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Porto de Galinhas, Maragogi e Recife em Setembro de 2010 com algumas fotos
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Depois que descobri o site mochileiros(à 3 anos atrás), sempre que vou viajar, realizo uma intensa pesquisa no site sobre o meu destino; e desta vez não foi diferente. Estava programando uma viagem com minha esposa, minha mãe e minha sogra, e queria que o passeio fosse agradável a todos.
Portanto, li praticamente tudo sobre PG e Recife, algumas coisas mais de uma vez. Consegui muitas informações úteis. Elas ficaram até pensando que eu já conhecia Porto, pois nós íamos “direto ao ponto”, ou seja, não ficávamos pensando: Para onde vamos agora? Como vamos? Vale a pena ir a determinado lugar?
Sem mais delongas, aqui vai o nosso relato. Espero que possa ajudar, assim como fui ajudado.
Dia 19/09 – Desembarcamos no aeroporto Gilberto Freire as 15:00hrs, eu havia alugado um celta 2010/2011 2 portas básico, por R$ 63,00 a diária com Km livre na moderna rent a car, e o André(rapaz da locadora) já estava nos esperando e para nossa grata surpresa, ao invés do celta, ele nos trouxe um Gol G5 4 portas com ar cond. e apenas 8.000 km rodados.
Enfim saimos rumo a Porto de Galinhas. As placas apontavam para o litoral sul. A estrada tem um pedaço duplicada, mas quando a pista fica simples eu achei a estrada um pouco perigosa; é melhor fazer esse trajeto durante o dia.
Chegando a Porto fomos direto lanchar pois o nosso voo foi na hora do almoço. Lanchamos na lanchonete Caiaque, que fica na rua esperança. Lanchonete simples, mas serviu bem.
Ficamos meio encabulados com o movimento. As ruas são bem estreitas e estavam lotadas.
Fomos então para os hoteis. As mães, ficaram no hotel Dorisol e eu e minha esposa ficamos no Enotel que é maravilhoso. Mas sobre os hoteis eu falo um pouco depois.
Descansamos um pouco e fomos jantar. Ficamos um pouco indecisos por tantas opções, mas seguimos a orientação da Adália e fomos ao famoso Barcaxeira. Comemos muito. Eu e minha esposa comemos um camarão gratinado com macaxeira e dividimos uma macaxeira mini gratinada de carne de sol. As mães pediram uma macaxeira gratinada cada uma. A comida é muito boa realmente e o preço também é bom. Eu indico.
2º Dia – Assustamos com o café da manhã do hotel. Ficamos como crianças num parque de diversões(meio perdidos). Fomos a Muro alto. Tive um pouco de dificuldades prá chegar a praia, porque depois que entra na estradinha de terra não tem mais placas. Enfim chegamos por volta de 08:30. Ficamos na praia, perto do Nanai. Ficamos numa barraca que não cobrava consumação mínima. Muro alto é uma praia bonita, mas com pouca estrutura. Sinceramente, nós esperávamos mais desta praia; a opinião foi unânime. Talvez tivesse uma localidade melhor, mas não encontramos. É uma praia boa pra quem tem crianças pequenas.
Muro Alto
Saímos de lá perto da hora do almoço e fomos conhecer Maracaípe e o Pontal.
O acesso a essas duas praias não é dos mais fáceis. Ou melhor, até Maracaípe vc vai bem de carro, mas para o pontal, tem que deixar o carro bem antes e seguir a pé, porque é areia fofa e o carro não passa.
Eu e minha esposa gostamos muito de Maracaípe. É uma praia bem bonita, tem uma estrutura boa e o mar tem ondas. Rssss. Seguindo a pé rumo ao Pontal de Maracaípe, fomos abordados pelo Pinguim, um rapaz muito educado e atencioso que trabalha no restaurante Estrela e nos convenceu a almoçar lá. Pedimos os pratos e combinamos a hora que voltaríamos e seguimos rumo ao Pontal de Maracaípe. Que lugar é aquele? Realmente lindo. Ficamos fascinados com a beleza do lugar. Essas duas praias não são muito movimentadas, mas tem uma galera mais jovem. Não fomos ver os cavalos marinhos, pois ninguem se interessou em vê-los. Curtimos um pouco o pontal e voltamos para o restaurante do pinguim. Ah!!! No pontal só tem um restaurante, que nós nem fomos lá pois já tinhamos pedido a comida no outro restaurante.
Chegando ao restaurante a comida já estava quase pronta; e valeu a pena esperar pois a comida de lá é muito boa.(comemos um camarão a milanesa e uns caranguejos.) O atendimento é bom e o preço também. Eu indico o restaurante e as praias.
Praia de Maracaípe
A noite, visitamos algumas lojinhas e fomos comer uma pizza na pizzaria do Moisés, ex BBB. Ele e o pessoal da pizzaria são muito legais e a pizza é boa, “minhas 3 mulheres” gostaram muito da pizza; e o preço é bem em conta. Prá chegar na pizzaria, é só ir pela rua beijupirá até um caixa eletrônico do Santander, lá tem uma ruazinha de terra, é só entrar a direita. Mas o Moisés sempre fica nessa esquina convidando os turistas para conhecer a casa. Quando estava indo para o hotel a polícia me parou e me multou por estar andando sem sinto de segurança. Só que dentro da vila todos andam sem sinto, inclusive andam sentados na parte de cima do bugue. Mas não adiantou eu conversar e tentar explicar.
3º Dia – Finalmente, chegou o dia de conhecer a tão bem falada praia dos carneiros. Como minha mãe não anda de barco de jeito nenhum, fomos por terra mesmo. O caminho é um pouco mais longo(uns 30 km a mais) mas nós economizamos 20,00 de cada pela travessia de catamarã e quando chegamos em carneiros pudemos escolher a barraca que queriamos ficar. As barracas Beijupirá e Bora Bora, são as mais famosas, mas tem consumação mínima de 50,00 e as coisas lá são muito caras. Sendo assim, ficamos na Arikindá, que não tem consumação e tem uma excelente estrutura, atendimento e os preços lá são mais próximos da realidade. A praia de carneiros é muito bonita mesmo, mas para ver toda essa beleza tem que se fazer os passeios. Lá na barraca nós conhecemos o Meia, que levou minha esposa e eu para um passeio de lancha para conhecer as piscinas naturais(lugar muito bonito), os bancos de areia(são praias no meio do mar. Como se fosse mini ilhas. Realmente maravilhoso.), o banho de argila(que nós não achamos graça, portanto só passamos), passamos proximo a um restaurante flutuante(bem interessante), passamos no encontro de dois rios(que eu esqueci o nome) com o mar, depois em um pedaço do mangue e por fim percorremos toda a praia de carneiros, bem proximos da areia. O Meia é muito gente fina, bem maleável com o tempo e atencioso; deixei a minha máquina com ele prá ele ficar tirando fotos nossas. Pagamos 40,00, eu recomendo muito esse passeio com o Meia. Voltando a falar da barraca, tem muita sombra, redes para relaxar, cadeira de tomar sol almofadadas, estão construindo uma piscina lá, e a comida é maravilhosa. Nós comemos um Robalo com bolinhos de macaxeira com carne seca, que eu não tenho palavras para descrever o quanto é bom. Eu recomendo a barraca Arikindá. Chegamos de volta em porto por volta das 16:00 e eu e minha amada fomos curtir um pouco as piscinas do nosso hotel que eram “show de bola”.
A noite fomos prá vila conhecer mais lojinhas e comemos um crepe na Creperia e Pizzaria Olinda, que fica no calçadão proximo da igreja católica. O crepe é muito bom e os preços não chegam a assustar. Brincadeira, não é caro não.
Praia dos Carneiros
Praia dos Carneiros
4º Dia – Com a tábua das marés em mãos, era dia de conhecer a praia e as piscinas naturais do centro de PG. Ficamos encantados. A praia é linda e as piscinas naturais são mais lindas ainda. Até hoje eu não consegui distiguir a cor daquelas águas, não sei se eram verdes escuras, verdes claras, azuis escuras, azuis claras, ou transparentes!! Na verdade o mar de PG possui todas essas cores.
Como fomos em um dia de maré baixa, não pegamos jangada e fomos caminhando com a água dando abaixo do peito e economizamos os 10,00 que eles cobram na jangada por pessoa; dá pra ir tranquilo, só não esqueça o chinelo. Na praia tem óculos de mergulho pra alugar por 5,00.
O chato desta praia é pagar consumação pra ficar na barraca; e as coisas são caríssimas. Eles cobram 5,00 por cadeira e 10,00 por sombreiro. Se consumir algum petisco não precisa pagar, mas tem que consumir algum petisco e não só bebidas; o petisco mais barato é 45,00 e eles ainda cobram 10%. Ouvi dizer que tem algumas barracas que não cobram consumação, mas não encontrei. Saímos de lá por volta de 13:00hrs, chateados com essa cobrança que eu acho um absurdo, pois as barracas nem tem estrura boa e fomos mais uma vez curtir as piscinas do hotel.
A noite tomamos um sorvete na sorveteria Parmalat, que é delicioso, mas caríssimo. Dois sorvetes de 2 bolas cada, foi 20,00. Depois fomos jantar no restaurante Itaoca que fica na beira da praia, próximo ao Barcaxeira. A comida é boa, as pessoas são atenciosas e o preço é razoável.
Piscinas naturais de Porto de Galinhas
5º Dia – Fomos conhecer Maragogi. São aproximadamente 100Km de PG. Quando chegamos o último catamarã estava quase saindo para as Galés. Foi uma correria geral, fui atras do organizador do passeio prá pedir um desconto, ele custou mais deu. Era 50,00 por pessoa, ele fez por 40,00(grande desconto.rssss). Depois fui colocar a sunga pois ainda não tinha colocado, enfim, uma correria enorme; até hoje eu não sei se fui prás galés do norte ou do sul. Rssssss.
Mas uma coisa eu sei, aquele lugar é um pedaço do paraíso. A água é ainda mais transparente que a de Porto de Galinhas, tem uma grande variedade de peixinhos e outras espécies marinhas. Foram 30 min de catamarã até as galés e ficamos cerca de 1:40 admirando aquela exuberância. Mas vamos a valores: pra ir de catamarã é 50,00 p/p; mergulhar com cilindro 80,00 p/p; aluguel de óculos 10,00 cada; Cd de fotos mergulhando com os peixes 50,00; Ou seja, haja dinheiro. Uma coisa que eu achei muito engraçado, foi ver um rapaz vendendo espetinho lá nas piscinas; a água estava dando no peito dele e ele com um prato cheio de espetinho. Não sei nem o que dizer desta cena. Já a praia, é bonita, mas não é nada demais. No dia que eu fui a praia estava meio suja(cheia de algas) e o restaurante, que é de onde sai o catamarã, estava lotado e alem disso era muito caro. Portanto, resolvemos ir para a praia de Carneiros que é no caminho de volta. Fomos novamente na barraca Arikindá e advinha o que comemos? Claro!! Pedimos o robalo novamente, só que desta vez com arroz, salada e macaxeiras fritas. Eu destaco na praia de Carneiros, além de tudo aquilo que eu já falei, a tranquilidade. Sinceramente eu falei prá minha esposa que eu queria mudar prá lá.
A noite em Porto de Galinhas, fomos comer uns sanduíches numa lanchonete de frente a igreja católica, pois já tinhamos gastado muito e tinha que economizar um pouco. Rsssss
Galés em Maragogi
6º Dia – Chegou o dia de conhecer a capital pernambucana. Fomos ao marco zero, passamos em um museu onde tem aqueles bonecos gigantes, na sinagoga, demos uma volta naquela região, depois fomos no mercado São José. Pra chegar lá perguntei para um guarda de trânsito como faria prá chegar lá e ele disse que de carro seria complicado, mas que ele estava indo a pé prá lá e ofereceu pra nos acompanhar até lá. Durante o trajeto ele foi contando a história de cada ponto que nós passavamos. Foi bem legal. Como diz a minha sogra, “ele foi um amor”. O mercado São José tem muita coisa: tem artezanatos de todos os tipos, peixes frescos, castanhas de cajú e o melhor bolo de rolo. Dizem que o melhor é o do Beto. Compramos algumas coisas e fomos prá Casa da Cultura, que é um lugar bem legal. Lá era uma prisão e agora virou um lugar voltado pro turista comprar lembranças do estado, onde eram as celas, agora são as lojinhas. Tem artezanato, bolo de rolo, castanhas, camisetas e etc.. Apesar de ser um pouco mais caro que o mercado, é bem melhor por ser mais organizado e mais seguro.
Voltamos prá pegar o carro e fomos almoçar em Boa Viagem. Tudo muito bonito em Boa Viagem; a orla é bem bonita, os prédios modernos e a praia bem bonita(apesar, que eu não tenho coragem de entrar no mar). Minha mãe e minha sogra, almoçaram no Parraxaxá, que é um restaurante com comidas típicas de Pernambuco. Segundo elas, a comida é ótima e o preço também.
Eu e minha esposa almoçamos no O Camarada(http://www.ocamarada.com.br/default.asp), é na mesma rua do Parraxaxá e é um restaurante mais sofisticado. A comida de lá é maravilhosa, o atendimento é ótimo e o preço é bem melhor que o da praia do centro de Porto de Galinhas.
Depois do almoço, tinhamos a difícil missão de atravessar a cidade prá chegar no Instituto Ricardo Brennand. São 3 castelos, um com uma maravilhosa pinacoteca, um com uma biblioteca do período Brasil-Holandês e o mais interessante de todos, com uma coleção de canivetes, estiletes, adagas, clavas, lanças, espadas(inclusive uma toda de ouro cravejada com diamantes) e armaduras de guerra dos séculos XVI e XVII. Realmente sensacional, vale muito a pena ir e a entrada é apenas 5,00 p/p; funciona das 13:00 as 17:00 hrs.
Gostamos muito de Recife, que é considerada a Veneza brasileira, apesar do trânsito de lá que é terrível. Se conseguisse um trabalho lá, eu mudaria prá lá, apesar de amar a minha Goiânia. Rsssss
Neste dia não saímos prá jantar pois estavamos muito cansados.
Instituto Ricardo Brennand
Instituto Ricardo Brennand
7º Dia – Eu estava ansioso pra conhecer a praia de Calhetas e apesar da péssima estrada de terra que tem prá chegar lá(ainda bem que o trecho é pequeno), a beleza da praia compensa. Apesar de pequena, tem uma areia limpinha que não queima o pé, um mar lindo e muitas rochas em volta da praia, o que dá um charme ainda maior a esse paraiso. Ficamos em um restaurante de cor azul, que prá variar eu esqueci o nome, onde quem nos atendeu foi o senhor Calixto, que é um senhor mais de idade e é gente finíssima. A comida lá é muito barata. Comemos um prato com 3 lagostinhas e macaxeiras fritas por 30,00. Lamentavelmente começou a chover e tivemos que ir embora por volta de 12:30. Por tudo isso, é uma das minhas praias preferidas e eu quero voltar lá nem que seja de jipe. Rssssss
A noite na vila, saímos prá comprar as últimas lembranças e jantamos no rodízio de picanha. Esse eu não recomendo. A picanha que eu comi lá, aqui em Goiás é quase uma carne de segunda. O rodízio é 22,90 p/p, mas só de couver e de 10% nós pagamos 30,00, o que deixou a conta muito cara.
Fui dormir chateado.
Praia de Calhetas
8º e último dia – Eu e minha esposa acordamos bem cedo e fomos curtir a praia do hotel e as piscinas, como forma de nos despedir desse paraiso que é Porto de Galinhas. As 09:30 fomos prá Recife pegar o vôo que sairia as 12:40.
Algumas observações:
1- Quanto aos hoteis: - o Dorisol é um hotel 4 estrelas, com quartos amplos e uma boa área de lazer, a única reclamação são os pernilongos. Tem muitos.
- o Enotel é um dos poucos resorts all inclusive do Brasil, os quartos são bons, a comida é muito boa e a área de lazer é fantástica. Lá é cheio de gringos;
2- Se vc puder, alugue um carro, ele facilitará muito as suas férias; não vi muitas lotações rodando por lá.
3- O povo pernambucano é muito hospitaleiro; todos são gentis e atenciosos;
4- O Estado de Pernambuco está em obras, é impressionante; por todos os lugares que andamos tinha homens e máquinas trabalhando. De vez em quando até atrapalha os turistas, “mas os transtornos passam e as melhorias ficam”. Deve ser por isso que o atual Governador Eduardo Campos, foi reeleito com uma votação tão expressiva;
5- Porto de Galinhas pode ser considerado o Caribe da América do Sul. Com certeza voltaremos lá.
6- Valores de alguns passeios por pessoa:
Praia dos Carneiros R$ 30,00;
Praia de Calhetas R$ 40,00;
Galés de Maragogi R$ 60,00;
Recife e Olinda R$ 40,00;
Maceió R$ 60,00;
Jõao Pessoa R$ 75,00;
Transfer para o aeroporto de Recife R$ 25,00 cada trecho.
Se puder ajudar em mais alguma coisa estou a disposição.
Se possível me avalie.
Editado por Visitante