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Acho que esta é a primeira vez que eu escrevo ao site com alguma informação (que eu espero seja) útil. Farei aqui um relato de uma viagem que eu fiz no final do ano de 2010 em quatro países: México, Belize, Guatemala e El Salvador. Todo o deslocamento, excluida a ida e volta ao Brasil, foi feito ou de ônibus ou de van. Eu não planejei muito bem esta viagem e também não tomei muito cuidado em registrar gastos. Talvez por isso, não só ela não saiu tão barata quanto eu gostaria, como também alguns dias poderiam ter sido melhor aproveitados. Segue aqui uma tentativa de contabilidade em reais da viagem. Note que o primeiro subtotal contém todo o gasto com deslocamento em ônibus ou vans. Mais tarde eu vou tentar fazer uma estimativa aqui destes gastos com o que eu conseguir me lembrar de valores aproximados.

 

Contabilidade

 

R$ 2200,08 | compra de US$ 1200,00 com dólar a R$ 1,78 + 3% de taxas

R$ 540,78 | US$ 306,97 = 54,75 + 1,37 (4 diárias em albergue e taxas) + 242,29 + 8,56 (saque no cartão e taxas) com dólares a R$ 1,7617

R$ (374,00) | saldo final de US$ 220,00 com dólar a R$ 1,70

-------------

R$ 2366,86 | Sub-total de gastos excluído passagens aéreas e seguro viagem

 

R$ 1954,90 | viagem ida e volta a Cancun pela Copa Airlines, 5x no cartão

R$ 177,84 | seguro saúde Mondial Travel, 2x no cartão

-------------

R$ 4499,60 | Total de gastos

 

R$ 2366,86 / 24 = 98,62 gastos R$/dia ou US$/dia 50,40 com dólar a R$ 1,78

 

Taxas de Câmbio

 

US$ 1,00 = R$ 1,78 (dólar turismo cotado em fins de nov/2010)

= MX$ 11,70 (cotação de casa de câmbio. Se for em bancos, a taxa é mais vantajosa algo como MX$ 12,40. No cartão, o saque foi a MX$ 12,50 sem contar as taxas)

= BZ$ 2,03 (este foi o preço acordado com uma comerciante indiana na cidade de Orange Walk. Desconheço a cotação em bancos)

= GT$ 7,87 (cotação de bancos. Em casas de câmbio, o preço era em torno de GT$ 7,75 ou 7,70)

 

Informações na internet

Alguns sítios importantes/interessantes de serem visitados:

 

http://maps.google.com.br/maps/ms?ie=UTF8&hl=pt-BR&msa=0&msid=217310100440560770948.00049283a8a02fc19d056&z=6

 

[googlemap]http://maps.google.com.br/maps/ms?ie=UTF8&hl=pt-BR&msa=0&msid=217310100440560770948.00049283a8a02fc19d056&z=6[/googlemap]

 

Aqui vai um mapa que eu fiz sobre os locais visitados. Com exceção dos albergues, contém pouca ou nenhuma informação relevante sobre os lugares visitados. Foi feito mais para ver a disposição geográfica dos locais. O que está em azul eu visitei, ainda que rapidinho. O que está em amarelo, eu não visitei ou porque não deu tempo ou porque era difícil chegar no local ou por conta das duas coisas e junte aí também falta de informação prévia e organização antes de chegar ao lugar. Muitos poderiam ou deveriam fazer parte da ruta maya. Vou tentar comentar sobre isso a medida que narrar a viagem.. O que está em verde não faz parte da ruta maya, mas são pontos interessantes para visita se você quiser ver a parte mais central do México ou caso tenha tempo e interesse em ver também a parte Asteca do México.

 

http://www.amerikaventure.com/eng/tour_rma.php

 

Acho que foi o primeiro sítio que eu vi sobre a ruta maya com uma proposta de percurso. Acabei tomando ele como base de rota a seguir, embora não tenha feito exatamente o mesmo percurso.

 

http://www.ciudadesmayas.com/

 

Um outro sítio que eu descobri quando já estava a menos de um mês do início da viagem. Contém muita informação relevante sobre os sítios arqueológicos. Me ajudou a dar um formato mais próximo do que acabou sendo o roteiro da viagem.

 

http://www.hostelworld.com/

 

Um clássico motor de busca de hospedagem BBB. Minha dica é, ao ver o resultado da pesquisa, ordene por overall rating e escolha um de preço convidativo entre os primeiros. Não tem erro, com exceção talvez de o albergue/hotel/guesthouse estar lotado.

 

http://www.wikitravel.org/

 

Vale a pena ver versões tanto em inglês como em espanhol do wikitravel. Tem dicas do que fazer, de hospedagem, de transporte, etc.

 

http://www.vagabondjourney.com/budgettravelwiki/palenque-mexico/

 

Um sítio muito interessante com informações sobre Palenque. Foi útil para obter mais opções de hospedagem.

 

http://www.ticketbus.com.mx/wtbkdl/index.jsp

 

Embora eu não tenha comprado nenhuma passagem de ônibus pela internet, é sempre bom consultar este sítio para saber tanto preço quanto horários de saída e previsão de duração de percurso. Lembro que foi útil para um casal que estava em Palenque querendo comprar passagens para Mérida mas não tinha dinheiro em mãos e no terminal de ônibus não aceitavam seu cartão de crédito.

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Narrativa

 

27/11/10 - Saida do Brasil, chegada em Cancun

Saí do Galeão em voo da Copa Airlines com conexão na cidade do Panamá e destino final em Cancun. Ambos os voos estavam bem cheios na ida. Eu acabei indo de Copa porque era o melhor preço para quem não tem visto de trânsito para os EUA. Se tivesse, o melhor seria ir por Miami economizando algo em torno de R$ 300,00. Houvesse tempo hábil para tirar o visto americano, acho que valeria a pena tê-lo feito, pois agora brasileiro que tenha visto para os EUA, tem automaticamente para o México também. Só que no RJ, o prazo de espera do consulado dos EUA para entrevista é de 4 meses (!) e eu já devia estar a coisa de 2 meses ou menos do início das minhas férias.

Sobre o voo em si, não há muito o que falar. Ele sai por volta das 12:00 e chega por volta das 17:30 (hora local do Panamá, -3h do Brasil por conta do horário de verão). Espera-se mais 1:30 ou 2:00 hs para se pegar o voo a Cancun por volta das 19:00 (hora local do Panamá) e chegar em Cancun por volta das 20:30 (hora local do México, -4h do Brasil por conta do horário de verão). Recomendo a quem for neste voo a comer algo antes pois, embora haja serviço de bordo em ambos os voos, no primeiro o serviço de bordo demorou em torno de 1:30 hs para ser servido - macarrão, pão e salada. No segundo voo, serviram um sanduíche de frango. No aeroporto de Tocumen, há um subway que me pareceu a melhor opção para quem quiser fazer uma boquinha. Os preços nominais dos sanduíches são quase os mesmos do Brasil, com o detalhe que você deve vê-los em dólares e não reais :). Há também algumas opções de compra, desde roupas a chocolates passando por eletroeletrônicos, para quem quiser.

Devido a alguns atrasos seja na saída do Brasil ou do Panamá, eu cheguei com 1h de atraso em Cancun (21:30 hora local). Isso foi o suficiente para eu perder o último ônibus da ADO que liga o aeroporto de Cancun ao seu terminal na cidade. A saída seria as 21:15 a MX$ 45,00. De uma forma geral, no México eles aceitam também o pagamento em dólares a uma taxa não muito vantajosa de 1 para 10, o que daria US$ 4,50. Não tendo o ônibus, as opções eram taxi - iria sair uns MX$ 300,00 ou 350,00 - ou umas vans que cobram MX$ 150,00. Eu fui de van, já tendo trocado uns dólares por pesos no aeroporto - não lembro da taxa mas era com certeza entre 10 e 11. Pelo horário no Brasil, eu cheguei no albergue e fui dormir por volta de 02:00 ou 02:30 da manhã (-4h para hora local) acordando no dia seguinte às 07:00 para café da manhã.

Em Cancun, eu fiquei num albergue chamado Mundo Joven (http://www.mundojovenhostels.com). Tem café da manhã incluído na diária de um dormitório compartilhado com banheiro no quarto a algo como MX$ 145,00 a diária (US$ 12,00). Tem vaga para 10 pessoas no quarto. É o albergue mais próximo do terminal da ADO. Os quartos tem ar condicionado bom - o que é extremamente necessário, mesmo no inverno. A principio me puseram num quarto que tinha problemas com a refrigeração. Eu pedi para trocar tanto por isso quanto por não ter um locker disponível no quarto. Me mudaram sem problemas. Os banheiros são limpos e as camas decentes. O café da manhã também é bem razoável: leite, suco, torradas, manteiga, geléia, frutas. O chuveiro é que não é uma maravilha. Embora não tenha faltado água, eles usam esse sistema com um temporizador para a saída de água a base de pressão, muito usado no Brasil em torneiras de banheiros públicos. Pelo que vi, não há limite de vezes para se pressionar a torneira do chuveiro, mas a água sai com pouca pressão e em coisa de 3 minutos acaba. Daí você tem que pressionar de novo a torneira, para voltar a se molhar. Acho que o albergue vale a pena se você for utilizar os ônibus da ADO - coisa que fiz em todos os dias em cancun com exceção do primeiro, mas isso já é assunto para o dia seguinte.

 

28/11/10 - Tour em Chichen Itzá

Um pequeno comentário antes de descrever este dia. Já tinha dito que planejamento não foi bem o forte dessa viagem. Minha ideia inicial era ficar um tempo em Cancun e depois partir para Chetumal onde poderia tanto fazer algum passeio quanto tentar um visto para Belize. Achava eu que em 3 dias seria tempo suficiente para fazer algum desses passeios famosos como Xel-Ha, Xcaret, Isla Mujeres, Playa del Carmen, Cozumel, entre outros ou pelo menos ir aos sítios mais importantes. Por outro lado, tinha como prioridade ir aos sítios arqueológicos e depois tentar fazer um passeio desses. Esqueci de verificar o que estava acontecendo em Cancun e nessa brincadeira eu cheguei lá no início do encontro de mudanças climáticas COP - me toquei disso depois de já ter comprado as passagens. Normalmente, eu iria para o lugar sem reservar nada e depois decidiria o quanto tempo ficar. Como soube que ia haver muita gente em Cancun, decidi reservar logo 4 diárias para me garantir. Hoje, acho que isso foi um erro. Deveria ter só dormido a primeira noite em Cancun, e na manhã segunte ter tomado um ônibus, provavelmente para Tulum. Assim, faria o passeio de Chichen Itzá ou de Mérida ou na saída de Mérida para outro lugar.

Chegando no albergue, descobri que eles tinham um tour para Chichen Itzá no dia seguinte (domingo). Segundo informação que tinha até então, havia um ônibus do terminal da ADO até Chichen Itzá que saía às 07:00 e tinha um de volta as 17:00. O preço era algo em torno de MX$ 180,00 cada trecho. O preço destes tours privados giravam em torno de uns US$ 77,00. No albergue, o que eles tinham me oferecido era algo em torno de US$ 45,00 (paguei em pesos, não lembro o valor exato, mas acho que foi ou MX$ 450,00 ou 550,00). O tour não incluia as entradas no parque (MX$ 51,00 - não sabia o preço então), mas tinha almoço incluido, guia, e um outro tour antes em grutas. Achei que compensava e fui nele. Fosse fazer de novo, acho que eu iria e voltaria de ADO ou o equivalente em segunda classe - mais barato, algo como MX$ 120,00, menos conforto e mais lento também porque para mais - comprando comida em um pequeno mercado de Cancun para enganar o estômago e só almoçanado quase no jantar. Para fazer isso, teria que ter alguma informação do sítio que em geral tem nestes livros da LonelyPlanet sobre o México - equivalente a Mexico and Central America in a shoestring. Vi muito gringo com estes livros e agora acho que vale a pena ter um para uma viagem como essa, pois você pode ir nos lugares e entender as coisas sem ter que ir nos tours, além de ter outras informações como disponibilidade de trasnporte e hospedagem.

Voltando ao passeio, ele sai por volta das 08:00 de Cancun e para por volta das 10:30 em algum lugar onde tem uma gruta com um lago - no México eles chamam isso de cenote. Lá você entra na gruta onde ou pode tomar um banho no lago ou ver uma apresentação de um ritual/dança maya. No caminho para a gruta você também é apresentado a plantas típicas da região. Dalí você sai para o almoço que é num outro lugar onde tem uma feirinha de artigos típicos para turista. Depois do almoço, ainda tem mais 1:00 a 1:30 hs até a chegada em Chichen Itzá, onde eu cheguei por volta das 15:00. Aí vem o componente azar. Assim que chegamos caiu um dilúvio de proporções bíblicas. Tínhamos acho que 2 ou 3 hs para visitar o parque e este foi o primeiro momento em que me lembrei do que tinha esquecido na hora de fazer a mala: capa de chuva. O jeito foi sair e enfrentar algo como 40 minutos de chuva forte com um pequeno plástico improvisando uma capa de chuva (MX$ 30,00 ou 20,00 não lembro exatamente). O parque é grande e na minha opinião tivemos pouco tempo para se ver tudo, ainda mais com a chuva perdemos uns 30 minutos na entrada do parque comprando entradas. Mas pelo menos tem a explicação do que eram as principais coisas pelo guia. Saindo em torno de 17:30 - ainda era claro - cheguei no albergue por volta das 21:00 ou 21:30. Comprei ainda um sanduíche, biscoito de aveia, suco e garrafa de água numa lojinha da OXXO próxima por MX$ 40,00 +-. Chichen Itzá valeu a pena pelas inscrições no campo que eles chamam de juego de pelota, pela pirâmide e pelo observatório. Com certeza tem mais coisa para se ver mas eu não tive tempo de ir nos detalhes do parque.

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29/11/10 - Ida a Tulum

Eu cheguei a pensar em fazer este passeio por um tour do albergue. Não lembro agora os valores oferecidos por eles, só lembro que era mais barato que Chichen Itzá. Porém, mesmo que eu quisesse não teria conseguido pois este só tinha para a quarta-feira, quando já estaria saindo de Cancun. Sendo assim, de qualquer maneira eu teria que fazer por conta própria. A princípio, meu plano era visitar Tulum e Cobá no mesmo dia. A passagem para Tulum é de MX$ 92,00 em cada trecho ida e volta. Para ir a Cobá você tem que ir até Tulum e lá trocar de ônibus pagando mais uns MX$ 36,00 no segundo trecho se ainda me lembro. A volta de Cobá é uma passagem só de MX$ 128,00.

Neste dia eu percebi que definitivamente eu devia ter estado em Cancun em outra época. Devido ao COP haviam várias barreiras policiais na estrada que liga Cancun a Playa del Carmen que é caminho e parada de ônibus para quem vai a Tulum. Uma viagem que deveria ser de não mais que 3 horas foi de quase 6. Ainda bem que eu não comprei antecipado o trecho Tulum a Cobá, porque senão teria perdido o dinheiro. Quando cheguei quase 14:00 hs na zona arqueológica de Tulum, já sabia que Cobá teria que ficar para outro dia.

Por conta disso, acabei fazendo um tour com snorkel em Tulum. Além da entrada (MX$ 51,00), paguei mais uns MX$ 350,00 ou 250,00 (não lembro bem do valor) para fazer snorkel depois da saída da zona arqueológica. Como Tulum é pequeno, depois de 1 hs ou 1:30 hs já tinha visto tudo e fui procurar onde era o snorkel. Da saída do parque até a praia de onde saía o snorkel são uns 20 minutos andando. Tem uns caras se oferecendo como taxi, mas preferi ir a pé. Isso foi o suficiente para me entreter até umas 17:00 quando voltei para o ponto onde pegaria o ônibus de volta a Cancun.

Em Tulum, acho que curti mais o mar do caribe que o sítio mesmo. Alí também fui apresentado as iguanas que estão presentes em quase todas as ruínas mayas. Vale a pena ir, mas não neste esquema que fiz de ficar um dia todo só para o sítio. O ideal aliás, eu descobri depois é alugar um carro e correr vários destes sítios com o carro alugado. Vi muita gente que fez isso.

Na volta pelo menos a viagem demorou o esperado. Cheguei por volta das 20:30 em Cancun e do terminal da ADO fui direto para um restaurante chinês que tem alí perto. Nele eu fiz meu almoço e jantar ao mesmo tempo. Eram 3 opções de PF: MX$ 38,00 para um tipo de carne, MX$48 para dois tipos de carne e MX$ 58,00 para três tipos de carne. Azul de fome, eu fui no maior de 58. Eu não passei mal, devia ter comida saindo pelo ouvido quando saí de lá. Junte aos gastos do dia mais uns MX$ 13,00 de água e biscoitos para finalizar a noite.

 

30/11/10 - Visita a Cobá

Como no dia anterior, o esquema de sair de Tulum e ir para Cobá falhou, eu preferi no último dia tentar ir só a Cobá e desisti de tentar algo como Xel-Ha, Xcaret ou Isla Mujeres. Saí para Cobá no mesmo ônibus (mesmo horário inclusive) que no dia anterior tinha me levado para Tulum e por incrível que pareça, neste dia não tive problema de trânsito nenhum. Cheguei na hora prevista em Tulum (na verdade com 15 a 20 minutos de atraso) e com o ônibus me esperando para ir a Cobá. Cheguei em Cobá por volta das 11:30, comprei a entrada (MX$ 51,00) e lá fiquei até as 15:30 quando tinha que sair pois era o último/único horário de ônibus de volta para Cancun.

Cobá foi a redenção dessa primeira série de sítios arqueológicos que vi. Primeiro porque tive bastante tempo para fazer. Poderia ter tido mais até se tivesse alugado uma bicicleta na entrada (deve ser uns MX$ 15,00 ou 20,00), mas memso fazendo tudo a pé deu tempo para ver as coisas, parar e falar com as pessoas para perguntar sobre o que era cada lugar. Alí eu vi que era importante ter comprado um livro como muitos fizeram. Só um cara - um senhor guatemalteco chamado Francisco - me explicou coisas sobre o sítio e os mayas sem ter um livro do lado. Esse mesmo cara inclusive me deu umas idéias de roteiro para minha viagem depois de sair de Cancun. Não que eu tenha seguido a sua sugestão, mas acho que vale a pena tocar no assunto mais tarde para sugerir algo parecido a quem for tentar fazer a ruta maya.

Segundo porque o parque é grande. Tem uma pirâmide (nohoch mul) onde muita gente sobe, estelas (telas com desenhos/escritos em relevo), conjunto las pinturas, campo de juego de pelota, etc. O dia seria perfeito se eu ainda conseguisse uma carona de volta para Cancun com umas francesas que conheci no parque. Mas aí já era querer demais. Pôe na conta aí MX$ 92,00+36,00 de ida e MX$ 130,00 de volta a Cancun. En Cancun, mais MX$ 48,00 no PF do chinês - desta vez cheguei mais cedo com menos fome. Além disso, mais uns MX$ 15,00 para provar a tapioca mexicana e outros MX$ 20,00 na loja da OXXO para água e algo para comer pela manhã ou durante a viagem em direção a Chetumal.

 

01/12/10 - Saída para Chetumal

No dia anterior, tinha comprado passagem só de ida a Chetumal (fronteira México-Belize) a MX$ 270,00 pela ADO às 08:00 da manhã. Eu saí do Brasil sem visto para entrar em Belize. Não deu tempo de entrar em contato com o cônsul honorário em Fortaleza e quando vi as taxas e a papelada para tentar fazer o visto pelo consulado britânico, eu desisti e resolvi tentar a entrada ou por um consulado no México ou pular Belize e ir direto a Guatemala. Eu tinha que parar em Chetumal de um jeito ou de outro para ir ao Consulado de Belize. Além disso, havia a possibilidade de se fazer alguns passeios em sítios arqueológicos como Dzibanché, Kohunlich e Kinichná.

O que a maioria dos gringos fazem quando chegam ao terminal de Chetumal é pegar logo um ônibus, a maioria ou para Belize city ou para San Pedro e de lá pegar um ferry para Caye Corker. Poderia pegar um ônibus direto para Flores na Guatemala, mas teria que passar por Belize onde iriam me pedir o visto de entrada. Se não me engano, os horários de eram 10:30, 13:45 e 15:00 Sendo que só o primeiro ia até a Guatemala e os demais até Belize city eventualmente parando no meio do caminho. O cara do terminal não quis me dizer o preço. Disse ele que isso dependia de disponibilidade de assentos e por isso o preço variava (??).

Como ia ter que ficar pelo menos uma noite por lá, do terminal de ônibus me encaminhei para o albergue de chetumal (http://www.chetumalhostel.com/) que na verdade é mais uma guesthouse. A dona é uma senhora que aluga vagas em dormitórios que sobraram de sua casa. Não é grande coisa o albergue. O banheiro dos homens tem um chuveiro baixo (na altura da minha nuca e nem sou tão alto assim, 1,75 m) e, se eu achava que no chuveiro do albergue de Cancun a pressão da água era baixa, o chuveiro dela me fez sentir saudade do de Cancun. Me parece que o banheiro das mulheres é melhor, mas mesmo só tendo eu e dois australianos no lugar a dona não quis abrir para nós (ou pelo menos para mim) o banho por um dia no banheiro das mulheres. Foram MX$ 120,00 (ou talvez 140,00, não lembro) a diária sem café da manhã incluído. Junte aí mais uns MX$ 30,00 de taxi para chegar no albergue nas despesas. Existe um hotel próximo do terminal de ônibus oferecendo quarto com banheiro na casa dos MX 200,00. Eu preferi ir ao albergue não só porque era mais barato e eu não o conhecia, mas também porque esperava alí conseguir informações ou até mesmo ofertas de tours para Dzibanché, Kohunlich e Kinichná.

Infelizmente, não deu para ir a estes sítios. Eles ficam muito distantes, não tem ônibus que deixe perto como os até então visitados e os tours que eu tentei ver por agências eram na faixa dos MX$ 1000,00 sendo MX$ 800,00 o mais barato deles. Eles ficam mais baratos se você conseguir mais gente para ir. Como eu estava só e os australianos estavam mais interessados em ir para Belize no dia seguinte, eu tomei a decisão de passar por Chetumal apenas para conseguir o visto, o que eu faria no dia seguinte. Para finalizar o dia, junte aos gastos totais uns MX$ 50,00 de almoço, com MX$ 25,00 de jantar (praticamente só pão), MX$ 33,00 na lavanderia para zerar a conta de roupa suja e uns MX$ 40,00 no supermercado para comprar água, papel higiênico, comida para o café da manhã e uns MX$ 10,00 para acessar a internet, ler/enviar e-mail, pesquisar o que fazer dalí em diante, etc.

A conclusão deste dia é que foi um dia morto, pois se tivesse o visto poderia ter ido direto a Belize ou Guatemala. Só vá a Chetumal se quiser ir a Belize ou se estiver com carro alugado por lá. Se quiser pular Belize e não esteja de carro, o ideal é chegar em Flores por San Cristobal de las Casas ou Palenque, pois de lá tem um tour de 2 dias em que você faz Yaxchilán e Bonampak num dia e no dia seguinte você vaz uma viagem pela floresta para chegar a Flores. Sobre Belize, falarei mais para frente.

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02/12/10 - Saída para Orange walk

Acordei cedo este dia tanto para decidir o que fazer - tinha um último fio de esperanças de que poderia visitar pelo menos um dos sítios - como também para conseguir logo o visto de entrada para Belize. O consulado abre às 09:00, mas o cônsul só chegou às 09:30. Ao invés de me cobrarem US$ 50,00 e uma foto 3x4 que tinha levado, o cônsul me cobrou US$ 60,00 sem perguntar por foto e também não me deu recibo de pagamento - mas isso é o de menos. O consulado fica a umas 5 quadras do albergue. Fui e voltei a pé e depois de arrumar minhas coisas, percebi que não conseguiria mais chegar a tempo para o ônibus das 10:30 no terminal. A dona do albergue me aconselhou a pegar um ônibus no mercado da cidade. De lá saem vários ônibus até Belize city parando em tudo quanto é lugar no caminho. São em geral ex-ônibus de escola dos EUA que estão caindo aos pedaços, que o pessoal da América central compra, pinta de um jeito diferente ou estiloso e incrementa o som para tocar algum ritmo local em altura máxima.

Cheguei no mercado e tive o primeiro choque: nem sempre dá para falar espanhol com belizenhos. O motorista belizenho, um cara que tinha o dobro da minha altura, falava alguma coisa que lembrava o inglês da jamaica e as vezes mudava para um dialeto crioulo, e ria muito depois que falava qualquer coisa. Tentou me fazer pagar coisa de 20x o preço da passagem em dólar americano. Depois ficou satisfeito em ter um pouco menos que o dobro da passagem se eu pagasse em pesos mexicanos. No final, troquei alguns pesos por dólares de Belize (BZ$ 1,00 = MX$ 5,95 no mercado de onde saem os ônibus) e acabei pagando o preço que todo mundo paga BZ$ 5,00. A isso, devo o fato de puxar papo com uma senhora no ônibus (Margareth/Maggie) que foi me dando dicas sobre como andar de ônibus em Belize.

Eu tinha três possibilidade de passeio em sitios arquelógicos de Belize: Lamanai, Xunantunich e Caracol. Deles o maior é Caracol e acho que deve ser o mais interessante também de ser visto. É também um dos mais difícies de se chegar. Todos ficam no meio da floresta e acho que nos três você tem que pegar um barco para chegar ou no mínimo cruzar um rio, o que faz o tour ficar um pouco salgado. Acabei escolhendo Lamanai porque me parecia o mais fácil de se visitar. Ao que parece, para ele tem até estrada - embora em um estado não muito bom, mas para chegar teria que ter carro. Desconheço se existe possibilidade de se ir e voltar de ônibus para lá.

Para quem só está a fim de relaxar em Belize, talvez a melhor alternativa seria ir a Caye Corker, uma ilha que é o destino da maioria dos mochileiros em Belize. Eu preferi tentar ver Lamanai pois sítios arqueológicos eram a minha prioridade. Belize, é bom que se diga a quem deseja ir, é um lugar caro. Quase tão caro quanto o Brasil que diga-se de passagem é um dos lugares mais caros para se viajar atualmente se você fizer a contabilidade em dólar. O país acho que importa quase tudo que consome.

Meu destino era a cidade de Orange Walk e lá eu fiquei num hotel chamado Lucia's guesthouse (http://www.hosteltrail.com/luciasguesthouse/). Neste dia, paguei BZ$ 40,00 de diária num quarto com banheiro privativo - necessitava muito a esta altura de um banho decente - sem café da manhã. Neste dia consegui marcar o passeio para Lamanai em uma agência de um outro hotel que me cobrou BZ$ 75,00 para um passeio que incluía ida e volta de lancha e almoço na chegada no parque. Uma parte do passeio também incluía ver a fauna e flora belizenha no caminho. Não estava incluída BZ$ 15,00 de entrada no museu e no sitio de Lamanai. Junte nestes gastos mais uns BZ$ 12,00 ou 15,00 de almoço num restaurante chinês em Orange walk e uns outros BZ$ 7,00 para água e coisas para comer de manhã ou durante o dia.

Sobre Orange Walk não há muito o que se falar. É uma cidade pequena que lembra os bairros periféricos e pobres aqui no Brasil. Tem uma praça onde à noite muita gente fica reunida, seja porque a maior parte do comércio aberto fica alí ou porque não tem outro lugar mesmo para onde ir. Fui para lá porque era uma cidade de onde poderia pegar um tour para Lamanai e era bem próxima de Chetumal também. Souber depois de que este tour também é possível de ser feito de Belize City ou de Belmopan, mas não sei nem o preço e nem a duração deles. Para quem, planejar visitar mais sítios em Belize, acho que qualquer uma das duas cidades vai ser uma opção melhor de roteiro porque acredito ofereçam mais opções de hospedagens e de tours também.

 

03/12/10 - Tour em Lamanai

O tour para Lamanai sai dos fundos do hotel onde comprei o tour, pois alí passa um rio onde uma lancha nos espera. Eu devia ser o único turista que não era norte-americano. Tinha também um tcheca casada com um deles, mas ela pode entrar na conta também. Depois de umas 3:30 hs andando de lancha no rio, você chega num pequeno cais que é o desembarque para o sitio de Lamanai e seu museu. Antes de entrar no museu, eles nos servem o almoço - arroz, com salada e frango - e em seguida temos 1 hora para visitar o museu e depois mais 2 horas para o resto do sítio. Some-se aí mais uns 30 minutos para comprar bugigangas no fim do tour. Deve ser coisa de 1:30 a 2:00 de tempo de lancha na volta. Na ida demora mais porque o cara vai parando para mostrar vitórias-régias, iguanas, crocodilos, flores, pássaros, etc. No meu caso, havia uma espécie de escala no caminho onde pegamos e depois deixamos um grupo grande de pessoas também - provavelmente vieram de outra cidade de ônibus.

O sítio de Lamanai, embora não seja grande, tem coisas interessantes para se ver. E algumas delas estão um pouco espalhadas umas das outras. Três pirâmides, sendo uma delas bem grande e de onde, em se subindo, tem uma vista espetacular do local - isso aliás é recorrente nestes sítios mayas - além de pedras com inscrições. O museu também me pareceu bastante interessante, tanto que voltei lá no tempo livre para comprar souvenirs locais. O que mata o passeio é o preço que poderia ser bem mais em conta se não fosse o problema do transporte. Sugiro a quem quiser fazer que tente arrumar ou um carro para fazer por si só - mesmo não tendo guia, o museu ajuda bastante a explicar o que é cada coisa - ou ver em detalhes um esquema de ir e voltar de ônibus. Talvez dê para aproveitar melhor o tempo disponível também assim, pois não se perde muito tempo vendo iguanas no caminho, por exemplo.

Na volta, ainda era dia claro quando voltei a Orange Walk, deu tempo de ir num outro museu da cidade que conta um pouco da história de Belize. É pequeno e dá para ver tudo em 1 hora ou menos até. Daí foi comprar alguma coisa para comer no restaurante chinês - uns BZ$ 7,00 o sanduiche - comprar mais alguma coisa no supermercado - por volta de uns BZ$ 5,00 - e ir para o hotel. À noite, eu cheguei andar um pouco a pé pela cidade, mas não tem muito o que fazer, com exceção de uma praça onde tem comércio e pequenas vendas abertas. Além disso o ambiente não me parecia muito propício para ficar dando bandeira por muito tempo. No dia anterior, dei BZ$ 2,00 para um cara me deixar em paz depois de pedir por dinheiro e num dos dias à noite eu vi que enquanto eu caminhava pela rua, um cara ficava gritanto e tentando me chamar a atenção, provavelmente com alguma má intenção. Aconselhado que fui a não viajar à noite em Belize, eu acabei por acordar cedo no dia seguinte para cruzar a fronteira com a Guatemala em direção a Flores.

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04/12/10 - Saída até Flores

Esta foi mais uma viagem que eu fiz em um ex-ônibus de escola. Ela é feita em 3 trechos. Retornando ao mesmo lugar onde desci em Orange Walk, eu precisei pegar o mesmo ônibus até seu destino final: um terminal em Belize City. Adicione aí uns BZ$ 5,00 da passagem do trecho. Em Belize City, do mesmo terminal, eu tive que pegar um ônibus cujo destino final é Benque Viejo del Carmen e que muito provavelmente também vai parar em Belmopan, a capital do país e que fica no caminho. No caso, eu fui até o destino final. Põe na conta mais uns BZ$ 8,00 de passagem. De lá, você tem que tomar um táxi para chegar na fronteira, coisa de 10 a 15 minutos de carro do local. No ônibus, me falaram que o preço da corrida era BZ$ 3,00, mas chegando lá o cara me cobrou BZ$ 4,00. Você cruza os postos de fronteira a pé e do outro você tem três opções para chegar em Flores ou Santa Helena (Flores é só uma ilha num lago ligada a cidade por meio de um ponte): taxi, van ou ônibus. Não vou me lembrar do preço do ônibus mas imagino que esteja beirando o preço das vans, cerca de GT$ 25,00 até Santa Helena. De taxi, um cara se ofereceu a um preço de GT$ 240,00 dizendo que estava barato, etc e tal.

Assim que você cruza a fronteira, a primeira coisa que você vê, depois que passa os caras querendo trocar dinheiro, é um posto de venda de uma empresa de ônibus. Infelizmente, são poucos os horários destes ônibus, coisa de um a cada 2 ou 3 horas. Logo alí já vai ter taxista querendo filar uma corrida até Flores. Isso é bem na esquina de uma rua. Subindo esta rua fica um ponto de vans que vão para Santa Helena. Você não precisa ir até o ponto final das vans pois algumas ainda param mais abaixo, nesta mesma rua, a coisa de uns 5 minutos de caminhada da esquina onde você vira, perto de uma farmácia ou mercado. Foi alí que eu peguei minha van. Falei para o cara que eu queria ir para Flores e ele me disse que o preço era GT$ 40,00. Sem ter muito noção das coisas, eu acabei aceitando. O correto seria ir até Santa Helena por GT$ 25,00 e de lá tomar um tuc-tuc (táxi pequeno em um triciclo motorizado) por GT$ 5,00 até Flores. Alguns, ao verem que você é turista, vão querer cobrar GT$ 10,00. Nos gastos dessa viagem, é preciso contabilizar mais uns BZ$ 8,00 de um almoço que fiz antes de pegar o táxi até a fronteira em um restaurante chinês em Benque Viejo del Carmen - ao que parece chineses e indianos controlam quase tudo do comércio em Belize.

Sobre a viagem em si, é bom que fique claro que ela é demorada e em vários momentos você se sente no mínimo em desconforto. O ônibus não para no caminho para as pessoas descerem e comprarem coisas ou irem no banheiro. Imagino que se você necessitar de uma parada, o motorista até pare, mas você vai ter que se virar no matinho, provavelmente com o ônibus todo te vendo, esperando e gritando para você finalizar, voltar logo e seguir viagem, estando ainda arriscado a ter a passagem cobrada novamente. Com exceção de Belmopan onde o ônibus para em um terminal, e uma outra cidade mais para frente que deve ser San Ignacio onde muita gente sobe e desce em frente a um mercado, as paradas são aleatórias e no meio do nada. Em alguns momentos fica gente em pé, principalmente próximo das saídas dos perímetros urbanos, mas logo depois isso estas pessoas descem. Como estes ônibus de escolas não tem um bagageiro, e nem eu queria deixar minha bagagem solta em qualquer lugar, acabei carregando tudo ou no colo, quando o ônibus estava cheio, ou no assento ao lado quando tinha lugar disponível.

Eu devo ter saído umas 07:00 de Orange Walk e cheguei perto de umas 09:00 em Belize City. Não esperei nem 10 minutos e já tinha entrado no ônibus para Benque Viejo del Carmen. Mais uns 5 a 10 minutos de espera e ele saiu. Cheguei em Benque Viejo já um pouco depois das 12:00, o que me fez parar para comer. Uns 15 minutos antes de descer em Benque Viejo, eu passeio perto de um rio onde um senhor do meu lado comentou que seria o ponto de partida da trilha de uns 10 Km na selva que chega em Xunantunich. Não lembro bem a hora em que peguei a van, mas chuto que devia ser por volta das 13:30 ou talvez um pouco antes. Dalí mais 1:30 a 2:00 hs até Flores. Quando cheguei no destino final já devia ser entre 15:00 e 15:30. Embora seja curioso fazer uma viagem como esta, em termos logísticos perde-se muito tempo. Pudesse eu ter saído, seja de Belize City ou de Orange Walk e ter viajado à noite em direção a Flores, eu não teria perdido este dia só viajando. Neste dia ainda, eu dei uma volta na ilha para aproveitar o resto do dia e comecei a planejar o dia seguinte, que seria uma visita ao Tikal, que é com certeza o maior parque arqueológico da Guatemala e um dos mais conhecidos e visitados dentre os sítios mayas - realmente imperdível.

Chegando em Flores, eu fiquei neste albergue chamado Los amigos (http://www.amigoshostel.com/). Acho que foi o melhor lugar que eu fiquei na viagem toda. A GT$ 45,00 de diária, eu peguei um quarto coletivo (6 pessoas) com banheiro privado e sem café da manhã. Era possível tomar cafe da manhã no restaurante do albergue por cerca de GT$ 30,00, mas eu acabei sempre comprando algo para comer em padarias ou mercados da ilha gastando entre GT$ 15,00 a 20,00. Isso sem falar que a atmosfera do local é muito boa e o staff que o administra também se mostrou impecável. À noite, não só as pessoas se reúnem seja para beber, ouvir música, conversar, etc, como também o próprio pessoal do albergue faz uns shows - eu vi um em que eles formaram uma banda só com instrumentos de percussão e um deles fazia acrobacias com bolas de fogo. O resto eu conto depois.

Na Guatemala, o ideal é sempre evitar as casas de câmbio ou similares e dar preferência a bancos na hora de conseguir quetzales (moeda local). Em Flores, não vi nenhuma casa de câmbio. Em Santa Helena deve ter, e lá com certeza tem bancos também. Na ilha, só vi caixas eletrônicos (cajeros). Não conhecendo muito o local, acabei fazendo meu primeiro câmbio depois da fronteira com um senhor dono de uma lanchonete a GT$ 7,75 o dólar americano. Deve ter sido uns US$ 100,00 que eu troquei porque depois só voltei a fazê-lo em Antigua já numa agência bancária. Finalizando os gastos do dia, eu devo ter gasto uns GT$ 40,00 ou 50,00 comprando não só alguma coisa para comer de jantar como também água, frutas e pão para o café da manhã do dia seguinte.

 

05/12/10 - Tour a Tikal

Existem duas opções de Tour para Tikal: tour com guia ou sozinho. No albergue onde fiquei, no dia anterior, eu vi que eles ofereciam o tour com guia a GT$ 115,00. Qualquer que fosse a opção, eu teria que pagar de meu bolso a entrada que é GT$ 150,00. Caso fosse sem guia, seria em torno de GT$ 60,00 só o transporte entre Flores e Tikal, cerca de 1h de distância. Indo com guia, a saída de Flores é as 04:30 da manhã e a volta às 13:30 se não me engano. Indo por conta própria, as van são de hora em hora a partir das 07:00 da manhã até as 10:00 ou 11:00 e a volta é o mesmo esquema sendo que a úlima sai às 18:00. Não lembro o horário da primeira saída.

Acabei pagando mais caro pelo tour com guia. Não tinha muita informação do local e achei que não estava tão caro assim. Para quem quiser economizar, eu acho que a opção de fazer sozinho é válida desde que você tenha um livro que te explique ou já tenha lido sobre o assunto. O tour começa cedo porque devemos ver o nascer do sol em Tikal. Isso faz com que as pessoas também tomem o café da manhã em um restaurante já na entrada do parque. Como eu levei comida, não comi alí e não me interessei pelo preço, mas menos que GT$ 30,00 não era. Acho que eram umas 07:00 quando começamos a visitar Tikal. Oficialmente estava fechado ainda, mas o guia, depois de recolher o dinheiro de todo mundo, dá seu jeito e põe a gente para dentro. Primeiro você vê uma maquete do local. Depois passa por um pequeno lago onde tem uns crocodilos (soltos !) e faz uma caminhada de 1h vendo árvores, macacos e coisas do gênero até começar a ver os principais templos, pirâmides e construções do local.

Da maquete do parque, já se nota que ele é bem grande. Segundo Francisco, o guatemalteco com quem conversei em Cobá, são necessários 4 dias (!) para se visitar Tikal inteiro. Imagino que na contabilidade dele, Tikal não seja só a área delimitada do parque, mas abranja também outros sítios como Uaxactún e Yaxhá por exemplo. Dos passeios com guia que eu fiz, este foi o que o tempo gasto foi mais bem aproveitado. Acho que vimos tudo de mais importante, subimos nas principais e maiores pirâmides vendo as melhores vistas do local e no final ainda deu tempo de ver uma cerimônia maya na acrópolis central de Tikal feita por gente local sem querer impressionar turista. Eu diria que foi bem aproveitado este passeio. Mais tarde, consegui almoçar em Flores por volta de umas 15:00 reencontrando um grupo de espanholas que fez o tour comigo pela manhã, e logo depois fiz um passeio de barco entre duas margens do lago Petén, tentando achar um mirante (o mirador en español) do lago onde se vê Flores por completo. Acabei não conseguindo - achei o local meio perigoso e abortei a missão ao ver que já estava escurecendo - e voltei um pouco frustrado já no fim do dia. Na contabilidade do dia, mais uns GT$ 50,00 no almoço e uns GT$ 40,00 no jantar.

Restava decidir o que fazer no dia seguinte. Embora Flores tenha até bastante opções interessantes de tours, alguns são difíceis de se conseguir como Uaxactún, por exemplo, e outros duram mais de um dia como tour na selva por exemplo. Gostaria de ter passado pelo menos mais um dia em Flores fazendo um outro sítio próximo, mas acabei decidindo no final do dia a deixar o local em direção a Antigua, por não ter uma opção que terminasse no final do dia seguinte. A melhor opção que eu consegui me deixaria em Flores na manhã do dia seguinte (07/12) e era ir até Yaxhá, ver o sítio durante o dia, dormir por lá e voltar cedo no dia seguinte. Se tivesse conseguido como ir e voltar no mesmo dia teria sido perfeito. Iria para antigua à noite, aproveitando o dia para fazer alguma coisa e economizando uma diária em albergue.

Esta história de ir Yaxhá, eu vou parar para contar porque é bom para as pessoas saberem como o staff do albergue se mostrou receptivo. Em Flores, eu conheci uma inglesa que tinha interesse em visitar este sítio e procurava um mínimo de gente para iniciar uma excursão feita por um alemão que trabalhava no local - devia ser arqueólogo, ainda tem muita gente trabalhando em descobrimentos em Yaxhá. Infelizmente não teve quorum e a excursão foi cancelada. Eu a conheci quando ela estava deixando o albergue por não ter conseguido um quarto. Na verdade, ela nem chegou a entrar nele, só viu que estava cheio e foi para outro lugar. Neste dia, eu a convenci de tentarmos alguma coisa com o pessoal do albergue, que me parecia muito simpático. Falando com um dos donos do local, um holandês que eu não lembro o nome, ele se interessou pelo caso, deu uns telefonemas e depois deu a dica do que poderia ser feito: tomar um ônibus até determinado ponto na estrada entre Flores e a fronteira com Belize onde se deveria chegar em determinada hora do dia para que alguém viesse de carro ou moto de Yaxhá, levando-nos até lá. Faríamos a visita ao sítio e teríamos que dormir em algum lugar lá - não sei nem se tem hotel ou algo parecido no local - voltando a Flores no dia seguinte pegando o mesmo ônibus em sentido contrário. Eu acabei desistindo por me fazer perder a noite em Yaxhá, quando já esperava esta viajando para Antigua. A inglesa foi, até onde eu sei sozinha, pois foi o último momento em que falei com ela. Isso já era cerca de umas 22:30 da noite, um pouco tarde para conseguir outra companhia mesmo no albergue para o dia seguinte cedo, mas o cara ainda deu uma colher de chá para a mulher de deixar um aviso escrito na recepção para que, se alguém se apresentasse lá pedindo informações de ida a Yaxhá, falar com ele para passar a dica de como fazer para seguí-la no passeio. Tudo isso para uma pessoa que nem sequer chegou a estar hospedada lá. Estou para ver isso acontecer de novo em outro lugar.

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06/12/10 - Saída para Antigua

Um pouco frustrado por ter saído de Flores tendo passado menos tempo, do que gostaria no local, mas ciente de que tinha muita coisa ainda no caminho, eu acabei pegando um ônibus para Ciudad Guatemala cerca de 10:00 da manhã, com previsão de 8 hs de viagem. O custo foi de GT$ 160,00 e acabei pegando ele porque estava saindo em 5 minutos. No dia anterior, tinha visto que haviam outras opções entre GT$ 200,00 e 100,00, em outras companhias mas não sei dizer a qualidade dos outros ônibus ou se o tempo de viagem era o mesmo. No albergue, vi que algumas agências de turismo ofereciam transporte direto a antígua por algo entre GT$ 300,00 e 250,00. O ônibus me deixou em um terminal em Ciudad Guatemala (não sei o nome nem localização do terminal) e de lá ainda tinha que pegar um outro ônibus para Antigua, a cerca de 1h de distância. Paguei GT$ 50,00 por uma van que antes de ir a Antigua passou no aeroporto da cidade para pegar um casal. Além de um trânsito infernal para chegar no aeroporto, o motorista da van me pareceu meio perdido na cidade - parou duas vezes para perguntar nome de rua - o que me fez chegar em Antigua bem tarde com quase tudo já fechado. Acabei jantando num lugar caro e com pouca comida. Foram GT$ 72,00 em um prato simples de massas, devia ser o mais barato do cardápio. Só a título de comparação, durante o dia, eu almocei numa parada na estrada por GT$ 36,00 o prato com arroz, feijão, salada, carne assada e tortilhas. Devo ter gasto mais uns GT$ 12,00 comprando água e outras besteiras para comer.

Antes de passar para os relatos de Antigua e subsequentes, é necessário dizer a quem quiser fazer viagem parecida que a Guatemala é um lugar muito interessante para se visitar e tem preços bem razoáveis também. Ao invés de ir direto de Flores para Antigua, eu poderia ter parado em um ou dois lugares dependendo de como fosse feita esta viagem. Ou até três, se eu quisesse sair um pouco do caminho. Essa terceira opção inclui uma parada em Puerto Barrios, uma cidade no caribe guatemalteco para se ir à praia e ouvir música típica. As outras duas opções são paradas em Rio Dulce e Semuc Champey ou parada em Quiriguá com possibilidade de visita a Copán (sítio arqueológico em Honduras). Rio Dulce e Semuc Champey são estâncias turísticas para quem quer curtir a natureza como águas termais, cachoeiras, coisas do tipo. Próximo a eles, existe um pequeno sítio arqueológico na cidade de Cobán (não confundir com Copán). Tudo me pareceu muito legal seu eu tivesse tempo sobrando. Falei com muita gente no albergue em Flores e quase todo mundo ia ou já passou por estes lugares.

A lógica da minha viagem me induzia a uma parada em Quiriguá, onde também há um pequeno sítio e de lá fazer um tour a Copán e depois seguir viagem a Antigua. O detalhe é que, devido as confusões entre Zelaya, Micheletti, Porfírio Lobo, Hillary e Celso Amorim, desde 2009 brasileiros necessitam de visto para entrar em Honduras. Além disso, segundo relato de umas alemãs com que conversei no albergue em Flores e que moravam na Costa Rica, a situação em Honduras não é favorável a uma visita - o porquê elas não explicaram. Elas mesmas decidiram pular Honduras dos lugares que visitariam. Imagino que com visto legal, e num passeio de um dia por Copán nada demais aconteceria, mas eu também não encontrei nenhuma referência de consulado de Honduras além de Ciudad Guatemala quando já julgava ser longe para voltar.

Voltando ao dia de Cobá, enquanto conversava com Francisco - lembra dele ? - sobre a ruta maya, me foi dito que é possível fazer um tour a partir de Quiriguá, visitando Copán no mesmo dia. Diz ele que as ruínas são muito próximas da fronteira, que este tour é feito atravessando um rio que é a fronteira entre os dois países. Algo parecido com o que ocorre com os turistas que visitam Yaxchilán e Bonampak a partir da Guatemala. Pega-se a lancha do lado da Guatemala na origem e desce-se do outro lado da margem no destino já em Honduras e em coisa de uns 10 Km estaria o sítio. Ele me garantiu que não passaria por nenhum posto de fronteira para averiguação de documentação. É até possível que seja assim mesmo porque os países da América Central tem um acordo de supressão de vistos que diz que um visto de turista tirado para um deles vale para todos os demais - não sei se Belize faz parte do acordo. Só que devido ao tempo escasso e a possiblidade de arrumar uma encrenca em Honduras pela falta de visto, eu acabei tomando a decisão de trocar Honduras por El Salvador. Caso alguém em outra época mais civilizada decida fazer esta viagem sem ter problemas de visto com Honduras ou já o tendo quando de saída do Brasil, eu sugeriria fazer esta parada em Quiriguá com ida a Copán, pois creio que é um dos grande sítios arqueológicos mayas que devem ser vistos. Uma lacuna na minha viagem infelizmente.

 

07/12/10 - Trilha ao vulcão Pacaya

Em Antígua, eu fiquei num albergue chamado El Hostal (http://www.hostelworld.com/hosteldetails.php/El-Hostal/Antigua/20548). Foram GT$ 75,00 de diária em quarto coletivo com banheiro fora do quarto e café da manhã incluído. Um excelente chuveiro diga-se de passagem no albergue, lembrando que até então eu não tinha sentido necessidade de tomar banho quente. Ao chegar na noite anterior, foi o tempo de sair para jantar num lugar próximo, tomar um banho na volta e dormir em seguida, já que quase tudo estava fechado e eu um pouco cansado. O albergue é bem decente só não foi tão bom quanto o de Flores porque estava muito mais vazio e as ofertas de tours que ele oferecia não eram tão em conta assim. Mas em termos de conforto era similares.

Não tinha uma ideia definida do que fazer em Antigua. Sabia que era um ponto interessante a se visitar, que haviam alguns vulcões em volta que poderiam fazer parte de uma trilha e que haviam alguns sítios arqueológicos próximos, embora nenhum deles fosse muito famoso. Aproveitei o café da manhã incluso na diária e logo em seguida pela manhã, dei uma volta no centro de Antigua, subi em um mirante perto de um morro da cidade, tirei algumas fotos, visitei a igreja e enquanto estava no centro, dei uma olhada em preços de tours. Meu plano inicial era subir o vulcão que fica do lado de Antígua, o que depois soube que demoraria mais tendo que ser feito no início do dia. O vulcão Pacaya, embora um pouco mais distante, poderia ser feito naquela tarde mesmo pelo preço de US$ 13,00, embora a maioria cobrasse US$ 15,00. Em Antigua o preço de quase tudo é em dólar mas eles aceitam o equivalente em quetzales. Os preços também são mais caros que em Flores em geral. Comprei o tour, fui almoçar e voltei para a praça central de onde sairia a van. Devo ter almoçado por cerca de uns GT$ 60,00, se me lembro bem, espaguete.

O tour consiste em ir até um pequeno povoado já no meio da montanha onde tem o vulcão, andar por volta de umas 2 horas até chegar próximo do topo, descer um pouquinho para ver uma região onde a terra é quente (chega a sair fumaça do chão) e onde tem um buraco que é uma sauna natural e depois voltar já quase escurecendo. Tem gente que gosta de comprar uns marshmelows para assar em fendas quentes próximas do pico. Não foi o caso de ninguém alí. O guia no meio do caminho pegou um pedaço grande de madeira e o levou até este lugar para mostrar como a madeira em contato com o calor pega fogo sozinha. É um passeio interessante para quem gosta de trilhas e para mim que nunca tinha passado perto de um vulcão acho que valeu a pena. Há outros vulcões a se subir como o Agua em Antigua mesmo ou um outro próximo a San Pedro, às margens do lago Atitlán, cujo nome não me lembro. Imagino que a vista deva ser generosa para quem o fizer. Do alto do Pacaya é possível ver um lago menor na base do vulcão e uma parte das luzes de fim de tarde de Ciudad Guatemala. Não é possível ver Antigua porque o vulcão Agua impede a visão.

A trilha foi muito bem até a hora da volta. Foi aí que eu me lembrei de outra coisa que eu tinha que ter colocado na bagagem e esqueci: lanterna. A volta é feita no final da tarde e em cerca de 1:00 ou 1:30 horas do percurso estava escuro suficiente para não conseguir ver onde estava pisando. Durante a subida, muita gente do povoado acompanha de cavalo o grupo até uma parte alta, na esperança que alguém se sinta cansado e pague uma "corrida de táxi" até o topo. Ninguém chegou a fazer isso, mas os cavalinhos deixaram minado e sujode suas fezes o local onde passaram. Só tinhamos um lanterna que mesmo assim não iluminava muito. Tentei colar no guia para ver se conseguia saber onde estava pisando. Foi um boa tática, mas não escapei de escorregar umas duas vezes, sendo que em uma delas minha jaqueta ficou presa em um arame. Nada demais, não houve sangramento.

Além de termos demorado muito para voltar as vans, tivemos mais uma vez um enorme engarrafamento na volta, fruto de algum protesto de gente que fechou uma estrada por conta de problemas no abastecimento de água. O resultado foi que quando cheguei em Antigua não consegui encontrar a mesma agência aberta. Isso foi fundamental para eu perder mais um dia na viagem. Devia ter pensado mais a frente e ao comprar o tour para o vulcão, já ter comprado o do dia seguinte para o lago Atitlán. Estes detalhes eu conto depois. Terminei o dia jantando em uma pizzaria por cerca de uns GT$ 50,00, vendo uma parte da final do campeonato mexicano. Devo ter gasto mais uns GT$ 20,00 entre compra de água e acesso a internet. Neste dia à noite, já havia mais movimento nas ruas. Muita gente fantasiada de diabo pela praça central. No dia seguinte, eu fico sabendo que isso fazia parte de uma festa popular chamada de queima do diabo.

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08/12/10 - Ida a Panajachel (Lago Atitlán)

As saídas para o lago Atitlán se dão em geral em dois horários podendo variar um pouco de agência para agência: 07:00 de manhã cedo ou 14:00 um pouco depois do almoço. Como as oficinas (posto das agências que vendem estes tours) não estavam abertas a esta hora, eu acabei perdendo a saída de manhã. O correto seria já ter comprado pelo menos a ida cedo a cidade de Panajachel, única das cidades às margens do lago atitlán que tem ligação por estrada - todas as demais só por barco a partir dela -, passado o dia lá e ter voltado em uma van por volta das 16:00 saindo de Panajachel. Isso porque eu não queria perder muito tempo lá. Quem tiver tempo, acho que compensa ficar pelo menos uma noite em uma cidade como San Pedro, onde existem uns albergues bem baratos, e depois de fazer um tour por um dos vulcões seguir viagem, nem que seja de volta a Antigua. Os horários de volta de Panajachel a Antigua são aproximadamente o horário de chegada das vans lá - elas fazem dois trajetos de ida e volta num dia, cerca de 2 hs o trajeto. O preço cobrado é em geral US$ 10,00 cada trecho, mas eu consegui descobrir uma agência que fazia por US$ 5,00.

Neste dia, como eu já tinha perdido a passagem de de manhã, não teria tempo de fazer tudo que queria em um dia só no lago atitlán. Fiquei então com duas alternativas: deixar o lago para depois e usar o dia para ir a El Salvador ou ir ao lago assim mesmo, podendo inclusive tentar ir de lá direto para El Salvador. Uma terceira opção também seria excluir ou o lago ou El Salvador da viagem, e depois de um deles, voltar ao México. Acabei decidindo fazer tudo, começando pelo lago e depois indo a El Salvador e em segida direto ao México, imaginando que assim perderia menos tempo com paradas em cidades. Mais tarde eu comento sobre isso.

Feita a escolha, eu comprei o bilhete só de ida para Panajachel a US$ 5,00 que deveria sair às 13:30 do meu albergue. O resto da manhã eu andei um pouco mais por Antigua e vi um pouco das ruínas da Igreja da cidade que foi vitima de um terremoto. A van que deveria sair ás 13:30 só saiu mesmo às 15:30. Isso por conta de uns problema de trânsito, de novo, alguma manifestação em um ponto da estrada que impediu sua passagem. Assim, quando cheguei a Panajachel, já era quase noite. Recomendo a quem quiser passar uma noite no lago atitlán a tentar uma das três outras cidades às margens, pois a hospedagem é mais barata. Mesmo assim, tem que contar a passagem de barco que deve ser em torno de GT$ 25,00 cada trecho. Em Antigua, talvez alguma das agências que cobrem US$ 10,00 faça direto para uma dessas outras cidades. A conferir.

Ao chegar em panajachel, eu primeiro tentei descobrir onde ficaria o endereço de um albergue que tinha visto no HostelWorld. Vi que a van passou pela avenida mas não vi o local. Só para constar, a hospedagem em panajachel prometia ser mais cara que em Antigua. Sem grandes referências, junto com umas australianas que vieram na van, perguntamos a quem estava voltando a Antigua na mesma van em que chegamos se eles tinham alguma indicação de lugar para ficar. Uma mulher sugeriu um lugar chamado casa linda, uma espécie de guesthouse (http://www.vivatravelguides.com/central-america/guatemala/central-highlands/lake-atitlan-area/panajachel/panajachel-hotels/casa-linda/). O cara me cobrou GT$ 48,00 por uma noite em quarto privado com banheiro coletivo e sem café da manhã. As australianas ficaram em outro quarto com banheiro só para elas acho que pagando entre GT$ 80,00 ou 100,00.

Uma vez estabelecido, saí para comer algo, comprar o café da manhã do dia seguinte e água também. Entrei numa lanchonete, pedi um hamburguer com batatas fritas por uns GT$ 25,00 e vi que estava passando um jogo de futebol na televisão: final da copa sul-americana, independiente-ARG x Goiás. Antes que saissem os gols, o dono do bar mudou para um canal de novelas mexicanas. Saindo dalí, tentei encontrar onde seria o albergue do HosteWorld, mas mesmo andando por toda a rua não o encontrei. Vi apenas o local de onde saem as lanchas para as demais cidades. Havia um desfile com banda na cidade - não sei a razão - e ainda tentando ver um local para comprar algo, descobri uma mercadinho onde o cara tinha TV ligada. Alí eu vi o final do jogo, os pênaltis e comprei o que precisava. Bati um papo também com o dono da loja sobre futebol brasileiro e guatemalteco. Voltei aonde estava hospedado e fui tomar um banho. Põe na conta do dia mais uns GT$ 20,00 de café da manhã, mais água e outras coisas, e também uns GT$ 75,00 de almoço em Antigua no total.

Disse o dono do lugar que o chuveiro tinha água quente. De fato tinha, só por 2 minutos. Foi o tempo necessário para algum disjuntores desarmar e não só começar a cair água fria como apagar todas as luzes ao meu alcance. Acho que a esta hora só tinha eu no hotel, pois eu tentei de tudo quanto era jeito chamar o cara ou procurar onde estariam os disjuntores e ninguém apareceu. Devia estar entre 20 e 15 graus e era noite, mas o jeito foi tomar banho frio no escuro. Pelo menos no quarto tinha bastante cobertores o que ajudou a ter uma noite de sono razoável. A quem for ficar no hotel, eu sugiro testar a água quente do chuveiro.

 

09/12/10 - Tour no Lago Atitlán, volta a Antigua

Neste dia eu agi rápido. Acordei cedo, dei uma volta na avenida principal da cidade para ver o preço tanto dos tours no lago quanto de volta para Antigua, passagens para El Salvador ou para Ciudad Guatemala. Decidi comprar a volta para Antigua às 16:00 por US$ 8,00 (foi o preço mais barato que eu achei lá) e comprei também um passeio no lago com direito a visita de três povoados por cerca de GT$ 90,00. Tive basicamente o tempo de voltar ao hotel, arrumar minhas coisas para deixá-las na loja da agência de onde sairia a van e ir até o cais da cidade para pegar o barco. O passeio começa às 09:00 e termina por volta das 15:00. Nos dois primeiros povoados (San Marcos e San Pedro) você tem 1h livre para caminhar pelo local. No terceiro (Santiago), você tem 1:30 hs livre de caminhada. Em Santiago, existe uma Igreja para ser vista. Em San Pedro, a grande atração é o vulcão. São Marcos é um lugar para meditação, lembra um pouco São Thomé das Letras, só que com bem menos gente. Deste passeio, lembro que haviam ondas razoavelmente grandes no lago a ponto de um dos caras no barco cair do assento com o jogo do barco. Em um dos trechos eu fiquei completmente molhado com a água que entrava das ondas.

De volta a Panajachel, eu tive tempo apenas de parar num restaurante para comer e ir num banco para trocar dólares por quetzales. Logo em seguida já era hora de pegar a van de volta para Antigua. O almoço deve ter saído uns GT$ 50,00 com frango, arroz, feijão, salada e tortilhas além de um suco que devia ser de limão (ou talvez tamarindo). Depois de mais 2 hs de viagem, ao chegar em Antigua, comprei a passagem para El Salvador no dia seguinte a US$ 28,00 - incluía uma van até Ciudad Guatemala e depois um ônibus convencional de lá até San Salvador. O preço dessa passagem podia chegar até US$ 33,00 em outras agências. Se fosse direto de Panajachel, o preço mais barato acho que era uns US$ 36,00 para podendo chegar até US$ 40,00. A viagem deveria começar às 09:00 do dia seguinte e só terminaria por volta das 18:00 no destino final. O que se esqueceram de me explicar é que eu deveria ficar 2 hs esperando o ônibus em Ciudad Guatemala. De Antigua não soube de nenhum ônibus que fizesse este trajeto à noite. Talvez de outros terminais de Ciudad Guatemala haja algum.

Finalizando o dia, eu fui numa outra pizzaria para jantar, comprei mais algumas coisas com água e biscoitos para a viagem do dia seguinte, mais 1 h de internet, dando um total de gastos em torno de uns GT$ 60,00 aproximadamente. Voltei para o mesmo albergue onde já tinha ficado da primeira passagem em Antigua e lá passei a noite.

 

10/12/10 - Saída para San Salvador

No dia seguinte, eu acordei, tomei café da manhã, banho, arrumei minha bagagem e por volta das 09:00 entrei na van em direção a Ciudad Guatemala. Iam várias pessoas dentro da van, sendo eu a única exceção que não desceu no aeroporto de Ciudad Guatemala. Por volta das 10:00 da manhã eu cheguei numa garagem de um hotel que ficava numa rua que parecia ter sido fechada para uma feira, não fosse o fato de alguns poucos veículos ainda transitarem nela. Este era o terminal de ônibus de Ciudad Guatemala.

Sem saber exatamente como ia ser a viagem, eu decidi garantir meu almoço alí mesmo próximo a estação de ônibus. Consegui acho que o almoço mais barato da viagem, num dos lugares onde eu mais tive receio de comer também. Felizmente, não tive problemas depois. O almoço consistia em arroz, salada, carne e tortilhas com um suco de sementes que eles chamam de horchata. Esse último estava muito bom. Preço de uns GT$ 30,00 se ainda me lembro. Quando saí dalí para voltar ao terminal, o ônibus já tinha chegado e as pessoas já estavam embarcando. O ônibus não é ruim. Lembra aqueles ônibus antigos da viação cometa. Tinha tela para DVD e passaram uns 2 filmes nele e um DVD do ABBA.

O ônibus só chegaria às 12:00 já para partir. Não tem parada na estrada. No máximo, uma parada forçada na fronteira quando todos tem que descer e passar pela imigração da Guatemala. Um pouco antes de chegar na fronteira, o ônibus passa por uma pequena cidade onde entram algumas mulheres vendendo comida que elas mesmas fazem além de bebidas. Curioso notar também que não passamos pela imigração de El Salvador. Um oficial de imigração entra no ônibus e olha os documentos dos passageiros um a um. No meu caso, ele olhou para o passaporte e me entregou de volta sem carimbar. Até hoje não entendi isso. Quem tentar seguir os carimbos no meu passaporte vai achar que eu da Guatemala voltei para o Brasil e depois fui de novo para a Guatemala em 3 dias. Enquanto o oficial de imigração faz o trabalho dele, alguns policiais com cachorros fazem uma revista nas bagagens. Eventualmente alguém teve que descer para abrir a bagagem a estes policiais. Isso devia ser entre 14:00 e 14:30 do dia. Por volta das 17:00 passamos em uma cidade já perto de San Salvador onde algumas pessoas desceram. Uma hora depois era eu e o resto do ônibus a descer num terminal de uma empresa chamada PuertoBus.

Um pouco cabreiro com os problemas que tive en Antigua de deixar para última hora a compra de passagens, tentei verificar se alí eu conseguia comprar para o México uma passagem. Existem passagem para Tapachula (primeira cidade depois da fronteira) mas eu queria ir mesmo era para San Cristobal de las Casas e além disso, achei o preço um pouco caro: US$ 41,00. Sabia que o TicaBus fazia o mesmo trajeto por US$ 35,00 o que me fez pensar em só comprar a passagem no dia seguinte. Mais uma vez, infelizmente, não consegui viajar à noite e por conta disso perdi um dia por conta de translado. O lado bom é que este dia seria quase perdido de qualquer maneira porque ainda que viajasse de dia, não completaria a viagem durante o dia, tendo que viajar um pouco a noite tomando um ônibus de Tapachula a San Cristobal.

Em El Salvador, a moeda corrente é o dólar americano. O lado bom disso é que eu não me preocupei em trocar dinheiro na fronteira e o lado ruim é que em geral lugares assim costumam ser mais caros que outros que tem sua moeda como a Guatemala. De fato, El Salvador foi o segundo país mais caro que visitei, só não ganhou de Belize. Ao sair do terminal, eu peguei um taxi por US$ 5,00 até o albergue onde eu ficaria, o Hostal Portada (http://www.hostelworld.com/hosteldetails.php/Hostal-Portada/San-Salvador/25369). Nele paguei US$ 15,00 para uma diária de quarto privado com banheiro e sem café da manhã. O café era cerca de US$ 2,00 ou 3,00 e só servido se o hóspede pedisse. O albergue fica do lado de um estádio de futebol num bairro chamado Colonia Flor Blanca.

As pessoas do albergue alternaram um pouco o comportamento comigo. De início, eu queria ficar em quarto coletivo o que seria mais barato. Não me deixaram, alegando que não haviam vagas. Depois eu soube de um outro hóspede que haviam vagas sim. Por outro lado, em termos de informações e ajuda eles me deram uma colher de chá. Ao perguntar sobre ônibus para o México, o rapaz da recepção se prontificou a telefonar para a loja da TicaBus e da própria PuertoBus também para saber horários e preços dessas passagens. Não me cobrou nada por isso, embora ao que pareça, havia uma taxa de ligação de US$ 0,70 por ligação de hóspede. Também me deu dicas importantes de como chegar nos sítios arqueológicos que eu queria ir de ônibus. Depois de dar uma volta em um shopping a cerca de uns 20 minutos de caminhada do hotel, eu acabei jantando numa pupusseria próxima ao hotel, depois de comprar coisas básicas como água e sabonete, por exemplo. Pupussa (escreve-se pupusa) é uma espécie de prato local bem popular semelhante a uma tortilha mexicana só que com recheio. Põe na conta dos gastos do dia mais uns US$ 6,00 de 4 pupussas, compras e um acesso rápido a internet para checar informações.

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11/12/10 - Visita a Tazumal, San Andrés e Joya de Cerén

Antes de vir a El Salvador, sabia que haviam três sitios arqueológicos que podia ser visitados. Imaginava que iria visitar apenas um deles, mas acabei indo aos três primeiro porque nenhum deles é muito grande e segundo que eu tive uma ajudinha para visitar o mais fora de mão que era Joya de Cerén. No dia anterior, pelas informações que me foram passadas, Tazumal embora fosse o mais longe deles, era um que me garantiram ter ônibus que passava quase que na porta. Meu plano inicial era acordar cedo, comprar a passagem na TicaBus e depois ir até a estação de ônibus pegar o ônibus para Tazumal. O pessoal do hotel chamou um táxi para mim que me levou primeiro na loja da TicaBus e depois no terminal de ônibus (chamado terminal occidente) de onde eu teria que pegar meu ônibus. Comprei minha passagem para Tapachula no México na agência da TicaBus por US$ 34,00 saindo no dia seguinte às 06:00 da manhã. O taxista me cobrou US$ 8,00 por todo o trajeto e me deixou na entrada do terminal de ônibus.

Aqui neste terminal eu voltei a ter a experiência de andar em um ex-ônibus de escola dos EUA, só que agora com gente saindo pela janela. A passagem de ônibus é de US$ 1,00. Eu peguei um ônibus cujo número é 202. Trata-se de um ônibus que passa em alguns bairros da cidade e depois sai dela em direção a uma pequena cidade já perto da fronteira. Eu não cheguei ao destino final, parei em uma cidade chamada Chalchuapa e do ponto indicado eram duas quadras até a entrada do parque. Foram cerca de umas 2:30 hs de trajeto, sendo que nos primeiros 15 minutos eu ainda consegui ficar sentado. Assim que ele sai do teminal, depois de uns 5 minutos já tinha gente em pé. Ainda dentro de San Salvador, entrou uma mulher com criança e eu acabei dando meu lugar para ela. O resto da viagem foi em pé e frequentemente sendo prensado contra as pessoas pois não importasse o quão cheio estivesse o ônibus o motorista sempre parava e mandava o pessoal ir mais para trás, dizendo que cabia mais gente. Felizmente, eu consegui descer no ponto certo mesmo com o ônibus lotado.

Em El Salvador, a entrada para estrangeiros nos sítios é de US$ 3,00. Paguei a entrada e visitei o museu primeiro. Só depois fui ver a pirâmide. O museu tem esculturas mayas e ornamentos em cerâmica. Também tenta contar um pouco da história do local. É bem interessante só que é pequeno, tanto o museu quanto o próprio sítio. Me parece que são descobertas recentes e que ainda não foram completamente desvendadas. Boa parte dos sítios salvadorenhos está ou debaixo da terra ou em processo de limpeza por arqueólogos. Havia também alí perto um outro sítio chamado Neuvo Tazumal mas que estava fechado para visitação. Depois de 1:30 de passeio pelo museu e pelo sítio. Eu resolvi sair para almoçar. Alí do lado mesmo do sítio tem vários lugares como lanchonetes oferecendo comida. Comi em um que me ofereceu um pequeno prato de carne com mandioca (yuca) por US$ 2,50. Também comprei uma garrafa de água por US$ 0,60.

Como estava muito cedo ainda, eu achei por bem tentar uma visita a outro sítio. Na entrada do Tazumal, o bilheteiro me explicou como fazer para chegar em San Andres. Tinha que pegar o mesmo ônibus no sentido contrário e descer num ponto da estrada um pouco antes de uma cidade. Com a ajuda do motorista e do cobrador, desci no ponto certo e depois de atravessar a estrada e pagar a entrada, visitei o museu e o sítio. O museu de San Andrés tem mais informações que o de Tazumal. Já o sítio em si, embora tenha maior área, é bem rápido de se ver pois só uma parte é visitável mesmo estando parcialmente debaixo da terra. O resto não foi aberto a visitação e no máximo pode ser visto de longe. Há também uma pequena área para picnic e algumas tendas que vendem souvenirs de recordação.

Deviam ser umas 14:30 quando eu decidi sair do parque pensando em voltar para San Salvador. Enquanto estava visitando San Andrés, perguntei a um cara sobre outros sítios de El Salvador e ele me disse que ainda haveria Joya de Cerén não muito longe dalí, mas que para ir de ônibus seria mais complicado porque teria que pegar dois para chegar lá. Pois bem na hora que eu estou saindo, eu perguntei para os vigias do museu sobre como chegar a Joya de Cerén, e logo depois de eles me explicarem como fazer para pegar os dois ônibus, o mesmo cara com quem eu falei apareceu e disse que estava indo para lá de carro. Perguntou se eu não queria carona. Embora eu seja meio desconfiado com este tipo de coisa, acabei aceitando. E não é que não só o cara me deu carona para o sítio como conversamos durante a viagem, ele me explicou algumas coisas de El Salvador, algumas coisas sobre possíveis perigos em San Salvador e depois de tudo ainda me deixou, depois da visita a Joya de Cerén, num ponto da estrada principal sem a necessidade de pegar dois ônibus.

Sobre o sítio de Joya de Cerén, esse então é quase todo escavação mesmo, inclusive com os buracos sendo protegidos da chuva. Também tem um museu com alguma explicação sobre o local. A visita a Joya de Cerén foi a mais rápida de todas porque primeiro ele iria fechar cedo mesmo e segundo porque o cara que me deu carona tinha um compromisso e ia te que sair às 16:00. Como o sítio é pequeno deu tempo de ver toda a zona arqueológica e um pouco do museu, só não deu tempo de ler tudo que estava escrito sobre o local. Para quem conseguiu transporte de graça, está mais que bom.

De volta a estrada principal, tomei de novo o mesmo ônibus (202) e quando já estava em San Salvador, pedi ao cobrador uma referência de como chegar no estádio de Colonia Flor Blanca. Ele me indicou um lugar onde desceria e disse para eu andar umas 6 quadras segundo uma avenida. Dito e feito, estava lá o estádio, só tive que contorná-lo para achar o albergue. Para finalizar o dia, mais uma ida ao tal centro comercial MetroCentro (uma espécie de shopping) tanto para comprar algumas coisas a se levar na viagem, basicamente comida para o café da manhã e água (total de uns US$ 6,50), quanto para comer decentemente, já que não tinha considerado meu almoço uma refeição lá muito completa. Achei um lugar que vendia um PF parecido como estes que o Giraffas vende aqui no Brasil por US$ 4,90. Foi alí mesmo que eu comi. Ainda passei numa cybercafé para mandar notícias e ter informaços tanto de ônibus entre Tapachula e San Cristobal quanto de hospedagem no destino final. Voltei para o hotel, arrumei o que pude de minha mala, tomei banho e dormi.

 

12/12/10 - Saída para Tapachula, destino final San Cristobal de las Casas

Segundo informações do TicaBus, embora o ônibus saísse as 06:00, eu devia chegar e me apresentar no mesmo local onde comprei a passagem 1h antes às 05:00 da manhã e de lá mesmo sairia o ônibus. Eu levantei às 04:00, tomei banho e arrumei o resto das coisas para pegar um táxi 4:45 em direção à agÊncia da TicaBus. Preço da corrida: US$ 6,00. Provavelmente uma espécie de bandeira dois. Depois de chegar no local, esperei mais uma horinha até o ônibus chegar e sair. O ônibus é bem razoável, padrão ADO primeira classe no México, equivalente aqui no Brasil a um executivo com tela de DVD player.

O itinerário seria o seguinte: sai de San Salvador às 06:00, cruza a fronteira El Salvador/Guatemala por volta das 08:00, chega em Ciudad Guatemala por volta das 10:00 e lá espera-se até as 12:00 quando o ônibus sai em direção a Tapachula onde deve chegar por volta das 18:00, sendo que uns 20 minutos antes se para na outra fronteira Guatemala/México. Fora isso existe uma única parada entre Ciudad Guatemala e Tapachula onde é possível comprar alguma comida e água num mercadinho ou numa lanchonete perto de um posto de gasolina. A princípio, a informação que eu tinha era de que o TicaBus não parava para almoço, lanche ou o que fosse. Daí que eu decidi comprar o máximo que eu pudesse de coisas para comer no caminho e tentar fazer uma refeição decente em Tapachula antes de pegar o ônibus para San Cristobal. Ainda teria também que comprar esta passagem assim que chegasse no terminal.

Acabou que durante as duas horas de espera em Ciudad Guatemala, eu caminhei um pouco pela redondeza a ponto de encontrar um PizzaHut de onde tirei meu almoço (GT$ 45,00). Já tinha gasto uns GT$ 18,00 na fronteira ao comprar uns pãezinhos e numa ida ao banheiro. Comprei também um suco e uma água na única parada no caminho (GT$ 12,00) e com isso sobrevivi até desembarcar em Tapachula e comprar um sanduíche e uma água no terminal por (MX$ 30,00). Ainda em Tapachula, gastaria mais MX$ 246,00 de passagem de ônibus até San Cristobal de las Casas, num ônibus que saía às 23:30 e devia chegar por volta das 07:00 da manhã em seu destino. Recomendo a quem for fazer o mesmo trajeto a comprar antes pela internet no site da ticketbus. Quase que eu não consigo vaga no ônibus.

Tivemos alguns atrasos na fronteira Guatemala/México, não só pela burocracia de passar nas duas imigrações - na da Guatemala arrancaram uma orelha da página principal de meu passaporte - como também porque, devido a uma festa religiosa do dia, uma procissão de pessoas entre as cidades travou todo o trânsito na chegada a Tapachula. Até certo ponto foi engraçado ver um rio de gente passando pela fronteira andando ignorando os oficiais e carregando uma santa, tudo a um som ensurdecedor de uma música tocada com marimba que vinha de uma caminhonete mais a frente. O resultado é que atrasamos em 1:30 a chegada em Tapachula. Depois vim a descobrir que este dia é para os Mexicanos o que o 12/10 é para os brasileiros, o dia de sua padroeira, no caso deles a virgem de Guadalupe. Ainda na passagem da fronteira, perdi uma boa grana na troca dos meus últimos quetzales por pesos. Um câmbio de que deveria ser próximo a 1 para 1,5 acabou saindo quase que 1 para 1,3. Talvez houvesse perto do terminal de ônibus em Tapachula alguma casa de câmbio com uma taxa mais favorável embora eu não tenha encontrado nenhuma por alí. Para quem for tentar o mesmo, especial cuidado no câmbio da fronteira entre Guatemala e México.

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13/12/10 - Chegada em San Cristobal de las Casas

Cheguei em San Cristobal de las Casas por volta das 07:30 e estava um frio do cão ! Boa parte do dia chuviscou e o sol só foi sair timidamente quando já era umas 17:00 hs. Tentei entrar na internet para ver se descobria um albergue o mais próximo possível do terminal da ADO, mas mesmo para os mais próximos não dava para ir a pé. Acabei tomando um táxi para chegar no Rossco (http://www.backpackershostel.com.mx/) por cerca de MX$ 25,00, albergue onde eu ficaria uma noite apenas. A diária era de MX$ 160,00 para um quarto coletivo com banheiro privado (14 pessoas, um chuveiro e um sanitário) e sem café da manhã.

No táxi, ouvi a notícia pelo rádio de que a cidade tinha problemas de abastecimento de água e que estavam previstos cortes no fornecimento em vários bairros. Isso, junto com o frio absurdo que fazia na cidade, me fez mudar meus planos iniciais de ficar três dias por lá para ficar só um e partir no dia seguinte. Eu havia trazido pouca roupa de frio, basicamente o suficiente para não morrer congelado numa situação dessas, além de estar louco não só para tomar banho - quente! - como também para lavar roupa, pois quase tudo que eu tinha já estava sujo. Felizmente, eu consegui não só uma lavanderia para zerar a conta de roupa suja por MX$ 30,00 como também ainda tomei banho no albergue com água morna.

Fora estes percalços, o dia foi de passeio na cidade vendo praças, igrejas, mercados, algumas pessoas reunidas festejando talvez ainda alguma coisa relativa a virgem de Guadalupe. À noite, teve uma festa popular com banda próximo a uma igreja azul. Subi num mirante de onde era possível ver boa parte da cidade mesmo com o céu encoberto. Caminhei até o terminal da ADO também para comprar minha passagem para Palenque às 7:15 da manhã do dia seguinte por MX$ 148,00. Ainda gastei uns MX$ 60,00 no café da manhã em um restaurante mais caro, almocei por uns MX$ 35,00 em um restaurante popular próximo a um mercado popular - não consegui comer metade das tortilhas que tinha no prato, era muito - e gastei mais cerca de MX$ 60,00 contando o jantar em uma tamaleria (equivalente a um restaurante especializado em pamonhas), mais uns pães doces e um licor nos mercados da festa da igreja e outras coisas compradas em supermercado para se levar na viagem do dia seguinte.

Sobre San Cristobal de las Casas, eu diria que eu saí prematuramente porque refiz meus planos de fazer os tours que dalí sairiam a partir de Palenque, cidade mais próxima dos sítios e muito menos fria. Talvez um dia só seja o suficiente para ver tudo em San Cristobal se você se organizar direitinho e chegar na cidade já sabendo o que fazer e onde ir. Do contrário, talvez valha a pena passar um dia e meio ou dois nela se você gostar. Leve roupa de frio ou então dinheiro para comprar no local, principalmente se for no inverno. Um detalhe que me passou desapercebido é que nessa brincadeira eu deixei passar um sítio que talvez pudesse ser feito em conjunto com Palenque no mesmo dia até: o sítio de Toniná, próximo a Ocosingo, cidade no meio do caminho entre San Cristobal e Palenque. Quem se interessar, tente refazer a organização da viagem para incluir Toniná também. Segundo uns italianos que viria a conhecer dois dias, depois é um lugar que valeria a pena visitar se tiver tempo.

 

14/12/10 - Saída para Palenque

Meu plano para este dia era sair cedo para Palenque de maneira a aproveitar pelo menos a tarde inteira visitando a zona arqueológica da cidade. Chegaria por volta das 12:00 no terminal de ônibus da cidade, deveria perder coisa de 1:00 a 1:30 hs para deixar a bagagem no hotel, comer alguma coisa e ir ao sítio, mas teria ainda o resto da tarde cerca de 4 horas para visitá-lo por completo. Tudo daria certo se o ônibus que me levasse para Palenque não sofresse um atraso de 3 horas por ter ficado parado na estrada com algum problema mecânico. O resultado foi que eu cheguei próximo das 15:30 alí. Depois de ir ao albergue deixar minhas coisas e voltar para a cidade para tomar um ônibus até a zona arqueológica, já eram cerca de 16:30 quando cheguei na bilheteria e fui informado que naquele horário já não vendiam mais entrada para o dia. Teria que voltar amanhã ou depois. Mais um dia perdido ::putz::

O jeito foi dar uma volta pela cidade e ver os tipos de tours que eram oferecidos, pesquisar preços e horários, além de repensar o dia e horário de saída da cidade. Em Palenque, eu sabia que precisava visitar não só a zona arqueológica da cidade distante 9 Km, mas de fácil acesso por vans/mini-ônibus da cidade (preço MX$ 10,00), como também os sítios de Yaxchilán e Bonampak, estes já distantes e que teriam que ser feitos em tours principalmente se fosse os dois no mesmo dia. Como são distantes e Yaxchilán precisa ser alcançado por barco, é um tour bem caro. Paguei cerca de MX$ 550,00 por ele, incluídos aí o transporte e refeições, café da manhã e almoço. Como não lembro de ter pago entradas, imagino que elas estejam cobertas pelo preço também.

Há também um outro tour muito oferecido pelas agências, chamado de palenque e cascatas onde se visita a zona arqueológica durante a manhã e duas cachoeiras a tarde. Sai na média por MX$ 120,00 só o transporte mas pode chegar a cerca de MX$ 280,00 se incluir as entradas dos locais. Depois de pensar um dia a respeito, acabei comprando este tour para o último dia em Palenque por MX$ 120,00. E quando decidi isso, comprei também a passagem de ônibus em direção à Mérida por MX$ 400,00 para o último horário às 23:00 podendo antecipar a saída para as 21:00 se chegasse a tempo no terminal e o ônibus tivesse assento disponível.

Quando fiz isso, acabei comentendo o mesmo erro de pular cidades como o que já havia ocorrido com Ocosingo, só que agora com a cidade de Campeche que fica no meio do caminho entre Palenque e Mérida. Lá existe o sítio de Edzná, onde de repente vale uma parada de um dia para visitá-lo e depois seguir viagem até Mérida. Poderia eu ter tirado um dia de Mérida (Mayapán por exemplo) para visitar Edzná sem ter gasto um dia a mais. Quando fui saber disso, já estava em Mérida quase sainda para Playa del Carmen ou Cancun.

Ainda sobre Palenque, eu lá fiquei no albergue chamado Yaxkin (http://www.hostalyaxkin.com). Fiquei em um quarto coletivo com banheiro privado por cerca de MX$ 140,00, sem café da manhã incluído (total 6 pessoas no quarto). O banheiro é bem razoável, o staff é também muito receptivo, além de que o hotel é próximo do terminal de ônibus da ADO. Na verdade a maioria dos hoteis são também, pois quase todos ficam numa mesma zona chamada zona turistico-ecológica. Sobre o staff, é bom dizer que um dos donos, um espanhol e galego, me emprestou por um dia o seu relógio de pulso para que eu o usasse como despertador e não perdesse o tour, e já depois de ter feito o check-out no último dia, ainda me deixaram tomar um banho no banheiro coletivo sem cobrar por isso. Acho que vale a recomendação. Os únicos problema que eu vi no meu caso foi que a noite fez um pouco mais de frio durante a madrugada e eu esqueci de pedir por uma colcha ou algo mais quente. Não sei se eles tinham alí disponível. E quem for ficar no hostal para usar o banheiro coletivo, é bom não ficar muito grilado ao tomar banho porque o banheiro é bem aberto, fora do box não tem nada que impeça a visão. Mas mesmo no banheiro coletivo tem água quente, embora com menos pressão que nos quartos. Acho que foi o melhor albergue que eu estive dentro do México.

Finalizando a contabilidade do dia, eu gastei cerca de MX$ 35,00 de almoço num restaurante simples próximo do terminal da ADO - prato era arroz, salada, 1/4 de frango e tortilhas. Cerca de MX$ 40,00 de jantar e compra de água e mais MX$ 10,00 na van de ida para a zona arqueológica de Palenque. A volta do sítio, eu consegui por meio de uma carona com uns austríacos que tentaram comprar e assim como eu não conseguiram as entradas. Servi de tradutor entre um deles e o guarda do parque e acho que por isso me ofereceram a carona.

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15/12/10 - Tour a Yaxchilán e Bonampak

Este tour começa bem cedo acho que 06:00 ou 06:30 da manhã, quando as vans correm os hotéis para pegar os turistas. Depois de todo mundo dentro das vans, tomamos o caminho da estrada e tem uma parada por volta das 08:00 ou 08:30 para café da manhã em algum ponto no meio da estrada. Diga-se de passagem um café da manhã muito bom com ampla variedade. Põe aí mais 2 hs de viagem até um lugar de onde saem os barcos chamado Frontera Corozal. Mais uns 45 min de viagem no rio Usumacinta até chegar a Yaxchilán. Se bem me lembro, foram 2:00 ou 2:30 hs em Yaxchilán de visita sem guia onde tinhamos que voltar impreterivelmente às 12:30 para o cais e pegar o barco de volta até Frontera Corozal. Em Frontera Corozal tivemos o almoço e depois dele mais 1 h na van até chegar a Bonampak, onde ficamos mais 1:30 hs visitando. Deve ter sido por volta das 16:00 que saímos de Bonampak já com destino final em Palenque de volta a zona dos hotéis.

Acho que ambos os locais são imperdíveis nesta viagem se o seu interesse são os sítios mayas. Yaxchilán é o maior deles e nas 2:30 de visita não deu para ver a última das três partes do sítio. Felizmente esta última parte chamada templos del sur, a mais afastada, era a de menor importância e também pouco visitada. Chegando em Yaxchilán você passa por uma área chamada de pequena acrópole, onde há uma pirâmide principal e alguns templos além de um pequeno campo de juego de pelota, além de eventualmente encontrar desenhos ou inscrições em relevo em lintéis. Depois você caminha por uns 10 minutos até chegar na praça central (Gran Plaza). Nela você vê vários templos, algumas estruturas com desenhos em relevo com proteção a chuva e sol (provavelmente um lintel fora do lugar) e ao final da praça central você sobe uma escada para chegar a grande acrópole que fica no ponto mais alto do sítio. O templo principal da grande acrópole possui em volta dele no chão alguns tijolos grandes com inscrições em relevo. Depois de ter chegado aqui, já era quase hora de voltar e por isso pulei os templos do sul que ficavam a coisa de 20 a 30 minutos de caminhada de lá quando deviam faltar uns 15 minutos para a saída do barco.

De volta a Frontera Corozal e depois de ter almoçado carne assada com feijão, salada e tortilhas, a van segue para Bonampak que é um sítio menor que Yaxchilán. Embora menor, em Bonampak você consegue ver pinturas em cores em uma espécie de câmara da pirâmide principal. Essas pinturas praticamente pagam o passeio até lá e imagino que Bonampak seja incluída neste tour basicamente por estar no caminho e pelas pinturas. Além disso, há também lintéis com inscrições e desenhos em relevo. Assim como Yaxchilán, Bonampak também é um lugar bastante relevante para quem esteja interessado em visitar sítios arqueológicos mayas. O tempo de visita não foi problema em Bonampak já que o sítio não é muito grande. Chegando a Palenque próximo das 18:00, ainda tive tempo de caminhar pela cidade e comprar alguma coisa para comer e água para o dia seguinte, completando um total de MX$ 40,00 gastos no total. Ainda que já tivesse fechado os tours com tudo já pago, cheguei a entrar num escritório de um órgão de turismo do governo de Chiapas onde deram bastante informação relevante a quem acaba de chegar - não era bem meu caso, mas é bom quem passar por lá saber que existe. Neste dia tambem compraria a passagem para Mérida a sair no dia seguinte à noite.

 

16/12/10 - Tour em Palenque e cascatas, saída para Mérida

Por achar que um dia inteiro para visitar a zona arquelógica de Palenque seria muito tempo, acabei comprando este pacote que inclui o transporte também a duas cachoeiras chamadas de misol-há e agua azul. Ele se constitui de 3:30 hs na zona arqueológica de Palenque, mais 1 h em misol-há e 2 hs em agua azul. A van passa às 08:00 nos hotéis e você chega rapidinho na zona arqueológica de Palenque que fica a cerca de 10 Km da cidade. Lá eu tive que pagar minhas entradas que somaram MX$ 76,00 entre MX$ 51,00 de visita às ruínas e MX$ 25,00 de visita ao museu. Se quiser um guia, você tem que pagar um dos muitos que ficam na entrada do parque a se oferecer de guia. Os preços são bem caros, coisa de MX$ 400,00 o mais barato que era o guia em espanhol. Em outras línguas - obviamente não existe português na lista - o preço deve chegar a uns MX$ 500,00. Eu fiz o passeio sem guia.

Palenque é muito grande também. Segundo o motorista da van, deveríamos ficar 2:30 hs nas ruinas e mais 1 h no museu. Em 2:30 hs nas ruínas não é possível subir e ver em detalhes todos os templos. Sendo assim, eu acabei pulando alguns e só visitei com mais detalhes o palácio e o templo das inscrições (templo de las inscripciones). Isso me fez ter um certo sentimento de arrependimento depois por não ter dedicado um dia completo só para a zona arqueológica de Palenque. Houve quem pulasse a visita ao museu para ficar mais tempo nas ruínas, mas eu depois visitando o museu achei muita coisa interessante também, desde uma tumba passando por cerâmica, quadros pintados ou desenhos em relevo. Não recomendo que se deixe de visitar o museu, que pode ser feito tranquilamente em uma hora. Já as ruínas seria bom ter pelo menos 3:00 ou 3:30 horas para uma visita mais detalhada. Isso talvez não inviabilize a visita às cachoeiras pois mais tarde me disseram que existem alguns ônibus/vans que levam até lá - não sei dizer horários e preços. Sobre Palenque, acho indispensável sua visita, assim como Yaxchilán e Bonampak o foram.

Depois de Palenque, pegamos a estrada em direção a Ocosingo e 1 hora depois paramos em misol-há que é a primeira cachoeira a ser visitada. Deve ter pelo menos uns 100 metros ou mais de queda de água alí em um lago. A vista é muito bonita e é possível por um caminho passar por trás da cachoeira e inclusíve dar a volta se você conseguir caminhar em piso escorregadio. Mesmo tendo o lago alí, pouca gente entra nele para tomar banho. Só vi duas francesas de biquini às suas márgens enquanto que a maioria preferiu mesmo ir para a trilha próxima da cachoeira. Ao que parece, a temperatura da água também não é muito fria.

Misol-há não tem muita infraestrutura em volta, só um lugar com banheiro onde as vans param. Já devia ser próximo das 14:00 hs quando deixamos o local com meu estômago reclamando da falta de trabalho e em mais 30 minutos chegamos a agua azul que para minha felicidade tinha algumas opções tanto de restaurantes com pratos para almoço quanto de pequenas tendas onde se vendiam pasteis ou tortilhas, este últimos bem mais baratos, na ordem de MX$ 10,00 a MX$ 15,00 cada 4 a 6. Como eu estava com muita fome, preferi pagar um prato de restaurante por cerca de MX$ 70,00. Perdi algum tempo no restaurante seja esperando o prato ou comendo mas isso não chegou a ser um grande problema, pois acabei não entrando na agua de agua azul também e só caminhei em direção rio acima por cerca de 1 hora.

Aqui, uma pequena interrupção para uma historinha. No dia anterior, perguntando sobre preços deste tour, me foi informado que as cascatas cobravam a entrada que eram cerca de MX$ 25,00 e MX$ 15,00, mas não lembro qual era o preço de cada uma. Além dessa taxa, deveriamos dar mais cerca de MX$ 10,00 em cada cascata que seria uma contribuição aos zapatistas (?!) não sei se para garantir segurança ou uma espécie de imposto em seus territórios - a desculpa para se pagar a taxa dos zapatistas é que as cachoeiras ficam no território deles. Diz o cara que me vendeu o tour que essa taxa faz parte do preço final e que as pessoas pagam de bom grado pois, em suas palavras, os zapatistas defendem o povo da região dos desmandos do governo central. Eu fiquei encucado com isso e, embora em misol-há tenha dado o dinheiro da entrada mais a taxa dos zapatistas sem depois ter visto que fim levou a grana arrecadada, o mesmo eu não posso dizer de agua azul. Em um casebre na beira da estrada, o motorista da van parou e entrou lá não sei se para dar o dinheiro arrecadado ou fazer outra coisa. Interessane que nessa casa de madeira toda pintada de branco, haviam alguns símbolos em vermelho que eu não consegui decifrar o que eram. Seria um posto zapatista talvez ? Não sei.

Voltando à caminhada que fazia rio acima em agua azul, em um determinado ponto fomos eu e uma belga que conheci neste dia interrompidos por dois caras que se identificaram como autoridades do local, dizendo que dalí não deveríamos passar e tinhamos que voltar de qualquer jeito. Eu achei que num primeiro contato o cara foi um pouco grosseiro, tanto pela maneira como falou quanto por não dar maiores explicações até que, quando já estava quase voltando, surgiu um casal de mexicanos que falando com os caras conseguiu não só a autorização deles para seguir um pouco adiante rio acima como ainda um deles foi como uma espécie de guia até um lugar que é um pequeno canion deste rio. Acho que neste local a ficha caiu. Ao chegar lá, o cara apontou para o canion e disse que não poderíamos prosseguir mais pois alí já era "território controlado pelos zapatistas". Ao que parece, toda a outra margem do rio em questão o é, e como a esta altura do campeonato, entre 16:30 e 17:00, já estava próximo do anoitecer seria perigoso para turistas frequentarem o local. Depois de tirar umas fotos, voltei em direção ao ponto de encontro das vans.

Voltando a Palenque, fui ao hotel pegar minhas coisas que havia deixado num depósito, já que tinha liberado o quarto para não pagar mais uma diária. Tomei um banho no banheiro coletivo pois, no dia anterior, tinha perguntado se poderia fazer isso e eles me disseram que não havia problema. Depois do banho peguei minhas coisas e caminheio em direção ao terminal de ônibus onde havia comprado a passagem para Mérida. No caminho ainda tive tempo de passar num lugar para comer um cheeseburger (hamburguesa con queso) que junto com água para a viagem me deram cerca de MX$ 40,00 de gastos a mais no dia. Consegui ainda embarcar num ônibus de um horário antes do meu ao fazer a troca na hora das passagens.

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