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15 dias de Itália - Milão, Maranelo, Veneza, Verona, Florença, Pisa, Roma e Napole.

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1º dia

Gostaria de contribuir para este site que tanto me ajudou, inclusive em mais de uma viagem. Fiz uma viagem para a Itália, de 15 dias. Embarquei do aeroporto de Guarulhos, dia 28/02/2010 e desembarquei em Milão dia 01/03/2010. A nossa primeira surpresa aconteceu no aeroporto, pois descobrimos que para usar aqueles carrinhos de carregar malas, precisávamos inserir uma moeda de 1 Euro para liberar a corrente que prendia o carrinho aos demais. Como estávamos chegando naquele momento do Brasil, só possuía Euros em notas de 100 euros. Portanto, não tínhamos nenhuma moeda, mas contamos com a simpatica e cortezia de um brasileiro, que viajou com a gente mas nunca o tínhamos visto, que nos deu 2 euros para conseguirmos pegar 2 carrinhos. Foi muita gentileza dele, nossas malas eram pesadas e não me lembro se todas tinham rodinhas, mesmo assim, seria inviável ficar se locomovendo com 4 malas (pois é, minha mulher levou muita coisa heheeh) pelo aeroporto. Após o desembarque com os carrinhos, fomos fumar um cigarro do lado de fora do aeroporto e ali sentimos um frio que nunca tínhamos sentido, algo em torno de 8 graus devia estar fazendo. Após este impacto inicial, fomos procurar pela Europcar, tinha reservado um carro. Sim, alugar um carro tem seus prós e contras, como veremos. Para mim, foi sensacional, eu sei que não é barato alugar um carro, sei também que muitos acham loucura, pois na Itália existe a possibilidade de se locomover, com uma certa facilidade, de trem, metrô (em Milão e Roma), Ônibus, a pé, e em último caso de táxi, que não é tãaaaaao caro como dizem. Mas eu preferi um carro, primeiro porque adoro guiar, segundo porque você pode parar em lugares que seria impossível parar, no meio de uma estrada, se fizesse essa viagem de trem. Terceiro, também seria impossível fazer certas rotas e conhecer lugares mais distantes dos grandes centros sem carro. Enfim, eu não me arrependo, aliás faria de novo. Eu sei que se perde um pouco de tempo, porque as minhas viagens eu tinha que fazer de dia, afinal a noite preciso dormir. E eu sei que existem trens noturnos, o que representa uma grande vantagem econômica, pois enquanto você viaja você dorme, ganha tempo e economiza com hotel. Mas não me arrependo, de forma nenhuma, apesar de algumas desvantagens como estacionamento, multas, pedágios, etc. Ah, só para constar, achei interessante isso. Liguei na Europcar, ainda no Brasil, perguntei se seria necessário tirar a carteira de habilitação internacional e eles disseram que não, que minha CNH brasileira seria o suficiente. Por medo e segurança, resolvi tirar ela assim mesmo (paguei 350 reais por isso). Ao chegar lá e retirar o carro, a atendente me pediu a carteira e eu, como tinha tirar, forneci para ela. Mas não deixei de perguntar:"E se eu não tivesse essa carteira internacional, não poderia alugar o carro?". A resposta dela foi não. Fiquei surpreso por isso, e ao mesmo tempo aliviado por ter tirado a carteira, mas não quis perguntar nada mais, me conformei com o não dela, e fiquei feliz por ter tirado heheeh

Bom, após estes percalços, eu realmente estava feliz, estava em Milão, em outro país (antes da Itália, o único país estrangeiro que eu visitei foi a Argentina, e mesmo assim, só uma cidade, Buenos Aires).

 

Voltando ao que interessa, peguei o carro, e já levei um GPS do Brasil, da Garmin, com mapa da Itália, esse GPS me ajudou demais, sem ele, ficaria completamente perdido na Itália. Pegamos o carro e fomos para o Hotel, deixamos nossas coisas lá e fomos passear. Olha, apesar de não ser a melhor maneira (de metrô é o jeito mais fácil de se andar em Milão, mas não tinha metrô perto do hotel que eu fiquei), eu achei um barato guiar em Milão, o trânsito é muito menor que em São Paulo, apesar de ser uma cidade grande. Em geral, os motoristas são mais educados, muito mais que em Napole ou Roma, por exemplo. E se alguém estiver atravessando a rua, os carros param mesmo, a preferência é sempre dos pedestres. O que mais me impressionou em Milão, foi ver muitos carros parados em locais proibidos, com placas em chamativas, inclusive em cima das calçadas. Parar na rua em Milão não é fácil, o jeito era procurar estacionamentos, que em geral são muito caros. Mas querem saber? Dane-se, eu fui feliz em dirigir, mesmo gastando um pouco a mais com estacionamentos. Em relação ao combustível, aluguei um Fiat Panda a Óleo Diesel, que representa maior economia em relação à gasolina. Bom, pegamos o carro e fomos visitar o Piazza Duomo, quando se chega lá, se tem uma visão maravilhosa e cai a ficha, estou na Itália, na Europa. Nada melhor que começar o passeio por Milão e ir na Piazza Duomo. A Igreja é maravilhosa, pelo que li, demorou uns 500 anos para ser construída, e querem saber? Acho que é uma das coisas mais bonitas que vi na vida. Ao entrar na Igreja então, se tem noção do tamanho da coisa, vale MUITO a visita. Depois, fomos tomar um chocolate quente na Galeria Vitorio Emmanuele II. Linda demais, os tetos todos de vidro, realmente sensacional. Depois fomos passear nos arredores, onde encontramos a loja da Ferrari, a loja Armani, tinha Prada, Dolce e Gabana, para todos os gostos, mas tudo muito caro, só deu pra ficar admirando mesmo. Paramos num restaurante onde eu comi um Ossobuco com arroz à milanesa, mal sabia que seria o prato mais gostoso que eu comi em toda a Itália. Estávamos mortos, pois não havíamos dormido direito no avião, devido à ansiedade. Fomos dormir cedo neste dia.

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2º dia

 

No segundo dia, impressionante, acho que estava em êxtase por estar em Milão, na Europa, como já disse, nunca tinha ido à Europa e é realmente viciante tudo aquilo, afinal eu saí de lá querendo voltar o mais rápido possível hehehe. Ou seja, fui dormir às 22 horas e acordei às 02 horas da manhã e não consegui dormir mais. Esperei até as 06 horas e chamei minha mulher, pois não aguentava mais ficar no hotel, precisava sair. Como no Brasil, 06:30, 07:00, a cidade já está bem movimentada, com todos indo para o seu trabalho. Minha primeira parada foi ir até a Corso Magenta, onde tem uma padaria muito bonitinha chamada Biffi, se não to enganado. Comi um sanduíche de presunto parma, e outro de Muzzarela de Buffala com tomate seco, o que é muito comum encontrar na Itália, em qualquer cidade, e não chega a ser tão caro. Os italianos realmente comem bem. Depois disso, aproveitei para passear um pouco sem rumo, parei numa loja de video-game e comprei um jogo de PS3 que estava na promoção, por 30 euros. Mas a maioria dos jogos estavam bem caros. Depois disso, resolvemos ir passear no Castelo Sforzesco (acho que se escreve assim). É uma visita que realmente vale a pena, o castelo é lindo, com vários detalhes, e tem um museu enorme. Rende boas fotos. Depois do castelo, melhor ainda, tem um parque bem ao lado dele, que esqueci o nome, mas fica bem ao lado. Este parque deixa o Ibirapuera no chinelo, sem exagero, com várias árvores lindas, várias lagoazinhas com patinhos nadando, e o reflexo das árvores nas lagoas como se fosse espelho, é impressionante, parece cenas de filme. Depois, fomos tentar subir na Torre Branca (uma torre que fica dentro do parque), mas estava fechada, alguns dias ela não abre, demos azar de justo no dia que tentamos subir, parece que estava fechado. Teve que ficar pra nossa próxima visita em Milão. Depois de tudo isso, mais uma passeada na região do Duomo, só pra não perder o costume, e tomar mais um chocolate quente no Biffi, dentro da Galeria (o melhor chocolate quente que tomei em toda a Itália, é realmente delicioso). No meu caso, eu pedia chocolate quente com panna, que é uma espécie de chantily. E nos arredores do Duomo eles vendem também várias coisas não muito caras em camelôs, como gorros, cachecóis, etc. Mas não é nada bagunçado, não se assustem, tá longe de ser uma 25 de Março. Nosso dia se resumiu a isso, e o relato desse dia ficou menor, pois não dei detalhes de onde almocei, jantei, essas coisas. Se quiserem saber, depois procuro nas minhas anotações para postar aqui. Por enquanto, estou fazendo um relato de memória, mas se tiverem alguma dúvida, posso me esforçar e procurar nas minhas anotações para responder.

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3o. dia

 

Antes de saírmos de Milão definitivamente, nos despedimos do Duomo, pois tinha certeza de que faria muita falta aquela vista, como está fazendo agora. Nunca havia visto nada igual. Após isto, fui conhecer o museu da Ferrari, em Maranello. Ao chegar lá, fui abordado por uma moça muito simpática se queria alugar uma Ferrari por 50 euros. Pensei, pensei, e não resisti. Afinal, não sabia quando iria voltar à Itália de novo, e guiar uma Ferrari legítima fazia parte dos meus sonhos. Seriam 15 minutos por 50 Euros, e eu não poderia passar dos 70km/h, nem se quisesse, pois havia um cara ao meu lado que me chamava atenção se eu ultrapassasse essa velocidade limite. Mesmo assim, valeu a pena, passou voando. Qual não foi a minha surpresa quando eu voltei, minha mulher havia comprado uma bolsa da Ferrari por 90 euros. Eu fiquei um tempão pensando se valia a pena ou não pagar 50 euros para guiar uma Ferrari por 15 minutos, e minha mulher não deve ter demorado nem 1 minuto para decidir comprar a tal bolsa. De qualquer maneira, a bolsa é muito bonita mesmo, e de muita qualidade, mas que é cara, isso é.

Após isso, entramos no museu da Ferrari para conhecer e vale a visita. Maranello em si não tem nada, só a Ferrari, mas já é bastante coisa. No museu, podemos ver os carros antigos da Ferrari, como do Gilles Villeneuve, motores Ferrari, e carro de passeio também, que são verdadeiras máquinas. E o melhor é que pode-se tirar fotos à vontade. Depois disso, fomos em direção a Mestre, perto de Veneza, onde nos hospedaríamos. Ficamos no Novotel mesmo, em Mestre, e no dia seguinte, partiríamos rumo a Veneza, conhecer a cidade que, na minha opinião, é a mais linda de todas que conheci na Itália. Melhor dizendo, no mundo.

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4o. dia

 

Veneza é maravilhosa. Antes de mais nada, queria pedir um favor, eu tenho algumas coisas anotadas, se alguém se interessar por onde comi, onde me hospedei, os endereços, posso procurar e postar aqui.

Tudo bem, é muito mais fácil ir de Mestre a Veneza de trem, mas como eu tinha alugado um carro, e para mim estava sendo o maior barato viajar de carro pela Itália, resolvi que iria para Veneza de carro mesmo. A distância fica em torno de 10 km, ou seja, rapidinho chegamos em Veneza. Como não acordamos muito cedo, só cheguei em Veneza umas 9, 9:30 (gostaria de ter chegado antes hehehe). Só teria um dia para aproveitar Veneza, achei que seria o suficiente devido a alguns relatos que li, inclusive aqui, de que mais de 2 dias em Veneza acabam sendo mais tediosos, por falta do que fazer por lá. Hoje, acho que 3 dias em Veneza seriam melhores para se aproveitar tudo que a cidade oferece, pois tem muita coisa, muitos museus e Igrejas para se visitar, além de ser legal ficar andando sem rumo pelas ruazinhas, atravessando as pontezinhas e se perdendo por lá, o que também leva muito tempo. Chegamos em Veneza, estacionei o carro e pegamos um vaporetto, agora não lembro se era a linha 1 ou 2, mas tem um Vaporetto que vai parando em todos os pontos de parada, e outro que só para nos principais, como a Piazza San Marco. Peguei um desses e parei na ponte do Rialto, estava frio demais (uns 3 graus), mas estávamos devidamente agasalhados. A ponte do Rialto é linda, resolvemos atravessar a ponte e dentro dela tem uma espécie de feirinha, com muitas lojinhas e vários souveniers. Minha mulher comprou uma daquelas famosas máscaras do carnaval (25 euros, achei caríssimo, mas a máscara é muito bem trabalhada), que hoje virou objeto de decoração na minha casa, penduramos na parede. Após isto, fomos em uma Igreja muito legal, que não lembro o nome mas vou procurar, deve ser meio frustrante pra quem está lendo este relato não saber aonde eu fui. Pronto, 5 minutos e já achei, foi na Igreja Santa Maria Gloriosa dei Frari.

EVIDENTE que não achamos a Igreja logo cara, precisamos perguntar para um veneziano. Como soube se um cara é veneziano ou turista? Muito fácil, a princípio, acho que os venezianos são aqueles que estão trabalhando na cidade, ou seja, gondoleiros, atendentes em bares, restaurantes, etc. Portanto, perguntei para um gondoleiro que me ofereceu o serviço de Gôndola aonde poderia achar esta Igreja, e ele gentilmente me explicou. Só explicando mais um detalhe, meu italiano É PÉSSIMO. E se engana muito que os italianos sabem falar inglês, pelo contrário. Com raras excessões, só consegui falar inglês em hotel, aeroporto, algumas lojas no máximo. Só, portanto, tive que aprender meio na marra algumas palavras de italiano, mas mesmo assim tive muitas dificuldades e a mímica se fez presente durante toda minha viagem. Voltando ao assunto, a igreja é muito bonita, mas minha mulher não gostou muito por conta de ter diversos túmulos por toda a Igreja. Sim, pessoas enterradas dentro da Igreja. Depois fomos visitar a Scuola Grande di San Rocco, que tem quadros e pinturas lindas, uma mais linda que a outra. Depois fomos conhecer o acervo da Accademia, um lugar muito grande também, ganhamos (ou perdemos) uma hora visitando a Accademia, com mais quadros lindos. Depois disso, fomos à Piazza San Marco que, de fato, é linda demais, compramos mais alguns souveniers e fomos almoçar, pois nesta altura já estávamos com fome. Não lembro o nome do restaurante, mas foi um daqueles restaurantes que ficam ao lado da Basílica de São Marcos, tem vários ali, e são mais baratos do que estão propriamente na Praça. Fuja desses, são muito mais caros. Depois fomos ao Palácio Ducale, que pra mim foi a melhor visita de Veneza, lembrando que não consegui conhecer tudo que gostaria, mas esse Palácio me chamou atenção, vale muito a pena, é lindo demais. Dá pra se ter uma idéia da importância da cidade e importância do seu centro administrativo, com salas enormes e lindas. Pena que não se pode tirar foto lá dentro. O legal da visita do palácio é que pode-se atravessar a Ponte dei Sospiri (ponte do suspiro), por onde os prisioneiros se dirigiam à prisão ou à morte, não lembro direito agora, mas se chama ponte do suspiro pois eles davam o último suspiro antes de irem presos, ou irem para a morte. Depois eu pesquiso, google serve pra isso mesmo hehehe

Quando tentei ir à Basílica di San Marco, infelizmente, estava fechada. Já era tarde, e gostaria de ter conhecido Veneza melhor. Sobrou para nós fazer o passeio de Gôndola. Eu entendo perfeitamente quem decide não ir, acha muito caro (eu também acho). Ao mesmo tempo, entendo muito bem também quem decide ir e gastar uma nota no passeio. Não estava nos meus planos gastar tanto em um dia, e Veneza é uma cidade muito cara, claro que o passeio de gôndola contribuiu muito, mas Veneza foi, disparado, a cidade que mais gastei na Itália inteira. Depois, tive que compensar nos outros dias. Bom, tentei negociar com o gondoleiro. A verdade é que mais cedo, por volta de 13 horas, cheguei a ver gondoleiros fazendo passeio de 40 minutos por 50 euros. Não sei se por ser no inverno, por não ter tanta gente passeando por lá no inverno, falo isso porque já vi fotos de Veneza no verão em que parece um verdadeiro formigueiro de gente. No inverno tem muita gente, mas sem comparação com o verão. De qualquer forma, minha mulher queria passear de Gôndola no por do sol, e por isso tive que pagar 100 euros. De qualquer forma, 100 euros seria o preço para 40 minutos de passeio, e negociei para ele fazer por 100 euros o passeio mais longo, de 1 hora. Foi o máximo que consegui com a famosa pechincha brasileira hehehe

Passear de gôndola em Veneza vale muito a pena, ele passa em lugares que você nunca descobriria sozinho, pelo menos eu acho. Pena que ele vai explicando tudo em italiano e deu pra entender muito pouco, e ele não falava nada de inglês. Mas foi sensacional e inesquecível. Depois do passeio, queria andar um pouco por Veneza à noite antes de voltar, a cidade é mais linda ainda de noite, mesmo com tudo fechado, deve ser legal caminhar pela cidade à noite, mas minha mulher estava com muito frio, meio gripada, e decidimos voltar ao hotel para não estragar o resto da viagem.

Uma curiosidade, antes de viajar para a Itália, sempre li por aqui gente que passeou muito em Veneza à noite, mas estava hospedado em um hotel ou albergue dentro de Veneza, e não em Mestre como eu fiquei. E quem se hospedava em Mestre, sempre voltava às 19, 20 horas no máximo. Bom, me surgiu a dúvida, será que tem vaporetto até tarde, até umas 23 horas, meia noite? Pra essa pergunta, não achei a resposta em lugar nenhum, e olha que pesquisei muito. Pode ser que procurei mal, mas não achei a resposta. Bom, só achei a resposta lá em Veneza mesmo. Sim, pra quem quer ficar até tarde e precisa sair daquela cidade, em último caso, pode ir caminhando, mas tem vaporetto até tarde sim. Não lembro bem, mas acho que o último sai meia noite, por aí. Portanto, quem quiser ficar em Veneza até tarde e não está hospedado na cidade, pode ficar despreocupado, até umas 22, 22:30, tranquilo. E pode se informar por lá também, porque não lembro direito o horário do último vaporetto, mas lembro que eles ficavam circulando até tarde sim. Eu não fiquei, por motivos de saúde, mas quem sabe em uma próxima visita.

Ah, uma dica meio boba, levem dinheiro para Veneza, é meio difícil ficar sem gastar por lá. Mesmo pros mais pão duros, econômicos, ou como quiserem chamar, os museus são muito caros. Claro que estudante tem desconto, mas mesmo assim. Poxa, uma entrada no Palácio Ducale, se minha memória estiver boa, custa em torno de 15 euros por pessoa. Para mim, é caro. Saiu 30 euros para 2 pessoas. O passe do Vaporetto, para andar o dia inteiro, custou 25 euros por pessoa. Eu achei um absurdo, mas é pior tentar andar de graça, como vi algumas pessoas fazendo, e depois arrumar um problemão com algum guarda ou policial. Preferi não arriscar e estragar a viagem, mas eu achei CARÍSSIMO, principalmente por se tratar de um transporte público.

 

Esse relato ficou maior pra Veneza, que além de ser muito bonita, acho que me empolguei com a resposta do Murilo, é gratificante ver que seu relato está sendo lido e apreciado por outras pessoas. Me senti mais importante, sei lá, coisa boba minha. Prometo me dedicar mais aos próximos dias. E se me animar, vou postar algumas fotos também.

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Aqui, a galeria Vitorio Emanuele II, em Milão.

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Aqui, ao lado do castelo Sforzescco, no parque que não me lembro o nome, mas fica ao lado. Acho esse parque muito bonito.

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Ponte do Rialto

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Na gôndola, aqui já estava escuro. Mas é um passeio realmente especial.

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5o. dia

 

Acordamos um pouco mais tarde para os nossos padrões, e fomos em direção a Verona. Apesar de ser pertinho, fomos devagar, passeando, e pela estrada local. Não pegamos a principal. Passamos por Vicenza (mas foi rápido, não visitamos nenhum ponto turístico). Paramos em um supermercado, tomamos café da manhã numa padaria. Por esses motivos, chegamos um pouco tarde em Verona, que é uma cidade muito acolhedora e muito receptiva. Recomendo demais quem for à Itália conhecer Verona. Primeiro, estávamos com um pouco de fome e fomos no centro de Verona comer alguma coisa, comi um pedaço de pizza. Depois, já um pouco tarde, fomos conhecer a Arena de Verona, que é simplesmente exuberante. Não esperava por isso, quando li na internet que se tratava de uma das arenas romanas mais bem conservadas, muito mais que Coliseu. Entrei, subi na arquibancada e fiquei lá, sentado, imaginando e viajando como deveria ser tudo aquilo funcionando. Ficamos mais ou menos 1 hora ou 1 hora e meia lá dentro, olhando, andando, admirando. É realmente uma sensação muito boa estar presente e pensar:"2000 anos depois, e eu estou pisando aqui". Depois fiquei sabendo que até hoje ela está em funcionamento, não apenas para a visitação, mas para espetáculos e shows, principalmente de ópera. Após isto, fomos passear naquelas ruazinhas medievais em Verona, ali perto da Arena, pra trás dela. Caminhamos um pouco por ali, tive uma briguinha básica com minha mulher, em plena lua de mel, porque ela queria que eu comprasse uma carteira Dolce e Gabbana, de 150 euros, dizendo que eu merecia, que eu não tinha comprado nada ainda para mim na viagem (na verdade já tinha comprado sim, mas coisas baratas, como um cachecol, um gorro, etc), e eu bati o pé pois achei aquilo muito caro, às vezes mulher perde a noção do dinheiro mesmo. Enfim, não comprei a carteira, e ela queria comprar uma bota na Dolce e Gabbana também, mas eu não deixei hehehe

Às vezes, é importante ter alguém que fique com a parte chata de controlar os gastos. Mas tudo bem, tudo resolvido, e fomos na casa da Giulietta (suposta casa onde morava a Julieta, do romance Romeu e Julieta, do Shakespeare). A casa é muito bonita, grande, e acabou se tornando um museu da história dos dois, com cartas de amor e objetos da época. O mais legal é tirar uma foto da sua namorada na sacada da casa, onde ela ouvia as declarações do Romeu, que ficaria lá embaixo. Na frente da casa, tem uma estátua da Julieta, onde a maioria das pessoas tira foto com a mão nos seios da Julieta (coisa meio obcena hehehe, mas faz parte). De lá, fomos em uma lojinha que fica em frente a casa, uma casa de comércio oficial do casal shakesperiano, e compramos mais uns souveniers, com coração de Verona com o nome dos dois, mais algumas bugigangas. Andamos mais um pouco por aquelas ruas medievais, olhando vitrines, lojas, o que é muito legal, levando-se em conta aonde você está. Pode-se tomar um café, um sorvete, etc. E assim mais um dia se foi na deliciosa Itália, que pretendo retornar novamente e Verona certamente estaria de novo entre as cidades que visitaria.

 

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Minha mulher na sacada da casa de Julieta!

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Eu, na Arena de Verona, um pouco menor que o Coliseu, mas muito mais preservado.

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Uma foto de cima da Arena, com as pessoas passeando lá embaixo, no palco das batalhas entre gladiadores e leões.

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A Arena do lado de fora. Um pouco destruída, sem dúvida, mas bem menos que o Coliseu.

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Olá!

 

Estou adorando seu relato, está sendo muito útil para o planejamento da minha viagem. Pelo visto vou ter que passar mais dias na Itália, é muito linda!

 

Abs Vivian

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6o. dia

 

No segundo dia em Verona, decidimos conhecer a neve (nunca tínhamos presenciado a neve). No dia anterior, em um restaurante, conversamos com um garçom que nos explicou mais ou menos o caminho para San Giorgio, perto de Verona, onde podia se encontrar a neve subindo as montanhas. Nunca tinha ouvido falar nessa região antes de chegar em Verona, portanto, segue o aviso; às vezes, mudamos nossos planos, roteiros, devido a algo que nos chame muito a atenção. Subimos de carro, de acordo com as orientações do garçom e com algumas placas indicando a direção para San Giorgio, e o termômetro do computador de bordo do carro indicando a queda de temperatura, gradualmente, 5, 4, 3... 0 graus. Com 0 graus já dava para ver um pouco de neve, mas nada parecido com o que estaria por vir. Antes de San Giorgio, saímos para pegar um pouco na neve (pela nossa primeira vez) e tomar um chocolate quente (combustível essencial para quem está em temperaturas baixas). Depois disso, voltamos ao carro e voltamos a subir a serra, até San Giorgio. Pra ser sincero, San Giorgio não é nada muito importante, não tem um resort por lá, não tinha quase ninguém, uma lojinha, um hotelzinho mais ou menos, um teleférico que estava desativado, quase nenhum turista. Mas a sensação de estar presente naquela paisagem branca, toda branca, e daquele frio nunca antes enfrentado, para mim foi uma experiência inesquecível. Com certeza devem haver lugares melhores para se ver e brincar com a neve, mas para mim estava de bom tamanho, corri na neve, caí na neve, me diverti bastante por lá.

Depois de muita diversão, ainda já era tarde, estávamos com fome e ainda tínhamos que nos dirigir à Florença. Ou seja, perdemos a noção do tempo, infelizmente pegaríamos estrada à noite, o que não gosto muito de fazer, mas não tinha jeito, tínhamos reserva no hotel de Firenzze. Saímos de San Giorgio, pegamos a estrada, paramos em um restaurante muito agradável a beira de uma estrada local em direção a Bologna, comemos por lá e seguimos viagem. Passamos por Bologna, por dentro da cidade (como disse, estava numa estrada local) e continuamos a nossa viagem pelas estradas locais, o que se mostrou um erro mais tarde. Após passarmos por Bologna e continuarmos a viagem, o caminho estava certo, não só o GPS me indicava isso, mas as placas também.

Continuamos pela estradinha local, mas de repente comecei a subir pela estrada, e a temperatura começou a baixar cada vez mais e mais. Bom, aconteceu que em determinado momento a pista a minha frente estava congelada, não estava tratada, não tinha neve, tinha gelo, gelo liso. Água congelada, e o pneu se portou como se o carro estivesse de patins no gelo. Resultado, o freio não funcionava, nem o de mão nem o de pé. Precisei virar com tudo o volante para a esquerda e jogar o carro para a neve fofa, para ele freiar, pois ao meu lado direito tinha um precipício, e se continuasse indo reto, o carro ia ganhar velocidade e sem freio eu ia acabar batendo em alguma coisa, o resultado disso não seria tão bom. Mesmo com o meu pneu esquerdo dianteiro na neve fofa, se eu soltasse o freio de pé, o carro começava a descer lentamente de novo, afinal as outras rodas estavam ainda no gelo liso. Meu celular não estava pegando, o resultado disso foi que minha mulher precisou sair do carro pedir ajuda (nessas alturas, já eram meia noite e não passava ninguém, a temperatura era de 6 graus negativos, segundo o computador de bordo do carro). Quando minha mulher pisou no chão, ela quase escorregou e caiu, mas ainda bem que isso não aconteceu. Numa situação dessas, não restou alternativa para minha mulher pedir ajuda para uma casa que estava ali perto, enquanto eu tinha que ficar no carro mantendo o meu pé pressionando o freio. Tivemos muita sorte, pois nessa casa residia um italiano muito simpático, que saiu e foi lã tentar nos ajudar. Segundo ele me disse (ainda bem, esse italiano falava um inglês perfeito), eu estava encrencado, não tinha o que fazer nessa situação, não adiantava ele tentar por correntes nem fazer nada, eu estava numa enrascada. Tentei manter a calma, e perguntei a ele se não seria interessante chamar alguém como a polícia, os bombeiros, coisa do tipo. Ele me disse que essa era uma boa idéia, e chamou os bombeiros do celular dele. Os bombeiros demoraram em torno de 1 hora, tempo que pareceu interminável, pois minha mulher estava morrendo de frio do lado de fora, e eu não queria simplesmente fechar o vidro e ligar o ar quente, deixando ela congelar sozinha do lado de fora. Portanto, mantinha os vidros do carro abertos, para ir conversando com ela, tentando acalmá-la, ajudar a passar o tempo naquele frio que estava fazendo. Fim da história, os bombeiros chegaram, amarraram uma corda no meu carro, um cabo de aço sei lá, um gancho, puxaram meu carro para a parte da estrada que estava tratada, e me pediram pelo amor de deus para nunca mais me meter em encrencas com a neve, que a neve era perigosa, que isso e aquilo. Eu aprendi a lição, e no restante da viagem, sempre que ia conhecer algum lugar e tinha que subir, e começava a encontrar neve, preferia dar meia volta e voltar para trás hehehe

Foi um sufoco, mas valeu a experiência, chegamos 4 horas da manhã em Florença, exaustos, cansados e gripados. Por esse motivo, fomos acordar bem tarde no dia seguinte.

A gente tomou um baita susto, mas depois disso, procuramos não estragar a viagem, ficarmos traumatizados, procuramos encarar tudo isso com bom humor e, acima de tudo, como uma lição, uma experiência, algo importante para evitar maiores problemas futuros. Portanto, isso não estragou a nossa viagem, continuamos felizes e nos divertindo. Mas que rendeu algumas reflexões sobre a vida, isso rendeu.

 

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Indo para San Giorgio

 

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Meu carro, aluguei um Panda. Em um bar/restaurante em San Giorgio.

 

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Minha esposa em San Giorgio

 

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Imagem de San Giorgio, já no fim do dia. Muita neve, estava tudo branco.

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