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TRAVESSIA PETRÓPOLIS X TERESÓPOLIS EM UM DIA!!!!
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Travessia Petrópolis x Teresópolis em 1 dia!
Não vou narrar muito sobre os atrativos do percurso, porque isso já tem vários relatos por ai, sem falar que você terá a oportunidade de vislumbrar esse visual único que a travessia Petro x Tere proporciona quando passar por lá.. vou tentar me ater aos eventos que são menos narrados a respeito desse caminho.
Começou com a proposta de fazermos um bate e volta nos castelos do Açu, no Parque Nacional Serra dos Órgãos – Sede Petrópolis. Rapidamente a ideia evolui para fazermos os 33 km da travessia em apenas um dia. Uma pessoa sem juízo nenhum sugeriu a loucura, e ainda encontrou mais três que topassem a empreitada.
O melhor da travessia de um dia, é que você consegue ir com uma mochila de ataque. O cansaço do final do dia foi pela extensão percorrida, e não pelo peso da cargueira.
Fizemos a compra do ingresso pela internet, no site do parque (http://www.parnaso.tur.br/), afinal a bilheteria do parque abre às 8h e nossa intenção era começar a jornada às 6h. É legal dizer que pra quem está interessado em fazer a travessia em um dia, compra-se o ingresso referente à alta montanha no parque, ou seja, utilizar o link para caminhada de Bate e Volta Açu. A taxa referente à travessia foi de R$24 e mais um acréscimo de R$2.40 para outras taxas do site. Total: R$26.40. O pagamento é feito via PagSeguro e é necessário imprimir e levar para entrar no parque a aprovação do pagamento que você recebe no email, além de um arquivo pdf que o site dispõe chamado de Termo de Resposabilidade e outro denominado Normas.
SEM ESSES ARQUIVOS A ENTRADA NO PARQUE NÃO É PERMITIDA (para compras de ingressos online). 
De posse dos ingressos, era só esperar o sábado chegar. No sábado o dia começou bem cedinho. Pequei em não ter tomado um café da manhã reforçado, mas não queria me atrasar.
Enchi a mochila de comes e bebes e fui. Começamos a subir às 6h30, e lá fomos nós. Os primeiros 7km são os mais dificieis da travessia, pois a subida é forte nesse trecho inicial, e ainda passa por um trecho enjoadinho de subir, denominado Isabeloca, bem íngreme e cansativo - Curiosidade: esse nome foi dado por causa da princesa Isabel, que supostamente, visitava o local. Os Castelos do Açu possuem uma beleza de tirar o fôlego. Ainda faltava muito caminho pela frente. Lanchamos e continuamos nossa trajetória. Foi nessa hora que o tempo ameaçou a fechar, o que nos desanimou um pouco porque perderíamos todo o visual da cadeia de montanhas de Terê.
Graças a Deus a preocupação não durou muito tempo. As nuvens apenas nos enganaram mesmo.
O próximo objetivo era o Sino. 8 km de onde estávamos até lá. Essa parte do caminho exige certa habilidade técnica para ser percorrida, por causa das descidas em paredões bem inclinados e subidas pesadas. O ideal para esse trecho é que o tempo esteja aberto, pois com névoa fica fácil perder a direção da trilha. Inclusive existem vários vários vários (já disse vários?!) totens espalhados pelo caminho, que ajudam demais na caminhada, além das setas no chão (amarelas, para quem vai de Petrópolis para Teresópolis e branca, para quem faz o caminho contrário). É nessa parte do caminho que tem a descida do Vale do Cristal, onde é necessário descer como se fosse Papai Noel descendo uma chaminé e também é onde tem o Elevador, uma escada de ferro com cerca de 50 metros de altura, que exige habilidade e equilíbrio, além de disposição e força no braço.
É também entre o Açu e o Sino que se encontra o famoso Cavalinho, uma pedra na vertical onde para passar é necessário montá-la, como quem monta na garupa de um cavalo. O agravante é o abismo que há abaixo da pedra, que assusta um pouco a quem tem medo de altura. Finalmente chega-se a Pedra do Sino, onde é possível ter um lindo visual de 360° da região montanhosa que rodeia o local. Essa Pedra é a pedra mais alta da Serra dos Órgãos e o visual ali de cima, foto nenhuma é capaz de mostrar com fidelidade. É lindo demais, é arrebatador. Um dos visuais mais lindos que pude vislumbrar nessa vida como trilheira.

A descida do Sino é bem enjoadinha, pois é em zigue-zague e por vezes, deu aquela sensação de: “não estou saindo do lugar.” São 12 km nessa brincadeira, com as pernas já supercansadas, e só na luz das lanternas, pois o sol estava se pondo quando começamos a descida.
Concluídas as 13h de travessia (sim, isso mesmo, 13 horas andando andando andandooooo
), chegamos a barragem, onde estava um amigo nos esperando de carro para fazer o resgaste. Foi um momento lindo.. tiveram momentos que pareciam que a travessia não ia acabar. No domingo, pós-trilha, eu não era ninguém. Foi dia de descansar.
A travessia foi extremamente incrível, e cansativa na mesma proporção. Quero logo fazer de novo, mas agora em mais dias, pra conseguir ver o nascer e por do sol. Mas vale a pena demais o desafio de um dia, pela superação, pra conhecer o caminho, pra ir leve e só curtir mesmo.