Dia 19 de agosto de 2009, meio-dia, lá estava eu indo em direção ao aeroporto de Guarulhos para minha primeira viagem a Europa. Fui com uma pessoa que já conhecia o velho mundo (minha namorada na época, não tem porque apagá-la de meus registros históricos), portanto fizemos um roteiro diferente daquele basicão que as pessoas fazem na primeira viagem a Europa.
O vôo da Iberia saiu no horário, e minha ansiedade fez-me dormir somente pouco mais de 2 horas durante todo o vôo. Pelo menos os filmes eram legais, sobre férias em Barcelona e coisa assim, o que me entreteve. Chegando em Madrid no dia 20, quinta-feira, logo de manhã, a passagem pela imigração foi fácil e rápida – e o agente ainda disse “obrigado”, em português.
Andei pouco por Madrid, pois iria ir de trem até Córdoba e, portanto, minha andança neste dia por Madrid se limitou a pegar o metrô do aeroporto de Barajas até a estação Atocha-Renfe de trem. Madrid tem um monte de linhas de metrô que se cruzam, mudam de direção, são circulares, quadradas, octagonais... portanto, nem tente planejar seu deslocamento antes senão você vai ficar doido. Pegue o folhetinho nas estações e vá fazendo seu trajeto passo-a-passo na hora.
Córdoba
Andaluzia, Espanha
Córdoba é uma cidade encantadora (e quente, muito quente – em dados momentos, fingia me interessar pelas bugigangas em euros das lojas de souvenirs para poder ficar no ar-condicionado ou, simplesmente, na sombra). Herança do Império Mouro na Europa, conta com séculos de história que deixou legados como a Mesquita, a mais impressionante que vi na Andaluzia, e o Palacio de los Reys Cristianos – complexo de palácios e jardins que era mouro e foi tomado pelos Cristãos, adaptando-se aos “novos reis” – os cristianos. A mesquita, tal qual a Hagia Sofia em Istanbul, se transformou em Igreja após a conquista cristã. E, antes da ocupação moura, era cerimonial romano. Ou seja, quatro culturas amaranhadas (romana, moura, cristã e espanhola).
Herança árabe se vê também pelas ruazinhas da cidade velha, estreitas e com belos labirintos. Naquelo mesmo dia, de madrugada, me perdi por estas ruelas ao tentar voltar para o hostel após ser rejeitado por uma espanholinha por dizer que era brasileiro. Aliás, vamos aos fatos: ao sair para conhecer a noite cordobense, fui a Plaza Mayor, palco notívago andaluzo após anoitecer. De cara já conheci uma espanholinha, de lá de Córdoba mesmo, que estava com amigos e amigas franceses e argentinas. Fui logo pensando (com propriedade) que naquela noite iria conhecer o beijo das espanholas, já cantando na minha mente “conheci uma espanhola / Natural da catalunha [tá, era andaluzia] / Queria que eu tocasse castanhola / Que pegasse touro a unha”.
Até a Plaza Mayor eu tinha marcado meus passos com pedacinhos de pães, mas, quando o bar fechou, a espanholinha me convidou a ir até uma baladinha a beira do rio Guadalquivir. Inebriado pela cheiro do amor, fui. Tínhamos conversado somente em inglês, e sem eu fornecer minha procedência. Na balada (na verdade um bar-balada igual os que conhecia da Argentina), free para os moradores da cidade (no qual me incluí, óbvio), eis que a espanholinha me pergunta de onde sou – e logo emenda, antes da resposta, “é italiano, não é não?”. Meu terrível sincericídio fez-me responder a verdade: “sou brasileiro, mas toda minha família – incluindo meu pai – é italiana”. A cara de decepção da espanholinha foi evidente e, alguns minutos depois, cortou meu coração inventando uma desculpa de que estava tarde e tinha que ir dormir. Para voltar, meu, andei aquela cidade inteira!
Mas Córdoba não é só a cidade velha, histórica. Um pouco pra lá do rio Guadalquivir (suas margens, aliás, são extremamente charmosas) há a Córdoba atual. Cidade vibrante, bonita e colorida, cheio de fontes e passeios públicos. Numa delas, aliás, você pode entrar. Voltei a ser criança (também, depois do fora da espanholinha, é melhor brincar com as criancinhas mesmo – sem conotação pedófila, hein).
Hostel: fiquei no Senses & Colours Anil, 33euros o quarto privativo duplo. Tinha até banheira no banheiro (na qual tomei um graande banho de espuma). Bem localizado, no labirinto do centro histórico - você VAI se perder tentando encontrá-lo em algum momento, mas vale a pena.
Eurotrip 2009 - Andaluzia (ESP), Cote D'Azur (FRA), Milano, Grécia, Turquia & Inglaterra
Madrid, Córdoba, Granada, Málaga, Ibiza, Nice, Cannes, Monte Carlo, Milano, Mykonos, Ios, Santorini, Atenas, Istambul, Londres
Olá, farei o relato em capítulos (ainda não escrevi tudo rsrs), pretendo colocar um novo por dia
Difícil falar sobre valores, pois faz quase 9 meses que fui, mas o que tiver anotado aqui, postarei.
meu e-mail douglas_1br@yahoo.com.br
meu twitter rsrs twitter.com/dougdigital
Dia 19 de agosto de 2009, meio-dia, lá estava eu indo em direção ao aeroporto de Guarulhos para minha primeira viagem a Europa. Fui com uma pessoa que já conhecia o velho mundo (minha namorada na época, não tem porque apagá-la de meus registros históricos), portanto fizemos um roteiro diferente daquele basicão que as pessoas fazem na primeira viagem a Europa.
O vôo da Iberia saiu no horário, e minha ansiedade fez-me dormir somente pouco mais de 2 horas durante todo o vôo. Pelo menos os filmes eram legais, sobre férias em Barcelona e coisa assim, o que me entreteve. Chegando em Madrid no dia 20, quinta-feira, logo de manhã, a passagem pela imigração foi fácil e rápida – e o agente ainda disse “obrigado”, em português.
Andei pouco por Madrid, pois iria ir de trem até Córdoba e, portanto, minha andança neste dia por Madrid se limitou a pegar o metrô do aeroporto de Barajas até a estação Atocha-Renfe de trem. Madrid tem um monte de linhas de metrô que se cruzam, mudam de direção, são circulares, quadradas, octagonais... portanto, nem tente planejar seu deslocamento antes senão você vai ficar doido. Pegue o folhetinho nas estações e vá fazendo seu trajeto passo-a-passo na hora.
Córdoba
Andaluzia, Espanha
Córdoba é uma cidade encantadora (e quente, muito quente – em dados momentos, fingia me interessar pelas bugigangas em euros das lojas de souvenirs para poder ficar no ar-condicionado ou, simplesmente, na sombra). Herança do Império Mouro na Europa, conta com séculos de história que deixou legados como a Mesquita, a mais impressionante que vi na Andaluzia, e o Palacio de los Reys Cristianos – complexo de palácios e jardins que era mouro e foi tomado pelos Cristãos, adaptando-se aos “novos reis” – os cristianos. A mesquita, tal qual a Hagia Sofia em Istanbul, se transformou em Igreja após a conquista cristã. E, antes da ocupação moura, era cerimonial romano. Ou seja, quatro culturas amaranhadas (romana, moura, cristã e espanhola).
Herança árabe se vê também pelas ruazinhas da cidade velha, estreitas e com belos labirintos. Naquelo mesmo dia, de madrugada, me perdi por estas ruelas ao tentar voltar para o hostel após ser rejeitado por uma espanholinha por dizer que era brasileiro. Aliás, vamos aos fatos: ao sair para conhecer a noite cordobense, fui a Plaza Mayor, palco notívago andaluzo após anoitecer. De cara já conheci uma espanholinha, de lá de Córdoba mesmo, que estava com amigos e amigas franceses e argentinas. Fui logo pensando (com propriedade) que naquela noite iria conhecer o beijo das espanholas, já cantando na minha mente “conheci uma espanhola / Natural da catalunha [tá, era andaluzia] / Queria que eu tocasse castanhola / Que pegasse touro a unha”.
Até a Plaza Mayor eu tinha marcado meus passos com pedacinhos de pães, mas, quando o bar fechou, a espanholinha me convidou a ir até uma baladinha a beira do rio Guadalquivir. Inebriado pela cheiro do amor, fui. Tínhamos conversado somente em inglês, e sem eu fornecer minha procedência. Na balada (na verdade um bar-balada igual os que conhecia da Argentina), free para os moradores da cidade (no qual me incluí, óbvio), eis que a espanholinha me pergunta de onde sou – e logo emenda, antes da resposta, “é italiano, não é não?”. Meu terrível sincericídio fez-me responder a verdade: “sou brasileiro, mas toda minha família – incluindo meu pai – é italiana”. A cara de decepção da espanholinha foi evidente e, alguns minutos depois, cortou meu coração inventando uma desculpa de que estava tarde e tinha que ir dormir. Para voltar, meu, andei aquela cidade inteira!
Mas Córdoba não é só a cidade velha, histórica. Um pouco pra lá do rio Guadalquivir (suas margens, aliás, são extremamente charmosas) há a Córdoba atual. Cidade vibrante, bonita e colorida, cheio de fontes e passeios públicos. Numa delas, aliás, você pode entrar. Voltei a ser criança (também, depois do fora da espanholinha, é melhor brincar com as criancinhas mesmo – sem conotação pedófila, hein).
Hostel: fiquei no Senses & Colours Anil, 33euros o quarto privativo duplo. Tinha até banheira no banheiro (na qual tomei um graande banho de espuma). Bem localizado, no labirinto do centro histórico - você VAI se perder tentando encontrá-lo em algum momento, mas vale a pena.
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