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Olá viajante!

Bora viajar?

Europa - 7 países - Outubro de 2010. Sozinho!

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Olá a todos! Meu nome é Denis e vou colocar aqui o relato da minha segunda viagem, agora por 7 países em 22 países. Espero que gostem!

Planejando a viagem

Desde 2009, quando viajei para a Itália (meu relato: o-poder-de-fazer-tudo-renascer-21-dias-na-italia-t34469.html), havia colocado como objetivo de vida viajar novamente, mas dessa vez para vários países da Europa. Após o retorno, comecei a procurar emprego e, no meio de tantas preocupações, acabei por esquecer um pouco esse sonho, que voltou com toda a força quando comecei a trabalhar e sonhar com as tão desejadas férias. Foi em maio de 2010 que confirmei a viagem: seriam 22 dias pela Europa, sozinho! Fui à agência de viagens e comprei a passagem: de São Paulo para Lisboa e volta 23 dias depois pela mesma cidade. A companhia aérea escolhida foi a TAP Portugal (preço pago: R$2.186,00). Pronto! Agora eu estava com a passagem! Na mesma agência comprei o seguro-viagem (R$284,00 para 4 semanas de cobertura). Agora sim, comecei a entrar no clima da viagem! Mas precisava ainda finalizar o roteiro. A princípio tinha apenas duas cidades: Lisboa e Amsterdã; porém, tinha de colocar algo no meio, não? Com a ajuda dos sites SkyScanner, Mochileiros.com, Tripadvisor, Lonely Planet, entre outros fiz o seguinte roteiro: Lisboa, Milão, Budapeste, Praga, Amsterdã, Bruxelas (apenas um dia para comer chocolate) e Paris. No final posso dizer que fiquei 80% satisfeito com o roteiro, o que na viagem subiu para 100% de satisfação! Na maior parte das vezes viajei entre as cidades, por avião, mas usei também trem e ônibus (ao longo do relato fornecerei percursos e valores). Por fim, faltava ainda o mochilão para viajar. Escolhi a Trip 70 da Conquista. A mochila é boa, mas a mochila de ataque é muito pequena, na minha opinião.

Ao longo do relato vai ficar claro que sou uma pessoa distraída, atrapalhada e levemente desastrada, mas no fim, nada deu errado na viagem, o que apenas prova que qualquer pessoa pode viajar sozinha, é só querer!

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A TAP

Viajei com a TAP Portugal dessa vez. O interessante é que a ida e a volta foram BEM diferentes, isso porque os aviões eram diferentes. Na ida voei com uma espécie de carcaça de avião. O assento era péssimo e, como sempre na classe econômica, com pouco espaço para as pernas. Ainda que pelo menos houvesse um sistema de entrenimento que não me deixasse ficar entediado... mas nem isso; no lugar de telas individuais para cada cadeira havia alguns televisores enormes que pareciam aquelas telas de pista de bochile antigas. A qualidade do vídeo era bem ruim e a programação nada interessante. O que eu achei quase o fim foi eles terem tido a coragem de passar o mesmo filme (Marmaduke) duas vezes ao longo do voo. No início da segunda exibição ouviu-se um monte de bufadas de tanta gente que estava achando tudo aquilo um saco. rs. AInda bem que eu estava com um livro que tinha comprado por impulso no aeroporto (1822, de Laurentino Gomes). Pelo menos por isso a viagem ficou um pouco mais amena (mas só um pouco mesmo!). No fim da viagem, perto de pousar em Lisboa, ligaram nos monitores o mapa que indicava a localização exata do avião. Mas que mapa tosco! Me senti na época do Atari! hahahaha. Os atendentes eram meio secos, mas não tive problemas com eles. Porém, era engraçado ouvir aquele sotaque português (eles dizem "descolagem" no lugar de "decolagem" e "terragem" no lugar de "aterrisagem"). Eu mal podia esperar para pousar e entrar em contato com mais patrícios. A comida era péssima, mas também não esperava muito disso. A volta foi diferente. Quer dizer, os comissários eram iguaizinhos e a comida era também ruim, mas pelo menos o avião era mais moderno e nele havia um sistema de entrenimento individual. Não que ele fosse lá essas coisas, mas para vocês terem uma ideia eu nem precisei recorrer ao livro que estava na minha mochila! Isso já é uma coisa.

Conclusão: Se você puder optar por companhias como a KLM e a Air France (ou mesmo a TAM), não tenha dúvidas! Vá com elas! Porém, se pelo preço ou pelo percurso você tiver de viajar com a TAP, torça para que você não caia naqueles cacos velhos que voam. E boa sorte!

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LISBOA

Pousar no aeroporto de Lisboa foi uma grande emoção. Eram 6 da manhã e, apesar do cansaço da longa viagem, eu, tal como a menininha brasileira sentada da cadeira na minha frente no voo, "estava cheio de energia e pronto para mais 24 horas!" (palavras dela mesmo). No entanto, ainda faltava um obstáculo para a minha felicidade: a imigração! Eu morria de medo da imigração. Já pensou se eles me mandassem de volta? O que ia acontecer? Eu ficava pensando nisso o tempo todo, mas nos últimos minutos tentei relaxar para que o nervosismo não transparecesse em mim, afinal eu estava indo lá só para viajar Não havia nada de errado, certo? Eu não precisaria mentir, certo? Certo! O funcionário da imigração pegou meu passaporte, olhou para mim, olhou para o meu passaporte de novo... e carimbou! Eu tinha sido aceito! Sem perguntas, sem nada! Na devolução de bagagens, peguei minha mochila e no controle de bagagens não fui barrado! Estava em Lisboa de verdade! E era ainda bem cedo, o que significava que eu tinha o dia inteiro pela frente.

Peguei o ônibus que vai para o centro da cidade (3,50 euros) e em menos de 15 minutos estava na Praça do Comércio. Não eram nem 8 horas da manhã e eu estava sozinho numa das praças mais bonitas de toda a Europa! Fora alguns esportistas que apareciam de vez em quando não havia mais ninguém na praça, só eu e a minha fiel mochila! Na luz da manhã tirei muitas fotos. Numa delas eu apareço sorrindo e com umas olheiras enormes. Um preço pequeno a pagar. Estar naquela praça já valia mais que qualquer cansaço que eu podia sentir, e aquilo era só a ponta do iceberg de uma cidade incrível.

 

Lisboa para nós brasileiros é uma viagem à parte. Todos sabem de onde vieram os conquistadores de nossa terra, mas o que sabemos de fato sobre Portugal? Quase nada! Aqui tudo é tão conhecido: podemos nos ver em muitas coisas, na arquitetura, na culinária e na língua, mas ao mesmo tempo é uma jornada nova e inusitada. Lisboa, nome tão vago nos livros de História, transforma-se numa cidade cheia de pequenas maravilhas e paisagens a serem embarcadas. Foi isso o que me levou a procurar essa cidade. Na faculdade havia feito uma pesquisa em literatura portuguesa e já estava mais do que na hora de conhecer o cenário de tantas histórias. Ali caminhei por ruas estreitas, subi ladeiras, andei nos bondinhos, comi doces deliciosos, vi o rio do Tejo do alto e de baixo, falei português e me enamorei dessa cidade incrível. Os controvertidos portugueses, tidos como "estúpidos" ou "mal educados", são uma atração à parte. Conversar com eles pode acabar sendo mais uma das várias atividades na cidade. Foi assim que eu cheguei à conclusão de que eles vivem numa espécie de crise cultural: eles sabem bastante sobre nós, nossa música, nossa cultura; eles veem nossas novelas e escutam nossa música, mas para nós o que vem da cultura portuguesa atualmente? Saramago, e olhe lá. De um dos portugueses ouvi que o Brasil estaria bem melhor se tivesse sido colonizado por ingleses, franceses ou holandeses. Nem eles parecem muito confiantes no próprio futuro. Ao dizer a uma portuguesa que preferia Lisboa a Paris, ela me respondeu num sorriso "Isso é blasfêmia! Não se diz essas coisas". Acho que no fundo eles ainda esperam pela volta do rei Sebastião, mas eu, como não podia esperar, terminei minhas fotos na praça do Comércio e fui fazer check-in no albergue.

 

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Na Praça do Comércio: cansado e feliz!

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Praça do Comércio

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O albergue

Em Lisboa fiquei no albergue Traveller's House. Depois, de volta ao Brasil, descobri que esse foi eleito o melhor albergue do mundo! De fato, Lisboa é a cidade que tem os melhores albergues do mundo! O Traveller's House tem uma excelente localização: a rua Augusta, simplesmente a mais famosa de todo o país! O albergue fica nos andares superiores de um prédio antigo. A entrada pode até assustar um pouco, mas lá em cima há uma excelente infraestrutura com internet grátis, quartos com varanda para a rua (e que rua!) e lockers embaixo das camas. O café da manhã é bom e o hostel promove diversas atividades, como degustação de vinhos e passeios guiados. Os atendentes são atenciosos, embora a maioria nem fale português... hahaha. O espaço comum é bem legal, tem pufs e livros. Ah, sim, os quartos são muito agradáveis, e os banheiros são limpos (mas tomar banho ali não é nada prático. Na minha opinião, o único ponto negativo do albergue). Bom, com tudo isso, dá para perceber que eu gostei bastante do albergue e aconselho a todos que estiverem em Lisboa, pois além de tudo os preços são atrativos.

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Obrigado, falcao!

E ainda tem muito mais pela frente!

Quanto às fotos, vou tentar colocá-las em breve.

Abraços

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Obrigado a todos pelo apoio. Assim como vocês estão animados para ler, eu estou animado para escrever!

 

Continuando...

Após o check-in estava na hora de começar a exploração de verdade! Na Rua Augusta, fui na direção contrária, em direção à praça do Rossio, mas o que eu queria na verdade era comprar o bilhete de 24 horas na estação do metrô. Custa 4,25 euros e vale no metrô, bondes (aqui chamados de eléctricos), ônibus e trams. Vale a pena se você pretende usar bastante o transporte público. Dos dias em que fiquei em Lisboa, só precisei desse bilhete no primeiro dia, em que eu pretendia ir para os lugares mais distantes. Na estação de metrô, é possível comprar os bilhetes numas máquinhas. Vendo a minha confusão, um funcionário do metrô veio me ajudar, o que pode ser considerada a primeira boa impressão que os portugueses me causaram.

De posse do cartão, desci a rua Augusta e na Praça do Comércio fiquei esperando pelo eléctrico número 15, que vai ao Bairro de Belém. Mandei muito bem em ir para lá naquele dia, pois era domingo e as duas principais atrações do bairro são grátis nesse dia: o Convento dos Jerônimos e a Torre de Belém. O Convento é maravilhoso, bonito por fora e incrível por dentro. Passeio imperdível. Depois disso era a vez do Padrão dos Descobrimentos, em frente ao Convento, do outro lado da praça. O momumento em si não tem nada de tão especial, mas o fato de ele estar às margens do rio Tejo faz diferença. Estava um dia quente e os raios do sol refletiam nas águas do rio. Sim, estava em Lisboa, provavelmente um dos céus mais bonitos de todo o mundo. Havia a opção de subir o monumento, mas eu passei. Fui andando pela espécie de avenida à beira do rio, dei uma volta por um cais e cheguei ao cartão-postal de Portugal: a torre de Belém. Sem pagar nada, entrei lá, subi na parte alta e curti a paisagem ao redor. Depois desse passeio, voltei caminhando até o Mosteiro dos Jerônimos e fui na tão famosa Pastelaria de Belém, onde fiz um belo lanche com os pastéis de Belém e bolinhos de bacalhau (chamados por eles de pastéis de bacalhau). Algo que achei incrível é que apesar da fama os preços deles são incrivelmente baixos! Paguei 4 euros em 2 pastéis de Belém + 2 pastéis de bacalhau. Ah, que beleza! Só de pensar já fico com saudades!

Depois disso, voltei para o centro da cidade, pegando a tram (a linha é a mesma do bondinho), que quebrou no caminho; por isso tivemos de pegar um ônibus (hahaha, que sorte a minha!). E lá fui à praça do Rossio, onde passa o bondinho que sobe até o Castelo de São Jorge. Acabei descendo bem antes no Largo das Portas do Sol, de onde se tem uma das várias vistas lindas da cidade. No Castelo de São Jorge (7 euros o ingresso), depois de explorar toda a estrutura, fiquei sentado na praça de armas olhando do alto a cidade enquanto tomava um guaraná. Em apenas um dia fui totalmente fisgado pela cidade.

 

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Convento dos Jerônimos

 

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Na Torre de Belém

 

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Vista do Castelo de São Jorge

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FÁTIMA

 

Uma das várias coisas que me atraíram para Portugal foi o Santuário de Fátima. Antes de viajar lembro de um dia ter entrado numa igreja para rezar um pouco e pedir que tudo desse certo na minha viagem. Engraçadamente, depois de rezar dei uma volta pela igreja e perto da imagem de um santo havia uma Bíblia aberta. Me aproximei do livro e quase dei um pulo quando vi a página em que estava aberto: era uma seção que mostrava os principais centros de peregrinação católicos e a página mostrava justamente Fátima. Pois bem, e lá estava eu descendo a Rua Augusta para pegar o metrô. Desci na estação Zoológico e me perdi ali dentro tentando achar o caminho para a rodoviária de Sete Rios e, por isso, precisei perguntar a uma moça bem simpática numa das várias lojinhas da estação. Lá comprei a minha passagem de ônibus para Fátima. Custa 10,50 e preferi comprar só a ida porque tem marcação de horário e como eu não sabia de quanto tempo iria precisar para visitar o Santuário era melhor comprar a volta lá mesmo. O mais engraçado foi a moça que me vendeu o bilhete. Ela me perguntou o horário em que eu queria ir e enquanto esperava a resposta ficou fazendo uma cara cômica para mim. Como não sabia ela começou a me mostrar os horários. Os ônibus saem mais ou menos de hora em hora.

A viagem dura mais ou menos uma hora. E do ônibus dá para se ter uma bela ideia da paisagem local, mas uma das coisas que mais me chamou a atenção foi a paisagem "interna": a bela portuguesa sentada na primeira fila do ônibus. rs. Essa entrou para o meu "TOP 5 Mulheres Bonitas na Europa".

Ao meio-dia desembarquei na estação rodoviária. Para chegar ao Santuário basta continuar subindo a rua da rodoviária e virar a primeira à esquerda. Não foi difícil de encontrar.

Para um brasileiro é inevitável comparar Fátima com Aparecida do Norte. O Santuário de Fátima é bem menor, se comparado ao de Aparecida. Além disso, o seu estilo é tipicamente europeu, enquanto o estilo do santuário brasileiro é único. Mas de qualquer modo estar na praça da Basílica portuguesa foi uma maravilha. Andei pela praça, visitei a igreja, com os túmulos dos pastores (o do menino à direita e o das meninas à esquerda) e o jardim atrás da igreja. Depois disso notei que estava para começar uma missa na Capelinha que fica na esplanada, por isso corri para lá. Um melhores momentos foi quando tocou a canção "A treze de maio / na cova da Iria, no céu aparece a Virgem Maria...", que me lembrou a minha infância, pois eu cresci ouvindo essa música. Após a missa, andei ao redor do Santuário e passei na loja de souvenirs para comprar umas lembrancinhas para a minha família.

Como eu disse, o Santuário não é nada grande, por isso, acho que metade do dia já é o suficiente para vê-lo, a não ser que se tenha alguma promessa para pagar. Já que eu não tinha, apenas dediquei alguns minutos para minhas próprias orações e depois fui embora. Antes de voltar para a rodoviária, passei num restaurante e me entupi de tanto comer por 8,00 euros (com bebida) num restaurante próximo ao Santuário. Ali é fácil encontrar comida boa a preço baixo. Os restaurantes são simples. Nada de frescura. Mas são muito limpos.

 

De volta à Lisboa, ainda havia tempo de fazer alguma coisa. Por isso foi dar uma volta no Parque das Nações (estação de metrô Oriente), excelente lugar para tirar umas boas fotos à tarde, quando está vazio e você pode caminhar calmamente pela beirada do Tejo. Ali é que está o Portugal moderno, Portugal que quer se mostrar como pertencente ao século XXI, porém, naturalmente olhando ainda para o seu passado: o bonito edifício Vasco da Gama, a ponte Vasco da Gama, o passeio das Tágides. Tudo isso não faz esquecer o saudosismo desse povo que se aventurou pelos mares séculos atrás. Há várias coisas para se fazer por ali: você pode pegar o teleférico que vai de lugar nenhum para lugar nenhum (mas é um teleférico, e é divertido!), visitar o Oceanário ou fazer compras no Centro Comercial Vasco da Gama. Naquele dia eu não fiz nenhum desses, mas a oportunidade não faltou (não perca os próximos episódios! rs). Já era noite quando eu decidi comer algo e voltar ao albergue. Comi no Centro Vasco da Gama num lugar chamado Wok to Walk. Ali eles fazem yakissoba na sua frente com os ingredientes e a massa que você escolher. Aproveitei também e comprei um carregador de pilhas na loja Fnac. Paguei 15 euros e as pilhas eram excelentes.

 

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O Santuário de Fátima.

 

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No Santuário.

 

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No Oriente. À esquerda o edifício Vasco da Gama, no centro o teleférico e à direita a Ponte Vasco da Gama.

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Estou adorando o relato!!!

Passarei o reveillon em Lisboa e já estou mega anciosa!!

Vou ficar acompanhando aguardando o restante!!!

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SINTRA

SInceramente não me lembro de como Sintra apareceu na minha viagem, mas quando me dei conta a cidade estava no meu roteiro e num lugar de honra: eu estava muito ansioso para ir lá e conhecer um local tão importante para a história de Portugal, e do Brasil também!

O dia começou com uma caminhada pela rua Augusta até a Praça do Rossio, onde se pode ver uma estátua do rei Pedro IV. Mas o que eu demorei para me tocar foi que aquele rei na verdade também governou do nosso lado do oceano: é o nosso Dom Pedro I! Aquele que dizem ter gritado: "Independência ou Morte!", aquele que teve um romance cálido com a marquesa de Santos! Para os portugueses ele também foi um herói, pois derrotou o irmão mais novo absolutista numa guerra civil que todo mundo acreditava já estar perdida. Ao fim da guerra quem subiu ao trono foi a filha dele, a brasileira Maria da Glória. Desculpem falar sobre essas coisas aqui, mas é que essa parte da história me interessa bastante. Mas vamos logo à ação.

Ao lado da praça, um pouco mais à frente, fica a Estação do Rossio, recentemente reformada. Dali saem os trens para Sintra, e somente para Sintra. Nas maquininhas abasteci o meu cartão com a passagem ida e volta para Sintra. Custou 4,50. E a viagem dura cerca de 45 minutos. Ao descer na estação ainda é preciso andar um pouco para chegar ao coração da cidade, onde fica o Palácio Nacional de Sintra com as suas duas torres. Como minha intenção era ver primeiro o Castelo dos Mouros e o Palácio da Pena, fui seguindo as indicações e peguei a estradinha que leva ao topo do morro onde ficam as duas atrações. Talvez seja meio estranha a ideia de ir andando morro à cima em vez de pegar o ônibus, mas eu não acreditei no que viam os meus olhos e decidi ir apreciando a paisagem pelo caminho. Não demorou muito para perceber a besteira que eu tinha feito, mas era tarde demais e eu não tinha outra solução se não continuar caminhando morro acima por quase uma hora.

Morto de cansaço e suado como um porco, cheguei à bilheteria do Castelo dos Mouros. O bilhete combinado com o Palácio da Pena custa 14 euros. O Castelo é uma visita mais rápida: você vai se aproximando das muralhas, entra no pátio central, sobe pelas muralhas até o ponto mais alto e pronto, está tudo consumado. Bem, falando assim parece que eu não gostei do que vi, mas muito pelo contrário. Subir pelas muralhas, em meio aquele céu azul e a ventania forte e depois o olhar o mundo lá embaixo, o mar... é incrível. Acho que dei sorte, pois quase não havia gente por lá então eu pude ficar sentado sozinho na parte mais alta do Castelo, admirando a paisagem e acreditando que eu era o cara mais sortudo do mundo.

Depois dessa visita, continuei pela estradinha e cheguei ao Palácio da Pena. Na entrada há um trenzinho que te leva morro acima. Eu também não quis pegar, mas dessa vez tinha razão, não era nada longe. O Palácio é uma maravilha. Há tantos estilos diferentes que parece uma coisa de outro mundo. Tanto a parte de dentro como a parte de fora são incríveis. Às vezes parece que estamos numa fortaleza árabe, às vezes parece que estamos num castelo inglês, mas não: é Portugal! No pátio de trás dei uma bela olhada para a vasta planície que termina no mar e quase perdi o fôlego. Dizem que o Palácio é uma das 7 maravilhas de Portugal e não é preciso ficar muito tempo ali para saber por quê... No tour interno, dá para ter uma ideia de como era a vida de rei naqueles lugares. O interessante é que o museu é organizado de modo a parecer que alguém ainda vive por lá. Imperdível.

Na volta decidi pegar o ônibus de volta para a cidade, tendo pagado 2,60. Lá embaixo passeei pelo centro e procurei a famosa doceria Piriquita, que vende as especialidades de Sintra: a queijada e o travesseiro.

Por fim, para fechar o passeio, fui ao Palácio Nacional, bem menos imponente que o Palácio da Pena, mas com algo único: a sala de azulejos, onde eram tratados os assuntos "sérios" do reino: trata-se de uma bela sala coberto com os legítimos azulejos portugueses.

Sem mais o que fazer por ali, voltei a Lisboa.

 

Entre tantas mais, havia uma coisa que eu fiquei devendo de outros dias: visitar a Sé de Lisboa. Fui subindo de novo a ladeira e cheguei à igreja. O estilo dela é bem sóbrio e não se compara ao estilo das catedrais italianas, mas ela tem uma atmosfera própria, mais parecida com as igrejas brasileiras.

Saindo de lá, andei pelos bairros de Alfama e Chiado (claro que não me esqueci do café A Brasilera, onde está a estátua do Fernando Pessoa). Era terça-feira à noite e a minha estada em Lisboa estava se acabando, mal havia começado. Naquele momento, porém, eu estava exatamente onde queria estar e para dividir isso com alguém, deicidi enviar alguns cartões-postais para casa. No dia seguinte eu ia voltar para a minha adorada Itália. Com que saudades eu estava de lá!

No albergue dessa vez aconteceu uma coisa engraçada: assim que cheguei fiquei batendo papo no lounge com umas brasileiras que encontrei. Depois que elas saíram, fui para o quarto e lá estava um loirinho abaixado com um laptop. Cumprimentei-o, mas ele não me deu muita atenção. Enquanto, ele usava uma webcam para conversar com alguém em uma língua que eu não consegui identificar, arrumei minhas coisas e fui tomar banho, mas quando voltei para o quarto levei o maior susto, pois quando avri a porta dei de cara com ele. Ele olhou para mim e começou a falar em inglês comigo que nem um doido, dizendo que tinha perdido o cadeado do locker e etc etc. Primeiro achei que ele ia me culpar, mas logo percebi que ele estava é preocupado de ter de pagar para o albergue. Ele chamou o funcionário, e os dois resolveram a situação. Depois que o atendente foi embora ele começou a conversar comigo e me pediu algumas informações e dicas sobre a cidade. O cara era alemão, de Leipzig. Até que foi uma conversa interessante e não final o cara não era tão doido como eu tinha pensado no início! rs

 

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Castelo dos Mouros.

 

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Palácio da Pena, visto do Castelo dos Mouros.

 

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Palácio da Pena.

 

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Piriquita.

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