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Leo Ramalho

Asa Delta - Guia de Informações

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[align=justify][info]Este tópico é um Guia sobre Asa Delta que está sendo construído com informações de pesquisa realizada pela equipe do site e também com informações de usuários que foram postadas nos fóruns relacionados ao tema aqui no Mochileiros.com. Este guia é atualizado periódicamente. Este é um guia de caráter informativo, perguntas e respostas deverão ser postadas em outro tópico.[/info]

 

 

[t1]Asa Delta[/t1]

 

 

[t3]O que é Asa Delta?[/t3]

 

O vôo livre vem colorindo os céus do Brasil há quase 30 anos. Do primeiro vôo no Alto do Corcovado, até hoje, muito se passou. O esporte cresceu, ganhou notoriedade e popularidade.

A Asa-delta é um tipo de aeronave composta por tubos de alumínio, que proporcionam a sua rigidez estrutural, e uma vela feita de tecidos, que funciona como superfície que sofre forças aerodinâmicas, proporcionando a sustentação da aeronave no ar. A origem deste nome, Asa-Delta, deu-se pela semelhança da letra grega, que tem forma de triângulo, com o fortado da asa desta aeronave.

A arte de domar os ventos proporciona a quem pratica uma sensação única de liberdade. Quem nunca quis poder voar como os pássaros? Pois é, quem faz asa delta sabe muito bem como é isso.

Desde a mitologia com Édipo, a humanidade tentou buscar essa conquista.

A asa delta é sub-dividida em duas classes: a classe 1 e a classe 2.

 

Na classe 1 - ou classe de asas flexíveis - se encontra a tradicional asa delta já conhecida por todos. Ela é constituída de tubos de alumínio e dacron, uma espécie de nylon semelhante ao usado na confecção da vela de barcos. O comando da asa flexível, é dado pelo deslocamento de peso do piloto, ou seja, o piloto se conecta à asa através do "bullet", ficando pendurado no centro de gravidade da asa. Quando ele joga o corpo para a direita a asa vira para direita e vice e versa. Quando o piloto projeta o corpo para frente ele acelera a asa e quando joga para trás ele diminui a velocidade da asa.

 

A classe 2 - ou classe das asas rígidas - é uma categoria bem mais recente e a ela pertencem, como o nome já sugere, as asas com estrutura rígida. Essas asas têm sua estrutura toda construída em fibra de carbono tendo seu bordo de ataque completamente rígido, proporcionando um perfil bem mais aerodinâmico. Seu comando é aerodinâmico, como nos aviões, e é feito através de flaps e ailerons. Estes comandos são acionados através de movimentos semelhantes aos do comando da asa flexível. Essa tipo de comando exige muito menos esforço dos pilotos, e foi projetado com essa semelhança, com o objetivo de facilitar a adaptação dos pilotos ao novo tipo de asa.

 

Compare as informações sobre as duas:

 

ASA FLEXÍVEL

Pesa cerca de 30 kg

Possui o LD de + - 12/1

Velocidade final: 110/120 kms/h

Custo em torno de U$ 3.000

Facilidade de Pouso: Médio

Esforço físico para pilotagem: Médio

Tipo de comando: Deslocamento de peso

 

 

ASA RÍGIDA

Pesa aproximadamente 40kg

LD de 18/1

Velocidade final: Aproxim. 130 kms/h

Custo em torno de U$ 9.000

Facilidade e pouso: Pousa facilmente com auxílio de flaps

Esforço físico para pilotagem: pequeno

Tipo de Comando: Aerodinâmico

 

[t3]Equipamentos de segurança[/t3]

 

A segurança do esporte é uma das principais características que mais chamam a atenção e é a mola propulsora do desenvolvimento.

Antes de sair voando por aí é necessário realizar um curso com instrutores especializados. A arte de domar os ventos não é nada simples, porém com um pouco de paciência logo você poderá estar voando por aí, com toda segurança.

A boa qualidade do equipamento é fundamental. Ele é a extensão de seu corpo no céu. Portanto cuide bem dele. Sempre esteja atualizado sobre novos equipamentos e técnicas, pois poderão te ajudar na hora do vôo.

São de uso obrigatório o capacete, o paraquedas de emergência e o uso de "engate duplo", isto é, o uso de dois mosquetões.

Também é necessário atenção ao tamanho da asa, performance da asa de acordo com a experiência do piloto, condições climáticas (vento, pressão, possibilidade de tempestades) que devem ser sempre favoráveis.

 

 

Capacetes

 

Normalmente fabricados em fibra de carbono ou kevlar ( mesmo material utilizado em capacetes de F-1 ), os capacetes utilizados em vôo livre tem uma abertura frontal geralmente maior do que os utilizados em motocicletas por exemplo, pois desta maneira o piloto pode aproveitar mais de sua visão periférica. Outra caracteristica comum aos capacetes utilizados em vôos são suas faceis adaptações aos equipamentos de comunicação ( Radio ou celulares ), que normalmente não são integrados ao capacete, podendo serem comprados a parte.

O valor dos capacetes para vôos pode variar de R$ 200 a R$ 1800, dependendo do modelo e principalmente do material e tecnologia usada em sua fabricação.

 

Para quedas de emergencia

 

O pára-quedas de emergência é um equipamento de muita importância nos esportes aéreos, como a asa delta. O pára-quedas reserva é um equipamento que abre em até 3 segundos se for preciso.

O pára-quedas de emergência só não abre se for acionado a baixa altura (menos de 50 metros do chão) ou se for dobrado de forma errada dentro da bolsa e custa aproximadamente R$ 1.000.

 

Mosquetões

 

São os mesmos utilizados em Alpinismo, montanhismo e Rapel. Geralemente fabricados em Aluminio ou fibra de carbono, devem ter seus tamanhos apropriados ao peso do piloto. Valores em torno de R$ 50

 

[t3]Onde praticar - Principais rampas no Brasil[/t3]

 

A asa delta pode ser praticada de duas maneiras. A primeira é tradicional, na qual você poderá saltar de uma montanha que possua uma encosta. Já na segunda a asa poderá ser puxada por um reboque.

Os melhores locais para a prática são as regiões de clima seco, onde o atleta poderá aproveitar melhor as térmicas (massas de ar). As cidades litorâneas com montanhas também são boas para a prática.

Os locais mais conhecidos para a prática da asa delta são: Rio de Janeiro, São Paulo, Governador Valadares, Brasília, Andradas e Quixadá.

 

* Localidade - Morro - Altura

 

Bahia

Castro Alves - Serra da Jibóia - 500m

Porto Seguro

 

Ceará

Sobral - Serra da Meruoca - 600m

Aratuba - 600m

 

DF

Brasília - Vale do Paranã - 550m

 

Espirito Santo

Alfredo Chaves - 420m

 

Minas Gerais

Itamonte - 1150m

Belo Horizonte - Serra da Moeda -650m e 1500m

Governador Valadares - Pico do Ibituruna - 1050m

Raúl Soares - Serra do Boachá - 680m

Andradas - Pico do Gavião - 700m

Carmo do Rio Claro

Cambuquira

Brazópolis - Mirante Vó Cotinha - 650m

 

Pernambuco

Taquaritinga - 650m

Vicência

Pesqueira - 180m

 

Rio Grande do Sul

Sapiranga - 480m e 570m

Rolante - 600m

Carlos Barbosa - Morro do Diabo - 600m

Nova Petrópolis - Ninho das Águias - 650m

 

Santa Catarina

Jaraguá do Sul - 600m

Gaspar - Morro Pelado - 250m

Florianópolis

- Morro da Lagoa - 300m

- Morro da Cruz - 300m

- Rio Vermelho - 185m

- Praia Mole (esq.)

- Praia Mole (dir.)

Pomerode - 600m

 

São Paulo

Atibaia - Pedra Grande - 580m

São Bento do Sapucaí - Pedra do Baú - 850m

Santo Antônio do Pinhal - Pico Agudo - 1100m

São Francisco Xavier - Rampa da Onça - 1200m

Bom Jesus dos Perdões

Mairiporã

São Vicente

São Pedro

Torrinha

Mogi das Cruzes - Pico do Urubú - 440m

 

Rio d Janeiro

Rio de Janeiro - Pedra Bonita - 530m

Petrópolis - 1.000m

Porciúncula - 540m

Engenheiro Paulo de Frontin - 933 metros

 

 

[t3]Quem pode praticar a Asa Delta[/t3]

 

A asa delta requer aptidões físicas e intelectuais. Por exigir muito do atleta não é qualquer um que pode encarar um vôo. É importante que o atleta tenha um grande domínio das técnicas assim como de seu corpo.

Muito se discute sobre a idade mínima para iniciar no esporte, porém o mais comum é que a idade estipulada seja de 14 anos. Além disso, o atleta tem que ter grande coragem e força de vontade.

O respeito à natureza é fator essencial para o praticante de qualquer esporte, e para a asa delta não é diferente. Cuide sempre da natureza, pois você depende dela para viver. Leia mais sobre o assunto aqui

A imprudência é a maior causadora de acidentes. Seja sempre responsável e não queira ultrapassar seus limites, você poderá se dar mal.

 

[t3]Aprendendo a voar[/t3]

 

Os cursos de vôo livre são realizados em pequenos morros. O aluno inicia correndo com a asa no plano para aprender à equilibrá-la no ombro e aprender a dar o stol final, para parar a asa.

Na seqüência, começa, aos poucos, a subir um pequeno morro. Primeiro começa a correr de 2 ou 3 m de altura, depois vai subindo progressivamente, conforme for demonstrando entrosamento com os comandos exigidos pelo instrutor.

Somente aí é que ele começa a tirar os pés do chão. Após algumas aulas, o aluno já estará fazendo pequenos vôos decolando de mais ou menos 50m de altura. Até este ponto, ele utiliza o equipamento do curso. Após chegar no alto do morrinho ele deve comprar sua própria asa e fazer mais algumas aulas deste mesmo morro.

Quando já estiver demonstrando domínio sobre a asa, o instrutor encaminhará para um morro intermediário, com aproximadamente 150m de altura e bastante área de pouso. Será daí que ele irá fazer seu primeiro vôo de verdade.

Somente depois de ter feito de 5 a 10 vôos deste morro intermediário é que o aluno estará liberado para decolar de rampas oficiais. Mesmo assim, ainda deverá fazer uns 5 vôos monitorado por seu instrutor, antes de ser completamente liberado.

Existe também uma nova técnica, que consiste em fazer o curso através de vôo duplo. No início, o instrutor decola e pousa a asa e o aluno pilota durante o meio do vôo. Após alguns vôos, o aluno passa a decolar e voar, mas o instrutor continua pousando a asa. Somente após vários vôos é que o aluno decola, voa e pousa a asa, mesmo assim ainda acompanhado pelo instrutor. Depois de estar fazendo todo o ciclo perfeitamente é feita uma prova escrita na ABVLou suas federações e então o aluno parte para seu primeiro vôo solo, monitorado pelo instrutor.

 

 

[t3]Tipos de Vôos[/t3]

 

Cross Country

 

O piloto de vôo livre navega através de correntes térmicas. Ele decola de uma montanha e sai à procura das térmicas. As térmicas nascem do aquecimento do solo da seguinte forma: o sol aquece a terra e em determinado grau de aquecimento ela desprende uma bolha de ar quente que sobe formando uma "coluna ascendente". Quando esta coluna encontra a camada de ar frio em cima, o ar quente se condensa formando as nuvens.

O objetivo do piloto é localizar estas colunas ascendentes e uma vez localizadas, ele começa a voar em círculos dentro da mesma, como fazem os urubus. Com isso ele vai ganhando altura até chegar na base da nuvem. Daí o piloto planeia em direção a próxima nuvem e assim por diante, vai voando grandes distâncias, podendo permanecer horas no ar. Em locais muito secos é possível pegar térmicas que levam os pilotos a mais de 7.000 m. Neste caso é necessário voar com oxigênio. O vôo de cross country é considerado pela maioria dos pilotos o verdadeiro espírito do vôo livre.

 

Vôo de Lift (Ascendencia orográfica)

 

Outro tipo de vôo livre é conhecido como "lift" ou ascendência orográfica para os mais técnicos. Esse tipo de vôo só é possível em dias com vento. Nesse vôo o piloto busca a sustentação através de uma "onda" que o ar provoca ao encontrar um obstáculo orográfico (um morro por exemplo), permanecendo na crista desta onda.

Nesse tipo de vôo o piloto pode ficar voando por muito tempo, porém sem se afastar da montanha e sem um ganho de altura muito grande. É um vôo mais típico de litoral.

 

[t3]Principais Escolas[/t3]

 

São Paulo

 

Nas Nuvens

Instrutor: Kurt Stoeterau

Atende: São Paulo, Andradas e região

Fone: (11) 260-2914

 

Dust Devil

Instrutor: Marquinhos

Atende: São Paulo, Atibaia e região

Fone: (11) 7871-7619 / 9906-8961

 

Pro Delta

Instrutor: Lula Laghi

Atende: São Paulo, Campos de Jordão, Sto Antônio do Pinhal e região

Fone: (11) 868-5848 / 9915-9345

 

Rio de Janeiro

 

Sky Center

Instrutor: Ricardo / Flavio

Atende: Rio de Janeiro e região

Fone: (21) 322-1656 / 9219-4335

E-mail: [email protected]

 

Curso Dois Irmãos

Instrutor: Miguel Tavares

Atende: Rio de Janeiro e região

Fone: (21) 493-4324 / 9988-2732

 

Minas Gerais

 

Univôo

Instrutor: Júnior ou André

Atende: Governador Valadares e região

Fone: (33) 276-3254 / 271-7115 / 9989-5225 / 501-2642

Website:www.univoo.com.br

E-mail: [email protected]

 

FlyWay

Instrutor: Jonas

Atende: Governador Valadares e região

Fone: (33) 221-2443 ou 989-4761

 

Belo Horizonte

Instrutor: Marcelo Rubiolli

Atende: Belo Horizonte e região

Fone: (31) 371-1294

 

Escola de Manhuaçu

Instrutor: Juarez Rodrigues de Magalhães

Atende: Manhuaçú e região

Fone: (033) 331-3379

 

Espirito Santo

 

Ponciano Vôo Livre

Instrutor: Ponciano Rabelo

Atende: Todo estado do Espírito Santo Fone: (27) 9842315

 

Santa Catarina

 

AVIS

Instrutores: Gilberto / Cid / Reginaldo

Atende: Florianópolis e região

Fone: Gilberto (048) 980-8944 / Cid: (048) 972-1650 / Reiginaldo: (048) 269-1781

 

Rio Grande do Sul

 

Cia do Ar

Instrutor: Flavio Pinheiro e Rejane Concer (Baronesa)

Atende: Sapiranga, e todas as cidades do estado

Fone: (51) 501-2642

E-mail: [email protected]

 

 

[t3]Outras modalidades[/t3]

 

Desde o início do vôo livre, um dos grandes desafios foi realizar vôos em regiões planas. Com isso foram inventadas várias formas de rebocar as asas. Atualmente três são as mais utilizadas pelos praticantes:

 

1- Truck-Towing

Consiste no reboque por automóveis. Neste caso um guincho especial com aproximadamente 800m de cabo, é instalado em uma pick-up. A asa é colocada sobre a caçamba da pick-up tendo o nariz preso ao carro. O carro entra em movimento e ao atingir a velocidade um pouco superior à velocidade de stol da asa, o nariz da asa é liberado e ela começa a subir, desenrolando o carretel do guincho. A tensão do cabo é controlada através de um sistema de freio pneumático, garantindo uma perfeita taxa de subida e total dirigibilidade à asa. No final do cabo (ou da pista) o piloto se desconecta do cabo e parte para o vôo livre, como nas montanhas. Enquanto isso, a equipe de terra recolhe o cabo, enrolando-o novamente no carretel do guincho.

 

2- Aero-towing

Esta modalidade de reboque se assemelha bastante a operação realizada por planadores, ou seja, a asa é rebocada por um ultraleve ou um trike (asa delta com motor). Um cabo de aproximadamente 70 m liga a asa ao ultraleve. O piloto do ultraleve dá a partida iniciando a corrida no chão e o piloto da asa começa a correr. Com a tração, a asa decola e em seguida o ultraleve também decola. O ultraleve vai rebocando a asa até que encontrem uma térmica. Ao entrar na térmica, o piloto da asa se desconecta do cabo e inicia o vôo livre.

 

3- Boat Towing

Uma terceira modalidade se chama "boat towing" e como o nome já diz, consiste no reboque da asa por uma lancha. Esse sistema é bem semelhante ao truck towing porém é necessário fazer uma série de adaptações na asa delta, para caso seja necessário pousar na água. É uma excelente forma de fazer vôos duplos panorâmicos também, pois os passageiros tendem a se sentir mais seguros voando sobre a água.[/align]

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