Já que me baseie em muitos relatos aqui pra montar o meu roteiro de viagem, pago a dívida descrevendo o que vivi em 21 dias! Vou postar um guia do que fiz e depois posto fotos!
Saí de Goiânia/Go rumo a Montevideo, no Uruguai e de lá voltaria para o Brasil por Santiago, no Chile, passando pela Argentina. As cidades e os prazos dentro desses três países não estavam totalmente fixos, então fui mudando o trajeto com o tempo...
As passagens: Goiânia – Montevideo 9 mil milhas pela Latam e Santiago – Goiânia por 10 mil milhas, também pela Latam. Pra quem mora em uma cidade com um aeroporto pequeno como Goiânia as milhas são vantajosas! Se tivesse que desembolsar em dinheiro teria que incluir o trecho Goiânia – São Paulo ou Goiânia – Brasília, tanto na ida quanto na volta, o que não ficaria tão vantajoso
Dia 07 de Maio - Guarulhos
Chegada ao Aeroporto de Guarulhos às 21:40. O voô só vai sair na madrugada do dia 08, então dormi no aeroporto mesmo. Achei que a reforma dos terminais ficou super legal!
Dia 08 de Maio - Montevideo
Cheguei ao Aeroporto de Carrasco e já senti a diferença de temperatura... Chegar em um domingo não foi um problema muito grande, próximo a saída tem casa de câmbio. Cotação: 7,20 pesos por cada real.
Pra sair do aeroporto tomei o ônibus que passa dentro do estacionamento. 53 pesos e deixa no centro da cidade, inclusive passando próximo ao Terminal Tres Cruces.
Me hospedei no Casa Parque Hostel (350 pesos por dia). Gostei da localização (próximo ao Parque Rodó), da estrutura e por não ser um hostel muito grande. O único problema foi não poder usar o fogão da cozinha comunitária.
Cheguei e tinha um evento de música ao ar livre no Parque. Muito boa onda os uruguaios, sempre receptivos! Ambiente bem legal no parque, com várias barraquinhas, artistas de rua, etc. Primeira imagem da “legalização” da maconha: vários fumavam sem nenhum olhar reprovador, moralista, ou sem grandes preocupações com a polícia. Achei bem legal!
A noite, próximo ao hostel, alguns uruguaios tocando tambores na rua, dançando, bebendo vinho e cerveja, num domingo normal. Me maravilhou bastante Montevideo pela maneira que os uruguaios parecem levar a vida: bem tranquilo, leve, sem pressa, curtindo momentos como esses...
Dia 09 de Maio - Montevideo
Acordei para passear na Rambla (calçadão em torno do Rio da Prata). Não estava muito frio e o sol saiu, então decidi ir até o Mercado del Puerto andando. São quase 4 km, mas vale a pena ver a mudança das paisagens da cidade, ir parando e tal.
Almocei no Porto, mas não sei se indico. É bem “pega turista”, a comida não é tão boa e a quantidade também não. Dispensável!
Depois fui até a Plaza Indepencia (onde tem o mausoleu do Artigas) e na Plaza Constituicion.
Fiz câmbio na 18 de julio: 8,50 pesos.
Achei um hotel que vi sendo indicado aqui no Mochileiros.com que talvez valha a pena: Mar del Plata, na 18 de Julio, com baño privado, localização muito boa, por 300 pesos!
Continuei andando até o Terminal Tres Cruces para comprar a passagem para Colonia del Sacramento. Fiquei com medo de não ter passagem na hora, mas são várias companhias e é bem provável que tivesse! O Terminal é grande e funciona abaixo de um shopping, então é bem tranquilo de ficar lá esperando a hora do ônibus, e tal.
Voltei ao hostel, ficamos por lá bebendo e conversando
Dia 10 de Maio - Montevideo
O sol demorou sair! Fui ao Parque Rodó pra ficar lendo, andando pela manhã. Tinha visto que ia ter Orquestra Filarmonica no Teatro Solis e me preparei pra ficar na rua depois do almoço até a noite.
Fui almoçar próximo a Plaza Independencia: 130 pesos o prato, e mais 10% de desconto depois das 13:30! Recomendo, comida muito gostosa – esqueci de anotar o nome.
Achei comida no Uruguai – especialmente se for comer na rua - muito caro! Se não tomar cuidado uma grande parte do dinheiro vai só pra isso...
Depois sentei em uma livraria nas imediações, do lado da Puerta da Ciudadela. Café e Brownie deliciosos, e nem tão caros assim, comparando com o Brasil.
Fiquei vagando pelo centro, vendo músicos de ruas e tal, até as 20 horas, quando abriram o Teatro. Muito lindo! Uma estrutura antiguíssima com um palco e som super modernos. Muito boa a apresentação da orquestra também!
Fiquei meio inseguro quanto a voltar, mas na saída do Teatro já peguei um ônibus que me deixou bem próximo do hostel. Jantei em uma sanduicheria próximo ao Parque Rodó que se chama Thelma, sanduíche simplesmente maravilhoso.
Depois, voltando pra casa, conheço um casal (americano e uruguaia) que simplesmente me chamam pra sair. Acabamos bebendo alguns fernet com coca no Bar Rodó, em frente ao Parque!
Dia 11 de Maio - Montevideo/Colônia
Peguei o bus para Colonia 12:30, muito bom, inclusive com wi-fi! Paguei 325 pesos na passagem.
Menos de 2 horas depois, já estava na rodoviária de Colonia. A rodoviária fica do lado do porto, onde se toma o buquebus para Buenos Aires. Pra quem quer passar só um dia em Colônia – apesar de eu achar pouco – é possível!
Acredito que seja bom pelo menos dormir um dia em Colônia. É bastante coisa pra ver, e simplesmente ficar a toa naquela cidade já é maravilhoso! Fiquei no Celestino Hostel, pagando 325 pesos, e vale a pena: cozinha liberada, hostel legal, boa cama, banheiros limpos e água quente, staff maravilhoso!
Um arrependimento em Colônia: não ter trocado reais por pesos em Montevideo. O câmbio de 8,5 foi pra 8,1!
O pôr do sol em Colônia deve ser um dos mais lindos que já vi. Vale muito a pena.
A noite fui em um restaurante que se chama SOS Gardel. 390 pesos por parillada a vontade, salada, batata frita e uma bebida. A gente acaba pedindo mais algumas bebidas, mas acabou valendo a pena!
Dia 12 de Maio - Colônia/Buenos Aires
Tava gostando muito de Colonia, então decidi comprar a passagem para Buenos Aires apenas 17 horas. Não sei se foi necessário e até me arrependi um pouco: Cheguei em Buenos Aires de noite/hora do rush, isso complica um pouco pra quem não conhece a cidade, onde pegar ônibus e tudo relacionado a isso. Fora que é bem mais inseguro ficar andando de mochilão por aí de noite do que de dia em uma cidade tão grande...
Penso que comprando uma passagem no fim da manhã ou no começo da tarde para Buenos Aires já é bom o bastante! Comprei na hora, pela Colônia Express, por 620 pesos. Mas não faz tanta diferença quanto a mais ou menos confortável, porque as companhias parecem operar a viagem juntas...
A viagem dura um pouco mais de uma hora e vale a pena pra ver a beleza do rio, a sensação de cruzá-lo e tudo mais!
Pensei em ficar hospedado no Hostel 0 km (indicação de alguns relatos aqui), mas não reservei (meu cartão de crédito não tava funcionando no hostelworld...) Cheguei lá e não tinha mais vagas, então fui até o Lima Hostel (Lima, esquina com Rivadavia, perto da 9 de julio e tudo mais). Paguei 165 pesos por cada noite, mas não valeu tanto a pena assim...
A localização do hostel é perfeita: dois quarteirões do obelisco, uma vizinhança que não é muito perigosa, com supermercado, bares, lanchonetes próximo, metrô, ônibus, etc. Mas é meio mal cuidado por dentro, apesar da estrutura ser bem bonita (basicamente um prédio inteiro, uns 20 quartos e tal). O que estraga: eles tinham a mania de não ligar quase nunca o aquecimento, mesmo estando uns 5 graus lá fora - e eu pedia todos os dias, mas eles insistiam em desligar -, os banheiros estavam passando por reforma - do tipo “reforma sem prazo pra terminar” - e só dois estavam funcionando pra tomar banho com água quente (pra uns 30, 40 hóspedes). O staff é super mal humorado, chato mesmo – parece que eles tão fazendo um favor em te atender. Tem muita gente, inclusive, que eu acho que nem tava lá viajando, mas parecia mesmo é que tava numa pensão, num condomínio (??), com um monte de gente que realmente morava lá, uns velhos estranhos e tal.
Não é um “party hostel” como é clássico de Bs. As., definitivamente. Mas dá pra quebrar um galho...
Tava super cansado dessa peregrinação pra achar o hostel, então apaguei rapidinho.
Já que me baseie em muitos relatos aqui pra montar o meu roteiro de viagem, pago a dívida descrevendo o que vivi em 21 dias! Vou postar um guia do que fiz e depois posto fotos!
Saí de Goiânia/Go rumo a Montevideo, no Uruguai e de lá voltaria para o Brasil por Santiago, no Chile, passando pela Argentina. As cidades e os prazos dentro desses três países não estavam totalmente fixos, então fui mudando o trajeto com o tempo...
As passagens: Goiânia – Montevideo 9 mil milhas pela Latam e Santiago – Goiânia por 10 mil milhas, também pela Latam. Pra quem mora em uma cidade com um aeroporto pequeno como Goiânia as milhas são vantajosas! Se tivesse que desembolsar em dinheiro teria que incluir o trecho Goiânia – São Paulo ou Goiânia – Brasília, tanto na ida quanto na volta, o que não ficaria tão vantajoso
Dia 07 de Maio - Guarulhos
Chegada ao Aeroporto de Guarulhos às 21:40. O voô só vai sair na madrugada do dia 08, então dormi no aeroporto mesmo. Achei que a reforma dos terminais ficou super legal!
Dia 08 de Maio - Montevideo
Cheguei ao Aeroporto de Carrasco e já senti a diferença de temperatura... Chegar em um domingo não foi um problema muito grande, próximo a saída tem casa de câmbio. Cotação: 7,20 pesos por cada real.
Pra sair do aeroporto tomei o ônibus que passa dentro do estacionamento. 53 pesos e deixa no centro da cidade, inclusive passando próximo ao Terminal Tres Cruces.
Me hospedei no Casa Parque Hostel (350 pesos por dia). Gostei da localização (próximo ao Parque Rodó), da estrutura e por não ser um hostel muito grande. O único problema foi não poder usar o fogão da cozinha comunitária.
Cheguei e tinha um evento de música ao ar livre no Parque. Muito boa onda os uruguaios, sempre receptivos! Ambiente bem legal no parque, com várias barraquinhas, artistas de rua, etc. Primeira imagem da “legalização” da maconha: vários fumavam sem nenhum olhar reprovador, moralista, ou sem grandes preocupações com a polícia. Achei bem legal!
A noite, próximo ao hostel, alguns uruguaios tocando tambores na rua, dançando, bebendo vinho e cerveja, num domingo normal. Me maravilhou bastante Montevideo pela maneira que os uruguaios parecem levar a vida: bem tranquilo, leve, sem pressa, curtindo momentos como esses...
Dia 09 de Maio - Montevideo
Acordei para passear na Rambla (calçadão em torno do Rio da Prata). Não estava muito frio e o sol saiu, então decidi ir até o Mercado del Puerto andando. São quase 4 km, mas vale a pena ver a mudança das paisagens da cidade, ir parando e tal.
Almocei no Porto, mas não sei se indico. É bem “pega turista”, a comida não é tão boa e a quantidade também não. Dispensável!
Depois fui até a Plaza Indepencia (onde tem o mausoleu do Artigas) e na Plaza Constituicion.
Fiz câmbio na 18 de julio: 8,50 pesos.
Achei um hotel que vi sendo indicado aqui no Mochileiros.com que talvez valha a pena: Mar del Plata, na 18 de Julio, com baño privado, localização muito boa, por 300 pesos!
Continuei andando até o Terminal Tres Cruces para comprar a passagem para Colonia del Sacramento. Fiquei com medo de não ter passagem na hora, mas são várias companhias e é bem provável que tivesse! O Terminal é grande e funciona abaixo de um shopping, então é bem tranquilo de ficar lá esperando a hora do ônibus, e tal.
Voltei ao hostel, ficamos por lá bebendo e conversando
Dia 10 de Maio - Montevideo
O sol demorou sair! Fui ao Parque Rodó pra ficar lendo, andando pela manhã. Tinha visto que ia ter Orquestra Filarmonica no Teatro Solis e me preparei pra ficar na rua depois do almoço até a noite.
Fui almoçar próximo a Plaza Independencia: 130 pesos o prato, e mais 10% de desconto depois das 13:30! Recomendo, comida muito gostosa – esqueci de anotar o nome.
Achei comida no Uruguai – especialmente se for comer na rua - muito caro! Se não tomar cuidado uma grande parte do dinheiro vai só pra isso...
Depois sentei em uma livraria nas imediações, do lado da Puerta da Ciudadela. Café e Brownie deliciosos, e nem tão caros assim, comparando com o Brasil.
Fiquei vagando pelo centro, vendo músicos de ruas e tal, até as 20 horas, quando abriram o Teatro. Muito lindo! Uma estrutura antiguíssima com um palco e som super modernos. Muito boa a apresentação da orquestra também!
Fiquei meio inseguro quanto a voltar, mas na saída do Teatro já peguei um ônibus que me deixou bem próximo do hostel. Jantei em uma sanduicheria próximo ao Parque Rodó que se chama Thelma, sanduíche simplesmente maravilhoso.
Depois, voltando pra casa, conheço um casal (americano e uruguaia) que simplesmente me chamam pra sair. Acabamos bebendo alguns fernet com coca no Bar Rodó, em frente ao Parque!
Dia 11 de Maio - Montevideo/Colônia
Peguei o bus para Colonia 12:30, muito bom, inclusive com wi-fi! Paguei 325 pesos na passagem.
Menos de 2 horas depois, já estava na rodoviária de Colonia. A rodoviária fica do lado do porto, onde se toma o buquebus para Buenos Aires. Pra quem quer passar só um dia em Colônia – apesar de eu achar pouco – é possível!
Acredito que seja bom pelo menos dormir um dia em Colônia. É bastante coisa pra ver, e simplesmente ficar a toa naquela cidade já é maravilhoso! Fiquei no Celestino Hostel, pagando 325 pesos, e vale a pena: cozinha liberada, hostel legal, boa cama, banheiros limpos e água quente, staff maravilhoso!
Um arrependimento em Colônia: não ter trocado reais por pesos em Montevideo. O câmbio de 8,5 foi pra 8,1!
O pôr do sol em Colônia deve ser um dos mais lindos que já vi. Vale muito a pena.
A noite fui em um restaurante que se chama SOS Gardel. 390 pesos por parillada a vontade, salada, batata frita e uma bebida. A gente acaba pedindo mais algumas bebidas, mas acabou valendo a pena!
Dia 12 de Maio - Colônia/Buenos Aires
Tava gostando muito de Colonia, então decidi comprar a passagem para Buenos Aires apenas 17 horas. Não sei se foi necessário e até me arrependi um pouco: Cheguei em Buenos Aires de noite/hora do rush, isso complica um pouco pra quem não conhece a cidade, onde pegar ônibus e tudo relacionado a isso. Fora que é bem mais inseguro ficar andando de mochilão por aí de noite do que de dia em uma cidade tão grande...
Penso que comprando uma passagem no fim da manhã ou no começo da tarde para Buenos Aires já é bom o bastante! Comprei na hora, pela Colônia Express, por 620 pesos. Mas não faz tanta diferença quanto a mais ou menos confortável, porque as companhias parecem operar a viagem juntas...
A viagem dura um pouco mais de uma hora e vale a pena pra ver a beleza do rio, a sensação de cruzá-lo e tudo mais!
Pensei em ficar hospedado no Hostel 0 km (indicação de alguns relatos aqui), mas não reservei (meu cartão de crédito não tava funcionando no hostelworld...) Cheguei lá e não tinha mais vagas, então fui até o Lima Hostel (Lima, esquina com Rivadavia, perto da 9 de julio e tudo mais). Paguei 165 pesos por cada noite, mas não valeu tanto a pena assim...
A localização do hostel é perfeita: dois quarteirões do obelisco, uma vizinhança que não é muito perigosa, com supermercado, bares, lanchonetes próximo, metrô, ônibus, etc. Mas é meio mal cuidado por dentro, apesar da estrutura ser bem bonita (basicamente um prédio inteiro, uns 20 quartos e tal). O que estraga: eles tinham a mania de não ligar quase nunca o aquecimento, mesmo estando uns 5 graus lá fora - e eu pedia todos os dias, mas eles insistiam em desligar -, os banheiros estavam passando por reforma - do tipo “reforma sem prazo pra terminar” - e só dois estavam funcionando pra tomar banho com água quente (pra uns 30, 40 hóspedes). O staff é super mal humorado, chato mesmo – parece que eles tão fazendo um favor em te atender. Tem muita gente, inclusive, que eu acho que nem tava lá viajando, mas parecia mesmo é que tava numa pensão, num condomínio (??), com um monte de gente que realmente morava lá, uns velhos estranhos e tal.
Não é um “party hostel” como é clássico de Bs. As., definitivamente. Mas dá pra quebrar um galho...
Tava super cansado dessa peregrinação pra achar o hostel, então apaguei rapidinho.
Editado por Visitante