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Thais.C

Sozinha, de carona, interior de SP a São Paulo capital.

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Sempre cultivei a ideia de viajar, algumas realizei, outras ficaram nos sonhos. Andei vendo esses canais do YouTube da galera indo viajar de carona, fiquei algum tempo namorando e tal, seria um bom jeito de viajar a baixo custo. Mas e o medo?! Mulher, sozinha...Coisas que falam para a gente por ai paralisavam a mente, e fazia com que 90% das vezes que pensava nisso parecia mais seguro ficar em casa, mesmo que reclamando da vida.

Mas na primeira semana de setembro resolvi fazer diferente, ir com medo e tudo. Li diversos relatos de mulheres que viajam assim e sozinhas, e me muni de coragem.

Moro interior de SP, em Marília e precisaria estar em São Paulo dia 16 de setembro, tinha pouco dinheiro e isso me motivou mais a ainda em arriscar. Sai dia 14/10/2017, ás 9 horas da manhã, com uma placa escrito “Carona para São Paulo ou + próximo”, mochila de carrinho com algumas roupas e lanches, e pronta para o que tivesse que vir.

Não vou mentir, estava ansiosa, até um pouco enjoada. Não estava com medo, sentia que iria dar certo, só está meio receosa quanto a não chegar no mesmo dia em São Paulo, estava pretendendo sair mais cedo de casa e acabou que não deu, e como são quase 500 km de distância que precisaria percorrer a chance de demorar para chegar era grande, não tinha me preparado para dormir na estrada.

Mais ou menos umas 10 horas da manhã cheguei na estrada onde pediria carona, tentei lembrar de algumas dicas dadas, como: não ficar em descidas ou subidas, pensar em um local que o motorista pudesse parar e que eu ficasse visível. Nessa hora comecei a ficar um pouco nervosa, pensando no que estava prestes a fazer. Detalhe, quando estava indo a procura de um lugar bom para ficar na estrada um caminhoneiro parou no acostamento, pensei “Será que é pra mim? É tão fácil assim?”, andei para ir até ele, olhei por dentro do vidro, ele estava comendo. Parou para comer haha Tudo bem, segui, até que achei um ponto bom. Do lado oposto ao que eu estava tinha uma placa de Chapa, então vi que era um bom lugar mesmo.

E lá vamos nós, saquei minha plaquinha da bolsa. Nossa..Estava um vento inacreditável, a folha não parava, quase rasgou várias vezes. Fiz com folha sulfite, 4 juntas coladas, mas depois vi que era melhor papelão até por ser mais escuro, folha clara não dá para os motoristas verem direito. Mas ok, persisti lá, segurei de várias formas. 10 minutos se passaram e nada, já pensando em desistir haha achando que não iria parar ninguém. Muitos caminhoneiros buzinavam, davam farol mas não pararam. Daí após mais 5 min pararam. Quase dei pulos de alegria, nem lembrei de anotar placa nem nada, era um carro, somente o motorista que aparentava ter uns 40 anos.

Fui até o carro, ele falou que iria 20 km pra frente, achei pouco mas seriam 20 km mais perto de sp. Entrei no carro agradeci a carona e conversamos todo o caminho. Ele me falou da família, eu das minhas motivações para estar lá, idade, NOME, pois esqueci de me apresentar ao entrar haha Ele se chamava Emerson e eu Thais. Realmente um cara muito gente boa, 20 min que passaram voando. Desci do carro, ele me deixou em um outro ponto bom. Larquei a plaquinha, usei só o dedão, nem 3 min e para outro carro. A principio não achei que fosse para mim, muito rápido parou, sei lá, vai ver foi para comer de novo haha Mas não me aproximei, o vidro estava aberto e um homem de 40 anos também perguntou para onde eu iria, eu disse que para São Paulo, ele: Então vamos percorrer um bom caminho juntos. Ele iria para Bragança Paulista, e me deixaria em Atibaia, de lá pegaria um ônibus que custava 20 reais para São Paulo.

Gente, o homem da carona se chama Ivan, super gente boa, conversamos por 4h30 durante todo o percurso e sobre diversos assuntos. Era uma pessoa que eu realmente gostaria de conhecer em qualquer circunstância, além de bom papo, amigo, gentil, me ajudou com a carona, ainda me pagou o almoço haha cheguei em São Paulo umas 17h00, após pegar o ônibus em Atibaia que e deixou no Tiête, com a cabeça em êxtase por toda a experiência. Final economizei 100 reais, pois a passagem de ônibus de Marília para São Paulo custa 120 reais.

Peguei caronas em carros convencionais, homens mais velhos e sozinhos (Tenho 25 anos), não houve assédio, gracinhas, nada nem perto do que ocorre no dia a dia. Enfim, uma experiência e tanto.

 

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Interessante. Nós mulheres sempre temos mais receios que oh homens. Justamente por causa dos assédios ou mesmo por brincadeiras de péssimo de gosto, mas se formos pensar sempre assim, nunca  iremos viver experiências nessa vida.

 

 

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Sim, Renata. E não que esses assédios não aconteçam em caronas, acontecem. E por isso já fui pensando em como evitar certas situações e tal, acreditar na intuição sempre.Mas de fato, se deixarmos isso nos limitar não sairíamos de casa.

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