Sei que vou parecer meio atrasado em relação ao tempo já passado da minha trip, mas acontece que nesse meio tempo, de Novembro de 2015 até agora, fazer este relato estava sim como plano principal, mas outras responsabilidades vão surgindo e já viu... Tempo passa e não tem trégua, lá se foram exatos 02 anos..
Massssss, como conhecimento nunca é demais, e sou do ponto de vista que experiências precisam ser compartilhadas, venho aqui compartilhar com vocês meu relato, da viagem que fiz de 23 dias pela Bolívia, Chile e Peru em Novembro/2015.
Pegando carona nesse pensamento, e maturando essa ideia durante todo esse ano “pós-viagem”, foi que resolvi criar o projeto On the Road:
*No final de cada postagem, deixarei o link do relato na página do site, onde poderá ser lido com algumas informações e fotos que só consigo colocar na plataforma de lá.
Como disse anteriormente, sou do pensamento que todo tipo de informação deve ser compartilhada, afinal informação parada é apenas uma informação, e informação disseminada vira conhecimento, consequentemente vira SABEDORIA !!
Uma das coisas que mais ouvi depois que voltei de viagem, foi “nossa, mas você conheceu 3 países, quanto gastou?”, “com quem você foi?”, “é perigoso?” ...
E tentei responder a todos da maneira mais completa possível, porém são muitas informações, muitos detalhes que são praticamente impossíveis de serem passadas de maneira fácil e de uma só vez.
Por esse e por outros motivos que me perguntei “Por que não juntar essas informações, da maneira mais completa e “mastigada” possível.”
Contudo, pensamento vai e pensamento vem, fui chegando à conclusão que somente informações das minhas experiências, não seria tão interessante assim, até mesmo porque ainda não “vivo” viajando, ainda faço parte do sistema, que nos “privilegia” com importantíssimos poucos dias de férias por ano, nos fazendo extrair ao máximo os feriados que possam surgir, isso tudo claro se todos os fatores envolvidos (capital disponível $, planejamento bem feito, demais responsabilidades executadas) estiverem em perfeita harmonia.
Por isso, o complemento do projeto é convidar pessoas (e claro aceitar convites de pessoas interessadas) a compartilharem suas informações, dicas, roteiros, relatos, etc. E assim o projeto está evoluindo, passo a passo, vamos multiplicando conhecimento!! (Se alguém quiser somar e participar do projeto, manda uma mensagem!!)
Da mesma maneira que li muito aqui no Mochileiros, e em toda a net, espero que o que tenho para compartilhar seja de alguma valía...
Antes de começar, gostaria de mandar meus sinceros agradecimentos para o @rodrigovix e para a @andreiac, autores dos dois principais relatos utilizados no planejamento do meu. Valeu!!!
Links dos respectivos relatos: - Rodrigo: Clique aqui!
- Andreia: Clique aqui!
Vamos ao que interessa:
Para uma maior facilidade – tanto minha quando de vocês – e seguindo um padrão que o pessoal do Mochileiros já está acostumado, iriei separar o relato em “dias”, e conforme for passando os tópicos, podem ir acompanhando pelo índice abaixo:
Vamos iniciar as informações que tenho para passar sobre essa trip. Espero que curtam e que possa ajudar o maior número de pessoas possível!!
Como sempre gostei de viajar, e sair fora da rotina maçante a qual somo por muitas vezes submetidos a passar, a vontade de fazer arriscar e tentar algo não feito até então, só aumentava.
Foi quando em meados de Abril de 2015, que comecei a ler mais sobre o destino que me esperava: Bolívia, Chile e Peru.
Planejamento
No começo, as buscas eram muito vagas, mas quanto mais eu lia, mais conteúdo absorvia e mais fácil era o entendimento geográfico, social e cultural dos destinos.
Foram muitos relatos lidos, muitos vídeos assistidos e muitas horas no Google Maps kkk.
Em paralelo, uma decisão tinha que ser tomada: Ir sozinho ou procurar alguma companhia. Porém não foi preciso pensar muito, dentre as muitas variáveis analisadas (férias, vontade em comum, etc.), a conclusão foi que seria difícil achar alguém que realmente toparia fazer a trip. Decidido: Vou sozinho!!
E foram passando os meses, e com isso eu tentava economizar o máximo possível, consequentemente abrir mão de muitas coisas.
A viagem estava marcada (inicialmente) para 30 de Outubro de 2015, e nada poderia dar errado até lá, mas como no papel tudo funciona e nem tudo são flores, uma das principais variáveis estava numa alta descontrolável, o DÓLAR.
A moeda universal, utilizada na grande maioria dos lugares pelo mundo, não parava de subir o valor em relação ao real. E a cada aumento, a quantidade que eu iria levar, ia diminuindo.
Uma das principais pesquisas era com relação às moedas que iriam ser utilizadas.
Levaria o DÓLAR como moeda universal, e também a que teria o melhor câmbio. Serviria também para qualquer emergência. REAL, pois tinha lido que era possível o câmbio nos 3 países, e por fim as moedas de cada país: Boliviano (BOL) na Bolívia, Peso Chileno (CLP) no Chile e Sóles (/s) no Peru. Porém não levaria nenhuma dessas 3 últimas já daqui do Brasil.
Documentos
Entrando na parte burocrática, algumas coisas precisariam ser feitas, entre elas emitir um novo passaporte, pois o meu estava vencido desde 2007, tomar a vacina de febre amarela, obrigatoriedade exigida em grande parte dos países da América do Sul (PS: mais pra frente citarei se fui e quantas vezes me foi solicitado para apresentar o CERTIFICADO INTERNACIONAL DE VACINAÇÃO).
Vou resumir os valores dessas burocracias logo mais abaixo, num tópico específico.
Lembrando que brasileiros não precisam de passaporte para viajar aos países do MERCOSUL:
Citar
“Os cidadãos dos Estados Partes e dos Estados Associados do MERCOSUL não precisam de passaporte ou visto para circular pela região, bastando a carteira de identidade nacional ou outro documento considerado válido, conforme a Decisão CMC Nº 14/1”.
Pronto, passaporte tirado, vacina e certificado em mãos, e agora me surge outra parte (importante para alguns, não tão importante para outros, mas para mim foi essencial!):
O que levar e onde levar?
Equipamentos
Eu tinha uma mochila da Quechua, de uns 40 litros, que sempre usava para ir nos festivais. Sempre me atendeu perfeitamente, porém nunca tinha precisado levar um número considerável de coisas nela, e como sabia que minha mochila seria minha casa durante a viagem, resolvi investir numa maior. Acabei comprando uma outra da Quechua (SYMBIUM ACESS 70L + 10L).
Investimento foi relativamente alto, porém foi necessário e extremamente compensado. No final das contas, consegui levar tudo o que queria, sem excessos, porém preparado também para um frio que poderia (e peguei) pegar.
Fora a mochila maior, levaria uma menor onde estariam as câmeras, baterias, cabos, fone, iPod, uma troca de roupa, documentos, etc. Como a mochila maior seria despachada e poderia não ficar comigo em alguns trechos, segue o conselho: Documentos, sempre tenha uma cópia em cada mochila. Todos os comprovantes, cópia do CNV, cópia da compra das passagens, cópia do ingresso de Machu Picchu, estavam numa pasta na mochila maior, e a via original na mochila menor. Vai que uma das duas fossem extraviadas, não correria o risco de ficar como indigente num lugar totalmente desconhecido.
Outro investimento, MUITO necessário é a “doleira” também chamado de money belt. Comprei um na Dechatlon mesmo, coisa de R$40,00. É como se fosse uma pochete, porém bem discreta, que vai por baixo da roupa. E lá guardei todo (OU QUASE) o meu dinheiro. Também deixei alguns trocados em cada mochila, pelo motivo já falado anteriormente.
Não tirava a doleira pra nada, e quando ia tomar banho, ela ficava pendurada num lugar do lado.
Citar
PS: Sempre que precisaria pegar algum dinheiro, tinha o máximo de discrição possível. Por várias vezes, a pessoa pra quem eu ia pagar, ou alguém próximo, já crescia o olho em cima da grana. Então, CUIDADO. Faz cara de mau (funcionava kkkk) e seja rápido!!
Saberia que iria passar muito frio, então levei o necessário para amenizar. Dentre blusas, segunda pele, toucas, luvas, uma das coisas que foi essencial foi a bandana. Fui a lugares que ventava muito, e utilizava a bandana como máscara. Enfim, algo para proteger o rosto é mais que recomendado. Resumindo, roupas é uma particularidade, então não entrarei muito nesse mérito.
Por último, mas tão importante quanto as roupas, os equipamentos de vídeo/foto:
Utilizei uma Canon T3 com lente 18-55mm + uma 50mm (Simples mas suficiente), uma GoPro H3+Black e alguns acessórios e suportes e também a própria câmera do iPhone (5s na época).
O roteiro
Sobre o roteiro, eu já o tinha detalhado, saberia exatamente o que teria que fazer, onde teria que ir (onde não ir também), porém como já disse, no papel tudo é perfeito, mas merdas acontecem (VIDE DIA 01 DO RELATO rsrs).
Fora o roteiro, tinha optado por não fechar nenhum hostel, hotel, pousada, tour… Arriscado? Talvez, mas como estava na “economia” e gostaria da adrenalina, a única coisa que seria fechada já do Brasil seria a passagem ida e volta (GRU x VVI / VVI x GRU) e o ingresso de Machu Picchu + Waynna Picchu, que me obrigaria a estar em Águas Calientes exatamente no dia 12/11/2015.
Mapa:
Roteiro dia a dia:
31/10 São Paulo x Santa Cruz de la Sierra
01/11 Sucre x Potosi x Uyuni
02/11 Salar de Uyuni
03/11 Salar de Uyuni
04/11 Salar de Uyuni
05/11 Salar de Uyuni x San Pedro de Atacama
06/11 San Pedro de Atacama
07/11 San Pedro de Atacama x Arica
08/11 Arica, Tacna e Arequipa
09/11 Arequipa x Cuzco
10/11 Cuzco
11/11 Cuzco x Águas Calientes (via Peru Rail)
12/11 Machu Pichu
13/11 Cuzco x Copacabana
14/11 Copacabana (Isla del Sol)
15/11 Copacabana x La Paz
16/11 La Paz
17/11 La Paz
18/11 La Paz
19/11 La Paz (Chacaltaya + Valle de la Luna)
20/11 La Paz (Downhill)
21/11 La Paz x Santa Cruz de la Sierra x São Paulo
Citar
*DICA*: O que recomendo é comprar o ingresso de Machu Picchu bem antecipadamente, pois a procura é grande.
E se optar por fazer a montanha Waynna Picchu, os ingressos são mais limitados ainda.
E…. NÃO VÁ ATÉ MACHU PICHU E FIQUE SOMENTE NAS RUÍNAS!!
Faça a The Montain ou Waynna Picchu!! (Respectivamente, entrada ao norte das ruínas e entrada ao sul das ruínas).
Só as ruínas não são tão legais assim, na minha opinião. Mas as duas outras montanhas, valem o role e o esforço! (Recomendo ter em mãos um par de bastões de trekking para fazer a trilha de Waynna Picchu. Como eu não tinha, acabei usando o tripé da câmera rsrs).
Comentarei mais sobre as montanhas na parte do relato sobre o Peru.
Até neste momento, já tinha comprado a passagem ida e volta Brasil e ingresso de Machu Picchu, entretanto no roteiro, eu iria voar por mais um trecho, logo no primeiro dia, chegando em Santa Cruz de La Sierra, com destino Sucre. Nada complicado (aparentemente), pois seriam aproximadamente 30 minutos de voo, mas decidi comprar a passagem na hora, no aeroporto Viru Viru. Como tinha pesquisado os preços aqui do Brasil, e o valor não mudava, independente da data selecionada, não vi problema em deixar para comprar direto no aeroporto. Foi aí que apareceu a primeira “surpresa” da viagem.
Sobre os tours – e foram vários, entre eles travessia Uyuni até fronteira com o Chile, Lagunas Altiplanicas, Salar de Tara, Geisers de Tatio e Machuca, Vale de la Luna e la Muerte, todos no Atacama, na maioria dos relatos que li, dizia que se conseguia bons descontos negociando lá na hora. Então sem muito o que pensar, iria fechar os passeios por lá mesmo.
Quanto aos lugares para dormir, idem aos tours, e também preferi não ficar preso à nenhum, sendo que meu roteiro poderia ser alterado de última hora por alguma emergência ou por opção minha mesmo.
Conclusão sobre as coisas que iria fechar já daqui do Brasil: Passagem BR x BOL (ida e volta) + Ingressos Machu Picchu e Waynna Picchu e Seguro Viagem, de resto, vamos com a sorte!!
Outra escolha que tomei assim que comecei a planejar a viagem, foi de não contar para ninguém/ou contar apenas para algumas pessoas, com o objetivo de pedir alguma opinião sobre algumas decisões. Acho que até o dia antes da viagem, umas 6 pessoas sabiam.
Segui o princípio de “NÃO GERAR EXPECTATIVA ALHEIA” e aquele outro “O QUE NINGUÉM SABE, NINGUÉM ESTRAGA”.
Para minha família mesmo, contei 24h antes da viagem rsrs. Sabia que a ida geraria uma preocupação neles, então preferi deixar para a última hora, assim sofreriam menos rsrs.
Lembrando que, caso tiremos da soma, os valores do passaporte, mochila e doleira, o valor cai para R$ 4.641,51, uma diferença um tanto que significativa.
Enfim, chegado o tão esperado dia, e a viagem a partir daqui será contada por “dias” para ficar de uma forma mais organizada e fácil entendimento.
Bom dia, boa tarde, boa noite caros mochileiros!!
Sei que vou parecer meio atrasado em relação ao tempo já passado da minha trip, mas acontece que nesse meio tempo, de Novembro de 2015 até agora, fazer este relato estava sim como plano principal, mas outras responsabilidades vão surgindo e já viu... Tempo passa e não tem trégua, lá se foram exatos 02 anos..
Massssss, como conhecimento nunca é demais, e sou do ponto de vista que experiências precisam ser compartilhadas, venho aqui compartilhar com vocês meu relato, da viagem que fiz de 23 dias pela Bolívia, Chile e Peru em Novembro/2015.
Pegando carona nesse pensamento, e maturando essa ideia durante todo esse ano “pós-viagem”, foi que resolvi criar o projeto On the Road:
Instagram @ontheroad.com.br
Facebook.com/ontheroad.com.br
Site www.ontheroad.com.br
*No final de cada postagem, deixarei o link do relato na página do site, onde poderá ser lido com algumas informações e fotos que só consigo colocar na plataforma de lá.
Como disse anteriormente, sou do pensamento que todo tipo de informação deve ser compartilhada, afinal informação parada é apenas uma informação, e informação disseminada vira conhecimento, consequentemente vira SABEDORIA !!
Uma das coisas que mais ouvi depois que voltei de viagem, foi “nossa, mas você conheceu 3 países, quanto gastou?”, “com quem você foi?”, “é perigoso?” ...
E tentei responder a todos da maneira mais completa possível, porém são muitas informações, muitos detalhes que são praticamente impossíveis de serem passadas de maneira fácil e de uma só vez.
Por esse e por outros motivos que me perguntei “Por que não juntar essas informações, da maneira mais completa e “mastigada” possível.”
Contudo, pensamento vai e pensamento vem, fui chegando à conclusão que somente informações das minhas experiências, não seria tão interessante assim, até mesmo porque ainda não “vivo” viajando, ainda faço parte do sistema, que nos “privilegia” com importantíssimos poucos dias de férias por ano, nos fazendo extrair ao máximo os feriados que possam surgir, isso tudo claro se todos os fatores envolvidos (capital disponível $, planejamento bem feito, demais responsabilidades executadas) estiverem em perfeita harmonia.
Por isso, o complemento do projeto é convidar pessoas (e claro aceitar convites de pessoas interessadas) a compartilharem suas informações, dicas, roteiros, relatos, etc. E assim o projeto está evoluindo, passo a passo, vamos multiplicando conhecimento!! (Se alguém quiser somar e participar do projeto, manda uma mensagem!!)
Da mesma maneira que li muito aqui no Mochileiros, e em toda a net, espero que o que tenho para compartilhar seja de alguma valía...
Antes de começar, gostaria de mandar meus sinceros agradecimentos para o @rodrigovix e para a @andreiac, autores dos dois principais relatos utilizados no planejamento do meu. Valeu!!!
Links dos respectivos relatos:
- Rodrigo: Clique aqui!
- Andreia: Clique aqui!
Vamos ao que interessa:
Para uma maior facilidade – tanto minha quando de vocês – e seguindo um padrão que o pessoal do Mochileiros já está acostumado, iriei separar o relato em “dias”, e conforme for passando os tópicos, podem ir acompanhando pelo índice abaixo:
Índice
Introdução
Vamos iniciar as informações que tenho para passar sobre essa trip. Espero que curtam e que possa ajudar o maior número de pessoas possível!!
Como sempre gostei de viajar, e sair fora da rotina maçante a qual somo por muitas vezes submetidos a passar, a vontade de fazer arriscar e tentar algo não feito até então, só aumentava.
Foi quando em meados de Abril de 2015, que comecei a ler mais sobre o destino que me esperava: Bolívia, Chile e Peru.
Planejamento
No começo, as buscas eram muito vagas, mas quanto mais eu lia, mais conteúdo absorvia e mais fácil era o entendimento geográfico, social e cultural dos destinos.
Foram muitos relatos lidos, muitos vídeos assistidos e muitas horas no Google Maps kkk.
Em paralelo, uma decisão tinha que ser tomada: Ir sozinho ou procurar alguma companhia. Porém não foi preciso pensar muito, dentre as muitas variáveis analisadas (férias, vontade em comum, etc.), a conclusão foi que seria difícil achar alguém que realmente toparia fazer a trip. Decidido: Vou sozinho!!
E foram passando os meses, e com isso eu tentava economizar o máximo possível, consequentemente abrir mão de muitas coisas.
A viagem estava marcada (inicialmente) para 30 de Outubro de 2015, e nada poderia dar errado até lá, mas como no papel tudo funciona e nem tudo são flores, uma das principais variáveis estava numa alta descontrolável, o DÓLAR.
A moeda universal, utilizada na grande maioria dos lugares pelo mundo, não parava de subir o valor em relação ao real. E a cada aumento, a quantidade que eu iria levar, ia diminuindo.
Uma das principais pesquisas era com relação às moedas que iriam ser utilizadas.
Levaria o DÓLAR como moeda universal, e também a que teria o melhor câmbio. Serviria também para qualquer emergência. REAL, pois tinha lido que era possível o câmbio nos 3 países, e por fim as moedas de cada país: Boliviano (BOL) na Bolívia, Peso Chileno (CLP) no Chile e Sóles (/s) no Peru. Porém não levaria nenhuma dessas 3 últimas já daqui do Brasil.
Documentos
Entrando na parte burocrática, algumas coisas precisariam ser feitas, entre elas emitir um novo passaporte, pois o meu estava vencido desde 2007, tomar a vacina de febre amarela, obrigatoriedade exigida em grande parte dos países da América do Sul (PS: mais pra frente citarei se fui e quantas vezes me foi solicitado para apresentar o CERTIFICADO INTERNACIONAL DE VACINAÇÃO).
Vou resumir os valores dessas burocracias logo mais abaixo, num tópico específico.
Lembrando que brasileiros não precisam de passaporte para viajar aos países do MERCOSUL:
Pronto, passaporte tirado, vacina e certificado em mãos, e agora me surge outra parte (importante para alguns, não tão importante para outros, mas para mim foi essencial!):
O que levar e onde levar?
Equipamentos
Eu tinha uma mochila da Quechua, de uns 40 litros, que sempre usava para ir nos festivais. Sempre me atendeu perfeitamente, porém nunca tinha precisado levar um número considerável de coisas nela, e como sabia que minha mochila seria minha casa durante a viagem, resolvi investir numa maior. Acabei comprando uma outra da Quechua (SYMBIUM ACESS 70L + 10L).
Investimento foi relativamente alto, porém foi necessário e extremamente compensado. No final das contas, consegui levar tudo o que queria, sem excessos, porém preparado também para um frio que poderia (e peguei) pegar.
Fora a mochila maior, levaria uma menor onde estariam as câmeras, baterias, cabos, fone, iPod, uma troca de roupa, documentos, etc. Como a mochila maior seria despachada e poderia não ficar comigo em alguns trechos, segue o conselho: Documentos, sempre tenha uma cópia em cada mochila. Todos os comprovantes, cópia do CNV, cópia da compra das passagens, cópia do ingresso de Machu Picchu, estavam numa pasta na mochila maior, e a via original na mochila menor. Vai que uma das duas fossem extraviadas, não correria o risco de ficar como indigente num lugar totalmente desconhecido.
Outro investimento, MUITO necessário é a “doleira” também chamado de money belt. Comprei um na Dechatlon mesmo, coisa de R$40,00. É como se fosse uma pochete, porém bem discreta, que vai por baixo da roupa. E lá guardei todo (OU QUASE) o meu dinheiro. Também deixei alguns trocados em cada mochila, pelo motivo já falado anteriormente.
Não tirava a doleira pra nada, e quando ia tomar banho, ela ficava pendurada num lugar do lado.
Saberia que iria passar muito frio, então levei o necessário para amenizar. Dentre blusas, segunda pele, toucas, luvas, uma das coisas que foi essencial foi a bandana. Fui a lugares que ventava muito, e utilizava a bandana como máscara. Enfim, algo para proteger o rosto é mais que recomendado. Resumindo, roupas é uma particularidade, então não entrarei muito nesse mérito.
Por último, mas tão importante quanto as roupas, os equipamentos de vídeo/foto:
Utilizei uma Canon T3 com lente 18-55mm + uma 50mm (Simples mas suficiente), uma GoPro H3+Black e alguns acessórios e suportes e também a própria câmera do iPhone (5s na época).
O roteiro
Sobre o roteiro, eu já o tinha detalhado, saberia exatamente o que teria que fazer, onde teria que ir (onde não ir também), porém como já disse, no papel tudo é perfeito, mas merdas acontecem (VIDE DIA 01 DO RELATO rsrs).
Fora o roteiro, tinha optado por não fechar nenhum hostel, hotel, pousada, tour… Arriscado? Talvez, mas como estava na “economia” e gostaria da adrenalina, a única coisa que seria fechada já do Brasil seria a passagem ida e volta (GRU x VVI / VVI x GRU) e o ingresso de Machu Picchu + Waynna Picchu, que me obrigaria a estar em Águas Calientes exatamente no dia 12/11/2015.
Mapa:
Roteiro dia a dia:
31/10 São Paulo x Santa Cruz de la Sierra
01/11 Sucre x Potosi x Uyuni
02/11 Salar de Uyuni
03/11 Salar de Uyuni
04/11 Salar de Uyuni
05/11 Salar de Uyuni x San Pedro de Atacama
06/11 San Pedro de Atacama
07/11 San Pedro de Atacama x Arica
08/11 Arica, Tacna e Arequipa
09/11 Arequipa x Cuzco
10/11 Cuzco
11/11 Cuzco x Águas Calientes (via Peru Rail)
12/11 Machu Pichu
13/11 Cuzco x Copacabana
14/11 Copacabana (Isla del Sol)
15/11 Copacabana x La Paz
16/11 La Paz
17/11 La Paz
18/11 La Paz
19/11 La Paz (Chacaltaya + Valle de la Luna)
20/11 La Paz (Downhill)
21/11 La Paz x Santa Cruz de la Sierra x São Paulo
Só as ruínas não são tão legais assim, na minha opinião. Mas as duas outras montanhas, valem o role e o esforço! (Recomendo ter em mãos um par de bastões de trekking para fazer a trilha de Waynna Picchu. Como eu não tinha, acabei usando o tripé da câmera rsrs).
Comentarei mais sobre as montanhas na parte do relato sobre o Peru.
Até neste momento, já tinha comprado a passagem ida e volta Brasil e ingresso de Machu Picchu, entretanto no roteiro, eu iria voar por mais um trecho, logo no primeiro dia, chegando em Santa Cruz de La Sierra, com destino Sucre. Nada complicado (aparentemente), pois seriam aproximadamente 30 minutos de voo, mas decidi comprar a passagem na hora, no aeroporto Viru Viru. Como tinha pesquisado os preços aqui do Brasil, e o valor não mudava, independente da data selecionada, não vi problema em deixar para comprar direto no aeroporto. Foi aí que apareceu a primeira “surpresa” da viagem.
Sobre os tours – e foram vários, entre eles travessia Uyuni até fronteira com o Chile, Lagunas Altiplanicas, Salar de Tara, Geisers de Tatio e Machuca, Vale de la Luna e la Muerte, todos no Atacama, na maioria dos relatos que li, dizia que se conseguia bons descontos negociando lá na hora. Então sem muito o que pensar, iria fechar os passeios por lá mesmo.
Quanto aos lugares para dormir, idem aos tours, e também preferi não ficar preso à nenhum, sendo que meu roteiro poderia ser alterado de última hora por alguma emergência ou por opção minha mesmo.
Conclusão sobre as coisas que iria fechar já daqui do Brasil: Passagem BR x BOL (ida e volta) + Ingressos Machu Picchu e Waynna Picchu e Seguro Viagem, de resto, vamos com a sorte!!
Outra escolha que tomei assim que comecei a planejar a viagem, foi de não contar para ninguém/ou contar apenas para algumas pessoas, com o objetivo de pedir alguma opinião sobre algumas decisões. Acho que até o dia antes da viagem, umas 6 pessoas sabiam.
Segui o princípio de “NÃO GERAR EXPECTATIVA ALHEIA” e aquele outro “O QUE NINGUÉM SABE, NINGUÉM ESTRAGA”.
Para minha família mesmo, contei 24h antes da viagem rsrs. Sabia que a ida geraria uma preocupação neles, então preferi deixar para a última hora, assim sofreriam menos rsrs.
Resumo das despesas pré-viagem.
Passaporte (Não obrigatório)................................: R$ 257,25 (08/2015)
Ingresso Machu Picchu + Waynna Picchu............: R$ 214,00 (Cartão Credito Visa)
Seguro Viagem: Mondial........................................: R$ 177,51 (5x cartão crédito)
Dinheiro em espécie, sendo:
Dólares....................................................................: U$D 500,00 (R$ 1750,00 em 08/2015)
Reais........................................................................: R$ 2.500,00
Mochila: Quechua Symbium Access 70l+10l.......: R$ 699,00 (Promoção Dechatlon)
Doleira (Money belt)...............................................: R$ 40,00 (Dechatlon)
Total..........................................................................: R$ 5.637,76
Lembrando que, caso tiremos da soma, os valores do passaporte, mochila e doleira, o valor cai para R$ 4.641,51, uma diferença um tanto que significativa.
Enfim, chegado o tão esperado dia, e a viagem a partir daqui será contada por “dias” para ficar de uma forma mais organizada e fácil entendimento.
Continua.....
Link no site: http://ontheroad.com.br/blog/intruducao-mochilao-bolivia-chile-e-peru-2015/