Nossa aventura começa as 6:50 h da manhã, em um dia de junho, sábado frio em Guarapari-ES onde moramos. Nosso destino era a Estação Ferroviária de Matilde, em Alfredo Chaves, distante 58 km daqui. Como já saímos de casa arrumados pra caminhada, eu de short e camisa de manga curta, Lili mais precavida e sem peso de mochila, levou o agasalho. Mulher sábia...rsrs..Passamos uma friagem terrível no caminho de ida, 30 km só de BR 101 + 28 km de estrada estadual. Fomos de moto, uma Twister 250 que eu tinha, que era pau pra toda aventura. Moto boa....saudades... Enfim, depois de quase 01 hora chegamos a Estação, com o sol querendo esquentar, mas ainda bem frio. Deixamos a moto ali mesmo, pois há vigia na Estação, e começamos a caminhada rumo a Araguaia, cerca de 11 km pela ferrovia.
Nos lugares ainda sombreados, o frio era mais intenso do que onde o sol já pegava. Mas a medida que caminhávamos e o corpo esquenta, começamos a apreciar melhor a paisagem, a natureza, a admirar o quão trabalhoso é a construção de uma ferrovia. Era tempo de laranja e mexerica, e haviam muitos pés pelo caminho, todos carregadinhos. Havíamos levado lanche, como achocolatado 200 ml, maça, banana, biscoito, e acabamos por complementar com as mexericas que encontramos.
Rapidamente alcançamos o antigo ponto de parada de Iriritimirim, cerca de 5 km do ponto de partida. Nos áureos tempos da Leopoldina Railway Iriritimirim era parada obrigatória, muitas pessoas que iam vender seus produtos na capital Vitória desembarcavam ali. Hoje só resta a lembrança dos saudosos tempos das locomotivas que por ali passavam seguindo sentido Rio de Janeiro x Vitória...
O sol, apesar de já ir alto não estava tão forte, afinal era inverno. O tempo limpo ajudava a formar lindas paisagens, servindo de contorno a beleza que é a natureza pura, as matas e plantações que são cortadas pela ferrovia.
Como é também uma região de clima mais ameno, muitas flores faziam parte do visual, além de riachos e nascentes. A caminhada ia tranqüila, sem pressa, apenas ouvindo belo canto dos pássaros, o silencio da natureza por alguns momentos e o sopro da leve brisa que se fazia sentir.
Chegamos a Araguaia, já eram quase meio dia, um lugar muito pacato e tranqüilo que vai se revelando mais sossegado ainda do que parece, pois não achamos nem um restaurante pra almoçar, e a única padaria estava quase fechada, quase sem opção nenhuma de lanche. O jeito foi sentar na pracinha da Estação de Araguaia e lanchar o que trouxemos mesmo. Encontramos logo em frente a Estação uma bomba de gasolina, bem antiga, ainda a manivela.
A Estação estava toda reformada, bem cuidada por conta do projeto “Trem das Montanhas Capixabas”, em que a operadora de turismo “Serra verde Express” explora o potencial turístico da ferrovia, com uma litorina que faz o trajeto Viana x Araguaia. Atualmente a Estação funciona como um mini museu, com objetos antigos e artesanato local, além de contar com um grupo de adolescentes que com seus trajes típicos apresentam danças folclóricas Italianas para os visitantes do projeto.
Para nosso deleite e por pura sorte, rsrs, chegamos quase na hora em que a litorina chegava a estação. Pude filmar o momento em que ela estava na última curva antes e veio apitando, avisando a chegada. Foi quando o grupo infantil se formou para a apresentação. Pudemos apreciar esse belo momento...
Depois que os turistas desceram da litorina e ela encostou mais a frente da Estação, fomos até lá para vê-la de perto. É uma locomotiva a diesel, bem silenciosa e apropriada para o turismo, trabalho a qual se propõe. Aproveitamos pra tirar umas fotos...
O retorno aconteceu por volta das 13:00 horas. A volta sempre é mais cansativa, principalmente quando se volta pelo mesmo lugar. As paisagens que já havíamos visto, o sol já bem quente e o cansaço que já ia tomando conta da Lili. Mulher sempre tem uma resistência menor que do homem, e ela acabou sentindo mais. De diferente mesmo, só um formigueiro gigante, que na ida não havíamos percebido, mas na volta foi improvável não notar. Lili foi de tênis normal, um nike air e eu com uma botinha nova que eu havia adquirido havia poucos dias. Sabia que não era das melhores, nem tem tradição, mas tem agüentado bem, sem rasgar o arrebentar o solado. O único inconveniente é que ela já está bem desgastada no solado, com pouco mais de 6 meses de uso. Também, uma bota de R$ 69,00 reais não dá pra esperar muito....
Como viemos parando mais vezes, por conta da dor nas pernas que Lili estava sentindo, demoramos mais que a ida. Chegamos a Matilde por volta das 16:50, com o tempo já esfriando novamente. Foi outra luta pra chegar em casa, passando mais frio.
Um passeio muito gostoso, tranqüilo e nem tão cansativo, pelo menos pra mim, que a bem da verdade, tinha um preparo físico bem melhor que o da minha esposa, pois faço caminhadas quase diárias de 13 km.
Nossa aventura começa as 6:50 h da manhã, em um dia de junho, sábado frio em Guarapari-ES onde moramos. Nosso destino era a Estação Ferroviária de Matilde, em Alfredo Chaves, distante 58 km daqui. Como já saímos de casa arrumados pra caminhada, eu de short e camisa de manga curta, Lili mais precavida e sem peso de mochila, levou o agasalho. Mulher sábia...rsrs..Passamos uma friagem terrível no caminho de ida, 30 km só de BR 101 + 28 km de estrada estadual. Fomos de moto, uma Twister 250 que eu tinha, que era pau pra toda aventura. Moto boa....saudades... Enfim, depois de quase 01 hora chegamos a Estação, com o sol querendo esquentar, mas ainda bem frio. Deixamos a moto ali mesmo, pois há vigia na Estação, e começamos a caminhada rumo a Araguaia, cerca de 11 km pela ferrovia.
Nos lugares ainda sombreados, o frio era mais intenso do que onde o sol já pegava. Mas a medida que caminhávamos e o corpo esquenta, começamos a apreciar melhor a paisagem, a natureza, a admirar o quão trabalhoso é a construção de uma ferrovia. Era tempo de laranja e mexerica, e haviam muitos pés pelo caminho, todos carregadinhos. Havíamos levado lanche, como achocolatado 200 ml, maça, banana, biscoito, e acabamos por complementar com as mexericas que encontramos.
Rapidamente alcançamos o antigo ponto de parada de Iriritimirim, cerca de 5 km do ponto de partida. Nos áureos tempos da Leopoldina Railway Iriritimirim era parada obrigatória, muitas pessoas que iam vender seus produtos na capital Vitória desembarcavam ali. Hoje só resta a lembrança dos saudosos tempos das locomotivas que por ali passavam seguindo sentido Rio de Janeiro x Vitória...
O sol, apesar de já ir alto não estava tão forte, afinal era inverno. O tempo limpo ajudava a formar lindas paisagens, servindo de contorno a beleza que é a natureza pura, as matas e plantações que são cortadas pela ferrovia.
Como é também uma região de clima mais ameno, muitas flores faziam parte do visual, além de riachos e nascentes. A caminhada ia tranqüila, sem pressa, apenas ouvindo belo canto dos pássaros, o silencio da natureza por alguns momentos e o sopro da leve brisa que se fazia sentir.
Chegamos a Araguaia, já eram quase meio dia, um lugar muito pacato e tranqüilo que vai se revelando mais sossegado ainda do que parece, pois não achamos nem um restaurante pra almoçar, e a única padaria estava quase fechada, quase sem opção nenhuma de lanche. O jeito foi sentar na pracinha da Estação de Araguaia e lanchar o que trouxemos mesmo. Encontramos logo em frente a Estação uma bomba de gasolina, bem antiga, ainda a manivela.
A Estação estava toda reformada, bem cuidada por conta do projeto “Trem das Montanhas Capixabas”, em que a operadora de turismo “Serra verde Express” explora o potencial turístico da ferrovia, com uma litorina que faz o trajeto Viana x Araguaia. Atualmente a Estação funciona como um mini museu, com objetos antigos e artesanato local, além de contar com um grupo de adolescentes que com seus trajes típicos apresentam danças folclóricas Italianas para os visitantes do projeto.
Para nosso deleite e por pura sorte, rsrs, chegamos quase na hora em que a litorina chegava a estação. Pude filmar o momento em que ela estava na última curva antes e veio apitando, avisando a chegada. Foi quando o grupo infantil se formou para a apresentação. Pudemos apreciar esse belo momento...
Depois que os turistas desceram da litorina e ela encostou mais a frente da Estação, fomos até lá para vê-la de perto. É uma locomotiva a diesel, bem silenciosa e apropriada para o turismo, trabalho a qual se propõe. Aproveitamos pra tirar umas fotos...
O retorno aconteceu por volta das 13:00 horas. A volta sempre é mais cansativa, principalmente quando se volta pelo mesmo lugar. As paisagens que já havíamos visto, o sol já bem quente e o cansaço que já ia tomando conta da Lili. Mulher sempre tem uma resistência menor que do homem, e ela acabou sentindo mais. De diferente mesmo, só um formigueiro gigante, que na ida não havíamos percebido, mas na volta foi improvável não notar. Lili foi de tênis normal, um nike air e eu com uma botinha nova que eu havia adquirido havia poucos dias. Sabia que não era das melhores, nem tem tradição, mas tem agüentado bem, sem rasgar o arrebentar o solado. O único inconveniente é que ela já está bem desgastada no solado, com pouco mais de 6 meses de uso. Também, uma bota de R$ 69,00 reais não dá pra esperar muito....
Como viemos parando mais vezes, por conta da dor nas pernas que Lili estava sentindo, demoramos mais que a ida. Chegamos a Matilde por volta das 16:50, com o tempo já esfriando novamente. Foi outra luta pra chegar em casa, passando mais frio.
Um passeio muito gostoso, tranqüilo e nem tão cansativo, pelo menos pra mim, que a bem da verdade, tinha um preparo físico bem melhor que o da minha esposa, pois faço caminhadas quase diárias de 13 km.
Tem fotos no álbum que está em:
http://www.amantesdaferrovia.com.br/profile/RobertoSarti
e no orkut procure “roberto sarti guarapari” ou http://www.orkut.com.br/Main#AlbumList?uid=1530388151345398978
Abração....
Editado por Visitante