De olho nas Olimpíadas de 2008 que vão se realizar em Pequim, o governo da China anunciou um investimento de 600 milhões de yuans - cerca de US$ 74 milhões - em todos os monumentos e lugares considerados patrimônios históricos na cidade. Nada menos do que 22 palácios, templos e parques entraram em obras de reparos para receber os milhões de estrangeiros que vão inundar o país em 2008 para os Jogos Olímpicos. Trata-se da maior operação plástica feita em Pequim desde que foi escolhida pela primeira vez como capital da China, após os mongóis conquistarem o país, há sete séculos.
Oque não significa que a visita à cidade só se justifique depois das Olimpíadas. Muito pelo contrário. Com seu crescimento vertiginoso, a China virou assunto obrigatório em todos os países ocidentais e é um lugar para se estar agora. Pequim é o epicentro deste país tão diferente do Brasil e que encanta justamente pela mistura de tradições milenares e a necessidade de se modernizar rapidamente. Alguém se lembra de que quando o cartunista Henfil publicou o livro "Henfil na China", em 1980, a Coca-Cola tinha acabado de entrar no país?
E fique tranqüilo. Ainda que a maioria dos lugares que já serviram de cenário para filmes lendários sobre a China - como "O último imperador", de Bernardo Bertolucci, ou "O tigre e o dragão", de Ang Lee - esteja em obras nos próximos anos, os monumentos de Pequim não estarão cobertos por uma grande tela de plástico e fechados à visitação. Por uma razão simples: os lugares históricos são enormes e apenas parte deles será renovada a cada ano, de modo que todos permaneçam abertos. Só a Cidade Proibida, por exemplo, tem 720 mil metros quadrados e mais de nove mil quartos. A Grande Muralha, na verdade um conjunto de vários imensos muros rasgando a China de Leste a Oeste, tem mais de seis mil quilômetros de extensão.
Maratona para receber visitantes
Gilberto Scofield Jr.
CORRESPONDENTE
De olho nas Olimpíadas de 2008 que vão se realizar em Pequim, o governo da China anunciou um investimento de 600 milhões de yuans - cerca de US$ 74 milhões - em todos os monumentos e lugares considerados patrimônios históricos na cidade. Nada menos do que 22 palácios, templos e parques entraram em obras de reparos para receber os milhões de estrangeiros que vão inundar o país em 2008 para os Jogos Olímpicos. Trata-se da maior operação plástica feita em Pequim desde que foi escolhida pela primeira vez como capital da China, após os mongóis conquistarem o país, há sete séculos.
Oque não significa que a visita à cidade só se justifique depois das Olimpíadas. Muito pelo contrário. Com seu crescimento vertiginoso, a China virou assunto obrigatório em todos os países ocidentais e é um lugar para se estar agora. Pequim é o epicentro deste país tão diferente do Brasil e que encanta justamente pela mistura de tradições milenares e a necessidade de se modernizar rapidamente. Alguém se lembra de que quando o cartunista Henfil publicou o livro "Henfil na China", em 1980, a Coca-Cola tinha acabado de entrar no país?
E fique tranqüilo. Ainda que a maioria dos lugares que já serviram de cenário para filmes lendários sobre a China - como "O último imperador", de Bernardo Bertolucci, ou "O tigre e o dragão", de Ang Lee - esteja em obras nos próximos anos, os monumentos de Pequim não estarão cobertos por uma grande tela de plástico e fechados à visitação. Por uma razão simples: os lugares históricos são enormes e apenas parte deles será renovada a cada ano, de modo que todos permaneçam abertos. Só a Cidade Proibida, por exemplo, tem 720 mil metros quadrados e mais de nove mil quartos. A Grande Muralha, na verdade um conjunto de vários imensos muros rasgando a China de Leste a Oeste, tem mais de seis mil quilômetros de extensão.