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15 dias pela Nova Zelândia (ilhas norte e sul) de campervan - Inesquecível!!!

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Olá pessoal!

Este relato é uma forma de retribuir por todas as informações a que já tive acesso aqui no mochileiros.com. Já foram algumas viagens e sempre busco algo aqui para auxiliar na montagem dos roteiros. Então, nada mais justo do que compartilhar minha experiência pela NZ, que, por sinal, foi espetacular! Foram 15 dias rodando as duas ilhas, grande parte de campervan. Simplesmente conheçam esse país e se surpreendam!!

Confesso que conhecer a NZ não era uma prioridade, sequer estava no top 5 da minha wishlist. Mas, quando apareceu a promoção de vôo SP-Auckland por R$ 2.400,00 (ida e volta com taxas), não pensei duas vezes e comprei e convoquei companhia. Ah, já deixo aqui uma dica: caso ainda não tenham, instalem os apps do Passagens Imperdíveis e Melhores Destinos no seu celular. Foram as notificações desses apps que mostraram essa promoção imperdível!

As passagens foram compradas pela cia Qantas, mas alguns dos voos foram operados pela LATAM. Os voos foram os seguintes:

IDA

Sampa (26/08 18:45) – Santiago (26/08 23:15) – Voo operado pela LATAM em um Airbus A320

Santiago (27/08 01:10) – Auckland (28/08 05:05) – Voo operado pela LATAM em um Boeing 787-8 Dreamliner

VOLTA

Auckland (12/09 06:50) – Sydney (12/09 08:30) – Voo operado pela Qantas em um Airbus A330-300

Sydney (12/09 11:35) – Santiago (12/09 11:10) – Voo operado pela Qantas em um Boeing 747-400

Santiago (12/09 15:26) – Sampa (12/09 19:20) – Voo operado pela LATAM em um Airbus A320

 

Obs: Vocês devem estar se perguntando sobre essa volta maluca, em que fomos primeiro pra Austrália para depois voltar para Santiago, né? Sim, foi uma perda de tempo, mas foi a promoção que conseguimos. Pelo menos podemos falar que conhecemos o aeroporto de Sydney! =D

 

Informações e dicas importantes:

1 – Brasileiros não precisam de visto para entrar na Nova Zelândia para viajar até três meses e também não é exigido certificado de vacinação.

2 – Adquirimos dólares neozelandeses em BH, onde moramos, e levamos tudo em espécie mesmo. Quando compramos a cotação estava 1NZ$ = R$ 2,70. Viajamos com NZ$ 3.700,00, cada. No final da viagem sobrou uns NZ$400,00 para cada, aí esbanjamos em um jantar melhor e em gastos com lembrancinhas. Ainda assim sobrou um pouco e trocamos por dólares americanos no aeroporto de Sydney.

3 – Viajamos de Campervan (chamado pelos kiwis simplesmente de “campa”) pois queríamos ter liberdade de poder parar quando e onde quiséssemos, sem ter um roteiro engessado. Alugamos o camper na Jucy e pegamos o modelo Condo, que contava com fogão, pia, geladeira, duas camas de casal, sofá e com capacidade para até 4 pessoas. Não tinha banheiro. Foi uma experiência nova e valeu super a pena. Contudo, optamos por não fazer a travessia da ilha norte para a ilha sul de barco pois era MUITO CARO (MESMO)! Por isso, fizemos duas locações de camper na viagem: a primeira em Auckland, devolvendo em Wellington e a segunda em Queenstown, devolvendo em Christchurch. Para ir da ilha norte para a ilha sul voamos de Wellington para Queenstown.

4 – Se você vai viajar de Camper pela NZ, você tem que baixar o app Campermate, pois ele irá te auxiliar demais na busca por campsites, postos de gasolina, dump stations, etc. Isso porque viajando de campervan pelo país não se pode parar o carro em qualquer lugar para dormir. Existem os campsites, alguns pagos e outros públicos, mas estes últimos normalmente não oferecem estrutura de banheiro com chuveiros e cozinhas, então durante toda a viagem acabamos ficando nos campings pagos. Por sinal, a maioria deles nos surpreendeu pela limpeza, estrutura, organização e funcionários simpáticos. Pagamos uma média de NZ$22,00 a diária, por pessoa, pelo campsite. Pegamos sempre os powered sites, uma vez que precisávamos de plugar o carro na energia para fazer funcionar o aquecedor durante a noite.

5 – Nosso campervan era movido à gasolina (91 Petrol) e o abastecimento era feito por nós mesmos nos postos. Você chega, para o carro, abastece e, se não quiser pagar na própria bomba com cartão de crédito, vai ao interior da loja de conveniência do posto e informa o número da bomba pro atendente. Para ele você irá fazer o pagamento. Uma dica muito boa: existe uma rede de postos na NZ chamada Mobil que oferece desconto de 6 centavos de dólar no preço da bomba se você tiver um cartão, tipo de fidelidade. Esse cartão você pega nos próprios postos da rede, sem custo. Sempre procuramos abastecer na rede Mobil e conseguimos economizar um pouco mais! Pagamos uma média de NZ$2,20 no litro da gasosa, sendo que na ilha norte, em Rotorua, chegamos a pagar NZ$1,90 e na ilha sul, bem mais cara, uma média de NZ$2,35.  

6 – Dirigir na NZ exige bastante cuidado, principalmente no início. Lá é mão inglesa (tudo pela esquerda) e dá um certo nó na cabeça no início, mas com algumas horas você já acostuma e pega o jeito. É necessário ter sua CNH original e uma permissão internacional para dirigir ou a tradução da CHN para alugar carros no país. Levamos a Permissão Internacional e deu tudo certo!

7 – Fechamos todos os passeios praticamente na hora ou com no máximo um dia de antecedência, utilizando em alguns deles os cupons dos panfletos e revistas para turistas. O único deles que não conseguimos na hora foi o Hobbiton e tivemos que reservar pro dia seguinte pela internet, pagando pelo cartão de crédito, algo que não queríamos, mas tivemos que fazer.

8 - Como viajamos no inverno (agosto e setembro), pegamos dias bastante frios na ilha sul (temperatura entre -1º e 8º, em média) ou seja, se forem nesta época, estejam preparados. Apesar disso, não passamos perrengue com o frio para dormir na campervan, o que era minha preocupação. O aquecedor portátil disponibilizado atende muito bem e aquece até demais!

9 - Se soubesse da facilidade para lavar roupa nos hostels e campings da NZ, teria levado menos roupa. Em todo lugar há maquina de lavar e secar no esquema self-service. Normalmente NZ$4 para lavar e NZ$2 para cada ciclo de secagem de 20 minutos. Muito prático. Usamos bastante durante a viagem!

10 - Segue a planilha elaborada antes da viagem, com todos os custos. Adianto que os custos dos campsites estão todos superestimados e que alguns passeios não foram feitos (como Gloworm Cave em Te Anau), mas ela dá uma boa ideia de gastos. No final das contas, gastamos menos que o previsto. Ao longo do relato colocarei os custos efetivos de cada passeio e tudo mais.

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Bom, o roteiro resumido da trip foi o seguinte:

26/08 – Voo de Sampa para Santiago

27/08 – Voo de Santiago para Auckland

28/08 – Auckland

29/08 – Auckland à Rotorua (Campervan)

30/08 – Rotorua (Campervan)

31/08 – Rotorua à Taupo (Campervan)

01/09 – Taupo à New Plymouth (Campervan)

02/09 – New Plymouth à Wellington (Campervan)

03/09 – Wellington

04/09 – Wellington à Queenstown (Avião)

05/09 – Queenstown

06/09 – Queenstown à Te Anau (Campervan)

07/09 – Te Anau à Milford Sound à Wanaka (Campervan)

08/09 – Wanaka à Mount Cook (Campervan)

09/09 – Mount Cook à Tekapo (Campervan)

10/09 – Tekapo à Christchurch (Campervan) à Auckland (Avião)

11/09 – Auckland

12/09 – Retorno para o Brasil

 

Vamos ao relato, dia a dia....

 

DIA 01 (28/08) – Chegada em Auckland

Sobre os voos da LATAM, tanto de Sampa a Santiago, quanto de Santiago a Auckland, posso dizer que foram bons, sobretudo o voo no Dreamliner. O único aspecto negativo foi que o voo de Santiago para Auckland durou aproximadamente 13 horas e só serviram duas refeições: um jantar (muito bom – risoto com salmão grelhado e aspargos) logo após a decolagem e um café da manhã pouco antes de pousarmos. Ou seja, ficou um tempão, tipo umas 8 horas sem serviço de comida. Eu confesso que fiquei com MUITA fome e não via a hora de chegar o café da manhã logo.

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(Jantar no voo da LATAM)

Bom, chegamos em Auckland por volta de 5 da manhã e assim que chegamos no terminal há uma infinidade de folhetos e revistas informativas para turistas. Dica: pegue tudo, principalmente a revista ARRIVAL, pois tem vários cupons de descontos para passeios, bungy jumps, restaurantes, etc.

Ao passar pelo free shop no desembarque logo vimos as empresas de telefonia oferecendo chips para turistas. Já tinha lido antes de viajar que compensava comprar no free shop pois não teria incidência de imposto e seria mais barato. De fato, foi mesmo. Fiz uma pesquisa antes de ir e tinha visto que o pacote de dados de 3GB para 20 dias era NZ$49. Acabou que compramos no free shop mesmo, por NZ$43, o chip da Spark de 3GB e ainda tinha direito a alguns minutos de voz.

Chips comprados, fomos para a fila da imigração. Super tranquilo! No avião eles já tinham distribuído o formulário. Já chegamos com ele preenchido e a fila estava pequena. A agente de imigração fez pouquíssimas perguntas do tipo: quanto tempo vai ficar, veio para cá por qual motivo, etc. Sem mistério algum e em poucos minutos, ENTRAMOS NA NZ!!

Já sabíamos que havia um shuttle que saía do aeroporto e nos deixaria perto do nosso hotel e nos dirigimos até o guichê. A empresa chama SkyBus e o trecho aero-centro custa NZ$18. Existem vários pontos de parada e havia um a um quarteirão do nosso hotel. Ficamos no Ibis Budget Central, bem perto da SkyTower. Achamos a localização excelente. É um hotel simples, mas atende demais para quem só precisa de cama para dormir e chuveiro quente.

Nesse dia, chegamos no hotel por volta de 7h, bem antes do horário de check in. Por isso, nos foi cobrada uma taxa adicional para entrar no quarto, algo em torno de NZ$30. Aceitamos pois estávamos cansados após viajar mais de 20h e precisávamos de um banho.

Logo em seguida saímos para procurar um lugar para tomar café da manhã. Ficamos andando pelas ruas perto do hotel e os estabelecimentos ainda estavam abrindo. Achamos um pequeno lugar chamado Our Café, na Hobson Street, cujos donos eram uma família de chineses, todo muito simpáticos e divertidos. No dia seguinte voltamos no local pra tomar café da manhã novamente. Um café da manhã caprichado (2 torradas, linguiça, macarrão enlatado, bacon diferente, ovo, hash brown) era NZ$10.

Depois de encher o bucho, fomos caminhando pelos arredores para conhecer a cidade. Pegamos depois um ônibus para o Mount Eden, que é a cratera de um vulcão inativo de onde se tem uma vista panorâmica de Auckland. Passeio de graça e que vale muito a pena. Lindíssimo!

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(Fotos no Mount Eden)

Voltando do Mount Eden, caminhando, encontramos um restaurante tailandês (Khao San Project) e não pensamos duas vezes para entrar e pedir um Pad Thai (saudades da Tailândia!!). Pagamos uma promoção de NZ$10 pelo prato. Muito bom e permitiu que relembrássemos o gostinho da comida tailandesa. 

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(Pad Thai)

Nesse mesmo dia em Auckland fomos à SkyTower, a maior torre do hemisfério sul. O ticket para subir na torre custa NZ$29, mas com o cupom de desconto da revista ARRIVAL conseguimos baixar um pouco esse valor, mas não lembro quanto. Vale a pena o passeio? Achei cara a entrada (como a maioria das coisas na NZ), mas é um passeio meio que indispensável. Apesar de termos pegado um dia nublado e com um pouco de chuva, tem-se uma vista linda da cidade, bem legal. Há um restaurante panorâmico no topo da torre, caro para os padrões de mochileiro. 

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(SkyTower)

Depois da SkyTower fomos comer e depois cama, pois o cansaço era enorme. Comer na NZ não é nada barato. Acabou que durante a viagem abusamos dos fast-foods, principalmente Burger King e Dominos que tinham promoções por NZ$5.

 

Continua...

  • Gostei! 3

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Eae, blz?

Entao, você chegou a planejar +- o quanto cada um iria gastar? Pelo qual motivo vocês decidiram levar dinheiro em espécie e não usar o cartao de credito?

Estou planejando meus roteiros para a viagem em Fevereiro/2019, ficarei 17 dias, e ai estou em dúvida se devo utilizar cartão de crédito ou levar dinheiro em espécie... Não acabou sendo desconfortável levar dinheiro em espécie?

Vlew!

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Beleza, Carlos e você?

Então, a planilha que postei fizemos antes de viajar para prever mais ou menos todos os gastos. Tirando as passagens, cada um levou NZD 3.700,00. 

Tenho o costume de sempre levar dinheiro em espécie em minhas viagens internacionais em razão do IOF cobrado para compras no cartão de crédito. Acho que acaba pesando, sem contar a imprevisibilidade de oscilação do dólar entre a data da compra e de fechamento da fatura.

Os 3.700,00 nos foram dados em notas de NZD 50,00. Deu um volume considerável de notas, que carregamos na doleira, mas nada que incomodasse.

Qualquer coisa, estou à disposição!

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DIA 02 (29/08) – Rumo à Hobbiton e Rotorua

Na madrugada desse dia o jet lag nos pegou e acabamos acordando umas 3 horas da manhã, do nada. Lá pelas 5 e pouco conseguimos dormir de novo e acordamos umas 8 horas para ajeitar as coisas, tomar café da manhã e ir buscar a tão sonhada Campervan.

Acabamos voltando no café dos chinas, que fomos no dia anterior, para tomar café da manhã (aquele caprichadão, mistureba pura). Depois do café, voltamos ao hotel, fizemos o checkout e ficamos aguardando o senhor Jayme, um brasileiro que mora em Auckland com a família e faz serviço de transfer.

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Café da manhã da loja dos chinas

 

Ainda no Brasil, já tínhamos agendado com ele. Combinamos com ele de nos buscar no hotel por volta das 9:30 e nos levar à loja da Jucy, ao lado do aeroporto, para pegar nossa Camper. Acertamos o valor de NZD 40,00, valor que achamos justo pois se fossemos com o Skybus para o aeroporto gastaríamos cada um NZD 18,00. Além do mais, não queríamos perder muito tempo pois viajaríamos até Matamata e queríamos visitar Hobbiton ainda naquele dia.

Apesar do horário agendado, ele demorou um pouco, pois chovia um pouco e o trânsito em Auckland não é tranquilo.

O senhor Jayme é muito simpático e fomos conversando durante todo o trajeto. Ele nos deu várias dicas sobre o país e principalmente sobre como dirigir na mão inglesa. Além disso, foi ele quem nos ensinou como funcionava o abastecimento self-service do país e nos apresentou o cartão de desconto da Mobil. Recomendamos muito o serviço dele (telefone +6402102748900, facebook: jayme.alves.18).

Assim que ele nos deixou na loja da Jucy, fomos prontamente atendidos. Forneci o número da reserva e nos foi solicitada a Permissão Internacional para dirigir e nossa CNH original (não se esqueçam de levá-la!). Preenchemos um formulário sobre estarmos cientes das regras de trânsito do país (eles entregam um mini manual com dicas). Logo em seguida fomos até nossa Camper e a atendente nos apresentou toda sua estrutura e funcionamento de funções básicas como esvaziar o tanque de água suja, ligar a bomba d´água, ligar o fogão, etc. Além disso, fizemos aquela vistoria comum em aluguel de carros, em que é importante constar todas as avarias presentes, para não ter problemas depois. Ah, pegamos o camper com câmbio automático, pra facilitar nossa vida. 😃

De posse do Camper, fomos explorá-lo rapidamente e logo seguimos viagem. Confesso que dirigir na mão inglesa é muito estranho num primeiro momento. Volante no lado direito, limpador de parabrisas e setas invertidas, rotatória invertida, enfim...dá um nó na cabeça. Mas o lance é dirigir com calma, observando o que os outros fazem e respeitando a sinalização (o país é MUITO BEM sinalizado!!). No dia seguinte já tinha acostumado e não tivemos problemas.

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Nosso camper

 

Da loja da Jucy fomos ao supermercado abastecer o Camper. Achamos um supermercado da rede Countdown perto e lá fizemos as compras. Não me lembro exatamente o valor da compra mas ficou em torno de NZD 30 a 40 por pessoa. Compramos pães de forma, queijo processado fatiado, presunto, creamcheese, manteiga, cebola, ovos, macarrão, molhos enlatados, sucos de caixinha, água e uma linguiça esquisita, que tava barata. 😃 Conselho: não comprem essa linguiça! É MUITO ruim. No geral, carnes na NZ são bem caras.

Perdemos muito tempo com todo trâmite de pegar a Camper e fazer compras e quando assustamos já era quase 13h. Estávamos com muita fome e fomos até uma rede de hamburger em frente ao Countdown chamada Carl’s Jr, onde perdimos, claro, a famosa promoção de NZD 5,00. Hamburguer bem fajutin, mas tava valendo pelo preço! 😃

Enfim, pegamos estrada rumo a Matamata. As estradas são muito boas, sinalizadas, na maior parte do tempo grandes retas e não tivemos problemas em dirigir. A viagem durou cerca de 2:30 e fomos direto para Hobbiton, na esperança de conseguir pegar o último tour do dia. Contudo, chegamos tarde e não conseguimos pegá-lo. Um balde de água fria pois a previsão era já fazer esse passeio e depois ir para Rotorua.

Apesar de não termos conseguido fazer o passeio, conseguimos apreciar a paisagem nos arredores de Hobbiton: várias montanhas com grama verdinha e MUITAS, mas MUITAS ovelhas, algumas com filhotes. Se tem uma coisa que se vê muito na NZ são ovelhas!

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Colinas verdes e muuuuitas ovelhas

 

Tentamos achar um Camping com powered site perto de Hobbiton, mas sem sucesso. Então decidimos ir para Rotorua e voltar no dia seguinte para Hobbiton, por mais que isso atrapalhasse o planejado.

A viagem até Rotorua foi tranquila, coisa de 1 hora. Chegando na cidade, já sentimos a atmosfera diferenciada: aquele cheiro de ovo podre, em razão da intensa atividade geotermal! =O

No caminho, já tínhamos encontrado uma promoção pelo app Campermate do Holdens Bay Holliday Park por NZD 16,00 pp (powered site) e fomos até lá para ver se tinha vaga. Deu tudo certo e fizemos o check in. Na recepção, uma atendente muito gente boa nos deu várias dicas e cupons de desconto para algumas atrações (Huka falls Jet Boat e entrada para o Waiotapu). Além disso, reservamos com ela o passeio para a vila maori Mitai, pro dia seguinte.

 

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Instalações do Camping

 

Estávamos muito cansados e, então, fomos tomar banho e cozinhar. Mandamos um macarrão com molho enlatado e a famosa linguiça horrível. Kkkk Não ficou muito bom, mas era o que tínhamos. 

Depois disso, pegamos o camper para ir até o centro da cidade. A cidade é bem deserta à noite e foi difícil encontrar um lugar aberto. Achamos um pub irlandês, onde pedimos uma cerveja (NZD 10) e não rendemos muito.

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Pub Irlandês

 

Voltamos para o camping e fomos dormir, pois estávamos mortos.

 

Continua...

 

 

 

 

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Dia 03 – (30/08) – Hobbiton e Vila Maori em Rotorua

 

Nesse dia acordamos, após a primeira noite no camper, e fomos preparar nosso café da manhã e o retorno a Hobbiton, visto que no dia anterior não conseguimos conhecer. Com medo de chegarmos lá e não acharmos vaga para os tours, decidimos fazer a reserva online pelo site deles, cujo custo era de NZD 83,00 por pessoa. Pegamos o tour que saía as 11:20.

Antes de pegar estrada, decidimos dar um rolê pelo centro do Rotorua e nos surpreendemos com a limpeza e a quantidade de jardins bem cuidados. Ademais, chegamos bem perto do grande lago da cidade e de fontes de atividade geotermal, sendo sempre acompanhados do cheiro peculiar de ovo podre. Pena que nesse dia começou a chover e voltamos correndo para o camper para seguir viagem.

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Atividade geotermal em Rotorua

 

Pouco mais de uma hora e pouco depois de sair de Rotorua, chegamos a Hobbiton, em Matamata. Como estávamos com reserva online, mostramos nosso ticket eletrônico e nos foi dado um ingresso para o tour. Chegamos cerca de meia hora antes de começar e nesse tempo fomos ao café que havia no local. A estrutura do local e o passeio em si são muito bem organizados.

Chegada nossa hora, entramos dentro de um ônibus, que nos levou para o interior da propriedade onde foi construída a cidade dos hobbits. No ônibus um guia vai explicando algumas curiosidades de cenas dos filmes da saga Senhor dos Aneis e Hobbit e sua relação com a locação. Posso dizer que para mim, que não sou muito fã da saga, foi uma experiência muito legal e a considero imperdível! A riqueza de detalhes de todo o cenário, mesclando itens reais com itens cenográficos, é fascinante. A chuva deu uma trégua durante o passeio e acabou não atrapalhando. Ao final do tour, que deve durar cerca de uma hora e meia, todo visitante tem direito a uma caneca de chopp produzido na região, que por sinal é muito bom! Tanto que acabemos comprando da cerveja (NZD 18,00 cada garrafa, =O) na loja de lembrancinhas que havia no local.

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Terminado o passeio, logo retornamos a Rotorua, pois tínhamos o agendado o passeio na vila maori. Por volta de 16h o transfer do passeio chegou ao nosso camping para nos buscar, pois o tour começava por volta de 17h. No caminho até a vila maori chovia MUITO! O passeio no Mitai Maori Village nos custou NZD 99,00, pois ganhamos um desconto. Acho que no site é um pouco mais caro.

O passeio é bem legal para conhecer a cultura maori, sobretudo na hora do show e da famosa dança Haka. Ele começa com uma explicação dentro de um salão, onde mais tarde acontece o jantar, em que um senhor explica curiosidades da cultura maori e interage com os visitantes. Depois somos levados a uma área onde é mostrado como é feito o preparo da comida, debaixo da terra, utilizando o calor da atividade geotermal. Em seguida, uma pequena demonstração em um pequeno rio que há no local, de rituais maori, com guerreiros em uma canoa e tudo mais. O jantar não decepciona, é muito bem servido e a comida é bem gostosa. Buffet livre e variado, com sobremesas. Somente não incluem bebidas. A demonstração cultural dos maoris com danças, instrumentos e canto é MUITO massa, principalmente na hora da Haka, dá até um arrepio! Considero um passeio legal que, apesar de caro, vale a pena! Existem outras vilas maori no mesmo estilo na cidade de Rotorua, com preços variados, mas essa considero que atendeu às minhas expectativas e ao budget.

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Terminado o passeio, nos levaram novamente ao camping e nós, literalmente, capotamos. Estávamos muito cansados e no dia seguinte levantaríamos cedo rumo a Wai-o-tapu e Taupo, e ,por isso, fomos dormir.

 

Continua...

 

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