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xexelo

De Curitiba a Ushuaia com uma Ranger CD 2.5 diesel.

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23º dia – 17/01 – Puerto Natales a Torres Del Paine a El Calafate. + ou - 460 Km

 

Este foi o dia mais emocionante e belo da minha vida até aqui. Senti a grandeza e a beleza da mãe natureza que Deus nos deu.

Não saímos muito cedo de Puerto Natales. Seriam 197 km até o final da estrada dentro do Parque Torres Del Paine e mais uns 260 até El Calafate. O que por aqui é tranquilo por causa do sol que se põe mais tarde.

Decidimos entrar por Cerro Castillo pois nas minhas pesquisas este é o caminho de maior beleza. Decidimos ignorar a Cueva Del Milodon em prol do resto da beleza do parque. Não nos arrependemos.

A partir de Cerro Castillo tem apenas 25 km mais ou menos de asfalto, depois é só rípio. A beleza do lugar te faz esquecer este incomodo.

Sem brincadeira, correndo o risco de parecer piegas, quase chorei ante tanta beleza que presenciei. É um lugar pra ser apreciado com mais tempo, e não de bate e volta como nós fizemos. Realmente é uma pena que nosso tempo ficou curto em virtude dos problemas que tivemos.

Aquelas montanhas de rocha e gelo entremeadas de lagos de cores diferentes enche os olhos e nos faz pensar em Deus. Ninguém mais poderia conceber tamanha beleza.

Não vou me estender tentando descrever o indescritível, só vindo ver para entender.

No parque fomos até o final da estrada que vai até perto de onde se embarca para o passeio ao Glaciar Grey. Tiramos milhares de fotos e o dia colaborou, pois apesar de parcialmente nublado havia muitos momentos de sol e as montanhas quase não ficaram encobertas pelas nuvens.

Saimos do parque as 17:30 h mais ou menos e seguimos rumo a El Calafate. Passamos facilmente pela aduana e pegamos um trecho de uns 20 km de rípio. Pegamos mais um trecho de asfalto, seguido de 66 km de rípio novamente. Depois voltamos ao asfalto para mais alguns kms.

Chegamos a El Calafate e procuramos um hotel. Achamos um simplesinho logo na entrada e ficamos.

A única nota triste do dia é que eu percebi que estávamos perdendo potencia na Ranger e verifiquei uma ruptura parcial da mangueira do turbo… Amanhã teremos q procurar conserto e não ir passear

Mais um problema para resolver nesta louca viagem.

 

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24º e 25º dias – 18 e 19/01 – Dia vago e dia de Geleiras. 200 Km

 

Sexta dia 18.

Dia 18 tivemos que achar alguém que resolvesse o problema da Ranger (mais um). Como falei antes a mangueira do turbo se rompeu.

Rodamos a cidade e não achamos a mangueira em lugar algum, o jeito foi procurar alguma mecânica. Indicaram-nos uma empresa chamada Pejcovick cujo lema é “una montana de soluções”. Lá eles fizeram o que chamaram de bypass, cortaram a mangueira e colocaram dentro outra, de menor bitola só que rígida, e nas pontas colocaram abraçadeiras fixando tudo. Também soldaram um suporte do estribo direito que estava rachando e ajudaram com o suporte do escapamento.

“Resolvidos” os problemas (depois explico as aspas), fomos passear na principal avenida de El Calafate e resolvemos que merecíamos uma refeição diferente. Fomos comer uma Parrila (churrasco) com cordeiro patagônico. O resto do dia só descansamos e fomos a uma agência de turismo para contratar o passeio Rios de Hielo para o dia seguinte, sábado.

 

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Sábado dia 19.

Acordamos cedo, pois teríamos que estar no porto de Punta Bandeira as 8:30 h. Eu fui na onda da moça da agência e fui só de blusa de lã, maior besteira… Saímos e então eu lembrei q não tinha pedido um mapa para ir até o porto. Perdi uns 5 minutos achando no GPS só olhando no mapa. Saímos então com pressa e acelerando.

De repente na estrada ouve-se um “psssssisiisiisisiss” bem alto… Era a mangueira do turbo escapando da “solução” que fizeram na Pejcovick… Como não daria tempo de corrigir o problema ali, seguimos assim mesmo sem o turbo, o que deixa a Ranger bem lenta em subidas e mesmo nas retas.

Chegando ao embarcadouro fomos logo pagando a entrada do parque e entramos no barco 5 que fazia o nosso passeio. Saimos antes de todos os barcos que lá estavam, mas apenas pq eramos o mais lento deles. Os outros não tardaram em passar a nossa frente pois fariam o passeio completo com todos os glaciares. Explico: o passeio Rios de Hielo não vai ao Glaciar Perito Moreno, nós achamos desnecessário já que as passarelas vão até mais perto do que um barco poderia ir e daria para ir no mesmo dia sem ter que pagar outra entrada de parque.

A navegação correu tranquila, com o barco parando para fotos em frente ao iceberg furado das fotos que postei e para pegar gelo para tomarmos um whisky 12 anos (acho kkk). Passei o maior frio da minha vida. Apesar do céu azul e o sol brilhante, íamos contra o vento que vinha dos glaciares e aquilo me gelava a alma… Muiiiiiiiiiiito frio. Tanto é q não tirei tantas fotos quanto em Torres de Paine, tirei apenas umas 500…

Fomos a 2 glaciares, o Upsala e o Spegazzini. Não da pra descrever em palavras a beleza dos glaciares, só vendo pra saber. Recomendações máximas, junto com TDP de uma viajem inesquecível. Foram 7 horas de navegação que só foram chatas após sairmos da visão daquelas montanhas grandiosas e pegarmos o canal direto ao porto.

Descemos no porto e fomos na Ranger e só ai é que olhamos o cano do turbo que tinha escapado do Bypass. Tocamos assim mesmo pois tínhamos que ir por terra ao Glaciar Perito Moreno.

Então devagar e sempre seguimos os 40 km de sobe e desce cheio de curvas até o estacionamento da entrada do glaciar. Lá estava lotado. O local tem muitas passarelas de metal e madeira que percorrem uns 2 km pelo meio dos bosques e terminam numa série de balcões onde vc pode tirar centenas de fotos a uma distância de poucas centenas de metros. Chega até mais perto do que os barcos na água. Pena que a passarela que chega mais perto do glaciar estava fechada pois havia o risco de um arco de gelo formado por ela se romper e jogar pedaços de gelo a uma distância de até 200 m.

De início o tio Mário não me acompanhou no passeio pois ele estava com muitas dores. Assim eu segui sozinho pelo lado esquerdo das passarelas. Quando eu estava chegando ao lado esquerdo delas, lá estava o tio num dos balcões. Fiquei feliz pq não queria que ele perdesse esta beleza.

Tirei muitas fotos e tbm fiz alguns vídeos de gelos se desprendendo e caindo na água com um estrondo alto. Saímos de á as 19:00 h pq tínhamos q pegar as roupas que deixamos na lavanderia.

 

Ps.: Soubemos dias depois pelos jornais e internet que a ponte de gelo q ameaçava ruir caiu as 19:18 h… Ou seja 18 minutos depois de sairmos dali ….. Não pudemos ver este espetáculo da natureza por causa das roupas lavadas…

Foi mais um dia maravilhoso nesta viajem de problemas e belezas. Afinal nem sempre temos apenas as rosas, sempre haverão os espinhos pela frente.

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Esqueci destas fotos (clichê) dos tripulantes do barco "pescando" um pedaço de gelo do lago para servir com Whisky para os passageiros. ::hahaha::

 

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26º e 27º dia 20 e 21/01 – El Calafate a Rio Mayo a Bariloche.

 

Dois dias de deslocamento e muito pó.

 

Dia 20/01 751 Km

 

Seguimos pela manhã de El Calafate para Perito Moreno pela famosa Ruta 40. De El Calafate até Três Lagos está tudo asfaltado (2013).

De Três lagos a Gobernador Gregores tem um trecho grande de terra, uns 160 kms (rípio) e poucos kms antes da cidade são de asfalto. Uma dica, não tente entrar na parte de asfalto recém feito que sempre a poucos kms ele estará bloqueado e vc terá q voltar pro desvio ao lado da estrada e as vezes tendo que voltar por onde entrou kms atrás.

Uma nota interessante desta rota é q estava um calor danado (pelo menos agora). Um deserto abrasador. No entanto ao longe podemos enxergar as montanhas com neve em seus picos. Uma visão desconcertante com o calor de 36 ou mais que encontramos.

Em Gobernador comemos um sanduiche na praça central, a seguir fomos para Perito Moreno com grandes trechos de terra. Acredito que uns 50 a 60% de asfalto o resto é de terra (2013).

De Perito Moreno seguimos a Rio Mayo, pois estávamos adiantados. Este trecho somente os últimos 36 km eram de rípio.

Em Rio Mayo posamos no residencial El Viejo Covadongo. Este hotel engana, parece um muquifo por fora, mas por dentro é mui hermoso (é muito bonito e bom tbm em 2013). Recomendo.

 

Dia 21/01 674 Km

 

Mais deslocamento. Seguimos de Rio Mayo a El Bolson.

 

Saímos de Rio Mayo tarde pois tivemos q esperar o lubricentro abrir para mais uma vez completar o óleo da caixa. Após isso pegamos estrada, desta vez toda asfaltada, para El Bolson.

No caminho, antes da cidade de Tecka, começamos e ver uns fenômenos estraños nos campos, grandes nuvens de pó só que sem algo que as causasse. Mais a frente começamos a ver em vários lugares do campo redemoinhos de pó de maior ou menor tamanho que se formavam do nada e cresciam numa grande bola de poeira no meio do campo. Talvez o que esteja causando isso é q estávamos mais perto da cordilheira do Andes e como estava muito calor o vento frio das montanhas descia e dava de encontro com o calor das baixadas formando os redemoinhos.

Antes de chegarmos a El Bolson resolvemos dar uma passada em Esquel q fica uns 10 km a frente da rota que queríamos fazer para ver se achávamos a mangueira do turbo. Depois do nosso reaperto no Bypass e da colocação de diversas braçadeiras, mesmo assim mangueira estava vazando um pouco e isso faz a Ranger perder força e consumir mais. Entramos na cidade e de informação em informação chegamos a uma loja que tinha a mangueira. Compramo$$$$ (bem mais caro que sairia aqui no Brasil) e decidimos colocá-la mais tarde.

Seguimos para El Bolson por entre montanhas que ainda tinham neve em seus picos. Isso contrastava muito com o calor de deserto que estávamos sentido na estrada.

Lá completamos o óleo da caixa e fomos ao mercado comprar a janta. Depois fomos procurar hotéis, porém cada lugar q perguntávamos estava cheio. A cidade estava lotada e o que tinha lugar o preço não era compatível com nosso bolso em El Bolson…

Resolvemos seguir para Bariloche. A estrada era linda, mas estava escurecendo o que fez com que perdêssemos parte do espetáculo.

Uma pena. Chegamos a Bariloche durante a noite, e é difícil achar hospedagens no escuro. Achamos um quarto no Hostel Marcopolo inn. Lugar de mochileiros e outros loucos, mas era mais barato que em El Bolson. Muitas nacionalidades misturadas num só lugar. A recepcionista falava 5 línguas e arranhava o português.

Dormimos tarde embalados por um vinho pinot noir.

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