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Maldivas gastando muito ou pouco

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Oi pessoal, 

 

Deixo aqui a cópia do relato e dicas para as Maldivas. Espero que gostem. No blog (detantoandarblog.com) tem mais fotos.

 

  1. Onde fica e como chegar

As Maldivas se tornaram o destino de praia queridinho do momento, em parte graças ao número expressivo de famosos e pseudo-famosos que escolheram o país para mostrar o quão ricos eles são. Embora os globais necessitem de luxo extremo para serem felizes em suas férias, isso não é a realidade da maior parte dos brasileiros que conseguem se endividar o suficiente para chegar até aqui.

O país está localizado no Oceano Índico, perto da Índia e Sri Lanka, e sua capital se chama Malé. Sim, é muito longe do Brasil. As ilhas que formam as Maldivas estão agrupadas em 26 atóis. Um atol é definido como uma ilha oceânica em forma de anel que forma uma lagoa em seu interior. Na prática, os atóis poderiam ser entendidos como agrupamentos de ilhas que ajudam a dividir o país, algo como os nosso estados no Brasil.

Eu não sou muito fã de praia, mas confesso que, em termos de natureza, as Maldivas me tocaram de uma forma muito forte. A cor da água e especialmente a vida debaixo dela me deixaram impressões inesquecíveis.

As Maldivas foram um adendo da viagem para a Índia, uma forma de conciliar desejos meus e do meu marido e também descansar do batidão de um mês de retiro espiritual e turismo. Compramos nossa passagem na modalidade open jaw ou multi destinos. Com essa estratégia, você pode chegar por um destino e voltar por outro. É possível, inclusive, ficar uns dias a mais em uma cidade onde faria uma escala e muitas vezes não paga nada mais por isso. Consegui fazer o roteiro São Paulo – Déli (com escala em Frankfurt) com a Lufthansa e a Volta Malé – São Paulo (com escala em Frankfurt e Zurich) com a Swiss. Eu emiti todas as passagens com a Lufthansa e o valor foi o mesmo que teria pago caso chegasse e voltasse por Déli.

Se você for vir somente para as Maldivas, você terá que fazer escala no Oriente Médio ou Europa. Combinando com a Índia ou não, espere pagar algo em torno de 5000 reais somente pela passagem.

  1. Como escolher o hotel

Planejar uma viagem para o país foi, para mim, muito difícil. Além de pesquisar bastante uma forma de chegar lá sem pagar mais que o voo para a Índia já me custaria, eu passei muito tempo buscando um hotel que não me custasse um rim. Tanta pesquisa não surtiu muito efeito, mas devo dizer que ter um rim só está sendo OK.

Os hotéis são, em geral, uma propriedade que ocupa uma ilha toda e você passará o tempo quase todo ou absolutamente todo lá, então tem que pesquisar bastante. A escolha da acomodação deverá considerar, basicamente, três fatores: a distância da capital (Malé), plano de alimentação e o tipo de quarto.

1.Distância de Malé

Sua primeira decisão deverá ser se está disposto a se hospedar em um hotel distante da capital, o que implica em pegar um outro voo, desta vez de hidroavião e pagar mais uma fortuna. O barco para um hotel próximo de Malé Custa por volta de USS 130, já o avião para um hotel mais distante USS 500. A vantagem de voar será ter uma vista incrível de várias ilhas durante o voo. Na boa, o país é um paraíso na terra.

2,Plano de alimentação

Os hotéis costumam ter tarifas muito diferentes que oferecem somente café da manhã ou que incluem almoço, jantar e que também podem ser all inclusive, o que facilita porque você não tem que se preocupar com o preço de nada, nem das bebidas. Você também pode entrar no site do hotel e ver se eles disponibilizam os cardápios para ter uma ideia se vale a pena ou não. Outra alternativa é procurar fotos dos cardápios no TripAdvisor ou mandar email pedindo para o próprio hotel te informar.

3.Tipo de quarto

Em geral, você poderá ficar em um quarto sem vista, no meio da ilha, na beira da praia ou num bangalô na água. Também tem hotéis com quartos com piscina e até escorregador do quarto para o oceano. O problema é que os preços variam absurdamente e quando você faz a pesquisa em um site de reserva de hotéis eles te mostram primeiro a tarifa mais barata. Ao clicar no hotel, eles vão te dar as mil opções de quartos diferentes, tipos de plano de alimentação e também tarifas reembolsáveis ou não. Ou seja, se você decidiu, como eu, que queria um quarto na água, em regime all inclusive, o valor inicial mostrado não vai te ajudar muito. Muitas vezes, um hotel com a melhor tarifa no TripAdvisor para um quarto no meio da ilha tinha um preço monstruoso para um quarto na água. Assim, tive que abrir milhões de abas no navegador, com diversas opções, até decidir.

  1. Onde eu fiquei

Primeiro, fizemos uma reserva com cancelamento grátis no Meeru, num quarto na água e all inclusive. Esse hotel costuma ter as melhores tarifas para quartos sobre a água e fica perto de Malé, de maneira que você chega de barco.

Acabamos cancelando a reserva e escolhemos o Adaaran Prestige Vadoo, que também era próximo de Malé. Nesse hotel, todos os quartos são sobre a água. Fiquei muito satisfeito com a escolha. O quarto era enorme, tinha banheira, piscina e uma parte do chão feita de vidro, o que te deixava ver os peixinhos nadando. Com acesso direto ao oceano, você só precisava de descer a escada e pronto! Não consigo descrever a beleza de acordar com a vista para o mar azul e poder nadar com os peixes todos os dias. Porém, o que eu acho que fez mais diferença na escolha foi que a comida era a la carte e divina! No Meruu, a comida era self service.

Tudo bem que eu geralmente fico em hotéis fuleiros, então estranhei os luxos. Por exemplo, nós tínhamos um mordomo que algumas vezes ao dia vinha até nós para ver se estava tudo bem. Para agendar excursões e marcar horário no restaurante japonês, nós precisávamos falar com ele. É uma tendência no mercado de luxo personalizar o serviço, mas para mim que não sou o perfil do mercado achei foi bem estranho. Enfim, mais história para contar. Na verdade, a única desse tipo de experiência. Estarei pagando ainda por muito tempo.

  1. E se eu não quero ou não posso gastar baldes de dinheiro?????

Embora não muito comentadas, há alternativas para gastar muito menos. Algumas ilhas maiores têm vida local e pousadas com ótimo preços. De lá, você pode pegar excursões de barco para visitar ilhas paradisíacas próximas. No hotel onde eu fiquei, conheci um pessoal que estava na ilha de Maafushi e foi somente passar o dia (day use – USS 100) e pôde usar a piscina, praia e comer no hotel. A comida era feita especificamente para esse público e era mais simples, mas parecia ser excelente também.

Tem também uns cruzeiros com a Costa Cruise que podem também custar menos que os hotéis de luxo.

Por fim, você pode combinar uma pousada numa ilha maior durante uns dias e ficar na vida boa no final. Também pode mesclar uns dias em um quarto mais barato em um hotel luxuoso com outros em um bangalô sobre a água.

Seja como for, você vai se encantar!

 

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