Olá viajante!
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Eu e mais duas amigas saímos do Rio no dia 20 de fevereiro rumo a Natal, a cidade do sol. Uma viagem de 10 dias para conhecer Natal, Pipa e João Pessoa. Muitas informações para o planejamento da viagem foram colhidas daqui do Mochileiros.com, então como forma de agradecimento e quem sabe um modo de ajudar outras pessoas, deixo aqui meu relato.
Ah, coloquei os valores de vários "acessórios" dos passeios para terem uma idéia de quanto pode custar um passeio mas não significa que eu os fiz. Como exemplo, cito as fotos de Maracajaú (não comprei).
Nosso perfil de viagem é econômica com um certo conforto (difícil mas é possível, visto que já não somos adolescentes). O trio é composto de uma louca por planejamento e planilhas (eu), uma pechincheira e amante de praias e outra que gosta de viagens num ritmo mais lento, com dias reservados somente para descanso em hotel/pousada. As duas primeiras preferem preencher o dia inteiro com passeios, sendo que eu à noite prefiro descansar, enquanto a minha amiga prefere sair.
1º Dia (21fev, dom): Chegada a Natal. Ponta Negra e City-tour
Nosso vôo chegou à meia-noite. Hospedamo-nos no hotel Natal Dunnas. Dormimos já pensando em conhecer a cidade no primeiro dia. Imaginem a nossa surpresa quando abrimos a porta que dá para varanda e percebemos que havia chovido na madrugada e o tempo estava nublado? Como já estávamos aqui e ficar no hotel não ia adiantar, resolvemos ir para a praia de Ponta Negra. Águas quentes, pratinhos de camarões a R$ 10 (minhas amigas se fartaram!), um clima bem agradável.
À tarde fizemos o city-tour. Eu particularmente, adoro city-tour porque tem-se uma idéia da distância entre os pontos turísticos e sabe-se um pouco da história da cidade. As duas paradas importantes são o Cajueiro de Pirangi e o Forte dos Reis Magos. Aliás foi no caminho para o forte que pegamos uma chuva daquelas! Tão forte que parecia que estava caindo granizo. Chegamos ensopadas no forte e ainda escutamos que somos pessoas de sorte, pois havíamos pegado chuva na cidade do sol! Pode?
O forte tem visitas guiadas. Vale a pena conferir.
Pontos de destaque do city-tour: o cajueiro de Pirangi, Via Costeira, Praia da Redinha, Praia dos Artistas, Praia do Forte, Ponte Newton Navarro, Forte dos Reis Magos, Porto, Centro, Feira de Artesanato no antigo presídio - onde tem o forró do turista às quintas.
Saída à noite: Tábua de Carne
Fomos à churrascaria Tábua de Carne, que oferece não somente carne como peixe e frutos do mar. Eu gostei muito do purê de queijo.
Contando palitos
Táxi do aeroporto até Ponta Negra: R$ 42,00
City-tour: R$ 55,00 pela Natal Vans
Entrada Forte dos Reis Magos: R$ 3,00
Entrada Cajueiro de Pirangi: R$ 3,00
Rodízio Tábua de Carne: R$ 26,90
Hotel Natal Dunnas - diária apt. triplo: R$ 110 (convênio com a empresa a qual trabalho).
DICAS
Dica 1: Na hora de fechar a conta, apareceu a descrição "taxa de turismo" no valor de R$ 1,00. O recepcionista do hotel explicou que todos os hotéis de Natal cobram esta taxa que é repassada à Secretaria de Turismo. O valor é de R$1,00 para cada diária. Então, na hora de planejar gastos, leve em conta este valor que apesar de ser irrisório não foi comentado pelo hotel na hora da reserva.
Dica 2: O hotel localiza-se na avenida principal de Ponta Negra, a Eng. Roberto Freire. Só que esta avenida a partir do número 3000,logo após o ponto onde estão a rua da Salsa, a farmácia Vera Cruz e o Top shopping, a avenida é uma ladeira. Nada que mate alguém mas deve ser levado em conta se viajarem com pessoas idosas, grávidas e crianças. Ah, sim...também sedentários.
Dica 3: Já foi mais que falado no site mas se tiver que optar entre a Via Costeira e Ponta Negra, hospede-se em Ponta Negra ou então prepare para gastar $$$ com táxi. Aliás, achei os táxis aqui de Natal nem um pouco baratos.
Dica 4: Gostamos do hotel (varanda com vista para o morro do Careca, piscina, internet wireless gratuita na recepção) porém temos alguns detalhes a considerar: iluminação fraca e falta de tomadas para o nosso caso, 3 pessoas.
Dica 5: Leve o filtro solar com o FPS maior que puder. Não pegamos o sol do alto verão mas o pouquinho que pegamos já deu para sentir que é barra pesada.
Dica 6: Se for fazer os passeios contratando receptivos, escolha um deles e peça desconto. O único passeio que eles não podem diminuir o valor é o de bugue pois segundo eles é tabelado. O restante dá para pechinchar. Pesquisamos a Natal Vans e a Marazul (os preços são idênticos). Fizemos uni-duni-tê e escolhemos a Natal Vans (Nada a reclamar. Os guias são ótimos. O único senão foi o dia do passeio para Maracajaú, contado a seguir).
2º dia (22fev, seg): Punaú e Maracajaú
Estávamos inseguras se faríamos o passeio de Maracajaú hoje ou quinta, os únicos dias possíveis esta semana, com a diferença que na quinta deveríamos sair do hotel às 5h30. E havia o receio de que com o tempo nublado as águas estivessem turvas. Bom, resolvemos arriscar.
O passeio de Maracajaú seria à tarde, visto que o pico da maré baixo seria às 14h, altura 0,8m. Então, os receptivos fizeram primeiro o passeio a Punaú e depois Maracajaú.
Punaú é um lugarejo da cidade de Rio do Fogo, litoral norte de Natal. Após algum tempo passando por uma BR-101 bem conservada , pegamos por alguns minutos uma estrada de terra até a entrada de um hotel-fazenda. O cenário é paradisíaco: misto de rio, mar e dunas, Punaú se revelou uma grata surpresa. Coadjuvante com status de estrela principal. Lá oferecem passeios de quadriciclo, tirolesa e caiaques. Não usei nenhum destes. Preferi ficar tomando banho de rio. Quem quiser andar de quadriciclo assim que chegar ao local tem que reservar! São poucos e o passeio dura mais ou menos meia hora
Para quem vai fazer o passeio a Genipabu depois e tem medo de altura, fica a dica de fazer esta tirolesa primeiro, para ir já treinando pois a da lagoa de Jacumã é muito maior.
Maracajaú
Havia uma certa expectativa com relação a Maracajaú visto que já conhecíamos Maragogi e Porto de Galinhas. Não demos sorte. Fomos um dos últimos grupos a sair de Punaú. Chegamos justamente na pacata Maracajaú às 14h. Somente às 15h estaríamos na plataforma fixa, a 7Km da costa, com a maré já subindo. Havia muitas pessoas numa área pequena delimitada e a maioria dos peixes estava próxima a plataforma. Havia também pessoas dando comida aos peixes e neste horário, os recifes já estavam submersos. Talvez pelo mesmo motivo, a areia já estava mexida e com isso, as águas estavam turvas. E ainda teve o pessoal do mergulho com cilindro também próximo ao restante das pessoas que usavam o snorkel. Enfim, Maracajaú para mim foi um pouco decepcionante.
Fica aqui a dica de que só se deve fazer o passeio em maré bem mais baixa que 0,8m.
E que o ideal era já saber a tábua das marés antes de viajar. Outra dica é comprar as embalagens que protegem as câmeras fotográficas da água.
O passeio: O grupo chega à pacata Maracajaú e lá aguarda receber os tíquetes para embarcar na lancha. Quando o grupo é chamado, você vai para fila, entrega o tíquete e embarca na lancha. O tempo de duração da viagem é de 15 minutos. A lancha pára na plataforma fixa, onde as pessoas desembarcam aguardando instruções. O instrutor explica como se usa o snorkel (nos receptivos o aluguel do snorkel está incluído no preço) e fala sobre o mergulho de cilindro. Também fala sobre o cuidado com os corais. Após a explicação, as pessoas pegam seus snorkels, descem a plataforma e vão procurar avistar os peixes. Há coletes para quem não sabe nadar. O passeio dura mais ou menos duas horas e meia. Não custa repetir, o ideal é que você chegue antes do pico da maré baixa para aproveitar mais. Senão, ficará parecendo como se estivesse no mar num nível normal.
Contando palitos
Passeio Punaú e Maracajaú: R$ 90 (aluguel de snorkel incluído)
Quadriciclo em Punaú: R$ 50,00
Tirolesa em Punaú: R$ 5,00
Caiaque em Punaú: R$ 7,00
Mergulho de cilindro em Maracajaú: R$ 90,00
Fotos em Maracajaú: R$ 10,00 a primeira foto e R$ 5,00 as subsequentes.
Fotos
Da esquerda para direita: Morro do Careca, o cajueiro de Pirangi , Forte dos Reis Magos e Ponte Newton Navarro.
As três primeiras fotos são de Punaú. A outra é da praia de Maracajaú, base para pegar a lancha para conhecer os parrachos.
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