por ogum777 » 01 Set 2006, 13:12
nilton,
desculpe, mas discordo em muitos pontos da tua resposta.
1. quanto aos fogareiros: ok, azteq é marca da nautika. mas são produtos diferentes, com consumos diferentes (um consome 57g/h de gás, o outro 119g/h de gás - dados fornecido pelo fornecedor, nos respectivos sites), um tem parte da grelha/suporte dobráveis (veja no site da nautika0 e acendedor tipo piezo, o outro não, e possuem pesos diferentes. são produtos difeents que devem ter desempenhosdiferentes, e têm preços diferentes no mercado. e a nautika/azteq, ao contrário da msr, não fornece dados maiores sore o produto. no site da msr eles têm uma tabela de comparação e a gente descobre q eles consideram o dragon fly ruim par ao conceito fast and light....
2. quanto ao mercado: sim,alguns de nós aqui possuem poder de compra, que é preciso ter mesmo pra comprar barato: vc mesmo dá o exemplo, pois pode comprar um polartec 200 a 25 doletas pq tem quem traga. eu posso me dar ao luxo de ter 3 cargueiras só pra variar nas minhas viagens. mas somos exceção. em todas as revistas brasileiras, boa parte do público que compra é formado por aquilo que chamam na moda de "wannabe". há revistas de aviação em todas as bancas, não temos tantos aviadores/aeronautas assim. lembro há alguns anos que boa parte dos compradores da revista "horse business" não sabia sequer montar. o mercado brsileiro é pequeno pois não se faz um esforço par aincluir esse não consumidor, que pode até ter poder de com´ra, mas tem medo agora de gastar 700 pilas numa mochila.
o mesmo acontece com as bikes. muita gente deixa de comprar uma bike melhor pq pensque só há a bike de 300 pilas do supermercado e depois a de 18.000 pra fazer uma atividade mais séria. e por isso ele não pedala mais... ora, quem pedala de verdade, e faz longas distâncias, já sabe que não precisa de um quadro de carbono. o material do quadro do cara que realmente leva o pedal de longa distância a sério não é nem de alumínio (duro pra kt, teucorpo sofre), nem de carbono (leve, flexível, mas "frágil", se arranhar pode dar problema), mas o insuperável cromo-molibdênio, leve, ultra-resistente à fadiga e se rachar quando vc tiver com 80 kg de carga nos alforges, na periferia do vilarejo de santo antônio de sabe-se-lá-onde, vc solda em qualquer boa-de-porco.
esse é o real motor da qualidade. e isso só se consegue difundindo a atividade. é de tanto fazer mochila ruim, e ter que consertar de graça depois, ouvindo reclamação, xingamento, que uma trilhas e rumos da vida tem melhorado a qualidade dos seus produtos. o usuário de ponta é patrocinado e vai usar o produto do patrocinador, não vai testar outros. e vai dar o uso correto, que talvez não seja o uso extremo do produto. o usuáiro novato é que realmente testa os limites do produto: ele não sabe fazer manutenção, ele força demais o produto, além do recomendado. nenhum teste de resitência de vareta de barraca é melhor do que o peso de um bebum caindo em cima da barraca num camping. ninguém melhor pra testar a facilidde e resistência da rosca deum tipo de cartucho de gás que o cara que nem sabe instalar direito aquilo, que vi rosquear errado, etc. nenhum teste de multiplicidade de uso de combustível de fogareiro multi-fuel que o brsileiro quenão acha benzina e resolve fazer funcionar com álcool do posto de gasolina, com gasolina tirada do tanque de um chevette velho, com diesel, etc. (alguém aqui no mochileiros taa usando álcool num msr whisperlite internationale... hehehe).
3. a revista tá usando a tradicional estratégia editorial brasileira do tiro no pé. poderia ser um motor de difusão das atividades que cobre, mas tá sendo um motor de exclusão: um leigo que resolva comprar a revista, fica com a impressão de que pra fazer um trekking na ilha grande ele precisa gastar uma grana preta. ela tá servindo apenas de vitrine pra alguns fabricantes. alcançaria mais credibilidade perante seus leitores se fizesse como a matriz americana e outras revistas gringa de lá fazem: não tem medo de criticar o produto, testar, meter o pau, etc. fazendo isso vendem mais, einterssa aos anunciantes aparecer numa revista que vende bastante. interessa ao fabricante aparecer bem na foto de uma revista séria.
4. pra qualquer atividade levada a séria, a gente gasta uma grana preta. mas pra usar o exemplo do mergulho, como vc citou, antes de chegar na fase de comprar um puta equipo, passa-se pela fase da máscara com snorkel. e isso, mesmo assim, ainda é bem na frente, bem adiante, da fase de entrar no mar com óculos de natação. são graus, degraus. mas pra que haja o topo, é preciso que a base seja ampla. pra cada explorador de ponta americano, há milhares de pessoas que simplesmente acampam nos parques nacinais. uns fazem uma cmhadinha de 3 km, armam uma barraca, esquentam marshmallows em algum foguinho, voltam no dia seguinte pra casa se sentido como o indiana jones. são esses que fazem a grande receita dos fabricantes americanos. é o que acontece no futebol brasileiro: de cada mil garotos que chutam bola por aí, nas periferias, só um chega a fazer peneira nos clubes. de cada 600 que fazem peneira nos clubes, só um vira profissional. de cada 25 que viram profissionais, só um chega a ter um salário galático (a grande maioria dos dito profissionais ganha em média um salário mínimo). então, eu tiro um jogador bem remunerado a cada 15 milhões de pessoas que chutam bola. e que vão comprar chuteira boa pra jogar em campo de várzea no final de semana, que vão usar em campo de society, que vão usar em campo de terra na favela.
5. nós temos um puta potencial pra atividades outdoor. temos mais de 8.000 km de costa e o número dos que velejam pra lazer é minúsculo. como disse um avez o roberto scheidt, é ridículo até. pq? pq sempe foi uma coisa elitizada a vela. por isso os grael tão lá dando curso de vela pra favelado. pra quebrar esse paradigma. aqui no brasil pouca gente viaja pra albergue pq pensa que isso é pra gringo endinheirado. acha que um pacote pela CVC é mais barato. e esse catálogo da go outside vai na mesma linha, funcinando como vitrine de empresas tipo a CVC. como as revistas sobre barcos tb só mostram aquelas lanchas milionárias ou veleiros pra quem vive só de velejar. como as revistas de bike só mostram bikes de preço altíssimo, fora do alcance de muita gente.
6. assim a revista não forma mercado, o mercado realmente consumidor dos produtos anunciados. o desafio, no brasil, pra qualquer atividade se difundir, é incluir essa imensa massa de brasileiros: pra isso precisa-se se acessibilidade aos produtos.
nós somos a grande exceção cultural, econômica, etc. por isso somos tão poucos. e tão incompreendidos.
[]s
p.s. eles não seguiram a linha da matriz americana. tem equipo topo de linha de fora. eles sguirma a lógica do anunciante topo de linha. questiono um pouco a qualidade de try on, red nose, nautika. mas são grandes fabricantes, grandes anunciantes... tsc.