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KarinLaperuta

relato Peru em 4 dias - Parte 01

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Quatro dias no Peru – Parte 01

Quando iniciei minha pesquisa para viajar até Machu Picchu, notei primeiramente o quanto é variável o custo desta viagem. Pode-se dizer que há três diferentes "estilos" para se chegar até Cuzco e demais roteiros do local: barato, médio e caro... (o lago Titicaca infelizmente não foi incluso nesta viajem de apenas 4 dias, que aconteceu no feriado do dia 02/11/2009). Mas sobrevoamos o lago na ida e na volta. ::mmm:

Fomos em um casal, não da maneira mais barata, ao contrário, gastamos bastante.

O vôo foi pela TAM, aproximadamente R$ 1.300,00 por pessoa ida e volta, mas como compramos a passagem em cima da hora, só tinha com conexão em Lima e tivemos que dormir lá. Na verdade todos os vôos saindo do Brasil para Cuzco fazem conexão em Lima, mas alguns vôos têm horário de conexão de 3 a 4 horas, então não há a necessidade de dormir em Lima. Vou aproveitar e falar um pouco de Lima.

Não gostei de Lima nem um pouco. Não sei como é a balada lá, mas para um casal a cidade não parecia oferecer muita coisa. Tem uma ruína no centro da cidade com um restaurante, chama-se Huaca Pucllana, onde havíamos feito reserva para o jantar (via Internet), mas acabamos comendo tanto no almoço que não fomos lá. Almoçamos em um restaurante de primeira chamado La Carreta (perfeito!). Ficamos em um ótimo hotel em Miraflores, um dos melhores bairros de Lima para turistas. Lima fica a 100m acima do nível do mar, e o cartão postal mais famoso de lá é justamente a vista da costa para a praia banhada pelo Oceano Pacífico. Eu disse praia? Bem... o mar está lá, mas não há praia e sim muitas pedras que vão desde o asfalto na rodovia construída a beira-mar até o mar. Então não se vai à praia em Lima... pode esquecer. A cidade não parece ter outra bela vista que não esta, pois é uma cidade bem feia. A aparência é de uma cidade pobre, como se toda Lima fosse o subúrbio de São Paulo mais ou menos, só que com alguns prédios (feios também...).

A moeda no Peru é o Sole, com mil dólares compramos 2.800,00 soles, o que para 4 dias era bastante dinheiro. Para ter uma idéia, uma refeição em um bom restaurante na praça das armas em Cuzco, saiu por aproximadamente 50 soles, com entrada, bebidas e sucos. Táxi também não é caro, e o taxista de Lima foi muito gente boa. No geral as pessoas gostam dos brasileiros, é incrível, mas mesmo nós dois (eu e o Vi), sendo um casal meio quieto, discreto, enfim “normal”, parecíamos sempre os mais entusiasmados, os mais sorridentes em relação aos demais turistas. Fiz esta observação acredito que por ser minha primeira viagem ao exterior (o Vi já é mais viajado...). E quando encontramos outros brasileiros durante os passeios, o encontro acaba se transformando em atração turística por alguns momentos... a sensação é de que todos a volta estão nos observando e rindo, e como se fosse possível, podemos ler seus pensamentos fluindo: “brasileiros são alegres mesmo!”.

Em Pisaq, no Vale Sagrado, enquanto conversávamos andando através das ruínas, uma família de Mexicanos (pareciam mexicanos), nos escutou e comentou conosco: “Brasil! O maior país do mundo!”. Eu fiquei feliz e confirmei: “Sim, é mesmo!”. Eu sei que não é, mas tudo bem, pra mim é!

O vôo para Cuzco seria no dia seguinte de manhã, sábado dia 31.10.09. Chegamos no aeroporto uma hora antes do vôo. Dançamos! Ficamos quase uma hora só na fila do check in. Mas vou resumir esta parte, pois foi bem chata! É bom saber que, para embarcar para Cuzco, deve-se chegar no check in TRÊS horas antes do vôo, no mínimo! É sério... passamos um aperto. Chegamos no portão de embarque e, é claro, já estava fechado. E o avião ali, bem na nossa frente pronto para decolar. Que nervo! Mas a moça da Lan Peru (que opera no Peru mesmo se você for pela TAM, na rota interna, não tem jeito), foi bem legal. Ela ignorou os esbravejamentos do Vi ao meu lado, e disse para irmos ao portão ao lado, pois sairia um vôo para Cuzco em 15 minutos e poderiam nos encaixar caso houvesse desistência. Deu tão certo que fomos só nós dois, sem ninguém no terceiro assento ao nosso lado. Ufa!

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olá Karin,muito legal da sua parte está nos relatando sua viagem,observo que é sua primeira mensagem aqui e com certeza já tinha feito outras visitas ão site o que engrandece ainda mais sua boa vontade ::otemo::::otemo:: precisamos de mais pessoas como vc aqui,seja bem vinda e nos conte tudo não esconda nada ::hãã2::

abraço.

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Oieeeee Karin !

Está muito bom seu relato.

É assim mesmo ...os peruanos Adoram Brasileiros.

Pelo menos fui super bem tratada por todos eles qd estive lá :wink:

 

e vou lá ler o resto ...rsss

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É Karin!! Encontrei alguém que fez o estilo da viagem q planejo: aproveitando algum feriadão prolongado!!! Mas tô vendo que vocês gastaram muitoooo! Meu orçamento está sendo modesto, acho q vou encaixar minha trip no estilo baratão mesmoooo!! huuhu

Agora, bora lá para a outra parte!!

Gracias pelo relato!!

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    • Por Fabricio Souza
      Fala galera..
      Estou aqui para relatar a minha viagem a 4 cidades colombianas (Bogota, Cartagena, San Andres e Providencia).
      Fui somente eu e minha namorada, embarcamos dia 06/05/217 e retornamos dia 21/05/2017.
      Em anexo coloquei uma planilha de custos e planejamento onde temos detalhes de tudo relatado, inclusive com endereços e valores de hospedagens.
      Embarcamos dia 06/05 de Guarulhos com destino a Bogota pela companhia aérea Avianca. Cheguei a pesquisar por outras empresas, mas essa era a que tinha voos mais baratos e aceitava o plano de milhas que tinhamos. O voo teve uma escala em Fortaleza e a duração total foi de aproximadamente 9 horas (incuindo duas horas de escala em Fortaleza. Ótima agencia e os voos ocorreram sem problemas. O valor da passagem foi de 20000 milhas mais R$600,00 de taxas para cada pessoa. 
      VOOS
      [*] O trecho São Paulo – Bogota e Bogota São Paulo realizamos atra´ves da empresa Avianca, onde utilizamos milhas para compra de passagens;
      [*] Para os trechos internos de Bogota – Cartagena, Cartagena – San Andres e San Andres Bogota utilizamos ua empresa de Low Cost chamada Viva Colombia, onde adquiri todas as passagens pela internet com atecedencia e não tive nenhum problema. Detalhe: qualquer bagagem despachada ou escolha de assento é pago. Fique atento;
      [*] Para o trecho San Andres – Providencia e Providencia – San Andres realizamos pela empresa Satena (empresa unica que faz esse trecho). Avião teco-teco para 12 pessoas porem muito tranquilo o voo. Apenas a bagagem que é limitada e foi preciso deixar parte da bagagem no hostel de San Andres.
      OBSERVAÇÕES
      [*] É necessário o comprovante da anvisa de vacina de febre amarela (verificaram isso na entrada da Colombia);
      [*] É necessário um passaporte com no mínimo mais 6 meses de validade na data de embarque (também verificaram isso no embarque);
      [*] Moeda local se chama Pesos Colombianos (COP). A cotação estava em aproximadamente R$1,00 para COP 938,00.
      [*] Todos os dados de hostel estão na planilha em anexo.
      [*] Aeroportos de Bogota e Cartagena possuem guiche de taxi, que definem o valor quando vc pede o taxi. Pegue no guiche;
      [*] Não trocar dinheiro no aeroporto;
      [*] Compre assim que possivel um par de sapatilhas para entrar no mar. São baratas (uns 10 mil pesos) e são indispensaveis para algumas praias e mergulhos (mesmo que snorkelling);
      [*] Nas lanchas, procurar sempre o fundo que é mais calmo; 
      BOGOTA
      Dicas da cidade
      [*] Ponto de informações turisticas: Palacio Liévano (Carrera 8 com a Calle 10) onde diariamente há walking tours gratuitos pelo centro em dois horários 10h e 14h. Muito prestativos e tour imperdivel; 
      [*] Pegar taxis amarelos pois rodam com taximetros. Outros mais caros. Negociar valor antes de embarcar;
      [*] Próximo à estação Museo del Oro do Transmilenio ficam várias casas de câmbio;
      [*] Pegamos dias agradaveis, porém sem calor. Temperatura em volta de 22 graus e com neblina durante parte do tempo. Pouca chuva, apenas esporadicas.
      Hospedagem
      Ficamos hospedados no hostel SC House e fizemos reservas pelo site Booking.com. Tudo com sucesso e sem problemas. Quarto privado para duas pessoas com banheiro compartilhado. Hostel limpo e com atendentes muito prestativos. Sem alimentação. Excelente localização.
      Dia a dia
      Chegamos a Bogota ja a noite (dia 06/05 as 20:00) e fomos direto ao nosso hostel de taxi. Fizemos check in e saimos para jantar nas proximidades (varias opções). Fizemos um passeio a pé e logo voltamos ao hostel para descansar para o dia seguinte.
      Primeiro dia (07/05), acordamos e tomamos café da manhã próximo ao hostel e logo fomos em busca do Walking tour. Ele é gratuito e tem como ponto de partida o Ponto de Informações Turisticas (PIT) que fica na praça principal (basta perguntar que logo se encontra). Endereço na planilha. O tou inicia as 10:00 e termina por volta de 12:00. Muito bom, guia muito atenciosa e com vasto conhecimento. Excelente oportunidade para conhecer toda a região central.
      Após o tour, almoçamos  e partimos para passeios caminhando pelo centro, desta vez entrando nos pontos. Fizemos a visita guiada ao Museo Botero, sendo muito bom com toda historia e obras de Botero. Em seguida fizemos a visita guiada ao Casa de Moneda que fica ao lado e mostra toda a historia e modos de cunhar as moedas colombianas. Visitamos tambem o Museo Del Oro, onde é possivel ver toda historia de mineração de ouro e as peças. Por fim, visitamos o Cerro Monserrate, onde subimos de bondinho (tem a opção de teleferico tambem) de onde é possivel ter uma visão de toda Bogota. Uma pena que neste dia esta nublado e atrapalhou nossa vista. Aproveitamos o fim de tarde para realizar compras na Galeria Artesanal de Colombia, ao lado do museu do Ouro. Muitas opções de lembranças, otimo para compras. A noite fomos jantar no conceitudo restaurante Andres DC, com excelente decoração e muita animação. Apenas o valor que é um pouco elevado.

      Plaza Bolivar

      Andres DC
      Segundo dia (08/05), acordamos e fizemos nosso check out, deixando apenas as malas na recepção. Saimos e tomamos café da manhã na rua e partimos para a catedral de sal de Zipaquira. Passeio imperdivel, onde voce visita uma mina de sal desativada e que se tornou uma catedral. Toda ela é construida de sal e é impressionante. Zipaquira fica cerca de uma hora de Bogota. Utilizamos o transporte publico para ir e voltar e foi muito tranquilo e econimico. Fomos até o ponto do transmilênio (proximo ao museo de Ouro), sendo que basta tomar qualquer um que tenha como ponto final o Portal del Norte. No hotel nos sugeriram que na estação da Calle 26 tomássemos qualquer um com a letra B, com exceção ao B1 e ao B3, pois os mesmos parariam em todos os pontos, ao passo que os demais pulariam algumas paradas (passagem de ida e volta 3.400 COP). Chegando ao Portal del Norte basta entrar em um dos diversos ônibus com destino a Zipaquirá, sendo que assim que chegamos tomamos um que logo saiu (passagem 3.700 COP), o trajeto é de cerca de quarenta minutos até Zipaquirá. Chegando em Zipaquirá caminhamos da parada do ônibus ao centro histórico da cidade e seguimos diretamente para nosso destino, o Parque de la Sal. A caminhada até a entrada do parque é tranqüila. Chegando na parte das atrações, compramos as entradas, sendo que dentro das opções que haviam optamos por fazer o passeio pela catedral e a rota do mineiro, com valor de 26.000 COP (preço básico apenas da catedral 20.000 COP + 6.000 COP da rota do mineiro). Vale a pena!!
      Após a visita fizemos exatamente o caminho inverso e retornamos ao nosso hostel para um banho e retirar nossa bagagem. Partimos ao aeroporto com destino a Cartagena. Nosso voo era as 20:15 com a agencia Viva Colombia.

      Catedral de Sal
      CARTAGENA
      Dicas da cidade
      [*] Vale muito a pena passar todos os fins de tarde no Cafe Del Mar. Por do sol maravilhoso e clima muito agradavel;
      [*] Pegamos dias muito quentes, com muito sol. Temperatura em volta de 30 graus. Necessario protetor para os passeios.
      Hospedagem
      Ficamos hospedados no hostel Casa Alejandria, que mais parece um hotel comum. Excelente, o melhor hostel para quem deseja tranquilidade. Quarto super limpo e organizado, com frigobar. Funcionarios atenciosos. Unico ponto negativo é que não possui cozinha e nem ao menos um microndas para qualquer tipo de refeição. Excelente localização.
      Dia a dia
      Após uma viagem muito tranquila, chegamos em Cartagena e voce logo percebe a diferença de temperatura. Muito quete e abafado. Fomos direto ao nosso hostel utilizando um taxi e fizemos nosso check in. Nesta noite aproveitamos para sair para jantar e tomar umas cervejas. Cidade muito tranquila e nosso hostel tinha uma excelente localização, tendo todas as opções caminhando.
      Primeiro dia (09/05), decidimos realizar o passeio da Isla Del Rosario com Playa Blanca. Tomamos uma barca no pier Muelle de Los Pegasus por volta das 09:00 comprando la mesmo o passeio com direito a almoço. Decidimo não ir ao Oceanario, onde tem uns animais represados. Uma praia linda, otima para snorkeling.
      Retornamos por volta das 16:00 e fomos ao hostel tomar um banho para depois passar o fim de tarde no Cafe Del Mar. Bar otimo a beira mar com um por do sol imperdivel. Passamos varios fins de tarde neste local. Não me recordo onde jantamos, mas em Cartagena temos uma opção a cada esquina.
       
      Isla Del Rosario

      Cafe Del Mar
      Segundo dia (10/05), foi o dia de realizar o Walking Tour. Parte da Plaza Santa Teresa as 10:00 e teve duração de duas horas. Gratuito. Muito interessante e passa pelos principais pontos da cidade muralhada.
      A tarde realizamos a visita aos Museu Naval (não vale a pena, apenas historias de guerra da região e material naval) e o Palacio de La Inquisicion (este vale a pena, com vasto material e historia da inquisição).

      Casa de Francis Drake (para quem conhece de Uncharted, rs)
       

      Palacio de La Inquisicion
      Terceiro dia (11/05), iniciamos com um passeio a Isla Cocoliso, agendado no hostel. Partimos logo cedo, por volta das 09:00. Ilha muito bonita, com muita estrutura inclusiva de piscinas. Porem não tem faixa de areia e o principal atrativo nosso foi um passeio para snokeling muito bom. Almoço incluso.
      Retornamos a cidade por volta das 15:00 e pegamos um Bus Tour que valeu muito a pena. Nele vc roda a cidade em um onibus com ar condicionado e audio guia em portugues explicando cada ponto turistico. Desembarcamos em um ponto e fomos realizar um dos melhores passeios de Cartagena: Castillo de San Filipe. Pagamos por uma guia para nos acompanhar e vale muito a pena (não me recordo do valor, mas não foi nada abusivo). Ela explicou parte a parte do castelo e toda historia dele. Sem ela o passeio não teria o mesmo valor. Recomento demais. O passeio durou cerca de duas horas com muito sol e calor. Vá preparado.
      Ao fim do passeio, pegamos novamente o Bus Tour (o ticket vale por dois dias, basta apresentar ao embarcar) e retornamos ao hostel.
      A noite fomos jantar no restaurante Juan Del Mar. Espetacular! Recomendo.

       Isla Cocoliso

      Castillo de San Filipe

      Castillo de San Filipe
      Quarto dia (12/05), foi um dia livre que utilizamos para ficar na praia do centro no periodo da manhã (utilizamos o Bus Tour novamente) e a tarde realizamos mais um passeio pelas principais praças de Cartagena.
      SAN ANDRES
      Dicas da cidade
      [*] Para entrar na ilha você tem de comprar, antecipadamente, a sua carta de turista. É uma forma de controle de entrada e saída na ilha, já que há um problema migratório interno. A carta custou 45000 COP para cada um. Você precisa providenciar isso antes do check-in no aeroporto, no nosso caso havia um policial antes da fila que era o responsável pela emissão da carta. 
      [*] Sente na frente do avião e saia logo para a fila da imigração pois, o processo é meio lento e depois as malas ainda passam por raio – x e revista
      [*] É zona franca, livre de impostos. Vale a pena perfumes, cosmeticos, etc;
      [*] Quando fomos o passeio a Cayo Bolivar estava proibido, porem dize que é imperdivel. Se estiver disponivel, faça.
      Hospedagem
      Ficamos hospedados na Posada Nativa Lizard House. De todas, a pior que ficamos. Quarto individual com banheiro. Porém com infraestrutura ruim e o pior atendimento que tivemos (muitas vezes não tinhamos ninguem para nos auxiliar). Localizaçao razoavel. Possui cozinha aberta, porém sem alimentação inclusa.
      Dia a dia
      Partimos de Cartagena logo cedo, com voo agendado para 07:45 e chegada a San Andres as 09:15. Chegamos e fomos direto ao hostel de taxi.
      Primeiro dia (13/05), alugamos uma moto para dar a volta na cidade e contamos com auxilio da pousada (custo de 70000 COP). Foi a melhor coisa que fizemos e aproveitamos muito. Passamos por toda a extensão da ilha: Plays Rock Cay, Playa San Luis, SoundBay, Hoyo Soplador e West View. Paramos para almoçar no resturante Punta Sur e vale muito a pena. Hoyo Soplador nos decepcionou, pois é um simples “buraco” que sopra agua do mar, porém neste dia a maré não colaborou e não estava soprando. West View voce paga 4000 COP para entrar e tem um trampolim e toboagua disponiveis. Se trata de um aquario a ceu aberto, com muitos peixes e agua impecavel (voce ganha pedaços de pães para atrair ainda mais peixes). É lindo demais. E destaque mais que especial para Rock Cay (praia coma cesso gratuito). Praia sensacional, que tem um navio encalhado a poucos metros da praia perfeito para realizar snorkling. Otimo para passar uma tarde inteira, com estrutura de barraquinhas vendendo aperitivos e bebidas a preço acessivel.
      Para terminar o dia, fomos jantar na cervejaria Beer Station. Muito bom.

      West View

      Rock Cay
       
      Rock Cay
      Segundo dia (14/05), dia de passeio a um lugar chamado  de Aquario/Mantarraya. Na verdade, enquanto estavamos em Rock Cay no dia anterior conhecemos um rapaz smpatico que nos ofereceu um passeio de barco a pontos de snorkeling  e topamos fazer. Ele nos levou a diversos pontos, entre eles conhecemos pontos de agua vivas, estrelas do mar e snorkeling com muitas arraias. Após isso fomos a um ponto conhecido por Aquario que se trata de uma pequena ilha com muitos peixes e muito bom para mergulho, onde podemos ver até mesmo um pequeno tubarão. Após o passeio passamos o resto do dia em Rock Cay apreciando a paisagem e seu mar.
      A noite fomos jantar no restaurante La Regata. Sensacional apesar de um valor mais salgado. Vale a pena. Detalhe, não pode entrar de camiseta regata (me cederam uma camisa de manga para poder jantar no local).

      Tubarão em Aquario/Mantarraya

      Aquario/Mantarraya
      Terceiro dia (15/05) foi o dia que reservamos para visitar Johny Cay. Uma ilha perfeita com animais diversos e uma praia deslumbrante.          Passeio inclui almoço. Muito gostoso para relaxar e curtir a praia e sua vista sensacional.
      Retornamos a tarde e aproveitamos para realizar compras no centro uma vez que San Andres é livre de impostos e tem procutos com valores atrativos. A noite jantamos no restaurante Peru Wook com comidas tipicas peruanos e um ceviche delicioso.

      Lagarto em Johny Cay
      Quarto dia (16/05), aproveitamos nosso ultimo dia para conhecer La Piscinita, que nada mais é do que um West View localizado em outra região. Voce paga 4000 COP e tem acesso a praticamente um aquario natural. Vale muito a pena para realizar snorkeling. Muitos peixes e pontos para saltar de uma altura de 3 metros de altura. Uma delicia para relaxar entre peixes. Aproveitamos o resto do dia em Rock Cay e realizando compras no centro.
      A notie fomos mais uma vez jantar no centro, porem não me recordo o restaurante.
       
      La Piscinita
      PROVIDENCIA
      Dicas da cidade
      [*] Sentar do lado esquerdo do avião, onde as cadeiras são individuais e a vista na chegada a Providencia é sensacional;
      [*] Roland´s bar: Bar muito legal com clima de Jamaixa. Cerveja gelada a beira mar com um som de Reggae. Comida razoavel, mas o clima prevalece. A noite rola shows que acabamos por não ir;
      Hospedagem
      Ficamos hospedados na Posada Ocean View. Nada mais é do que uma casa de familia que possui quartos extras para hospedes. Descobrimos ao chegar que o dono da casa é secretario de cultura da cidade. Fomos muito bem recebidos e tratados pela sua esposa, que nos auxiliou da melhor forma com todas as dicas e roteiros na cidade. Café da manhã satisfatório incluso.
      Dia a dia
      A bagagem para o voo a Providencia é limitada e foi preciso deixar parte dela no hostel em San Andres. Embarcamos em um avião teco-teco para doze pessoas as 08:30 e chegamos a Providencia as 09:15. A ilha é pobre e com pouca infraestrutura, porém suas belezas naturais compensam tudo. Ao chegar pegamos um taxi e fomos direto ao hostel.
      Primeiro dia (17/05), alugamos uma moto para dar a volta a ilha e conhcer ela no geral. Fizemos diversas paradas em torno de toda a ilha, entre elas no Roland´s Bar, lugar agradavel com um mar lindo onde conhecemos um casal de brasileiros que nos fez parceria durante os proximos dias. No fim da atarde aproveitamos para curtir o por do sol na nossa pousada que ficava a beira mar (imperdivel).

      Providencia

      Por do Sol na pousada
      Segundo dia (18/05), realizamos um passeio de barco junto a outros brasileiros. O passeio dava a volta na ilha, com diversas paradas para snorkeling, inclusive na conhecida Cabeça de Morgan. Lugares muito lindos, onde pudemos ver todo tipo de peixes, como arraias, lagosta, esterlas do mar e peixes diversos.

      Nossa pousada vista do barco

      Terceiro dia (19/05), decidimos fazer o passeio a Cayo Cangrejo. Uma pequena ilha, que ao subir voce tem uma vista sensacional do mar e todo redor. O mar é cristalino e tivemos a oportunidade indescritivel de fazer um snorkeling cercado de tartarugas em seu habitat natural, claro que tomando todo o cuidado para não afetar elas. Simplesmente sensacional e inesquecivel. No fim da tarde  decidimos através a pontos dos namorados e conhecer a ilha Santa Catalina até sua trilha a caebça de Morgan. A trilha não tem nada demais e nem mesmo a vista da cabeça de Morgan me entusiasmou, acredito por ter visitado Cayo Cangrejo no mesmo dia. Para jantar, fomos com amigos brasileiros no restaurante Divino Nino, muito bom e preço aceitavel alem de um som ao vivo agradavel.

      Cayo Cangrejo

      Cayo Cangrejo 
      RETORNO
      Dia (20/05), nossa saga de retorno iniciou com um voo de Providencia-San Andres as 09:30 e chegada as 10:10. Sai do aeroporto e fui buscar o resto de nossa bagagem deixada no hostel. Voltei ao aeroporto em seguida pois nosso voo San Andres – Bogota partia as 12:10. Chegamos a Bogota as  14:15 e tivemos a maior espera de nossas vidas no aeroporto porem sobrevivemos. Nosso voo Bogota-Guarulhos saiu as 23:10 e finalmente chegamos a São Paulo por volta de 14:30 muito cansados, porém extermamente satisfeitos com noss viagem.
      Recomendamos a todos este roteiro e qualquer duvida podem me procurar por email.
      Grande abraço.
      Colombia.docx
      Colombia.xlsx
    • Por barbara_dbarbosa
      Oii mochileiros de plantão! Vou deixar aqui algumas informações sobre minha viagem aos Lençóis Maranhenses. Meu objetivo principal era realizar a travessia a pé nos lençóis. O que foi realizado com muito sucesso. Encontrei aqui no Mochileiros.com o Francisco, que topou fazer a viagem comigo. O Joel foi o nosso guia na travessia, encontrei ele em algum relato aqui do site. Agendei a data do trekking meses antes (pois seria próximo ao feriado). Pedi todas as informações pra ele, foi ele quem indicou pousada em Santo Amaro, super gente boa!! Indicooo sem medo!!!
      Bom, meu voo saiu de Porto Alegre – Guarulhos – São Luís...
       
      05/09/17 - Chegamos ao aeroporto de São Luís as 01:45. Combinamos o transfer (van) com o pessoal do nosso Hostel. Pegamos a van com o Paraíba, saímos próximo as 4 da manhã e chegamos em Barreirinhas as 8:15. Próximo as 6:30 eles fazem uma parada para café e banheiro. Quando chegamos em Barreirinhas largaram cada pessoa na frente do local (casa ou hostel). Valor: R$ 60,00
      Observação: Procurei na internet pessoas que realizassem transfer de São Luís até Barreirinhas e encontrei o Denilson (contato 0xx98 98488-6346) conversei com ele pelo whats, ele cobra R$60,00 sai as 3h e chega as 7h em Barreirinhas. Mas no fim das contas, não precisei utilizar os serviços dele.
       Chegamos no nosso Hostel Cama, Café e Aventura https://www.booking.com/hotel/br/cama-cafe--e-aventura.pt-br.html ,fica longe do centro, em torno de 15min caminhando. Fizemos a reserva pelo booking em quarto duplo com banheiro compartilhado, no valor de R$ 50,00 cada diária com café da manhã (realizamos o pagamento em dinheiro). Tem wifi disponível 24h. Não tem ar condicionado, e nos fundos do hostel tem uma saída direta para o Rio Preguiças.

      Chegamos cedo e o pessoal que estava no nosso quarto já estava saindo. A Ana e o Alexandre nos deixaram totalmente a vontade para tomar um café, enquanto limpavam o quarto. O café da manhã é completinho : café, leite, pão, presunto, queijo, bolo, pão de queijo, e algumas frutas. Pessoal, tenham um pouco de atenção quando reservarem hostel, não é um hotel ok?? No caso deste hostel, eles abriram a casa deles para que as pessoas se hospedassem, me senti totalmente em casa, ficávamos conversando na sala, vendo tv, como se fizéssemos parte da família mesmo. O local é simples. A noite tem muita muriçoca (pernilongo) por isso leve repelente.
      A tarde realizamos o Circuito Lagoa Bonita:
      O passeio sai as 14h e volta em torno de 19h. Realizamos com a empresa Mar Azul (pagamento pode ser realizado no cartão). A empresa te busca no local combinado, você irá em uma Hilux adaptada. Antes de iniciar o passeio eles param em um mercado para que você compre água e algo para comer de lanche. São 16km em uma 4x4, na areia fofa, em torno de 1:20min balançando no carro. Cuide se você ficar na ponta do banco, pois a vegetação é de muitos galhos e podem te machucar. Na chegada, antes se subir, tem umas barracas com pessoal vendendo água, castanha, tapioca. Para chegar as lagoas, você terá que subir uma duna de 70m bem íngreme, até tem uma corda para ajudar. Leve água, protetor e lanche.  Você verá o pôr do sol.



      Jantamos na Beira Rio (onde se encontram alguns poucos restaurantes). Comemos uma pizza média a moda do pizzaiolo e 4 queijos + suco no Barlavento. Gastamos R$ 26,00 por pessoa.
       
      06/09/17 - Pela manhã ficamos no hostel, e fomos até o centro dar uma volta. 
      Genteeee do céu!!! Que calor hein! Só deu tempo de ir e voltar, não aguentava mais hahahah, sou gaúcha e literalmente estava derretendo lá. Voltamos para o hostel e fomos curtir um pouco do Rio Preguiças.

      A tarde realizamos o Circuito Lagoa Azul: também fizemos este passeio pela parte da tarde. Saímos as 14 e voltamos um pouco antes das 19h. Diferente do circuito anterior, lá nas lagoas não tem estrutura nenhuma, então compre tudo antes de ir. A distância é de 12km. Na volta do passeios, temos que atravessar a balsa, ali tem umas pessoas vendendo tapioca, comi uma de carne seca – valor R$ 5,00. Na volta jantamos em um local chamado Lanchonete Central, que fica bem em frente a ao Pague Menos na av principal. Pagamos R$10,00 em um prato feito com arroz, feijão, massa, salada e carne (a escolher entre frango, carne de boi, peixe).
       
      07/09/17 – Marcamos o passeio pelo Rio Preguiças, que vai a Vassouras (onde tem os pequenos lençois e o macaquinhos), Mandacaru e Caburé. No caso faríamos a travessia de Caburé até Atins em lancha. As 8:00 da manhã deixamos o hostel e pegamos a lancha.


      Em Mandacaru subimos no farol e na volta comprei um picolé de cupuaçu (R$ 2, 00) na lanchonete bem em frente onde as lanchas param.

      Em Caburé tem praia, ficamos um pouco por lá e depois almoçamos no Restaurante Portal do Caburé. Comi peixe frito com arroz verde e camarão, vinagrete e suco de Bacuri (500ml). Gastei 43,00 e o local aceita cartão.

      As 14h realizamos a travessia para Atins. Lembre-se de avisar o local onde você ficará lá em Atins, que você está fazendo a travessia e chegará próximo horário. Porque isso?? Não avisamos, e tivemos que ir caminhando da praia até o nosso hostel. Pensa: 14:20 , sol raiando, você pisando em uma areia fofa quente (pegando fogo) , de havaiana com mochila pesada nas costas. Impossível né? Kkkkk aquilo foi momento crueldade do dia!
      Ficamos no hostel O Peixe de Boa Hostel https://www.booking.com/hotel/br/o-peixe-de-boa-hostel.pt-br.html#tab-main , reservado pelo booking em cama beliche, quarto misto, com banheiro compartilhado, no valor de R$35,00 a diária sem café da manhã. Não tem ar condicionado e o wifi informado no site só existe em horários determinados, é oculto e somente o dono do local coloca a senha! O bar não abriu no dia em que estávamos lá. Primeiramente, não tem recepção no hostel, chegamos lá e ficamos procurando alguém para nos atender. O local é meio escuro, chegamos a tarde e estava insuportável ficar lá dentro. No hostel eles só fazem cavalgadas , no caso me orientaram a procurar outros passeios na pousada ao lado, que foi onde fechei o Passeio da Revoada dos Pássaros.
      Voltando a falar sobre o hostel: hoje em dia as pessoas estão conectadas 24h, seja no celular, no computador, enfim... muitos dependem da internet por algum motivo. Quando você olha no site e lá diz que tem wifi, você já sabe que por pior que seja o sinal, em algum momento você terá o wifi disponível ok? O que aconteceu foi que chegamos e pegamos a senha somente as 19h. Mandei algumas mensagem para o meu Guia do Trekking pois queria combinar de despachar um pouca das minhas coisas e aliviar o peso da mochila. Um outro hóspede estava vendo sobre sua volta para Barreirinhas no outro dia. Bom, como não sabíamos do fato de que a internet era desligada as 21h, saímos, fomos jantar e na volta....não existia mais internet! Paciência...no dia seguinte 7h da manhã quando o dono chegou fomos pedir a senha novamente. Ele ficou super indignado, como que nós precisávamos de internet as7h da manhã?? Estávamos ali, e o objetivo não era ficar “conectado” e sim sair, conversar ir a praia blá blá blá....ok, cada um com seus problemas. Mas mesmo liberando a internet por 30min, não resolveu os problemas de ninguém! Lembre-se lá o sinal de telefone é péssimo, só pega OI e olha lá....
      Enfim, só para lembrar que jantamos em uma pizzaria italiana que tem bem no final da cidade. Estávamos em 3 e pedimos 2 pizzas (gigantes) + 2 sucos  e 1 capirinha, R$ 60,00 por pessoa. Após fomos tomar uma cerveja no bar em frente ao nosso hostel.
       
      08/09/17 – Na noite anterior fechamos uma passeio para a Lagoa da Capivara e já nos deixariam em Canto de Atins (de onde sairíamos para o trekking). Durante este passeio você passa primeiro no Restaurante do Sr Antônio para pedir o almoço, depois passa um tempo na lagoa da Capivara, vai um pouco na praia e volta para uma lagoa para tirar o sal do corpo e segue para o Almoço, em torno de 12:30. No início do passeio já deixamos nossas mochilas no restaurante do Sr Antônio, pois dormiríamos lá. A diária em rede é R$35,00.  Para o almoço pedimos Camarão Grelhado, arroz, feijão, farofa e salada de tomate R$90,00 + suco de caju 1litro R$ 15,00. Comi bombom de cupuaçu e bacuri (R$ 2,50 cada). As 14h nosso guia chegou e as 17:30 nosso fomos ver o pôr do sol e comer uns cajus. Aqui não tem wifi, não tem sinal de telefone, energia elétrica somente das 18:30 às 22h. Jantamos algumas coisas que tínhamos levado na mochila. Durma nas redes que estão longe do restaurante (próximas ao banheiro) é melhor pois eles atendem até umas 21:30, então terá barulho, luz etc....
       
      09/09/17 Levantamos as 04:30 para tomar café (pão, margarina, bolacha salgada, leite e café). Combinamos com nosso guia Joel (quem quiser contato só pedir) que devido ao peso das nossas mochilas (em torno de 8kg) faríamos os 10km inicias do trekking (a parte que é na praia) de quadriciclo, pois a areia é dura, assim pouparíamos nossos pés. Pagamos R$100,00 por pessoa para realizar este trajeto.
      Nós tomando uma tiquira com Caju com nosso Guia Joel!

      Vimos o nascer do sol (fantástico).

      Começamos a caminhar as 6h. Paramos em uma lagoa. Chegamos em Baixa Grande as 9:30. Distância de 13km. Ficamos na casa do seu Moacir e da Bete. Tem banheiro feminino e masculino, tem uns 4 chuveiros com água temperatura ambiente. Dormitório com rede. Energia elétrica somente das 18:30 as 21h. Almoço e janta: arroz, feijão, massa, farofa e frango (a carne você pode escolher entre frango, peixe e cabrito).  Jogamos sinuca com os guias e as duas francesas que estavam lá. Tomamos tiquira com caju. Subimos até as dunas para ver o nascer da lua. Fizemos uma fogueira e assamos umas castanhas de caju. Fomos dormir era umas 22:30.

      Neste dia gastamos R$ 107,00 : R$35,00 cada refeição – almoço e janta + R$35,00 da diária com café + R$ 2,00 refri o qual dividimos.
       
      10/09/17 - Acordamos as 5h, tomamos café (pão, ovo, manteiga, bolacha salgada, café e leite). Saímos as 6h em direção a Queimada dos Britos. Distância: 12km. Atravessamos o Rio Negro que divide a região de Barreirinhas e Santo Amaro.

      Fomos na lagoa das queimadas. Chegamos na casa do Sr Raimundo (pai do Carlos Queimada, um guia conhecido pelo pessoal do mochileiros) e da Dona Joana as 09:45. Na entrada do povoado tem muito caju, mirim(uma frutinha pequena, de cor preta bem docinha). Aqui neste apoio os banheiros eram separados dos chuveiros. Tomamos uma tiquira com caju, conversamos com o Sr Raimundo e mais um primo dele que chegou ali também. Almoçamos peixe frito, arroz, feijão, massa, salada de tomate e de sobremesa uma fatia de goiabada. Após fomos descansar na rede embaixo do cajueiro (ô coisa boa). Lá pelas 16h quando o sol já estava menos quente, fomos na lagoa que tem atrás do apoio, uma lagoa cor de coca cola. No final do dia fomos até as dunas ver o pôr do sol. A janta foi praticamente a mesma coisa do almoço. Nesta noite comecei a sentir minha panturrilha. Tomei um relaxante muscular e fui dormir as 20:45. Neste dia gastamos: R$ 118,00: R$35,00 cada refeição – almoço e janta + R$35,00 da diária com café + 1 água de litrão e 1 tiquira.
       
      11/09/17 – Acordamos as 4h. Tomamos café (bem reforçado) café, leite, tapioca, ovo, banana, laranja. Saímos 5h em direção a Betânia. Distância 18km. Paramos três vezes neste dia, quando chegamos na subida da última duna, eu estava acabada, o sol estava forte, a areia começando a esquentar e eu morrendo de calor. Chegamos no apoio, Restaurante Cantinho da felicidade as 10:45. Tomamos 4 cervejas de litrão rapidinho hahaha. Neste apoio tem energia elétrica, mas não tem sinal de telefone. Pedimos cabrito para o almoço: arroz, feijão, massa e carne de cabrito. Após o almoço descansamos na rede. Após fomos caminhar pelo povoado. Assamos umas castanhas de caju, tomamos água de coco.


      O restaurante fica bem em frente ao Rio, consequentemente tem uns mosquitos, leve repelente. A janta foi a mesma coisa do almoço+ salada. Neste dia gastamos R$ 126,00 : R$35,00 cada refeição – almoço e janta + R$35,00 da diária com café + 1 água de litrão e 2 cervejas. Fui dormir próximo das 21h.

       
      12/09/17 - Acordamos as 4h. Tomamos café (tapioca, bolo, ovo, café, leite, frutas). Saímos 5h em direção a Santo Amaro. Distância 12km. Chegamos em Santo Amaro as 08:30. Ficamos na Pousada Lagoa Azul https://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g1397862-d4945559-Reviews-Pousada_Lagoa_Azul-Santo_Amaro_do_Maranhao_State_of_Maranhao.html pagamos R$ 70,00 na diária em quarto duplo, com banheiro, wifi, ar condicionado(ufa) e café da manhã.  Chegamos e já nos ofereceram café (pão, presunto, queijo, tapioca, ovo frito, café, leite, frutas) . Almoçamos no Restaurante do Gordo, fica umas 4 quadras da Pousada. O restaurante é simples, a comida e boa e o valor é maravilhoso. Um prato feito de carne de sol, arroz, feijão, farofa e salada R$15,00, a coca litro R$6,00. A tarde fomos dar uma volta para conhecer a cidade. Encontramos a Casa do Picolé, que fica atrás da igreja. Peguei sorvete de tapioca e de coco verde. R$ 10,00. A cidade é pequena e não tem muita coisa para fazer. Não marcamos passeio para as lagoas.
       
      13/09/17 – Tomamos café, organizamos nossas coisas e fomos almoçar no restaurante Caminho das Dunas, o local é simples, a comida é boa e um pouco mais cara que o outro restaurante. Gastamos R$ 28,00 por pessoa na refeição que foi: carne assada, arroz, feijão, massa, farofa + suco de maracujá. Não conseguimos comer toda a comida então, a dona do restaurante fez uma marmitinha para nós  .
      Tinhamos agendado a o transfer para São Luís para as 14h. Fomos de hilux adaptada até um certo ponto, descemos e seguimos com o carro de um nativo até São Luís. Chegamos no aeroporto de São Luís as 18h. Pagamos R$ 70,00.
       
       Gastos:
      Guia Joel: R$ 400,00 (pois foi divido em duas pessoas)
      Hostel Cama, Café e Aventura (Barreirinhas): R$50,00 a diária x2 = R$ 100,00
      Hostel O Peixe de Boa (Atins): R$ 35,00
      Passeio Circuito Lagoa Bonita: R$ 70,00
      Passeio Circuito Lagoa Azul: R$ 60,00 + 5,00
      Passeio Rio Preguiças + Travessia de lancha Atins: R$ 80,00 (50,00 + 30,00)
      Passeio Lagoa da Capivara: R$ 70,00
      Alimentação em Barreirinhas : R$ 26,00 + 10,00
      Alimentação em Atins : R$ 60,00        
      Alimentação em Caburé: R$43,00
      Alimentação em Santo Amaro: R$ 17,00 + 10,00 + 28,00
      Restaurante Sr Antônio: R$90,00 + 15,00 + 35,00 + 5,00
      Água , Cerveja, Picolé : 28,00
      Quadriciclo: R$ 100,00
      Baixa Grande: R$ 107,00
      Queimada dos Britos: 118,00
      Betânia: 146,00
      Pousada Lagoa Azul (Santo Amaro): 70,00
      Transfer São Luís a Barreirinhas: R$ 60,00
      Transfer Santo Amaro – São Luís: R$ 70,00
      Gastos sem passagens aéreas: R$ 1858,00
       
      O que achei? O lugar é lindo, as pessoas são super receptivas, um ponto complicado é que as duas cidades de entrada para os Lençóis, Barreirinhas e Santo Amaro não tem estrutura suficiente para receber os turistas, mas talvez seja isso que faça com que o local esteja cuidado ainda. Barreirinhas tem alguns locais para comer na Beira Rio, já Santo Amaro é praticamente os restaurantes simples. Eu não ligo para isso, mas tem pessoas que já foram e ficaram apavoradas com isso.
       
      O que levar para o trekking? Blusa de manga longa, shorts, protetor, boné, havaiana ou uma papete...você caminhará em vários tipos de solo como areia dura, areia fofa, areia úmida, passará por lagoas. Leve uma mochila pequena somente com o básico: os guias indicam no máximo até 5kg, assim não cansará tanto. Leve lanches como barrinhas de cereal, bolachas, amendoim, chocolate (que vai derreter), e em torno de 1l de água, ou mais se achar necessário. Leve dinheiro pois em nenhum apoio passa cartão hein!
      Sobre o trekking? Vá de coração aberto! Você estará convivendo com pessoas simples mas que tem um coração imenso,  que estão ali para te receber, te oferecer o conforto e a alimentação necessária para você continuar a caminhada. Conversar, dar risadas, tudo é experiência! Estar em um lugar onde o homem ainda não tem muito acesso, ou seja que ainda não conseguiu destruir e tirar a beleza daquele lugar é algo maravilhoso. Poder ver o nascer do sol, da lua, ver o pôr do sol, que por mais simples que seja, no nosso dia a dia quem faz isso??? É um momento no qual paramos e valorizamos totalmente a natureza. Ficamos no meio de animais, ali tem porcos, galinhas, patos, cachorro, gato, sapo, cabra, ovelha, enfim....todo mundo junto em total harmonia.

      É nesse momento em que aprendemos a ser mais humildes, em ter certeza que o SER é melhor que o TER. Que naquele momento aquilo é o suficiente, e nada mais é necessário.
      Aprendi muito...e com certeza mudei, e mudei para melhor!
      Ahhh... Dica para tomar tiquira: tome a tiquira e chupe um caju azedo kkkkkkkkkk
       Obrigada Maranhão!

    • Por GUILHERME TOSETTO
      Olá, meus amigos!!!!
      Segue agora mais um relato de viagem, desta vez à cidade de Ubatuba nos últimos dias 27 e 28 de Abril, em companhia dos amigos André Petroni, Eduardo (nickname Umpdy), Francisco Lopes, Débora e Osmar Franco.
      Estávamos combinando essa viagem havia algum tempo, mas nunca conseguíamos encaixar as datas convenientes a todos, mas eis que calhou de um fim de semana "vazio" pra galera e marcamos a viagem.
      Eu, Eduardo, Chicão e Débora saímos de São Paulo na sexta-feira à noite, por volta das 19:45 e chegamos em Ubatuba às 23 horas. O André e o Franco tiveram que trabalhar e só foram pra lá no sábado bem cedinho, de ônibus. Seguimos pela Dutra até São José dos Campos e de lá pegamos a rodovia dos Tamoios, que está em obras em diversos trechos. Quem for pegar essa estrada, deverá ficar bastante atento, não paenas às obras, mas principalmente às curvas, muito fechadas e perigosas.
      Lá chegando, fomos para o Tribo Hostel, onde já havíamos feito reservas para o final de semana. Como nesse final de semana estava acontecendo um campeonato mundial de surf em prancha curta (não lembro o nome exatamente), o hostel estava cheio e acabamos ficando num de seus anexos...



       
      Feito o check in, fomos para os quartos, ficando eu e o eduardo em um e o Chicão e a Débora em outro.
      Algumas observações sobre o quarto onde ficamos eu, o Eduardo e o Franco: o teto é baixo e tem ventilador instalado junto à luminária. Como o Du ficou na cama superior, qualquer movimento da perna pra fora da cama já chutaria a porra do ventilador, além de bater a cabela no teto num levantar mais brusco!!!! rsrsrsrs...isso sem falar que o Du trancou a porta do quarto... e ainda havia mais um hóspede no nosso quarto, que chegou de madrugada e ficou esbravejando e xingando do lado de fora, enquanto a atendente do hostel vinha com a outra chave pra abrir...como eu tava morto de cansaço da viagem, não ouvi nada disso!!!!rsrsrsrrs.
      No dia seguinte, sabadão, ficamos esperando o André e o Franco chegarem pra podermos ir à Ilha de Anchieta. Chegaram por volta das 11 horas, também fizeram o check in e fomos arrumar as tralhas pra ir à ilha. Combinamos com o Renato, dono de um barco para nos levar até lá e ir nos buscar no final da tarde. Algumas fotos da ida, da Ilha e do retorno...









       
      Na Ilha de Anchieta há algumas trilhas, como a do Saco Grande e a Praia do Sul. Ambas constam do passaporte Trilhas de SP. Lá também há um antigo presídio, que foi desativado em 1955, três anos após a rebelião de 1952. No local, ainda trabalha um antigo vigia da época em que o presídio ainda era ativo!!! O local lembra um campo de concentração, várias ruínas...
      A ilha em si tem praias muito bonitas e praticamente desertas, talvez pela época do ano não ser a chamada "alta temporada", mas, mesmo assim, são excelentes... água muito limpa, peixes nadando ao nosso redor, quando ficamos numa das piscinas naturais formadas pelas rochas na parte norte da ilha.









       
      Ficamos na ilha até cerca de 16:15, fizemos a trilha da Praia do Sul, que é muito light e voltamos pra Ubatuba.
      À noite, fomos jantar numa pizzaria próxima ao hostel, a Pizza da Nonna...local bem aprazível, simples e comida de bom sabor...voltamos ao hostel, onde fizeram um churrasquinho pra galera...nessa hora, o sr. André cometeu a gafe-mancada da noite: sentou-se em cima de uma caixa de isopor, que servia de "geladeira" pra cerva do povo...o resultado não poderia ser outro, em poucos segundos a caixa estourou completamente de fora a fora... pior foi o que o André falou:
      - "Pô, eu pensei que fosse um puff!!!!"
      O que teve foi um "crash" and "pof" do André caindo!!!!
      Nem os gringos que estavam jogando uma sinuquinha aguentaram e racharam o bico também...
      Mas, gafes e foras à parte, o fim de semana foi excelente!!! No domingo, fomos para a praia da Lagoinha, onde começamos a fazer a trilha das 7 praias, chegando, ao final à praia da Fortaleza. São mais de 10 km de caminhada, passando pelas praias que dão o nome à trilha, com vários níveis de dificuldade, mas com paisagens muito compensadoras em sua beleza...seguem mais algumas fotos...








       
      Levamos cerca de 3 horas e meia pra finalizarmos a trilha, considerando-se que paramos algumas vezes pra descanso, pra um lanche e pra banho numa das praias.
      A fim de ganharmos algum tempo pra voltar onde deixamos o carro, na praia da Lagoinha, resolvemos subir os 7 quilômetros da estrada entre a Fortaleza e a BR101 a pé...chegando lá, pegamos um ônibus de volta à praia da Lagoinha e voltamos ao hostel pra arrumar nossas coisas, tomar um banho e retornar a Sampa...antes disso, ainda deixei o Franco na rodoviária, pois, como estávamos em seis pessoas, não havia espaço suficiente pra todos dentro do carro...saímos de Ubatuba por volta das 18:45 e chegamos à capital às 22:45, um pouco mais demorado do que na ida, mas ainda paramos pra comer um lanche e as curvas em subida requerem menor velocidade e mais atenção.
       
      Realmente foi um fim-de-semana ótimo, em companhia de amigos muito bacanas, sempre dispostos a tudo, sem reclamações, todos de muito bom-humor, enfim ,foi bastante divertido...deixo vocês agora com mais algumas paisagens, agradecendo a atenção de você, que está lendo, e aos amigos que lá estiveram, proporcionando mais uma excelente viagem!!!! Abração, galera!!!!
      Ah, pessoal ,se esqueci de alguma coisa, por favor, complementem o relato...











    • Por Schumacher
      Preparativos
       
      Em julho de 2014 decidi que, apesar de adorar o carnaval de Santa Catarina, faria uma coisa totalmente diferente nessa data no ano seguinte. Consegui 2 amigos para ir junto comigo e emiti as passagens nas Aerolíneas Argentinas (10k milhas Smiles POA-FTE, 270 reais FTE-USH, 10k milhas Smiles USH-POA).
       
      Como a viagem seria de apenas 9 dias, não cheguei a elaborar um roteiro, apenas um esboço do que fazer, além de reservar as hospedagens e o aluguel de carro. Este último saiu caro, mas dividindo em 3 compensou a comodidade e o melhor aproveitamento do tempo.
       
      Às vésperas da viagem consegui uns guias do meu colega de trabalho Fernando, e no 13 de fevereiro de 2015 finalmente peguei meu mochilão (dessa vez não esqueci da câmera) e segui para o aeroporto, com uma carona do meu vizinho Marco e outra carona no vagão refrigerado da Trensurb.
       
      Ao chegar a Buenos Aires tive que trocar de aeroporto, do Ezeiza para o Aeroparque. Quem tem conexão pela Aerolíneas pode usar o translado da empresa Manuel Tienda León de graça, mas tem que pegar um comprovante em uma sala da companhia no próprio aeroporto. Importante salientar que os horários que estão no site não são confiáveis.
       

       
      1° dia
       
      No meio de uma madrugada mal dormida no aeroporto, partiu meu voo para El Calafate. Do alto era possível ver o lindo azul contrastando com as estepes patagônicas. Cheguei no começo da manhã, dividi um táxi com uns brasileiros, já que saiu o mesmo preço do único outro transporte disponível, uma van que custava 100 pesos, e um tempo depois cheguei na locadora da Hertz, para retirar o veículo. Subi o morro para uma panorâmica da cidade.
       

       
      De lá fui para a Reserva Laguna Nimez, paraíso das aves na beira do Lago Argentino, que envolve a pequena cidade. Paguei a razoável taxa de entrada e depois do trajeto inicial meio sem graça e uma chuva fraca que insistiu em incomodar, comecei a ver espécie após espécie em uma diversidade de ambientes.
       

       
      Entre as mais de 20 fotografadas em algumas horas, constavam gaviões bastante dóceis, tanto que cheguei a ficar a menos de 3 metros de um deles.
       

       
      Também tive o primeiro contato com a fruta típica da região, o calafate, embora meio murcha e pouco saborosa por já estar no fim da época de frutificação.
       

       
      Era para eu ter encontrado ali a minha amiga Raquele, que já tinha viajado para lá antes, mas por uma falta de sincronismo nos encontramos apenas no meio da tarde no hostel em que ficaríamos, o I Keu Ken. O único ponto negativo desse lugar é para quem está a pé, pois ele fica no alto de um morro.
       
      Pegamos a estrada sentido norte até chegar ao hotel La Leona mais de uma hora depois. No caminho havia diversos cicloturistas e os primeiros bandos de guanacos e emas.
       

       
      Depois de um lanche e do atendente dizer que não poderíamos ir sozinhos no lugar em que queríamos, fomos para lá do mesmo jeito. Seguindo orientações vagas encontradas pela internet, chegamos ao vale em meio aos morros Los Hornos, onde segundo o site havia uma “depressão profunda”. Literalmente, entramos em depressão.
       

       
      Caminhando, passamos por diversas ossadas e encontramos o que eu queria, fósseis! A floresta petrificada conta com troncos fósseis de 150 milhões de anos. Só vimos poucos troncos e nenhum dinossauro, mas já foi o suficiente para ter valido a excursão.
       

       
      No caminho de volta o sol apenas começava a baixar, apesar de já ser quase 21 h.
       
      À noite, durante toda a semana, estava tendo uma festa com shows e inclusive a presença da presidenta, talvez por isso os preços estivessem tão inflacionados. Tanto que tivemos que jantar sanduíches comprados no supermercado, enquanto ouvíamos o show que nem era tão bom assim.
       
      2° dia
       
      Pela manhã chegou meu outro amigo, o Vinícius. Partimos para o Parque Nacional das Torres del Paine, no Chile. Primeiro, uma pausa para foto da paisagem insólita no mirante.
       

       
      Fizemos uma escala na metade do caminho em Esperanza, ainda na Argentina. Depois de mais uma refeição à base de sanduíche, tentamos abastecer o carro no único posto em um raio de 50 km, ou possivelmente o dobro, como nos informou o frentista que, assim como uma fila de carros, aguardava o combustível chegar sabe-se lá dentro de quantas horas. Como não tínhamos todo esse tempo, arriscamos seguir em direção ao parque.
       
      Os passageiros babavam no carro enquanto eu dirigia pela monótona estrada, quando passamos pelo vilarejo de Tapi Aike. Milagrosamente havia uma bomba de combustível ali, onde já tinha visto num relato que estava desativada. Como a esperança é a última que morre, decidimos bater na casa para ver se alguma alma nos atendia, apesar de todos os outros carros passarem direto. E não é que deu certo? Embora consideravelmente mais cara, foi nossa salvação.
       

       
      No meio da tarde chegamos às aduanas de fronteira. Como havia poucos carros e nenhum ônibus naquela hora, até que foi rápida a travessia. Não levei alimento algum pensando que teria problema, mas a única coisa confiscada foi os sachês de mel do Vini. Outro detalhe importante é que precisa de uma autorização providenciada pela locadora para cruzar a fronteira, a um custo adicional.
       

       
      O primeiro vilarejo no Chile é Cerro Castillo. Possui uns 4 comércios de mantimentos apenas. O primeiro e mais turístico é caríssimo, só o utilize para fazer o câmbio. Indico esse amarelo da foto, ali o preço cai pela metade e aceita cartão de crédito. Não leve água, pois há disponível e puríssima durante todo o circuito, e cada kg a menos é muito precioso.
       

       
      Depois do estoque feito e mais uns quilômetros à frente, entramos na área do parque, cercada por lagoas de diversas cores, como a Laguna Amarga, com alta salinidade e lar dos belos flamingos.
       

       
      Na portaria de mesmo nome, tivemos a péssima notícia de que havíamos chegado tarde demais para escalar as Torres del Paine. Dessa forma tivemos que acampar no camping da hostería Las Torres e replanejar o roteiro para compensar as cerca de 5 h perdidas que faríamos naquele dia. Os campings do parque custam todos em torno de 8000 pesos chilenos, nada se comparado ao preço dos alimentos, então leve o seu junto, nem que seja daquela lojinha na fronteira.
       
      Havia uma quantidade impressionante de gringos espalhados entre o camping, o refúgio e o hotel. Assim como nos demais campings pagos, havia água quente e eletricidade, mas não tive tempo para carregar minha câmera. Inauguramos a barraca de luxo da Raquele, enquanto o Vini ficou com minha toca do Gugu emprestada. E ali começou a aventura de se dormir em um chão pedregoso sem um isolante, ao menos em meu caso.
       
      3° dia
       
      Iniciada a caminhada com a subida dos belos morros. Logo percebi que o vento forte traria algum estrago. Dito e feito, ele arrebentou a solda do painel solar que tinha levado para carregar a câmera e o celular. Ali começou o primeiro racionamento, o de energia elétrica (o de energia humana viria posteriormente).
       

       
      Conheci as duas frutinhas vermelhas que cresciam junto ao solo e que fariam parte da minha alimentação durante essa jornada, a chaura e a murtilla, levemente doces e ácidas.
       

       
      Logo percebi que o ritmo de um dos integrantes não seria o mesmo do meu, ainda mais com o peso extra na respectiva mochila. Começou a preocupação com o tempo, já que percorreríamos uma distância bem maior do que a praticada por outros visitantes em um dia.
       
      Continuamos subindo, passando pelo acampamento Chileno, onde trombamos com um casal carioca e com a placa oficial de entrada.
       

       
      Comi um cogumelo bege que achei no chão e após passar a entrada do acampamento Torres, segui com os cariocas até a parte mais exposta ao vento, onde fiquei descansando por uns minutos até meus amigos chegarem. Ao completar o trecho mais íngreme, avistamos a incrível paisagem do lago glacial e dos pilares graníticos com neve em suas bases. Não há como expressar em fotos a grandiosidade daquela cena.
       

       
      Ainda tivemos sorte de presenciar outro fenômeno, uma tromba d’água, que pegou todos desprevenidos.
       
      Almoçamos por ali enquanto contemplávamos a paisagem e depois descemos pelo mesmo caminho por algumas horas até a bifurcação para ir ao acampamento Los Cuernos. A trilha de todo o circuito é razoavelmente bem sinalizada, embora as placas estejam voltadas para quem faz o trajeto em sentido contrário (a grande maioria). Assim, quando havia uma bifurcação, só sabíamos o caminho certo ao chegar ao seu final. Ainda bem que tínhamos GPS no celular, e que a bateria dele durou todo o tempo necessário.
       

       
      Caminhamos por longas horas durante esse trecho quase plano de 11 km. Quando o dia ameaçava terminar, cruzamos o último morro e vimos o acampamento de um lado e outra tromba d’água no lado oposto. Com o atraso em nosso itinerário, tivemos que acampar novamente em um lugar pago. Assim que terminamos de armar as barracas, a noite chegou. Meus amigos jantaram seus miojos de copo enquanto eu fiquei com as sobras e um sanduíche de queijo e presunto.
       
      Depois de um banho quente e uma contemplada num dos céus mais bonitos que já vi na vida, parti para a cama, ou melhor, saco de dormir. Vini não teve tanta sorte, preocupado acompanhando um rato que apareceu atrás de sua barraca.
       
      Distância percorrida no dia: 26 km.
       
      4° dia
       
      Amanheceu um dia chuvoso e mais frio que o anterior. Nesse momento meus lábios já haviam ressecado o suficiente para rachar, e a situação só foi piorando, já que não tinha nada para botar neles. Em virtude de nosso atraso, decidimos que somente eu percorreria a segunda perna do circuito W, os demais seguiriam ao acampamento Paine Grande a 13 km e nos encontraríamos lá no fim do dia.
       

       
      Com isso, enquanto eles descansavam, tomei um litro de leite e coloquei a roupa impermeável para a caminhada. Pouco depois surgiu o sol, que me obrigou a trocar as vestimentas novamente.
       
      Continuei ao longo do belo Lago Nordenskjöld, já mirando o Cerro Paine Grande.
       

       
      Passei o acampamento Italiano, onde começava a subida do Vale do Francês. A difícil ascensão margeava um rio, geleiras e o cume da montanha, de impressionantes 3050 metros, ligeiramente superior à mais alta montanha brasileira.
       

       
      Nessa hora tive que pôr novamente uma roupa mais propícia ao frio e vento que fazia. Parei para comer uma maçã no mirante intermediário, de onde a maioria dos caminhantes e seus bastões não passam, e continuei subindo. Já estava bastante cansado e até um pouco atrasado no horário, quando fui agraciado por uma precipitação diferente. Pela primeira vez na vida presenciei a neve caindo sobre mim!
       

       
      O êxtase me deu forças para o trecho final mais duro, até o Mirador Británico. Infelizmente o clima frio e nublado não ajudou nas fotos e esgotou a bateria da minha câmera novamente, restando o guerreiro celular. Paciência, mas fiquei bem de boa lá no topo enquanto almoçava e admirava a paisagem sem uma viva alma em volta.
       

       
      A possível continuação da trilha estava fechada, então tive que descer. Atravessei a extensa floresta carbonizada, resultado de um incêndio de grande proporção causado por um israelense em 2012, fato que motivou a proibição de fogueiras no parque.
       

       
      Novamente no final da tarde, cheguei ao acampamento. Depois do jantar provamos o excelente licor de calafate que tínhamos comprado na fronteira, recomendo!
       
      Como não havia árvores no camping, o vento soprava mais forte, tanto que praticamente destruiu nossa outra barraca.
       
      Distância percorrida no dia: 23 km.
       
      5° dia
       
      Esgotado das noites mal dormidas e caminhadas sem fim, partimos para o terceiro e esperado último dia de trilhas.
       
      Um aviso de amigo, não experimentem brincar com a flor da foto abaixo. Isso me custou um bocado de tempo para conseguir remover os espinhos que grudam individualmente na roupa.
       

       
      Continuando, avistamos belos icebergs na borda do Lago Grey, sinal de que a geleira estava se aproximando.
       

       
      E foi bem isso. Um pouco depois chegamos ao mirador do Glaciar Grey, onde a longuíssima geleira avança sobre o lago de mesmo nome e sobre uma ilha que a contém.
       

       
      Naquele momento, decidimos que não iríamos até o refúgio Grey, pois o horário do barco não era compatível com o nosso. Assim, voltamos até o Paine Grande e descemos até o acampamento Las Carretas, um dos trechos menos frequentados do parque e já fora do circuito W.
       

       
      Apesar das belas paisagens iniciais, a maior parte dos 17 km seguintes seria bastante monótona, uma pradaria sem fim, com poucas aves passando. Ao menos o trajeto era plano.
       

       
      Ao chegar ao camping desprovido de qualquer infraestrutura, a decisão mais difícil: ter outra péssima noite ali ou arriscar seguir caminho e conseguir carona para voltar à outra portaria onde estava o carro, há quase 50 km dali? Escolhemos a segunda opção. Chegamos à sede do parque onde passava a estrada, mas os poucos veículos que passavam em sentido norte naquele fim de dia eram transportes dos hotéis. Com isso, tivemos que pedir clemência ao responsável pela sede, um senhor que nos deixou acampar ao lado do prédio que fica na margem do Lago Toro. O senhor foi tão gentil que até me passou a senha do wifi, e eu pude avisar para minha mãe que ainda estava vivo.
       
      Improvisamos um conserto para que a segunda barraca pudesse passar sua última noite conosco antes de ir dessa para melhor. Os únicos ruídos dessa noite foram dos ventos uivantes e dos roncos do Vini.
       
      Distância percorrida: 29 km. Total: Cerca de 78 km, com um baita peso nas costas e elevações constantes de 50 a 850 metros!
       
      6° dia
       
      Começamos bem o dia. O segundo carro que passou, com um simpático casal de italianos, deu carona para nós e para nossas mochilas até a portaria do parque.
       
      Uma hora depois lá estávamos de volta. Juntamos os últimos 8 dólares que tínhamos para pagar o translado até o hotel para eu retirar o carro.
       
      No caminho até a fronteira, flagramos um bando de condores andinos.
       

       
      Depois do almoço e e da aduana, voltamos por um atalho de estrada de chão, frequentado mais por animais do que humanos.
       

       
      De volta à cidade no meio da tarde, fomos direto para o Parque Nacional Los Glaciares. O parque, pago, consiste em uma estrada que costeia um rio até a principal atração de El Calafate, o Glaciar Perito Moreno.
       
      Plataformas te deixam bem próximo da geleira, a ponto de ver e ouvir com clareza os pedaços de gelo se partindo e desabando na água.
       

       
      As colunas de gelo de 60 m de altura que se estendem por até 5 km e que crescem e se despedaçam constantemente, são mais uma paisagem indescritível, especialmente durante o pôr-do-sol.
       

       
      Quando saímos do parque já anoitecia. A quantidade de lebres que passa pela estrada é surpreendente. Especialmente pela rota 60, que é de chão em meio a fazendas. Cruzamos por dezenas delas, felizmente nenhuma atropelada.
       

       
      Eu e Vini dormimos no mesmo hostel de antes, enquanto que Raquele, que ficaria mais um dia na cidade, foi para outro.
       
      7° dia
       
      Cedinho pegamos o voo para Ushuaia, ou “Uçuaia”, como dizem os argentinos. Peguei umas dicas valiosas no centro de informações do aeroporto e, claro, carimbei meu passaporte com o selo do fim do mundo.
       
      Como Ushuaia é uma zona franca, as coisas custam consideravelmente mais barato que em El Calafate. Sendo assim, consegui finalmente almoçar de verdade, no restaurante El Turco, que fica na principal avenida do centro, a San Martín. Ushuaia não tem o mesmo charme de El Calafate, mas ainda assim é agradável. Dentro das construções climatizadas, claro, pois os ventos e baixas temperaturas limitavam as caminhadas, sobretudo em dias nublados e à noite.
       

       
      Reservamos o passeio pelo Canal de Beagle, escolhendo o de 750 pesos, que passava pelas ilhas dos passeios padrão e mais a dos pinguins. Estava um pouco receoso pelo alto custo, mas posso dizer que valeu muito a pena. O passeio de quase 7 h começa passando por ilhotas cobertas de colônias de aves, principalmente o cormorão, que à distância parece um pinguim. Além destes, há gaivotas, trinta-réis, albatrozes, entre outras espécies menos frequentes.
       

       
      Pouco à frente fica a Ilha dos Lobos Marinhos, que abriga algumas dezenas desses animais tranquilos.
       

       
      Continuando, se passa pelo Farol Les Eclaireurs e mais outro bando de aves iguais continuando por um bom trecho sem ilhas, com raros povoados no lado argentino do canal e o vilarejo de Puerto Williams, que disputa com Ushuaia o título de cidade mais austral do mundo, e talvez não o seja pelo fato da população ter menos de 3000 habitantes, sendo a maioria militares e pescadores.
       

       
      Em seguida a embarcação passa por uma estrutura geológica formada na glaciação, e após contorná-la, chega ao destino final, a Ilha Martillo, mais conhecida como Pinguinera.
       

       
      Incontáveis pinguins-de-magalhães se reúnem nesse pedaço de terra como parte do seu ciclo de vida, e nos brindam com essa exibição incrível. Junto a eles aparecem algumas aves oportunistas, como escuas e urubus, além de 2 outras espécies de pinguim: o Papua, que é a ave mais veloz na água, e o Rei, que é mais raro e maior que os outros que passam por lá.
       

       
      Quem tem muita sorte, como a Raquele que foi no dia seguinte, consegue ver alguma baleia pelo meio do canal. Para os demais, resta o longo retorno assistindo documentários sobre a Terra do Fogo e os pinguins na cabine climatizada, ou então babando no sofá como meu amigo.
       
      À noite, eu e Vini jantamos em um lugar animado da Av. San Martín chamado Chester. Comi eu queria muito comer queijo Roquefort, uma iguaria barata na Argentina, pedi uma pizza de 4 queijos só para mim, já que ele não queria. Enquanto comíamos e tomávamos a ótima cerveja vermelha da marca local Beagle, passava um pot-pourri de clipes de rock das décadas passadas. É um bom lugar para um esquenta.
       

       
      Retornamos em seguida ao bom hostel Yakush para dormir em seus colchões moles.
       
      8° dia
       
      Às 10 h pegamos o transporte que sai de hora em hora da estação rodoviária para o Parque Nacional da Terra do Fogo. Duzentos pesos para ida e volta e mais 100 para entrada no parque.
       
      Começamos pela trilha que segue pela costa da Baía Lapataia, em meio às 3 espécies de árvore do gênero Nothofagus, as mesmas que havia em Torres del Paine. Não possuía grandes novidades, além de alguns passarinhos, chumaços de algas-pardas, mexilhões e grãos de areia acinzentados.
       

       
      Em meio à trilha estávamos morrendo de calor pela quase ausência de vento, mas quando fomos para as demais o tempo virou. Veio uma brisa do capeta e uma chuva bem chata.
       
      Uma das trilhas levava até um observatório de aves, embora nenhuma nova naquele dia. A outra até uma turfeira gigante, causada pela matéria orgânica lentamente sendo decomposta no frio e umidade do lugar.
       

       
      A última trilha nos mostrava o estrago causado pelos castores, resultado de mais uma introdução de espécie exótica desastrosa. A castoreira represa a água em um ponto e alaga uma baita área, onde morrem essas árvores de lento crescimento.
       

       
      Retornando, ainda tivemos sorte de observar uma raposa se alimentando.
       

       
      Nosso transporte de volta sairia às 19 h, como ainda tinha um bom tempo fomos até a cafeteria que ficava um pouco distante. Chegamos às 18:05 h, e para nossa surpresa, já estava fechada! Assim, tivemos que aguardar na sarjeta junto com um chinês maluco que ficava fotografando cavalos em atividade de cópula a nossa frente.
       
      No retorno ao hostel conhecemos uma dupla de brasilienses, Edgar e Conceição. Tentamos ir a um pub, mas o lugar não aceitava cartão de crédito, estava cheio e era quente demais. Com isso, eu e Vini jantamos no mesmo lugar da outra noite e depois degustamos um bom vinho que a dupla nos ofereceu no albergue, enquanto o staff reclamava o tempo todo da nossa conversa que beirava uns 50 decibéis. Apesar desse cara chato, a ruiva da manhã é bastante simpática.
       
      9° dia
       
      Vini partiu de manhã cedo de volta ao Rio.
       
      Depois de um café-da-manhã reforçado, lamentavelmente sem frutas como no albergue anterior, saí para uma caminhada. Infelizmente escolhi o dia errado para as compras, pois no domingo a maioria das lojas, inclusive as de equipamentos de aventura, estava fechada. Consegui apenas comprar souvenires e ir ao supermercado pegar um bocado de alfajores de 4 pesos cada.
       
      Na ida para o almoço, encontrei Raquele voltando de um passeio e ela encontrou outra brasileira que tinha conhecido na viagem. Fomos os 3 almoçar no Banana Bar. O lugar também sai bem em conta, mas precisa urgentemente de mais de uma garçonete para atender todo mundo. Provei a outra marca de cerva, a Cape Horn. Boa, mas ainda fico com a Beagle.
       

       
      No retorno, pausa para um chocolate quente. Depois disso fiquei matando o tempo no albergue, pois estava cansado para ainda visitar o Cerro Martial, a outra atração da cidade, e sem dinheiro vivo para os museus. Peguei o táxi e quando fui embarcar descobri que tinha uma maldita taxa de 28 pesos separada da passagem para pagar em dinheiro.
       
      USH-AEP, EZE-POA e finalmente de volta direto ao trabalho!
       

       
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