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Olá viajante!

Bora viajar?

Como a Bolívia me mudou - mochilão sozinho

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Sempre quis sair da bolha e explorar um mundo que ia além da minha janela. Assim, embarquei em rumo à uma aventura com a mochila nas costas e fui vagar por um país vizinho, afim de me deliciar com o que a vida prepara pra gente.


Enquanto me planejava, era questionado diversas vezes do porquê de ir à Bolivia; porque não para outro país “melhor”; o que fazer num país que não havia nada ou até mesmo se não havia outro país mais bacana mesmo com a moeda mais desvalorizadaem relação à nossa. Hoje vejo com mais clareza o preconceito e o estereótipo que ronda sobre a Bolívia, porém, no fundo, nada disso me importava.


Sem nada reservado nem comprado com antecedência, adquiri a passagem aodesconhecido. Então, o sentimento de liberdade descomunal reinou.


É libertador sentar ao lado de pessoas que nunca se tenha visto e as ver te ajudar com todo amor e disposição, cuidar de você como se fosse da família e escutar sobre suas histórias, seus romances, suas dificuldades, suas dores e – principalmente – seus sonhos. Entender sua história e sobretudo, deixar as ignorâncias e preconceitos de lado com essas experiências, mostra como, independente do canto do mundo, todo ser humano é igual. Sempre há um trauma, uma dor, uma necessidade de ser amado e de buscar a felicidade, da maneira que te faz bem.


Ver o humano que existe dentro de cada uma destas pessoas, me fez ter a noção exata do espaço que eu ocupo neste vasto mundo e perceber o que é necessário carregar no peito e o que se deve deixar pra lá. Olhar pra dentro das pessoas é aprender ao mesmo tempo, sobre o outro e sobre si mesmo.


A Bolívia é o país mais pobre da América do Sul e já seria evidente pelos perrengues e principalmente pelos aprendizados. A singeleza estampada no rosto das pessoas, nas roupas e no modo de viver é um choque de realidade absurdo e o aspecto que torna esse país rico é sem duvidas, a simplicidade com que se leva a vida.


As barracas de pano, as tendas de sanduiche no meio das ruas, a infraestrutura básica, pessoas comendo sentadas na calçada, os ônibus velhos sem cinto de segurança, os táxis e micros – que se parecem teletransportados dos anos 60 – caindo aos pedaços ou os rostos queimados devido às altitudes elevadas e à falta de condições para comprar protetor solar. Percebi como nesse país se leva as coisas da maneira que se pode levar, sem status exacerbados ou superficialidades desnecessárias; simplesmente de uma forma singela de garantir o básico da vida: a felicidade e o bem estar.


Uma das sensações que mais me atinge quando bate a saudade desse país e gente que amo, é a insignificância e o anonimato. No nosso microcosmo cotidiano, nos afogamos num pires com frequência. Nos sentimos perseguidos por coisas que, muitas vezes, não possuem sentido ou sem nem
saber o que realmente nos persegue. Viajar sozinho para outro país, com um idioma que eu não dominava, uma cultura
completamente oposta e um preparo – quase nulo – de mochileiro de primeira viagem, me fez enxergar melhor esses incômodos e me proporcionou a autopercepção de ser só mais um cara vagando por aí, buscando ser feliz e realizar os sonhos do coração, como todos os outros 7 bilhões.


Caminhar sem rumo no meio de um deserto onde só se vê vulcões de um lado e mais paisagens surreais do outro; absorver a beleza do céu refletido no Salar; perambular sem destino pelas vielas de Sucre e nas ruas de La Paz; interiorizar o silêncio das montanhas ou a laucura das buzinas desenfreadas de Santa Cruz, além de ficar em uma rodoviária com 27 pessoas por metro quadrado; tudo isso me trouxe uma noção exata do espaço que eu – e meus problemas diários – ocupam nesse mundão: basicamente zero. Nada melhor.


Essa passagem pela Bolívia me conectou com a essência que se via aprisionada pela padronização de ideias e costumes. Essência essa de viver apenas com o que é essencial, sem se importar tanto com que pensam sobre nós, sabendo que a sua vida é apenas sua.


A não carregar julgamentos, preconceitos ou ignorâncias nas costas, e entender que todos somos seres humanos buscando as mesmas coisas em todos os lugares do mundo.


A ser mais simples, porque existem pessoas que nem isso possuem; e tentar levar a vida de uma forma mais leve e simplificada, procurando sempre a melhor versão de mim e ter empatia pelo próximo: pessoas como nós.
E enxergar que o que há de mais precioso no mundo, é o que existe no coração de cada um.


Ali eu soube como queria viajar e de que maneira caminhar. A Bolívia foi o começo
de tudo.

- se alguém quiser coloco detalhes de roteiro, custos ou dicas

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  • Nicollas Rangel
    Nicollas Rangel

    @fernanda_dornelas Fico felizzzzzz Fernanda!!! Me alegro imensamente de te inspirar a conhecer esse país incrivel, qualquer ajuda to por aqui!! Me hospedei em Sucre, no Hostel Clavel Blanco  (loc

  • Nicollas Rangel
    Nicollas Rangel

    @sandro.brandt pode deixar que farei e vou disponibilizar aqui o mais rapido que eu puder!!!!!

  • Nicollas Rangel
    Nicollas Rangel

    @João Paulo Falanque pode deixar, essa semana (creio que até quarta) eu deixo disponibilizado aqui o roteiro e os custos!!!!!

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Olá Nicollas ,

seu texto está optímo e as imagens transmitem alegira. Continua viajar que o Universo é lindo.

"a vida é um livro quem ñ viagem fica na primeira página"

obr pela partilha...abr

 

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  • Este é um post popular.

@fernanda_dornelas Fico felizzzzzz Fernanda!!! Me alegro imensamente de te inspirar a conhecer esse país incrivel, qualquer ajuda to por aqui!!

Me hospedei em Sucre, no Hostel Clavel Blanco  (localização perfeita)      Potosí no hostel La Casona (maravilhoooooso)                                             Uyuni no Hotel Vieli (super em conta, confortavel pra caramba e com a melhor ducha da viagem kkkkkk)                                                            La paz me hospedei em 2 - Loki hostel (recomendo super, otims festas e gente super bacana, porém não me hospedei la todo o tempo de estive em La Paz por ser bem caro, e não possuir café da manha, se tivesse, compensaria) e no Adventure Brew Hostel (otimo também, café da manha e um terraço com a vista maravilhosa! Gente bacana demaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaais)                                                                       Copacabana - nao me recordo kkkkkkk mas tem milhares na av. 6 de agosto, fomos entrando e ja perguntando. São um do lado do outro, super tranquilo de encontrar.

vou fazer um post só sobre roteiro e custos essa semana e explico tudo direitinho!

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O seu relato é incrível, resume tudo o que passei a pensar depois que conheci a Bolivia!! Um país incrível e riquíssimo como nenhum outro, que carrega a história e as riquezas das culturas de povos indígenas que foram e até hoje são marginalizados, seja por falta de informação ou ignorância de quem não se da o trabalho de furar a bolha do senso comum, muito bom!

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Muito obrigada mesmo Nicollas, dicas de ouro.

 

1 hora atrás, Nicollas Rangel disse:

@fernanda_dornelas Fico felizzzzzz Fernanda!!! Me alegro imensamente de te inspirar a conhecer esse país incrivel, qualquer ajuda to por aqui!!

Me hospedei em Sucre, no Hostel Clavel Blanco  (localização perfeita)      Potosí no hostel La Casona (maravilhoooooso)                                             Uyuni no Hotel Vieli (super em conta, confortavel pra caramba e com a melhor ducha da viagem kkkkkk)                                                            La paz me hospedei em 2 - Loki hostel (recomendo super, otims festas e gente super bacana, porém não me hospedei la todo o tempo de estive em La Paz por ser bem caro, e não possuir café da manha, se tivesse, compensaria) e no Adventure Brew Hostel (otimo também, café da manha e um terraço com a vista maravilhosa! Gente bacana demaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaais)                                                                       Copacabana - nao me recordo kkkkkkk mas tem milhares na av. 6 de agosto, fomos entrando e ja perguntando. São um do lado do outro, super tranquilo de encontrar.

vou fazer um post só sobre roteiro e custos essa semana e explico tudo direitinho!

 

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