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Olá viajante!

Bora viajar?

Tailândia, Camboja e Laos - 3 semanas

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Onde?

Tailândia (Bangkok, Ayutthaya, Chiang Mai, Chiang Rai, Sukhothai, Railay Beach e Koh Phi Phi)

Camboja (Siem Reap)

Laos (Luang Prabang)

 

Nosso destino preferencial de viagem das férias de março era o mesmo do ano anterior: Ásia. Sudeste ou Japão, o que rolasse promoção primeiro. O bolso agradeceria se não fosse o Japão, claro, mas o coração não tinha preferência. Até que um dia, no meio do expediente, o celular vibra. Aplicativo do Melhores Destinos indicando promoção (muito obrigado, MD!). Opa! É para a Ásia! Fui conferir. Não tinha para os exatos dias que eu queria, mas tinha para um dia a seguir. E... 2.700 reais de ida e volta para a Tailândia??? Com o dólar batendo os 4 reais?? Recuso isso não! A gentil cia aérea que fez a oferta foi a Ethiopian Airlines. Só tenho uma coisa a dizer sobre ela: VIVA ETHIOPIAN AIRLINES!

 

Comprada a passagem, próximo passo foi roteirizar.

 

A montagem do roteiro sofreu diversas variações. Eu tinha um guia Lonely Planet da região (versão 2012) e fui muito influenciado por ele inicialmente. Englobava o norte da Tailândia, Laos, Camboja e Vietnã. De cara excluímos o Vietnã, por necessidade de visto. Sempre acho que países que não me enchem o saco com visto têm minha prioridade. Tailândia não precisa de visto. Camboja e Laos pedem visto, mas você tira na hora pagando uma taxa. Vietnã você tem de mandar passaporte para a embaixada e tal. Cortado.

 

Lugares certos mesmo eram Bangkok (chegada e saída) e Siem Reap. Os templos do Camboja eram o que eu mais queria ver na viagem, e em toda a região. Houve um momento do planejamento em que cortamos o Laos da viagem. Houve outro momento em que eu propus cortar a região das praias. Até chegar ao jeito como ficou, foram idas e vindas, tradicionais de montagem de roteiro. Um lugar que esteve a perigo, mas que felizmente mantive, foi Sukhothai, na Tailândia. E ainda havia a dúvida sobre se fazer no sentido geográfico horário ou anti-horário (o menor custo prevaleceu para fazermos no anti-horário).

 

Acabamos mantendo as praias, mantendo Luang Prabang, mas sacamos Phnom Phenn (foi o corte mais doloroso para mim, queria ver como o Camboja relembra o período sinistro do Khmer Vermelho) e Vientiane. Além disso, esprememos os dias em alguns lugares, sobretudo em Bangkok. É sempre assim, temos de fazer escolhas.

 

No fim das contas, foi ótimo. A única alteração que eu faria (se tivesse planejado melhor, teria feito antes!) seria um dia a menos em Koh Phi Phi e um a mais em Railay Beach, especificamente para fazer o passeio às Hong Islands. O passeio ficou para uma próxima oportunidade.

 

 

Quando?

Março 2016, partindo no dia 13 (domingo) e voltando no dia 02 de abril (sábado).

Ou seja, basicamente três semanas, mas um total de 19 dias efetivamente no destino.

 

 

Onde ficamos [Cidade – Hotel – diária]

Bangkok -- Erawan House -- 900 THB

Siem Reap -- Blossoming Romduol Lodge -- 15 USD

Luang Prabang -- Villa Philaylack -- 25 USD

Chiang Mai -- Tapae Inn Hotel -- 380 THB

Sukhothai -- Space Ben Guest House @ Muangkao -- 920 THB

Railay Beach -- Railay Phutawan Resort -- 2.150 THB

Ko Phi Phi -- Sea Shell Hut Sunla -- 1.000 THB

Bangkok -- Rambuttri House -- 950 THB

 

Todos reservados via booking.com, nenhum pago antecipadamente.

 

Busquei radicalizar na redução de custos com hospedagem nessa viagem (a ideia era também ficar o menor tempo possível em hotel), e realmente fiquei com receio do que viria pela frente em alguns casos -- sobretudo na pechincha de Chiang Mai. Todos os lugares nos atenderam muito bem, conforme previsto -- com exceção do de Sukhothai, de que falo mais adiante. Todos os quartos reservados tinham banheiro privativo e ar condicionado. Em quase todos adotava-se a política de se retirar os calçados para entrar. Não era lá tão eficaz, visto que (ao menos os) meus pés (e pernas) ficavam imundos depois de um dia inteiro andando de chinelos pelas ruas.

 

Dado que só ficamos em locais econômicos (exceto Railay Beach), o grande destaque da viagem foi o Space Ben Guest House, de Sukhothai. Simples, econômico, mas cheio de mimos. Diversas coisas de que você eventualmente precisa (Abridor? Frigobar? Café? Frutas? Mapinha para pedalar pela cidade? Água?) estavam lá. Adorável decoração. Adorabilíssimo atendimento – e isso mesmo com muito pouca comunicação em inglês. Ficamos apenas uma noite, infelizmente.

 

Ah, o hotel de Railay é uma esbanjada (e era um luxo mesmo, com direito a piscina com vista) – mas, creia, não achei quarto mais em conta no lugar. Lembrando: era imperativo ter ar condicionado.

 

As hospedagens econômicas na região geralmente tem um banheiro sem box. Ou seja, você toma banho e a água se espalha pelo banheiro. O hotel de Sukhothai tinha ao menos uma cortininha delimitando espaço, e o de Railay tinha efetivamente uma área específica para banho. São exceções. Outra coisa interessante é que todos os hotéis tinham ducha higiênica. E todos forneceram sabonete, pelo menos. Quase todos com travesseiros altos.

 

Tinha lido sobre deixar caução, mas isso só rolou em Bangkok (acho que 500 THB) e meros 100 THB em Chiang Mai.

 

Quase todos davam uma garrafinha de água. Com exceção de Luang Prabang e Railay Beach, todos os demais cobraram antecipadamente as diárias.

 

 

Como?

 

Avião, muito avião!

 

Transportes e custos (por pessoa):

Rio – SP (Gol) = 99 BRL

São Paulo – Bangkok – São Paulo (Ethiopian) = 2.707 BRL

Bangkok – Siem Reap (Air Asia) = 1.985 THB

Siem Reap – Luang Prabang (Lao) = 170 USD

Luang Prabang – Chiang Mai (Lao) = 156 USD

Chiang Mai – Sukhothai (busum) = 500 THB (superfaturado)

Sukhothai – Krabi (Bangkok Airways) = 3.845 THB

Krabi - Bangkok (Air Asia) = 956 THB

SP-Rio (Gol) = 183 BRL

 

Barcos (preços se não me falha a memória):

Krabi – Rayley Beach = 150 THB

Rayley Beach – Koh Phi Phi = 400 THB

Koh Phi Phi – Krabi = 250 THB

 

 

Quanto?

 

Orçamento: A estimativa/meta era de 50 USD/dia por pessoa. Isso inclui todos os gastos, exceto passagens aéreas (compradas antecipadamente) e seguro (facada de 400 BRL cada). Mas tivemos de transbordar um pouco por conta dos custos mais altos na região das praias (Railay, principalmente, e Phi Phi). Então, como foram 19 dias, a meta era 950 USD por pessoa. Mas gastamos 1.200 USD. Incluindo raras e pequenas compras, e tatuagem.

 

Economizamos em hospedagem, economizamos eventualmente em alimentação, mas não economizamos em passeios. Esse custo total poderia ser facilmente reduzido se 1) bebêssemos menos cerveja e baldinhos; e 2) não fizéssemos massagem quase todos os dias!

 

 

Roteiro

Dia 1 – Bangkok – chegada, explorar

Dia 2 - Bangkok – tour para Ayutthaya e explorar

Dia 3 - Bangkok – explorar e voar para Siem Reap à noite

Dia 4 – Siem Reap – Templos de Angkor

Dia 5 – Siem Reap – Templos de Angkor

Dia 6 – Siem Reap/Luang Prabang – Templos de Angkor de manhã e LP de noite

Dia 7 – Luang Prabang – explorar

Dia 8 – Luang Prabang - explorar

Dia 9 – Luang Prabang / Chiang Mai – explorar LP de manhã e CM na tarde/noite

Dia 10 – Chiang Mai – explorar

Dia 11 – Chiang Mai – tour para Chiang Rai (White Temple)

Dia 12 – Sukhothai – busum de manhã e exploração de tarde

Dia 13 – Railay Beach – dia de viagem, explorar fim de tarde em Railay

Dia 14 - Railay Beach – explorar

Dia 15 - Koh Phi Phi – chegada e explorar

Dia 16 - Koh Phi Phi – praia de manhã, snorkel de tarde

Dia 17 - Koh Phi Phi – tour Maya Bay de manhã, Pool Party de tarde

Dia 18 - Koh Phi Phi – viewpoint e praia de manhã, transporte de tarde e de noite

Dia 19 – Bangkok – explorar e se despedir.

 

 

Relato

O voo pela Ethiopian foi bem tranquilo. Pontual. Comissárias gentis (e muito bonitas!). Opções de entretenimento e tudo mais (mas eu durmo a maior parte do tempo). Uma coisa que achei estranha é que as comissárias acordam as pessoas na hora das refeições. Cutucando mesmo. Salvo engano, em outras cias aéreas, as comissárias não interferem no sono da galera.

 

Uma coisa de que gostei, mas lamentei, foi que o voo de ida estava bem vazio. Vazio como há milênios eu não via um voo estar. A ponto de a galera se espalhar pelo avião e cada um pegar uma poltrona tripla para si. É bom pelo espaço. Mas eu quero que a Ethiopian mantenha suas atividades (e preços, e promoções!) no Brasil, então melhor que tenha sucesso. Galera, podem viajar pela Ethiopian! 

 

Único ponto ruim foi a longa e desagradável fila no aeroporto de Bangkok, no dia da volta. Acho que ficamos uma hora naquilo. Não estamos habituados a isso -- não despachamos malas e sempre fazemos check in na maquininha – quando tem! E não tinha (também não tinha conseguido fazer pelo celular).

 

No voo entre São Paulo e Addis Abeba há várias opções de entretenimento, inclusive filmes nacionais. Assisti ao ótimo “A Oeste do Fim do Mundo” e revi o excelente “O som ao redor”. Interessante é que cortaram as sequencias inteiras que continham cenas de sexo nesse filme! Não cortaram a cena, cortaram a sequencia inteira! Ahahahah.

 

O Aeroporto de Addis Abeba não é nada moderno, chega a ser mais ultrapassado que o Galeão. Mas é um grande hub na África, muita gente circulando por lá. Os times de futebol masculino e feminino do Egito estavam na área, ficamos conversando com o simpático técnico do feminino. Como era noite, ficamos tomando as cervas etíopes no bar (facada de 5USD cada), enquanto esperávamos a conexão. O voo seguinte já não tinha opções de entretenimento e a poltrona era mais apertada. Mas dormi a maior parte também. Mais 9 horas de voo.

 

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Resumão (bem fotográfico!) da viagem no blog da Katia pode ser visto aqui:

 

Parte 1: http://casosecoisasdabonfa.blogspot.com.br/2016/04/resumao-da-viagem-tailandia-camboja-e.html

Parte 2: http://casosecoisasdabonfa.blogspot.com.br/2016/04/resumao-da-viagem-tailandia-camboja-e_25.html

 

(várias das fotos que devo postar aqui saíram diretamente de lá).

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Acordamos mais cedo, às 5 da manhã. Achávamos que rolava a Ronda das Almas mais cedo, no entanto não rola. Ficamos então tomando café nas barracas de rua observando a cidade amanhecer e o início atividades da Ronda das Almas.

 

Uma coisa que vimos foi que a galera dá o sticky rice (literalmente um arroz grudento) com as mãos para os monges, que largam dentro da bolsa que carregam. Não é um potinho com arroz, é um montinho de arroz grudado mesmo.

 

Nesse dia ficamos rodando pelo centro de manhã, pelas margens dos rios, observando construções, templos e o que mais chamasse a atenção – foi o que mais fizemos na cidade, aliás.

 

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Monges meditando num dos templos de Luang Prabang

 

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A simplicidade de Luang Prabang

 

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Mesas de restaurantes com vista para o rio

 

Fomos para o aeroporto, pelos mesmos 50 KLAK pagos para vir de lá. A tarifa é tabelada.

 

 

  • ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
    Considerações gerais sobre Luang Prabang:
     
    - Mais uma vez: é um lugar relax. Outro ritmo (e até outra temperatura, ao menos nos dias em que estivemos lá).
     
    - Ficaríamos mais um dia em Luang Prabang tranquilamente. Ou mais alguns dias. Claro, isso num esquema de viagem diferente, sem os 20 dias pré-determinados de férias. Talvez não tivesse o que fazer, mas lá é para isso mesmo, fazer nada, relaxar.
     
    - Via de regra os templos em Luang Prabang são gratuitos. Alguns deles são pagos, os maiores e/ou mais badalados. Isso (cobrança) deve crescer com o tempo e a expansão constante do turismo. Vimos alguns templos “menores“ também cobrando entrada – mas nem sempre ale a pena pagar. Não pagamos para entrar nos raros templos mais simples que nos foi cobrada entrada.
     
    - Eu me lembro de assistir a um filme sobre monges e a Copa do Mundo. De como os monges largavam os afazeres para torcer pelo Brasil. Não me lembrava exatamente qual era o filme e qual era a Copa, mas achei aqui: trata-se do filme "A Copa", dirigido por Khyentse Norbu Rimpoche. Muito bom! Não sei porque eu me lembrei dele justamente no Laos – deve ter sido por ver os monges nas ruas, né? E também por achar que cada vez mais o Brasil perde a referência futebolística. Se antes você falava que era brasileiro e imediatamente ouvia “Romário”, “Bebeto”, “Ronaldo”, “Ronaldinho”, hoje em dia muito (mas muito mesmo) eventualmente se ouve um “Neymar”, e olhe lá. Ali[as, é mais fácil ouvir algum dos 4 nomes anteriores do que o do Neymar.
     
    - Água grande (1,5 l) custava 5 KLAK em mercadinhos de rua mais afastados da zona turística. Na zona turística, cobram até 10 KLAK. Café Lao eu vi desde 5 KLAK até 25 KLAK! Refeições variavam bastante, claro. Estabelecemos um teto de 50 KLAK por prato e foi tranquilo.
     
    - Em nossas andanças noturnas eventualmente encontrávamos um templo com oração rolando e íamos lá curtir. Demanda distância e respeito. Muito agradável.
     
    - Se você for assistir à Ronda das Almas, respeite o rito. Há cartazes espalhados por toda a cidade indicando o que se deve fazer. Se você não souber o que fazer, fique do outro lado da rua, assistindo, fotografando, o que for. Mas fique do outro lado da rua! Sem flashes. Mantenha distância, deixe que os monges sigam o caminho deles sem interferência.
     
    ----------

 

Chiang Mai, Tailândia

Avião dessa vez estava mais cheio. Mesmo padrão pequeno do anterior.

 

Longa imigração na chegada. Fomos catar o health control e havia seta para um lado. Fomos na direção da seta, e nada. Ninguém. Parecia área reservada. Enfim, fomos para a fila. Chegando no guichê, claro, “você precisa passar no health control”. “Mas fomos lá, não tem ninguém”. E apontamos para onde fomos. E o atendente: “não, é ali”. Ou seja, o aeroporto indica o Healt Control para um lado, mas na verdade ele fica noutro. Fomos lá. Tudo carimbado. De volta para a fila. E o tempo passando, aquela coisa lenta de serviço burocrático (da experiência que tive, a Tailândia adora carimbos).

 

Chegamos novamente no guichê de imigração. “Ah, faltou preencher esse papel aqui”. Papel que nunca tinha visto, e que ninguém me deu para preencher. PQP, fiquei puto com aquilo. Significava voltar para a nada curta fila pela segunda vez, e para preencher um papel picareta. Preenchi aquilo de uma maneira vergonhosa, ilegível até mesmo para mim. Katia estava preenchendo o dela, quando um policial simpático falou que ela não precisava, bastava o meu para o casal. Enfim, guichê pela 3ª vez. Um de cada vez. Entreguei meu papel preenchido de forma inacreditavelmente tosca e o cara mal olhou. Ou seja, serve para PN, para ficar na gaveta. Avisei que valia para mim e para a moça que vinha atrás. Não valia. Pqp de novo. Aí veio o policial simpático e conversou rapidamente com o do guichê. Precisava sim, mas dessa vez ela preencheu no guichê mesmo.

 

Passada a tortura burocrática, pegamos um shuttle por 40 THB cada um para a cidade. Basta dizer o nome do seu hotel (é bom ter impresso em tailandês!) que eles te deixam na porta. E lá fomos. E chegamos ao hotel. Era o hotel sobre o qual eu mais tinha receio. Afinal, custava pouco mais de 10 USD a diária! Deve ter sido a mais em conta da minha vida. E digo que o quarto nos atendeu muito bem – para os 10 USD pagos. Localização tranquila, entre a cidade velha e o Night Bazaar. Quarto pequeno, banheiro idem. Mas tranquilos. Havia um inconveniente: o quarto ficava de frente para um rio que cruza a cidade, mas um rio estilo Maracanã (ou Tietê?), ou seja, um rio de esgoto. Como não tínhamos planos de deixar janela aberta (mosquito não!), não foi grande problema. A cama também era meio dura, parecia colchonete sobre uma tábua. Mas nada que prejudicasse nosso sono. E uma coisa bem legal: o hotel era também um antiquário/museu. Diversas coisas antigas, diversos cartazes de filmes antigos tailandeses, bem bacana de ver. Mas, como sempre, nos servia apenas para dormir e usar o banheiro. Rapidamente fomos passear e fazer reconhecimento da cidade. Ainda tínhamos boa parte da tarde.

 

Chiang Mai também tinha aquela névoa no ar, tal qual Luang Prabang. Não sei se é poluição atmosférica, ou se é alguma coisa climática. A névoa perdurou por todos os dias em que estivemos lá.

 

Fizemos uma caminhada pela rua principal que cruza toda a cidade velha, e que é também a rua do nosso hotel, Tapae. Conforme andávamos, nos deparávamos com templos belíssimos. O primeiro deles já ficava a poucos passos do nosso hotel e parecia ser um templo “menor”, visto que não havia ninguém por lá. Seguramente é porque eu não estou acostumado a eles, mas achava tudo aquilo de uma beleza ímpar.

 

De templo em templo, fomos até o Wat Phra Sing. Não é nada distante, é coisa de 2km, mas parávamos tanto nos outros templo, que isso levou o resto do dia. Quando chegamos lá, já era início da noite. Ainda assim curtimos. O dia seguinte seria dedicado a visitar templos, e a coisa prometia!

 

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Wat Phra Singh

 

Ali mesmo perto do templo encontramos um lugar simpático para jantar. Seguramente o melhor custo benefício de toda a viagem! Krua Dabb Lob é o nome. Voltaríamos lá todas as noites na cidade. Pratos de 50 a 70 THB. Lugar guerreiro e muito saboroso, na principal avenida que corta o cento histórico. E, nesse dia, tomamos nossa única cerveja cariocamente gelada da viagem. Pudera: deve ter havido alguma falha na refrigeração, porque a cerva veio congelando. Foi muito bem-vinda!

 

Jantados, seguimos para o outro lado da cidade em busca do Night Bazaar. Fomos buscando também um lugar para fazer massagem. Em alguns, já estava lotado para aquela noite!

 

No caminho, compramos um pouco de durian para provar. É uma fruta local que é proibida em vários lugares, ahahaha. Por causa do cheiro. Diversas lojas (e até cias aéreas) proíbem a entrada dessa fruta em seus estabelecimentos. O cheiro é ruim mesmo, mas não achei pavoroso. A fruta se parece um pouco com jaca. Tinha teoricamente em Siem Reap nas barraquinhas de suco, mas estava em falta. Então compramos em Chiang Mai. Katia comprou e colocou na bolsa.

 

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Durian, proibido em vários lugares por causa do cheiro

 

Já nos arredores do Night Bazaar, achamos um lugar com preço decente para fazer uma massagem. Foi um erro: o lugar é daqueles cheios de gente e cheio de massagistas. Majoritariamente chineses fazendo foot massage enquanto ficam no celular (isso é muito comum por lá). Como nós gostávamos mais da back massage, isso exigiria um lugar mais reservado, cama e etc. Embora massagem seja algo sempre bom, aquela eu teria dispensado.

 

O night bazaar é enorme. Na verdade, tornou-se muito mais uma região do que somente o night bazar propriamente dito. Tal qual a feira de San Telmo, em Buenos Aires. É tanta gente vendendo tanta coisa nos arredores que a coisa tomou uma proporção muito maior.

 

Acabamos encontrando um lugar muito bacana por lá, onde voltaríamos todas as noites também. Trata-se do Ploen Ruedee, uma praça de alimentação a céu aberto com showzinhos de rock e diversos lugares para sentar e curtir. Diversas barracas de comidas (de tudo quanto é tipo) e bebidas. Mas a preços turísticos, né? Aliás, é frequentado por turistas somente, pelo que pude ver. Pena mesmo é que a festa encerra à meia-noite. Ou melhor, o show encerra antes disso e as barracas vão fechando também. A área toda fecha á meia noite. Ficamos até quase isso e depois voltamos para dormir.

 

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Showzinho no Ploen Ruedee

 

Ah! Nesse lugar, na mesa em que nos sentamos para beber (e beliscar uma linguiça de Chiang Mai que achei interessante), foi onde provamos o (ou a?) durian. O cheiro não me agradou. O sabor não me disse muita coisa, mas não achei essa coisa horrorosa que li em alguns cantos.

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Nesse dia acordamos tarde, quase 9 da manhã. Foi o mais tarde da viagem. E justo no pior hotel, ahahaha.

 

Saímos, paramos numa agência e fechamos nossa passagem para Sukhothai. Grave erro! Não pesquisei preços, achei que era tabelado. Não é. Acho que pagamos caro, da ordem de duas vezes mais. 520 THB por pessoa. Mas só atentei para isso muito depois. Com punição, menos duas cervejas para cada um. Vida que segue.

 

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Wat Chedi Luang

 

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Ruína de estupa datada de 1441 no Wat Chedi Luang

 

Passamos o dia visitando templos. Para cima e para baixo, e até mesmo fora dos muros da cidade velha. Alguns dos templos em que entrávamos sequer estavam listados nos mapas que levamos – e eu achava tudo espetacular.

 

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Wat Khuan Khama

 

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Monges no trabalho braçal

 

Em Chiang Mai nos deparamos com uma coisa estranha: templos onde mulher não pode entrar. Outra coisa que vimos muito por lá foram templos com monges sob a forma de estátuas de cera. Um desses monges de cera nos desafiou. Aliás, o primeiro que vimos: eu apostei que era um monge vivo, Katia achou que não. Fomos chegando cada vez mais perto e vimos que não era vivo. Uau! Eu realmente apostava que era. Excelente trabalho de cera, aquele!

 

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Monge de cera no Wat Phra Singh – eu achei que era de verdade

 

Fechamos um passeio para o dia seguinte para Chiang Rai, especificamente para conhecer o Templo Branco (White Temple). É um tour de um dia muito comum na cidade, mas que geralmente vai até a fronteira com o Laos, e isso eu não queria. Felizmente encontramos um tour que, em vez de ir até a fronteira, seguia para um tal Black House Museum, que eu nem sabia o que era, para falar a verdade. Custava os mesmos 800 THB por pessoa, mas gostamos da ideia de passar menos tempo na estrada. Outra coisa que eu não queria era ir nas tais Long Neck Women, e nesse tour isso não aparecia.

 

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Outros templos

 

Passeando pela cidade, Katia começou a ficar tentada com a ideia de passarmos um dia cuidando de elefantes. É coisa que 9 (ou dez?) entre dez pessoas que vão a Chiang Mai fazem, mas não estava nos nossos planos. E não mudamos. A coisa de tigres estava descartada antecipadamente, idem para as long neck.

 

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Monge-cofrinho – para doações nos templos

 

Outra coisa que verificamos era o esquema para ir até o Wat Phrathat Doi Suthep. Fica afastado da cidade e precisa descolar algum jeito de ir para lá. Pode ser tour, pode ser taxi, pode ser alugando uma scooter, e pode ser via taxi compartilhado – que era nossa opção (a mais barata, ehehehe). O problema é que tem de esperar ter quórum, geralmente de 10 pessoas. A área de partida é perto do portão norte da cidade velha e, quando fomos lá, só tinha uma pessoa. Achamos que demoraria muito (era na faixa de meio-dia) e seguimos explorando a cidade. Ver mais e mais templos!

 

Voltamos lá no fim da tarde, gostamos da ideia de curtir o entardecer lá do alto. Havia duas meninas esperando, logo chegaram outras quatro e ainda umas mulheres que me pareceram ser tailandesas. A tarifa é fixa, 50 THB por pessoa, mas precisa ter um número mínimo para sair. Demorou uma meia hora, se tanto, lotou e fomos.

 

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Wat Phra That Doi Suthep

 

Ficamos cerca de uma hora por lá, foi muito bacana. Não sei se é a mais bonita da cidade, mas talvez seja a mais icônica. Rolaria de ver o por do sol, se não fosse aquela névoa permanente no ar. E, pelo que vi, o barato de lá é ver o nascer do sol, que é para onde o lugar dá vista. O poente é atrás de uma montanha à frente.

 

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A ideia de alugar uma noto me pareceu ser muito boa, acho que compensa. Sai o mesmo preço que 4 indo e voltando via taxi compartilhado (200 THB), e dá liberdade de conhecer outros templos no caminho. Custa 200 por dia, ou seja, dá para você conhecer coisas mais distantes da cidade.

 

Na volta, fomos novamente no restaurante guerreiro do dia anterior. Depois, Katia foi para o Night Bazzar e eu fui para a massagem. Nos encontramos no mesmo Ploen Ruedee, onde ainda cheguei a tempo de ver o final do showzinho bacana de uma banda local. Sempre rock!

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Às 7 da manhã a van passou e nos pegou. Era dia do tour para Chiang Rai.

 

Primeira parada é uma Termal Spring. É parada de ônibus, vans e carros. Bom para tomar um café e relaxar os pés nas águas quentes (muito quentes, do estilo daquelas mais quentes de Caldas Novas!). É uma atração menor.

 

Em seguida, o Templo Branco, White Temple. Oficialmente o nome é Wat Rong Khun. É sensacional! Acho que chegamos lá pouco antes das 11hs, estava bem cheio. São muitos detalhes no templo – ainda inacabado e que sofreu com um terremoto recente --, em alguns momentos você simplesmente não pode ficar parado para não atrasar a fila. O interior do templo não pode ser fotografado, e é onde você encontra as referências modernas pintadas nas paredes (Michael Jackson, Matrix, super-herois, etc.). Para esta parte interna, é necessário retirar os calçados. Sinceramente, preferi a parte externa!

 

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White temple

 

Saímos do templo, e entramos novamente. Como tem muita gente, a entrada e saída são organizadas, há guardas dentro e tudo mais. Há até banheiros ao lado do templo também. Tudo gratuito!

 

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Mãos que representam a cobiça humana. Ou seriam mãos desesperadas por salvação?

 

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Adorei essa escultura

 

Como entramos novamente pouco antes do meio-dia, o templo agora estava bem mais vazio. Ao meio-dia o templo fecha para almoço. Pudemos curtir bem mais (e melhor) as esculturas da entrada, sobretudo a do inferno, que foi o que mais me chamou a atenção. Curtimos agora com calma, sem guardinha apitando para apressar. Muito bom. Melhor que isso só mesmo se houvesse céu azul, e não aquela névoa que nos acompanhava desde Luang Prabang.

 

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A entrada do templo propriamente dito

 

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Esculturas na área externa

 

Almoçamos por ali mesmo, nos arredores, num lugar guerreiro. Incluso no tour. Depois a van foi nas tais long neck women – que eu achava que não iríamos. Uma parte do grupo optou por pagar sei lá quanto para ver, outra – nós – ficou por lá tomando um bom sorvete de côco vendido na barraquinha do estacionamento.

 

De lá partimos para o Black House Museum. Não dava nada por essa atração (meu foco era o White Temple), que na verdade se chama Baan Dam. E achei sensacional também! Sublime! Trata-se de um lugar a céu aberto (com algumas construções fechadas) reunindo as obras do artista Thawan Duchanee, que nasceu em Chiang Rai. Há muitas composições com animais (ossos, peles, chifres, etc), mas o que mais me encantou foram os trabalhos em madeira. Sobretudo os que estão colocados logo na entrada. Encantador.

 

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Encerrado nosso tempo por lá, soubemos que a van tinha ido para um rápido (?) conserto e que atrasaria. Então fui rever as obras do Baan Dam, sobretudo as encravadas na madeira. São fascinantes.

 

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Tudo talhado na madeira!

 

 

Demorou um pouco, mas a van chegou e retornamos para Chiang Mai no fim da tarde. Fomos jantar no nosso guerreiro de sempre, onde também comemos uma deliciosa sobremesa típica de lá: manga com arroz grudento ao leite de côco (mango with sticky rice). Adorei! E eu não curto muito manga!

 

Repeti o mesmo lugar da massagem do dia anterior (tinha sido muito bom!), e dessa vez Katia foi também. E seguimos para nosso showzinho noturno com saideiras no mesmo lugar de sempre.

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Às 6 da manhã um tuktuk passou para nos pegar e levar até a rodoviária. O preço mega-patrão que paguei dava direito a isso. Tinha escolhido o primeiro horário possível para Sukhothai, queria o máximo de tempo possível na cidade, visto que só teria a tarde praticamente. Busum sairia às 7 da manhã.

 

Chiang Mai é um lugar muito agradável. Achei menos quente que outros lugares, mas ainda assim quente. Achei também que é um lugar mais empoeirado, vide meus pés e pernas no fim do dia. Absolutamente encardidos, podres, imundos!

 

Há uma diversidade incrível de templos, e há inúmeras opções de passeios nos arredores para quem quiser ficar dias e dias por lá.

 

Sukhothai

Chegamos ao meio-dia cravado. Descemos na parte velha de Sukhothai (sequer conheci a nova), onde fica o parque e onde ficava nossa pousada. Fomos andando facilmente para lá, fica praticamente de frente para o parque!

 

Fizemos o check-in, largamos as mochilas, pegamos as bicicletas (acho que saiu por 30 THB cada) e partimos. Sem perda de tempo. Como falei, foi a hospedagem mais bacana da nossa viagem, disparado o melhor custo-benefício. Um mapinha com todas as informações necessárias escritas é disponibilizado para cada quarto. Muito simpático e eficaz!

 

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O mapinha, já depois de termos usado o dia inteiro

 

Primeiro fomos no parque principal, o chamado central. As entradas custam 100 THB por pessoa, em cada área de templos (central, norte e oeste). Neste central ainda pagamos mais 10 THB por bicicleta. E posso garantir: bicicleta é um meio MUITO bom de explorar os templos por lá! (e só andamos de bicicleta em viagem, e muito eventualmente)

 

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Vá de Bicicleta!

 

Consta que Sukhothai quer dizer algo como “Aurora da Felicidade” e foi palco do primeiro reinado da região que posteriormente formou a Tailândia (depois foi suplantado pelo Reino de Ayutthaya).

 

Rodamos bastante os templos da região central. Destaque (se é que é possível destacar alguns diante de tantos lugares extraordinários!) para o Wat Mahathat, talvez o maior e mais imponente da região central de templos.

 

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Estátua gigante no templo Wat Mahathat

 

De lá, partimos para os do norte. No caminho há alguns interessantes, grátis. Um deles, cheio de elefantes na base, muito bacana.

 

Os templos do norte são basicamente dois. Mas são dois dos principais! Portanto, siga para lá assim que você tiver visto todos do principal! O Wat Phra Phai Luang é mais extenso, bem em estado de ruínas, Uma das três torres permanece de pé, e tem evidente estilo khmer.

 

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Templos em estilo Khmer

 

O outro templo é, talvez, o mais famoso de Sukhothai, Wat Si Chum, onde em uma enorme estátua do buda, de 15 metros de altura. Sensacional!

 

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Wat Si Chum

 

Eu estava no meu paraíso (ruínas e templos!), adoro aquilo. E ainda havia muito pouca gente visitando – de longe a cidade com menos visitantes, dentre as que estivemos na viagem.

 

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De lá pegamos um atalho e seguimos pela estrada para os templos do oeste. São mais afastados e a área é mais extensa. Acho que já estava fechado, porque não tinha ninguém mais na guarita de entrada. Era fim de tarde, saiu grátis, eheheh. Subimos o Wat Saphan Hin, que tem uma bela e ampla vista, além de um buda gigante (mas não tanto quanto o do Si Chum). De lá seguimos pedalando de volta para a área central, mas agora por dentro, não pela estrada. Muito agradável. Passamos por diversos templos, vários deles bem pequenos. Infelizmente não houve tempo de entrar nos que ficavam para dentro e requeriam trilha. Essa área é meio que rural, com pessoas simples morando.

 

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Um belo tótem -- enquanto pedalávamos pelos templos da região leste

 

Retornamos à área central, e voltamos ao Wat Mahtarat para agora observá-lo sob outra luz. Espetáculo! O por do sol foi lá.

 

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Por do sol no Wat Mahathat

 

Ainda saímos correndo cidade adentro para ir no Wat Chang Lom, famoso porque tem 36 elefantes na base. Entretanto, chegando lá, estava fechado. Os templos fecham às 18hs. Observamos de longe somente.

 

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Esse era outro templo com elefantes na base, no caminho dos templos do norte

 

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Mais de Sukhothai

 

Jantamos num lugar guerreiro perto do parque e voltamos para a pousada para um merecido banho. Essa pousada foi, de longe, o melhor custo benefício da viagem. Além de um quarto confortável e muito bem decorado, o banheiro parecia novo. Tinha até cortininha, um luxo! Café, cereais, banana e água eram disponibilizados. Tudo muito bem transado para nosso padrão econômico. E a galera bem atenciosa, preocupados em termos luzes na bicicleta para a noite, no tamanho do banco, etc.

 

Saí para fazer uma massagem – e surpreendentemente foi a melhor da viagem! Comprei umas cervas no 7/11 para fazer nossa saideira no quarto mesmo. A parte velha da cidade não tem muita atividade noturna. Antes disso ainda tentei pedalar pelo parque, mas fui barrado. Parque fechado de noite.

 

Tivemos um contratempo, que felizmente a menina da pousada nos avisou no fim da noite. Mesmo com dificuldade de comunicação em inglês! Existe uma van que vai para o aeroporto, mas que já estava cheia. Nosso voo era na manhã seguinte, bem cedo. Acabei não vendo opções alternativas para o aeroporto pela cidade, então topei o que ela me apresentou. Descolou alguém que nos levaria pela facada de 800 THB para lá. O aeroporto é longe, mas a facada foi profunda também. Por outro lado, a van seria 300 THB por pessoa, então o aumento pelo transporte private não era terrível assim.

 

As 6 horas varando pelos templos foi excelente e deu para vermos a maioria deles. Mas eu teria ficado mais tempo. Aliás, na viagem ideal (aquela sem tempo pré-definido), eu teria ficado mais tempo por lá e teria explorado Kamphaeng Phet e Si Satchanalai, que ficam nos arredores.

 

Como falei, Sukhothai foi o primeiro reinado tailandês na região, fundado em 1238. Até então, a área era dominada pelo império khmer. Por isso é que encontramos a arquitetura khmer em alguns dos templos. No fim do Séc. XIV o reinado de Sukhothai declinou e então houve a ascensão de Ayutthaya. Com o declínio de Ayutthaya, no Séc. XVIII, Sukhothai foi praticamente esquecida. A área foi redescoberta debaixo de muito verde e começou a ser restaurada nos anos 60. Tornou-se patrimônio da Unesco em 1991.

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ola querida boa tarde , olha adorei o teu relatos muito bome super interresante , muitas dicas bacanas lugares lindos e logo se tudo de certo irei conhecer esses lugares tambem.

abraços!!!!

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Esse foi um dia em trânsito.

 

Saímos às 6:30 para o aeroporto e chegamos lá cerca de 45 min depois, sem trânsito. Ou seja, é longe mesmo. Era uma manhã bem nublada, tendo caído até chuviscos no caminho. Coisa incomum na região (e na viagem!) nessa época do ano. O aeroporto de Sukhothai é da Bangkok Airways, e logo identificamos um esquema-patrão na sala de embarque: café da manhã buffet liberado! Opa, aqui estamos nós!

 

O avião é no mesmo estilo da Lao, viagem até Bangkok foi tranquila. Chegando lá, descobrimos que qualquer passageiro da Bangkok Airways tem direito a usar o lounge deles enquanto espera o voo. Opa! Esquema-patrão perdurando! Plantamos na sala, que para mim é vip, e ficamos comendo e bebendo enquanto esperávamos nosso voo para Krabi. Havia um doce de côco envolto numa folha que era divino. Comi muito daquilo! Um dia de comilança.

 

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Esquema patrão na Bangkok Airways!

 

Enfim, chegamos no horário em Krabi e já compramos nosso bilhete para Ao Nang. 150 THB num busão que vai enchendo enquanto der. As malas vão sendo largadas na parte da frente (sim, da frente!) do ônibus. E aí é que vejo como a galera viaja com malas grandes e pesadas! Em algumas delas eu acho que caberiam umas 6 bagagens minhas. Quero isso longe de mim! As nossas cabiam no nosso colo, se necessário fosse.

 

Descemos em Ao Nammao, de onde parte barcos para Railay Beach East, e lá tem porto. Assim que descemos, fomos direcionados a uma agência, onde compramos nossos bilhetes para Railay. Sai por 100 THB cada a passagem, e sai de hora em hora. Barcos partem a cada hora e meia. A moça da agência perguntou se não queríamos comprar logo a volta. Falei que iríamos para Koh Phi Phi, e então ela ofereceu por 450 THB o bilhete para lá, a partir de Railay. Falou que em Railay esse bilhete sairia por 650 THB. Conheço esse tipo de história, portanto recusei. Ela ainda me deu uma rwsposta meio atravessada do tipo “ok, então você paga 650 lá em Railay”. [em Railay paguei 400 THB pelo bilhete]

 

Enquanto esperávamos o barco, saí para tentar achar algumas cervas. Nada. Os mercadinhos da região pareciam bem arrasados. Como as atendentes eram todas muçulmanas, achei que era por isso que não tinha cerveja. Não fomos lá, mas seguramente Ao Nang é mais bacana para se esperar o barco, eheheh.

 

 

Railay Beach

Pegamos o barco das 16:30 e chegamos cerca de meia hora depois em Railay. Fomos para nosso hotel esquema patrão ladeira acima (mais uma vez estar de mochilas leves ajudou MUITO!), apenas para fazer checkin, largar as mochilas e sair. Alguma coisa do dia precisava ser curtida, e nesse dia seria o por do sol. Partimos direto para Railay West para assistir ao espetacular por do sol, o mais bonito que vimos na viagem até então.

 

O tempo em Railay estava bom, sem névoa, sem nuvens. Céu azul, sol. Por sol na plenitude novamente. Viva!

 

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Por do sol em Railey West

 

Tudo é mais caro em Railay, seguramente o lugar mais caro de toda a viagem. Perto da praia é mais caro ainda. Se você anda dois minutos para dentro, consegue preço mais baixo na cerveja, na água, etc. Mas é tudo beeem mais caro que Bangkok, por exemplo. Da ordem de duas vezes mais. Isso vale também para os preços das massagens (lá saía por 350-400 THB a hora). Em Railay, o lado oeste é mais caro que o lado leste. Até o câmbio em Railay é consideravelmente pior. Se encontramos na faixa de 34,5 a 35 THB por USD em toda a viagem, em Railay era 33 THB. Se é mais caro, vamos em frente! Muquiranar sim, pero sin deixar de curtir!

 

Nosso hotel esquema-patrão de Railay foi o mais em conta que encontrei via booking.com. Até tentei outros não listados no booking, mas eram mais caros (e/ou estavam cheios para os dois dias). E preferi ficar em Railay do que em Ao Nang ou Krabi. E o hotel, de fato, foi muito acima do que estávamos acostumados na viagem. Tinha até divisória para o box, ehhehehe. Piscina com vista do infinito – e visual lá do alto! Vista das janelas para a mata. Até abrimos exceção e fomos curtir um pouco do hotel. Ou melhor, da piscina do hotel! Mas no dia seguinte.

 

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Esquema patrão no hotel de Railay!

 

De noite fomos rodar pela região. Railay tem um quê de Ilha Grande, com aquela coisa de pé na areia, ausência de carros (até tem alguns, mas é para transportar as mega-bagagens que a galera leva para os hotéis mais refinados; além um ou outro carrinho de golfe e moto) e clima descoladão. Tem um pouco de Jericoacoara também (mas em Jeri agora tem muito barulho). Com a devida ressalva de que faz bastante tempo que não vou à Ilha Grande.

 

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Badalação praiana em Railay West

 

Na East Railay encontramos uma moça de lá, com quem fomos conversando na viagem de barco para Railay. Ela é agente de viagens e nos deu dicas da área enquanto estávamos no barco e ainda nos indicou o caminho para o hotel, quando desembarcamos. Foi bem simpática, sequer tentou nos vender qualquer coisa. Compramos com ela a passagem para Koh Phi Phi (só tem uma saída por dia, e de manhã) por 400 THB. Aquela mesma que a agência de Krabi dizia que custava 650 em Railay e que queria nos vender por 450...

 

Estávamos em dúvida sobre o passeio às Hong Islands (ir às Hong ou curtir Railay no único dia cheio que teríamos?) e nossa amiga, muito honestamente!, sugeriu não irmos, porque o mar estava com previsão de estar mais agitado no dia seguinte. Achei muito bacana a atitude dela.

 

O passeio às Hong Islands é algo que ficou faltando na viagem. Pelo que vi, saía por 1.300 THB por pessoa nos speed boat, ou 1.000 THB nos long tail. Sim, é caro. Railay é caro!

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Para variar, acordamos cedo. Dessa vez para ver o sol nascer na East Railay. E é muito bonito! Passeamos um pouco, havia muito pouca gente. Voltamos para o hotel para tomar um café (o hotel disponibilizava os tais coffee facilities no quarto!) e logo saímos para curtir praia. Dia de relax! Fomos direto para Phra Nang, a melhor praia de lá.

 

No caminho até lá, há belas cavernas, inclusive com os tradicionais macacos que eventualmente lhe roubam comida. Mas vimos mais macacos no caminho para o nosso hotel (muitos!) do que por lá. Phra Nang é também a praia que tem um curioso templo numa caverna, logo na chegada da praia. Curioso porque é um templo repleto de objetos fálicos, digamos. Consta que o templo é dedicado a uma princesa do mar que protege os pescadores, mas já li também que é uma princesa da fertilidade. O que faz mais sentido. No fim das contas, para mim, o templo é um tanto bizarro. Curioso e divertido.

 

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A caminho de Phra Nang há cavernas bacanas

 

O barato de Phra Nang é na maré baixa. Exatamente como estava quando chegamos lá. Havia uma galera escalando as rochas logo na chegada, e um ou outro gato pingado na praia. Mais ninguém. Estacionamos por lá, em frente a uma enorme rocha que fica bem de frente para a praia – e onde se chega facilmente sem nadar com a maré baixa.

 

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Pranang Beach

 

Com o tempo, vão chegando as pessoas, os barcos, as excursões, a praia vai lotando. E a maré foi aumentando também, retirando o barato de poder ir praticamente caminhando até a rocha da frente.

 

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Em vez de quiosques de praia, barcos de praia suprem os banhistas com cervas e comidinhas

 

Uma coisa interessante que vimos por lá foi que havia mulçulmanos na praia. E curtindo! E as muçulmanas, todas vestidas, entrando na água, tirando selfies e nadando. Nunca tinha visto, achei bacana. Acho que eram da Indonésia.

 

Um ponto negativo é que, mesmo com ampla campanha de limpeza, Railay tem bastante lixo. Tipo Brasil.

 

Quando ficou muito cheio (de gente e de água), levantamos e seguimos para Railay West. O sol estava em cima naquela hora, muito calor. Então fomos passear costeando East Railay, até um hotel que fica num extremo de lá, chamado Garden alguma coisa. Um espetáculo, aliás. No caminho de volta, paramos num barzinho que havíamos visto na ida. Não tem nada de mais, apenas colchonetes e redes espalhadas de frente para o mar azul, eheheheh. Curtimos um momento relax por ali, com cervas (quentes!) para acompanhar.

 

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Railay West sob sol de meio-dia

 

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Relax num barzinho de Railay East

 

Depois comemos alguma coisa guerreira na East e fomos curtir a piscina do hotel, com aquele vistão espetacular. E com galera treinando escalada num paredão que fica logo em frente ao hotel. Belo visual geral! Eu cheguei fazer curso e algumas escaladas nos anos 90, só que nunca peguei gosto pela coisa. Mas acho bonito ver a galera escalando.

 

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Macaquinhos no caminho do nosso hotel

 

E lá fomos novamente para Railay West curtir o pôr do sol. Como chegamos cedo, fui esticar até Tonsai, que fica ao lado, sendo acessível pelas pedras na maré baixa, ou por trilha ou por barco. Nesse dia o pôr do sol deu nuvem.

 

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Galera curtindo um pré-pôr-do-sol

 

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Mais um!

 

Depois aproveitamos o happy hour e ficamos experimentando uns drinks num barzinho da região. Tinha até caipirinha, mas era com vodka. Aí explicamos que, quando é com vodka, o nome da bebida deveria mudar, eheheh.

 

Jantamos num restaurante indiano de lá mesmo, quebramos a regra de comer somente comida tailandesa. Não foi grande coisa, mas atendeu ao desejo. Foi uma leve esbanjada de orçamento também. Naquela região -- a walking street, a rua que liga West ao East side -- rolam peqenos shows de pirotecnia. Vimos rapidamente.

 

Encerramos o dia no Last Bar, onde supostamente rolava shows de pirotecnia e lutas de boxe. Mas não rolava nada disso quando fomos, só um showzinho bem agradável. Na verdade o bar parecia meio caído. Pedimos uns buckets com a cachaça (ou uísque) local e ficamos curtindo. Ainda escapei e fui numa massagem por ali perto. Mais uma massagem muito boa!

 

Foi um dia de leseira em Railay. Muito bom. Se tivesse mais dias, faria passeios. Aliás, tivesse eu planejado melhor, teria ficado mais um dia por lá, e um a menos em Koh Phi Phi. Para fazer o passeio às Hong Islands.

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Acordei cedo novamente, pra o nascer do sol. Katia preferiu ficar dormindo. Nascer do sol nesse dia foi ainda mais bonito. Ainda passei por Phra Nang (maré baixíssima, muito bacana! E já tinha gente escalando as rochas) e West Railay. Foi minha despedida de Railay.

 

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Voltei para o hotel, tomamos um café, fizemos check-out e descemos para pegar o barco para Koh Phi Phi. Partimos da Railay West, entrando nos barcos com pé na areia. Atrasou uma meia hora, dividiu em vários barcos para chegar ao ferry. Maior galera no ferry.

 

Koh Phi Phi

Chegamos em PP no fim da manhã. Paga-se 20 THB para entrar na ilha. Eu tinha um mapinha e achamos facilmente nosso hotel. Guerreiro, mas por 1.000 THB ao dia! Com AC, quarto pequeno, banheiro de volta ao padrão tailandês. Lockers na entrada. Atendeu ao que esperávamos! Tinha lido que vários hotéis da ilha têm água meio salgada para tomar banho – e lá a água era boa, tinha nada de sal! Só o wifi que chegava muito mal ao quarto. Pelo preço pago, e considerando que PP é um lugar mais caro, achei muito bom.

 

E fomos passear, reconhecer o local. Cor do mar é diferente mesmo, lembrou San Andres e o Caribe. Ficamos rodando pelas ruelas e pelos litorais, basicamente as praias de Ton Sai e Loh Dalam Bay. Os preços ficam abaixo de Railay, mas acima de Bangkok e outras cidades. Mas a massagem, por exemplo, permanecia no padrão inflacionado de Railay. Demos um tempo na praia de Lo Dalam, mas não gostei muito da água. Grande paradoxo! Mesmo com aquela cor, havia um certo lodo no fundo que me desagradou. Gostei mais do canto esquerdo de Tom Sai, onde se parte para Long Beach. Mais calmo, a água naquela hora estava mais bonita, e a água não tinha o tal lodo. Foi onde estacionamos. Mais um dia de leseira e curtição das praias.

 

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Por do sol em PP

 

De noite mantivemos nosso espírito de ficar rodando pela área. Rolam os bares/boites, com promoters meio que disputando os transeuntes. Como todos são abertos, pede-se reiteradamente para que não se leve bebidas de fora. Isso porque deve rolar de a galera comprar os baldinhos mais em conta na rua e levar para dentro dos bares/boites.

 

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Espetinhos e buckets de rua

 

Rodamos pela praia, onde rolam shows de pirotecnia (em escala bem maior do que em Railay), sobretudo no Slinky, que é tipo o “primeiro” bar que tem na praia (dependendo, claro, de onde você chega na praia...). Foi o lugar com os shows pirotécnicos mais bacanas que vimos.

 

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Slinky

 

Rodando na área de Ton Sai, vimos uma agência que propagandeava algo como “Be the first one there”. O cara dizia que ele levava barcos pequenos saindo antes de o sol nascer e chegava na Maya Bay bem cedo, quando ainda estava vazia. Ficava por lá umas 2hs e depois seguia um roteiro pelo resto da manhã. 600 THB por pessoa. Tínhamos visto alguns anúncios de barco privado a 3.000 THB por 6hs. Gostamos de ideia do “Be the first one there” a 1.200 THB para os dois e fechamos. Mas seria para dali a dois dias, não para o dia seguinte, que já estava lotado.

 

Encerramos nossa noite no Reggae Bar, onde a galera se voluntaria para lutar Muay Thai em troca de um baldinho (de bebida, que fique claro!, o famoso bucket). Aproveitamos uma promoção de 2x1 por 400 THB e curtimos o momento com nossos baldinhos. Chega a ser divertido, embora em alguns casos ocorram acidentes (algum soco que entra, algum nariz que leva um golpe e sangra, etc.). Todas as lutas tem um árbitro local e duram 3 rounds de 1 minuto cada. Sempre que o árbitro sente que há desnível na luta, ele imediatamente encerra e dá a vitória a um deles. Vimos várias lutas nesse dia, inclusive uma entre duas mulheres – que terminou empatada.

 

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Muay Thai no Reggae bar

 

Como voltamos tarde nesse dia, não rolou massagem.

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Partimos para Long Beach de manhã. A trilha para lá é muito mais fácil do que eu previa e muito mais rápido do que eu tinha lido. Aquela foi a melhor praia de Koh Phi Phi, dentre as facilmente acessíveis.

 

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Barquinho no caminho para Long beach

 

Voltamos no começo da tarde para fecharmos algum pacote de snorkel sem Maya Bay. Achei que seria difícil, mas não. Diversas agências vendem um tour de snorkel que rola de tarde até o sol se por. Fechamos um por 500 THB por pessoa. Preço na mesma faixa dos passeios de barco em Paraty. Além disso tem a tal taxa para entrar nas ilhas, paga somente uma vez por dia, de 200 THB. O estranho é que, nas ilhas, está escrito que a taxa é de 400 THB. E você não paga para ninguém da ilha, mas sim para o barqueiro. Enfim, não questionei.

 

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Geral de PP

 

Nosso barco de snorkel tour saiu acho que umas 13hs de Tom Sai. Era um barco grande, e rolava água á vontade para a galera beber. Evidentemente o equipamento de snorkel também estava incluído. Antes disso compramos uma dry bag pequena por 270 THB, boa para usar em ambientes em que pode molhar.

 

Primeira parada em Monkey Island. Onde, evidentemente, o barato da galera é ver os macacos. Que, por sua vez, fazem a festa. Eventualmente roubando comida dos turistas. Triste mesmo é que há placas com letras garrafais (inclusive em inglês e chinês) pedindo para as pessoas não alimentarem os animais, e ainda informando sobre multa. Não adianta, a galera dá comida. Vi uma senhora inclusive dando um pacote fechado de alguma coisa para o bicho. É pena que seja assim. Então me mandei dali e fui buscar alguma área bacana para fazer snorkel. Katia ficou por lá vendo os macacos. Snorkel foi bom, mas na parada seguinte foi bem melhor.

 

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Macacos em Monkey Island

 

Parada seguinte foi em Bamboo. Maior galera por lá, acho que chineses. Cheia mesmo, deve ser ponto de parada de excursões chinesas, não sei. Mas o barato de lá para mim não é a praia, e sim o snorkel, que foi muito bom! Ótima visibilidade e boa variedade de peixes, sobretudo na área onde há corais, mais afastada da praia. Curti bastante. As paradas eram geralmente de 1 hora, e fiquei quase o tempo todo de snorkel.

 

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Snorkel

 

A última parada foi no Sharkpoint já escurecendo, na faixa das 18hs. Ainda assim com belos corais e muitos peixes. Tem de saber achar os peixes, que habitualmente ficam sempre nos onde há corais. Nada de tubarões, apesar do nome. O barqueiro até falou que eles ficam numa tal direção lá e tal. Nadei até lá e não vi nada de tubarão.

 

Curtiríamos o pôr do sol, se houvesse. Bateu uma nuvem exatamente no poente, então voltamos para Tom Sai.

 

Estávamos de jejum, praticamente! Eu estava com desejo de comer um daqueles peixes que ficam expostos nos restaurantes. E assim fomos, escolhemos um e saboreamos um grelhado. Achei nada demais, não valeu a pena o custo adicional (à nossa média).

 

Nesse dia, no caminho para a praia vimos uma figura (um turista) caricaturalmente bêbada, cambaleando pelas ruas. Galera que cruzava com ele fazia a curva para passar longe. Retrato daquela coisa do europeu jovem que vai para lá encher a cara.

 

De noite ficamos rodando a praia de bucket nas mãos, vendo os shows pirotécnicos. O do Slinky é o melhor mesmo, mas chega uma hora em que fica todo mundo “brincando” de passar por debaixo do fogo, e aí não dá mais para os expectadores (nós!) assistirem, fica todo mundo muito concentrado na frente. Essa é a hora que rola a promoção para quem tirar a blusa (mulheres) ou a roupa (homens) e ganhar um bucket. Mas ninguém tirou nada enquanto estivemos por lá. Outra diversão de lá é o hangman. Você paga 200 THB para tentar ficar 90 segundos pendurado na barra. Se conseguir, leva uma garrafa de whisky. Se ficar 150 segundos, leva duas. Vimos vários tentarem, nenhum conseguiu. Quem tenta ganha uma latinha de cerveja como consolação. É divertido.

 

Fomos dormir mais cedo esse dia. Mas ainda consegui uma massagem na xepa, no fim do dia. Várias casas de massagem fecham às 22hs, algumas poucas permanecem abertas na área de Tom Sai. Na área da muvuca tem mais, mas essas ficam cheias (e tem outras suspeitíssimas também), e gosto da coisa mais calma.

 

Dia seguinte seria para madrugar novamente.

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Acordamos às 5:30 e às 6:00 estávamos na lojinha, conforme combinado. A lojinha fica entre algumas casas de massagens, em Tom Sai. Acho que o nome era “PP all seasons”, não sei ao certo. Sei que a chamada era “be the first one there!” e que ficava 2 hs na Maya.

 

Nosso barco tinha 3 portuguesas muito divertidas, além de 2 argentinas e 2 britânicas. Vimos o sol nascer enquanto o barco rumava para Maya. E chegamos lá bem cedo, umas 7am. Tinha já uma meia dúzia de barcos por lá. Sol vai penetrando na baía e tudo vai ficando cada vez mais bonito, muito bacana de ver. Não achei muito bom de nadar na praia, apesar da cor belíssima. Talvez pela maré, estava muito raso naquela hora. Galera vai chegando com tempo (e vai saindo também), mas em nenhum momento a praia ficou superlotada como leio em outros relatos de tour.

 

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Maya, com o sol se impondo

 

Curtidas as duas horas na praia de Maya Bay – o barco para praticamente na praia, saímos e paramos na enteada da baía para fazer um snorkel. Muito bom também, havia bastante peixe. Infelizmente havia também gente jogando comida para eles.

 

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Esse fez pose pra mim

 

Depois fomos para outro lugar, acho que se chama Phi Ley Lagoon, também muito bonito. Seria uma parada para fotos, mas insistimos e descemos para nadar e curtir. Muito bonito mesmo!

 

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Pileh Lagoon

 

Em seguida passamos pela tal caverna viking de passagem e, a seguir, paramos em outra praia com macacos. O mar estava bem agitado nesse dia, barco fazia altos movimentos. Mas nada de enjoar, era mais de dar medo em alguns e divertir outros. Uma excelente manhã!!

 

Chegamos de volta umas 10:40 e fomos rodar. Passamos no hotel para pegar nossas coisas e seguimos para o outro lado. Acabou que vimos a piscina do Ibiza liberada, iria rolar pool party de tarde. Então lá fomos curtir piscina grátis! E pool party!. E bebidas caras, claro! Cervas a 80 THB, drinks a 150, buckets a 400. Pool party é coisa que realmente nunca havíamos curtido, não faz parte da nossa “programação normal”. Noitadas, baladas, etc. não fazem parte da nossa programação normal, aliás. Ficamos por lá boa parte da tarde. Satisfeitos, fomos rodar novamente.

 

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Pool Party!

 

Fomos para uma praiazinha que curtimos no caminho de Tom Sai para Long Beach. Ficamos lá até o sol se por. Bom que dava pra comprar cerva no mercadinho e ficar tomando na praia. Melhor que isso só mesmo se a cerva fosse gelada.

 

Compramos nosso bilhete para Krabi. 250 THB cada um, mas vi até por 350. Vale pesquisar.

 

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Sábios conselhos de um bar de PP!

 

Fizemos uma bela janta nesse dia, no badalado Anna’s. Prato beeeem apimentado (nós que pedimos assim), muito bom. Fizemos logo massagem (pra não correr o risco de fechar, eheheh) e depois fomos curtir nossa última noite em PP. Rodamos a praia, mas o show no Slinky já tinha acabado. Terminamos revendo a galera lutar no Muay Thai mesmo. Fomos dormir um pouco mais cedo. Tínhamos acordado às 5 da manhã!

 

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Massage!

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