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piacitelli

[bike] Mogi-Bertioga-Santos -100km de bike no Feriado da Pátria 2010

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Feriadão prolongado de 4 dias, quarenta dias sem chover e previsão de chuva para daqui uns 15 dias. Uma boa receita para ir para o litoral.

 

Combinamos, eu e o Marcelo – colega que conheci no Audax – em descer a Mogi-Bertioga e de lá esticar para São Sebastião.

 

Acabamos indo dormir sábado umas duas da manhã e às 4:00hs estávamos em pé preparando as bikes e mochila para o passeio.

 

Deparamos com uma manhã fria e a garoa típica de São Paulo

 

Fomos à estação da Luz, onde deixamos o carro num estacionamento bem próximo ao prédio da rota. Opção segura e preço justo. R$ 10,00 cada 12hs.

 

Entramos na estação, onde estava combinado para encontrarmos com o Luiz e o Paulinho de Deus para tomarmos o trem com destino a Mogi. Mas ali descobrimos que por problemas de manutenção da CTPM teríamos que embarcar na estação Tatuapé.

 

Pegamos o Metrô para lá. Eu andando com a “sapatilha”, muito lisa e pouco apoio no chão, ma estação da Sé do Metrô levei um escorregão descendo a escada, quase fiz um strike. Nessa dei uma braçada na minha própria bike e ganhei um roxo no braço direito.

 

A aventura começou aí. Andar com as bikes no Metrô e no trem. Ali embaçaram também a Viviane e o Washington. Que fizeram o passeio conosco.

 

De dentro do trem podíamos ter uma idéia do que encontraríamos. O visual era só névoa.

 

Numa das estações o Marcelo desembarcou, ficamos esperando ele na ferroviária de Mogi, e ele apareceu com mais um biker, o Alfredo que desceu conosco até Bertioga.

 

Aproveitei para colocar um underware com um pouco de impermeabilidade (60%), já que corta vento eu não tinha levado.

 

Paramos numa padoca para um café da manhã e iniciamos o pedal. A avenida aos poucos se transforma em rodovia, com uma gangorra suave de sobes e desce – e a chuva aumentando.

 

Logo no inicio da gangorra percebi algo errado na transmissão da minha bike. Estava com somente 3 marchas no cassete traseiro. As 3 intermediárias. Ficava pesado na subida e lento na descida. Demos uma paradinha, ajustei e melhorou. Não ficou 100% . Fiquei sem a última (mais rápida) e a descida das 2 primairas marchas exigiam 3 toques. Rapidamente me adaptei.

 

Rodados menos que 30km uma placa anuncia o Parque Estadual da Serra do Mar. A partir dali não tem mais acostamento. A chuva caia torrencialmente, carros quase que tiravam tinta da bike à nossa esquerda. À direita uma canaleta de água pluvial. O risco de um tombo era enorme.

 

Para ajudar, diversos acidentes. Colocando mais medo ainda. Se um carro escorregar pra cima de nós....já era....

 

Descemos cautelosos. Há uns 30...35km/h. A minha máxima foi 47km/h. Existem alguns recuos para descanso. Parávamos ali para liberar a fila de carros que formava atrás de nós. E aliviar as dores nas mãos. Frear o tempo todo, com as mãos congelando pelo frio dói muito.

 

A fila de carros somente é formada pela consciência de poucos motoristas. A maioria não respeita....passa tirando tinta mesmo. Ainda mais num caminho de litoral em que a maioria é de gente bastante jovem com quase nenhuma experiência em estradas.

 

O visual “lindo” que tanto comentam da Migi-Bertioga ficou resumido à passagem de duas pontes sob dois rios, sendo que nessa segunda há um mirante, bem na frente de uma cachoeira. Mais uma parada para aliviar as mãos e a fila de carro.

 

Nem me atrevi a tirar fotos. Meu equipamento fotográfico estava bem protegido em sacos plásticos, dentro da mochila.

 

Voltamos à estrada. Mais descida, carros passando perto. Medo de um carro escorregar, medo da bike escorregar. Pneus finos, de 2,5cm, com 110libras/cm3, totalmente slick, numa pista lisa e molhada é pedir pra levar um tombo. E um tombo ali poderia ser fatal, de um lado o barranco, de outro os carros.

 

Quando menos esperava abriu tudo à frente. Acostamento, pista plana, e a chuva voltou a ser uma garoa. Foram cerca de 13km de descida da Serra.

 

Estávamos à 5m de altitude. Estávamos no nível do mar. Logo nos primeiros quilômetros um pneu da bike do Marcelo furou. Tivemos muita sorte. Se o furo fosse na serra seria complicado arrumar um local para o raparo.

 

Devido ao tempo, desistimos de ir à São Sebastião e rumamos sentido sul. Entramos na cidade de Bertioga e paramos num supermercado, onde tomamos o segundo lanche do dia.

 

Em Bertioga o Alfredo voltou. Ele estava gripado. Disse que ia procurar uma loja, comprar roupas secas e pegar um ônibus de volta à S. Paulo.

 

Visitamos algumas praias de Bertioga, mas estávamos encharcados e com muito frio. Fomos para a balsa que liga Bertioga a Guarujá. Ali na espera da balsa meu GPS ficou sem pilhas (saí com elas sem recarregar). Pude registrar o passeio até esse ponto somente.

 

Feita a travessia da balsa, seguimos rumo ao Guarujá. Esse foi o pedaço mais tranqüilo. Poucos carros na estrada (Guarujá -Bertioga ) e em boa parte havia acostamento. E o visual muito bonito à beira de um mangue. Deu para girar bastante o pedal e fazer com que o frio ficasse esquecido.

 

No Guarujá paramos nas praias de Perequê, Pernanbuco e Enseada. O Luiz se revelou um guia turístico.

 

Pudera. Foi a décima segunda vez que ele fez esse roteiro. O Paulinho, a quarta. Todos os demais, estávamos pela primeira vez ali.

 

No Perequê paramos em um pequeno bar (quase padaria) muito sujo. Logo que paramos na frente um senhor todo com jeitão de malando deixou que parássemos as bikes dentro do estabelecimento (pra não deixar na calçada). E anúnciou: “não sou dono do estabelecimento mas sou dono da boca”.

 

Ali tomei apenas um gatorade. O pessoal tomou café com leite. Sinceramente....não teria coragem de ingerir nada que não fosse lacrado de fábrica daquele local.

 

Na enseada, comemos milho verde – com muito sal e manteiga, para repor um pouco. E Seguimos sentido Santos. Estava muito frio procuravamos girar bastante o pedal para aquecer.

 

No Guarujá tem bastante ciclofaixa. Pena que alguns motoristas infantis insistem em enfiar o carro na ciclofaixa, quase provocando acidentes. E, por estarmos em época de campanha eleitoral, candidatos colocam placas ao longo da ciclofaixa. Mas, essas são leves e com o vento tombam dentro da pista.

 

A balsa que leva à Santos partiu sem nenhum carro. Somente nós e algumas pessoas à pé. Mas o fluxo contrario tinha fila de carros.

 

Atravessamos Santos extasiados já caindoa noite. Paulinho de Deus e Vivi brincando com as pessoas, cantando ..bem alto, chamando a atenção por onde passamos.

 

Paramos na praia Zé Menino, lavamos as bikes e fomos a um barzinho tomar uma para comemorar. Ali, trocamos de roupas e por volta de 21:30 tomamos o ônibus da Ultra rumo a S. Paulo.

 

Não vimos a viagem. Dormimos, todos.

 

No Jabaquara A esposa do Luiz o aguardava com Carro, o Paulinho de Deus seguria para sua casa. Eu, o Marcelo a Vivi e o Washinton pegamos o Metro rumo a estação da Luz.

 

A Vivi e o Washinton ainda pegariam um trem até Francisco Morato. Mas ali o Washinton se deu conta que tinha deixado a mochila dentro do carro do Metro. Um usuário deixou na estação Armênia. Mas com isso ele perdeu o último metro e teve que ir embora pedalando pra casa.

 

Foram pouco mais de 100km. Muita chuva. Muito frio. Perdemos um pouco o visual. Mas o que pudemos ver e a companhia de um grupo muito tranqüilo, parceiro superou tudo.

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Aí, que rolê bacana hein. parabéns. Um dia encaro um pedal nesse nível.

 

Sempre que pego a mogi-bertioga fico aflito com os ciclistas. A pista ali é complicada. Tem que tomar muito cuidado mesmo, e tem motorista de carro que fica furioso quando você diminuiu para não tirar tinta do ciclista.

 

Enfim, todos temos (ciclistas e motoristas) que tomar cuidado.

 

 

Pedalar em Santos é bacana, né? A ciclovia é tão cheia que tem até trânsito de bike lá!

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Edu.

 

O Pedal é bem sussa. Leve mesmo. A gangorra no inicio é leve, em seguida a descida e depois nivel do mar.

 

O ponto mais critico mesmo é a descida, pelo transito de carros - no nosso caso agravado pela chuva.

 

A Ciclovia de Santos é maravilhosa. E cheia mesmo. rs. Mesmo com tempo ruim (chovendo) tinha bastante bike.

 

A do Guarujá, por ser ciclo-faixa, e em feriadão estava perigosa. Carros invadindo.

 

Pudera - choveu o dia todo. Quando deu uma estiada o povo foi todo pra rua. rs

 

Abração

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