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Cheila Anja

Relato de viagem - Mochilão África do Sul 2018 (gastos, dicas de passeios, restaurantes, hotéis, locomoção, cultura e mais)

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Pensando em ir para a África do Sul? ::otemo:: Já sabe o que fazer lá? Vou contar para vocês como foi a minha viagem de 17 dias pela África do Sul, com os gastos diários o total que gastei na viagem toda, dicas de passeios, restaurantes, hotéis, locomoção, cultura, enfim vou fazer um resumão completinho sobre a África do Sul e a minha aventura por lá. ::hahaha::

Desde criança ouvi falar da África, mas não de uma forma boa. Pelo contrário, quando eu não comia toda a comida do prato na escola ou em casa, eu escutava frases do tipo “Não vai comer tudo? Não sabe que as crianças na África passam fome?” então eu imediatamente terminava de comer toda a comida do prato, pois não queria ser a responsável pela fome das crianças na África. Foi com essa ideia da África que eu cresci, a África era um continente pobre onde as pessoas estavam morrendo de fome e só.

Quando comecei a entender melhor e com a ajuda da internet. Pesquisei sobre esse continente, eu não queria acreditar que era só isso. Fiquei deslumbrada com o que vi, como a África era maravilhosa! Se eu vi que realmente as crianças passavam fome? Claro que sim, assim como em qualquer lugar tem crianças passando fome, inclusive no país em que vivemos, mas o que eu descobri foi muito além disso, essa realidade era a única coisa que eu sabia da África e foi o que acreditei por muito tempo.

Hoje eu quero contar para vocês um pouquinho desse meu sonho de criança de conhecer esse lugar incrível e contar como foi a minha viagem para lá, também quero mostrar como eu estou grata por ter ido atrás e descoberto que a vida vai muito além do que as pessoas nos contam ou ensinam e o mundo está aí para ser vivido!

A África do Sul foi o meu primeiro país na África e tenho plena certeza que será o primeiro de muitos, pois quero conhecer cada pedacinho desse continente incrível. Confira como era o nosso roteiro inicial por esse país incrível:

Mochilão África do Sul 2018 – Roadtrip

  • Dia 1: O que fazer na África do Sul: Londrina -> São Paulo -> Joanesburgo
  • Dia 2: O que fazer na África do Sul: Joanesburgo – Arts on Main. Pata Pata Restaurant e festa de ano novo do hostel no rooftop.
  • Dia 3: O que fazer na África do Sul: Joanesburgo: Museu do Apartheid, Visita ao Soweto, Nelson Mandela Square, Berço da Humanidade – Cradle of Humankind, Montecasino.
  • Dia 4: O que fazer na África do Sul: Joanesburgo: Dirigir até o Paul Kruger Gate – Rest Camp Skukuza no Kruger National Park. Safári Guiado Sunset.
  • Dia 5: O que fazer na África do Sul: Safári por conta própria. Ver o amanhecer no Lake Panic Hide
  • Dia 6: O que fazer na África do Sul: Dirigir até Joanesburgo e voo para Durban.
  • Dia 7: O que fazer na África do Sul: Durban – Temple of Understanding (Hare Krishna Temple). Atirar-se no maior swing do mundo, dentro do Moses Mabhida Stadium. Praia.
  • Dia 8: O que fazer na África do Sul: Port Elizabeth. Praia. Shark Rock Pier. Kings Beach.
  • Dia 9: O que fazer na África do Sul: Jeffreys Bay – Praia Dolphin Beach/Supertubes. Fazer compras: outlets e lojas de fábrica: Billabong, Quicksilver, Element, Rip Curl entre outras.
  • Dia 10: O que fazer na África do Sul: Stormsriver. Maior Bungee Jump de uma ponte do planeta. Tsitsikamma National Park.
  • Dia 11: O que fazer na África do Sul: Mossel Bay com parada em Plettenberg Bay (Lookout Rocks) e Knysna (The Heads – east head view point). Sandboard na Dragon Dune. Santos Beach. Cape St Blaize Cave.
  • Dia 12: O que fazer na África do Sul: Dirigir até Cape Town com parada em Cape Agulhas.
  • Dia 13: O que fazer na África do Sul: Dirigir pela Garden Route –  Camps Bay. Chapman’s Peak. Boulders Beach. Cape of Good Hope.
  • Dia 14: O que fazer na África do Sul: Table Mountain. Waterfront.
  • Dia 15: O que fazer na África do Sul: LionHead. Kirstenbosch. Long Street.
  • Dia 16: O que fazer na África do Sul: Ilha Robben e voo para Brasil.
  • Dia 17: O que fazer na África do Sul: Voo SP > Londrina.

Me acompanha nessa aventura e saiba o que fazer na África do Sul! No final do artigo vou deixar todos os valores que gastamos nessa viagem e também os sites para comprar os passeios e tours online. Vamos lá!

Dia 1: O que fazer na África do Sul: Londrina > São Paulo > Joanesburgo

Saímos às 7 horas da manhã de Londrina no Paraná de ônibus em direção a São Paulo, almoçamos na estrada e como a viagem é longa, assistimos vários episódios do Grey’s Anatomy no celular para passar o tempo. Chegamos na rodoviária de São Paulo e pegamos um Uber para o aeroporto, não teríamos tempo para esperar o busão. Lanchinho rápido no aeroporto e fomos para o embarque.

Nosso voo saiu às 19:45 e logo foi servido o jantar, só comi e dormi feito um bebê, ainda cansada da viagem de ônibus, acordei na conexão em Luanda na Angola, onde aproveitamos para escovar os dentes e passar aquele lencinho umedecido maroto, já que banho não iria ter no dia, praticamente todas as mulheres do avião tiveram a mesma ideia, fila no banheiro com lencinhos na mão. Já aviso para sempre levarem esses lencinhos na bagagem de mão para quando encontrarem banheiros em aeroportos como o de Luanda, precário e sem papel higiênico, assim estarão preparadas.

Voamos de TAAG aproveitando uma promoção de passagens para a África do Sul, com ida para Joanesburgo e volta por Cidade do Cabo (Cape Town). Pagamos R$ 1600,00 cada um pela passagem, isso viajando para ano novo. Não temos reclamações sobre a cia aérea, é simples, mas atende a todos os requisitos.

A conexão em Luanda era de 2:30 de duração e foi tranquila, passageiros em transito não precisam de visto, único problema era que só tinha uma pessoa para atender a todos os passageiros de conexão, ele que olhava no monitor enquanto as malas de mão passavam e ele que revistava quando apitava em vermelho as pessoas, deu até dó do coitado, mas mesmo assim foi relativamente rápido e logo estávamos embarcando para Joanesburgo.

Durante o voo de Luanda a Joanesburgo, almoçamos, assistimos filmes e tentamos nos manter ocupados e acordados para nos acostumar com o novo fuso horário de 4 horas de diferença do Brasil. Chegamos em Joanesburgo as 13:45 e agora sim a aventura começa.

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Dia 2: O que fazer na África do Sul: Joanesburgo – Réveillon 

No aeroporto comprei um chip de internet para o celular, trocamos um pouquinho de dólares por rends (moeda da África do Sul) para emergências, pois pretendíamos trocar mais em uma casa de câmbio, a cotação do aeroporto era horrível, como é sempre em qualquer aeroporto, depois fomos procurar a companhia que alugamos o carro, fizemos tudo online ainda do Brasil, inclusive o pagamento, então foi só chegar, retirar e pronto, estávamos motorizados e dirigindo pela primeira vez na mão inglesa e com câmbio manual. Era cômico ver o Fernando ligar o limpador toda vez que queria dar seta! Mas fiquem tranquilos que chegamos vivos ao hostel, ele pegou o jeito rapidinho.

Em Joanesburgo ficamos hospedados no Curiocity Backpackers. Quando comecei pesquisar o que fazer na África do Sul, Joanesburgo na verdade, só entrou no roteiro porque é a porta de entrada para quem quer fazer o safári no Kruger Park e também porque é por onde chegam os voos mais baratos do Brasil, não era um lugar que eu tinha desejo de conhecer, mas já que estávamos em Joanesburgo ou Joburg, como é carinhosamente chamada por lá, e era ano novo, tínhamos que aproveitar, certo?

Chegamos no hostel já era final de tarde, só tomamos um banho e fomos jantar. Jantamos no restaurante Pata Pata, fomos a pé, fica a 2 quadras do hostel, o restaurante é bom, mas achei muito caro, R$ 108,40 para duas pessoas (sim, preço em reais e não em rends), e o pior é que um prato dava para duas pessoas comerem tranquilamente, mas eles não deixavam pedir só um prato para duas pessoas, pedimos dois pratos e veio comida para umas 8 pessoas, claro que não conseguimos comer nem metade, por sorte veio um senhorzinho e disse que estava com fome, se poderíamos dar-lhe um pouco de comida, falamos que não iriamos comer mais e se ele não se importava pediríamos para embrulhar e dar para ele, ele falou que seria a melhor comida que ele comeria em muito tempo e ficou muito grato, então fizemos isso e vimos ele sair contente de lá.

Uma coisa que vimos na África do Sul, foi a desigualdade, tem pessoas que tem muito dinheiro e pessoas que passam fome literalmente, claro que isso existe em todo lugar, mas o que eu quero dizer é que lá não existe meio termo ou classe média, ou você tem bastante ou não tem nada. Dirigindo pela África do Sul vimos muitas e muitas favelas, em todo lugar, não é em apenas um lugar isolado, é em todo lugar, isso que passamos apenas pela rota mais turística, mas conversando com pessoas que moram lá, nos contaram que nas rotas menos turísticas é bem pior. Também ainda existe muita rixa por causa do preconceito racial, mas tem melhorado a cada dia, e como eles mesmo dizem por lá, eles têm certeza que as gerações futuras jamais vão passar por isso, vai ser apenas uma lembrança de um passado distante.

Depois de ter deixado o rim lá para pagar a conta do restaurante, fomos para o hostel dar uma dormidinha antes do ano novo.

Dessa vez colocamos 15 despertadores para não acordar só no outro dia como aconteceu na nossa viagem da Tailândia, acordamos com a insistência do despertador. Os meninos que estavam no quarto com a gente já tinham saído, pegamos um quarto misto para 8 pessoas. Depois de nos arrumarmos, fomos para uma festinha, que ficava a meia quadra do hostel, a festa era do hostel mesmo com entrada gratuita, só que era em um rooftop com vista para a cidade toda e churrasquinho de graça.

O Fernando e eu éramos os únicos de roupa branca na festa de ano novo, acho que lá não tem esse negocio igual tem aqui que a cor da roupa atrai o que você deseja no ano. Eu também não acredito nisso não, mas no Brasil é tradição, então nos acostumamos a vestir branco no ano novo.

Na festa estavam todos com roupas coloridas, felizes dançando, a dança deles é diferente da nossa, é lindo de ver e difícil de fazer igual. Os drinks também eram diferentes, era uma mistura de tudo que existe alcoólico e algo muito doce junto, tomei dois e já estava alegre. De lá conseguimos ver os fogos e comemoramos juntos a chegada de um novo ano em nossas vidas.

Conhecemos um casal e mais 2 rapazes na festa, eles vieram conversar com a gente e foi amizade instantânea, logo eles estavam convidando a gente para ir em outra festa com eles, que iriam tentar passar a gente sem termos que pagar, a festa era próxima dali e iriamos todos a pé. E não é que deu certo? Eles falaram “façam como a gente, só nos sigam, vocês têm cara de gente fina, nem vão conferir as entradas”. Eles já tinham entrado na festa, antes de ir para o rooftop, então tinham um carimbo no braço, colocaram a gente no meio da fila e entraram dançando, só seguimos eles dançando e entramos tranquilamente.  A festa era eletrônica e foi incrível, em um lugar chamado Che Argentine Grill.

Eu me senti uma princesa nessa festa, ou melhor durante a viagem toda, mas principalmente nessa festa, recebi muitos elogios, as meninas no banheiro elogiavam meu cabelo, minha roupa, meu corpo, minha tatuagem, tudo! O povo querido demais nessa África do Sul, massagearam o meu ego sem pedir nada em troca, só um sorriso bastava.

Resultado da festa? Fomos dormir muito tarde e acordamos quase uma hora da tarde do outro dia, ok tínhamos perdido a manhã, então agora era correr para aproveitar a tarde do nosso último dia em Joanesburgo.

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Curiocity Backpackers
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Rooftop

Dia 3: O que fazer na África do Sul: Joanesburgo: Museu do Apartheid, Visita ao Soweto, Nelson Mandela Square

Fomos conhecer a Mandela Square onde tem a famosa estatua do Nelson Mandela, aproveitamos para almoçar por lá, almoçamos no Rocomamas e que delicia de comida! A comida da África do Sul é muito parecida com a nossa, inclusive os temperos, é só um pouquinho mais apimentada, eu adorei.

Depois de nos perder no shopping da Mandela Square, sim nos perdemos literalmente dentro do shopping, gente do interior quando vai para a cidade grande dá nisso. Depois de andar muito, conseguimos sair na porta onde tínhamos deixado o carro no estacionamento.

Fomos em direção ao Museu do Apartheid, que na verdade era a única coisa que eu realmente queria fazer em Joanesburgo, mas o que a gente esqueceu? Era dia primeiro de janeiro, ou seja, feriado. E claro que o museu não abria no feriado, fiquei bem chateada e tudo que consegui foi tirar uma foto do lado de fora.

Antes de ir para a África do Sul e ao pesquisar o que fazer na África do Sul eu li em algum lugar que se sua viagem para Joanesburgo é curta, você sairá daqui satisfeito, apenas conhecendo o Museu do Apartheid. Eu vi que as consequências desse regime fazem parte do dia-a-dia dos sul-africanos, principalmente em Joanesburgo e eu queria muito conhecer o museu, pois tenho certeza que seria uma imersão na história do país, diferente do que passou na mídia sobre o Apartheid lá eu teria acesso aos detalhes desse regime que existia até bem pouco tempo atrás, mas infelizmente por ser feriado não consegui visitar o museu. Saímos de lá tristes, mas tudo bem, a viagem estava só começando e tinha muito o que fazer na África do Sul. Mas fica a dica, quando for pesquisar o que fazer na África do Sul e ao fazer o seu roteiro, tenha cuidado para deixar o Museu do Apartheid em um dia que seja feriado.

Fomos para o Soweto que é considerado o maior bairro do mundo (com mais de 3 milhões de habitantes). Mais conhecido por ser uma favela, o Soweto é a área urbana com a maior concentração de negros em Joanesburgo e também carrega um peso histórico muito grande, é um dos principais símbolos da história da África do Sul e do Apartheid, o regime de segregação racial instituído na década de 20 e que se estendeu até 1994. Foi residência, inclusive de Nelson Mandela. O Soweto cresceu muito na década de 50, com mais negros se mudando para lá, já que não podiam mais ficar nas áreas para brancos designadas pelo governo.

Rodamos um pouco pelo bairro e fomos conhecer a Orlando Towers, famoso ponto para saltos de bungee jump, mas é claro que estava fechado, mesmo assim a vista de fora era ótima. Na estrada para as torres encontramos algumas crianças que pediam para nós tirar fotos delas, as crianças adoram fotos e tem os sorrisos mais gostosos da vida! O Soweto com certeza merece estar na sua lista de o que fazer na África do Sul.

Era final de tarde quando lembramos que tínhamos que trocar dinheiro e comprar suprimentos para o safári do dia seguinte. Por ser feriado, praticamente tudo na cidade estava fechado, inclusive as casas de câmbio e mercados, rodamos, rodamos e não encontramos nada aberto, então voltamos para o hostel para tomar banho e ir jantar.

Lembramos de um mercadinho que vimos no dia anterior, a duas quadras do hostel e resolvemos dar uma ultima chance e tentar encontrar um mercado aberto, e não era que estava aberto? Infelizmente era mais uma conveniência, e não tinha quase nada, pensávamos em comprar comida para fazer nos dois dias de safári e cozinhar no bungalow, mas não tinha nada, então compramos biscoitos, suco e água.

Ao sair perguntei para o atendente no caixa se ele sabia de algum lugar onde poderíamos trocar dinheiro, ele disse que tinha uma pessoa e chamou um rapaz que veio falar com a gente, o rapaz disse que trocaria para a gente, a cotação era ruim, mas realmente precisávamos de dinheiro vivo, pois sairíamos ainda na madrugada para o safári e ouvimos dos locais para não viajar sem dinheiro, pois normalmente policiais faziam blitz e só deixavam passar com um suborninho. Um exemplo era você passar por uma placa com limite de velocidade de 100 e logo depois encontrar uma de 80 e a 50 metros depois dessa placa de 80 os policiais medindo a velocidade, claro que iriamos respeitar os limites de velocidade enquanto dirigíamos para o Kruguer Park, mesmo assim resolvemos não arriscar. Trocamos 200 dólares por rends e fomos jantar.

Jantamos no Revo Revo a uma quadra do hostel, um macarrão ótimo. Depois de tomar uma cerveja na temperatura ambiente (sim, cerveja gelada não existe na África do Sul, eles dizem que é gelada, mas não é, cerveja gelada só no Brasil mesmo. Mais tarde descobrimos que o chopp era gelado, depois disso só tomamos chopp) fomos para o hostel arrumar as mochilas e descansar porque íamos dirigir para o Kruger Park antes do sol nascer.

Queríamos ter feito o Cradle of Humankind (Berço da Humanidade) em Joanesburgo, mas como o nosso tempo era limitado acabou não dando tempo, mas deixamos essa sugestão para vocês de mais uma coisa de o que fazer na África do Sul. O Cradle of Humankind é um parque considerado Patrimônio Mundial da Unesco por abrigar milhares de fósseis de ancestrais do homem. O lugar tem cavernas, fósseis de hominídeos de milhões de anos atrás e é um passeio bem interessante para conhecer melhor a evolução do homem.

Além disso também escrevi um artigo com mais opções de o que fazer em Joanesburgo, clique aqui para ler.

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Joanesburgo
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Mandela Square
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Mandela Square
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Museu do Apartheid
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Orlando Towers – Soweto

Dia 04: O que fazer na África do Sul: Acampamento Skukuza – Safári no Kruger Park

Acordamos as 6 da manhã, fizemos check out, sincronizamos o gps do celular rumo ao Kruger Park, abastemos o carro e partimos rumo ao tão esperado safári na África. A estrada é bem tranquila e demoramos 5 horas para chegar, isso parando para tomar café no caminho e parando em um mercadinho para tentar comprar comida para os dois dias de safári, porem também não tinha nada, compramos frutas e um tipo de sopa.

Ao chegar no portão de entrada do parque descemos do carro e fomos na recepção, como tínhamos comprado tudo pela internet, foi rapidinho, só preenchemos uma ficha e fomos liberados para entrar. Quando comecei a pesquisar o que fazer na África do Sul, fiquei impressionada como fazer um safári era caro, até descobrir que eu poderia fazer um safári por conta própria, sem pacotes. Não se preocupe que eu fiz um artigo inteirinho ensinando como fazer um safári por conta própria no Kruger Park e também mostrando todos os sites que eu usei, clique aqui para ler.

Para chegar no Skukuza Camp, onde ficava nosso bungalow, foi bem fácil, foi só seguir as placas pelo caminho, do portão de entrada até o acampamento demora mais 20 minutos, mas não se preocupe, você não vai ver o tempo passar, pois assim que entra no parque você já começa a ver os animais.

Assim que você entra no portão do Kruger Park, você já se sente aventureiro, começa a olhar para todos os lados para ver se avista algum animal, e logo nos primeiros metros já vimos o primeiro animal da viagem, as impalas, são quase sempre quem faz as honras da casa, tem mais de 110 mil impalas no Kruger Park. Logo depois vimos muitos javalis, imaginem a minha emoção ao ver o Pumba pessoalmente! E ainda antes de chegar no acampamento tivemos que parar o carro e esperar uma família de elefantes que estava atravessando a rua, foi lindo demais ver o nosso primeiro Big Five.

Assim que chegamos no Skukuza Camp fizemos check-in e fomos para o nosso bungalow, era um charme, quase consegui me sentir morando na natureza selvagem, quase né, porque o ar-condicionado entregava o jogo. A nossa primeira opção era as tendas, mas quando fizemos a reserva online as tendas estavam todas lotadas, então optamos pelo bungalow, e não nos arrependemos, é um pouquinho mais caro, mas compensa pelo conformo e praticidade.

Como tínhamos tomado café da manhã tarde, estávamos sem fome, então comemos frutas, descansamos um pouco, fomos conhecer as outras áreas do acampamento. O Skukuza é um dos únicos acampamentos que tem wi-fi, mas o único lugar que pega é no restaurante, também tem posto de gasolina, caixa eletrônico, mercado, loja de souvenires e piscina.

Contratamos ainda aqui no Brasil um safári guiado que saia as 16:30, pegava o por do sol e voltava as 7:30, os carros saem do lado da recepção, deixamos nosso carro lá e fomos embarcar no carro do safári. Recomendamos que vocês peguem pelo menos um safári guiado, porque os guias já sabem onde ir para ver muitos animais e eles se comunicam entre os carros sempre que avistam algum dos Big Five.

Ao contrario do que muitos pensam os Big Five não são os maiores animais da África, se refere aos cinco mamíferos selvagens de grande porte mais difíceis de serem caçados pelo homem. São eles: leão, elefante, búfalo-africano, leopardo e rinoceronte.

Choveu um pouquinho a tarde, mas durante o passeio do safári não, o tempo estava nublado e começou a esfriar. Mas logo todos esqueceram o frio, assim que começou a aparecer os primeiros animais. As primeiras foram as zebras, era chuva de câmeras para tirar fotos a cada parada do carro, depois as girafas, macacos, e quando vimos muitos carros parados na rua, tínhamos certeza que era um Big Five, e estávamos certos, todos estavam olhando o Leopardo, que dormia na copa de uma arvore distante.

Rolou uma inveja da menina que estava do nosso lado com uma lente de câmera que parecia uma arma de tão grande, ela conseguia capturar todos os detalhes, que a gente não enxergava só com os olhos, a minha lente não tinha o zoom tão longe, cada foto ela mostrava para a gente e ficávamos maravilhados.

Mais a frente vimos mais um Big Five, os rinocerontes, lindos e gigantes e estavam pertinho do carro. Continuamos e vimos mais zebras, mais girafas, muitos elefantes, hienas, impalas, antílope, eram muitos animais!

Assim que escureceu o guia teve auxilio de lanternas no carro que refletiam nos olhos dos animais, estávamos atrás dos leões. Infelizmente não conseguimos ver nem os leões e nem os búfalos para fechar os 5 Big Five, mas calma que ainda tinha o dia seguinte inteiro para tentarmos ver esses e muitos outros animais.

Era hora de voltar para o acampamento, assim que chegamos vimos que nosso carro estava trancado no estacionamento, não tinha como tira-lo, pois, tinha carros dos lados e atrás. E adivinha? Não carros não eram das pessoas que foram fazer o safári com a gente, eram de funcionários do parque e que só voltariam ali no outro dia pela manhã. Ou seja: estávamos a pé até o dia seguinte!

Imaginem o meu desespero, tudo bem que não deveria ter leões dentro do acampamento (pelo menos eu espero), mas e os outros animais? As cercas não eram tão altas, macacos podiam pular tranquilamente, e durante o dia os portões do acampamento ficavam abertos, ou seja, qualquer animal poderia ter entrado. Eu comecei a imaginar mil jeitos de morrer devorada, mas não tinha outra alternativa, teríamos que ir para o nosso bungalow a pé e a noite. Apenas com a lanterna do celular acesa, começamos a andar e eu tentei pensar em 50 assuntos diferentes para não pensar nos barulhos sinistros de animais que eu ouvia, andando o mais rápido possível conseguimos chegar sãs e salvos no nosso quarto.

O Skukuza é enorme, demoramos uns 10 minutos andando para chegar no quarto, e não eu não iria até o restaurante ou mercado que ficava no lado oposto, nem que tivesse que dormir com fome. Por sorte tínhamos uma sopa de macarrão que compramos antes de ir, então fizemos aquilo mesmo, porém como não almoçamos direito eu continuei com fome, comi fruta, biscoitos e tudo que trouxemos. Depois que estávamos alimentados e que passou o susto, um banho e uma ótima noite de descanso era só o que faltava no dia.

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Kruger Park
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Kruger Park
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Kruger Park
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Kruger Park
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Kruger Park
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Kruger Park
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Kruger Park
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Kruger Park

Dia 5: O que fazer na África do Sul: Safári por conta própria no Kruger Park

O Fernando foi pegar o carro e fomos tomar café no restaurante do acampamento, uma delícia de café da manhã, tem várias opções de escolha. Depois disso era hora de começar a aventura, de fazer o safári com o nosso próprio carro e sozinhos!

Ainda dentro do acampamento vimos 2 javalis, dentro do acampamento! Lembrar que eu estava andando a pé no escuro pelo acampamento no dia anterior me deu um frio na espinha. Também vimos várias placas para ter cuidado com os babuínos que ficavam pelo Skukuza.

Logo que saímos do acampamento tivemos que esperar uma tartaruga atravessar a rua, e logo em seguida um macaco. Começamos o dia bem! Mais a frente vimos 2 carros de safári e fomos lá conferir, era um Big Five! Uma manada de búfalos, lindos e majestosos! O mais perigoso dos Big Five. Demos a volta para tentar vê-los mais próximos e conseguimos, ficaram pertinho do carro e tiramos milhares de fotos deles.

Continuamos e vimos elefantes, e mais elefantes e muitos outros elefantes. Elefantes foram os animais que mais vimos, e toda a vez eles nos encantavam. Já tivemos uma experiência com os elefantes na nossa viagem para a Tailândia, mas os elefantes da África eram diferentes, eram muito mais selvagens e na minha opinião eram mais bonitos também. 

 

Continuei o relato com todos os gastos, dicas de passeios, restaurantes, hotéis, locomoção, cultura local e mais no blog! Clique aqui para ver :arrow: http://oquefazer.blog.br/o-que-fazer-na-africa-do-sul/

 

Qualquer dúvida que tenha restado é só perguntar! Bora viajar gente? ::hahaha::

No blog também disponibilizo uma planilha gratuita para planejamento de custos de viagem! :arrow:http://oquefazer.blog.br/planilha-gratis-para-planejamento-de-custos-de-viagem/

Finalizo com mais algumas fotos da viagem ::Ksimno::

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Espero que gostem do relato, continue lendo no blog que tá completinho :arrow: http://oquefazer.blog.br/o-que-fazer-na-africa-do-sul/

 

 

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