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Ciclista Voador

Reveillon 2018! De Santos á Maresias de bike

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Falaê Pessoal

Sou de SP, e estou planejando uma rota de Santos á São sebastião, no momento estou sozinho. Recentemente fiz a tradicional descida a santos, a bike está revisada e inteirinha. Só nao tenho o alforge, mas fiz uma adaptação com bagageiro + mochila. E pretendo fazer uma ciclo viagem a santos á São sebastião com 3 paradas. Fazendo em torno de 50/60km por dia. No total são 160kms. Gostaria a opinião de vocês sobre esse roteiro:

Não pretendo gastar muito, apenas com o que for necessário e as diárias do campings/Hostels.

Partindo no dia 27/12/2017 e retorno dia 02/01/2018.

Segue:

dia 27

- De Santos á Bertioga (Camping ou Hostel)

dia 28

- Bertioga á praia de Juquehy (Camping ou Hostel)

dia 29

- Juquehy á São Sebastião (Camping ou Hostel)

dias 30/31/01

- Pauba, Maresias e 2018!! (Camping ou Hoste

Levarei pouca coisa:

Na mochila

- 3 camaras de ar

- Kit ferramentas (chave, bateria, extras)

- Kit primeiros socorros

- 1 Blusa

-  3 camisetas - 2 bermudas 

- comida (café, macarrão, arroz, etc)

 

Sugestões, perguntas e duvidas serão bem vindas.

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O trajeto da volta seria voltando de onibus.

Esses dias estava reservando alguns camping, os preços estavam um absurdo, ainda alegavam que se eu reservasse 1 dia seria mais caro do que pegar 5 dias. Fora que nessa epoca a estrada é muito movimentada, e tem muito cachaceiro na estrada. 

Estou na duvida se continuar o destino pelo litoral norte, ou fazer uma ciclovagem por campos de jordao (onde parece ser mais tranquilo)

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      Sobre o blog: O http://embarque40mais.com é dedicado a pessoas com mais de 40 anos de idade, mas o conteúdo é de interesse de todos que gostam de viajar, conhecer lugares e ter novas experiências. A autora é Michele da Costa, jornalista paulista que ama conhecer lugares e contar histórias. Nos posts sobre as viagens dela, dá dicas detalhadas para planejamento e muita inspiração! Esperamos vocês! 
      Bj da Mi 😘
       
       
       
       
    • Por Dérik Martins
      O downhill na estrada da morte na Bolívia não pode faltar para aqueles mochileiros que amam uma aventura, como eu! Para quem ainda não conhece, é a descida de bike em uma das mais perigosas estradas do mundo, com precipícios que beiram os 900 metros de altura e trechos com apenas 3 metros de largura.
      Nós pagamos cerca de 150 bolivianos (R$70,00) mas o valor pode variar de acordo com o tipo de bike e tração. É bom reservar um tempinho para andar na rua Sagàrnaga e pechinchar entre as agências para conseguir o melhor preço.
      Este passeio dura o dia todo, mas em nosso caso, tivemos uma situação um tanto conturbada que dobrou o tempo de duração, portanto irei dividi-lo em três partes: Início, meio e experiência de quase morte. hahahhaaha. Calma que eu vou explicar.
      Início: O tour inicia-se às 7h00 e inclui transporte até o topo da estrada, na cidade de El Alto, vestimenta (jaqueta fina, calça e luvas), equipamentos de segurança, fotos, almoço e guias para conduzir o grupo.
      Quando desembarcamos lá em cima, fazia muito frio, portanto recomendo levar mais uma blusa apenas para o início da descida, pois da metade para o final faz muito calor. Dessa forma, é importante ter uma camiseta por baixo de tudo. Também é fundamental levar óculos de sol para evitar que a poeira entre nos olhos.
      A descida começa ainda em estrada asfaltada, a uma altura de mais ou menos 4.000 mil metros. A sensação de liberdade é indescritível e é ainda mais incrível olhar para os lados e perceber que está pedalando na altura dos picos das montanhas!
      Após em média 50 minutos pedalando na estrada asfaltada, começa o temido caminho na estrada de cascalhos, terra e muita poeira. O guia fez algumas recomendações importantes e demos início a largada!
      Não vou negar que no começo fiquei com bastante medo, mas depois de 10 minutinhos, peguei o jeito e me acostumei. Ahhh! Fique tranquilo, caso não tenha experiência com bikes,  é só descer com calma e não há motivos para algo dar errado. O trajeto completo dura em média 4 horas e vai dos 4.000 aos 1.110 metros em 65km de estrada.
      Meio: O percurso passa por pequenas cachoeiras e recomendo que OLHEM PARA OS LADOS, mesmo pedalando, pois a vista é inacreditável! Eu até vi um gavião voando na mesma altura que estava! É incrível! Há paradas para descanso, fotos, lanche e histórias macabras.
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      Nós falamos com a agência e a responsável nos reembolsou o dinheiro extra gasto com a van pediu mil desculpas. Acredito que o guia e motorista eram novos e foram advertidos ou até dispensados depois das reclamações que receberam.
      Tenho certeza de que essa situação foi uma exceção e quero que entendam o relato como uma lição para prestarem mais atenção nos guias, pois não depende somente das agências. Por favor, não deixem de fazer esse tour incrível, lindo e sensacional!!!!! As fotos dizem por si só!
       



    • Por Carlos Melo
      Comecei um mochilão e no início pensei em fazer de carona, mas tenho encontrado alguns problemas em conseguir carona (talvez por ser um homem negro em um país estruturalmente racista), daí pensei em continuar esse mochilão de Bike, estou querendo sair próxima semana de Fortaleza-Ce rumo a Areia Branca-RN, depois Pipa e Natal, e em seguida continuar descendo rumo a Bahia. Tenho dúvidas sobre algumas questões, vou deixar algumas aqui e peço a ajuda dos que já tem experiência.
      Bicicleta com marcha ou sem?
      Qual o kit de emergência básico que devo levar?
      É muito perigoso?
      Coloco caixote para transportar a mochila?
      Preciso saber de algo mais?
      Por favor, deixem todas as dicas que puderem.
      Desde já, grato.
    • Por NIRCEU CICLOTURISTA
      A CICLOVIAGEM DE FINAL DE ANO - 2017
      Planejei sair dia 26/12/2017 pra fazer a cicloviagem, partindo de SJC com destino a Ubatuba.
      O planejamento foi feito a partir de todos os mapeamentos disponíveis e com os diversos softwares de georreferenciamento que utilizo no meu cotidiano (MapSource, Basecamp, Trackmaker e Googleearthpro, principalmente). Procurei planejar um roteiro passando por locais onde eu nunca havia estado antes.
      Foi assim que criei um roteiro planejando subir a serra entre Caçapava e Jambeiro a partir do Bairro da Germânia (em Caçapava) e, depois da serra, esticar até São Luiz do Paraitinga onde eu pretendia dormir num hotel. Estimativa de pouco mais de 90km de pedal... morro pra “caramba”.
      Sabia que seria difícil, muito difícil... Ademais tinha o peso do camelbak com várias tralhas e o alforje lotado com roupas, eletrônicos, ferramentas, câmara extra (providencial, pois precisei dela depois... mas vou chegar lá) chinelo, remédios básicos, enfim, uns 15kg de peso extra e muito arrasto na bike... Mas isso fazia parte do roteiro e dos planos.
      Planejamento é fundamental, mas dificilmente a gente consegue seguir o plano em sua totalidade... no final das contas o planejamento só serve pra gente fugir dele e deixar o acaso agir, preparar-se para o imponderável, para aquilo que não se prevê... Kkkkk!!!!!
      O plano já furou na saída... eu tinha pensado em sair umas 7hs da manhã, mas acordei tarde pra cacete e saí 10:20hs!!!!! Eu tinha bebido muito no dia 24/12/17 e isso estava repercutindo em meu rendimento. Eu estava enjoado, meu estômago e fígado estavam “detonados” e um “mal-estar” permanecia, com uma leve dor de cabeça latejando nas têmporas. Os excessos com a cerveja no Natal estavam me “judiando” kkkkkkkkk.
      O primeiro trecho planejado para a viagem era totalmente urbano e, portanto, no asfalto... saída do meu bairro no Altos de Santana, atravessei a ponte Maria Peregrina e o rio Paraíba do Sul, estiquei pela Via Norte, caí no Parque da Cidade e pedalei pesado até o bairro do Tesouro. Saí na estrada marginal da Via Dutra e pedalei até o distrito de Eugênio de Melo e, de lá, segui pelo asfalto até Caçapava. Em Caçapava atravessei a Dutra por debaixo de um pontilhão e peguei uma rua chamada Barreto Leme (marginal à Via Dutra, no sentido Rio de Janeiro) onde segui até a rua João Benedito Moreira, que é a rua que dá acesso ao bairro da Germânia, já na zona rural de Caçapava e onde entrei nas estradas de terra. (Observação: se jogar essas informações no GoogleEarthPro dá pra gerar a rota).
      Às 13:00 cheguei no bar do Jonas no bairro rural da Germânia em Caçapava. Eu tinha percorrido mais de 37Km em 2:40hs... Excelente minha média horária de 14km/h, considerando o peso na bike e a ressaca do Natal!!!!
      Comi umas frutas. Ainda estava meio enjoado, mas precisava subir um grande morro... a serra entre Caçapava e Jambeiro.
      No local fiquei sabendo que o caminho que iria subir se chama estrada do coletor (tinham placas indicando esse nome), mas não sei quem coletava “o que” naquele lugar... achei engraçado!!!! Foi a única coisa que achei graça, porque logo depois iniciei a subida, primeira grande dificuldade técnica do dia... 45 minutos subindo, “vovozinha” nas marchas, fiz minha primeira parada... Bebe água... mais água... mais um cadinho d'água... 5 minutinhos de descanso e volto a subir!!
      Mais meia hora de pedal e paro, perto da exaustão, fico 15 minutos me recuperando, dou mais uma esticada de 200m e venci o morro... puta merda!!!! Tava cansado pra “caracas”!!!!
      Do outro lado da serra uma grande descida compensou o gasto de energia da subida, mas as péssimas condições da estrada não permitem “soltar” a bike, então a descida precisa ser técnica e tinha que tomar cuidado com os alforjes e todo o peso das coisas também...
      Viagem solitária, o silêncio falava alto em minha alma e tinham os meus medos que me “encucavam” reverberando em minha mente...
      “E se eu passar mal??”
      “E se a bike quebra??”
      “E se chover forte?? Onde me abrigo? E se tiver raios? Puts... Tenho medo de raios!!!!”
      Quase 50 anos de idade nas costas, muita coisa pra pensar e refletir.
      Ao longo do caminho pensava sobre os vários erros já cometidos em minha vida e que escancaram o “lixo” que sou. Eu rezava e me dava a oportunidade de me perdoar e de ser sincero comigo mesmo e então ocorreram vários “insights” e epifanias e intuições que de certa forma dão um sentido à minha vida, mas que paradoxalmente, não encontram eco em minha racionalidade!
      E era essa difícil e impiedosa contradição entre meu espírito e minha mente que me motivava a continuar pedalando... e rezando!!!
      Mas estou narrando minha viagem e não o resultado de minhas introspecções, então, vamos lá...
      Depois da descida da serra entrei numa estrada de terra que interliga as cidades de Jambeiro e Redenção da Serra... estrada muito difícil, com muitos morros e cada subida de morro era um desafio maior. Houve momentos em que praguejei, me senti fraco e entristecido. Acho que ando forçando muito meu corpo!!! Preciso diminuir a quantidade de cerveja que bebo, kkkkkkkkk!!!!
      À medida que me aproximava da cidade de Redenção da Serra eu via a chuva e os raios e trovões me cercando e isso me abalava psicologicamente... pensava comigo mesmo... “E se essa chuva cair?? E tem os raios!!!! Ai que medo de raio!!!! E se essa chuva cair e me pegar na estrada?? Como minha roupa seca até amanhã?? Onde me abrigo??? Como será??”...
      Pedalava ofegante, cansadão!!! Sou um homem de pouca fé!!
      Até que enfim, cheguei num bar, eram 17:49hs... bar do Pescador... acho que era esse o nome do bar!!!! Estava protegido. Passam 5 minutos e desaba um mundo de água e chove muito!!!
      Por dentro eu era só agradecimento!!!! Cheguei em Redenção... apesar de todos os percalços, de toda a dificuldade, de todos os medos!!!! E cheguei antes da chuva!!!! Não tomei uma gota de chuva na cabeça!!! Apesar da minha falta de fé e minha racionalidade, o místico dentro de mim aflorava em emoções diversas e vários sentimentos e percepções e intuições e a experiência do sagrado se fazendo presente em minha vida!!!
      Epifanias podem ser forjadas no nosso sistema nervoso e a fisiologia até pode explicar o conjunto de sentimentos e emoções que experimentamos nessas experiências. Minha racionalidade aponta constantemente nessa direção, explicando a origem bioquímica dos meus sentimentos.
      No entanto, essas epifanias são tão esclarecedoras e reveladoras que me permitem a experiência do sagrado, do encontro com o “divino”, e isso é tão pessoal, tão particular, tão íntimo, que me maravilho diante do fenômeno “vida” e da natureza da vida e de como esse corpo que ocupo e minha mente atuam. Novamente me perco em minhas reminiscências durante a produção desse texto!!!! Vou voltar a contar sobre a viagem em si e parar de falar sobre minhas reflexões e experiências de êxtase “religioso”!!! Como é difícil dissociar o racional do emocional!!! O quanto que a realidade sacralizada transcende a dimensão do material e corpóreo!!!! Como essas experiências são minhas e apenas minhas!!!
      Já tinha decidido que não dormiria em São Luiz do Paraitinga... primeira mudança de planos!!! Ia dormir em Redenção da Serra. Até porque, estava chovendo pra caramba e tinha mais 36Km até São Luiz do Paraitinga (pelo asfalto).
      Amaina a chuva, eram 18:12hs, saio do bar do Pescador e pedalo até o trevo, onde acho uma pousada simples pra passar a noite em Redenção da Serra.
      Pousada Paraíso (fone 12-36761221). R$50,00, um bom banho quente, uma cama, uma tv... caramba, essa sensação de ter chego a um lugar e de estar novamente em uma situação de conforto depois de um dia inteiro de pedal é muito boa!!!
      Na pousada conheci Marlene, proprietária, que foi uma pessoa muito legal comigo. Uma excelente anfitriã. Na realidade eu já sabia da pousada por indicação de Fábio, que é um colega de trabalho cuja família é de Redenção da Serra. Achei engraçado que quando comentei sobre Fábio com Marlene ela disse que o conhecia, mas que não lembrava do nome dele, então ela se referia a ele apenas como “o marido de Simone”!!! Quando voltei a encontrar com Fábio comentei com ele que, em Redenção, ele é “o marido de Simone” e não o Fábio, rsrsrsrsrsrsrs.
      Na pousada ainda tinha um grupo de ciclistas (acho que eram 3 caras) que estavam fazendo a “Rota da Luz” (www.rotadaluzsp.com.br). Os caras estavam em bikes de aro 29 e sem alforje. Pedal diferente do meu. Achei muito legal encontrar outros ciclistas fazendo outra cicloviagem... o mundo está
      mudando mesmo e muitas pessoas fazem essas atividades de cicloturismo hoje em dia. Imagino o dia em que todas as rodovias terão ciclovias paralelas onde trafegarão lado a lado todos os tipos de veículos.
      Comi um X-bacon-salada num carrinho de lanche que fica na praça central da cidade (R$10,00), voltei pra pousada e desmaiei.
      Dia 27/12/2017 acordei 6:00hs. Já não me sentia enjoado. Tinha tomado muito líquido (sucos e água) e estava me sentindo bem melhor.
      Antes do café da manhã fui no mercado, que fica na rua de cima da pousada (acho que chama mercado São Judas Tadeu, mas não tenho certeza), e comprei pilhas pro GPS.
      Lá “colou” em mim um “senhorzinho” que começou a me pedir um $$. Achei o “tiozinho” bem comédia, um “figuraça” e dei uns trocadinhos que tinha na carteira, mas o cara continuou me pedindo mais dinheiro até que a mulher do mercado deu uma bronca no “Zezão” (esse era o nome do “tiozinho”) dizendo pra ele não me encher. Achei a cena engraçada, mas fiquei imaginando que o Zezão deve ficar pedindo dinheiro pra todos os clientes do mercadinho. Dei risada sozinho!!!
      Dias depois, comentei a cena e o fato com o Fábio e fiquei sabendo que o Zezão é o único “mendigo” de Redenção da Serra (demos muita risada juntos), e que o Zezão tem realmente problemas psiquiátricos (lógico), e que a mania que ele tem é ficar pedindo dinheiro pra todos os que aparecem na cidade.
      Assim, o Zezão é uma figura carismática, que representa um daqueles casos em que o povo da cidade acolheu o cara e criou um mito, ao se apiedar do ser humano pela sua inocência, e reproduz suas histórias e faz com que elas sejam contadas com todo o humor. Segundo Fábio isso inclusive rendeu uma marchinha de carnaval na cidade, que inclusive tem um bloco de carnaval chamado “Bloco do Zezão”!! No final das contas, Zezão é uma figura pitoresca, assim como a própria cidade de Redenção. Talvez seja o munícipe mais famoso da cidade hoje, kkkkkkkkkkkkk. Acho que ele é mais conhecido que o prefeito, kkkkk.
      Continuando a minha cicloviagem, tomei meu café da manhã na pousada e dei uma “enrolada” batendo papo com a Dona Marlene e com outras pessoas da pousada. A bicicleta e as cicloviagens são elementos que criam empatia nas pessoas e elas gostam de conversar, ouvir as nossas histórias, compartilhar a “vida” e isso permite bom contato com as pessoas. É no “outro” que me “percebo” como ser humano e isso é bom. Resultado, acabei saindo quase 9:00hs da manhã em viagem.
      Agora eu tinha que escolher entre dois caminhos a seguir até São Luiz do Paraitinga... um pelo asfalto e outro por estradas de terra. Em função do horário decidi seguir pelo asfalto, até porque eu sabia que teria muito morro pra enfrentar a tarde e eu quis dar uma adiantada na viagem.
      O caminho pelo asfalto encerrava 41Km até a entrada da estrada da Catuçaba. Pelas estradas de terra eram só 35Km (6Km a menos), mas pedalar na terra é sempre mais lento que no asfalto e o caminho pelo asfalto eu conhecia... resolvi não arriscar...
      Os primeiros 16km segui na Rodovia Major Gabriel Ortiz Monteiro até chegar na Rodovia Oswaldo Cruz. Uma hora certinho de deslocamento. Único incidente foi uma picada de vespa no ombro.... caracas... doeu pacas!!!
      Na Rodovia Oswaldo Cruz percorri mais 25Km até a entrada da estrada da Catuçaba em São Luiz do Paraitinga. Fiz esse trajeto (25Km) em exatamente duas horas, sendo que fiquei 15 minutos parado e pedalei por 1:45hs. Mais de 14 km/h de média horária. Ao contrário do dia anterior eu estava me sentindo bem, bastante “inteiro”.
      Ainda tinham mais de 50Km pra percorrer até Ubatuba e eu já tinha pedalado mais de 40Km em 3 horas. Mas já era meio dia e o sol ora aparecia e ora se escondia atrás das nuvens e criava um mormaço forte, mas não tinha chuva.
      Catuçaba é um bairro da zona rural de São Luiz do Paraitinga. A estrada da Catuçaba é asfaltada, mas quase não tem trânsito. Logo no início da estrada da Catuçaba vi um rapaz, parei pra perguntar sobre o caminho, as condições da via, distâncias, enfim, informações que são úteis a um viajante. O cara só faltou falar pra mim que eu estava “fudid**” kkkkk. Disse que a estrada estava toda esburacada, que a distância era enorme, que era muito melhor ir pelo asfalto da Rodovia Oswaldo Cruz... kkkkk... Dei risada e segui viagem... todas as informações do cara estavam erradas... a estrada estava em excelentes condições (inclusive com as chuvas), as distâncias a serem percorridas estavam todas dentro do
      programado e com certeza foi muito melhor ir por dentro do PESM, seja pela beleza da estrada, seja pelo tráfego quase inexistente de automóveis o que deixa a viagem com muito mais segurança.
      Seguindo a viagem...
      Percorri 11Km na estrada da Catuçaba em 45 minutos e cheguei na estrada de terra que adentra e atravessa o Parque Estadual da Serra do Mar (PESM). Agora eu sabia que iria enfrentar mais morros até chegar ao Núcleo Santa Virgínia e sairia bem próximo da serra de Ubatuba na Rodovia Oswaldo Cruz, mas tinha que vencer mais 22Km.
      Logo no início da estrada que adentra o PESM (±2Km) pedi água na casa de um cara muito gente boa chamado José, mas o apelido dele é “Zé baiano” (a casa dele fica na coordenada UTM 23K – E-477670/S-7.426.000). Enchi meus reservatórios de água geladinha e comecei a subir morro!!! Faltavam 20Km pra retornar ao asfalto na Rodovia Oswaldo Cruz. Sugiro a todos que forem fazer essa viagem que parem pra pedir água na casa do zé baiano, não só por ele ser muito gente boa, mas porque ele vai te dar água gelada e vai te dar informações corretas sobre o caminho.
      7Km de subidas de morro, venci 350m de altitude em 1:30hs de pedal. Média de 5Km/h, mas só subindo morro, atingi a cota 1097m de altitude (ponto culminante de toda a viagem). Já eram 15:00hs.
      Depois dessa subida são 13Km de estrada de terra com muitas subidas e descidas alternadas, até chegar na Rodovia Oswaldo Cruz.
      Mas a estrada estava muito boa e nesse trecho as variações altimétricas não são tão grandes, então consegui desenvolver uma boa velocidade até chegar nos escritórios da administração do PESM no Núcleo Sta. Virgínia, onde pedi água. A chuva estava rodeando e faltava apenas 3Km pra chegar no asfalto.
      Saí do Núcleo Sta. Virgínia e caiu uma forte chuva no lombo. Até esse momento da viagem ainda não havia tomado chuva. Reduzi bastante minha velocidade e segui devagarinho.
      Foi um momento difícil suportar a chuva... eu não estava muito preparado psicologicamente pra tomar a chuva. A forte chuva que caiu durou 15 minutos e amainou e o mormaço esquentou novamente.
      Cheguei na Rodovia Oswaldo Cruz às 16:20hs com quase 74Km pedalados em 7:20hs.
      Eu estava muito feliz de ter conseguido chegar. Agora eu já estava em Ubatuba.
      Na cumeada da serra dei uma pequena parada, ajeitei minhas coisas no alforje, verifiquei o que tinha molhado com a chuva e comecei a descida. Tudo certo. Todas as sacolas dentro do alforje estavam molhadas, mas todas as minhas roupas e equipamentos estavam secos (tudo enrolado em sacos plásticos de supermercado, kkkkkkk, pra que saco estanque??)
      A descida da serra de Ubatuba é muito legal, mas exige concentração e atenção redobrada. Existem riscos, ainda mais com a pista molhada pela chuva.
      De qualquer forma, o trânsito intenso me protegia, pois os automóveis andam devagar na serra e os carros atrás de mim me protegiam, pois os motoristas acabam respeitando o ciclista no trecho de serra e dão um certo recuo.
      No finalzinho da serra eu estava atrás de um carro e acabei passando por cima de algumas calotas que ficam caídas ao longo de quase toda a serra e o resultado é que o pneu dianteiro da bike furou. Na realidade a câmara de ar rasgou mesmo e tive que por uma nova (aquela câmara do começo do texto)... ainda bem que eu estava bem equipado e tinha uma câmara reserva e bomba de ar e tudo o mais que era necessário pra eu fazer o conserto do pneu. Eu estava feliz, apesar da chuva que caía.
      Em 15 minutos troquei a câmara arrumei o pneu, dei graças a Deus de não ter sido o pneu traseiro pois daria muito mais trabalho.
      Terminei a descida da serra e peguei pesado no pedal até a casa de minha mãe, onde cheguei exatamente às 18:02hs.
      9 horas de viagem, contabilizando inclusive os momentos parado, quase 93Km pedalados.
      Eu era só felicidade nesse momento.
      Tomei um banho quente, me alimentei e dormi muito.
      Nos dias seguintes muita chuva, mas pedalei mais um pouco. Fui até o Rio Escuro pegar meus filhos, fui ver meus amigos Carlinhos e Pedro Paulo no morro da pedreira e acabei revendo o “Joca”, foi muito legal... enfim, curti a minha bicicleta nos meus passeios pela cidade de Ubatuba.
      Essa é a história dessa cicloviagem de final de ano. Espero que quem ler esse relato curta a história. Abraço a todos
      A CICLOVIAGEM DE FINAL DE ANO-2017-2018.pdf
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