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Eurotrip 2009 - Andaluzia (ESP), Cote D'Azur (FRA), Milano, Grécia, Turquia & Inglaterra -Atualizado

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Eurotrip 2009 - Andaluzia (ESP), Cote D'Azur (FRA), Milano, Grécia, Turquia & Inglaterra

Madrid, Córdoba, Granada, Málaga, Ibiza, Nice, Cannes, Monte Carlo, Milano, Mykonos, Ios, Santorini, Atenas, Istambul, Londres

 

Olá, farei o relato em capítulos (ainda não escrevi tudo rsrs), pretendo colocar um novo por dia :)

Difícil falar sobre valores, pois faz quase 9 meses que fui, mas o que tiver anotado aqui, postarei.

meu e-mail douglas_1br@yahoo.com.br

meu twitter rsrs twitter.com/dougdigital

 

Dia 19 de agosto de 2009, meio-dia, lá estava eu indo em direção ao aeroporto de Guarulhos para minha primeira viagem a Europa. Fui com uma pessoa que já conhecia o velho mundo (minha namorada na época, não tem porque apagá-la de meus registros históricos), portanto fizemos um roteiro diferente daquele basicão que as pessoas fazem na primeira viagem a Europa.

 

20100511223424.jpg

 

O vôo da Iberia saiu no horário, e minha ansiedade fez-me dormir somente pouco mais de 2 horas durante todo o vôo. Pelo menos os filmes eram legais, sobre férias em Barcelona e coisa assim, o que me entreteve. Chegando em Madrid no dia 20, quinta-feira, logo de manhã, a passagem pela imigração foi fácil e rápida – e o agente ainda disse “obrigado”, em português.

 

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Andei pouco por Madrid, pois iria ir de trem até Córdoba e, portanto, minha andança neste dia por Madrid se limitou a pegar o metrô do aeroporto de Barajas até a estação Atocha-Renfe de trem. Madrid tem um monte de linhas de metrô que se cruzam, mudam de direção, são circulares, quadradas, octagonais... portanto, nem tente planejar seu deslocamento antes senão você vai ficar doido. Pegue o folhetinho nas estações e vá fazendo seu trajeto passo-a-passo na hora.

 

 

Córdoba

Andaluzia, Espanha

 

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Córdoba é uma cidade encantadora (e quente, muito quente – em dados momentos, fingia me interessar pelas bugigangas em euros das lojas de souvenirs para poder ficar no ar-condicionado ou, simplesmente, na sombra). Herança do Império Mouro na Europa, conta com séculos de história que deixou legados como a Mesquita, a mais impressionante que vi na Andaluzia, e o Palacio de los Reys Cristianos – complexo de palácios e jardins que era mouro e foi tomado pelos Cristãos, adaptando-se aos “novos reis” – os cristianos. A mesquita, tal qual a Hagia Sofia em Istanbul, se transformou em Igreja após a conquista cristã. E, antes da ocupação moura, era cerimonial romano. Ou seja, quatro culturas amaranhadas (romana, moura, cristã e espanhola).

 

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Herança árabe se vê também pelas ruazinhas da cidade velha, estreitas e com belos labirintos. Naquelo mesmo dia, de madrugada, me perdi por estas ruelas ao tentar voltar para o hostel após ser rejeitado por uma espanholinha por dizer que era brasileiro. Aliás, vamos aos fatos: ao sair para conhecer a noite cordobense, fui a Plaza Mayor, palco notívago andaluzo após anoitecer. De cara já conheci uma espanholinha, de lá de Córdoba mesmo, que estava com amigos e amigas franceses e argentinas. Fui logo pensando (com propriedade) que naquela noite iria conhecer o beijo das espanholas, já cantando na minha mente “conheci uma espanhola / Natural da catalunha [tá, era andaluzia] / Queria que eu tocasse castanhola / Que pegasse touro a unha”.

 

20100511225620.png

 

Até a Plaza Mayor eu tinha marcado meus passos com pedacinhos de pães, mas, quando o bar fechou, a espanholinha me convidou a ir até uma baladinha a beira do rio Guadalquivir. Inebriado pela cheiro do amor, fui. Tínhamos conversado somente em inglês, e sem eu fornecer minha procedência. Na balada (na verdade um bar-balada igual os que conhecia da Argentina), free para os moradores da cidade (no qual me incluí, óbvio), eis que a espanholinha me pergunta de onde sou – e logo emenda, antes da resposta, “é italiano, não é não?”. Meu terrível sincericídio fez-me responder a verdade: “sou brasileiro, mas toda minha família – incluindo meu pai – é italiana”. A cara de decepção da espanholinha foi evidente e, alguns minutos depois, cortou meu coração inventando uma desculpa de que estava tarde e tinha que ir dormir. Para voltar, meu, andei aquela cidade inteira!

 

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Mas Córdoba não é só a cidade velha, histórica. Um pouco pra lá do rio Guadalquivir (suas margens, aliás, são extremamente charmosas) há a Córdoba atual. Cidade vibrante, bonita e colorida, cheio de fontes e passeios públicos. Numa delas, aliás, você pode entrar. Voltei a ser criança (também, depois do fora da espanholinha, é melhor brincar com as criancinhas mesmo – sem conotação pedófila, hein).

 

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Hostel: fiquei no Senses & Colours Anil, 33euros o quarto privativo duplo. Tinha até banheira no banheiro (na qual tomei um graande banho de espuma). Bem localizado, no labirinto do centro histórico - você VAI se perder tentando encontrá-lo em algum momento, mas vale a pena.

 

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Editado por Visitante

Featured Replies

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Muito bom o seu relato turco! , definitivamente não posso deixar a túrquia de fora!

 

só uma curiosidade : você foi de avião ?

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Muito bom o seu relato turco! , definitivamente não posso deixar a túrquia de fora!

 

só uma curiosidade : você foi de avião ?

 

Opa, fui sim. De Atenas p/ Istanbul fui de Olympic Airlines, excelente avião e serviço, o avião com maior espaço para minhas pernas que eu já vi, e olha que tenho 1,85. Custou 100 euros a passagem:

20100527000730.JPG

Cheguei a ver uma excursão de ia parando por diversas ilhas entre Atenas e Istanbul por 3-4 dias, mas por falta de tempo (e não ser meu tipo favorito de viagem) não fiz.

 

Tb tem a Aegean airlines, que fui de Santorini p/ Atenas (pouco menos de 100 euros). O resto fiz de ferry (http://www.greekferries.gr vc monta o seu itinerário e ele dá as empresas, eu usei a Hellenic Seaways)

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Olá Doug,

 

Adorei os relatos da sua viagem, muito legais mesmo!!! Irei pra Europa com meu marido em outubro e suas dicas foram muuuuuito boas. Só uma pergunta: esse trem q vc pegou de Mônaco a Milano (q pretendo pegar tb), vc reservou as passagens antes??? E qual o valor???

Beijão,

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Olá Doug,

 

Adorei os relatos da sua viagem, muito legais mesmo!!! Irei pra Europa com meu marido em outubro e suas dicas foram muuuuuito boas. Só uma pergunta: esse trem q vc pegou de Mônaco a Milano (q pretendo pegar tb), vc reservou as passagens antes??? E qual o valor???

Beijão,

 

Oi Noélia

Eu comprei antes, uns 2-3 meses antes, pelo www.voyages-sncf.com e paguei 15euros! Barato né? Rsrs promoção por compra antecipada, o valor cheio acho q era 50-60

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Londres

Inglaterra

 

 

Antes de London, nunca tinha sido barrado de uma boate. Expulso, talvez, não lembro, mas barrado nunca. E me aconteceu, na Pacha-London. Depois de me estabelecer no hostel Generator (albergue enorme e bem-localizado, porém muito “frio” no quesito humano) pelo Heathrow e brigar com a maquininha de tícket do metrô, decidi ir conhecer a Pacha de Londres, um mega-clube na capital inglesa que havia sido me recomendada por um amigo londrino.

 

Fui para a fila de entrada vestido como me visto para qualquer balada no Brasil ou no mundo: camiseta, jeans e tênis. Um neguinho me barrou na entrada, pois não estava vestido 'adequadamente' para o ambiente (era necessário camisa, sapato e calça social). Impedido de entrar, fui voltar para dormir e aproveitar bastante o dia seguinte. Só que o metrô já tinha fechado (ou eu fiquei com dó de gastar mais daqueles pounds tão caros, não lembro hehehhe) e, sem conhecer nada sobre as linhas de ônibus, decidi voltar a pé da Victoria Station até a Russell Square, onde ficava o albergue.

 

Olhando no mapa, são 4k, 50 minutos andando, o que não é nada para quem já correu inúmeras provas de 10k e costuma andar bastante. Mas era noite, uma da manhã, não conhecia nada da cidade e nem um mapa decente de London eu tinha em mãos. Durante o caminho de volta, fui bombardeado por todos os símbolos londrinos que estava acostumado a ver por fotos e vídeos. Os taxistas de Rolls-Royce, os ônibus vermelhos de dois andares, a iluminada Piccadilly Circus, os policiais e suas indumentárias e a cabine telefônica vermelha. Cheguei a passar até pelo meio do Hyde Park e da Westminster Abbey. Também fui apresentado a formalidade e ironia britânica. Perguntei a um oficial como chegava na Russell Square e, no meio da explicação, enquanto o cavalheiro me chamava de “sir” com aquele inconfundível sotaque britânico, ele disse “then, sir, just keep walking”. Imediatamente deixou escapar um sorriso irônico por entre os lábios, lembrando de seu amigo Johnny Walker que o esperava em casa.

 

 

Meu objetivo não era conhecer a fundo London. Aliás, este destino caro, essa cidade gigantesca destoava do resto da viagem, predominantemente “Europa do sul”. Inclui London no meu roteiro para visitar um grande amigo meu, que estava estudando e trabalhando na cidade.

 

Durante o dia fiz um roteiro básico por London. Se a noite anterior me assustou com tamanha imersão num mundo londrino que não era lá muito diferente de São Paulo a noite, o dia foi extremamente agradável. Famílias, casais, amigos e solitários saíam as ruas para curtir a cidade. Além de andar num ônibus de dois andares e tirar as devidas fotos, fui ao Borough Market (feira de rua com comidas e bebidas de tudo quanto é lugar do mundo, menos de London – bom, inglês não tem prato típico, não é mesmo?), parlamento, Big Ben, Palácio de Buckhingam (quase fui atropelado por um dos guardinhas de cabelo estilo Marge Simpson que vinha para fazer a troca da guarda), Museu de história britânico (enorme!), prédio-ovo (a prefeitura, arquitetonicamente diferente) e a London Eye.

 

Aliás, de cima da London Eye você se impressiona como as cidades européias se integram aos rios que as cortam, ao invés de subaproveitá-los ou escondê-los (como faz São Paulo). O Tâmisa é visto como uma artéria da cidade, servindo de referência e interesse turístico-cultural-econômico. Mas é sujinho. Da London Eye vi pneus e garrafas sendo arrastados.

 

A noite fui rever meu amigo. Ele está trabalhando num pub. Opa! Bebidas de graça, logo pensei hehehe. Mas era um pub gay (detalhe que ele esqueceu de mencionar hahahahaha). Sentei na bancada para conversar com ele enquanto ele trabalhava e me passava chopps e notei que todos os viados me olhavam. “É lógico”, disse ele. “Os brasileiros vêm se prostituir aqui e sentam sozinhos no balcão exatamente como você”. Fiquei observando a fauna londrina, senhores de cabelos brancos e aparência de bem-sucedidos usando batom e vestindo saias. Recebi vários bilhetinhos perguntando “o que eu fazia” e “quanto era”. Até pedidos de “casamentos” recebi via guardanapo (oferecia quarto, comida e ajuda financeira para tirar minha família da pobreza – claro, eu sou brasileiro, to em London me prostituindo, então minha família é miserável). Mas o chopp era bom, e de graça ehehehe. Se tudo der errado na minha vida, pelo menos eu sei que tô valendo muitos pounds em London ahahhhhaha =D

 

Quando o pub fechou, fomos andar pelo Soho, bairros das baladas e bares, porém todos lotados e com filas imensas para entrar. Ficamos perambulando pelas ruas e bares, assim como muitos londrinos, o que me lembrou muito da minha adolescência no interior de São Paulo.

 

Aliás, como não podia deixar de faltar riscos, paramos uma hora para fazermos um baseado e sempre passava viaturas de polícia e policiais na calçada onde paramos. Puxa, mas a terra da Rainha é bem policiada, hein, não posso nem fumar sossegado? Quando vimos, estávamos na calçada de uma delegacia e do lado era o estacionamento das viaturas!

 

 

A volta – Madrid

Espanha

 

Voltei ao hostel londrino andando, como na noite anterior (adoro sair andando por aí, ainda mais economizando os preciosos pounds). Na manhã seguinte, fui de trem suburbano (saindo da St Pacras Station) para o aeroporto. Toda minha economia de pounds das noites anteriores foi pro espaço, eita trem caro! Uns 25 pounds. (Bom, estou reclamando do que, o táxi pra Cumbica é 70 reais e você não sabe quando tempo vai levar...)

 

 

Voltei a Madrid. Lá ia passar um dia. Adorei a Espanha e, claro, o clima de Madrid. A capital espanhola é uma cidade na qual eu moraria sem reclamar. Esse foi meu pensamento ao deixá-la e o que digo primeiramente sempre que alguém pergunta sobre ela.

 

Com pouco tempo, andei por Madrid pelo seu centro, o Sol e a Plaza Mayor. Como era um domingo, todos os madrileños saíam às ruas para passear, dar uma passada no El Corte Inglés (grande loja de departamentos), comer uma parilla na Plaza Mayor e sentar nas mesinhas nas calçadas dos bares da área do Sol (preços muito caros por lá).

 

Passei por inúmeras praças com fonte no meio (Cibeles, Neptuno), o conhecido Passeo Del Prado (do museu), prédios históricos em ruelas no centro muito bem conservados. Um lindo centro histórico ajeitado e tomado pela população. Também fui relaxar no Parque Del Buen Retiro, que conta com pedalinhos, ópera de arame, laguinhos e brasileiros trabalhando como estátuas vivas.

 

Que li em algum lugar uma discussão de brazucas sobre “quando foi a primeira vez que você chorou na Europa”. A minha foi no Parque del Buen Retiro, onde, ao entardecer, me dei conta de tudo que vi e fiz e de que em breve estaria num avião de volta ao Brasil, de volta a realidade suburbana de atrasos no transporte público, sujeira no chão, pobreza e “jeitinho brasileiro”.

 

Mas voltarei :)

  • 2 semanas depois...
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Bem Legais as fotos!

 

Istambul é um lugar lindissimo

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