobre a jornada também. Comemos com bastante calma e quando vimos, já era hora do nosso voo para Coron. Depois de passar por uns 49 mil detectores de metal, chegamos ao setor de embarque. Quando chamaram nosso voo, acho q apareceram umas 20 cabeças só. Entramos no busão que nos levou até o avião de hélice da Cebu. Showw! Voo com um visual foda, já mostrando o q nos esperava em Coron. Esse voo foi pontual. Desde a partida até a chegada. O aero de Coron é no meio do nada. Sério mesmo. É no meio do mato! Quando chegamos, vimos q é um aero bem pequeno também. Nem esteira de bagagem tem(isso é inédito pra mim). É só um balcãozinho de madeira onde colocam as suas malas e vc procura a sua. A primeira porta depois do salão de desembarque é a porta de saída. Logo na saída, tem váááááias vans oferecendo serviço pra Coron town. Não vi triciclos nem taxi. Somente vans e todas com o preço fixo em 150php. A primeira pergunta que fizeram foi se tínhamos reserva em algum hotel. Logo respondemos que sim e por incrível q pareça nosso nome estava num quadrinho em frente a uma das vans. Esperamos por mais uns 15minutos e partimos para a cidade. São cerca de 40min de van passando por fazendas e nada mais. Chegamos em Coron town!! É uma grande favela! Nunca pensei q fosse tão seria a coisa. O RJ é Beverly Hills perto de Coron. São casebres e lojinhas com seus puxadinhos e motocicletas rodando pra lá e pra cá. Bem caído mesmo. Me sentia no complexo do alemão piorado. A van nos deixou em frente ao nosso hotel. Reservamos o Coron village Lodge por 5 noites num quarto pra 3. Fizemos check in e saímos imediatamente pra jantar. Não achamos nenhum restaurante legal a vista. Era tudo com uma aparência bem caída. Achamos a tratoria Altrove q era bem legal e q acabamos indo na maioria dos dias. Pedi um Carbonara com iced tea(deu pra ver quanto eu gosto de iced tea né?). Ambos exceleeeeentes. Paguei 200php no carbonara e 2 iced tea. Isso da menos de 18 reais! 18 reais hoje são cerca de 4 dólares..rsrsrsrs..O lugar era muito bom pro padrão de Coron e cabe a visita. Pagamos ao que pareceu ser o dono do lugar e fomos de volta ao hotel. No caminho fechamos o Ultimate Tour na Zurik Pension. O passeio nos custou 1500php, o q vimos depois q é um preço fixo para esse tour. Fomos pro hotel. Pronto, nos primeiros 5 minutos vc já capta os problemas da hospedagem. O chão tinha aquelas fezes de cupim espalhadas por vários cantos, o quarto fedia e estava beeem sujo além de não ter wifi. Uma vassoura resolveria o problema, mas acho q fazia tempo q o quarto não recebia uma faxina. O Daniel tomou o primeiro banho e já reclamou da quantidade de água que saía do chuveiro. Logo em seguida eu entrei e a merda aconteceu. A Água acabou no meio do meu banho. Po, ninguém merece isso. Fui na recepção acho que cheio de sabão ainda no corpo e reclamei. O recepcionista me pediu 5 minutos pra resolver. Ok! Quando voltei pro quarto esperei os 5 minutos e realmente a água voltou, mas voltou parecendo uma goteira. Pra piorar a água não esquentava. Tudo de ruim no hotel até então. Quando terminei meu banho, a Patrícia tentou, mas realmente naquele ritmo era impossível tomar banho. Reclamamos de novo e fomos transferidos para outro quarto. Nesse a água estava quase nada melhor, mas não adiantava mais reclamar. Estávamos mortos e era melhor dormirmos porque o dia seguinte ia ser de passeios.
       



       
      Dia 25/12/2015 NATAL Uhullll
      Acordamos as 06:40 e fomos para o restaurante do hotel para pedirmos o café da manhã. Passaram uns 15min e NINGUÉM apareceu. Ninguém a vista trabalhando no restaurante. Haviam 2 outras mesas q também não foram atendidas. O passeio requisitava chegar na lojinha as 8 da manhã, e naquele ritmo do restaurante não ia rolar. Levantamos da mesa e fomos tomar café na rua mesmo já que não estava incluído o café na hospedagem. Acabou que saiu mais barato e acredito q foi melhor mesmo. Pedi um pão torrado com ovo e bacon mais um shake de banana por 200php. Logo em frente ficava a empresa que fechamos o passeio. Fomos pontuais e chegamos as 8 da manhã. Claaaaaro que o passeio atrasou. Saímos para o barco somente as 9 da manhã. O tour contemplava os spots abaixo.
       
      Kayangan Lake
      Twin Peaks Reef
      Hidden Lagoon
      Bulungan Beach
      Calachuchi Coral Eden e CYC Is
       
      A volta do tour foi com esse pôr do sol sobre a agua cristalina. Tudo ok no dia de natal. Voltamos pro hotel, tomamos um banho na goteira e já saímos pra jantar. Passamos em uma empresa de mergulho e fechamos o pacote de mergulho para o dia seguinte. Como valia o repeteco, fomos comer de novo no Altrove e pedimos 2 pizzas e iced tea. De novo, muuuito bom! Ficamos umas boas 2 horas ali conversando e lendo o "relato" de nossa viagem a Tailândia que a Patrícia havia escrito( será q ela publica algum dia esse relato?).. Hahahaha
      Voltamos para o hotel, mas antes de dormir, teve q rolar a parada na recepção pra dar notícias pra família, já q não tinha wifi no quarto.
       









       
      Dia 26/12/2015
      Acordamos e já fomos direto pro café da manhã já manjado no lugar chamado Centro. 2 homemade pancakes com instant coffee por 65php cada. Lot off moscas!! Grrr..elas não saem de você. O mergulho havíamos fechado com a Vivian na loja Coron Divers. Foram 3 mergulhos de cilindro em navios naufragados. Lembrando que para mergulhar com cilindro vc precisa de certificado se não quiser ficar preso a um guia te segurando o tempo todo. Havíamos marcado para 8 da manhã e fomos pontuais. Separamos a roupa e experimentamos todos os equipamentos. Fomos pro barco e é claaaaaaro q esperamos muito tempo. Foram quase 2 horas de atraso esse dia. Saímos e fomos para o primeiro naufrágio. East tangat. Um navio da segunda guerra mundial de artilharia. A visibilidade estava em cerca de 2 a 3 metros. Pra quem mergulha sabe o quão ruim é isso. Não dava pra ver absolutamente nada. Profundidade de cerca de 22 metros. Fizemos a penetração no barco, mas foi bem rápido, até pq o barco é pequeno. Tudo ok, mas não muito feliz por não ter sorte quanto a visibilidade. Dias de lua cheia não são os melhore para mergulho. Voltamos pro barco e fomos pro segundo destino. Esperamos o tempo adequado pro segundo mergulho e caímos na água James Bond style. O segundo navio foi o Olympia Maru. Esse sim era grande. Profundidade de 26 metros na parte mais funda. A visibilidade continuava muito ruim, mas seguimos do mesmo jeito. Penetramos novamente no barco, que desta vez era beeem grande. Os compartimentos eram enormes, com muitos peixes no interior que brilhavam quando jogávamos a luz da lanterna sobre eles. No meio do navio existe um boiler. Uma caldeira mega grande que assusta. Fiquei uns segundos ali na frente dela só admirando. Continuamos pelas entranhas do barco nas escuras passando pelos compartimentos e depois rodeamos o barco mais um tempo. Voltamos pra superfície e mesmo com a visibilidade ruim estávamos felizes. Mergulhar é sempre bom. Vou ficar feliz mesmo se mergulhar numa piscina..rsrsr..nosso terceiro destino seria o Lusong Boat, mas o capitão disse q estava crowdeado e aceitamos mergulhar num recife de coral. Esperamos novamente o intervalo de superfície ali deitados na proa do barco vendo os peixes e corais na parte mais rasa. Entramos novamente na água, mas esse último foi bem fraco. Profundidade de 13 metros, com visibilidade muito ruim. Não vimos nada de diferente do q vimos fazendo snorkel em todas as praias por lá. Clow fish, sargentinhos, peixes coloridos, bicudos, estrelas do mar e corais infinitos. Ok, acho q vale a tentativa de mergulho em outra época. Pagamos 2800php para os 3 mergulhos com almoço incluído. Voltamos pro hotel, tomamos banho e fomos jantar no Nonamebar para variar um pouco. Esse lugar é mais estilo bar do q restaurante.
      Haviam cerca de 10 pessoas no lugar. Pegamos uma mesa e pedimos hambúrguer e petiscos, já q não haviam pratos de comida mesmo. Eu pedi hambúrguer, bem gostoso por sinal. A Patrícia pediu nacho com beef q veio sem beef e q ninguém conseguiu comer direito pq veio pimenta pura. Falando em pimenta pura, esse foi o prato que o Daniel pediu. Hahahaha..pimenta recheada com queijo. Óbvio que ficou do jeito q veio. Demos uma mordida e apesar de não ser tão apimentado era muiiito ruim..blee ..voltamos pro hotel e apagamos.
       

       
      Dia 27/12/2015
      7 da manhã e todos de pé cantando "os novinhos tão de parabéns"(McDonalds version) q foi a música da viagem..hahahaha O café da manhã obviamente foi no Centro com cia das moscas obcecadas por pele ocidental. Esse dia fechamos um tour privado. Sério, não me perguntem pq, mas vale muito mais a pena o privado. O Ultimate tour nos custou 1500php e esse privado foi 1300. O tour privado vc escolhe os destinos e vc dita o ritmo. Foi excelente esse dia. Um barco inteiro só nosso, podendo ficar qnt tempo quiser nos destinos sem preocupação. Escolhemos as seguintes praias e lagoas:
       
      Kayangam lake
      Barracuda lake
      Twin lagoon
      Siete pecados
      Skeleton wreck
       
      O único ponto negativo é q o privado não serve almoço. Ok, compramos uns snacks e água e tudo ok. Estávamos tão felizes com os passeios q a fome nem atrapalhou. Voltamos pro hotel e fomos jantar. Resolvemos não arriscar e voltamos no Altrove. Pedi um penne com camarão e veio um macarrão com camarão mesmo, mas cheio de cabeça gigante de camarão. Me perguntei o q era p fazer com a cabeça do camarão. Isso me incomodou muito e resolvi perguntar pro dono ou sócio q sempre ia na mesa perguntar se a comida estava boa. Ele disse q na Ásia e em alguns países da Europa, é comum chupar o "juice" que fica na cabeça do camarão. Acho q a explicação dele piorou ainda mais. Pra mim, o q fica na cabeça do camarão é o coco! Bleee..enfim, ficou no cantinho do prato aquele monte de cabeça. Fora isso estava muito bom. Claro q o iced tea estava sempre acompanhando os pratos e lanches. Voltamos pro hotel com um o pitstop na recepção e apagamos. Me incomodou muito não ter encontrado nenhuma nightlife mais agitada durante a viagem. Não vi nenhum bar, nenhuma praça ou nada parecido com uma movimentação maior.
       












       
      Dia 28/12/2015
      Acordamos para o nosso último dia em Coron. Já havíamos feito tudo q programamos então acordamos com mais calma e saímos pra tomar café no lugar de sempre, mas já preparados com roupa de praia e tudo mais pra fazer algum passeio. Logo na frente do café, ficava a Zurich Pension, onde já havíamos fechado o primeiro tour. Entramos e fechamos o tour A. De cara já gostamos muito pq custava 650php e tinha almoço incluído. Como pode isso, pensamos! Fomos levados pro barco e ali obviamente esperamos por cerca de 1 hora. Qnd o capitão chegou, deu um breve briefing sobre como seria o dia e partimos.
       
      cyc beach e coral garden
      sunset beach
      green lagoon
      kayangan
       
      No final deu tudo certo. Almoço muito bom com peixes, arroz, porco, frango, salada, molho shoyu exceleeente. Voltamos cerca de 5 da tarde e passamos andando pelo "big nothing". Chamamos de big nothing pq parecia um deserto mesmo. Uma área gigantesca sem nada. Apenas terra no chão. Fomos ao hotel e já fechamos o transfer pro aeroporto para as 7 da manhã do dia seguinte. Praticamente todos as lojas em Coron fecham transfer pro aeroporto. Eh bem tranquilo e o preço é fixo em 150php. As vans são bem apertadas, mas o percurso dura cerca de 35min, então é mais relax. Acho que as cadeiras da primeira fileira da van são as melhores. As de trás são péssimas! Fomos pro quarto, tomamos banho e depois fomos na lojinha de mergulho carimbar meu logbook e registrar os mergulhos q havíamos feito de cilindro no dia anterior. Depois fomos jantar e acabamos indo no Sydneys, que fica bem perto do big nothing e do "píer". Nós éramos os únicos no restaurante. Ligaram o ar condicionado só pra gente. Pedi lasanha e iced tea. A lasanha foi 150 php e estava bem gostosa!! Dividi também um cheeseburguer com batata com o Daniel. A Paty muito saudável como sempre pediu só batata frita.hahahaha..voltamos pro hotel e arrumamos as malas..
       






       
      Dia 29/12/2015
      Despertador para as 6, 6:10, 6:15, 6:20 e levantamos 6:30..a van foi pontual e as 7 em ponto estava na porta do nosso hotel. Fizemos o caminho de ida pro aeroporto nos 30min bem tranquilos passando pelos pastos com vacas, bois e outros animais. Depois de parecer estar no meio do mato, e de fato, estarmos, entramos no aeroporto e fomos fazer o checkin. Depois do checkin ficamos esperando na sala de embarque com wifi!! Wifi é coisa de luxo nas Filipinas! Impressionante a dificuldade em conseguir um lugar com wifi por lá. De novo pegamos um voo com avião de hélice. Meu primeiro voo com a PAL e parecia estar numa cadeira de praia num domingo de janeiro de sol em Ipanema. Estava insuportavelmente quente. Todos se abanando e outros suando. Eca, q voo péssimo. 50min e no final o q mais queria era ar puro. Fora do avião em Manila estava mais fresco do q dentro do avião pra ter uma ideia. Pegamos nossa mala as 11 da manhã e nosso voo de volta para o BR pela Emirates era só meia noite. Mais de 12 horas ali. Fomos para o BK lanchar e usar o wifi de lá. O lanche foi 220php com sanduba, batata e iced tea. Ficamos ali por umas 2 horas, depois fomos para o segundo andar escolher um canto para descansar. Aconchegamos nossas malas no chão e foi ali que passamos as outras 10 horas esperando nosso próximo voo para o RJ com conexão em Dubai. Lanchamos, jantamos e enfim chegou a hora de embarcar. Embarcamos no charmoso e impecável 777 da Emirates e seguimos viagem para Dubai. Foram 8 horas que passamos praticamente dormindo. Acordávamos só para comer e trocar as músicas em nosso sistema de entretenimento individual. Queríamos chegar em Dubai e fazer algumas compras encomendadas e lembranças no freeshop. Foi tão tão tão corrido que quase não dá tempo nem de pegar o voo. A conexão era de pouco mais de uma hora, mas demoramos muito para sair do avião, pegar o shuttle até o terminal, passar pela segurança novamente e então sair no freeshop. Deu tempo apenas de ver um preço de um perfume, que aliás estava mais caro no freeshop de Dubai do q no freeshop do RJ. Ah, comprei um chocolate e fomos pro embarque. Fomos os últimos a embarcar! O voo veio bem vazio, o q nos deixou escolher qualquer poltrona praticamente no voo. Haviam fileiras de 4 poltronas vazias. Claro q todo mundo fez a festa. Levantavam os "braços" das cadeiras e deitavam literalmente nas poltronas virando camas praticamente. Patrícia fez o mesmo e eu e Daniel pegamos poltronas na saída de emergência perto da cozinha central do avião. Tem MUITO espaço nessas poltronas, o q fez do voo um passeio mais tranquilo q os demais. Foram 16 horas de muita música, filmes, seriados, comida, sonecas até q chegamos ao nosso local de origem. Na verdade isso aconteceu com 1 hora de atraso, depois do piloto ter arremetido devido a um forte ventania que atingia o RJ naquele dia. Até a ponte havia sido fechada por causa do vento. Enfim, mais uma viagem completa. Muitos contratempos, mas concluímos todo o planejado.
       


       
      Mais uma vez agradeço aos que contribuem com suas dicas e relatos aqui no site. São muito valiosas e ajudam de forma imensurável no planejamento de qualquer um. Se você chegou até aqui, obrigado também por ter me suportado e espero ter ajudado. Deixem seus comentários e dúvidas que responderei assim que possível. Obrigado e boa viagem!!!!!

    • Por Sandman
      Como não foram feitos muitos relatos da Índia, estou escrevendo um relato da viagem que eu fiz ano passado, entre os dias 14 de maio e 24 de junho. Essa época é a de pré-monção (muito quente na maior parte da Índia).
       
      Qualquer foto postada aqui foi tirada por mim. Todas as fotos de terceiros eu colocarei o link. Os nomes das atrações que eu colocar em negrito foram as atrações que eu mais achei interessante no local.
       
      É capaz de eu editar esse relato no futuro ainda, pois estou escrevendo o que eu lembro. Minhas anotações estão todas no meu guia que estão em Vitória.
       
      Antes de viajar:
       
      - Vacinas
      Antes de viajar é recomendável tomar algumas vacinas. No lonely planet tem uma lista de vacinas recomendadas (devem ser mais de 10, são tantas que até assusta). Eu fui na Anvisa e pedi uma lista de recomendações para a Índia e fui para um posto de saúde. Tomei as que o posto fornecia(se não me engano duas ou três). Parece que dependendo da época do ano e do local, algumas são importantíssimas.
       
      - Trem
      O sistema de trem indiano é, em minha opinião, excelente. Apesar de ser meio lento, é o melhor jeito de se viajar pela Índia pois é barato, relativamente confortável (recomendo viajar de pelo menos AC3 ou, no mínimo, sleeper) e te permite conhecer muitos indianos. Por isso, antes de viajar é importante conhecer o sistema de trens indianos, pois ele é meio confuso. Eu demorei a aprender a fazer a reserva pela internet e para entender o esquema de fila de espera. Acho importante aprender o básico antes de viajar e já fazer a reserva dos primeiros trens que você for utilizar, pois os trens sempre estão lotados (mesmo em off-season, já que os turistas não são os principais usuários).
       
      - Quando/Onde ir/Por quanto tempo
      Eu acho mais fácil pensar na Índia não como um país, mas sim como um continente que pode ser dividido em 5 regiões (extremo norte, noroeste, nordeste, sudoeste e sudeste). Assim como você não tenta conhecer um continente em 1 mês, não se deve ter a pretensão de conhecer a Índia em apenas um mês. Acredito que o recomendado é pelo menos 1 mês por região e não ficar dividindo seu tempo entre vários regiões, pois se perde muito tempo na Índia com o transporte, e porque tem tanta coisa em cada região que não faz muito sentido ficar indo de uma região para outra (você vai deixar de ver muita coisa para ver outra).
       
      A região que atrai mais turista inicialmente é o noroeste (já que tem Delhi, Agra, Varanasi, Rajasthan...), mas te garanto que todas as regiões tem muitos atrativos e que é bom pesquisar pq, dependendo do seu interesse, você pode se inclinar a ir para alguma região. Minha preferência foi pelo extremo norte.
       

       
      Outra coisa importante a ser comentado é que cada região possui um clima diferente (as vezes BEM diferente), e que, enquanto em alguns meses do ano é horrível viajar pro noroeste, pode ser a melhor época para ir para o extremo norte por exemplo. Por isso, você tem duas opções:
      * Se você tem liberdade da época do ano em que pode viajar, escolha sua região de destino e viaje na época do ano recomendada pra essa região.
      * Se você não tem liberdade quanto a época, viaje para a região em que for recomendado na época que você for.
       
      O mais importante é, não viaje para regiões na época que não for recomendado, isso pode desgraçar sua viagem , pois o clima da Índia tem muitos extremos.
       
      Um bom site para consultar quando é a melhor época para cada cidade e quais atrativos de cada cidade é: http://www.mustseeindia.com
       
      - Visto
      Antes de viajar é imprescindível que você tenha o visto antes de viajar. No meu avião tinha um gringo sem o visto que estava crente que conseguiria o visto na hora e que foi mandando de volta. O visto é bem tranquilo de ser feito, apesar de um pouco caro.
       
      Houve uma mudança nas regras do visto ano passado. Devido a gringos que praticamente viviam na Índia com visto de turismo (sempre indo para o Nepal renová-lo assim que o visto estava expirando), agora toda vez que você sair da Índia você deve permanecer pelo menos 2 meses fora antes de retornar. Eu consultei a embaixada na época (pois eu estava pensando em dar um pulo no Nepal e voltar para a Índia) e eles me informaram que essa regra só existia para impedir a renovação dos vistos e não para atrapalhar o turismo "honesto".
      No entanto, já ouvi muitos relatos negativos no sentido (nem todo mundo da fronteira está preparado e eles acabam levando a regra ao pé da letra). Por isso, tome cuidado e evite sair da Índia para depois retornar rápido.
       
      - Seguro saúde
      A questão de fazer ou não o seguro saúde na Índia é um tema polêmico. Se você vai se manter sempre em grandes centros urbanos ou próximo deles talvez valha a pena fazer, fora isso acredito que não. Na maioria das cidades o atendimento vai ser muito muito barato de qualquer forma, e se for um caso de um acidente grave o problema maior não vai ser pagar, vai ser encontrar alguém preparado para te atender. A situação da saúde nas vilas é muito precária, chega a dar pena. O mais importante é se prevenir antes de viajar (fazer check up, se vacinar etc).
       
      - Remédios
      Não espere muito das farmácias indianas (a maioria são comércios informais de rua, assim como 99% de todas as lojas da Índia), leve tudo que você for precisar de casa. É recomendável levar medicamentos para intoxicação alimentar (eu chutaria que 90% dos viajantes tem problemas com comida nas primeiras semanas).
       
      - Papel Higienico/Higiene/Outros
      Sempre leve na sua mochila um rolo de papel higiênico, itens básicos de higiene (álcool gel, pasta de dente,toalha, as meninas levar absorvente etc). É possível encontrar esses itens nas cidades para comprar, mas não espere encontrar nada dos hotéis, restaurantes e banheiros da Índia. Tenha sempre o seu contigo. Toda vez que for viajar para vilas, abasteça com tudo na cidade antes de ir, porque você não vai encontrar nada disso nas vilas. É hilário (e trágico) ver mochileiros desesperados atrás de preservativos, rolos de papel higiênicos etc...
       
      -Prepara-te para a comida
      Eu adorei a comida indiana, mas na Índia tudo que você for comer provavelmente vai vir apimentada. Muitas vezes vão te perguntar se você quer ou não apimentada e , mesmo que você peça sem pimenta, a comida vai vir apimentada do mesmo jeito (inclusive café da manhã indiano pode ser apimentado também). Além disso, muitos restaurantes não tem opção de carne alguma. Dependendo da cidade, é inteligente só comer comida vegetariana (já que algumas cidades tem cortes frequentes e diários de energia e a maioria dos restaurantes não possui gerador... então me pergunto como eles fazem para conservar a carne...). Por isso, se você tem o estômago sensível, é bom já ir apimentando aos poucos sua comida antes de ir e já vai se preparando para perder alguns kilos na Índia (eu perdi uns 5).
       
      - Experiência prévia
      Acho inocência daqueles que citam a Índia no mesmo patamar do Brasil. Perto da gente eles parecem estar ainda na idade das cavernas... por isso eu recomendo que todos que queiram viajar indepedente lá tenham alguma experiência em um país mais pobre (se for fazer um mochilão maior pela Ásia, deixe a Índia mais pro final por ex). Acredito eu que minha viagem na Índia teria sido muito pior se eu não tivesse viajado pela Bolívia antes.
       
      Além disso, o choque cultural na Índia é inevitável. Quase todo mundo com quem conversei odiou a Índia nos primeiros dias. Sempre acham muito loucura, muito suja, precária e irritante. Por isso, é importante ter calma e paciência, e planejar uma viagem longa. Depois de uns dias você já vai estar adorando toda a loucura que antes achava insuportável.
       
      - Passagem
      Por motivos que não sei explicar, eu comprando minha passagem separadamente (SP - Londres e Londres - Delhi) a passagem me custou 1700 dólares. Se eu procurasse direto SP - Delhi através de sites como decolar ou travelocity, saia pelo menos 2200 dólares. De quebra ainda fiz um stop de alguns dias em Londres na volta. Fica a dica para checarem isso quando forem comprar a passagem.
       
      Meu roteiro:
       
      Meu planejamento inicial deve estar por algum canto aqui do fórum. Eu estava planejando 20 dias pelo noroeste e 20 dias pelo extremo norte. Durante a viagem, devido ao calor absurdo que fazia no noroeste (que eu já esperava mas, em minha inocência, imaginava que por ser brasileiro não iria ser problema), eu acabei mudando totalmente minha viagem ficando 8 dias no noroeste e 32 no extremo norte. Olhando para trás, tenho a certeza absoluta que a alteração foi a escolha certa, já que o clima no extremo norte estava muito agradável e eu adorei a região. Segue abaixo um pequeno relato de cada lugar.
       
      Delhi
       
      Delhi é uma das maiores cidades da Índia e ela tem bastante atrativos. No entanto, é uma cidade difícil... MUITO difícil. Em minutos na cidade você vai se deparar com tudo o que há de pior na Índia, toda a loucura, pobreza, poluição, sujeira... todas as injustiças sociais e esquisitices e você vai ser muito asseiado por indianos querendo te vender algo ou te passar a perna com alguma coisa.
       
      Dica: Olhando para trás, se eu fosse refazer meu roteiro eu iria deixar para rodar por Delhi no final da viagem em vez de no começo, iria direto para Agra ou outra cidade menor. Fazendo dessa forma, você irá reduzir consideravelmente seu choque com a Índia. Além disso, é muito difícil aprender como funciona a Índia por aqui (você não vai ter noção de preços, de como se locomover nem nada... vai ser fácil de te enganarem aqui).
       
      Logo que cheguei no aeroporto de Delhi, eu peguei um táxi pré-pago para o Paharganj (main bazaar) onde eu iria procurar um hotel. O táxi foi meio caro (se não me engano entre 200 e 250 rúpias). A vantagem de usar o pré-pago e a certeza de que vão te deixar onde você pediu e que você irá pagar um preço tabelado. Só mais tarde que eu percebi que é tabelado, mas é caro.
       
      Dica:Novamente faria diferente aqui. Na segunda vez que cheguei em Delhi (já no fim da viagem), eu saí andando do aeroporto até a rua e peguei um tuc-tuc. Eles são proibidos de entrarem no aeroporto mas você encontra alguns fora e saem menos de 1/3 do preço do táxi. Não vai ser tão confortável quanto ao táxi, mas você vai ter que abandonar qualquer ilusão de conforto cedo ou tarde (na verdade cedo mesmo) enquanto mochilar por aqui. Mas antes de qualquer coisa, confira se existe ou não metrô no aeroporto, em Delhi o metrô é sempre a melhor opção.
       
      O táxi me deixou na entrada de Paharganj. Nessa hora eu já estava suando e passando mal de tanto calor (uns 45ºC), uma das desvantagens de viajar pelo noroeste nessa época do ano (em todos guias falavam para ir pro extremo norte nessa época). Nada que eu vi antes me preparou para o que estava por vir. O Paharganj é muito pior do que qualquer coisa que ja tinha visto, parece mais uma favela. Ainda por cima pareciam que tinham jogado uma bomba, pois estavam destruindo tudo devido aos jogos em Delhi (estavam reformando toda a Delhi devido ao XIX Commonwealth Games).

      Fiquei perambulando procurando hotel e toda hora era abordado por indianos querendo vender de tudo (vai ser assim enquanto você ficar com cara de perdido carregando sua mochila rs...). A maioria não me informava de nada ou davam informação errada querendo me levar para outro local. Perguntei para um gringo onde era o hotel que eu procurava (recomendação do Lonely Planet), e ele me apontou. Aquelas ruas são um labirinto e, como não existe endereço na Índia, eu perdi um tempinho para achar o hotel Namaskar. No hotel, não havia mais o quarto single (mais barato, 150 rúpias) e só havia o quarto de casal com Ar Condicionado. Naquela altura do campeonato eu já não queria saber mais de economizar e dava graças a deus por ter um quarto com AC. O problema é que o quarto era relativamente caro e não tinha banheiro dentro, o banheiro coletivo era uma coisa muito suja dividida com os funcionários (que por sinal não eram nem um pouco limpos nem higiênicos). Eu só fiquei por lá porque eu n tava com saco para continuar andando com minha mochila naquele calor.
       
      Fiquei meia hora deitado com o AC ligado e me xingando pela situação de merda em que eu havia me colocado. Confesso que mais tarde naquela noite eu gastei um tempo na Lan House procurando viagens para a Tailândia ou outro destino próximo e só desisti por que estava caro e também porque não era uma boa estação para esses países. Hoje eu rio de tudo isso... se tivesse desistido tão cedo não iria ter curtido a melhor viagem que já tive até hoje.
       
      Dica: Paharganj tem uma localização excelente e é onde se encontra as acomodações mais baratas, mas eu não recomendo a ninguém ficar por lá. Vale a pena dar um pulo lá mais tarde e conhecer, mas ficar por lá logo de cara foi "meio" desagradável. O problema do transporte já está resolvido com as novas linhas de metrô (vou comentar abaixo). Logo atualmente não se justifica ficar mais por lá, a não ser que você queira viajar de forma MUITO econômica.
       
      Depois de descansar, eu fui almoçar em um restaurante próximo, gostei de cara da comida indiana, e em seguida fui procurar um tuc-tuc para ir para uns lugares que tinha escolhido no guia. Eu negociei um pouco, mas acabei pagando um pouco caro pela corrida (comparado com o que eu paguei mais pra frente), mas no dia eu achei tão barato que tava achando que tinha barganhado bem. Fica o aviso, as coisas aqui são muito mais baratas do que a gente pensa inicialmente, mais barato que na Bolívia por exemplo. Só para efeito de comparação, em Delhi você consegue uma corrida de 15 km por 50 rúpias sem pechinchar muito. Se for pelo taxímetro sai mais barato ainda, só que é difícil achar um tuc-tuc que liga o taxímetro e você também corre o risco dele ficar dando volta para encarecer a viagem. Melhor ainda, você pode utilizar o metrô.
       
      Dica: Utilize sempre que possível o metrô de Delhi. Eles são muito mais rápidos, pois de tuc tuc você sempre vai devagar devido ao trânsito (e porque o bixo é lento mesmo). Além disso, os metrôs são baratos, limpos e tem AC (melhor que muito metrô de 1º mundo). Acredito que hoje em dia já tem metrô para as principais atrações, até as que eram mais distantes (como o lotus temple), pois eles estavam abrindo muitas linhas novas devido aos jogos. Eu só fui descobrir que o metrô prestava no 3º dia em Delhi, um achado tardio infelizmente. Falaram-me inclusive que iria ter metrô até o aeroporto, mas isso eu já não sei confirmar.
       
      Aviso: Por favor gente, em alguns lugares da Índia você encontra pessoas ganhando dinheiro com maus tratos com animais, não deem grana a eles. Alguns os maus tratos são evidentes, como os que que fazem ursos dançarem, mas outros nem tanto. Eu cometi esse erro pois paguei 20 rúpias para um encantador de cobras. Foi uma experiência muito legal (muita adrenalina), mas mais tarde eu descobri que eles arrancam a glândula de veneno da cobra e por isso as cobras têm uma morte lenta. Repito o pedido, não sustentem esse povinho.
       

       
      Locais que eu visitei em Delhi:
       
      -Humayun’s Tomb
      É uma construção bem linda, feita pelos Mughal que depois inspirou o design do Taj Mahal. Apesar de não ter muita coisa para ver aqui, vale muito a pena a visita.
       
      Aqui também aconteceu uma coisa engraçada. Uma menina indiana veio até mim e pediu para o pai tirar uma foto de nós dois. Depois tirou outra. Depois chamou a mãe e tirou uma foto nós três, depois com o irmão. Fui perguntar para o pai o que tava havendo (pois já achava que eu era parecido com alguém que eles conheciam). O pai veio me explicar que é porque a filha me achava bonito ! Pois é, já deu para perceber que o diferente ali era eu e que, por mais turistas que tenha na Índia, muito dificilmente você vai encontrar outro andando pelas ruas (a não ser em locais mais turísticos). De qualquer forma, a maioria das atrações turísticas está cheias de indianos, pois eles pagam MUITO menos que nós para entrar lá (coisa de 5 a 10 rúpias sempre).
       

       
       
      -Jama Masjid
       
      Uma das maiores mesquitas da Índia. É bem bonita e grande, se você nunca viu uma mesquita vai achar essa visita bem legal. De quebra fica em Old Delhi, uma região que você vai querer dar uma volta de qualquer forma.
       

       
      -Red Fort
      Esse na verdade eu nem entrei. Eu conversei com uns gringos e eles falaram que era menos interessante dos que eu veria em Agra e em Rajhastan (que eu acabei não indo rs). Eu fui na frente e estava uma fila absurda, acabei não indo. Fica para a próxima.

       
      -Birla Mandir
      Esse é um templo hindu. Ele não é muito grande, mas é bonitinho e... bem diferente dos templos ocidentais. A visita valeu a pena. Se for passear aqui, não perca o jardim nos fundos onde famílias indianas acampam. Infelizmente não pude tirar fotos dentro (era proibido), por isso só tenho fotos do lado de fora.
       

       
      -Gandhi Museum e Gandhi Memorial
      Fui visitar o museu dedicado a Gandhi e também o jardim onde está o memorial de Gandhi (onde ele foi cremado). O memorial fica num jardim simples, sem muitas coisas para se ver. A visita ali foi de caráter apenas sentimental.
      O museu vale a pena se você tiver algum interesse em Gandhi.
       
      -Orfanato
      Em Paharganj, tem um orfanato. Uma das formas deles arrecadarem dinheiro foi um tour diário conduzidos por algum menino do orfanato. Ele te conduz pelo slum (favelas indianas) e conta um pouco de como era a vida. Infelizmente não pude fazer o tour pois só acontecia de manhã e eu visitei o orfanato a tarde no último dia em Delhi. A situação lá no orfanato também não era muito boa, mas só posso imaginar quão ruim era a vida das crianças. Acho interessante o tour para conhecer um pouco a realidade indiana e para contribuir um pouco para a causa.
       
      Acabei não indo em várias atrações famosas de Delhi (como o Lotus Temple, Red Fort e Qutub Minar). Mas meu único arrependimento foi não ter ido ao templo Akshardham. Pelas fotos e comentários, deve ser o templo hindu mais interessante de Delhi. O dia em que descobri ele, o mesmo estava fechado. Uma pena.
       
      Agra
       
      Peguei um trem de Delhi - Agra. O trem era classe AC3 (3 camas de cada lado). Só viajei em trens nessa classe e gostei bastante. Os trens são relativamente confortáveis e a maioria dos indianos que conheci nos trens dessa classe falam inglês e são pessoas interessantes. Nesse trem passou um funcionário perguntando o que eu queria jantar. Perguntei o que tinha e ele falou uns 20 nomes (em indiano, desnecessário dizer que não entendi nada). Preferi não comer, mas a cara da comida estava boa (chegou depois pros que pediram). Fiz amizade com um indiano que era do exército, depois fui com ele jantar na estação (20 rúpias numa veg thali, muito barato; para quem não sabe o que é thali: http://2.bp.blogspot.com/-PWdpGxD6n7o/TZYKpsq-LLI/AAAAAAAABDY/rfNbIQC1r7E/s1600/thali.jpg ; é composto de vários pratos típicos vegetarianos, geralmente é a opção mais barata do cardápio). Em seguida peguei um tuc-tuc para o hotel que eu fiquei.
       
      Golpe: Aqui tentaram me dar um golpe, quando saí tinha uma cabine la fora escrito "pre-paid rickshaw". A cabine era muito tosca (totalmente diferente da cabine do aeroporto de Delhi) feita de madeira e escrito em tinta do lado os preços. Os preços estavam absurdos (até o meu hotel era coisa de 200 rúpias). Ficaram tentando me convencer a pagar essa valor mas eu ignorei até que um tuc-tuc aceitou me levar por um preço justo.
       
      Eu fiquei no hotel Shanti Lodge, também recomendado pelo Lonely Planet. Não tinha quartos com AC , só com ventilador e Air Cooler, que não servia para muita coisa. Já estava extremamente desconfortável, e para piorar a luz acabou no meio da noite. Desnecessário dizer que eu acordei segundos depois que o ventilador parou. Olhei pela janela e vi luz fora, então pensei que o corte foi problemas no hotel. Fui descer as escadas para avisar o funcionário. Na descida um rato passou do meu lado ! Encontrei todos funcionários deitados no chão, cena que se repetiu em vários locais da Índia. Eu sinceramente não entendo porque eles dormem no chão quando tem sofás próximo. Acordei um deles que resolveu a situação. A única vantagem desse hotel é o restaurante. A comida é OK e tem uma visão magnífica para o Taj Mahal. Não recomendo o hotel mas o restaurante do hotel recomendo de olhos fechados.
       
      Passei apenas um dia inteiro em Agra. Foi uma pena pois Agra merece muito mais. Infelizmente só tinha trem para Khajuraho 2 x pro semana , e se eu n pegasse naquela noite iria ter que esperar bastante para ir para lá (ou pular Khajuraho).
       
      O que eu vi em Agra:
       
      -Taj Mahal
       
      Eu fui visitar o Taj Mahal logo em que abriu. O hotel era bem pertinho do Taj, deu para ir andando tranquilamente. O ingresso é absurdamente caro para os padrões indianos (850 rúpias). O Taj realmente é absurdamente bonito. Acho que em termos arquitetônicos foi o mais belo monumento que eu vi. Mas não é necessário muitas horas para vê-lo pois o Taj é praticamente só o que vemos na foto, dentro dele só há o túmulo. Um problema também é que as vezes você precisa esperar horas para tirar uma foto boa, pois Agra as vezes fica coberto em névoa (pelo que eu vi no dia e em foto de outras pessoas outros dias).
       

      Dica:Quem ta sem dinheiro ou só quer ver o Taj de um ângulo diferente, pode pegar um tuc-tuc e ir para o rio que fica atrás do Taj. Acho que é uma volta grande, mas de lá você consegue ter uma vista quase tão boa (aliás, alguns consideram até melhor) do que a vista de quem paga. Eu tava sem tempo então nem fui lá, mas fica a dica.
       
      -Agra Fort
      Depois do Taj eu fui caminhando até o Agra Fort. Eu recomendo ir caminhando mesmo (só não recomendo caminhar no calor de 45ºC como eu fiz). O forte é legal mas nesse caso eu recomendaria pagar um guia (tem vários guias na frente), acho que ficou faltando um pouco disso na minha visita ao forte. Lembrar que quem entrou no Taj Mahal tem um desconto bem grande no Agra Fort e no Fatephur, então guarde o ingresso que eles te dão no Taj.
       
      Voltei de Cycle-Rickshaw pro hotel (foi minha 1ª vez no cycle). Apesar de ser muito barato, eu fiquei com pena do cara pedalando e acabou que eu paguei mais a ele (contando a gorjeta que eu acabei dando) do que eu pagaria num tuctuc. Além disso é muito mais devagar. Então não usei muito cycle-rickshaw depois desse (a não ser em casos em que era necessário, já que o cycle passa por lugares que o tuc tuc não passa).
       
      -Fatehpur Sikri
      Depois do almoço eu fui para a estação de ônibus local e peguei um bus para o Fatephur Sikri. De estrangeiro só tinha eu e mais uma mulher no ônibus todo (que por sinal foi baratíssimo). Fui conversar com ela e para minha surpresa era brasileira (só conheci 2 brasileiros na viagem toda).
      Passamos andando pela feira em Fatehpur e depois visitamos a parte de graça do local. É bem bonito mesmo, mas dizem que a parte paga é bem melhor. A gente só descobriu a entrada para a parte paga mais tarde (estava muito mal sinalizada e tinham poucos estrangeiros no local). Recomendo muito a visita ao local com mais tempo, é bem bonito.
       

       

       
      Bem mais a noite eu fui pegar o trem para Khajuraho. Fiquei um tempão na estação de trem e quando o trem chegou, não encontrei o número do meu vagão na área de AC3. Fui perguntando para todo mundo e depois me informaram que os vagões ficavam lá atrás pois o trem iria se separar no percurso. Quando descobri onde era o trem já tava andando. Tive que correr atrás do trem com minhas mochilas e pular no vagão. Minha sorte é que tinham indianos na porta que me agarraram e puxaram para dentro.
       
      Khajuraho
      No trem eu conheci um guia indiano que acabou me contando toda a história dos templos. Cheguei em Khajuraho e queriam me cobrar uma fortuna para chegar na região próxima aos templos. Fui olhando como os indianos faziam e descobri que eles dividem o tuc tuc (na verdade em algumas regiões existem tuc-tuc maiores que levam uma porrada de gente). Peguei um desses e paguei 20 rúpias.
       
      Dica: Em alguns lugares existem tuc-tuc compartilhados que passam sempre pelas rotas mais populares. É algo parecido com os ônibus locais da gente (apesar de ser extremamente apertado e lerdo). Eu vi mais em Varanasi e posteriormente em Rishkesh (onde eu usava direto). Os preços variam de 5 a 10 rúpias, ou seja... quase de graça. Como meu hotel ficava distante do centro turístico em Rishkesh, esse "serviço" foi uma economia boa.
       
      Em Khajuraho eu iria passar um dia inteiro e iria pegar o trem no mesmo dia para Varanasi (na verdade iria ter que fazer baldeação para chegar lá). Novamente, tive que fazer isso pois se não fizesse desse jeito iria ter que passar muitos dias na cidade. Fui num hotel e paguei 50 rúpias para deixar minhas coisas num quarto e depois usar o chuveiro. Em Khajuraho eu visitei apenas os templos. Nesse dia deu pico de 47ºC, tava um inferno. Nesse momento eu já estava cogitando mudar o roteiro depois de Varanasi rs.
       
      -Templos de Khajuraho
      Eu visitei primeiramente os templos do conjunto de templos (é cercado e precisa pagar). Os templos, que tem mais de 1000 anos, são lindíssimos e escondido pelas paredes dele estão as famosas esculturas inspiradas no Kama Sutra. Eu fiz Day trip em Khajuraho só para ver esses templos e digo que sem dúvidas valeu a pena.
       



       
      Após ver os templos do complexo, eu almocei num restaurante bem a frente do complexo, foi muito bom (tinha AC!!! Para vocês verem como tava triste a situação, eu lembro de cabeça todos os pontos que tinham AC daquela semana haha). Em seguida fui caminhando até os outros templos (tem um bem do lado do complexo e outros mais pra dentro da cidade. É uma caminhadinha boa e os templos de lá são bem mais fraquinhos que o do complexo. Se tiver tempo é uma boa, mas não precisa ficar triste se não vê-los.
       
      Mais a noite eu fui pegar o trem para Varanasi. Conheci uma família koreana que tinham fechado a passagem com uma agência e estavam indo com um guia. Um deles me disse que, além dos hotéis terem sido horríveis, eles viajaram todas as vezes na classe sleeper (tem camas mas n tem AC). Deviam estar muito putos pois pagaram caro numa agência e estavam viajando com menos conforto do que eu (viajar de sleeper não deve ser tão ruim em outra situação, mas naquele calor devia estar o inferno).
       
      Varanasi
       
      Novamente cheguei na cidade e fui em busca de um hotel recomendado pelo LP. Chegando lá, o cidadão me fala que eu deveria esperar 8 horas para ver se ele arrumava um local para mim. Já tava puto com os hotéis recomendados pelo LP e resolvi perambular atrás de um hotel melhor. Encontrei um bem perto do Burning Ghat por 400 rúpias com AC. Não lembro o nome, mas é na ladeira subindo o Manikarnika Ghat, o maior Ghat onde eles queimam os corpos. O lugar não é dos mais glamorosos rs, mas fica bem localizado em relação aos outros ghats. E se vc n for muito a fundo no ghat não é obrigado a ver os corpos queimando.
       
      Aviso: Em Varanasi há quedas de energia programadas durante o dia. Elas existem para que a cidade possa transmitir energia para outras cidades vizinhas. Por isso, recomendo não comerem nada que possa estragar com facilidade na região e também ficarem
       
      Das atrações de Varanasi as mais memoráveis são os Ghats. Assim que eu cheguei, fiquei andando ao lado do Ganghes. Ao entardecer, notei um barco cheio de indianos saindo do Main Ghat e fui ver o que era. Iam dar uma volta no Ganghes e me cobraram apenas 10 rúpias (depois perguntei e os indianos só pagaram 5 rs)! Foi bem legal porque no momento que estávamos saindo tinham barcos com tambores e outros instrumentos tocando e no momento que voltamos estava bem no começo do ritual diário que acontece no main ghat.
       

       

       
      No outro dia cedo novamente fiz um passeio pelo Ganghes (dessa vez antes do nascer do sol e sozinho). Custou-me um pouco mais que 100 rúpias. Esse passeio vale muito a pena, recomendo ficar sempre o mais perto do Ganghes possível durante sua estadia em Varanasi, lá sempre tem algo acontecendo.
       

       

       

       
       
      Fui visitar uns templos hindus mas eram bem medíocres. Dizem que o golden temple de Varanasi é bem bonito, mas me impediram de entrar (não sei porque motivo). Tem um castelo mais pro fundo que eu acabei não indo também.
       
      No segundo dia a tarde eu fui num shopping indiano em Varanasi. Os shoppings lá não são muito diferentes dos daqui, é realmente uma coisa bizarra a desigualdade (um shopping lindo no meio daquela pobreza toda). Dentro do shopping tinha AC e tudo mais, lojas de grife famosas internacionalmente e lojas locais. Fui procurar uma saia indiana para comprar para minha mãe mas para minha surpresa, a maioria das roupas de lá eram ocidentais com estampas indianas. As classes ricas indianas estão se ocidentalizando pelo visto.
       
      Fui a um cinema nesse shopping (fui outra vez no fim da viagem em Delhi). Vale muito à pena ir! Esse primeiro filme era bem medíocre, um filme cópia de Hollywood que metade dos diálogos eram em inglês. Mas mesmo assim da para ver como são as produções atuais indianas. Por incrível que pareça, em termos de fotografia, os filmes indianos estão melhores que os Hollywoodianos!!! Os filmes estão muito lindos... mas o roteiro continuam uma porcaria (a maioria parece uma coletânea de videoclipes). Os filmes também são bem longos, a maioria em torno de 3 horas com um intervalo no meio. E é bem legal também para ver a reação do público. É bom lembrar que em cinemas indianos não se pode entrar com mochila, bolsa nem máquina fotográfica. Se forem no cinema, não levem nada disso pois vão ser barrados.
       
      Por fim fui no Mc Donalds indiano comer um Big Maharaja (o big Mac indiano que tem 2 hamburgues de frango e molho de pimenta em vez do molho do Big Mac). Mc Donalds na Índia é uma grande porcaria para falar verdade e são muito caros (se não me engano 150 rúpias um combo, bem mais barato que no Brasil, mas ainda muito caro em relação a comer em restaurante). Não me deixaram tirar foto do aviso de que não vendem comida com porco ou boi .
       
      Uma outra dica em Varanasi é jantar no Ganga Fuji. É um restaurante perto dos Ghats que a noite tem musica instrumental indiana ao vivo. Vale muito a pena, e a comida também é boa.
       
      Eu sinceramente já tava cansado de viajar com tanto calor e eu resolvi viajar para o norte a partir daqui. Fui procurar todos os trens e não haviam vagas para nenhum lugar do norte. Já estava cogitando fazer tudo de ônibus (ia demorar uns 2~3 dias). Decidi ir para a estação de trem, pois tinha ouvido falar que em alguns lugares tinham cotas. E foi exatamente o que aconteceu, tinha cotas para turista no trem Varanasi-Haridwar e eu consegui comprar com tranqüilidade.
       
      Dica:Se você quer viajar entre duas cidades turísticas e todos os trens estão lotados, confira no centro turístico da estação de trem se não há cotas.
       
      Essa viagem saiu cedo e durou 18 horas! Foi uma eternidade. A única coisa legal é que eu conheci bastante gente no trem e pude conhecer um pouco da cultura local.
       
      O mais memorável foi uma conversa com uma jovem indiana recém-casada. Ela me contou que já havia concluído o mestrado e que tinha casado recentemente. Disse-me que o casamento foi arranjando pelos pais dela e do esposo, e que somente conheceu o esposo no dia do casamento (e disse nunca ter namorado nenhum homem antes!). Disse que conheceu e já viajou com ele na Lua de Mel. Depois também me disse que ela não sabia dirigir porque a família era classe média e, portanto não possuía carro, e que quando voltasse do doutorado que irá fazer em Madrid provavelmente iria ter um salário bom, em torno de 20 mil rúpias (coisa de 1000 reais por mês)... é gente, infelizmente a situação lá não é das melhores para a maioria das pessoas.
       
      Golpe: Aqui tentaram me dar outro golpe, e dessa vez conseguiram. Como o trem não tinha restaurante, eu tive que pular em uma parada para comprar alguma coisa para comer. Comprei um salgado e dei uma nota de 100 rúpias. O cara todo enrolado atendia os outros e não me dava o troco, quando pedi o troco ele olhou e apontou para trás e me disse que meu trem estava indo... desnecessário dizer que corri igual um louco para pegar o trem e deixei o troco com ele. Não foi muito dinheiro, mas fica o aviso rs.
       
      Assim que possível eu continuo com os outros 33 dias da viagem no extremo norte da Índia.
    • Por andersonjardim
      Eu e minha namorada etivemos na Grécia, agora, final de junho. Ficamos apenas 1 dia em Atenas, 2 dias em Zakyntos e 4 na Kefalonia. O plano inicial era passar 1 dia em Lefkada e voltar para Kefalonia, mas infelizmente, por questões de logística (horário do ferry e voo pra Paris), não deu pra esticar a viagem até lá.
      A viagem foi pautada por Navagio, ou seja, não poderia ir a Grécia e não ir a Navagio e por isso abrimos mão de Creta e do que apelidamos de “Grécia das fotos”, que são Mikonos e Santorini. E NÃO NOS ARREPENDEMOS!
       
      Dia1:
      Começando por Atenas, chegamos por em uma sexta por volta de 23:30. Por conta dos horários dos voos (a saída de Atenas para Zakynthos foi as 05:30) optamos por ficar no hotel do aeroporto, o Sofitel, que é um pouco caro mas compensou pela praticidade e por não ter necessitado de um táxi (o centro de Atenas fica bem longe do aeroporto, mais de 40 minutos de metrô). No dia seguinte acordamos não muito cedo e fomos direto pra Acropolis. Pegamos o metrô no próprio aeroporto, descemos na estação Syntagma e fomos a pé. A passagem , salvo engano, custou 7 euros, e por lá ficamos o dia inteiro. Mas apenas 1 dia em Atenas foi pouco. Não tivemos tempo de jantar nos tradicionais restaurantes gregos de Plaka, onde se quebram os pratos após a refeição (aparentemente uma tradição bem divertida!), e a visita às diversas atrações da Acrópolis foi bem puxada. Ficamos realmente cansados de tanto andar.
       
      Dia 2:
      No domingo de manhã fomos pra Zakyntos, de avião pela Aegean, e a passagem custou 84 euros por pessoa, já com taxas. Era um avião daqueles pequenos, mas confortável e o voo tranquilo.
      Chegamos em Zakyntos por volta de 06:30, e não sei porque deixamos pra alugar o carro na hora, o que obviamente foi uma tremenda de uma burrada. É impossível se deslocar na ilha sem um veículo e sem GPS! Somente duas lojas estavam abertas: Avis e Hertz, ou seja, a facada foi beeeeem grande. Sem opções, locamos um Golf (o único que tinha no momento) e pagamos a “bagatela” de 222 euros por duas diárias.
      Bom, deixando a raiva de lado seguimos para o nosso hotel, Vigla, que fica em Volimai, o que de carro levou uns 40 minutos. Na verdade são pequenas casas chamadas vilas, umas 4 ou 5, simples mas bem amplas e equipadas, e com uma vista incrível de Agios Nikolaos. O ponto negativo do hotel é que fica totalmente isolado, no alto de um morro, e como não tínhamos coragem de dirigir a noite (as ruas não tem iluminação), acabou que ficávamos “presos” durante a noite, depois das 21h.
      Enfim, devidamente acomodados não demoramos muito e fomos logo para o que interessava: Navagio! Pra chegar lá foi super tranquilo, bastou jogar no google maps ‘Porto Vromi’ e o GPS nos guiou até o destino, sem sustos. Lá compramos o passeio que custou 15 euros, em um barco médio pra grande (mais um erro de quem é afobado demais). De Vromi até Navagio são uns 15 a 20 minutos, e ficamos na praia cerca de uma hora, que já estava bem cheia, mas nada que atrapalhasse. Na volta o barco passa, literalmente apenas passa, pelas Blue Caves, e por ser um barco grande, não deu pra curtir dentro das cavernas e tampouco houve paradas pra nadar, o que foi broxante. Por isso, ao chegar ao porto procure barcos menores, barcos pequenos mesmo, assim, você terá um passeio exclusivo e ainda poderá entrar nas caves e parar pra nadar.
      Do Porto Vromi seguimos para o mirante, o que também foi bem tranquilo, o google maps nesses dois trajetos foi certeiro. Pra conseguir a melhor vista, siga andando à direita do mirante, uns 5 minutos e você terá uma vista perfeita de Navagio. E que vista, o visual é indescritível!
      E pra finalizar o dia fomos pra Agios Nikolaos, a 5 minutos do nosso hotel, onde há um pequeno porto (para onde parte o ferry para Kefalonia) e uma belíssima praia, excelente pra ali terminar o dia. Na verdade, não há um agito noturno nessa região. Existem alguns restaurantes espalhados, alguns mercadinhos, mas o movimento não nos pareceu muito empolgante.
       
      Dia 3:
      Neste dia saímos contornando a costa leste, sem rumo, parando de praia em praia, tais como: Makris Gialos, Xigia, Alikanas e Tsilivi.
      Tanto Alikanas e Tsilivi possuem uma boa estrutura de praia, restaurantes, hotéis, bares, mercados, locadoras de carro e etc. Portanto são uma ótima opção para se passar o dia.
      Pra quem prefere andar a noite a pé, ver gente, ficar em restaurantes até mais tarde ou coisa do tipo, deve se hospedar em Tsilivi ou Alikanas. Essas regiões são bem cara de cidade praiana. E as praias tem estrutura com barracas que oferecem duas cadeiras e guarda sol por cerca de 6 euros.
      As outras praias que visitamos em Zakynthos não são tão especiais como Navagio, e valem apenas uma parada para fotos.
       
      Dia 4:
      Cedo, fomos para o porto de Agios Nikolaos, para pegar o ferry pra Kefalonia, que parte às 09:30. Havíamos combinado com a locadora de devolver o carro no próprio porto, mesmo eles não tendo loja lá. Ponto pra AVIS! O ticket custou 8 euros e compramos na hora, super tranquilo, aliás o ferry era bem grande e estava vazio.
      Desembarcamos por volta de 11:30 no porto de Lourdata, e como não aprendemos a lição, chegamos sem já ter alugado o carro. Para nossa surpresa o lugar não tem estrutura alguma e pra melhorar só tinha um taxi que quando vimos, já estava ocupado. Conversamos com esse taxista, que ficou de mandar algum colega nos buscar. Subimos um morrinho até uma lanchonete que havia no local, que não pode nos ajudar pois não tinha nem telefone. Sugeriu que aguardássemos o ônibus local, sem nenhuma noção de quando passava...Felizmente, 10 minutos depois apareceu um taxi chamado pelo outro taxista, e que inclusive dividimos com um casal de poloneses. Eles ficaram numa região super afastada do centro (Argostoli) e apesar de alguma estrutura de restaurantes e hotéis, fica longe da praia. Sem carro, como planejavam os poloneses, não rola...
      Na Kefalonia ficamos hospedados em Argostoli, principal cidade da ilha, no hotel blue Paradise. Hotel simples, pequeno, mas bem localizado, com ótimos restaurantes ao redor e com um excelente custo beneficio (4 diárias por 114 euros ).
      Check-in feito fomos alugar um carro. Na rua do hotel tem uma locadora e lá alugamos um Smart por 200 euros (pegamos na terça a noite com opção de entregar no sábado de manhã no aeroporto). Como o carro só estaria disponível à noite, fomos de taxi (15 euros ida e volta) pra Platis Gialos. Essa região possui boa estrutura de hotéis e restaurantes e fica a 5 minutos do centro de Argostoli. Lá ficamos na mega barraca Costa Costa, que tem uma excelente infraestrutura, boa praia e bem animada . Voltamos pro hotel por volta das 19h, praia já vazia apesar de ainda claro. Saímos pra jantar rapidinho na pracinha ao lado do hotel e fomos dormir.
       
      Dia 5:
      Neste dia acordamos cedo e fomos pra praia mais famosa da Kefalonia, Myrtos.. Mais uma vez o GPS foi confiável. Passamos a manhã nessa praia maravilhosa, de um azul estonteante. Há apenas uma barraca de praia que serve bebidas e alguns snacks, nada elaborado. Há uma gruta ao lado da praia, onde dá pra mergulhar tranquilamente.
      À tarde, seguimos para outra praia, Petani. Bem distante de onde estávamos, mas que por fim, valeu a visita. Linda praia! Basicamente 2 restaurantes e alguns poucos hotéis. Vale a visita, mas não a hospedagem.
       
      Dia 6:
      No sexto dia fomos a Melissani Cave. Achamos o passeio bem sem graça, é bem bonito e tal mas na minha opinião não vale a pena o tempo e o dinheiro gasto. De melisani seguimos para Antisamos beach, uma bela praia que possui uma boa infraestrutura, que inclusive conta com dois restaurantes que não cobram pela cadeira e guarda sol.
       
      Dia 7:
      Para o último ficamos em dúvida entre ir para Fiskardo e Assos ou para Skala beach com paradas nas praias de Lourdas e Mounda. Optamos pela segunda opção. E bateu um arrependimento quando vimos que as praias não eram tão charmosas quanto as outras que havíamos visto nos dias anteriores. Pena não termos ido à Fiskardo e Assos, vilas que pareciam bem legais.
    • Por afonsosolak
      Rica em cultura, rainha da história e de vida vida vibrante, a cidade de deusa Atenas e capital Grega é a fundadora da civilização ocidental. Atenas é uma cidade orgulhosa, quem sabe com razão, por ter sido o berço da filosofia e da democracia, por ter promovido a ciência e voltado os olhos da humanidade para as estrelas.
       
      Os antigos deuses e dividades da clássica Atenas ainda estão presentes visualmente na cidade. Aparecem em adornos e detalhes que vão da arte à arquitetura, isso quando ambos os conceitos não se misturam se entrelaçam, confundindo até mesmo os mais críticos. Mascotes e lugares recebem seus nomes divinos. Livros, filmes e outras mídias cansam de citar o tema. Eu, humildemente, não poderia deixar de dar meu pitaco também!
       
       
      Um dia que passes em Atenas será o suficiente para descobrir uma cidade que mistura o antigo e o novo. Não estranhe os monumentos Greco-Romanos compartilhando o mesmo quarteirão com edifícios modernos, é algo típico por lá! Outros nos confundem: A Acadêmia de Atenas, o Parlamento Grego e o Zappeion são contruções do século XIX que foram projetadas para que parecessem edifícios antigos e refletir o patrimônio arquitetônico de Atenas.
       
      Se você não é do tipo que fica plantado em museus, um dia será suficiente para conhecer Atenas. Comece visitando a Acrópole e seus templos antigos: Parhenon, Erectheion e Athena Nike. Em seguida desça pela colina e passe pelo Areópago, esta imensa rocha entre a Acrópole e a Ágora Antiga. Suba até a colina da Pnyx, a área utilizada na Clássica Atenas para os encontros das assembleias democráticas. Retorne passando pela Ágora Antiga até chegar novamente na zona urbana de Plaka (TEXTO COM FOTOS EM http://www.theworldbyfon.com/2015/04/um-dia-em-atenas_19.html#more ).
       
      O almoço típico será aqui, no bairro de Plaka! Peça algo com iogurte ou queijo branco! Mas atenção, o tempero grego costuma ser mais forte que o normal! Se você é do tipo que gosta de fazer umas comprinhas, aqui é também é o lugar!
       
       
      Ao leste da Acrópole está o o Templo de Zeus, que assim como a maioria das outras atrações é grátis para estudantes. Se você não for estudante, visite a Acrópole antes e com o mesmo bilhete poderá entrar no Templo de Zeus. O inverso não vale! Este foi o maior tempo grego, com 105 colunas, das quais apenas 16 continuam em pé, mas que já te dão uma boa idéia do tamanho que era esta belezinha! No cantinho da quadra está o "Arco de Adriano e não de Teseu", o Imperador responsável pelo fim dos trabalhos do Templo de Zeus.
       
      Do Templo de Zeus passe pelo estádio Olímpico de Atenas, construído para as primeiras Olimpíadas Modernas! Dali você pode aproveitar e caminhar pelas sombras das árvores do Jardins Nacionais até chegar em frente ao Parlamento. De hora em hora os soldados fazem a troca da guarda.
       
       
      Atravessando a rua e descendo as escadas você estará na Praça Sintagma, que se você provavelmente
      conheceu quando veio do aeroporto pelo metrô. Este é o coração de Atenas! Vale à pena passar um tempo em algum bar ou cafeteria observando o movimento da praça e a grande quantidade de cães de rua (até o Lonely Planet fala disso).
       
      Depois, quase no fim do dia, uma rápida subida até o Monte de Philopappus, seja caminhando (40 min) ou pelo funicular, te trará outras vistas panorâmicas de Atenas e Piraeus, a região portuária. Quando você chegar lá igrejinha no topo, e tiver 360 graus de Atenas abaixo de você, pensará "Cara, era maior do que eu pensei!".
       
       
      Se você prestou atenção, em nenhum momento citei o trasporte público, pois realmente não é necessário! A partir daqui você já está pronto para voltar para o seu cruzeiro ou para aeroporto e continuar sua viagem ou preparar-se pra a festa da noite! Se você é daqueles que gosta de ver "tim-tim por tim-tim" dos museus, reserve um dia mais e durma na capital grega e não deixe de confirir o Museu Arqueológico Nacional, o Museu Benaki e o Museu Nunismático.
       
      Aproveito o post para comentar sobre o Quick Facts, a nova coluna do The World by Fon. São parágrafos breves com uma explicação sobre algum tema interessante no contexto das viagens do Fon! O primeiro foi postado ontem! Confere lá!
       
      E como sempre, se você gostou, peço que gentilmente curta ou compartilhe através das redes sociais ou dos botões aqui embaixo. Isso me ajuda muuuito!
       
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      Um abraço maior que o Atlântico!
       
      Fon
    • Por raphaela.gonçalves
      Fiz duas viagens incríveis nessa ilha paradisíaca e não poderia deixar de dar dicas pra quem deseja fazer o mesmo! Só pude viajar durante os finais de semana pois durante a semana fiz um estágio. No primeiro final de semana fomos para o leste da ilha, alugamos carro na Avis (não é o local mais barato mas o seguro de lá era o único que cobria qualquer dano sem taxa adicional e achamos que valia a pena) por aproximadamente 150 euros e gastamos mais uns 50 euros de gasolina na volta. Nossa primeira parada foi Kritsa, um dos vilarejos mais antigos da Grécia, uma cidadezinha charmosa, perto do sítio arqueológico de Lató, onde pudemos ver muitas ruínas interessantes, e depois voltamos pra comer em Kritsa. Seguimos para uma praia surreal de linda, a Golden beach, o mar é um dos mais violentos mas é também um dos mais lindos. De lá seguimos para Sitia, onde nos hospedados no Minos apartments, de frente pro mar, com cozinha e tudo, por 60 euros para até 5 pessoas (pagamos 12 cada). À noite, jantamos em um dos vários restaurantes à beira do mar. No outro dia partimos para a trilha "Dead Gorge", a qual pode ser iniciada no começo ou pelo meio, durando de 1 a 2h, em meio a uma paisagem estonteante de formações rochosas gigantescas, e depois de um jardim onde pudemos colher uvas e comer ali mesmo gratuitamente, termina na praia de zacros. Mergulhamos e almoçamos por ali pagando muito muito pouco pra comer de frente pro mar (paguei 2,50 no meu almoço, fora que os gregos têm a mania maravilhosa de trazer frutas e outras sobremesas como cortesia), realmente inacreditável. Na volta páramos em Vai e em Ithanos, sendo essa última a praia que mais gostei, cristalina e em meio a uma paisagem maravilhosa, e menos turística que Vai.
      No segundo final de semana, alugamos novamente o carro pelo mesmo preço mas com um dia a mais (também não entendemos pq haha) e a gasolina deu cerca de 80 euros no total. Seguimos primeiramente pra Chania, uma cidade muito muito charmosa, onde caminhamos pela linda região do porto, pelas ruelas cheias de lojinhas, pelo mercado central, e curtimos bares bem legais à noite numa rua cheia de bares. Ficamos hospedados perto de kissamos, no Tripodis apartments, o qual recomendo fortemente - staff super gentil, nos deixaram uma garrafa de vinho de cortesia no dia da chegada e um prato de melancia no segundo, e pagamos 83 euros por duas noites num quarto apartamento com um quarto duplo e um single de frente pro mar (27,75 por pessoa para os dois dias). Mergulhamos nessa praia no pôr do sol inclusive, somente a água e as montanhas, incrível. Foi tranquilo ir e voltar de Chania para curtir a noite, cerca de 30km. No segundo dia pegamos um barco em kissamos para gramvousa e balos, pegamos o primeiro (10:40) e pagamos 22 euros com desconto estudantil/grupos (25 sem), e valeu muitooo a pena! Ambas são maravilhosas, em gramvousa não deixe de subir até o castelo, a vista é incrível e o mergulho depois é revigorante. No domingo, seguimos para Elafonisi, a estrada não é tão boa então certifique-se de pegar a melhorzinha, é sem dúvidas o lugar mais lindo que já vi na vida! Vale a pena chegar cedo pois as cadeiras lotam (7 euros por duas cadeiras e um guarda-sol, os quiosques são relativamente baratos (pagamos 2,50 na cerveja, 0,50 na água, e vi lanches por cerca de 3 euros). Na volta paramos em Rethymno, onde vimos um pôr do sol maravilhoso e comemos num dos restaurantes à beira do mar, próximo ao castelo, não me lembro o nome mas comi uma pizza incrível, eles têm uma herança da colonização veneziana e por isso também os gelatos deliciosos.
      Tem muita coisa linda pra se ver por essa região, vale muito a pena alugar o carro, especialmente em um grupo de pelo menos 5 pessoas, daí sai bem barato. A estrada em si já é maravilhosa, principalmente a do leste na minha opinião, com as montanhas cobertas por campos de oliveiras, embora tenha gostado mais das praias do oeste.
      Enfim, espero ajudar com meu breve relato!
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