Olá viajante!
Bora viajar?
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Cheguei da Venezuela há poucos dias, e como prometido vim relatar aqui a minha experiência de 15 dias que foram ótimos para mim, apesar de alguns contratempos! Vou contar as minhas experiências e, por favor, me desculpem pelos erros de português, esse relato vai ser contado em partes OK.
19/12/06 Saímos eu, minha esposa e minha filha de 6 anos de Manaus no meu celta 1.0 2004 que foi previamente revisado com pneus e aros novos e pronto para encarar e viagem que nas minhas contas ia ser de 6000 km para conhecer os principais pontos da Venezuela, estava chovendo muito em Manaus coisa que é comum aqui no mês de dezembro sai um pouco atrasado, pois a chuva atrapalhou bastante sai as 6:30am pois iria dormir em Boa Vista RR e como já conhecia o caminho seria tranqüilo, a viagem entre Manaus e Boa Vista dura em torno de 10Hs são no total 750 km então dava pra chegar até as 17hs na capital de Roraima indo pela BR 174, o inicio foi difícil chuva torrencial até a cidade de Presidente Figueiredo terra das cachoeiras ainda no território amazonense onde paramos pra tomar um café da manhã regional bastante caprichado o estabelecimento fica na entrada do parque Urubuí na saída da cidade esse café regional e conhecido em toda a região pela tapioca gigante aconselho essa parada pois vale a pena, barriga cheia e hora de pé na estrada, apesar de estar de carro tratei a minha viagem como estivesse de mochila nas costas pois tentei economizar o maximo possível, a chuva deu uma trégua e o sol voltou forte como e normal na região norte onde no verão e comum a temperatura chegar aos 40 graus, até o km 110 a estrada e muito boa um ou outro buraco mais depois e estrada começa e ficar esburacada mais ainda dá pra correr cheguei na reserva indígena waimiri atroari que começa no km 200 da BR 174 ainda em terras Amazonenses onde o asfalto e lindo dá pra correr bastante 120 e o mínimo que o carro deve puxar, uma ponte e a divisa do AM com RR no km 255, o carro entra na ponte deslizando e sai tremendo a rua começa a ficar horrível e vão ser 30 km de buracos pela estrada, deve se tomar cuidado para não acabar mais cedo a viagem, nem adianta tentar correr e melhor ir devagar pra não forçar o carro, depois a estrada fica melhor e se pode correr novamente, parei para almoçar em Rorainopolis as 14h30min a maior cidade fora a capital Boa Vista, na peixaria e restaurante no inicio da cidade onde a comida e muito boa, pois e do tipo caseira, apos mais essa parada agora só iria parar na capital, logo apos Rorainopolis existe um rotatória onde deve se dobrar a esquerda nesse ponto que começa o verdadeiro martírio a estrada fica horrível e vc sente vergonha e raiva pela incompetência dos seus representantes que deixam uma BR que e muito importante pois liga duas capitais importantes na região norte e o Brasil a Venezuela ficar daquele jeito são uns 20 km de buracos com poucos pedaços de rua onde só pode escolher o menor buraco para cair, logo apos a esse tormento a estrada melhora mais deve se tomar cuidado pois vc esta a 120 e aparece de vez em quando uma cratera pela frente, uma dessas pouco antes de Camaçari quase me deixa na beira da estrada, o pneu agüentou mais ficou com um bolha lateral que me deixou preocupado, segui viagem e cheguei a Boa Vista as 17:20hs como já tinha reservado o hotel farroupilha que fica na frete da rodoviária internacional fiquei despreocupado, a diária para casal com ar condicionado e tv a cabo, apartamentos limpos e confortáveis custa R$ 48,00 com café da manhã que sem duvida e muito bom, dormir um pouco preocupado pois a direção estava trepidando o pneu dianteiro direito estava com uma bolha e o freio estava fazendo um barulho esquisito.
20/12/2006 Acordei tomei um belo café no hotel e fui verificar o carro, eu queria sair bem cedo mais as lojas só abriam as 8:00hs então tive que esperar para consertar o carro, fiz novamente o balanceamento pois já tinha feito em Manaus 2 dias antes e troquei o pneu com problema para a traseira como o freio estava fazendo um barulho esquisito troquei as pastilhas isso me atrasou praticamente 5 horas mais voltei novamente a estrada que na sua maioria e muito boa até Pacaraima que fica na fronteira com a Venezuela a 220km de Boa Vista cheguei na policia federal e carimbei a saída do Brasil depois deve se voltar a Pacaraima e tirar a xerox da folha carimbada para poder tirar a autorização para dirigir na Venezuela os documentos para se entrar naquele pais são:
Passaporte, cartão de vacina internacional (amarelo) com a vacina da febre amarela e deve se tomar à dose 10 dias antes da viagem que e o período de incubação da doença, se houver menor de idade mesmo com os pais deve se ter a autorização do juizado de menores para poder viajar, tudo original.
Para o carro deve ter o nada consta do veiculo para viagem que consegue no Detram de Manaus, se o carro estiver no nome do motorista tudo bem, mais se estiver no nome de outra pessoa deve ter a autorização por escrito do dono do veiculo autenticada no cartório e mais o nada consta, a xerox da folha do passaporte já carimbada de saída do Brasil que deve se tirar em Pacaraima, o passaporte e apresentado na aduana Venezuelana isso normalmente demora um pouco pois sempre tem muita gente entrando e saindo do pais mais nada de estresse pois a viagem continua, troquei o dinheiro na loja em que bati a xerox em Pacaraima e mais seguro e o valor estava bom, mais pra quem quer trocar no melhor valor deve ir no centro de Santa Elena de Ueirem onde tem muita gente trocando dinheiro no meio da rua mesmo troquei da seguinte forma:
R$ 1,00 = B$ 1250(um mil duzentos e cinqüenta Bolivares), quer dizer que em cada R$ 1,00 ganhei vinte e cinco porcento a mais na moeda venezuelana, no total troquei R$ 2620 que deu, Três milhões duzentos e setenta e cinco mil bolivares (B$ 655 bolivares a mais)pela primeira vez me senti um milionário (rsss)e somente essa diferença dava por exemplo para trazer 4 NIKES originais de 4 molas ou pagar 10 diárias de hotel para casal, a ultima observação e que no centro de Santa Elena estava R$ 1,00 = B$1300 que fazendo as contas em cima do dinheiro que eu troquei dava pra trazer mais um NIKE e pagar mais duas diárias de hotel.
Sai de Santa Elena tarde, pois tirar a autorização pra dirigir demorou duas horas e parti as 15:30 rumo a maravilhosa gran sabana venezuelana local maravilhoso onde vc vê montanhas e cachoeiras como o salto kama e a laguna azul se vc tiver tempo vale a pena entrar em algumas que ficam a alguns metros da estrada como o salto kiwi que é muito bonita também, a gran sabana compensa todo o estresse do dia anterior entre Manaus e Boa Vista e uma linda paisagem que na temporada de férias fica cheia de carros tracionados dos venezuelanos que curtem esse paraíso, vale a pena separar pelo menos 2 dias para conhecer toda a gran sabana e também acampar mais com cuidado para não prejudicar a fauna e a flora, depois de 250 km entrei numa serra que eu já conhecia e sabia que era perigosa fiz de tudo pra não entrar nela a noite mais não teve jeito, essa serra são 40km de curvas perigosas e nesse local a chuva e constante, essa serra tem varias placas de informações onde vc pode ver que lá e a formação mais antiga da terra e que tem milhões e milhões de anos, logo no inicio tem uma alcabala(ponto de revista e verificação de documentos que existe em toda a Venezuela) onde os guardas são até simpáticos, nessa alcabala conheci um pessoal que estavam vindo de Manaus e iam para Mérida cidade que eu também ia conhecer e estava no meu roteiro, eram dois carros um fox que iam o Josimo e mais a esposa Andreza e dois filhos Brendo e Bruna, o outro era uma Fiesta sedan onde iam o Aguinaldo mais a esposa Graça e as duas filhas Yasmin e Gabi gente muito boa que logo fizemos amizade e combinamos de ir em comboio a partir dali, como eu já conhecia um bom hotel na próxima cidade Las Claritas que se chama Chalé Reymond eu disse que ia na frente para indicar o hotel a serra e muito escura e o asfalto fica escorregadio portanto eu ia a 50km por hora para não causar nenhum acidente, pra completar começou a chover e depois de dez minutos de descida na serra na escuridão eu não vi um buraco enorme no meio da pista e passei por cima, o pneu da frete secou na hora no susto parei o carro no meio da ladeira e fui olhar o prejuízo, os dois pararam e me ajudaram a trocar a roda que secou pois empenou o aro que eu havia comprado a menos de 15 dia e custou R$730,00 em Manaus, pronto quando olhei em volta tudo parecia um filme de terror um pneu vazio em uma serra de noite e com uma chuva muito forte ainda bem que eu tinha conhecido o pessoal que me ajudaram muito, minha esposa segurou o guarda chuva enquanto o Naldo e o Josimo tiravam o step e eu tirava o pneu furado, após esse incidente continuamos a descer a serra mais eu ia bem devagar e comecei a ouvir um barulho parecia que o porta malas estava aberto mais eu nem queria mais saber só queria chegar logo a cidade parei o carro a 1km da cidade na frente de uma mineradora dei uma olhada e vi que o pneu traseiro estava vazio e era melhor não continuar, tirei o aro e a minha esposa com a minha filha foram no carro do Naldo e eu fui no carro do Josimo chegamos na cidade já era 20:45 e não tinha nenhuma borracharia aberta decidimos que no outro dia iríamos procurar uma borracharia chegamos no hotel cuja a diária estava B$ 50,000(R$40,00) e fomos nos deitar.
21/12/2006 Acordamos cedo e fomos na borracharia eu o Naldo e o Josimo, levei o aro que estava menos empenado e pedi pro borracheiro dar um jeito, tentamos desempenar o aro (que lá eles chamão de rim) mais depois de algumas batidas o cara fez aquele gesto negativo com a cabeça e eu pensei agora fud... pensei que ia ter que levar de volta o carro no guincho e pagar uma fortuna alem de não fazer a viagem ele pediu um tempo pois estava consertando o pneu (cauchiom) de um caminhão depois que ele terminou o serviço ele fez um remendo com a uma câmara velha e o pneu encheu, coloquei de volta no carro e as 8:30am seguimos viagem rumo a próxima cidade que era Eldorado, muito feia a primeira vista, cidade pequena que funciona através do ouro mais não vale a pena conhecer, nessa cidade tem uma outra alcabala eu estava um pouco preocupado pois não tinha step e estava com um aro meia boca mais conseguimos ir bem e com uma boa velocidade, eu queria chegar logo em Upata pois lá eu sabia que tinha loja pneus e aros antes de chegar em Upata vimos o primeiro acidente, um carro bateu numa ponte de concreto e caiu do lado deixando muito resto de concreto na pista passamos devagar pois já tinha ambulância e muitos curiosos, depois desse episodio o segundo susto, o carro do Naldo que vinha atrás de mim parou e eu voltei pra ver, o pneu traseiro dele estava furado e retribui a gentileza ajudando a trocar o pneu, as 15:00 chegamos a Upata uma cidade de médio porte mais também movimentada pelo ouro, achei incrível ver uma cidade tão pequena com concessionária da Toyota, GM, WG, Nissam e outras marcas importantes com carros importados pois na Venezuela não se fabrica carros, fui em uma loja da Bridgstone e depois da Good Year e achei uma absurdo eles cobrarem B$120,000(R$96,00) por cada aro, decidi ir na concessionária da GM que tinha lá e comprei cada aro original do corsa que e igual por B$60,000 montei balanciei e depois do almoço seguimos para Ciudad Guyana a terra do alumínio a autopista que liga Upata a essa cidade e maravilhosa são 3 faixas mais o acostamento bastante largo e o mínimo que pode se andar nessa estrada (carreteira) é 90km/h ao logo da rua vc vê os carros de socorro, bombeiros, guinchos e telefones de emergência enfim uma autopista completa, chegamos as 18:00hs e entramos na cidade para dormir fazia pouco tempo que tínhamos entrado na cidade e quando vimos as placas de endereço já dizia que era Puerto Ordaz outra cidade, e depois descobrimos que as cidade foram criadas muito próximas umas das outras e praticamente viraram uma só Ciudad Guyana, Puerto Ordaz, San Felix se tornam uma grande cidade cheia de shoping lojas e muito bem projetada com hotéis luxuosos o destaque negativo vai para o transito no horário noturno que é caótico ficamos num hotel razoável mais econômico por B$60,000 e na frente do hotel tinha uma senhora que vendia uns pasteis feitos na hora com suco de tamarindo que estavam ótimos dormimos pra no outro dia continuarmos a viagem.
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