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Olá viajante!

Bora viajar?

Relato EUROPA CENTRAL: Budapeste, Viena e Praga (sozinha) + Berlim - Ago/2010

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[t3]A viagem[/t3]

Agosto/2010 (alta temporada - grande fluxo de turistas, mas noite caindo só lá pelas 21h)

Parte sozinha, parte com amigas.

Fase 1: Europa Central.

Fase 2: Turquia, com uma paradinha em Paris na conexão do retorno.

A fase Turquia em diante será descrita em outro relato, já que a combinação destes destinos é pouco frequente: http://www.mochileiros.com/turquia-istambul-e-capadocia-7-dias-agosto-2010-t47992.html#p510569.

Eu sempre quis conhecer as cidades que vou comentar aqui - o trio Praga, Viena e Budapeste, e Berlim, por sua história, mas, por outro lado, também tinha Istambul no coração como um destino magicamente exótico... a ponte entre dois mundos, Europa e Ásia, Ocidente e Oriente. Daí, depois de decidir, finalmente, viajar sozinha (coisa que não terei receio em fazer daqui em diante, adotados os cuidados básicos), juntar todas as minhas prioridades em uma só viagem foi ato contínuo!

Quanto ao orçamento, dá para dizer que a viagem foi no estilo high and low, alternando opções de hospedagem barata com outras nem tanto.

Uma informação que pode interessar a portadores de necessidades especiais: uma de minhas amigas que encontrei a partir de Berlim estava usando uma cadeira de rodas. Ela costuma andar com bengala, mas, para viagens, quando se exige mais agilidade, ela usa a cadeira. Foi nossa primeira experiência de viagem juntas e dá para comentar nossos destinos também sob essa ótica (acessibilidade).

 

[t3]Duração[/t3]

20 dias, assim distribuídos:

Budapeste - 2 dias

Viena - 2 dias

Praga - 3 dias

Berlim - 3 dias (a partir daqui, em grupo)

Istambul - 4 dias

Capadócia - 3 dias

Paris - 3 dias

 

[t1]Dia 1 - Chegada a Budapeste[/t1]

Reservei um transfer pela internet e, por 9 euros, lá estava um senhor de bochechas rosadas à minha espera (http://www.foxtransfer.eu). Eu ainda não tinha feito câmbio para a moeda húngara (HUF - Hungarian Forints ou, para nós, florins - ) e ele, com pouco inglês, ainda me ofereceu uns trocados emprestados para comprar uma água, evitando as taxas desfavoráveis praticadas no aeroporto, enquanto esperavamos por um casal que chegaria no mesmo vôo. O táxi era super-confortável e, enquanto olhava pela janela, curiosíssima, no caminho para o hotel, senti um bom presságio, de que, mesmo sendo minha primeira viagem sozinha pela Europa, tudo daria muito certo!

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100827210440.jpg 500 375 Easy Hotel Budapest Oktogon]Para a chegada, pensei que estaria cansada e não seria conveniente ficar em hostel. Assim, reservei o http://www.easyhotel.com por 45 euros ao dia, pagando na reserva. Com mais antecedência, consegue-se pela metade disso.

O hotel fica em Pest (pronuncia-se "Péxxt", o que, segundo me disseram, significa forno...).

Trata-se de uma rede em expansão que pertence, s.m.j., ao mesmo grupo da low cost airline EasyJet. Eu tinha visto no site que as paredes eram laranja berrante e havia algumas críticas negativas no Trip Advisor, então, não esperava grande coisa... foi com muita satisfação que vi que o hotel era bem localizado, o staff era atencioso e o quarto que me deram, muito limpo, novo, com cama confortável e espelho, além do WC no quarto. O esquema é baixo custo e no frills... se quiser ligar a TV ou usar internet, pagam-se adicionais. Eu quase não vejo TV em casa, imagina viajando... mas é bom comentar, já que é algo um tanto quando inusitado e os mais aficcionados podem tomar um choque. O café da manhã também não está incluído, mas fica perto de vários lugares bons para isso. Ah, e eu paguei 5 euros para fazer check in antes das 15h, que era o horário agendado (isto foi bem avisado quando da reserva). Ficaria lá novamente. Vale a pena conferir o site, porque há EasyHotel em outros lugares, como Berlim e Londres,e pode interessar.[/picturethis]

 

20100827211805.jpg

 

Dormi menos de 3h no vôo, mas, ainda assim, empolgada, depois de um banho muito rápido, fui para a rua, lá pelas 14h, feliz da vida - não sem antes organizar os meus pertences, trancando com cadeado o que era de mais valor em uma divisão da mochila que se tornou o "cofre" (inclusive o passaporte, saindo com uma cópia). Cartões de crédito: parte na bolsa do dia a dia, parte no "cofre". Dinheiro em espécie: levei uma parte e fui sacando o restante de um Visa Travel Money (para saber mais: http://www.cashpassport.com.br ).

A estação de metrô Oktogon fica em um grande cruzamento com a Andrassy utca, uma avenida agradável cheia de lojas de grife e prédios charmosos.

A uma quadra do hotel, fiz um lanchinho na Lukács Cukraszdá (patisserie),que o guia recomendava e mencionava ser local de encontro da polícia estatal que, em outros tempos, torturava os dissidentes do regime no meu destino seguinte, quase ao lado, a chamada Terror Hazá (House of Terror) - (http://www.terrorhaza.hu/en/index_2.html ) onde hoje há uma exposição sobre os tempos difíceis. Entrada: 1.800 HUF (entre 6 e 7 euros).

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100827221450.jpg 332.589285714 500 Terror Hazá]Como se sabe, os países da Europa Central , historicamente, já foram dominados por muitos - citando apenas a história mais recente, os Habsburgo da vizinha Áustria, os nazistas, os comunistas...

 

20100829111159.jpg

 

A exposição mostra, entre outros, fotos que sensibilizam o visitante sobre isto: cenas de destruição, tanques, marchas de exércitos, cidadãos comuns sob o impacto das mudanças... Senti angústia por tanta opressão, impressionada pela música, imagens, luzes e sombras da mostra. Além de ter me solidarizado com aquelas pessoas clicadas, marcou-me bastante uma foto da Chain Bridge, que eu veria ainda naquela tarde, em escombros, parte submersa, após a Segunda Guerra Mundial. Pensei que não há limites para a estupidez humana e no quanto somos afortunados com um passado relativamente tranquilo.

 

Há um filme legal com o Ralph Fiennes que tem como pano de fundo a história da Hungria no século XX: Império Austro-Húngaro, Nazismo, Comunismo... chama-se "Sunshine, O Despertar de um Século".[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100827224942.jpg 332.589285714 500 ]Da Terror Hazá, saí andando pela Andrassy Utca em direção às margens do Danúbio (lá chamado Duna). Cheguei à St. Stephen's Basilica (Szent Istvan Bazilika) e apenas tirei algumas fotos. Istvan foi o primeiro rei cristão da Hungria, coroado em 1.000 D.C. Virou santo porque, antes, a nação era pagã... Parece que, hoje, 65% dos húngaros são católicos.

 

Nos arredores da catedral, há muitos restaurantes e cafés... Região bem agradável para dar um tempinho na condição de peoplewatcher, mas segui adiante em minha busca pelo Danúbio.

 

20100829012718.jpg

 

20100829013033.jpg

 

[googlemap]http://maps.google.com/maps?f=d&source=s_d&saddr=eotvos+utca&daddr=Budapest,+Magyarorsz%C3%A1g+(L%C3%A1nch%C3%ADd)&hl=pt-BR&geocode=FZjl1AId2-EiASmrUsvwbdxBRzGeX8QjjVdvVA%3BFQ7J1AIdup4iASGxqc4kqBSAqQ&mra=pd&mrcr=0&dirflg=w&doflg=ptm&sll=47.502938,19.052676&sspn=0.02644,0.076818&ie=UTF8&ll=47.49772,19.04686&spn=0.026443,0.076818&z=14[/googlemap]

Assim, cheguei à Roosevelt Tér (=praça), onde fica o elegante prédio do Four Seasons , bem de frente para a Chain Bridge (Széchenyi lánchíd). Na foto a seguir, tirada da praça, dá para ver um dos leões que ficam nas cabeceiras da ponte e, ao fundo, já na outra margem do rio, o Buda Castle (Budai Vár).[/picturethis]

 

20100828174719.jpg

 

20100827224625.jpg

 

Atravessei a Chain Bridge mais de uma vez, tirando muitas fotos e observando as pessoas. Dali, além de Buda, vêem-se barcos muitos longos e, no lado Pest, o elegante prédio do Parlamento.

 

20100829012846.jpg

 

20100827231711.jpg

 

Esta foi tirada mais tarde, da Geller Hill

20101123004214.JPG

 

Estava rolando uma espécie de festival de verão em uma área de lazer ao lado da ponte, no lado de Pest. Bastava descer umas escadas e havia muita gente ouvindo apresentações de música dos Balcãs, ritmos ciganos bem alegres. Muitas pessoas dançavam e fiquei um bom tempo por ali.

 

20100827230336.jpg

 

Ia me esquecendo de comentar: àquela altura, eu já havia "descoberto" que, no dia seguinte, haveria o GP da Hungria de Fórmula 1. A cidade estava bombando! ::otemo::

 

Estas são para os meninos...... fila de Ferraris para estacionar...

 

20100829013210.jpg

 

20100829013301.jpg

 

Eu fico com os trams... ;)

 

20100829013915.jpg

 

20100829013331.jpg

Depois de aproveitar bem o fim de tarde por ali, voltei para o hotel pela mesma Andrassy utca, agora, sentindo o peso da noite mal-dormida.

 

Na Louis Vuitton da Andrassy Utca, uma malinha vintage... Em tempo: minha mochila pesou 14kg na ida.

20100829014019.jpg

 

Arrastei-me até hotel, passando para matar a fome da forma que me pareceu mais prática, no Burger´s King Oktogon, e dormi doze horas seguidas!! ::ahhhh::

 

CONTINUA EM BREVE.

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Seu relato cada dia ta melhor!

hahah

 

Me diz, como vc fez com cambio em praga?

 

 

Fala, guri! Hehe

Se não to enganada, tua viagem tá chegando, não?

 

Bom, quanto ao câmbio em Praga, eu comecei com uns trocados na estação de trem e paguei a tal comissão de 10% (não confundir com uma taxa um pouco desfavorável - é a taxa + 10%).

 

O hostel saiu 200 euros para 3 noites, mas eu paguei em euro mesmo.

 

Depois disso, eu fiz câmbio de uma quantia pequena - confesso não lembrar quanto, uns 50 a 70 euros para os 3 dias, pagando comissão mesmo... e fui pagando tudo com cartão de crédito (já que o Visa Travel Money, em países que não usam euro, pode cobrar taxas - mas não cheguei a ver quais seriam).

 

NO último dia, eu vi que tinha vacilado e ficado sem uns trocadinhos para ir até a estação de trem, tomar uma água, enfim... e fui trocar mais uns 10 ou 20 euros na Wenceslas Square - foi ali que me cobraram 20% de comissão por ser "small amount".

 

Mas tem que pensar o seguinte: como a quantia é pequena mesmo, não é nada impagável. Não dá para atravessar a cidade nem ficar sofrendo muito por pouca coisa (neste caso, algo entre 2 e 4 euros), afinal, você está em férias na Europa, enjoy it! :)

 

PS: Como opção, tem o tal escritório de câmbio em Old Town Square (letreiros azuis como muitos, mas este se caracteirza por ter uma ENTRADA VIP ao lado da geral - haha!). Segundo o hostel, lá não cobrariam comissão.

 

Vou procurar esse escritorio! hahaha

Que roubo hein.. 20% ... So lá que vc achou esse tipo de taxa?

Será que na polonia tambem tem isso? To laskado! hahaha

 

Outra duvida.. vc chegou a usar algum adaptador de tomada? Se sim, tem alguma foto dele? hahah Comprei um aqui mais nao sei se serve pra europa! haha

 

Embarco dia 25!! Ta pertinho já!

Nao vejo a hora!

hahaha

 

Thx pelas dica! :D

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Essa comissão só foi cobrada em Praga, mesmo...

Quanto ao adaptador, as tomadas eram de dois pinos redondos.

Aqui, temos tomadas em que podemos colocar tanto dois pinos redondos quanto dois pinos chatos. Lá, não.

Mas um simples "T" bastaria - nestes lugares onde estive, é claro. Quanto a outros, você pode pesquisar no google!

Eu vi um adaptador universal no Duty Free do Galeão e também em Guarulhos por 29 dólares.

Boa viagem!!!

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Pessoal,

 

Em relação ao dinheiro, o mais prático é sacar nos caixas eletrônicos com cartão de débito. Já sai em moeda local debitando no dia na sua conta corrente no Brasil, sem precisar correr risco de ficar carregando dinheiro.

 

David.

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Pessoal,

 

Em relação ao dinheiro, o mais prático é sacar nos caixas eletrônicos com cartão de débito. Já sai em moeda local debitando no dia na sua conta corrente no Brasil, sem precisar correr risco de ficar carregando dinheiro.

 

David.

Mais nesse caso é cobrada taxa né? Se for ficar sacando toda hora vai dar mais preju doq esses 20% ou 10% que combram!

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Pessoal,

 

Em relação ao dinheiro, o mais prático é sacar nos caixas eletrônicos com cartão de débito. Já sai em moeda local debitando no dia na sua conta corrente no Brasil, sem precisar correr risco de ficar carregando dinheiro.

 

David.

 

 

Eu concordo com o David. Eu levei algum dinheiro em euro e ia trocando... em Praga, ainda tinha dinheiro vivo e, por isso, fiz câmbio.

Mas, depois, eu ia sacando do meu Visa Travel Money.

É muito prático e seguro! Vale a pena pagar as taxas.

 

Vou exemplificar: quando eu fui comprar o VTM, o cara que vendia ficou tentando me convencer a comprar euros em espécie, porque custavam R$ 2,40, ao passo que em VTM custavam R$ 2,45.

Além disso, alegou que nos países onde a moeda não é o euro, além da taxinha de 2,50 euros por saque, podem ser cobradas taxas adicionais (que ele não saberia me dizer quanto nos países aonde eu iria). Ele disse que essas taxas poderiam chegar a 6%.

 

Agora, minha opinião.. essas diferenças de centavos importam quando estamos falando de rios de dinheiro, não para uma quantia moderada!

Argumentei isso com o cara da agência e comprei VTM, sim!

 

Vamos supor que você vá comprar 1.000 euros para levar em cash e gastar o restante em cartão de crédito.

R$ 0,05 (diferença do câmbio para compra em VTM) x 1.000 euros = R$ 50,00.

 

Você tá viajando para a Europa, pagando uns US$ 1.500 de passagem e etc, e vai fazer economia de R$ 50,00, com o risco de ser roubado e ficar na mão em um país estranho????

 

E, ainda que cobrassem a taxa máxima de 6% nos países onde a moeda não é o euro, aplicaria o mesmo raciocinio. O VTM, se você perder ou for roubado, eles mandam em no máximo 48h para o endereço que você indicar por telefone. Segurança não tem preço, e ninguém, por mais que se cuide, está imune aos riscos.

 

Você pode ser programar para fazer saques em quantias suficientes sempre que for entrar em um país onde a moeda não seja o euro. Foi o que eu fiz, quase sempre, e, daí, não tive nem que pagar as taxas. Por exemplo, antes de ir para a Turquia, em Berlim, eu saquei e pronto ;)

 

Qualquer outra dúvida, vamos conversando! :)

Editado por Visitante

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Na minha última viagem o BB não me cobrou taxa.

 

Mas que a taxa seja de 2%, é melhor do que estes 10% citados, Sem contar que é muito mais prático.

 

Só tem que lembrar de habilitar no banco antes da viagem.

 

Abraços,

 

David.

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Na minha última viagem o BB não me cobrou taxa.

 

Mas que a taxa seja de 2%, é melhor do que estes 10% citados, Sem contar que é muito mais prático.

 

Só tem que lembrar de habilitar no banco antes da viagem.

 

Abraços,

 

David.

 

Valeu, David,

Só para deixar registrado para a galera... Essa taxa de 2% quando usamos o cartão de débito da nossa conta corrente, em vez do VTM, é o IOF (imposto sobre operações financeiras).

 

Também é cobrado nas compras com cartão de crédito, o que deve ser considerado. Mas, por outro lado, cartão de crédito tem a vantagem de ser cobrado pelo dólar comercial, que é mais barato que o dólar turismo.

 

Abraços e bom findi a todos!

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[t3]Dia 7 - Praga[/t3]

 

Amanheceu chovendo e resolvi deixar a câmera SRL no hostel, saindo apenas com a compacta.

Fui para a Old Town Square com a intenção de fazer dois walking tours: um sobre o período comunista e outro no bairro judeu (Josefov).

As informações sobre estes e outros passeios estão disponíveis no escritório de turismo do qual já falei em um outro post, que fica ao lado do relógio astronômico. É dali, também, que saem vários walking tours. Os guias ficam lá com sombrinhas com a inscrição, p ex: "jewish tour".

Infelizmente, naquele dia, o guia que fazia o tour sobre comunismo estava viajando e só voltaria uns três dias depois. Decidi fazer o jewish tour das 11:00h e, depois, visitar o Museu do Comunismo.

 

O bairro judeu (Josefov) fica ali ao lado, muito perto da Old Town Square. Fazer o walking tour guiado me interessou porque, não sendo judia, eu gostaria de saber mais sobre as tradições e a história dos judeus tchecos.

Conversando com os guias, soube que havia duas opções: um tour mais rápido, de cerca de 1h, por 10 ou 15 euros (desculpem, não anotei) e outro de 2:30h de duração, por 20 ou 25 euros (sorry again), mas incluindo ingressos para as sinagogas, museu e cemitério judaico. Escolhi este e foi excelente!! O guia, chamado Roman Bily, falava um inglês muito claro e era dos bons... Informação na medida certa, muito didático e interessante.

Contato: contact.bily@centrum.cz - GSM +420777069685.

Tem tour todos os dias, exceto sábado. Duas opções de saída: às 11:00h ou às 14:30h.

Aí vai um link para saber mais sobre o tour no facebook (com fotos): http://www.facebook.com/pages/Prague-Czech-Republic/Prague-Jewish-Ghetto-Walks/283547934161?v=wall.

 

Bem, saímos em um grupo de 8 pessoas, entre eles, alguns judeus, todos muito agradáveis e tão curiosos quanto eu. Fiquei mais próxima de uma sul-africana, uma filipina e uma senhora judia que vivia na Áustralia, mas tinha nascido no Japão e estava com a filha adolescente.

Para quem quiser saber mais sobre o que foi visto, vale consultar http://www.jewishmuseum.cz/en/info_pt.php.

 

Começamos parando em frente à casa onde Kafka (que também era judeu, embora não religioso, uma das origens de seus conflitos) para um breve comentário e seguimos para a Pinkas Sinagoga, convertida em um memorial onde os nomes dos mortos no Holocausto estão pintados à mão, em letrinhas miúdas, nas paredes. Segundo informado no tour, 80.000 judeus tchecos teriam morrido. Hoje, a comunidade judaica resume-se a menos de 2.000 pessoas, pois boa parte dos que sobreviveram emigrou no pós-guerra.

No andar de cima, estão expostos desenhos feitos pelas crianças no campo de concentração de Terezin, a 60km de Praga (há passeios para lá). Este campo teria sido usado para propaganda nazista, tendo sido visitado, à época, pela Cruz Vermelha. Vale uma leitura prévia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Theresienstadt.

 

Dali, fomos para o Antigo Cemitério Judaico. Muitas pessoas deixam pedrinhas sobre as lápides, trazidas da Terra Santa ou não, para homenagear os mortos, . O túmulo mais antigo é de 1439 e o mais recente, de 1787. O que existe de peculiar neste cemitério, no entanto, é que, numa área bem restrita, há mais de 12.000 lápides bem desordenadas, e, dizem, muito mais corpos do que isso - é que os judeus só podiam ser enterrados ali, então, quando o espaço acabou, removiam as lápides, colocavam mais uma camada de terra e recolocavam as lápides... como resultado, o nível do terreno foi ficando muito mais alto que o da rua, como se pode ver na foto aí embaixo.

 

20100919182906.JPG

 

20100919182432.jpg

 

20100919182448.jpg

 

Passamos pela Klausen Sinagoga para algumas informações básicas sobre o serviço religioso e fomos também à Sinagoga Espanhola - esta, belíssima! Não tenho fotos porque não eram permitidas. Foi usada como depósito pelos nazistas. Chamou minha atenção o fato de que os alemães, muito "organizados", mantiveram os artefatos "confiscados" das famílias judias (ex: candelabros de prata) com etiquetas caprichosamente datilografadas indicando sua origem, época de fabricação, etc...

 

Vimos apenas de fora a chamada "Old-New Synagogue", a mais antiga em serviço na Europa (foto abaixo) - é uma construção medieval, gótica, datada de 1270.

 

20100919183535.jpg

 

O nome atual do bairro (Josefov) foi dado em homenagem ao imperador José II, que, em 1784, conferiu status de cidadão aos judeus e incorporou o gueto à cidade de Praga.

Em tempo: o gueto foi demolido no século 19, por um decreto de saneamento (era como um cortiço, segundo informaram no tour). Só restaram cinco sinagogas, o antigo cemitério e a prefeitura. Há algumas fotos na exposição da Sinagoga Espanhola.

 

Almocei novamente no O´Roloje - não por falta de imaginação, mas porque ficava perto e meus pés, àquela altura, com uma semana de viagem, estavam com mais bolhas do que nunca! Tênis velho desde o princípio, bandaid, nada pôde prevení-las. Eu sempre tenho quando faço viagens em que ando muito.

O almoço foi um papardele com mushroom e parmesão, excelente!

 

Depois, quando estava indo para o Museu do Comunismo, passei, por acaso, em frente ao Museu do Sexo (http://www.sexmachinemuseum.com). Como tinha tempo, resolvi entrar, mas achei que não valeu a pena. O museu reúne alguns artefatos de masturbação, sadomasoquismo, camisolas para sexo entre puritanos, enfim... O mais inusitado foi ver um filminho pornográfico espanhol de 1925 (com enredo... rs): um médico seduz duas pacientes no consultório, a esposa de meia-idade vê pelo buraco da fechadura e, em lugar de ficar p. da vida e tirar satisfações, fica empolgadíssima e parte para cima da empregada (nada sensual) e de um mordomo ou coisa parecida. Dizem no museu que se trata dos threesome mais antigos de se tem notícia no cinema especializado...

Bom, na minha opinião, este "museu" é um pega-turista e não vale o ingresso de cerca de 10 euros!

 

O Museu do Comunismo (http://www.muzeumkomunismu.cz/) fica meio escondido... Em uma rua comercial bem movimentada onde começa a Wenceslas Square, chamada Na Prikope, deve-se procurar pelo Mc Donald´s. Entra-se no prédio ao lado e uma porta mal sinalizada dá acesso ao museu, no segundo piso. A minha visita foi um pouco prejudicada pelo cansaço e pela grande fluxo de visitantes naquele momento, mas, apesar de ser meio bagunçado, acho que vale a visita. Fiquei meio frustrada por não ter feito o tour guiado, em que, certamente, aprenderia muito mais. Eu tentei contato antes da viagem com a Tania, que fala português e é muito indicada por alguns aqui no site, mas ela não retornou meus e-mails e, com isso, nem tive vontade de marcar ligando...

 

Depois disso, voltei andando pela Wenceslas Square para o hostel e fui cuidar de coisas mais prosaicas, como apanhar minha roupa na laundry! Como sobrou tempo, num acesso de peruíce e necessidade de um mimo, fui fazer as unhas por 16 euros (não me odeiem). Também foi uma experiencia cultural (rs): comparei os métodos e ainda conversei com a menina tcheca, que tinha um "office" super-arrumado e um cachorrinho comportado que a acompanhava nos trabalhos. Toda vez que o coitado do cachorro se mexia na caminha, sem sequer latir, ela começava a conversar com ele em tcheco, super a sério, pelo que entendi, exigindo que ele permanecesse imóvel. Enfim, me diverti!

 

Fui até a estação Hlavni Nadrazi (Main Train Station - a apenas duas estações de metrô da I.P. Pavlova, onde eu estava hospedada) e comprei o ticket para seguir, na manhã seguinte, para Berlim, onde encontraria minhas amigas T. e G.

O trem sairia às 08:31h, chegando a Berlim às 13:20h (04:49h de duração). Não estou bem lembrada de quanto custou, mas lembro que achei mais caro, em comparação com os outros trechos que eu já tinha feito - algo entre 60 e 80 euros.

 

Faltou comentar uma impressão final sobre Praga: apesar de muitos não terem boa vontade para dar informações na rua, achei os praguenses cheios de estilo, fossem mais formais, fossem descolados. Em Nove Mesto, onde fiquei hospedada, via os "cidadãos comuns" indo para o trabalho e era impossível não observar isto.

Editado por Visitante

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Nossa, muito bom o relato. Parabéns pelas fotos, ficaram ótimas, a das Ferraris então... babei!!! eheheeh

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Nossa, muito bom o relato. Parabéns pelas fotos, ficaram ótimas, a das Ferraris então... babei!!! eheheeh

 

Tks, Teobaldo... sabia que os leitores iam curtir as Ferraris... se meus amigos param para ver para admirar uma, imagina uma fila... rs

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