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Carlão Barbudo

Cicloviagem Mogi das Cruzes - SP X Paraty

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Cicloviagem Mogi das Cruzes - SP X Paraty - RJ

 
Ae galera segue meu 1º Relato de uma Ciclo viagem....espero que gostem....kkkk
 
OBS: Como eu falo muito e tbm escrevo muito...vou dividir o relato em algumas partes....Valeu
 
Tudo começou com  a ideia de eu e minha esposa fazermos uma viagem de Bike e conhecer novos lugares....
Pensamos entaum em uma Ciclo Viagem, começamos a procurar postagens em redes sociais e blogs do tipo...daí surge alguns relatos de pedais feitos por amigos e de um tal RDIAS (Rafael Dias) que me chamou a atenção, o mesmo havia feito uma rota que começara em Mogi e ia até Paraty-RJ, lí o relato e fiquei muito interessado, apresentei a ideia a minha esposa que no começo adorou a ideia, mais mesmo assim se apresentou meio resistente por ter começado a pedalar de MTB a apenas 5 meses.
Neste dia resolvi começar a procurar mais informações sobre a tão sonhada rota, por acesso a redes sociais comecei a pesquisar entre as pessoas que já tinham se aventurado nesta TRIP, aí eu acho o próprio dono do relato...kkk....o famoso RDIAS, comecei a encher ele de perguntas e solicitar dicas, as quais foram respondidas prontamente com muita clareza e orientação, me envio rotas alternativas, mapas, fotos e etc, até onde eu poderia me hospedar.....sabe tudo o piá.....kkkk....
Tive tbm a colaboração do amigo de pedal Fabio Hossaki (Tanque) que tbm conhecia a rota e já havia enfrentado algumas vezes...
 
Vamos lá....durante quase um mês fizemos a preparação, revisão nas bikes, adaptação de bagageiros, compra de peças de reposição e etc. Pois como nunca tinha feito algo do tipo o medo de ficarmos na rua por falaha do equipamento era grande era grande, fiz até simulações de carga , peso e teste nas "Guerreiras" pra ver como se comportavam....kkk
 
 
Teste de Carga nas Guerreiras
 
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Após os testes feitos era só definir o dia e começar a “Loucura”...kkkk.....
No dia marcado (Inicio das minhas férias), acordamos bem cedo pois as bikes já estavam arrumadas de véspera e pegamos literalmente o caminho da roça, ansiedade, medo, alegria, todas as sensações possíveis misturadas naquele momento, bem tentando esquecer o famoso friozinho na barriga bora cair nesse mundão de Deus...kkk
 
Como estávamos com um pouco de pressa e minha esposa estava com um mau estar, no começo não tiramos muitas fotos etbm porque a rota já era conhecida saímos de Mogi com destino a Biritiba Mirim pela Rodovia Mogi Salesópolis, caminho tranqüilo todo com acostamento sem subidas e fácil de pedalar....bom para nós que estávamos nos acostumando com o peso extra nas bikes...parecia que ela ficava literalmente rebolando...estranho.......
 
 
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Parada em Biritiba Mirim para a primeira foto...kkk
  
 
Não paramos muito tempo, apenas o suficiente pra jogar um cafezinho com leite pra dentro e seguir caminho, voltamos novamente pra pista desta vez com destino a Salesópolis onde pretendíamos almoçar, descansar um pouco e seguir viagem, desta vez já saímos de Biritiba com as primeiras subidas da TRIP, nada muito desesperador, mais perfeitas para continuarmos a se adaptar com as bikes carregadas.
 
 
 
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Paradinha para hidratação próximo a Entrada da Represa de Ponte Nova
 
 
 
 
Na estrada de Salesópolis os pontos de ônibus são diferenciados em um estilo todo próprio oferece proteção aos usuários e tbm a nós ciclistas, esse começo foi muito difícil para minha esposa, pois ela ainda estava passando mau por conta de uma PIZZA de Calabresa, sendo assim tivemos muitas paradas e seguimos em um ritmo leve, afinal eu tava de férias e não tinha pressa nenhuma....kkkk
 
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Após esta parada seguimos forte até Salesópolis, estávamos com o horário meio apertado e sabíamos que a idéia principal era chegarmos em Paraibuna antes do anoitecer.....seguimos pela rodovia que quem a conhece sabe que é linda com acostamento limpo e de facil rodagem, fomos conversando sobre quase tudo, apreciando as paisagens, plantações, e curtindo o visual maravilhoso, assim eu também conseguia distraí-la um pouco e fazia com que ela esquecesse um pouco o mau estar que afringia.....gente não é fácil pedalar com náuseas e dor de cabeça.....chegamos então a uma das partes onde minha esposa relatou ser uma visão que nunca mais ia esquecer, onde sentiu a verdadeira sensação de liberdade e que realmente ela estava viva e desfrutando de tudo que era mais simples e perfeito....falo da visão espetacular da Represa que margeia a Rodovia já chegando em Salesópolis, com o sol começando a ficar mais forte era um excelente estímulo a continuar pedalando...
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Inicio da represa de Salé
 
 
 
 
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  Foto Oficial no Portal de Salesópolis
  
 
Em Salesópolis fizemos uma rápida parada para almoçarmos e seguir em frente, por indicação procuramos o famoso Restaurante do Dunga, que por infelicidade estava fechado (não sei o motivo), acabamos por encarar um prato feito em um outro restaurante no centro de Salé, que por sinal estava muito bom e barato tbm....kkkk
Agora começava literalmente a aventura, pois até a entrada da estrada de terra de acesso a Paraibuna eu já conhecia, agora tudo seria novo, não tinha a mínima idéia do que iríamos enfrentar, sabia apenas que teríamos que enfrentar mais ou menos uns 40kms de estadas de terra com cascalho, barro e etc; como previsto e informado pelos amigos logo de cara enfrentamos uma subida que hoje eu sei que tem aproximadamente 1.4km e que diria de passagem...muuuiiiitooo inclinada, ali foi a superação do mau estar da minha esposa, pois com o peso das bikes e o calor que começava a aparecer foi uma verdadeira prova de resistência....mais ela venceu com todos os méritos e continuamos nossa viagem, logo após esta subida ficamos contentes, pois pegamos uma seqüência de descidas muito boas até a entrada do Alambique Canabella......pra quem for fazer esta rota prestem atenção, pois as descidas são fortes, se soltar o freio fatalmente irá cair, passei por um aperto, quase comi mato ...... em uma curva mais fechada de pedras soltas não consegui fazer a curva da maneira adequada, a bike foi jogando pro lado de fora da curva e passei a centímetros do barranco.....a adrenalina é boa, mais a sensação de falta de controle da bike é horrível, como diria um amigo meu...”não passava nem agulha”......kkkkk
 
Chegamos em Paraibuna por volta das 17:30hs, após 92kms pedalados desde Mogi das Cruzes, procuramos o Hotel Santino indicado pelo amigo Rafael Dias, lugar limpinho e atraente com diária de R$ 120,00 para o Casal com Café da manhã incluso, nos acomodamos, tomamos aquele merecido banho e saímos para dar uma olhada na redondeza e procurar algo pra comer....a cidade é pequena mais aconchegante, e como estava escurecendo e já tarde, tratamos de jantar e voltar para o Hotel descansar e nos preparar para o dia seguinte....
 
 
 
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No dia seguinte acordamos cedo, colhemos algumas orientações com a recepcionista do Hotel que nos ofereceu um mapa da região e nos deu orientações precisas de como sair da cidade com destino a Redenção da Serra...
Começamos bem o pedal, saindo pela rodovia contrária a que chegamos em Paraibuna atravessamos o Rio Paraiba e seguimos viagem, no começo tudo plano e tranqüilo por estrada asfaltada e  calma..o que se revelou o contrário depois de alguns kms.....bora escalar de novo...o que seguiu até Redenção da Serra.....subidas e descidas íngremes e pesadas, em muitos pontos em torno da Represa de Paraibuna, essa parte nos paramos pouco e pedalamos muito, esta parte que as fotos mostram toda a beleza do caminho....
 
 
 
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Logo mais a 2ª Parte....

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Cicloviagem Mogi das Cruzes-SP X Paraty-RJ 2ª Parte

 

Ae galera vamos começar a segunda parte do relato da Cicloviagem...desta vez pra começar mais umas fotinhos feitas entre Salé/Paraibuna e Redenção da Serra....kkkk....Saudades
 
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Final da descida chegando ao Alambique Canabella
 
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Alambique Canabella
 
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Paradinha pra esticar a costa....kkkk
 
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Cansadaaaa...e ainda com lembranças de uma Pizza de Calabreza.
 
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Fazendinha.....kkk
 
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Lugares que só a BIKE pode nos levar
 
Bem vamos continuar .......
 
O caminho de Paraibuna até redenção não foi o dos mais fáceis, pois mesmo começando com um asfalto lisinho e muito bem feito (logo após atravesarvos a ponte do Rio Paraíba), o caminho torna-se pesado, com muitas subidas bem íngremes e intermináveis e pra quem está com a bike carregada isso é um tormento, bem tirando grande parte do trajeto foi feito rodeando as margens da represa, visual que inspira qualquer cicloturista...pois a cada subida interminável recebíamos de recompensa uma grande e maravilhosa paisagem....imagens que vão ficar eternamente gravadas na memória.
 
Em uma bifurcação que devamos ter virado a esquerda e não a direita....1º erro de rota...kkk...uns 3kms....acabamos por sair num barzinho típico de beira de represa, onde tomamos uma Geladíssima Tubaína e pegamos mais informações de onde deveríamos ter virado e voltamos pro nosso caminho....
 
 
 
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E vamos escalar di novoooo...kkk
 
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Visão depois da escalada
 
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Olha só a placa....será que subimos muito???
 
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Acabou o asfalto...bora pro chão de terra...
 
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1º Erro....Primeira Tubaína.....kkkk
 
 
Ao final de tanta labuta, pois em alguns trechos por causa da vegetação densa e fechada as estrada apresentava-se úmida e muito escorregadia, tivemos que descer e empurrar por várias e várias vezes....não tínhamos aderência nenhuma....eram duas pedaladas pra frente e segurar no freio pra não voltar 100mts pra traz....
Nesse dia minha esposa já estava muito melhor, todo o mau estar já tinha passado e ela estava vencendo todas as subidas sem muito sofrimento e agora também já estávamos mais acostumados com o peso das bikes e seus alforges.
Ao chegarmos no final da estrada de terra e já no portal de Redenção da Serra paramos em um “BOTECO” pra pegarmos mais informações e tomar uma Tubaína e um salgado, um rapaz que nos atendeu nos deu orientações e deu a sugestão de seguirmos a esquerda pelo asfalto, disse que o caminho era mais tranqüilo e seguro....comemos nos despedimos e vambora por esse estradão....
 
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Parei pra tirar uma foto e ela foi embora...dale decida....
 
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Sobeeeee.....
 
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Sobeeeee.....
 
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Sobeeee.....
 
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Vista da Cidade de Redenção da Serra
 
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2ª Tubaína no buteco na entrada de Redenção da Serra
 
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Placa de entrada da cidade de Redenção da Serra....visita só na próxima vez....kkk
 
Nos despedimos do rapaz pegamos as guerreiras e pra variar já de cara uma bela subida e pior quase sem acostamento “Tenso”.....conforme orientação depois de uns 5 kms tínhamos que entrar a direita em uma estrada de terra....alí foi o segundo erro de caminho...kkk...entrei na 1ª rua a direita depois da ponte como orientado e dale pedaladas...subimos, subimos, subimos e começamos a achar o caminho muito estranho...a Andréia com seu 6º sentido infalível parou e disse...” Tá errado Carlos, erramos o caminho”, eu subi mais um pouco e quando vi que realmente ela estava corretíssima voltei e fomos em frente....kkkk...errar é humano né.
Voltamos pra Rodovia e pedalamos mais ou menos 1,5km, ai surgiu uma placa a direita indicando o caminho....entramos numa estradinha confortável com muita sombra e sem tanta subida...bem diferente da estrada que tinha pegado antes....seguimos em frente sem muita pressa...no caminho encontrávamos moradores que olhavam pra gente espantados e quando perguntávamos se estávamos no caminho certo para São Luiz do Paraitinga a indagação era uma só: “ Meu Deus...mais ta muiiitooo longe...longe demais...de onde vcs estão vindo???”
Quando respondíamos que éramos de Mogi e que estávamos indo para Paraty eles ficavam mais assustados ainda....só risos....fomos assim pedalando, conversando e curtindo a Natureza nesse ponto eu esqueci um pouco de tirar fotos, não sei se por cansaço ou por admiração do caminho mesmo...kkkk.
 
 
A chegada a São Luiz foi no mínimo engraçada....pois depois de rodarmos uns kms por terra chegamos a Rodovia e pra variar já de cara com uma bela subida...kkk....como só tínhamos acostamento pela contramão, fomos para o outro lado da pista e dale subida, e super atentos a estrada pois os carros usavam o acostamento pra fazer as curvas...pode isso...atenção total, bem continuando logo que acabou a subidinha chegamos á uma placa muito bonita e grande com o nome da cidade, alí foi só alegria, paramos para uma fotinho e tomar uma água e já pensando...vamos chegar cedo...que bom...ENGANO...
 
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Sobeeeee.....kkkk
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Placa mentirosa.....falta muito ainda...kkkk
 
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Visão do vale, feita no local da placa enganosa
 
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Após aquela placa enfrentamos uma descida bem longa do tipo “Deus me ajude” e que o "freio segure"...foram mais ou menos mais uns 14kms até chegarmos a São Luiz, que digo de passagem, se não fosse uma placa com o nome da cidade de novo eu tinha passado direto, pois a entrada é uma rotatória pequena e sem muita sinalização, chegamos a cidade e já fomos direto procurar um local para passarmos a noite pois já passava das 18:00hs, quase por instinto e/ou falta de opção atravessamos uma ponte e já saímos numa das ruas principais, seguimos em frente sem olhar muito o local em busca de uma Pousada, passamos por uma que quando parei para perguntar se aceitavam cicloturistas o rapaz com uma cara de sono me disse que ir ver se tinha um lugar que eu pudesse deixar a bike, não senti muita firmeza e seguimos um pouco mais adiante, viramos a direita e avistei a Pousada Nativas, parei perguntei a senhora que atendia e ela toda simpática disse que atendia a ciclistas, que estava acostumada, falei com minha esposa e resolvemos ficar por alí mesmo, assim que decidimos a Dona da pousada já nos apontou um local para guardarmos as guerreiras e apontou a escada de madeira de acesso aos quartos toda marcada e riscada, ai fomos descobrir que a pousada dela era e é usada para acomodar ciclistas que vão a cidade para o BIG BIKER, local simpático e acolhedor.
Subimos, tomamos aquela ducha e saímos pra jantar, andamos pouco e já voltamos, decidimos que ficaríamos mais um dia em São Luiz, para conhecer o local e descansar, já que os relatos diziam que a próxima empreitada seria a mais difícil.
No dia seguinte passeamos pela cidade, tiramos fotos, conhecemos o mirante e nos divertimos...as fotos a seguir mostram um pouquinho do lugar.
 
A seguir fotos de São Luiz do Paraitinga...sem legendas as imagens dizem tudo....
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No outro dia já com ótimas orientações da Dona da Pousada paramos num mercadinho, compramos água e umas frutas e seguimos viagem bem cedo, atravessando toda a cidade e seguindo as margens do Rio Paraíba, paisagens as vezes bucólicas e outras cheia de vida e natureza, um local muito simpático de pedalar sempre rodeados de grandes árvores e sombras maravilhosas, conforme as informações da Dona da Pousada (não lembro o nome dela), após uns 17kms de pedal chegamos a famosa Cachoeira Grande, lugar espetacular, a cachoeira é maravilhosa, comemos umas frutas em um quiosque do local, descansamos um pouco e voltamos a estrada...pois queríamos seguir para Lagoinha e logo após Cunha e ainda tinha muito chão pela frente....seguimos por estradas de terra novamente com muiiiittasssubidas....mais sempre por um lugar agradável, o que achávamos que seria um caminho terrível estava se tornando cada vez mais bonito e fácil de pedalar, passamos por uma espécie de Capela Vermelha e Branca onde tinha escrito na placa que o local guardava uma vértebra com uma bala encravada de um soldado da época passada...tirei uma fotinho e fomos embora...mais tarde através de outro relato do amigo Rafael Dias fui descobrir que naquele lugar em uma chácara ao lado, tbm tinha uma imagem de um lobisomem...pena que naum ví...seria uma foto interessante, um dia volto lá procurar...kkkk
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Bem continuando...chegamos a Rodovia que dava acesso a Lagoinha, e pra variar tome subida...ja tinha virado rotina isso...kkk...na entrada de Lagoinha vimos o nosso primeiro Totem da Estrada Real....os olhos da minha esposa brilharam, pois pela 1ª vez estávamos de frente ao famoso totem que só víamos por fotos na internet....só alegria, fotos e contemplação da paisagem que alí era linda....fomos em frente até o centro da cidade pra podermos almoçar, como estávamos em meio a “JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE” com a visita do Papa ao Brasil, a cidade de Lagoinha estava em festa, cheia de “Gringos”e toda enfeitada....legal ver o pessoal todo junto ali tirando fotos de tudo...paramos no primeiro restaurante que vimos e almoçamos, foi engraçado, pois ao entramos um casal abordou minha esposa e perguntou se eramos os mesmos que estavam na Cachoeira Grande....quando respondemos que sim eles disseram...
 
“Vocês são doidos, subiram toda a Rodovia pedalando??? Vão até aonde??”, novamente quando dissemos que estávamos vinde de Mogi com destino a Paraty eram só caras e bocas de espanto”
 
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Após Lagoinha a aventura é outra....que vai ficar para o 3º e último capítulo....esse ficou pra história....kkkk
 
Até mais pessoal.

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Cicloturismo Mogi X Paraty-RJ 3º Capítulo

 
Ae galera chegou o 3º e último capítulo da minha cicloviagem junto com minha esposa Andreia para Paraty-RJ

Obrigado a todos que curtiram....

 
Lagoinha X Cunha X Paraty 3º e último capítulo
 
Bem continuando na Cidade de Lagoinha tratamos logo de almoçar, paramos em um restaurante a Kilo almoçamos e logo já para sair pedimos mais umas informações do caminho para o dono do restaurante, ele como já de costume...kk...perguntou de onde estávamos indo e pra onde iríamos, e com nossa resposta novamente a famosa cara de espanto.....rimos juntos e ele começou a explicar o caminho com uma riqueza de detalhes, pois ele disse ser dono de uma fazendinha no mesmo caminho, uma das orientações primordiais como já visto em relatos anteriores foi a de seguirmos a rede elétrica (uma fiação mais grossa com 4 fios unidos por isoladores), ele também nos deu uma dica que descobrimos ser maravilhosa....pois bem no final de uma reta onde o caminho se dividia em 2 e teoricamente deveríamos nos manter a direita ele orientou a assim que avistássemos uma pé de manga bem no meio da bifurcação virássemos a esquerda, disse que escaparíamos de uma subida muito grande e de uma certa forma ainda andaríamos só em planos.....dito e feito....achamos a bifurcação, viramos a esquerda e logo adiante chegamos a rodovia de acesso a Cunha.
 
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Pinheirinho é easy perto dessas subidas....kkk...viemos lá debaixo
 
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Paramos um pouco pra descansar nessa ÚNICA sombra...ainda tem subida...kkk
 
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Agradecimento a árvore pela sombra
 
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Na Rodovia pegamos algumas subidas leves, não muito íngremes o que facilitou a pedalada, mesmo assim devido a distância acabamos chegando em Cunha já com o Sol se pondo já no finalzinho da tarde....fomos logo para o centro e já comecei a me decepcionar, pois a cidade é toda em subidas, tudo era subindo, Igreja, Restaurante e etc....já não aguentava mais pedalar, o jeito foi empurrar as bikes morro acima...bem agora começa a história....kkkk
 
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Chegamos....kkk
 
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Portal de Cunha
 
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Agora só falta um trecho...kkkk
 
Entaum acontece que a cidade estava em Festa, cheia de visitantes e carros por toda parte, como não tínhamos reservado nenhuma pousada (1º erro fatal) começamos a perguntar para as pessoas e nas pousadas.....aí o que aconteceu.....TUDO LOTADO....SEM VAGAS...TUDO RESERVADO...já com um friozinho na barriga, pois o pior que poderia acontecer e termos que dormir na praça, que por mim tudo bem, mais tinha preocupação com minha esposa, andamos mais um pouco...
Chegamos á uma pousada (https://www.facebook.com/EstalagemPrimavera?ref=ts&fref=ts) perguntamos a uma moça sobre vagas e ela pediu para entrarmos, fomos até uma área externa muito aconchegante até que aparece a Dona com uma cara meio de espanto e preocupação, ela olha pra gente e diz:
 
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“__ Casal eu não tenho vagas, tá tudo reservado, e não tem vaga em nenhum lugar na cidade, tá tudo lotado mesmo...”
 
Sabe aquela hora que só um palavrão descreve o sentimento??....Entã[email protected]#%....kkk
 
A moça era muito simpática e disse que ia tentar dar um jeito, começou a fazer umas ligações para  ver se teria alguma desistência...nessa hora apareceu o marido dela, tbm muito gente fina, disse que na pior das hipóteses nós dormiríamos na sala dele....vê se pode...kkk....nos ofereceu seu banheiro, disse que sabia que estávamos cansados e poderíamos ficar a vontade, pois bem, ferrado...ferrado e meio, pegamos nossas coisas, tomamos aquela ducha e por orientação do próprio casal saímos pra jantar....enquanto isso a gentil moça estava gastando seu telefone e esquentando a cabeça pra conseguir uma vaga pra gente....
Trocamos de roupa e subimos as ladeiras de Cunha até o Centro da cidade, aí realmente vímos que a cidades estava cheia, até os restaurantes estavam reservados (fechados para grupos), achamos um lugarzinho aconchegante Jantamos e pra fazer a digestão fomos dar uma volta e paramos em um Cyber Café...pra darmos informações pra família também, assim fazíamos uma horinha na rua e nos preparávamos para dormir na sala da dona da pousada.....sensação estranha...kkk...
 
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Festa do Divido
 
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Relógio Solar....gostei
 
Depois de algum tempo, já passando das 21hs voltamos pra Estalagem....a Dona veio correndo nos avisar de uma desistência em uma pousada....agradecemos a eles que não quiseram receber nenhum centavo pelo banho e pelo serviço de telefonia...kkkk...ainda pediram mil desculpas por não ter podido nos acolher, era nítido realmente no rosto deles a decepção de não poder ter nos atendido melhor....guardamos as melhores lembranças do casal...podem acreditar ainda existe gente boa nesse mundo...
 
Juntamos as coisa meio de qualquer jeito, subimos nas magrelas e fomos em direção a pousada, imagina a cena e a dificuldade de pedalar uma bike em descida de chinelo com pedal SPD...kkk....chegamos no local, nos acomodamos, demos muita risada da situação e fomos dormir.....pois no outro dia seria mais tranquilo (2º engano...erro fatal...kkk).
Acordamos tranquilos, tomamos café tranquilos, sem pressa, pegamos nossas coisas, montamos as magrelas, amarramos as bagagens, compramos água e uma caixa de BIS e outras coisinhas....tudo sussa.
Nesse ponto já que o caminho era um só nem lembrei de consultar os mapas que havia levado, pegamos o caminho da roça, aí começou o verdadeiro sofrimento, pois descobrimos que na realidade este seria um dos piores trajetos que iriamos fazer, foram 55kms de subidas + subidas + subidas e + subidas....pense numa cara bravo....meu humor foi pra casa do chapéu, já não aguentávamos mais escalar, alguns poucos lugares tínhamos umas descidas par descansar, chegamos ao ponto de deitar em uma das subidas pra descansar e quase dormimos de cansados....quase no final das estrada de terra, paramos e fizemos um lanche com as poucas coisas que levamos, já estávamos enjoados de comer frutas secas(no começo é bom, depois enjoa só de sentir o cheiro), saímos no asfalto e de novo subimos...aliás só subimos...kkk
Essa estrada antigamente era toda de terra com poucos pontos de asfalto, agora estava toda revitalizada, mais infelizmente perigosa, pois em quase em toda sua extensão não existe acostamento...fomos seguindo os totens e conversando para esquecer o cansaço...
Próximo a entrada da rua de acesso a Pedra da Marcela (só descobri depois que passamos), minha esposa chegou ao seu limite...estava muito cansada, com fome e sede, já não tinha forças pra empurrar e muito menos pedalar sua bike, em uma curva sentamos na guia e eu quase que obriguei ela a comer uns chocolates “BIS” que restavam na mala...e dividimos o último restinho de água das caramanholas...a situação tava crítica, liguei o GPS e ví que estávamos a quase 25kms de um comercio local...imagina a cena...kkk...hoje rimos disso, mais condesso que na hora bateu um desespero, eu já estava empurrando as 2 bikes há algum tempo, os braços já estavam meio dormentes, mais tirei forças não sei de onde e continuei, pedi para a Andreia ir caminhando devagar e parasse se fosse preciso, assim eu ia na frente mais devagar....
Agora começa a parte estranha da história, logo depois daquela parada avistamos uma cachoeira bem próximo a uma curva, e como aparentava estar meio barrenta pela cor da água, passamos direto, nem paramos pra uma foto, pois também não estávamos bem humorados para isso....logo que passamos saiu um rapaz daquela cachoeira, ele rapidamente nos alcançou e puxou conversa, ele era negro, usava calças de moleton, blusa de lã, tênis do tipo jogador de basquete, observei que levara no bagageiro de sua Barraforte Vermelha com freio contra pedal uma caixa do tipo de feira com um cobertor enrolado, umas roupas, e umas ferramentas, na costa uma bolsa do tipo capa de violão que não deu pra identificar o que carregava, mais não era violão com toda certeza....
Bem ele puxou conversa, perguntou de onde estávamos vindo e com nossa resposta logo disse que estava vindo de Curitiba...na mesma hora eu olhei para a Andreia e ela pra mim, neste momento a Andreia pediu pra levar a sua bike que eu estava empurrando, e continuamos a conversar com o rapaz, ele contou um pouquinho da sua viagem e disse que há alguns quilômetros atrás tinha parado pra pedir água em uma casa de família e acabou almoçando com eles...confesso que tive um pouco de inveja na hora, pois estava com muita fome, nesse momento ele perguntou se conhecíamos a estrada, falamos que era a 1ª vez que passávamos por alí e ele também disse que era a primeira vez dele...fomos subindo empurrando os 3, pois a subida era bem íngreme e conversando, naquele momento parece que todo o cansaço havia passado, ou pelo menos esquecemos dele...logo depois de algumas curvas o rapaz olhou para gente e disse, eu vou indo, aqui já dá pra pedalar, fiquem tranquilos pois logo depois desse morro é só descida até chegar em Paraty, mais prestem atenção nos freios porque o caminho é perigoso, pois é só descida mesmo tomem muito cuidado, subiu na sua bike e se foi....naquele momento eu e a Andreia também subimos na bike e começamos a pedalar, o rapaz sumiu de vista, aí começamos a analisar...como ele sabe que é só descida se ele disse a pouco que nunca tinha vindo pra cá...como ele sabia que o caminho era perigoso???
Só sei que depois daquela última subida chegamos ao começo da descida de Serra da Bocaina, como estava toda cheia de lama e muito molhada, ainda ví um rastilho de marcas de pneu do rapaz...mais por pouco tempo, pois depois de alguns metros não existia mais rastro nenhum, não vímos mais um sinal do rapaz....agora me respondam, descer uma serra toda elameada, bem íngreme, com freio contra pedal em uma barra forte que muitos não teriam coragem nem de subir pelo estado de conservação, pneus totalmente lisos....onde eu e a Andreia estávamos sofrendo para descer com pneus cravados???...Sei lá quem explica, sei que toda a situação foi muito estranha, ainda nos questionamos até agora sobre aquele rapaz que apareceu do nada, nos deu um animo com sua conversa, nos incentivou com sua história de superação e do mesmo jeito que apareceu sumiu....???...Quem entende???
Paramos um pouquinho pra um descanso e começamos a descer a serra, caminho todo esburacado, cheio de lama, pedras escondidas, valetas, ribanceiras e etc...pra quem curte local perfeito para um belo DH...ai mais uma pra coleção de apuros, logo que comecei a descer acabou meu freio dianteiro, as pastilhas zeraram, ficaram no aço, tive que descer usando só o freio traseiro que em alguns momentos chegava a ficar azul de tão quente, e minha esposa falava lá atrás que estava sentindo o cheiro de queimado...kkk....eu parava esperava esfriar o disco e continuava, quase no final da serra logo depois de um pneu furado da bike da Andreia a mulher resolveu soltar os freios e foi embora...kkk...sumiu na minha frente, e como eu não podia embalar por causa do freio, minha descida foi tensa,,,não passava nem agulha...kkk...em vários pontos eu jogava a bike nas entradas onde era subida pra poder parar e em outros pontos mais íngremes cheguei até a colocar  o pé no pneu....sim daquele mesmo jeito que fazíamos quando eramos crianças...pelo menos eu fazia...kkk....aí pude ver que a sapatilha era muito boa.....
 
Nesta parte não tiramos muitas fotos....tava osso...kkk
 
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Bem era para vermos Paraty desse mirante....inicio da Serra da bocaina....kkkk
 
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Era pra ser um ponto de descanso e alimentação SQN...kkk...Fechado
 
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Bora descer mais um pouco...
 
Depois desse ponto foi onde a Andreia soltou os freios....
 
No finalzinho da serra onde voltei a encontrar a Andreia, meio pálido ainda pela descida insana, paramos em um barzinho, comemos um salgado e pegamos mais informações, inclusive a indicação de uma pousada “Pousada Coco Verde”, do irmão da dona de uma lojinha do lado do barzinho.....ótima indicação, pois ficamos a 200mts do centro histórico de Paraty, pagamos barato e ainda tínhamos o café servido do quarto....chic heim...kkk
Em Paraty ficamos 2 dias, curtimos, nos divertimos, conhecemos a cidade e enfim achamos o Totem marco inicial da Estrada Real....o nº ZERO....
 
Fotinhos de Paraty-RJ Lugar maravilhoso....
 
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Pra variar...Festa em Paraty
 
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Café da Manhã
 
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SELFIE
 
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Passamos umas 5 vezes por este totem....vimos só quase indo embora...kkk
 
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Marco ZERO
 
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Tudo placa de São Paulo....com certeza não sabiam que a maré sobe muito...kkkk...
Prejuízo
 
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Bikes embaladas para a volta pra casa
 
Resumo da TRIP
Nunca mais esqueceremos desse primeiro Cicloturismo....ficará guardado para sempre na memória, e nesses relatos confesso que em alguns pontos cheguei a ficar emocionado, pois são sensações únicas, que só que já viveu pode explicar....Obrigado galera por viverem um pouquinho dessa nossa história, até breve.
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