Já se sentiu como um caminhoneiro? Dirigindo a cerca de 70 km por hora (e máximo 20 km na subida), acenando para os motoristas ansiosos e não muito felizes com a sua lentidão...mas sabe o quê? Você decide continuar a sua jornada e simplesmente não se importa? Pois é, eu nunca fui caminhoneira, mas este seria o meu retrato geral e foi assim que me senti na Motorhome em que viajamos ao redor da Ilha Norte da Nova Zelândia, por 20 dias.
A viagem se iniciou em Auckland, portal de entrada do país e uma das cidades mais populosas da Nova Zelândia. O plano era primeiramente subir rumo a Cape Reinga no extremo norte em que você pega estrada de terra nos últimos 19 km. O nome do local vem da palavra dos primeiros habitantes do país ( os maoris) "Reinga", que significa "Submundo". Acredita-se que lá os espíritos dos mortos entram no submundo. Certamente quando se está no Farol e olha-se para o infinito do Oceano Pacífico e Mar da Tasmânia onde eles se convergem, você realmente se sente no fim do mundo. Na região você tem a oportunidade de conferir as gigantes dunas e descê-las de prancha. Foi aí que tivemos o nosso primeiro problema com a van: a água estava congelada! Por estarmos localizados na ponta da Ilha, haviam ventos que poderiam derrubar uma árvore. A van chaqualhava tanto, que mal dormimos.
Nossa motorhome não era uma das maiores. Na estrada vi verdadeiras casas ambulantes. De qualquer forma, a van possuía sofá que se transformava em cama, fogão de 2 bocas, pequena pia, frigobar, utensílios para cozinha, banheiro e chuveiro. Perfeito para lhe dar a liberdade de parar nos lugares mais remotos e imagináveis, além da economia com a acomodação e alimentação. Entretanto quando liguei o chuveiro para um delicioso banho, a água dava para congelar a alma. Resolvi não me estressar e usar a velha e boa tática da minha mãe quando falta energia no Brasil: esquentar água no pote e tomar banho de canequinha. Com a van não é necessário ter eletricidade, já que tudo funciona a gás ou motor do carro. Todavia, pelo menos algumas vezes ficamos hospedados em parque para vans afim de tomar um banho decente e lavar roupa. Nestas acomodações você encontra máquinas de lavar e secar que funcionam a base de moedas.
Depois de percorrer o topo da ilha, descemos pela costa oeste na região de Raglan, Waitomo e New Plymouth. Percorremos o centro da Ilha via vulcão Tongariro e seguimos até Napier, na costa leste. Foram mais de 4000 km percorridos e uma coisa é certa: A Nova Zelândia é realmente um país de muitas facetas, ou melhor, vários países dentro de um só. Esquiamos numa tarde e na seguinte fizemos caiaque no mar. De biquini e short.
Visitamos diversas cidades, vilas maoris, paramos a nossa van para dormir em zonas rurais e em praias. Tomamos banho de lama e visitamos águas termais com mais de 70 graus de temperatura, direto da terra e dos vulcões dormentes em Rotorua. Descemos de rapel dentro de caverna para apreciar a beleza dos Glowworms - raramente você irá visitar algum lugar subterrâneo onde a vista é ainda mais surpreendente do que aquilo que você pode ver acima do chão! Existe uma vasta rede de cavernas exibindo estalactites, estalagmites e larvas que brilham no escuro e parece um céu estrelado. Meu Deus, o país é realmente uma caixinha de surpresas! Fabuloso!
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100117033744.JPG 500 332.383665717 Legenda da Foto]Nossa van no Ninety Mile Beach. [ ].[/picturethis]
Já se sentiu como um caminhoneiro? Dirigindo a cerca de 70 km por hora (e máximo 20 km na subida), acenando para os motoristas ansiosos e não muito felizes com a sua lentidão...mas sabe o quê? Você decide continuar a sua jornada e simplesmente não se importa? Pois é, eu nunca fui caminhoneira, mas este seria o meu retrato geral e foi assim que me senti na Motorhome em que viajamos ao redor da Ilha Norte da Nova Zelândia, por 20 dias.
A viagem se iniciou em Auckland, portal de entrada do país e uma das cidades mais populosas da Nova Zelândia. O plano era primeiramente subir rumo a Cape Reinga no extremo norte em que você pega estrada de terra nos últimos 19 km. O nome do local vem da palavra dos primeiros habitantes do país ( os maoris) "Reinga", que significa "Submundo". Acredita-se que lá os espíritos dos mortos entram no submundo. Certamente quando se está no Farol e olha-se para o infinito do Oceano Pacífico e Mar da Tasmânia onde eles se convergem, você realmente se sente no fim do mundo. Na região você tem a oportunidade de conferir as gigantes dunas e descê-las de prancha. Foi aí que tivemos o nosso primeiro problema com a van: a água estava congelada! Por estarmos localizados na ponta da Ilha, haviam ventos que poderiam derrubar uma árvore. A van chaqualhava tanto, que mal dormimos.
Nossa motorhome não era uma das maiores. Na estrada vi verdadeiras casas ambulantes. De qualquer forma, a van possuía sofá que se transformava em cama, fogão de 2 bocas, pequena pia, frigobar, utensílios para cozinha, banheiro e chuveiro. Perfeito para lhe dar a liberdade de parar nos lugares mais remotos e imagináveis, além da economia com a acomodação e alimentação. Entretanto quando liguei o chuveiro para um delicioso banho, a água dava para congelar a alma. Resolvi não me estressar e usar a velha e boa tática da minha mãe quando falta energia no Brasil: esquentar água no pote e tomar banho de canequinha. Com a van não é necessário ter eletricidade, já que tudo funciona a gás ou motor do carro. Todavia, pelo menos algumas vezes ficamos hospedados em parque para vans afim de tomar um banho decente e lavar roupa. Nestas acomodações você encontra máquinas de lavar e secar que funcionam a base de moedas.
Depois de percorrer o topo da ilha, descemos pela costa oeste na região de Raglan, Waitomo e New Plymouth. Percorremos o centro da Ilha via vulcão Tongariro e seguimos até Napier, na costa leste. Foram mais de 4000 km percorridos e uma coisa é certa: A Nova Zelândia é realmente um país de muitas facetas, ou melhor, vários países dentro de um só. Esquiamos numa tarde e na seguinte fizemos caiaque no mar. De biquini e short.
Visitamos diversas cidades, vilas maoris, paramos a nossa van para dormir em zonas rurais e em praias. Tomamos banho de lama e visitamos águas termais com mais de 70 graus de temperatura, direto da terra e dos vulcões dormentes em Rotorua. Descemos de rapel dentro de caverna para apreciar a beleza dos Glowworms - raramente você irá visitar algum lugar subterrâneo onde a vista é ainda mais surpreendente do que aquilo que você pode ver acima do chão! Existe uma vasta rede de cavernas exibindo estalactites, estalagmites e larvas que brilham no escuro e parece um céu estrelado. Meu Deus, o país é realmente uma caixinha de surpresas! Fabuloso!
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