Acordamos cedo e arrumamos as malas (que a essas alturas somava 1 só de roupa suja) e fomos tomar o café no hotel.
Fomos à estação para pegar o TGV Lyria para Lausanne que teve um pequeno atraso de uns 10 minutos – o que foi ótimo pra nós já que achar o vagão certo não foi tão fácil como pensávamos.
No trem quase levei uma bronca do bilheteiro por não ter preenchido a data do passe ANTES de entrar no trem. Fica a dica, na espera do trem, já preencham a data certinha porque eles conferem meeesmo!
A primeira coisa que reparamos quando o trem entrou na Suiça foi a presença de “verde”. Foi o único país onde a vegetação se manteve no inverno. A imagem da floresta logo abaixo dos Alpes quando se chega ao país é realmente muito bonita.
De Lausanne, trocamos de trem para Interlaken. Esse troca-troca de trem ficou bem corrido e confuso para nós porque lá já era uma região onde se falava predominantemente alemão, e a única coisa que sabemos em alemão é “Kaiser”, kkkkk.
Em Interlaken há duas estações principais de trem a West e a Ost. Por não saber desse detalhe, acabamos descendo na estação errada! Não foi um grande empecilho pois o tempo entre uma e outra é de uns 5 minutos e passava trem a cada 20 minutos.
Ao chegar na estação correta fomos procurar o ferry para Isetwald, mas não funcionava no inverno, então pegamos o ônibus e sentimos a primeira de muitas “bicas” que levamos por lá: CHF 11,20 duas passagens, só de ida!!!!
A distância é de uns 12 km e levou uns 20 minutos pois a estrada é bem sinuosa e tem trechos com uma pista só, para um carro passar, o outro tem que esperar no acostamento ou dar a ré até encontrar onde encostar.
O ônibus tem um pequeno letreiro onde passavam as estações que ele estava e a próxima, além de anunciarem pelos alto-falantes (ajuda muito!!!)
A paisagem da estrada é se sombra de dúvida a mais linda que já vi. Encostas verdinhas com trechos floridos, lagos de um azul fabuloso com os picos nevados ao fundo. A própria ida já é um passeio fantástico.
Isetwald é um povoado menor que muitos bairros conhecidos, bem pequeno mesmo, mas estrategicamente alocado entre duas montanhas e de frente para um grande lago.
O Hostel é relativamente simples, não posso dizer que é o mais limpo que já fiquei, mas também não é imundo. Havia bastante pó embaixo da cama, mas no geral não era ruim. Já fiquei em bem piores aqui no Brasil.
O staff se resumia a 1 pessoa, Denize, que foi super atenciosa – apesar de só a ter visto na chegada ao hostel.
Ficamos num quarto de casal comunitário com banheiro partilhado. Quarto bem simples – 1 cama, 1 mesa, 1 armário para as bagagens e 1 pia. O aquecimento do quarto não era muito bom, o que nos forçou a usar tudo que tinha no quarto para nos aquecermos (incluindo a toalha de mesa! hahaha).
O banheiro era limpo, a água esquentava bem e não tivemos maiores problemas com filas. O que não é nenhum mérito, uma vez que só havia nós e 1 holandês que ficamos conversando durante a noite e reencontramos no passeio do dia seguinte.
No Hostel havia máquinas de refrigerantes, cigarros, café e petiscos, mas estavam todas fora de operação. Segundo Denize, é porque a temporada era baixa e não compensava mantê-las abastecidas. Ou seja, em temporada a coisa deve ficar mais animada e farta por lá! rs
Tem também uma sala de convivência com água quente, saches de chá, jogos de tabuleiro, TV de 60”, DVD e lareira.
A grande sacada do Hostel é que, ao se fazer o check in, ganha-se um passe gratuito para os ônibus de Interlaken e isso alivia muito! Também tem um café da manhã bem simples – e isso nos foi avisado qdo chegamos – 2 fatias de pão de forma, 2 fatias de peito de peru, 1 suco de caixinha e 1 potinho de manteiga.
- Distante do centro urbano (sem banco, mercado, nada)
Nota final: Recomendado :'>
Deixamos nossas coisas no Hostel e voltamos para Interlaken para comer alguma coisa, pois os 2 restaurantes em Itsewald eram de hotéis e meio caros.
Interlaken é uma cidade super bonitinha, limpa, organizada. A paisagem da cidade é linda, mas as pessoas são bem reservadas.
Achamos um restaurante (Los Alpes) onde comemos uma caçarola de batatas com queijo e bacon. Meio gorduroso, mas muito bom. A conta deu CHF 36,00 (comida + serviço + 4 cervejas).
No restaurante conhecemos um nativo, esquiador olímpico, que ficou conversando conosco até o amigo dele chegar. O interessante dessa conversa foi comprovar o profundo desprezo dele pelo povo americano (e segundo ele o sentimento é generalizado por lá). Nos elogiou muito pela “descoberta” do pré-sal e pela decisão de realizar a extração sem a ajuda dos americanos (nessa parte da conversa até o garçom nos parabenizou), por nossos atletas, pelo nosso futebol, enfim. O papo não passou muito disso, mas foi interessante poder conversar com alguém de lá.
Ao sairmos do restaurante, passeamos pela cidade e fomos ao Mercado Coop comprar os suprimentos para o dia seguinte. Os mercados lá fecham cedo (o último fechava às 20:00), então tivemos que correr. Compramos água, pringles, cervejas, 2 fogazzas congeladas, suco e muuuuito chocolate (realmente é barato!!! Rsrsrs). A compra deu CHF 26,00.
Checamos o horário dos trens na estação e vimos que havia diversas saídas para o passeio do dia seguinte e que não era necessário reserva e então, pegamos o ônibus de volta para o Hostel. Estava bem frio mas só sentimos na rua mesmo, dentro do ônibus e do hostel era quentinho (só o quarto que nem tanto)
Voltamos ao hotel e ficamos assistindo filme, tomando cerveja e conversando com o holandês até a hora de ir dormir.
18/03 Jungfraujoch
Ao acordarmos vimos que havia nevado e nem percebemos. Pela janela estava tudo branquinho!!!
Tomamos o café rapidinho e saímos correndo para pegar o ônibus, mas ele tinha acabado de sair. Esperamos quase 1 hora a 6°C de temperatura pelo próximo ônibus.
Chegamos na estação do trem, checamos o time-table e as conexões se encaixavam direitinho! Felizes, entramos no trem e pegamos nossos assentos. E daí veio nossa surpresa: as reservas realmente não eram obrigatórias... porque especificamente esse trecho não era coberto pelo passe! Qdo abrimos o guia do passe, bem pequeninho, em letras miúdas no fim do guia estava lá que aquela linha realmente não era coberta pelo passe. Então veio a 2ª bica: a reserva não era obrigatória porque o trecho não era coberto, mas, se fosse feita antecipada saía bem, mas beeeeem mais barata.
Como já estávamos no trem, com o trem em movimento, as opções eram descer na próxima estação e arcar com as conseqüências de tomar um transporte público sem pagar (uma visitinha ao centro policial), ou pagar a passagem. Santo cartão de crédito, pois não tínhamos os CHF 273,00 (isso mesmo, quase R$ 500,00!!!!!!!!! ). Se tivéssemos reservado na noite anterior, sairia por CHF 90,00, mas.... não tinha nenhum lugar avisando e não havíamos notado esse pequeno trecho descoberto. Paciência (e bolso vazio).
No exorbitante valor estava incluso ida e volta nos 3 trens necessários para chegar ao Topo do Mundo (como eles chamam a montanha) e as entradas para o lugar.
Uma vez passada a tristeza do sangramento no bolso, começamos a apreciar a viagem (não tinha outro jeito né! rs). Durante o trajeto, vai passando um filme numas telas que tem dentro do trem sobre como o túnel foi construído e um guia vai explicando em diversos idiomas os pontos interessantes da viagem.
Esse é outro ponto que eu poderia escrever páginas e páginas, porque “o barato realmente é louco”, mas vou tentar ser o mais sucinta possível.
O Jungfraujoch não é a montanha mais alta da região dos Alpes (na verdade é a terceira), porém era a de melhores condições para os alpinistas escalarem e terem uma maravilhosa visão de toda a região. Sua altitude em relação ao nível do mar é de 3500m. Para que fosse facilitado o acesso a mais turistas para a região foi criada uma estrada de ferro até o cume da montanha.
A própria estrutura da estrada de ferro que sobe a montanha é algo monstruoso, espetacular, digno de crédito por muitos, mas muuuitos anos. Daqueles com direito a entrada no Guiness e de lá não sair mais. Daí me perguntaram “Mas porquê? É só mais um trem!”.
E eis a resposta (engenheiros de plantão, babem!): Pense num trem, que sobe por um túnel escavado dentro de uma montanha, por míseros 1811m a partir da base. Nada de mais né? Agora pensem que esse túnel foi escavado com trabalho braçal em 1894!!!! Há 117 anos. Sem maquinário, escavadeiras-tatu, nem nada dessa parafernalha atual. A construção total – da aprovação ao primeiro trem a subir os Alpes – levou cerca de 18 anos. Em 1912 o primeiro trem de passageiros subiu ao Junfgrau. Simplesmente fantástico! E ela funciona com o mesmo sistema até hoje – apenas com vagões mais modernos.
A inclinação do trem é tão íngreme que ele só consegue subir com sistema de cremalheiras e cabos, tendo que parar a subida a cada 30 minutos para evitar superaquecimento e acidentes (não consegui obter nenhuma informação se já houve ou não algum acidente). No total são 3 paradas com mirantes em vidro por dentro da montanha.
Seu corpo sente muito enquanto se está subindo, dá um certo mal estar e o ouvido para de funcionar! rs As paradas acabam sendo estratégicas também para seu corpo ir se acostumando com a altitude, já que se sobe rápido pela cremalheira.
Ao chegar no topo, encontramos uma estrutura completa com restaurante, lanchonete, loja de souvenir e diversos mirantes e passarelas para passear por entre o gelo.Claro que tudo era superfaturado, caro mesmo! Não compensa comer ou beber nada lá em cima. Fica a dica: levem água e comida se não quiserem estourar o orçamento.
Há também um observatório lá em cima para estudos climáticos, meteorológicos e astronômicos, mas não é permitido o acesso.
Lá em cima é frio. Bem frio. Qdo chegamos a temperatura estava em -10°C, mas no decorrer das horas abaixou para confortáveis -6°C. Mas como dessa vez, estávamos preparados para o frio de lá não sentimos tanto frio. Aliás, estava bem suportável.
Tem também um castelo de gelo para visitação que é bem bacana, com esculturas em gelo e com iluminação especial que dá um toque a mais no visual.
Sim, foi caro – principalmente porque os palermas aqui não reservaram antecipadamente – mas valeu a pena.
Com essa bagunça do trecho não ser aceito, acabou rasurando um dia do meu passe de trem (tinha marcado antes de subir no trem, conforme a bronca anterior do bilheteiro), e isso me levou a dores de cabeça posteriores...
Passamos algumas horas passeando pelo topo e depois tomamos o trem para descer. Se a subida causou certo mal estar, a descida então nem se fala. Parece que sua cabeça vai explodir com a pressão. Fiquei com dor de cabeça por algumas horas depois de descer. Tem até um alerta no guia de visitação informando para procurar a assistência médica caso se sinta mal (então isso deve ser relativamente comum) e há um posto de assistência médica em cada parada, um no topo e um na base do passeio.
Ao voltarmos para Interlaken, comemos nosso primeiro Mc Donald’s da viagem: CHF 12,70 pelo n° 1. Com esse preço, foi a 1ª e única vez que comemos no Mc.
Compramos mais algumas tranqueiras pela cidade e voltamos para o Hostel. Nosso colega holandês já tinha ido embora, mas pouco tempo depois chegou mais um casal - nada comunicativo.
Tomamos um banho quente e fomos dormir pra não perder o horário de novo.
Um ponto curioso do Hostel é que ele fica aberto e sem ninguém do staff por lá. Ninguém controla nada. Se chegasse alguém para dormir lá durante a noite, era só entrar e dormir. Confiança total.
Considerações finais da Suiça:
- Thun parece bem maior que Interlaken, logo, pode ser mais barato Tb.
- Em Lauterbrunnen tb tem hostel. Se o intuito for conhecer apenas os Alpes, talvez seja mais negócio já ficar no meio do caminho.
- Se o intuito for esquiar, vá para Wegen que é uma cidade voltada exclusivamente para isso.
- No McDonald’s o catchup e mostarda são cobrado por sachê.
No momento em que deixamos a Suiça, tive a certeza de estar saindo do lugar mais bonito em que já fui. E a certeza permanece até hoje.
Continuo os relatos da viagem em outro post (só faltam 2! uhuuuuu)
SUIÇA
17/03 Dijon – Interlaken
Acordamos cedo e arrumamos as malas (que a essas alturas somava 1 só de roupa suja) e fomos tomar o café no hotel.
Fomos à estação para pegar o TGV Lyria para Lausanne que teve um pequeno atraso de uns 10 minutos – o que foi ótimo pra nós já que achar o vagão certo não foi tão fácil como pensávamos.
No trem quase levei uma bronca do bilheteiro por não ter preenchido a data do passe ANTES de entrar no trem. Fica a dica, na espera do trem, já preencham a data certinha porque eles conferem meeesmo!
A primeira coisa que reparamos quando o trem entrou na Suiça foi a presença de “verde”. Foi o único país onde a vegetação se manteve no inverno. A imagem da floresta logo abaixo dos Alpes quando se chega ao país é realmente muito bonita.
De Lausanne, trocamos de trem para Interlaken. Esse troca-troca de trem ficou bem corrido e confuso para nós porque lá já era uma região onde se falava predominantemente alemão, e a única coisa que sabemos em alemão é “Kaiser”, kkkkk.
Em Interlaken há duas estações principais de trem a West e a Ost. Por não saber desse detalhe, acabamos descendo na estação errada! Não foi um grande empecilho pois o tempo entre uma e outra é de uns 5 minutos e passava trem a cada 20 minutos.
Ao chegar na estação correta fomos procurar o ferry para Isetwald, mas não funcionava no inverno, então pegamos o ônibus e sentimos a primeira de muitas “bicas” que levamos por lá: CHF 11,20 duas passagens, só de ida!!!!
A distância é de uns 12 km e levou uns 20 minutos pois a estrada é bem sinuosa e tem trechos com uma pista só, para um carro passar, o outro tem que esperar no acostamento ou dar a ré até encontrar onde encostar.
O ônibus tem um pequeno letreiro onde passavam as estações que ele estava e a próxima, além de anunciarem pelos alto-falantes (ajuda muito!!!)
A paisagem da estrada é se sombra de dúvida a mais linda que já vi. Encostas verdinhas com trechos floridos, lagos de um azul fabuloso com os picos nevados ao fundo. A própria ida já é um passeio fantástico.
Isetwald é um povoado menor que muitos bairros conhecidos, bem pequeno mesmo, mas estrategicamente alocado entre duas montanhas e de frente para um grande lago.
O Hostel é relativamente simples, não posso dizer que é o mais limpo que já fiquei, mas também não é imundo. Havia bastante pó embaixo da cama, mas no geral não era ruim. Já fiquei em bem piores aqui no Brasil.
O staff se resumia a 1 pessoa, Denize, que foi super atenciosa – apesar de só a ter visto na chegada ao hostel.
Ficamos num quarto de casal comunitário com banheiro partilhado. Quarto bem simples – 1 cama, 1 mesa, 1 armário para as bagagens e 1 pia. O aquecimento do quarto não era muito bom, o que nos forçou a usar tudo que tinha no quarto para nos aquecermos (incluindo a toalha de mesa! hahaha).
O banheiro era limpo, a água esquentava bem e não tivemos maiores problemas com filas. O que não é nenhum mérito, uma vez que só havia nós e 1 holandês que ficamos conversando durante a noite e reencontramos no passeio do dia seguinte.
No Hostel havia máquinas de refrigerantes, cigarros, café e petiscos, mas estavam todas fora de operação. Segundo Denize, é porque a temporada era baixa e não compensava mantê-las abastecidas. Ou seja, em temporada a coisa deve ficar mais animada e farta por lá! rs
Tem também uma sala de convivência com água quente, saches de chá, jogos de tabuleiro, TV de 60”, DVD e lareira.
A grande sacada do Hostel é que, ao se fazer o check in, ganha-se um passe gratuito para os ônibus de Interlaken e isso alivia muito! Também tem um café da manhã bem simples – e isso nos foi avisado qdo chegamos – 2 fatias de pão de forma, 2 fatias de peito de peru, 1 suco de caixinha e 1 potinho de manteiga.
http://www.lakelodge.ch/
Prós:
- Preço
- Passe gratuito para ônibus
- Café da manhã (fraco, mas tem)
- Paisagens
- Ótima área para integração
- Staff prestativo
- Banheiro com água quente a qualquer hora
Contras:
- Aquecimento do quarto ruim
- Distante do centro urbano (sem banco, mercado, nada)
Nota final: Recomendado
:'>
Deixamos nossas coisas no Hostel e voltamos para Interlaken para comer alguma coisa, pois os 2 restaurantes em Itsewald eram de hotéis e meio caros.
Interlaken é uma cidade super bonitinha, limpa, organizada. A paisagem da cidade é linda, mas as pessoas são bem reservadas.
Achamos um restaurante (Los Alpes) onde comemos uma caçarola de batatas com queijo e bacon. Meio gorduroso, mas muito bom. A conta deu CHF 36,00 (comida + serviço + 4 cervejas).
No restaurante conhecemos um nativo, esquiador olímpico, que ficou conversando conosco até o amigo dele chegar. O interessante dessa conversa foi comprovar o profundo desprezo dele pelo povo americano (e segundo ele o sentimento é generalizado por lá). Nos elogiou muito pela “descoberta” do pré-sal e pela decisão de realizar a extração sem a ajuda dos americanos (nessa parte da conversa até o garçom nos parabenizou), por nossos atletas, pelo nosso futebol, enfim. O papo não passou muito disso, mas foi interessante poder conversar com alguém de lá.
Ao sairmos do restaurante, passeamos pela cidade e fomos ao Mercado Coop comprar os suprimentos para o dia seguinte. Os mercados lá fecham cedo (o último fechava às 20:00), então tivemos que correr. Compramos água, pringles, cervejas, 2 fogazzas congeladas, suco e muuuuito chocolate (realmente é barato!!! Rsrsrs). A compra deu CHF 26,00.
Checamos o horário dos trens na estação e vimos que havia diversas saídas para o passeio do dia seguinte e que não era necessário reserva e então, pegamos o ônibus de volta para o Hostel. Estava bem frio mas só sentimos na rua mesmo, dentro do ônibus e do hostel era quentinho (só o quarto que nem tanto)
Voltamos ao hotel e ficamos assistindo filme, tomando cerveja e conversando com o holandês até a hora de ir dormir.
18/03 Jungfraujoch
Ao acordarmos vimos que havia nevado e nem percebemos. Pela janela estava tudo branquinho!!!
Tomamos o café rapidinho e saímos correndo para pegar o ônibus, mas ele tinha acabado de sair. Esperamos quase 1 hora a 6°C de temperatura pelo próximo ônibus.
Chegamos na estação do trem, checamos o time-table e as conexões se encaixavam direitinho! Felizes, entramos no trem e pegamos nossos assentos. E daí veio nossa surpresa: as reservas realmente não eram obrigatórias... porque especificamente esse trecho não era coberto pelo passe!
Qdo abrimos o guia do passe, bem pequeninho, em letras miúdas no fim do guia estava lá que aquela linha realmente não era coberta pelo passe. Então veio a 2ª bica: a reserva não era obrigatória porque o trecho não era coberto, mas, se fosse feita antecipada saía bem, mas beeeeem mais barata.
Como já estávamos no trem, com o trem em movimento, as opções eram descer na próxima estação e arcar com as conseqüências de tomar um transporte público sem pagar (uma visitinha ao centro policial), ou pagar a passagem. Santo cartão de crédito, pois não tínhamos os CHF 273,00 (isso mesmo, quase R$ 500,00!!!!!!!!!
). Se tivéssemos reservado na noite anterior, sairia por CHF 90,00, mas.... não tinha nenhum lugar avisando e não havíamos notado esse pequeno trecho descoberto. Paciência (e bolso vazio).
No exorbitante valor estava incluso ida e volta nos 3 trens necessários para chegar ao Topo do Mundo (como eles chamam a montanha) e as entradas para o lugar.
Uma vez passada a tristeza do sangramento no bolso, começamos a apreciar a viagem (não tinha outro jeito né! rs). Durante o trajeto, vai passando um filme numas telas que tem dentro do trem sobre como o túnel foi construído e um guia vai explicando em diversos idiomas os pontos interessantes da viagem.
Esse é outro ponto que eu poderia escrever páginas e páginas, porque “o barato realmente é louco”, mas vou tentar ser o mais sucinta possível.
O Jungfraujoch não é a montanha mais alta da região dos Alpes (na verdade é a terceira), porém era a de melhores condições para os alpinistas escalarem e terem uma maravilhosa visão de toda a região. Sua altitude em relação ao nível do mar é de 3500m. Para que fosse facilitado o acesso a mais turistas para a região foi criada uma estrada de ferro até o cume da montanha.
A própria estrutura da estrada de ferro que sobe a montanha é algo monstruoso, espetacular, digno de crédito por muitos, mas muuuitos anos. Daqueles com direito a entrada no Guiness e de lá não sair mais. Daí me perguntaram “Mas porquê? É só mais um trem!”.
E eis a resposta (engenheiros de plantão, babem!): Pense num trem, que sobe por um túnel escavado dentro de uma montanha, por míseros 1811m a partir da base. Nada de mais né? Agora pensem que esse túnel foi escavado com trabalho braçal em 1894!!!! Há 117 anos. Sem maquinário, escavadeiras-tatu, nem nada dessa parafernalha atual. A construção total – da aprovação ao primeiro trem a subir os Alpes – levou cerca de 18 anos. Em 1912 o primeiro trem de passageiros subiu ao Junfgrau. Simplesmente fantástico! E ela funciona com o mesmo sistema até hoje – apenas com vagões mais modernos.
A inclinação do trem é tão íngreme que ele só consegue subir com sistema de cremalheiras e cabos, tendo que parar a subida a cada 30 minutos para evitar superaquecimento e acidentes (não consegui obter nenhuma informação se já houve ou não algum acidente). No total são 3 paradas com mirantes em vidro por dentro da montanha.
Seu corpo sente muito enquanto se está subindo, dá um certo mal estar e o ouvido para de funcionar! rs As paradas acabam sendo estratégicas também para seu corpo ir se acostumando com a altitude, já que se sobe rápido pela cremalheira.
Ao chegar no topo, encontramos uma estrutura completa com restaurante, lanchonete, loja de souvenir e diversos mirantes e passarelas para passear por entre o gelo.Claro que tudo era superfaturado, caro mesmo! Não compensa comer ou beber nada lá em cima. Fica a dica: levem água e comida se não quiserem estourar o orçamento.
Há também um observatório lá em cima para estudos climáticos, meteorológicos e astronômicos, mas não é permitido o acesso.
Lá em cima é frio. Bem frio. Qdo chegamos a temperatura estava em -10°C,
mas no decorrer das horas abaixou para confortáveis -6°C. Mas como dessa vez, estávamos preparados para o frio de lá não sentimos tanto frio. Aliás, estava bem suportável.
Tem também um castelo de gelo para visitação que é bem bacana, com esculturas em gelo e com iluminação especial que dá um toque a mais no visual.
Sim, foi caro – principalmente porque os palermas aqui não reservaram antecipadamente – mas valeu a pena.
Com essa bagunça do trecho não ser aceito, acabou rasurando um dia do meu passe de trem (tinha marcado antes de subir no trem, conforme a bronca anterior do bilheteiro), e isso me levou a dores de cabeça posteriores...
Passamos algumas horas passeando pelo topo e depois tomamos o trem para descer. Se a subida causou certo mal estar, a descida então nem se fala. Parece que sua cabeça vai explodir com a pressão. Fiquei com dor de cabeça por algumas horas depois de descer. Tem até um alerta no guia de visitação informando para procurar a assistência médica caso se sinta mal (então isso deve ser relativamente comum) e há um posto de assistência médica em cada parada, um no topo e um na base do passeio.
Ao voltarmos para Interlaken, comemos nosso primeiro Mc Donald’s da viagem: CHF 12,70 pelo n° 1. Com esse preço, foi a 1ª e única vez que comemos no Mc.
Compramos mais algumas tranqueiras pela cidade e voltamos para o Hostel. Nosso colega holandês já tinha ido embora, mas pouco tempo depois chegou mais um casal - nada comunicativo.
Tomamos um banho quente e fomos dormir pra não perder o horário de novo.
Um ponto curioso do Hostel é que ele fica aberto e sem ninguém do staff por lá. Ninguém controla nada. Se chegasse alguém para dormir lá durante a noite, era só entrar e dormir. Confiança total.
Considerações finais da Suiça:
- Thun parece bem maior que Interlaken, logo, pode ser mais barato Tb.
- Em Lauterbrunnen tb tem hostel. Se o intuito for conhecer apenas os Alpes, talvez seja mais negócio já ficar no meio do caminho.
- Se o intuito for esquiar, vá para Wegen que é uma cidade voltada exclusivamente para isso.
- No McDonald’s o catchup e mostarda são cobrado por sachê.
No momento em que deixamos a Suiça, tive a certeza de estar saindo do lugar mais bonito em que já fui. E a certeza permanece até hoje.
Continuo os relatos da viagem em outro post (só faltam 2! uhuuuuu)
Boa Sorte e Boa Viagem a todos!
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