Madrid, Polonia, Budapeste, Viena e Rep. Tcheca em 25 dias

Confira os relatos de Mochileiros que viajaram para o Velho Continente e se você também já viajou pra lá: Escreva o seu!


Madrid, Polonia, Budapeste, Viena e Rep. Tcheca em 25 dias

Nova mensagempor Alexmelo » 02 Nov 2010, 21:18

Faz um tempinho já que não coloco relato novo, e ultimamente encontrei um novo brinquedinho no meu blog, mas esta mais do que na hora de voltar às origens, né hehe
Este primeiro comentário é só par dar as bases do roteiro, e basicamente vou copiar o post que coloquei em http://devoltaoutravez.wordpress.com/20 ... -a-europa/ mas a ideia é colocar mais informação aqui, fazer mais ou menos como fiz nos vários outros relatos que publiquei, que é colocar como foi meu dia-a-dia certinho, com valores de cada coisa - e assim dar ideias para quem for práqueles lados.

O roteiro foi: 3 dias em Madrid (na FINAL DA COPA DO MUNDO), 1 tarde e manhã em Varsóvia, 2 dias e meio em Cracóvia, 2 dias e meio em Budapeste, 4 dias em Viena, nos quais 1 eu faria um bate-e-volta até Bratislava, mas por burrice minha não fiz (conto quando chegar lá) e 6 dias em Praga onde aproveitei para bate-e-volta até Cesky krumlov e outros lugares próximos. No último dia, de volta a Madrid mas aí nem fiz lá muita coisa...

É isso: segue uma introdução da viagem:

A maneira que as viagens aparecem é sempre diferente do que esperamos:
Em 2007 comecei a pensar na Europa, montando uns arquivos com roteiros básicos divididos por região.
Em 2008, com tanta gente falando que ia ter crise, achei bom não ir. Dei sorte: embarcamos prá Patagônia umas 2 semanas depois da bolha estourar e o dólar disparar.
Em 2009, com a situação começando a melhorar, minha mãe resolveu viajar junto, mudando os planos novamente.
Em 2010, com 30 dias de férias após 3 anos, pensava em 1 curtinha para o Equador e outra maior pelo Brasil. Com tudo planejado, acabei invertendo e tirando 20 dias prá Europa (tem mais 10 em Outubro, agora no Brasil). Em 2 meses tinha que comprar passagem e armar roteiro. Como a esposa não podia ir, escolhi um roteiro que ela não tinha interesse, e assim um dos últimos lugares que pensava em visitar se tornou o primeiro, no auge da alta temporada – Leste europeu em Julho.

E mesmo fazendo tudo corrido, para lugares meio complicados, foi tudo de bom (mesmo tendo que acionar o seguro no meio do caminho). Mas para o futuro espero ter mais tempo para planejar.

Roteiro base da viagem por uma parte do leste europeu:
São Paulo-Varsóvia-Cracóvia-Budapeste-Viena-Praga – em 3 semanas

Planejando
Primeira coisa num planejamento de viagem: acesssar http://www.mochileiros.com e http://www.viajenaviagem.com ver os tópicos de cada lugar, pegar os diversos docs que tenho com coisas antigas (e já apagadas) de ambos os sites.
Ver guias de viagem para procurar as atrações. Meus guias são “O Guia criativo do viajante independe na Europa”, Frommers (na web tem os guias quase completos) e Lonely Planet (comprei pdfs avulsos sobre as cidades visitadas no site – é bem baratinho…)

As passagens:
Como sempre para mim, o http://www.decolar.com é base para valores no Brasil. Também no http://www.aquelapassagem.com.br há dicas de consolidadores interessantes que me ajudaram muito. No final, pela primeira vez comprei com o decolar, já comprando também o Seguro obrigatório para viagens à Europa.

Tentei ir direto a Praga ou Varsóvia, mas não teve jeito. Como é alta temporada, é tudo muito, mas muito caro. Fiz São Paulo-Madrid-São Paulo, pelas Aerolineas Argentinas, que custou uns R$500,00 mais barato que as outras. Detalhe é que se fosse para Agosto ficaria quase metade do preço, mas fazer o quê…

Passagens internas:
Entre Madrid e Varsóvia e de Praga a Madrid, low-cost. Buscando no http://www.skyscanner.com.br/ consegue ver os preços de várias low-cost. Num primeiro momento, não achei nada. Mas uns 10 dias procurando e finalmente encontrei passagem razoável até Varsóvia 3 dias depois da minha chegada, e de Praga para Madri 1 dia antes de voltar para casa, pela Wizz-Air – ou seja, precisa ser perserverante. Madrid passou então a fazer parte da lista, como mais uma cidade a ser pesquisada – e a passagem por ela foi das coisas mais incríveis que já tive… só digo uma coisa: “Final da copa do mundo”

Entre as cidades do leste europeu, podia ver trem ou ônibus, mas creio ser melhor comentar cada pedaço quando falar sobre a cidade em questão.

Hospedagem:
Algo que percebi nesta viagem é que a gente vai ficando mais fresco conforme fica velho. Já me hospedei em cada lugar que dá medo, mesmo que a diferença para um lugar melhor não fosse muita. Desta vez não: entre dividir um quarto com um monte de gente, ou pagar um pouco mais caro em outro, preferi o outro. Claro que nem sempre é assim, ainda topei dividir meu quarto em quase metade do tempo de viagem… ainda assim, foi uma mudança de comportamento inesperada.

Aos links usados, então: Para todos os lugares, sempre pesquisava em: http://www.hoteis.com, http://www.venere.com e http://www.eurocheapo.com. Para hostels, http://www.hostelsworld.com e http://www.hostelbookers.com Encontrando algo, tendo email disponivel, escrevia para o lugar. Alguns tem preço melhor, outros é melhor pelo consolidador mesmo. Depois comento sobre cada um.

Comunicação:
Sabia que com inglês dava prá se virar, mas não imaginava que seria tão fácil. Em todo lugar, chegava para comprar passe de ônibus, um cachorro quente, qualquer coisa… em 95% dos casos o pessoal sabia inglês. Quando não, escreve numeros, aponta, faz qualquer coisa, mas dá prá se entender. Logicamente, fiquei a maior parte do tempo em partes turisticas – mas mesmo quando saia, conseguia me entender bem com o pessoal
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Re: Madrid, Polonia, Budapeste, Viena e Rep. Tcheca em 25 dias

Nova mensagempor João Rosenthal » 02 Nov 2010, 21:38

Posso te apressar? rs

To curioso pra ler esse relato!!
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Relatos:
Israel, Jordânia e Chipre: israel-jordania-e-chipre-t44098.html
Argentina, Chile, Bolívia e Peru: argentina-chile-bolivia-e-peru-35-dias-em-dezembro-e-janeiro-de-2011-t50977.html
Guia:
Trilha do Gravatá - Floripa: trilha-do-gravata-florianopolis-sc-t45932.html
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Re: Madrid, Polonia, Budapeste, Viena e Rep. Tcheca em 25 dias

Nova mensagempor Alexmelo » 04 Nov 2010, 18:37

hehehe pode deixar que vou tentar ;)

1º dia – sexta– 09/07- São Paulo – Buenos Aires
Sim, começo por Buenos Aires porque para economizar a gente faz qualquer negócio, até loucuras hehehe
A passagem pela Aerolineas me rendeu uns 500 reais a menos, mas um trampo grande a mais. Saindo de Sampa atrasados (qual a novidade?), cheguei no Aeroparque, parei no primeiro caixa-eletrõnico que achei prá sacar só o necessário e peguei táxi. O cara perguntou quando saia o voo e saiu voando baixo até Ezeiza- faltava pouco mais de 2 horas para o voo. Por sorte era feriado por lá e estava vazio o caminho, porque a viagem foi bem longa - muito mais do que esperava
Cheguei em Ezeiza esbaforido mas ainda em tempo. UFA!

O avião até São Paulo é apertado, mas o que foi prá Madrid é mais tranquilo - e o melhor: este saiu no horário! Dei sorte ainda de ter um dos únicos lugares vagos na nossa fileira, assim fui eu na janela, outra pessoa no corredor e o do meio vago prá esticar as pernas :-)

2º dia – sábado – 10/07- Madrid
É estranho tomar café e olhar pela janelinha com o sol alto, resultado de 5 horas de fuso. Primeira impressão de Madrid: o aeroporto é gigantesco e só de ver a lista de voos já ficava babando. Marrakesh, Ibiza, Barcelona, Roma...
Bom, cheguei na tão temia alfândega com milhares de documentos:
- passagem de volta
- confirmação de todas as passagens internas
- confirmação de todos os hostels
- confirmação do seguro
- contrato do seguro
- um pouco de dinheiro
- extrato de cartão de crédito
- extrato da conta bancária
- cotação oficial do Euro/real do dia anterior - para não haver dúvidas nos extratos

Acho que foi 'só' isso. Na fila só tinha 2 pessoas, mas justo o carinha da alfândega dali era o mais demorado para liberar o pessoal - e claro que eu não ia mudar de fila para parecer nervoso. Na minha vez ele olha o passaporte, digita, fica olhando pro computador um pouco, volta no passaporte e folheia um pouco mais, até que vê o visto de entrada em NY do ano anterior. Nem pensou: carimbou ali mesmo e me liberou sem perguntar nada! Como eu já tinha imaginado antes: carimbo americano abre portas em alguns lugares...

Para sair, perguntei nas informações e disse que era só seguir as placas até o metrô - o bobão achou que era perto e deixou a mochila nas costas - prá que! Foram uns bons 15 minutos de caminhada - só o terminal 2 (onde desembarquei) deve ser maior que o aeroporto de Cumbica. Assim: leve a mochila nos carrinhos de mala que vale a pena. Lá no metrô, tentei comprar com cartão, mas não teve jeito - tive que comprar em dinheiro mesmo (o que me assustou, pensando que era problema no cartão - mas o cartão funcionou bem a viagem inteira, exceto nos metrôs madrilenhos). Como ia ficar 3 dias, comprei logo passe de 10(que sai 10 euros)+ suplemento de 1 euro, necessário para chegar ou sair do aeroporto.
Apesar de 2 baldeações, foi tranquilo chegar até o hostel - só ali que me assustei num primeiro momento por ficar numa ruazinha bem feia, mas depois vi que o lugar era bem localizado demais! O engraçado foi entrar e falar em espanhol, quando a moça vê meu passaporte e manda: "Mais um brasileiro! Parece bando por aqui" Sim - ela era brasileira hehehe - e sim: a gente está em tudo que é lugar, impressionante!

O hostel que fiquei foi o Hostal Maria Alcazar II, que não tem site próprio, mas achei pelo hostalbooking - o melhor do hostel é a localização. Fica em frente ao metrô Callao, numa ruazinha esquina com a Gran Via, e ao lado da calle Preciados, que é um calçadão de compras que termina na Puerta del Sol. Quarto privado com ar, banheiro compartido e sem café, E$ 26/dia Parecia estranho no começo, mas acabei gostando do lugar.

Depois de um bom banho, hora de caminhar. Já eram 16h00 mas o sol era de matar - realmente dava desespero. Mas tudo bem.. .segui pela Gran Via até a Plaza Cibeles, que é muito bonita e com a estatua no centro ‘vestindo’ a bandeira espanhola- dali, continuando até o Parque del Retiro pela entrada do Portal de Alcalá. O Parque é um lugar que já foi somente dos nobres por séculos, mas hoje é aberto a todos. De cara, tomar um sorvete haggen das que aqui custa uns R$ 15,00 mas ali custava só 4. Lógico que só depois me toquei que eram 4 EUROS, o que faz uma baita diferença, mas naquele calor....bom, o parque é uma delícia e fiquei rodando ali por mais de 1 hora. Muito arborizado, e logo depois de um corredor grande de árvores tem um lago onde o pessoal fica brincando nuns barquinhos e o povo aproveita as árvores para ficar deitado no gramado se refrescando daquele calor animal - algo que aprendi a fazer nos dias seguintes.

Além deste lago, o Palacio de Cristal também é bem bonito. Seguindo pelo mapa, sabia que havia saída próxima ao Museo del Prado - mas claro que me perdi e levei um bom tempo até achá-lo, o que não é de todo ruim já que ia aproveitando mais o parque :)

Sábado depois das 18:00, dia perfeito para o Museo del Prado, já que é de graça. A fila do lado de fora é bem grande, mas não se assuste que é rápida. Só precisa levar umas moedas para deixar a mochila em um guarda-volume. são 0.50 que você pega de volta na saída. Pena que não dá prá tirar fotos, porque o museu é realmente impressionante - fiquei 2 horas ali e só sai quando o pessoal passou expulsar a gente. Adoro pintura renascentista e algumas holandesas(ainda que não saiba reconhecê-las sem os nomes escritos).
Saindo do museu aquele sol forte ainda, tinha que olhar no relógio prá confirmar que já eram mais de 20:00 Peguei o mapa e caminhando na direção da Plaza Mayor, acabei chegando lá - e realmente, é uma baita praça. É diferente porque não tem árvores que imaginamos em praças, mas tem aquele monte de mesinhas e gente tocando sanfona e outros instrumentos, gente pintando, aquele monte de turistas - a praça tem um clima muito gostoso e vale passar por ali. Nos arredores, encontrei meio sem querer o Mercado San Miguel, que estava super-mega lotado de turistas comendo tapas e vendo a disputa do terceiro lugar pela Copa. Imaginava todo mundo torcendo pelo Uruguai, mas tinha bastante torcida pela Alemanha também. Como ali estava quente demais, saí para das umas voltas e comer, que afinal não tinha comido nada decente há muito tempo. E não esperava, mas numa das ruas ali perto consegui aproveitar um 'Menu del dia' com uma entrada de paella e depois carne com batatas. Quer melhor entrada na comida espanhola do que uma paella logo de cara? voltei ao mercado e vi o resto do jogo, pensando em como seria a final no dia seguinte. Antes de voltar para o hostel, passei na Plaza Mayor, que noturna é ainda mais linda! sim, a Plaza me deixou empolgado :-)
Para ir embora, tinha o caminho mais curto, ou o mais longo - como o longo passava na Puerta del Sol, já viu... não importava o cansaço, segui diretamente para lá, e achei interessante que já eram quase 23h00 e a praça lotada de gente.
Prá terminar o dia, peguei o notebook e liguei prá casa por skype, descobrindo que a internet do hostel estava muito boa!

GASTOS
Ãgua 4
Menu del dia jantar (prato principal, secundário, bebida e sobremesa) 20


3º dia – 11/07, Domingo, Final da copa - CAMPEOOOOOOOONES
Antes de sair, google para ver onde ia ser a festa:: Plaza de Cibeles - beleza, tava em casa! Ali do lado tinha um 'té y cafe' para tomar o desjejum e metrô para o Museu Reina Sofia (já disse em outros relatos: adoro museu!!). Claro que escolhi este horário porque o museu é gratuito aos domingos de manhã. Novamente, moeda para deixar a mochila, mas aqui dá para tirar fotos. Pena que mais uma vez comprovei que arte moderna não é prá mim! Comecei de cima (só para poder subir de elevador panorâmico) e os 2 ultimos andares não gostei – ao menos nos outros quando encontrei alguns quadros para me divertir - Picasso e Dali são bastante legais, e claro: ali temos a famosissima Guernica. Mais interessante que a Guernica (único quadro que não pode ser fotografado diretamente) é a sala com diversos esboços que Picasso fez para o quadro - ele era sem dúvida alguma totalmente maluco!! Fora isto, há coisas como um corredor com um monte de pneu velho e outro onde tem uma pilha de pratos - realmente não entendo o que é arte. Não me entendam mal: eu acho que é importante visitar aqui mesmo para quem não gosta muito deste tipo de arte, mas não adianta ir com muita expectativa. Agora, se tiver que escolher 1 único museu, sem dúvida vá ao Prado!

Tinha deixado bastante tempo reservado para o museu e usei menos do que esperava, então fui fazer passeios não planejados (e nesta hora o mapa do metrô, junto a um mapinha turistico do centro de informações foram providenciais). Primeiro: Mercado del Rastro. Este é o mais famoso mercado de pulgas de Madrid - e realmente é enoooooorme, com um monte de ruas cheias de barraquinhas vendendo camisetas, LPs, um monte de tranqueiras, leques (comprei 2, muito bonitos) e claro: vuvuzelas!! Sim, ali também tinha esta praga.
Depois de um pouco caminhar naquelo sol achei um lugar onde um monte de gente estava sentada só olhando pro tempo, e lógico fiquei por ali. Dali a pouco sentou uma mulher com seus 20 a 30 e depois veio o homem que parecia ser seu esposo - foi quando tive um show bizzarro!! Os 2 começaram a se agarrar - ele em pé, ela sentada com a perna aberta e a saia tão curta que às vezes via até a calcinha. Lógico que não tinha como ignorar a cena - mas eu tentava olhar prá outro lado, até ver que o cara tava olhando prá mim!! Muito, mas muito sem noção - o cara dando um garro na mina em lugar público, querendo fazer um showzinho - ainda bem que pelo menos ela tinha umas pernas bastante interessantes :-) Depois de ver que eu olhei, ele deu risada, falou algo, ela olhou na minha direção e foram embora - coisa de doido mesmo, eu hein!! hehehehe

Depois desta, levantei e continuei passeando - lógico que não consegui achar o metrô por onde tinha vindo, assim parei em uma das ruas próximas para almoçar e depois peguei o metrô para o próximo ponto, este um santuário: Santiago Bérnabeu, estádio do Real Madrid! Primeiro, a sala dos troféus, que é algo de impressionante - e também algo prá lembrar o que é realmente importante: enquanto as taças da copa de campeão da Europa estão em lugar totalmente destacado, no centro de tudo, os títulos mundiais quase passam despercebidos - e assim vemos como eles se importam com este mudial que prá gente é o máximo. Ali também mostram o respeito enorme pelos seus ídolos, com chuteiras de Di Stéfano, Puskas e outros dos anos 50 e 60, até Kaká e outros bem mais novos. Após, uma passada no estádio, que é gigantesco e lindo. Gramado limpíssimo, tudo sendo preparado para a volta da Liga, que creio seria em Agosto. Na hora de sair, aquele monte de buzinas, festa, bagunça... é a final da copa que estava chegando. Logicamente, tive que comprar uma camisa da Espanha prá me preparar para o jogo que seria em umas 3 horas...

GASTOS
Fanta Limão (sim, isso existe) 4
Café da manhã 5
Almoço – menu del dia 13
Entrada no estádio 16

A FINAL
Com mais de 30 anos, já vi o Brasil em 3 finais, então a final nem era novidade – mas aqui sempre vejo em família. Como lá estava sozinho, fui é prá muvuca, então é tudo muito diferente. Somando isto a ser a 1ª final deles, e com vitória, foi sem dúvida a melhor final de copa que já estive!
Saí do hostel faltando pouco mais de 1 hora para o jogo, e resolvi seguir para Puerta del Sol antes... boa decisão :) O caso é que já ali tinha um monte de gente começando a festa, e conforme caminhava em direção à Plaza de Cibeles, a festa só aumentava – os carros tinham que tomar muito cuidado para usar a avenida, porque toda hora tinha gente atravessando, sem olhar prá lado nenhum! No caminho, sucesso total para uma moça de topless com 2 jabulanis desenhadas no local. – o mais engraçado era algumas meninas tirando fotos dos namorados ao lado da moça... e pensar que a minha ficou brava só por uma fotinha que levei prá casa hehehe
Chegando ao primeiro telão, não tinha como chegar nem perto, assim acompanhei todo mundo até uma rua lateral e fomos seguindo... quando voltei prá avenida tinha gente em tudo que é lado, em cima de árvores, de banca de jornal e até uns doidos no teto de banheiros químicos. Imagine você lá fazendo o que precisa e alguém pulando na sua cabeça! É lógico que a policia não deixou estes por muito tempo. Finalmente, lá pelo 7º ou 8º telão, consegui achar lugar no fundo, e dali não arredei passo.
Lendo depois comentários, todos falam que foi um jogo chato, sem emoção, não muito digno de uma final – mas prá gente ali foi a coisa mais emocionante do mundo... cada chance perdida, cada defesa do Casillas, cada passe errado, e principalmente cada botinada holandesa, ali tudo é amplificado! Até que finalmente na prorrogação uma festa gigante – mas eu não tinha visto nada, estou ficando doido? Era o holandês que finalmente foi expulso. E claro, já no finalzinho, com todo mundo resignado para os pênaltis GOOOOOOOOLLLLLL!!! Eu não sabia se tirava foto ou se comemorava. Quando um carinha me abraçou até se machucando com a máquina, tive que ficar só celebrando. Aquela altura eu já sabia quase todas as musiquinhas: “Yo soy español, español, español...”, “Y viva España”, e principalmente: “Campeoooooooness”, o equivalente ao nosso “É campeão”
Depois da entrega das taças, finalmente voltar para casa – não tinha ideia de onde estava, mas depois de algum tempo achei um metrô – tão lotado que nem tentei entrar. Após arrumar informação, vi que estava uns 4 km de distancia, mas a volta a pé foi ótima com aquela festa. Tinha gente pagando promessa (ok, eu não precisava ter visto aquele cara andando só de camiseta, e mais nada), tinha gente nos postes, em cima dos portões, e um povo sentado no meio da avenida como se fossem remadores – não entendi aquela, mas ficou legal! Esta 1 hora de volta foi uma festa só!
Não sei como seria Madrid sem a final da Copa, mas com ela lá posso dizer que foi a melhor impressão possível – mesmo com aquele calor que nunca sumia (No inicio da partida, às 20h00, estava fazendo 38ºC.
Não havia melhor lugar no mundo para estar naquele dia e no seguinte do que em Madrid.

O outro lado
Lá no meio da viagem encontrei um grupo de chilenos que estavam em Amsterdã na final. O que eles comentam é que a festa foi linda, com helicópteros jogando flores na torcida e coisas assim – e após o jogo o pessoal voltou muito triste para casa, mas ao contrário do Chile(e Brasil, devo dizer), foi tudo muito civilizado e bem comportado.
As diferenças com Brasil.
* Ao final do jogo, tinham as buzinas, gritarias, a fumaça vermelha e tudo que estamos acostumados – mas não tinha fogos de artificio ou sequer rojão, algo tão normal aqui. Comentei com o pessoal do hostel e me responderam que, como é perigoso pegar fogo, ou machucar alguém, eles só usam estas coisas perto do litoral – mas não ali na cidade.

* Fui dormir já eram quase 2, mas a bagunça ainda foi por bastante tempo. A sujeira era tanta que até foto tirei. Mas no dia seguinte, ao sair umas 10h00, a Gran Via estava quase limpa. Ainda cheirava urina, mas jamais diria que houve tanta sujeira apenas umas poucas horas antes. A organização do evento foi impecável

Fotos da torcida da final (e também do desfile dos jogadores, que comento depois): http://olemxela.multiply.com/photos/alb ... Mundo_2010
E mais informações em http://devoltaoutravez.wordpress.com/20 ... oooooones/
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Re: Madrid, Polonia, Budapeste, Viena e Rep. Tcheca em 25 dias

Nova mensagempor Alexmelo » 15 Nov 2010, 15:26

4º dia – 12/07, Segunda, Madrid em Festa
Como disse, a limpeza da cidade impressionou quando saí, mais ou menos 10:00 Depois do café, caminhada até o Monastério de la Descalzas Reales, que é bonito por fora, mas dizem que não vale entrar, não... dali até o Palacio Real (no caminho comprando o Marca, jornal esportivo) é rápido. Chegando ao palácio, “Fechado por motivos oficiais”. Procurando um pouco, descubro que os reis receberão os jogadores, claro... Pelo menos a bela Catedral de Almuneda, que fica ao lado, estava aberta.
Saindo pela esquerda, por trás, desço pelo meio de umas construções até os “Campos de Moro”, um jardim muito arborizado e muito bonito que fica atrás do Palácio. Do outro lado da avenida, o pessoal testa o som para a recepção dos jogadores, toda hora gritando CAMPEOOOONES, ou cantando alguma coisa – o clima em Madrid não poderia ser melhor (falo da festa claro, porque o calor bem poderia ser menor...). Resolvo então fazer como vejo os madrilenhos fazendo sempre, e fico por ali mesmo mais de 1 hora, só lendo jornal e fugindo do calor no meio das árvores...
Legenda da Foto
Palacio Real.


Legenda da Foto
Campos de Moro.


Dali, resolvo seguir para o teleférico, que é uma boa caminhada de distância – no caminho, almoço experimentando o Gaspacho, deliciosa sopa gelada a base de tomate, simplesmente maravilhosa no calor que faz na época. Gostei tanto do tal gaspacho que nem lembro qual o prato principal.
Voltando ao teleférico, fica num outro parque, mas para chegar lá tem uma bela elevação – cheguei escorrendo suor, o que nunca é legal hehehe. Enquanto chegava perto me perguntava até onde ia o teleférico, porque não via nenhuma montanha – e realmente, que decepção... é uma travessia de 15 minutos que cruza o rio e um outro parque enorme, sem nada demais. A visão que se tem do teleférico em si é boa, mas do ponto final não tem nada.. de qualquer jeito, fiquei outro tempo ali na sombra lendo o restante do jornal sobre a festa programada para o fim do dia.

Legenda da Foto
Vista do teleférico.


Na volta, passada no Templo de Debod, que é ali perto – este é um templo egípcio que foi encontrado por espanhóis e doado para eles. O que fizeram foi tirar pedra a pedra de lá e reconstruí-lo em plena capital da Espanha, fazendo um lugar bastante diferente no meio da cidade, mas bem interessante. Só fique de olho nas horas, que quando fui estava fechado. Ao fundo do templo tem um quadrado cheio de água, poderia dizer que era um chafariz – com gente passeando dentro da água (que dava na canela).. é o povo se refrescando do jeito que consegue.
Em seguida, para os Jardins de Sabatini, também aos fundos do Palacio Real – tinha um monte de gente sentada ao redor do laguinho com os pés prá dentro dágua, e claro que fui me juntar ao povo.... um tempão ali planejando como invadir o palácio  Detalhe triste: depois de uns 30 minutos chega um casal falando em inglês perguntando se havia visto alguém levando uma bolsa – enquanto eles passavam o tempo sem se preocupar, alguém levou a bolsa da menina, com os documentos de ambos, lembrando a todos que não dá prá descuidar, mesmo em Madrid.

Legenda da Foto
Bom lugar para descanso...


Voltando em direção ao centro, passo em frente ao Palacio outra vez e tem um monte de gente chegando e parando por ali mesmo, todo mundo festejando com o uniforme da seleção, e claro que fico por ali mesmo. Conforme vai passando o tempo, mais policia chegando, comentários que os jogadores estão por ali, e a policia abrindo um corredor cada vez maior entre a gente e o portão do palácio – sempre que chegava sombra, eles empurravam todo mundo pro sol outra vez. Depois de uma boa hora parado ali, começa a sair um monte de carro, por último a Rainha espanhola. Poderia ser qualquer pessoa, porque só vi o braço acenando, mas o povo ficou todo contente, então acho que era ele mesmo – em seguida, 2 ônibus com os jogadores, para delírio do pessoal.

Legenda da Foto
A comitiva real.


Como no dia seguinte saía cedo, dei uma ultima passada pela Plaza Mayor, depois pela Puerta del Sol, jantei no Mcdonalds e já era umas 8h00 quando caminhei rumo ao hostel – pelo horário anunciado, a esta hora os jogadores teriam terminado seu desfile pelas ruas... mas o que! Cheguei na Gran Via e a rua lotada de dar medo... o povo fazendo um fuzuê danado, lá de cima dos prédios tinha gente jogando água no povão – e não era pouca água, não, eram baldes mesmo. Lógico que fiquei por ali... depois de um tempo, lá no final da avenida apontam os caminhões de bombeiros com os jogadores, para delírio de todos. Li depois que neste dia foi gente do país inteiro até Madrid para comemorar, e a maior parte deles estava ali na Gran Via. A passagem dos jogadores foi impressionante – e prá mim, culminou na foto do Piqué levantando a taça, prá delírio da galera.

Legenda da Foto
O pais inteiro na Gran Via.



Legenda da Foto
Impossible is nothing.

Imagem

Aquela noite, o ar condicionado pifou no hostel, fazendo com que dormir tivesse sido bem difícil, mas depois desses dias tão maravilhosos, nada conseguiria estragar minha estadia em Madrid. Como já disse, não sei como seria minha passagem se não fosse a final, mas como foi sem dúvida foi um começo de viagem com o pé direito.
GASTOS
Desayuno 9,00
Almuerzo 12,00
Teleferico 5,20
McDonalds 6,30
Bebidas durante o dia 6
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Re: Madrid, Polonia, Budapeste, Viena e Rep. Tcheca em 25 dias

Nova mensagempor Alexmelo » 19 Nov 2010, 22:41

5º dia – terça, 13/07 - Varsóvia
Depois de tanta farra, e de uma péssima noite sem ar, saí umas 3 horas antes do voo em direção ao aeroporto de Barajas. Quando chegar no aeroporto, é necessário comprar o ‘complemento’ para passar pelas catracas, 1 euro.

O aeroporto é enorme, e não foi lá tão fácil encontrar o checkin correto, mas achei e depois dos trâmites normais, como é lowcost não tem lugar marcado, então tinha uma fila enorme para entrar no avião... eu que não ia ficar em pé esperando hehehe. Ótima decisão, pq o voo atrasou quase 1 hora... E o mais engraçado é que, apesar de ser quase o ultimo a entrar no avião, a primeira fileira estava totalmente vaga  Lá dentro já se vê que estamos indo para um lugar bem diferente quando um dos comissários não fala nada de inglês ou espanhol.

Em Varsóvia, troca de dinheiro e já comecei me perdendo para achar o ônibus – ali no aeroporto tem 2 pontos... fui seguindo um monte de gente com mochila pela direita até chegarmos ao ponto e o ônibus não parar – é quando descobrimos que aquele está indo para o lado contrário do que a gente precisa, e o ponto correto era bem mais perto da saída, mas indo para o centro. Finalmente no ônibus, tem aquelas máquinas de vender passe, onde dá para escolher comprar em inglês – sabia que era meio longe a estação então comprei o passe que valia mais tempo e ficar de olho naquele monte de Vs e Ws para achar a estação correta. Dentro do ônibus há um pequeno marcador com todos os pontos e também um letreiro avisando qual a próxima, então foi tranquilo.

O albergue que fiquei foi um muito bem recomendado no hostelsworld, o Helvetia (http://www.hostel-helvetia.pl/) com quarto para 8 pessoas e café-da-manhã, e foi bom para passar 1 noite, ficando bem no meio da “Rota real”.

Como já era um pouco tarde, peguei ônibus para o Parque Lazienki, morrendo de medo por não ter comprado passe e não ter máquina dentro do ônibus. Mas... depois de um tempo consegui achar o parque, onde na entrada tem um belo lugar de descanso com uma estátua de chopin e bancos com botões para escolhermos que música tocar.
O parque é bastante grande e tem o ponto principal o Palácio sobre as águas, muito bonito e com destaque para os diversos pavões. Também nesta região tem uma espécie de anfiteatro antigão e, depois de um bom tempo rodando a toa meio perdido (no qual vi 3 noivas tirando fotos) consegui achar a saída. Outro ponto interessante do parque é a quantidade de gente idosa e de gente com carrinho de bebes por ali..

Como ainda estava claro, vi que o ônibus passava perto de alguns lugares do centro histórico, e segui direto prá lá (novamente, sem passe). Desci sem saber direito onde estava e para minha surpresa, após 1 quadra estava ao lado dos muros, perto de uma homenagem a Marie-Curie – margeando aqueles muros, diretamente no portão de Barbacan. Depois de umas voltas por ali, lembrei que não tinha comido nada que prestasse durante o dia, então jantei ali mesmo – de cara pedindo os famosos pierogis – só que como pedi a moda russa, vieram fritos, parecendo então pasteizinhos... muito gostosos, mas pasteizinhos.
Para terminar, uma volta pelo centro histórico, em Starego Miasto (Mercado Central) e na região da belíssima igreja. Na saída do centro, 2 meninas tocavam saxofone para pedir dinheiro – isso sim é que é pedir dinheiro, não aqueles malabarismos estranhos que temos por aqui.

CUSTOS
Passagem Madri-varsovia: 53 euros + 15 (taxa de bagagem)+7(taxa aérea)+5(taxa de reserva) = 80 euros
O restante vai em Zlotys.. na época, E$ 1,00 aproximadamente PLN 4 (pln = zloty)
Onibus (o único que paguei) 2,80
Janta 52 (como era perto do centro histórico, imagino que seja mais caro...)
Água 5
Hostel helvetia 45


6º dia – quarta, 14/07 – Varsóvia-Cracóvia

Depois do café ok, seguindo para o centro histórico (finalmente comprando passe de ônibus), direto para o Royal Castle. Mas antes, um pouco de história:

Quem pesquisar sobre a cidade acaba lendo sobre isto, mas é sempre impressionante lembrar: Varsóvia foi tomada pelos Nazistas durante a Guerra – e em certo momento, os que ainda estavam ali resolveram combater os nazistas no que ficou conhecido como “Levante de Varsóvia” – eles esperavam que com isto os aliados iriam ajuda-los, mas como não receberam ajuda alguma os alemães venceram com algumas centenas de milhares de mortes. Hitler ficou tão furioso com o despeito da população que bombardeou a cidade toda. Ao final disto, como alguns lugares ainda estavam de pé, ele pessoalmente escolheu diversos lugares para dinamitarem – e assim acabar com a história da cidade, ferindo de vez o orgulho da população. Lá pelos anos 60, agora sob ocupação comunista, estes fizeram das pouquíssimas coisas boas em sua história e reconstruíram todo o centro histórico e Varsóvia, usando materiais o máximo possível de coisas originais da época. Assim, TUDO o que se vê naquele centro é reconstruído – absolutamente nada é original, o que não deixa de ser impressionante dada a perfeição das reconstruções... Detalhes sobre tudo isto são encontrados no excelente Museu do Levante de Varsóvia.

Voltando: fui direto ao Royal Castle, e peguei um tour – como já tinha iniciado, tive que correr atrás do grupo, e nesta acabei perdido por um bom tempo ali dentro... mochilas não podem entrar, mas dá para tirar fotos. Quando finalmente achei o grupo, a guia só falava polonês – assim, acabei me afastando do meu grupo e ia na frente, lendo os escritos, o que foi até legal pois em vários lugares eu ficava sozinho até o pessoal chegar e já me mandava para o próximo. Sobre o Palácio em si: são muitos espelhos e muito dourado, o que mostra como os reis gostavam de suntuosidade. Vale muito a pena conhecer este lugar, mesmo que pegue um tour em polonês.

Ao lado estava a St John´s Cathedral, bela igreja que em suas criptas há reis que morreram em 1420, o que me levou a pensar que antes do ‘descobrimento do Brasil’ este povo já tinha uma civilização inteira com seus reis, igrejas, etc... realmente o Brasil é uma nação muito nova ainda – este é um pensamento que tive em vários lugares durante esta viagem, o que dá uma sensação de finitude muito grande... Mas chega de filosofar: meio dia haveria um concerto de piano ali na igreja, então me mandei para mais uma volta pelo centro histórico, passando novamente em Starego Miasto, até Barbacan. Voltando para o concerto naquela igreja, num dos momentos mais inesquecíveis da viagem: ouvir chopin tocado em piano de não sei quantas caldas numa igreja que existia há mais tempo que meu país (ok, é restaurada, mas quem liga?) SENSACIONAL!!

Na saída desta área há um terraço onde pode subir e que tem uma vista muito bonita da região – logicamente, subi  Almocei na avenida ali próxima e corri para o Museu do Levante de Varsóvia

Este é um tanto fora da região turística, mas vale muito a pena! Este museu que mostra um tanto sobre a invasão nazista, o gueto, a resistência, a ditadura comunista e sua resistência, e até do Papa João Paulo II e sua importância na luta contra o comunismo, até a Queda do Muro de Berlim, e posterior retirada soviética. Para apreciar prá valer o museu, vai umas 4 horas, mas com um mínimo de 2 horas (tempo que fiquei, já que tinha passagem marcada) dá para se ter uma ideia.

Antes de ir embora, passada na “Church ofthe Holy Cross” onde há uma belíssima homenagem a Chopin, no lugar que dizem estar seu coração.
Quase todo mundo que vai para a Polônia fica somente em Cracóvia – mas vale a pena passar um tempo nessa cidadezinha com uma história tão rica. Mesmo com pouco tempo, 1 dia já é o suficiente para ter uma base – ou faça como eu, que cheguei numa tarde e fiquei a outra manhã. Claro, se puder ficar mais tempo há o gueto de Varsóvia, há diversas relíquias comunistas (e tours que as visitam).
Pensei em colocar fotos aqui, mas acho que ficou um pouco pesado de carregar com as de Madrid, então passo só o link do álbum, que lá tem várias http://olemxela.multiply.com/photos/album/58/Varsovia e no blog esta em http://devoltaoutravez.wordpress.com/20 ... /varsovia/

SEGUINDO VIAGEM
De Varsóvia para Cracóvia são somente 2h30 de trem (reservas abertas somente 30 dias antes) e apesar da fama, o trem era bastante confortável e chegou poucos minutos atrasado. Em Cracóvia, há muita opção de hostel, mas ia ficar em quarto partilhado pelos próximos 10 dias, então como aqui a diferença não é tanta, peguei 1 quarto só para mim. Fechei pelo hostelbookers no skyhostel (http://www.hostelbookers.com/hostels/poland/krakow/3829 ). Os reviews nem são tão bons, mas como disse: queria um quarto só meu por uns dias hehe

O melhor dele é a localização, pois fica praticamente no centro histórico (é só atravessar a rua), e a 15 mins a pé da estação central (de trem e ônibus). A diária foi de PLN 55 e tem um bom banheiro no corredor, com café da manhã ok e um bom staff. Só a internet que é lenta demais.
A janta foi numa ‘pierogarnia’, como são chamadas umas casas especializadas em pierogis – aqui sim comi um legítimo pierogi polonês, que é uma massa de batata em forma de ravióli, cozida e recheada com diversos sabores (pedi um misto, com recheios diferentes). Vale bastante a pena experimentar. Cansado, dormir!

CUSTOS (em zlotys)
Royal Castle Tour 2
Criptas em St John´s Cathedral 2
Concerto 9
Subir no terrace 7
Almoço 38
Janta 13
Trem de Varsóvia a Cracóvia 108
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Re: Madrid, Polonia, Budapeste, Viena e Rep. Tcheca em 25 dias

Nova mensagempor Inez Carolina » 21 Nov 2010, 09:28

Olá Alex.
Gostei de seu r elato, tb fiz gde parte do seu percursso em maio passado, lindo d+.
Peguei LGUN SSITESQ VC DEIXOU COMO SUGETSAO PARA HOTEIS E LOW COST e vou ver melhor , isto pe estarei indo em maio para portugal e Espanha e dela iremos a outros lugares conforme o tempo q acharmos disponível, nao quero ir com dias pre determinados em cada lugar.
Tb gostaria de saber sobre a Patagonia, vc gostou? Vale a pena? Onde se hospedar?
Abracos...
Inez Caroilina
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Re: Madrid, Polonia, Budapeste, Viena e Rep. Tcheca em 25 dias

Nova mensagempor Alexmelo » 21 Nov 2010, 21:45

Oi, Inez.
Eu tenho um problema nos relatos: como gosto de escrever um monte, com o máximo de detalhes possível, acabo demorando muito... :oops: vamos ver se pelo menos cracóvia eu coloco até sexta ;)

O único problema de não ir com os dias pré-determinados prá Europa são os hotéis, que você precisa ter feito as reservas antes para não dar rolo na fronteira - mas como sempre pode cancelar depois... eu hoje sou viciado em deixar tudo certinho, mas aqui no Sur sempre era sem reserva estas coisas e sempre deu tudo certo.

Sobre Patagonia: é uma delícia, um outro tipo de viagem totalmente diferente e talvez até mais interessante. Neste pedaço da Europa que fui a gente se empolga com a história, com a beleza arquitetônica, com a estrutura... já na Patagônia (e no restante da américa do sul) a arquitetura é até diferente em alguns lugares,tem suas histórias e tals - mas aqui o que toma conta é a natureza, que é ainda mais impressionante - São tipos bem diferente de viagens, mas ambas são maravilhosas. A única coisa é ir na primavera ou verão...

Tem link para meu relato na assinatura, e ali tem os lugares onde fiquei, mas só indico sem reservas o de Puerto Natales - o restante foi sempre em lugar bonzinho, mas nada demais, o que pelo preço esta ótimo. Veja o que escrevi e também nos fóruns sobre as cidades, que tem muitas outras opções e vc pode acessar os sites, ler os comentários e ver qual o melhor custo-benefício para você...
Abraço,
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Re: Madrid, Polonia, Budapeste, Viena e Rep. Tcheca em 25 dias

Nova mensagempor Alexmelo » 26 Nov 2010, 22:39

7º dia – quinta, 15/07 – Cracóvia
Amanheci com umas picadinhas no braço e na perna(quem já leu no blog sabe bem qual foi o resultado disto, mas como é aqui falo dia-a-dia, vamos pela ordem em que as coisas ocorreram). Dei uma procurada na cama, mas não achei bicho em lugar nenhum, então imagino algum pernilongo ou qualquer coisa assim.

Saí em direção ao Barbican, para entrar na cidade pelos portões que a guardavam por longo tempo. Engraçado foi encontrar cartazes anunciando batalhas medievais com gente vestida a caráter – pena que não no tempo que eu estava por lá... dali, segue-se por Florian´s Gate para entrar na cidade Velha propriamente dita.Tentei passar no Czartorisky Museum, que até obra de Da Vinci tem, mas estava fechado, então segui para o centro da cidade velha, que é simplesmente fantástico. Sim, adorei Varsóvia- mas Cracóvia é outro nível... e ainda por cima aqui tudo é original, visto que por aqui Hitler não destruiu as coisas.

Vale a pena passar no Rynek Glówny, o mercado central, que há séculos é lugar onde são vendidas as coisas. Ali é ótimo para comprar aquelas bonequinhas russas e não consigo pensar onde mais encontraria dragões de pelúcia!!(ainda que em outros lugares da cidade estas coisas também sejam encontradas, talvez até mais baratas).

Fui dali para o Colegium Maius, e uma das melhores coisas foi se perder no caminho, naquelas ruazinhas lindas da região. Este Collegium é uma das mais antigas universidades europeias. Quando cheguei ali, marquei meu tour em inglês (são 2 por dia) e enquanto esperava foi lotando de gente no pátio, sem eu entender nada – até que bateu a hora cheia e começou a passagem de bonequinhos pelo relógio (como no de Praga, mas em escala bem menor). Logo em seguida a multidão foi embora, exceto quem ficou para o tour. E eu digo: vá ao colegium nem que seja somente para ver o relógio – mas aproveite o museu que vale muito a pena.

Ali foi durante séculos um centro de exelência, tendo em Nicolau Copérnico seu mais famoso aluno. Copérnico foi o primeiro a falar que a Terra podia não ser o centro do universo, uns 200 anos antes de Galileu – e ali estão várias réplicas de instrumentos de astronomia usados por ele para estudar o universo. Mas o mais legal é nas partes que não podem ser fotografadas – temos as 500 páginas do estudo original de Copernico; temos diversos instrumentos da época (e a história de como estes documentos foram escondidos durante a ocupação nazista é um pedaço importante do tour). Algo que gostei bastante foi o centro de prêmios, com nobel da paz e diversos prêmios de cinema (minha 2ª paixão, depois das viagens), tais como Palma de Cannes, Leão de Berlim e Oscar, todos ganhos por Andrzej Wajda e doados. No último lugar do tour (que dura 1 hora) vemos onde os alunos eram formados e ainda hoje, em ocasiões especiais, solenidades são feitas. Gostei muito deste passeio.

Continuando por ali, há muitas e muitas igrejas (lembrando que Cracóvia é ocentro religioso de um dos países mais católicos do mundo). Não sou católico, mas adoro visitar estas igrejas – até chegar finalmente a Wawel Hill, principal ponto turístico da cidade.

E subindo, temos o Wawel Castle e a Cathedral, que possuem diversos lugares para serem visitados, em um esquema de tickets com hora marcada para cada lugar que é meio estranho – quando cheguei não havia mais lugares para os Royal Private Apartments, que era o que mais queria conhecer, e como não dava para comprar para o dia seguinte, comprei entrada para os State Rooms, Crown Treasury & Armory e Dragon´s Cave. Todos tem hora marcada, mas pode-se entrar sozinho sem problemas, então fui seguindo. Os State Rooms são quartos de convidados, do Governador e outros que formam um lugar muito bonito, mas não tanto quanto os de Varsóvia – talvez os private apartments sejam mais interessantes. O que gostei mesmo foi da parte do tesouro e armamento, que são coleções realmente impressionantes e é uma pena que as fotos são proibidas. Vale demais a visita.

Fui então para a magnífica Cathedral, onde os reis poloneses eram coroados e depois enterrados (e ainda há tumbas tremendamente ornamentadas lá dentro). Para tirar foto tem que pagar, mas havia tanta gente e tanta bagunça que o pessoal nem olhava muito, então acabei tirando algumas assim mesmo. Além da linda igreja, há um museu e catacumbas, que são visitados à parte.
Aquela altura, com o sol arrebentando e as bolhas do pé também, arrumei um canto prá sentar e ficar só admirando o lugar – turistas de todo lado num lugar lindíssimo – aquilo lá realmente impressiona.

Para descer, peguei o ticket do Dragon´s Cave que tem toda uma lenda sobre o dragão que morreu após beber água demais do rio Vistula. O que vale é que a vista antes de entrar na caverna é lindíssima, já que a caverna propriamente não tem absolutamente nada e só valeu para esfriar um pouco. Na saída, uma famosa estátua do dragão, que de tempos em tempos solta fogo.

Voltando para o centro, paguei para entrar na St Mary´s Church, a igreja onde Karol Woytila fazia suas missas antes de se tornar João Paulo II. A igreja é lindíssima e valeu o ingresso. Mais um tempo por ali, e de volta para a Church of SS Peter & Paul, onde pude assisti um dos muitos concertos oferecidos na região – no caso, ouvi um quinteto de cordas (além do pianista) tocando filmes de trilhas sonora e coisas assim. O ponto alto foi sem dúvida ouvir a trilha de A Lista de Schindler na terra de Schindler, a poucos quilômetros de onde os reais acontecimentos ocorreram. Pode parecer bobo, mas estes concertos valem demais a pena.
De noite, matei saudade de uma pizza e bora dormir que o dia seguinte prometia..

CUSTOS (em Zlotys)
Almoço Kebab 17
Collegium Maius 10
Wawell 37
Concerto 50
Água 10
Janta Pizza 33

8º dia – sexta, 16/07 – O INFERNO

Este é aquele dia para o qual todos se preparam quando vão a Polônia: Auschwitz. Em toda história leio gente falando que se emocionava, então depois de tanta história de visitas, tantos filmes e livros sobre o assunto, estava meio blasé, pensando: eu, me emocionar com isto? Paaaara, né. Ao mesmo tempo, temeroso do que poderia sentir. A maior parte deste texto vou copiar do blog, porque não sei se conseguiria escrever diferente:

Depois da visita, o que posso dizer é: não importa o que você já leu, ouviu, todos os filmes e séries já assistidos… nada prepara para a realidade – para as coisas que você ouve aqui. É algo avassalador, e tão absurdo que você entende porque tanta gente na época não acreditava – isto é a prova do que somos capazes. Como disse a guia em determinado momento: “tudo o que podia ser feito para aumentar o sofrimento de quem estava aqui, era feito"

Bom: depois do café bem mais ou menos, segui para a estação de trem direto e lá é só perguntar que vc acha as vans que te deixam na porta do complexo – que obviamente estava superlotado. Chegando lá, já li que pode entrar sozinho – mas vale muito a pena pegar um tour guiado – repito: mesmo que haja muita gente, faça o tour guiado! Fiz em espanhol (achei que haveria menos gente que em inglês, mas no final foi a mesma coisa) e a guia foi simplesmente o máximo.

Auschwitz
Para quem vai lá, creio que o melhor é nem ler muito ou ver as fotos do que encontrará, pois o impacto é maior. Mas escrevo assim mesmo e quem quiser, pule direto para a parte de custos: entramos seguindo o famoso portão com a frase que havia em todos os portôes de campos de extermínio, provavelmente a mais cínica já escrita pelo homem: “Arbeit macht frei” – “O trabalho liberta

Ali dentro, os vários galpões são mostrados – podemos tirar fotos dos campos, mas não dentro. Do lado de fora, temos o lugar de tortura e fuzilamento, principalmente de presos politicos, as cercas de arame, as guaritas…, dentro nos galpões foram formados espécies de museus com retratos, objetos, roupas, cabelos… e durante tudo isto, as histórias absurdas escritas em painéis, ou ouvindo os guias.
Histórias de como os prisioneiros que faziam algo considerado errado sofriam castigos bastante pesados, ao final ficando sem condições de trabalhos – e gente sem condição de trabalho morre. Histórias sobre a expectativa de vida de 4 meses, das pessoas que antes de entrarem nas câmaras deixavam a roupa dobrada e separada – para não dar trabalho para os guardas. Como os cabelos eram raspados antes da morte e aproveitados para forrar almofadas e protetores de cama. As histórias de ‘Tio Mengele’ e suas experiêncas macabras… e para finalizar, a câmara de gás! – que afinal era utilizada por ser o método mais humano para morrer – não para os assassinados, pois a morte ali era terrivel – mas para os assassinos, que assim não tinham qualquer contato com suas vítimas

O tour guiado em Auschwitz dura em torno de 2 horas e vale muito a pena para você ouvir as histórias, ver o que aconteceu naqueles lugares, entender um pouco mais do horror que foi o holocausto. O tour, até onde eu saiba, é só Auschwitz – mas nossa guia continuou conosco também em Birkenau – e se Auchwitz é traumático, Birkenau é o Inferno

BIRKENAU
Para chegar em Birkenau (ou Auschwitz II) pega-se um ônibus em frente ao centro de informações, que passa a cada 30 minutos. Em Auschwitz cabia pouca gente (30 mil), e como foi construido originalmente como estábulo, havia certo conforto. Aqui não – Birkenau foi criado como campo de extermínio desde o início – construído pelos próprios prisioneiros. Assim, eles construiram primeiramente alguns barracões para dormir – e somente depois que já haviam sido transferidos há tempos é que criaram alguns banheiros e lugares para ducha – no total, cabiam 100 mil pessoas por vez, todo dia chegando mais gente e, por consequencia, todo dia morrendo gente.

Os galpões aqui podem ser fotografados e podemos ver claramente quão terríveis eram – as pessoas que ficavam nos andares de baixo das camas viviam cerca de 1 mês, pois ali conviviam com menos ar, mais sujeira, imundície e os ratos. Quando estive lá estava um sol absurdo, dos dias mais quentes da viagem; mas nossa guia insistia: hoje está bom na comparação com o inverno, pois tinham pouca roupa e o inverno rigoroso chega a -30º, com tudo o que isto trás de doenças, frio – e as pessoas tendo que fazer caminhadas para o trabalho na neve, tendo que esperar mais de 12 horas, totalmente nuas, do lado de fora dos barracões, para tomar um banho

O lugar que mais me impressionou foram as latrinas – temos ali um amontoado de buracos, onde todos vinham e tinham que fazer suas necessidades agachados lado-a-lado. Para piorar: tinham 1 minuto pela manhã e 1 minuto pela noite – passado este tempo, havia alguém que cuidava para tirá-los de lá. Frase que ela ouviu de antigo prisioneiro: “Quando veem isto, dizem que éramos tratados como animais, mas isto não é verdade: um animal faz suas necessidades onde quiser, quando quiser – e nós não"

Para finalizar este dia de horror, vemos o que restou dos crematórios(ao final da guerra, os nazistas tentaram destruir tudo), e também um lago onde os queimados tinham suas cinzas jogadas – pois serviam de adubo para as plantações. No fim das 4 horas de caminhada pelos campos, minha conclusão era: Viver aqui era tão terrível que era melhor ir diretamente para a câmara de gás do que viver num lugar destes – mas é claro que nosso desejo de viver é muito mais forte do que tudo isto, tanto que umas poucas centenas conseguiram chegar vivos até o final

Calcula-se em 1,5 milhão de pessoas mortas aqui, principalmente judeus e ciganos (e muitos morriam no caminho, como judeus gregos que ficavam dentro de trens super-lotados sem água, comida ou parada para banhero por 10 dias)Sim, é o lugar onde ocorreram as piores atrocidades da história, mas é muito importante manter viva a memória de que a bondade do homem tem limites, mas nossa maldade não. Pior que vendo tudo isto, pensamos que aprendemos algo – mas dias depois em Budapeste ouvi histórias de coisas parecidas praticadas pelos russos contra o povo de lá bem depois do fim da Guerra- mostrando que não aprendemos nada

Durante o dia, fato interessante é que me dei conta que desde a Espanha não escutava português – em Varsóvia não encontrei brasileiros e tampouco em Cracóvia, o que era a primeira vez na vida. Estava eu pensando nisso na espera para seguirmos a Birkenau quando passam 2 carinhas falando português – seguidos de outra dupla, e de outra.. ao final, tinha um ônibus de excursão inteiro de brasileiros chegando ali – já era meu pensamento de único país sem brasileiros no mundo hehehe

No fim do dia, ainda deu tempo de uma passada no centro histórico.

O blog esta em http://devoltaoutravez.wordpress.com/20 ... auschwitz/
No álbum de fotos, as de Auschwitz estão em: http://olemxela.multiply.com/photos/album/56/Auschwitz

CUSTO
Ida ao complexo 10
Tour guiado 38
Volta 10
Almojanta 41

9º dia – sábado, 17/07 – Wieliczka
Olhando para trás, este é o típico dia que só por milagre não deu totalmente errado! O que fiz foi absurdo e não recomendo a ninguém que faça tamanha besteira. Neste dia podia ter ido para Kazimierz, a parte judia de Cracóvia – ou podia ter ido conhecer o tour de Schindler.. mas o caso é que queria conhecer a mina de sal.
O caso é que tinha ônibus rumo a Budapeste às 15h00, então hora marcadíssima.

Já tinha visto que era carinho fazer um tour, praticamente o dobro de ir sozinho. Porém, acabei saindo mais tarde do que devia, e não importa o quanto tentassem me ensinar, não achava o lugar das paradas de ônibus para lá. De qualquer jeito, pelo tempo que calculei podia acabar chegando tarde demais se fosse sozinho, assim reservei tour, com previsão de chegada de volta às 14h15, me sobrando 45 minutos para ir até o hostel, pegar a mochila e voltar até a estação de ônibus.
Fomos então até lá, é mais ou menos 1 hora até a chegada – e o negócio estava muito, mas muito cheio. Cada grupo, separados por idiomas, tinha que esperar sua vez. E aí começou a valer pagar pelo tour, já que nós passamos na frente de todo mundo. Isto acontece porque os grupos tem que esperar os guias acabarem seu tour para iniciar o próximo, enquanto a gente já tinha nosso guia, o que agilizava bem o processo. Para iniciar, descemos 900 degraus de escada até o primeiro andar subsolo. Na visita, passamos por diversos salões que foram construídos num período de mais de 100 anos pelos mineiros, onde hoje há estátuas mostrando como era o trabalho, santos onde eles adoravam e diversas outras coisas. O passeio dura umas 2 horas e é bastante interessante, mas não imperdível – e longe de valer o risco que eu corria de perder o ônibus.

São percorridos 3 andares, com o principal ponto sendo a enorme Capela de Blessed Kinga, onde até hoje pode-se fazer casamentos ou alguma comemoração especial (deve ser baraaaaato). A Capela realmente é impressionante. Há também diversos lagos, e um onde antes o pessoal fazia um pequeno passeio de barco, mas hoje com tanta gente é impossível.

No final, a fila do elevador era gigantesca e mais uma vez o tour se mostra válido, pois pudemos ir por um elevador mais escondido, bem menor e rústico, mas onde fomos mais rápido. Para meu desespero, ainda demos uma parada para compras.. pelo menos o povo foi rápido.
Como esperado, chegamos bem depois da hora, mais ou menos 14:35... corri feito doido até o hostel, peguei a mochila e tinha uns pouco mais de 10 minutos prá chegar. Nunca suei tanto na vida quanto com mais de 10 kgs nas costas num sol de uns 35º correndo prá pegar o ônibus. Pior: chegando lá, foi uma dificuldade para achar o terminal de ônibus (fica passando o terminal de trem), e outro maior ainda para achar o ônibus propriamente dito – o que me fez invadir a agência de viagens daquele ônibus, que estava fechada mas tinha gente dentro, para perguntar qual o ponto.

Para minha sorte estava na Polônia, onde as coisas não são tão pontuais. Assim, com quase 10 minutos de atraso, quase chorei de alegria enquanto tomava uma bronca gigante (em inglês e polonês) do motorista ao conferir a passagem. Ao mesmo tempo, tentava limpar um pouco daquele suor como nunca tinha tido antes – era muito nojento, credo!!
Só ficou menos pior porque depois que já estava sentado no ar condicionado, chegou ainda 2 meninas, mais atrasadas do que eu. Gente, não aconselho isso prá ninguém! Emoção é bom, mas deste jeito não vale a pena, não hehehehe

SEGUINDO VIAGEM
Entre Cracóvia e Budapeste o meio mais comum é uma viagem de trem que vai durante a noite e dura 11 horas, naquela que já li muita gente falando que é uma das piores viagens de trem da Europa. Estava disposta a encarar para economizar no hostel, mas... esta passagem só dá para comprar lá na Polônia – não tem como comprar antes pela internet. Cheguei até a mandar email prá empresa, que me confirmou isto. Assim, parti para a opção do ônibus. São 2 companhias http://www.eurolinespolska.pl e http://www.orangeways.com (precisa procurar a versão em inglês nos sites) que fazem este trecho.

A viagem dura somente 7 horas (bem menor, portanto) e custa menos da metade do trem. O ponto negativo é ser durante o dia e ter somente 3 ou 4 vezes por semana- caso contrário, talvez tivesse ficado em Cracóvia até domingo, mas aí não haveria ônibus. O mais divertido é que iniciamos na Polônia, paramos para comprar lanche na Eslováquia (leve euros, portanto) e terminamos na Hungria, passando por 3 moedas e línguas diferentes num período muito curto de tempo – não à toa tanta gente fala inglês naquela região...

Outra coisa que tinha cuidado desde que cheguei em Cracóvia foi de arrumar um pouco de dinheiro húngaro, afinal estaria chegando em Budapeste num sábado as 22h00 – por sorte, isto é bem fácil, visto que há diversas casas de câmbio que trocam muuuuuitas moedas diferentes.

BUDAPESTE
Chegando lá, não havia como comprar passe de trem em máquina, e nem caixa eletrônico. nem o passe de 3 dias. Assim, mostrei para a vendedora qual era meu passe (depois comento sobre isto), os guardinhas já validaram para mim e segui direto pro hostel.

O hostel em Budapeste 2nd night privates (http://2nighthome.uw.hu/index_en.html), que achei muito bem avaliado no hostelworlds e se provou muito bom. Ali, paguei 3000 HUF/noite num quarto para 8 pessoas com café da manhã melhor que a média e computadores para internet. Tirando a falta de arcondicionado naquele calor (algo infelizmente comum na região), foi muito bom o hostel e super recomendo. O pessoal que trabalha ali é muito atencioso e valeu mesmo a pena.


CUSTO em Cracóvia
Tour das Minas de Sal 110
Água 8
Besteira para comer 14
Passagem Cracóvia-Budapeste 79

Custo e Budapeste (em Forints/HUF)
Metrô 320

No blog: http://devoltaoutravez.wordpress.com/20 ... /cracovia/ e http://devoltaoutravez.wordpress.com/20 ... nia-geral/
Fotos: http://olemxela.multiply.com/photos/album/59/Cracovia
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Re: Madrid, Polonia, Budapeste, Viena e Rep. Tcheca em 25 dias

Nova mensagempor Alexmelo » 10 Dez 2010, 23:10

10º dia – Domigo, 18/07 – Buda
Estudando prá viagem, vi que em Budapeste tem daqueles cartões com desconto para turista + transporte – e em vários lugares li também que este não vale a pena, a menos que você visite muitos museus. Por outro lado, todo mundo comenta o quanto o sistema de transporte na Hungria é complicado para quem não está acostumado: passe para X tempo – passe para Y tempo, passe que pode fazer 1 baldiação, 2, nenhuma.. coisa de maluco. Assim, o melhor é comprar logo um passe pelo tempo que você vai usar. Eu comprei para 72 horas e pronto.
E nem pense em não comprar passe – a Hungria é o país que mais tem fiscal em transporte público... nos bondes (TRAM) e ônibus não vi nenhum, mas metrô tem em praticamente todas as estações – e eles só pedem para ver seu ticket na saída, assim tome cuidado.
Bom, peguei o tram até o lado de Buda, mas claro que me perdi – assim, caminhei um tempão e já estava me cansando quando lembrei que com aquele passe eu podia tranquilamente pegar ônibus prá andar 1 ponto só – o que obviamente comecei a fazer 

Há um tram que margeia o rio e tem um ponto em frente ao Castle Hill, na ponte Szécheniy: Chain Bridge (muito bonita, aliás). Ali você pode subir a pé ou subir com um funicular (espécie de teleférico) que tem ali e não sai caro. Lá em cima, primeiramente para o lado esquerdo de quem sobe, rumo ao Royal Palace, que tem uma vista lindíssima do Danubio e da cidade... ali também há alguns museus que não visitei, mas dizem que o histórico é bastante interessante. Caminhe por todo lugar que puder, achando coisas diferentes como uma brincadeira com arco e flecha a moda medieval (paga, claro). Ali também percebi pela primeira vez que as picadinhas que tinha tomado lá em Cracóvia estavam beeem inchadas (quem viu no blog já sabe o resultado disso hehe)
Atravessando em frente ao funicular, do lado direito tem a parte mais divertida. Primeiramente, a Mathias Church, que é paga, mas como é barato vale a pena entrar, sim – a menos que vc não curta muito igreja, afinal para muitos é tudo parecido demais. Eu como gosto...
Também tem uma estátua ali, mas o mais legal é simplesmente ficar andando por Fishermen´s Bastion, que tem uma boa extensão e vistas lindas de Peste. O melhor é de um café que fica sob uma espécie de muralha. Suba até o café, e mesmo sem comprar nada atravesse o corredor no meio das mesas até o ponto mais distante, que tem a vista mais bonita dali.
Depois de ficar um bom tempo só passando o tempo, volte e almoce em qualquer restaurante por ali (eu peguei um menu com goulash, que acabei me arrependendo um pouco por ser pequeno demais, mas estava bem gostoso). Dizem que saindo da região do Castle, ali em Buda mesmo você acha várias opções de restaurantes mais baratos. Na hora de descer, tive que comprar novo ticket porque tinha perdido o meu e a preguiça de descer a pé era muito grande... fazer o que, né! Hehe

Lá embaixo, peguei o tram até a estação em frente ao Géllert Hill para aproveitar os banhos. Li em vários lugares que não vale tanto a pena, que tá meio caidaço, mas honestamente? Não tem como ir até Budapeste e não aproveitar algum dos banhos húngaros. Peguei uma cabine (a diferença para armário era mínima), aluguei uma toalha e fiquei por ali, só aproveitando o tempo... a principal é logicamente a piscina que sai em todas as fotos, mas há algumas ao fundo que são muito mais aquecidas, e do lado de fora tem um solarium enorme com uma piscina de ondas, e mais algumas aquecidas também. Foram uns 90 minutos bastante relaxantes 
Como ainda era umas 19h00, fui até um ponto central, “XI Moricz Zsigmond korter” e dali peguei o ônibus 27 até praticamente o topo da Citadela. Dá para subir a pé também, por uma escadaria. A Citadela é uma fortaleza construída em 1848 que acabou nunca sendo usada como fortaleza – o importante é que a vista dali é lindíssima, ainda mais para encerrar o dia com um vento forte que era uma delícia num dia quente como este que passei.
Volta pelo mesmo ônibus, comer um kebab e voltar para o hostel.

CUSTO (em Forints, ou HUF)
Passe de 72 horas 3280
Subida e descida a Castle Hill: 1400 (+ 840 da minha perda)
Almoço – nem ideia...
Gellert 4050 + 600 (toalha)
Mathias Church 750
Água durante o dia média de 500 por garrafa

11º dia – Segunda, 19/07 – Peste
No café-da-manhã conversei bastante com outros hóspedes (o ponto inicial das conversas sempre era aquelas marcas estranhas no braço e nas pernas hehehe). Tinha ali um casal que mora na Eslováquia e estava em Budapeste aproveitando o fim-de-semana até a segunda. A outra morou em Praga por um bom tempo e agora estava curtindo um pouco a região – se inveja matasse....
Cheguei ao Parlamento e pouco depois das 10 já não havia vaga para visitante naquele dia, em nenhum idioma. E no dia seguinte estava fechado! Buaaaaa, já era conhecer o parlamento  Como já estava por ali, pelo menos conhecer por fora – assim dei uma boa volta ao redor do prédio (que é lindo), chegando até a avenida que margeia o Danúbio.. como tinha um monte de gente atravessando para a margem, fui também até as pedras do rio, onde tinha uma bela visão do parlamento e principalmente de Buda.
Depois de tentar mais uma vez se realmente não havia nenhuma vaguinha, peguei um tram que segue margeando o Danúbio e fui quase até o final dele, só para passear um pouco e depois voltei para a estação Astoria, até a Donahy Synagogue, a 2ª maior sinagoga do mundo. Para entrar, homens precisam cubrir a cabe;a (eles emprestam) e mulheres não podem entrar com saia curta é obrigatório cobrir os braços. Assim, quem estiver de manga curta deve levar algo que cubra os ombros, ou não entra. Vi 2 que não deixaram mesmo entrar.
Há vários ingressos e peguei o mais completo ali para a Sinagoga, mas o museu talvez não valha muito a pena... O passeio começa na própria Sinagoga com um guia contando histórias (principalmente a perseguição nazista e também perseguição comunista - o que me levou a pensar em como nós não aprendemos com a história). A Sinagoga é imensa, muito linda!
Momento engraçado é quando perguntam de onde é o guia e ele responde: Transilvânia, seguido daquele silêncio com a gente pensando em Drácula ehehhee

Da Sinagoga, vamos para os jardins laterais, onde eram enterrados os judeus na época do gueto, e ao fundo há homenagens muito bonitas aos húngaros mortos - e foram muitos milhares deles.. particularmente muito bonita uma árvore com folhas de metal com os nomes de 75 mil destes.
Além disto, há o museu judaico que tem algumas coisas interessantes, como tapetes e objetos de adoração, e também uniformes usados nos campos de concentração. Enfim, é um lugar que vale a pena conhecer, mesmo que seja somente pelas histórias.

Dali, trem até a Basílica de "Szent István"/Santo Estevão, a igreja principal da cidade. Além da igreja em si, há um negócio bizarro que é a mão de Santo Estevão, que morreu lá se vão 1000 anos, e está em um mausoléu ao fundo da catedral, onde temos também todo o histórico de como acharam esta mão. Vale como curiosidade mórbida...

Ali perto tem a Ópera de Budapeste, que abria somente as 15h00,o que deu espaço para almoçar - pena que uma porção bem pequena que é o menu do dia...
O tour pela ópera são uns 60 minutos e vale muito a pena. A ópera é linda, ao ponto de ter gostado mais dela que da bem mais famosa de Viena - só é uma pena que não há apresentações em Julho e Agosto. Para terminar, temos uma mini-ária, que foi um negócio muito bizarro e não sei dizer se valeu os 500 forints extras - talvez pela breguice.
Como já estava cansado, fui para mais um daqueles banhos; desta vez Szechenyi, que fica no metrô laranja (que por si só já vale a passagem). O lugar ali também é ótimo, e mais barato que Géllert. Paga-se também pela cabine ou armário (peguei armário desta vez) e a toalha para alugar mais parece um pano de mesa velho, mas tudo bem. São várias piscinas aquecidas, e do lado de fora tem várias piscinas muito grandes aquecidas também, mas com extras como uma com vários lugares saindo bolhas, outra com correnteza, outra simplesmente muito mais quente que a média e até lugar para quem vai nadar 'prá valer'.
Assim como em Gellerts, depois de ter rodado por tudo, sai passeando com a máquina para tirar fotos. Aqui o mais bonito é a parte externa - e mesmo sendo estranho ficar em piscina aquecida no calor, valeu bastante a experiência. O outro é muito mais famoso, mas gostei bem mais deste aqui.

Saindo, como estava num dia para aproveitar tudo, peguei o metrô até vaci utca, a região chique da cidade, onde tem o famoso Café Gerbaud - que foi meio decepcionante.. esperava aquela coisa cheia de frescura e o que tinha era um monte de gente tomando sorvete em frente ao café. Isto porque como não havia ar-condicionado(ou estava desligado) era tão quente do lado de dentro que ficou todo mundo fora. Assim, acabei só conhecendo o calçadão, dando uma volta na região e parando para jantar ali na avenida mesmo.
Como o almoço tinha sido fraco, jantei um 'paprikas csirke'(frango com páprika) e Galuska (um negocio meio estranho parecido com nhoque) e de sobremesa pedi uma palacsynta, espécie de crepe com um recheio muito bom. Engraçado que este era flambado, mas acho que o garçom exagerou no vinho para flambar, porque quando acendeu o fogo, aquele negócio não parava... depois de esperar um tempo, desisti e comecei a soprar até apagar o fogo - muito sem noção hehehe

Acabando uma janta forte assim, de volta até City Park, lá perto do Széchenyi, mas em outro lugar, pois queria conhecer a Hosok tere, ou Praça dos Heróis - já eram mais de 21, mas ainda estava claro, então dei uma volta pela região antes de voltar para a praça perto do anoitecer. Para minha surpresa, estava um grupo dançando capoeira, falando português.!! A gente parece praga, tá em tudo que é lugar!!!
Fiquei por ali até anoitecer, porque se a praça e seu monumento aos fundadores da Hungria é muito bonita de dia, de noite o negócio é impressionante! Vale a pena passar lá em 2 momentos, ou então ao anoitecer!
Para terminar a noite, procurar na internet o email da seguradora, e enviei para eles perguntando para quem ligar em caso de necessidade – até tinha o numero, mas achei melhor garantir ;)

CUSTO
Lavanderia no hostel 750
Almoço 1100
Ópera 2800 + 500 (para tirar fotos)+500 (a mini aria)
Janta caprichada 4100
Szechenyi – 3000 – 300 (toalha)
Sinagoga - Não marquei, mas não foi caro

12º dia – Terça, 20/07 – Rumo a Viena
Depois de bater mais um papo legal com o pessoal, tinha a manhã livre para conhecer mais de Budapeste. A primeira coisa foi a Haus of Terror, ou Museu do Terror.
Há um lugar na Andrassy Utca que foi sede do partido nazista durante a guerra, até a União Soviética expulsá-los de lá. Quando o comunismo assumiu o regime do pais, aproveitaram o lugar para montar ali a sede de espionagem comunista - e em ambos os regimes, ali foi lugar onde muitas prisões, torturas e até assassinatos ocorreram por causa destes regimes.
É uma pena que não se pode tirar fotos do lado de dentro, porque o que se vê ali realmente é impressionante. Se for passar em somente 1 museu em Budapeste, que seja este!
Como havia tempo, fui até o Central Market Hall, um grande mercado que ficava próximo de uma das estações do Tram 2, na ponte Szabadsag hid. Vale a pena o passeio apenas se tiver pouco tempo para fazer algo, pois não é lá taaaao interessante. Mas se for, prove algum dos doces que são vendidos por ali, que são muito bons. E pode comprar páprica para trazer para casa 
Depois do almoço, saí cedo em direção à rodoviária, para não virar a loucura que foi lá em Cracóvia. Lá na rodoviária o susto foi quando as picadas começaram a estourar – beeeeem nojento e comecei a ficar realmente preocupado.

SEGUINDO VIAGEM
Mais uma vez preferi reservar o ônibus com antecedência do que arriscar chegar lá e não ter trem – mas entre Budapeste e Viena é muito mais tranquilo, visto que há diversos horários por dia, tanto de trem quanto de ônibus. A vantagem do ônibus é que custa metade do preço
Saída 15h30, chegada em Viena 18h30 – foi só seguir as orientações recebidas por email que foi tranquila a chegada no hostel.
Lá chegando, tive uma recepção ótima do Mihaelo (o grego que cuidava do hostel estes dias). O cara é muito bacana e foi de uma grande ajuda nos dias que estive lá.
Primeiramente, mostrei meu estado de picadas, ele já se prontificou a ir no dia seguinte até uma farmácia ali próxima, e se precisasse falar com o seguro, ficasse a vontade, lógico.
Check-in feito, fui em direção ao centro (que me pareceu meio longe), onde estava ocorrendo uma manifestação – lógico que fui seguir o pessoal... a tal manifestação era na verdade uma passeata pelos direitos humanos, pois estava havendo um congresso sobre o assunto Na volta, experimentar logo o Wiener Schnitzel (é isso?) que é um bife a milanesa com batata, que não merece a fama que tem... ainda que seja até bonzinho.

Sobre o hostel. Fiquei no http://www.believe-it-or-not-vienna.at que é o que mais recomendo na viagem. Além do atendimento nota mil do Mihaelo, o próprio hostel é simplesmente o máximo... são 2 quartinhos com triliches que cabem umas 8 pessoas cada 1. Apesar de parecer lotado, os quartos são muito aconchegantes. A gente tem 3 banheiros (só 1 com chuveiro, é verdade...), café da manhã decente, 3 ou 4 netbooks para usar em qualquer lugar da casa, com wifi ótima (e muito útil para meu Skype). Sei lá: o melhor hostel da viagem e um dos melhores que já fiquei até hoje. Paguei entre 18 e 20 euros por dia e foi muito bem gasto.

GASTOS
Em Budapeste
Haus of Terror 1800
Budapeste-Viena 2900
Almoço 2500

Viena (Euros)
Janta 18

De Budapeste, no blog tenho: http://devoltaoutravez.wordpress.com/ca ... budapeste/
Fotos estão em http://olemxela.multiply.com/photos/album/57/Budapeste
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Re: Madrid, Polonia, Budapeste, Viena e Rep. Tcheca em 25 dias

Nova mensagempor Petrovau-SP » 05 Jan 2011, 03:11

Alex, ta muito legal teu relato.

Pretendo fazer quase o mesmo trecho e as dicas tão ajudando bastante pra saber onde ir
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Re: Madrid, Polonia, Budapeste, Viena e Rep. Tcheca em 25 dias

Nova mensagempor Alexmelo » 07 Jan 2011, 21:31

Valeu, petrovau - se tiver alguma dúvida, só avisar... vou colocar agora a parte de Viena e vamos ver quando termino o relato hehe
Abraço
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Re: Madrid, Polonia, Budapeste, Viena e Rep. Tcheca em 25 dias

Nova mensagempor Alexmelo » 07 Jan 2011, 21:56

Boa parte do que esta escrito eu peguei no meu blog, mas também tento passar alguns detalhes a mais... E peço desculpas de novo pela demora de quase 1 mes deste o último post ::mmm:

13º dia – Quarta, 21/07 – Usando o seguro
Este foi um famoso dia perdido, mas por motivos que fugiram a minha vontade, então não teve jeito... Cedo o Mihaelo (o grego do albergue) foi comigo até a farmácia para tentar comprar uma pomada – as atendentes olharam pro meu braço e logo disseram que não!! E tinha que ver um médico, aquilo estava feio demais para simplesmente me vender algo sem passar num médico antes. Assim, voltei pro hostel, liguei para o seguro no Brasil (GTA, que comprei junto com a passagem na decolar) – eles me pediram um numero e o Mihaelo me passou o celular dele como contato. Enquanto esperava, aproveitei a super rápida internet dali prá falar com o povo em casa, me atualizar, ler sobre cinema e tudo que pude para passar o tempo.

Dali algum tempo ligaram de Budapeste para ver o que acontecia...expliquei tudo e ficaram de passar para o médico da área. Mais 1 hora e o médico liga perguntando como chegar. Lógico que não conhecia, então o Mihaelo quem explicou tudo. Ele ficou de chegar às 14, mas só chegou quase 15h00 – o que fez com que o ponto negativo fosse exatamente esta demora toda. Mas o cara era bom: até remédio que tomo normalmente ele sabia o que era, fez alguns exames, e já foi comigo (e o Mihaelo, claro) para a farmácia novamente, agora comprando certinho o antibiótico e tudo mais que precisava. No mesmo dia começou a melhorar e no dia seguinte já começaram a secar as marcas... (no final voltou com outro tipo de problema, mas chegamos lá depois;) )

Assim, finalmente lá pelas 16h00, consegui começar meu dia de passeios. Graças ao enorme dia de verão europeu, consegui até aproveitar bastante. Fui direto para o Hofburg palace. Ali há muita coisa para ver, mas o que me interessava neste dia era o Kaizerapartments, junto com o Sissi Museum. Há diversas combinações de ingressos, que podem ser encontradas em http://www.hofburg-wien.at/en/plan-your ... arges.html Eu comprei o Sissi Ticket, que na época era um pouco mais barato e não incluía uma parte de Furniture, que tem agora. O ticket inclui audioguide, que tem opção em inglês e espanhol e é muito, mas muito bom.

O complexo Hofburg era o palácio de inverno do império Austro-húngaro, e data de 1279, tendo sido construídos diversos anexos com o passar dos séculos, hoje formando um conjunto enorme de museus com diversos temas ligados à monarquia. Como falei, neste dia, fui ao mais visitado deles, o Kaiserappartements (Apartamentos imperiais). A visita começa vendo prataria! Parece bobo, mas é tanta suntuosidade, tanto ouro e prata e porcelana chinesa que realmente impressiona muito. Particularmente os ‘centros de mesa’ são lindíssimos (alguns diriam exagerados). Além disto, vendo aquele monte de porcelana chinesa, pensei em como era difícil e caro trazer este tipo de coisa 400 anos atrás – o que dá uma ideia de quanto dinheiro era usado. Cuidado para não se empolgar demais nesta parte, que apesar de ser bastante legal (e a única onde dá para tirar fotos) é só o começo.

Depois disto, entramos nos aposentos reais, onde a principal exposição é sobre Sissi. Recomendo antes de viajar ver a trilogia sobre esta rainha, feita nos anos 50 – filmes que são comentados em vários momentos na exposição, normalmente falando sobre as diferenças entre ficção e realidade. Sissi foi uma espécie de Diana de seu tempo – alguém não exatamente da côrte que foi alçada para uma das principais dinastias da Europa (creio que a mais longeva…) Ali, não aguentava tanta exposição e também a prisão a qual os reis eram relegados – e por isto tentava ficar o mais longe possível dali, sempre viajando para lugares diferentes. O rei por seu lado, a amava de maneira totalmente incondicional, mas não era muito querida pelo povo não…. Durante sua vida, perdeu filhos de maneira trágica, ficando cada vez mais depressiva. Até que em uma destas viagens, ela foi assassinada por um bandido qualquer, para comoção da nação.

Detalhes da história de Sissi são vistos na exposição e também nos audio-guides. Reserve no mínimo 90 minutos para conhecer os Kaiserapartements, que são o pedaço mais importante do complexo. Pena que não pode tirar fotos. Acho que vale a pena ver a trilogia sobre Sissi, feita nos anos 50 e que é muito comentada no filme – principalmente por diversas diferenças com a realidade...

Saindo dali, vá para a parte de trás do Palácio e siga pela rua em direção a Doceria Demel (que disputa com a Sacher o titulo de mais famoso café de Viena). Quem gosta de doce vai ficar doido ali dentro... claro que é tudo caro demais, mas me arrisquei numa Truffetorte – afinal, só tinha comido um daqueles ‘hot-dog’ – que são uma baguete com 1 linguiça dentro – pelo menos é gostoso ;)

Seguindo pela mesma rua, chega-se em Stephandson, a enorme catedral de Viena. A vista estava interessante, porque estão reformando tudo e para não ficar muito feio para os turistas, ergueram painéis diversos nos lugares que estão reformando, com as torres desenhadas – assim, tem-se uma parte da catedral na cor ‘original’ e outra mais acinzentada... Lá dentro estava na hora da missa, então não tinha como ver muita coisa, exceto de longe – tive que voltar outro dia. Continuei indo em direção a um parque que havia ali perto, pois queria ver o Danubio.. depois de caminhar bastante chego lá e no leito do rio e... está tudo seco! Tinha uma barragem, não sei porque – segui margeando então até chegar em um lugar que já tinha ouvido falar de ver em jornal, mas não esperava encontrar: praia de rio! Um monte de cadeiras, guarda-sóis e um monte de gente amontoada em um pedacinho de areia – tem uma foto em http://olemxela.multiply.com/photos/alb ... a#photo=13 prá ajudar a entender. Dei mais uma volta pelo lugar e comecei a voltar para o hostel passando em frente a Hauthaus (Prefeitura), que é muito bonita e, dizem, tem uma feirinha lá de vez em quando.. No caminho, comprei um passe de 72 horas. A janta foi besteira de novo: nas mesmas barraquinhas de dog, tem umas pizzarias, então comprei ali. São 2 pedaços enormes de pizza que vc come num prato de papelão – até que com um gosto decente ;) No final, para um dia que imaginava perdido, valeu a pena

Viena Card
Antes de sair de casa já tinha decidido pelo passe de 72 horas – não é caro e você fica livrepara usar o transporte para todo lugar – e em Viena transporte público é outro nivel… tem um ponto de ônibus no Volkstheatre com um reloginho marcando os minutos que passam para chegar o próximo ônibus. Os bondes já é meio impressionante, porque vão nas ruas – mas tem suas passagens especiais pelos trilhos – mas ônibus de linha é demais Por último: em nenhum momento da minha passagem pediram para ver meu passe, nem em metrô, tram ou ônibus. Mas não vale arriscar: uma brasileira com quem conversei mais tarde teve um fiscal pedindo para ela o passe – como tinha, não houve problemas, mas se não tiver a multa é bastante pesada. E ai de quem não pagar… Assim, não se arrisque!
O único que não peguei foi o “Viena Card” http://www.wien.info/en/travel-info/vienna-card - que além de transporte, tem também descontos em diversos museus – como não planejava aqueles de música, acabei nem pegando – mas acho que o desconto valeria a pena o custo, sim. Portanto, faça os cálculos do que quer ver e quanto fica o Viena Card e seus descontos. Se for muito próximo, acho que vale pegar o ‘card’ porque assim vc pode sempre aproveitar mais algum desconto

CUSTO
Sissi ticket 18,90
Passe 72 horas 13,60
Hot dog + bebida 3,90
Demel 3,90
Pizza na janta 4

14º dia – Quinta, 22/07 – Schonnbrun + museus
Este foi com certeza um dos dias mais cheios da viagem.. precisava compensar o anterior ;) Agora com o passe, mesmo os 3 pontos até Volkstheater (o ponto central próximo ao hostel) eu ia de ônibus mesmo. De lá, Metro U4 direto até o lugar que mais gostei em Viena O Palácio de Schönbrunn. Este foi completado em 1700 e possui, além do Palácio propriamente dito, um jardim enorme, com diversas ruinas romanas, onde no ponto mais alto temos “La Gloriete”, com uma belíssima vista da região e também o mais antigo zoológico do mundo, entre outras atrações.

Eu já tinha o passe, mas para visitar, você pode comprar um conjunto de entradas, ou estas em separado. No site http://www.schoenbrunn.at/en/home.html há preços atualizados e as diversas opções. O palácio conta com absurdos 1441 quartos, e recomendo muito fazer o gran tour, que visita 40 destes quartos (há um tour menor, mas me deu a sensação de ficar com gosto de ‘quero mais’). Também pegue o audio-guide, como sempre muito bom e incluido no ingresso. Ali vemos quartos onde Sissi foi muito importante também, também interessante para nós é o quarto de Maria Tereza, mãe de nossa Imperatriz Leopoldina, esposa de D. Pedro I – e também de Maria Antonieta. Outro lugar que tem muita história é onde Mozart tocou pela primeira vez ao imperador, quando tinha 6 anos de idade e já era um gênio. Também um que foi ocupado por Napoleão, quando este ocupou a Áustria. Enfim, há muita história que ocorreu neste palácio e este merece muito a visita.

O detalhe: estes dias que estive em Viena estavam muito, mas muito quentes (e agora em Dezembro via aquelas nevascas sem noção, mostra o quanto a Europa tem climas extremos). Pois bem, este calor todo, com tanto turista e sem ar condicionado, dá desespero de vez em quando. E faz pensar em como a gente é privilegiado hoje: mesmo com toda a pompa, estando em 1 dos palácios da maior corte européia, eles deviam sofrer muito com este calor tão grande – enquanto hoje facilmente temos o ar condicionado para resolver este problema na maior parte dos lugares.

LA GLORIETESaindo do Palácio, acompanhe o lindo jardim onde no centro tem uma belíssima fonte (Neptunbrunnen) na metade do caminho até a Gloriete. Minha subida até lá foi bastante engraçada… estava muito sol, já perto do meio-dia. O que muita gente fazia, e eu não fui diferente, é ir seguindo pela direita do jardim, pela sombra – ia devagar enquanto estava na sombra, para aproveitar o máximo; acabavam as árvores, pegava um fôlego e ia quase correndo pelo sol até a próxima sompra – muito sem noção… neste ritmo demorou um pouco até chegar lá em cima, mas conseguimos todos
Se você chegar até lá num dia com tanto sol, pode faltar coragem para subir. Pois arrume forças: a vista lá de cima, do ponto mais alto da região, é simplesmente linda. Você consegue ver todo o jardim até o palácio, e ao fundo a cidade – é un contraste que vale demais a pena estes últimos degraus.
Na volta, estava já pensando em ir embora, mas a lembrança da minha amiga Lais não me permitiu. A Lais é uma amiga que conheci junto a um bom grupo no mundo virtual com o cinema como ponto em comum – que se tornaram amigos também no mundo real, ao ponto de vários terem vindo até em meu casamento, que já tem 5 anos. Pois bem: ela foi em 2009 para Viena e Praga, como tem um blog com diversos assuntos, contou a história da sua viagem. O detalhe mais importante: a menina escreve bem prá caramba (não à toa é jornalista). Assim, digo que quem gosta do assunto, vá correndo prá lá- o link do primeiro post da viagem é http://antipatia.wordpress.com/2009/04/ ... s-parte-i/

Mas porque isto? Porque como bom cinéfilo (foi deste gosto que o grupo começou a amizade virtual), as histórias de brincar de Harry Potter e O Iluminado dentro do labirinto em Schonbrunn não saiam da minha lembrança – assim, por mais medo de labirintos que eu tenha (culpa exatamente de O Iluminado e outros filmes), não teve jeito, e tive que ir ao Labirinto (também chamado Maze & Labirinth). Este data de 1698 e reconstruido em 1998. Criei coragem e entrei – consegui ficar uns 5 minutos andando antes de entrar em pânico. Bem no centro há um lugar mais elevado, onde quem esta de fora vê a gente, então sabia que havia saída – fiquei rodando uns 20 minutos até chegar neste ponto, enquanto pensava sempre em Jack Nicholson enlouquecendo – e em Harry Potter combatendo dragões….
Quando cheguei na parte superior, é engraçado ficar vendo o povo que esta perdido começando a andar cada vez mais depressa, meio desesperado… haja sadismo. Quando resolvi descer, com a saída ficando bem em frente foi fácil. Detalhe da saída é que havia uma placa (que logicamente não vi quando entrei) indicando para um lado o caminho difícil e para o outro o fácil. Tudo bem que se tivesse visto provavelmente continuaria optando pelo dificil, mas podia ter visto isto antes, né! Ao final, o labirinto é divertido – e há outras coisas para se fazer ali também.

Voltando em direção ao palácio ainda há alguns jardins para se ver e lá na entrada, uma lanchonete (cara, por supuesto) para quem quiser. Terminei o passeio umas 15h00 e me mandei pro centro almoçar, antes de arrumar coragem para os 2 museus que ainda veria no dia – e que ficam para o próximo post. Schonnbrunn, sem dúvida um dos pontos altos da viagem a Viena. A Gloriete, o Labirinto e outros, podem ser todos comprados num passe único ali – mas como já tinha o Gran Tour, comprei-os em separado, que eram baratos.

Há diversos outros jardins e fontes para conhecer ali no complexo, que é Patrimônio Cultural da Unesco desde 1972. A meu ver os principais são o Tiergarten, o mais antigo zoológico do mundo, de 1752 e que tem nos Pandas sua principal atração. Eu adoro zoológicos, e adoro pandas – mas achei meio caro e não entrei; mas deve ser muito legal o passeio ali e se você dedicar o dia todo somente para Schonbrunn, este é um ótimo lugar.
Também o Jardim Botânico, de 1753 parece ter bastante coisa. A Palm House, que tem horários especificos e é um grande Pavilhão feito de ferro, com uma arquitetura que parece lindíssima. O Museu das Carruagens também deve ser interessante, mas não é aberto durante o ano todo. Durante o verão ainda há concertos diversos sendo realizados por ali, particularmente na Orangery - não fui porque preferi ver mais concertos em Praga , mas deve ser uma experiência marcante. Para quem quiser aproveitar o máximo de opções, sugiro o Classic Pass Tour.

Dali, almoço em algum lugar no centro da cidade, comendo uma goulash bem gostosa no menu e seguir para outra parte do Hofburg: Schatzkammer, também conhecido como Imperial Treasury, é o maior museu de tesouro do mundo, dividido em 2 seções: Imperial e Tesouros Sacerdotais. Na parte dos tesouros do império, temos coisas realmente impressionantes, como uma coroa imperial de 962 e diversas outras coroas mais novas (geralmente mais adornadas), cetros e roupas usadas pelos regentes do Império com o passar dos séculos. Também há pedras preciosas lindíssimas, como uma esmeralda gigantesca descoberta em 1558 na Colombia. Outro destaque é um berço onde nasceu e morreu um filho de Napoleão, quando este já havia dominado a Áustria. É um museu a que se passa rapidamente, e que vale muito a pena – especialmente para quem gosta destas histórias e doideiras dos monarcas.

Na parte religiosa, várias vestimentas e coroas usadas por bispos, diversas cruzes e como principal um prego bastante grande, com um papel de um papa garantindo que aquele é um dos pregos usados na crucifixão de Jesus – a história está aqui http://www.khm.at/en/treasury/highlight ... an-empire/ e quem acreditar que este é realmente um dos pregos da cruz, fique a vontade…

Além deste e dos Apartamentos, há diversos outros lugares que parecem valer a visita em Hofburg, sendo o que mais me interessou o Lipizzaner Museum, dedicado aos cavalos da Escola espanhola de equitação, que fazem apresentações durante o ano quase todo, mas não no verão. Também há os museus de Neue Berg e Albertina, onde a Lais comprou um Van Gogh de lembrança, que eu procurei em diversos lugares, mas infelizmente não teve jeito…

E atravessando a avenida depois do Palácio, estão 2 enormeus museus: O de história natural e o que escolhi para ver: Kunthistorisches museum, ou Museu de Belas Artes. Na quinta feira ele fica aberto até as 21h00, então dava para conhece-lo e, apesar do cansaço e dor nos pés, lá vou eu.. Ali há uma coleção bastante decente de arte egípcia, grega e outros da antiguidade . E no segundo piso há diversos quadros – desde os italianos da Renascença (Rafael, por exemplo) até alguns vienenses. Gostei particularmente de uns quadros malucos de Arcimbolo - que fazia a cara das pessoas usando frutas de estação e coisas do gênero, para identificar as 4 estaçoes do ano – bizarro, mas bem interessante. Poderia ter ficado ali muito mais tempo, mas já estava quebrado, aproveitando as salas enormes com quadros para ve-los sentado em cadeiras no centro da sala, então estava na hora de ir embora.

Subi a pé até achar algum lugar para comer – e quando chegou, veio um frango a milanesa que serveria 2 pessoas sem problemas hehe. Depois deste dia tão pesado, foi um ótimo descanso a noite – apesar do calor absurdo!

CUSTOS
La Gloriete 2
Labirinto 2,90
Schatzkammer 12
Kunthistorisches 12
Almoço 11,50
Janta 12,80

15º dia – Sexta, 23/07 – Música...
Mais uma vez o planejamento é importante para ajudar a sair do planejado Graças aos dias maravilhosamente longos do verão europeu, consegui fazer o que tinha planejado ainda ceo, então pude ir para lugares que não achei que ia conhecer nesta viagem. Comecei o dia planejado para ser mais light que o anterior – mas consegui ficar ainda mais pesado... como diz minha esposa, eu sou doido, fazendo em 1 dia o que muita gente faz em 3 – e pelo que leio nos relatos aqui do fórum, não sou o único hehe

Na noite anterior, tinha ficado conversando com umas meninas que estavam ali por causa da música, e sei lá... me deixaram arrependido por não ter incluído o museu da música ou o cemitério no me roteiro – sabia que eles existiam e tinha os dados, mas não os tinha incluído por não ter tido vontade. Acabou que fui em todos heheh
Bom: Primeiramente, famosíssima Opera de Viena, perto dos metros Karlplatz e Opera. Como não há apresentações em Julho e Agosto, só pude fazer o tour mesmo (para apresentações, veja a agenda em http://www.wiener-staatsoper.at/Content ... ent.en.php e compre uma entrada no ‘last minute’ quando estiver lá). E mesmo que você vá para uma apresentação, acho que vale fazer o tour – isto porque vai até os fundos, vendo por trás do palco, e também passa nos camarotes vips e outros. É um passeio de 1 hora mais ou menos que vale ser feito. Agora: gostei mais da Ópera de Budapeste – podem jogar as pedras hehe. O detalhe é que acho que foi o passeio em que mais vi brasileiros na viagem inteira, tá doido…

Ali pertinho fica o Café Sacher, para provar um dos pontos turísticos da cidade, a Torta Sacher – da qual fui mais um dos que saiu decepcionados…. não entendam errado: a tortinha é boazinha, bastante chocolate e uma geléia, mas não sei se vale 200 anos de fama! Ainda assim, é o tipo de coisa que se você está em Viena, tem que experimentar. Logicamente, tem o preço – uma tortinha desta mais um capuccino ficou uma fortuna – mas enquanto estava ali, me sentia um rei Engraçado foi encontrar ainda 2 companheiras de albergue que estavam por ali também...

Dali, Tram D até a parada Schloss Belvedere, que é um palácio de verão construido em 1736 para o Principe de Savoy, que já foi também residência de Francisco Ferdinando (para quem lembrar de história do ginásio, foi o assassinato dele que iniciou a Primeira Guerra) e se divide principalmente em Upper Belvedere e Lower Belvedere e para entrar nos dois, existe o combined ticket, por 14 euros.

O principal é o Oberes Belvedere (Upper) - infelizmente, mais uma vez não dá para se tirar fotos. O hall de entrada é lindo, assim como os diversos salões que você percorre, todos muito bonitos, com muito mármore e que devem ser vistos até o teto que é muitas vezes adornado. Mas no final, o que temos de principal aqui é uma grande exposição de quadros, sendo o mais famoso “O Beijo” de Gustav Klint (só não falo que nem achei o quadro muita coisa para não perder leitores hehe). Além de diversas outras obras de Klint, temos vários outros pintores austríacos. Já estava meio cansado de tanta obra de arte quando fui ali, então talvez por isto tenha me decepcionado um pouco; o que realmente gostei foram dos salões e da vista que se tem dos jardins – esta sim impressionante (e para fora ainda dava para tirar fotos ).

O Unteres Belvedere(Lower) apresenta exibições temporárias em seus também lindos salões e mais uma vez, gostei mais dos salões que da exibição – principalmente Marble e Golden Rooms. Também existe a Orangery com outra exibição temporária e vista para os jardins privados de Principe Eugene. Mas como falei, o mais bonito de tudo no palácio foram os jardins.

Não sabia, mas passando o Lower Belvedere havia outro ponto de parada de tram. Peguei para ir ao centro quando, lendo o nome das estações, vi que passava em Zentralfriedhof, um dos maiores cemitérios da Europa e ultima morada de alguns dos maiores da música. Não pretendia passar lá, mas sabia que existia (é o planejamento, minha gente...) – e já que estava perto, porque não? Assim, peguei o tram, descei em um MacDonalds no meio do caminho (pois é, de vez em quando a gente apela hehe) e depois do almoço me mandei prá lá.

A parada é a Tor 2 (Portão 2), visto que é tão grande que há várias paradas por ali. Eu não fazia ideia de como chegar até os músicos, então fiquei andando por um tempo sem rumo, mas é fácil: vá direto após passar o portão, seguindo até a sessão 32 A. Ali você tem, todos juntos: Beethoven, Brahms, Schubert e Strauss (há vários da família strauss por lá), além de um memorial a Mozart, que na verdade está enterrado em uma vala comum em outro cemitério, mas recebe sua homenagem com os outros gigantes. Quem se interessar, vale acessar http://www.visitingvienna.com/sights/ze ... ousgraves/

Cemitério pode parecer um passeio meio estranho (tá bom, não parece… é mesmo), mas acho interessante por nos colocar no nosso lugar, mostrando o quanto a gente não é nada. E também por lembrar quanta gente incrível já passou por este nosso planeta, quanta gente já esteve aqui há tanto tempo, para estarmos onde estamos hoje.
Para mim, os mortos não sabem nada, não entendem nada e sei que ali existem somente ossos de grandes homens do passado, com bonitos memoriais em homenagem, mas não tive como não me emocionar um pouco, pensando em como Viena teve tanta gente com este talento absurdo em tão curto espaço de tempo. Gênios, que nos ajudaram a chegar onde estamos.

Saindo dali fui no centro, decidido a ir na Casa do Mozart – como esta ficava pertinho da Stephandsom, aproveitei para passar lá novamente, agora sem missa. Mas mesmo assim, há um limite até onde podemos ir, então é só admirar de longe. Ali dentro também dá para subir na torre da igreja.. a vista lá de cima é muito bonita, mas esperava bem mais. Até vale, mas não espera muita coisa...

E aí sim, a Mozarthaus Viena. Antes: além dos filmes de Sissi, vale muito a pena assistir a Amadeus, de Milos Forman – na verdade, vale assistir ao filme independente de Viena, porque é ótimo. Na Casa de Mozart há diversas menções a Salieri, o grande rival de Mozart no filme.
A história de Mozart s em Viena é enorme; ali ele compôs várias de suas peças e viveu boa parte da vida. Esta é a única das várias casas de Mozart em Viena que está inteira até hoje. Ali ele viveu 3 anos numa casa que hoje não é muito grande, mas para os padrões da época… ela fica na Domgasse 5, perto da Catedral, e os 3 andares do pequeno edificio viraram um gigantesco museu.

Para entrar são 9 euros (15, combinando com a Haus der Musik, que foi o que comprei) e o Museu foca nos seus anos em Viena, suas composições ali feita (destaque para “As Bodas de Fígaro” compostas nesta casa). O tour começa no terceiro andar e vai descendo, sempre acompanhado do ótimo audio guide. O segundo piso é particularmente interessante, com cada quarto dedicado a uma peça: Figaro, Don Giovani, A flauta mágica… em diversos momentos também é comentado algo sobre Salieri, mudando um pouco a impressão que o filme “Amadeus” passou. Finalmente, no primeiro piso temos o apartamento de Mozart propriamente dito, onde mesmo após tantos anos, tentaram organizar o mais próximo possível ao que havia na época de Mozart.

Ao contrário de Schonbrunn ou da Opera, Mozarthaus não é um dos lugares realmente imperdíveis de Viena. Mas quem puder, vá! É bastante instrutivo, tanto sobre Mozart quanto sobre a própria sociedade vienense, que em sua época (1780) era uma das mais instruídas do mundo. Sem dúvida, 90 minutos muito bem usados. Porém, se tiver que escolher entre este e o museu da música, bem... eu não saberia qual escolher – o museu é mais divertido, mas a casa de Mozart... é Mozart, né!

Como havia comprado o combinado, segui para o último passeio do dia, um lugar que achava que ia ficar uns 30 minutos mas que foi uma grata surpresa. Lógico, até chegar lá me perdi um monte de vezes, e não há mapa que resolvesse minha vida… mas depois de uma boa caminhada, intercalada por sorvete, cheguei ao lugar certo.
Este ‘museu da música’ são 4 andares que compreendem desde a história da música, até interações onde você pode criar seu próprio CD usando sons naturais… O Primeiro é só para uma passada rápida, uma homenagem a Philarmonica de Viena, relembrando seus regentes e um pequeno cinema com a filmagem do concerto de Ano novo da filarmônica – não perca muito tempo ali. A farra começa no segundo piso, que é extremamente interativo onde a gente faz diversos testes com sons ambientes, testa velocidade e altura de frequencias, brinca com a sonoridade das coisas… é bastante divertido e provavelmente o lugar onde mais fiquei

O próximo andar é onde eu normalmente ficaria mais tempo, mas como já estava meio cansado, acabei passando um pouco rápido. Mas temos aqui diversas salas, cada uma dedicada a 1 músico: Haydn, Schubert, Strauss, Mahler, Mozart, Beethoven, etc… aqui temos um audio guide para ir seguindo pelas salas, com diversos documentos, itens pessoais, até mesmo instrumentos tocados por eles, tudo muito bem estruturado e montado Tem o áudio guide que normalmente ouviria bastante, mas estava cansado até para isto – o que mostra que vale ir nestes lugares com tempo mais tranquilo...

E para terminar este piso, há o provável ponto alto da casa: uma Orquestra virtual. Você escolhe a música, recebe umas dicas de Zubin Mehta e começa a reger: indo bem, ao final os músicos aplaudem; mas se você for mal… logicamente é muito mais divertido quando você rege na velocidade errada e vê os tocadores se matando para acompanhar a velocidade. O último piso é o chamado Futurespace, um lugar que vi agora no site (http://www.hdm.at/ ) que foi desenvolvido pelo MIT, onde criamos sons do que eles chamam de ‘sons do futuro’, que é na verdade um monte de coisas com sons estranhos – por exemplo, fazemos músicas sentado num cockpit, ou socando umas ‘pedrinhas’… só vendo para entender O problema foi na hora de ir embora… é que não achei de jeito nenhum a saída, e a única porta que encontrei (e não estava sozinho) era a saída de emergência. Assim, mesmo com uma bela placa de ‘não passe ou soará o alarme’, lá fomos nós – ao final, deu tudo certo e depois de descer aquele monte de escadarias chegamos ao hall de entrada finalmente.

Resumindo: pensava em passar uns 30 minutos na Haus der Musik e fiquei umas boas 2 horas ou mais ali, principalmente nos pisos 2 e 4, a parte mais interativa. Acho que não é todo mundo que vai curtir, mas para mim foi uma bela surpresa, bastante divertido e uma maneira de conhecer coisas diferentes ali em Viena. Para ser perfeito o dia, só faltou algum concerto – mas já estava tarde e deixei estes para Praga.

Indo para o centro, a Stephandsom estava linda, parecendo filme de terror (e me fazendo lembrar das dezenas de corvos que havia na Polonia… Também aproveitei o calorzão para tomar um sorvete antes de jantar de novo a linguiça (sim, eu gostei daquele negócio). São várias opções, então experimente ao menos uma vez a Bratwurst

CUSTOS
Belvedere combined 14
McDonalds 8
Opera 6,50
Sacher Torte + Capuccino 9,30
MozartHaus + Haus der Musik 15
Dog 4

16º dia – Sábado, 24/07 – Não fui a Bratislava
De vez em quanto numa viagem tem aquele dia em que nada dá certo.. pois bem, foi este aqui. Poderia pensar que foi a quarta, quando fiquei com o médico – mas neste não tinha muito o que fazer. Já este de hoje saiu errado por erro meu mesmo. O que fazer neste caso? Seguir o conselho de Martaxa Suplicy: relaxa e... Este era o dia que reservei para Bratislava – há 3 maneiras de se chegar lá a partir de Viena: a mais divertida (e mais cara) deve ser de barco - leva 1h45 e fica em 33 euros ida-e-volta. Dá para ir de trem, o qual não estudei o suficiente (e este foi um erro) e de ônibus, a opção escolhida.

No hostel peguei informação sobre a saída do ônibus (perto de uma estação de metro) e lá fui: como havia saido um há 30 minutos, comprei passagem de ida e volta (11 euros), e tinha quase 2 horas para andar àtoa. Com o passe de transporte publico, fui para o mercado Karlsplatz – entre um bom tempo perdido nas ruas e depois me divertindo vendo as coisas no mercado, cheguei de volta ao terminal com 5 minutos de atraso. Se fosse a Polônia, tudo bem… mas ali até ônibus de linha chega na hora marcada nos pontos! É impressionante: placa marcando minutos de espera para ônibus de linha em alguns pontos, e depois a gente fala da pontualidade britânica…

Retomando: fiquei um tempão esperando, mas é claro que tinha perdido o ônibus. Fui então para a parada onde esperava ser a saída de trem, e estava em reforma Dei uma volta no centro e ainda pensei em pegar o próximo ônibus, mas não teve jeito: já era o passeio a Bratislava – e como disse lá no começo, por erro meu. O que fazer então? Pegar a lista de lugares ‘para ver se der tempo’. Viena tem coisa demais para se fazer sem precisar ficar triste. Assim, metrô outra vez.

Passei ali no centro para almoçar e me arrisquei com um negócio que não sabia o que era.. prá que: horrível! Tinha um tempero tão forte que até o cheiro já me fazia lacrimejar.. não sei o que era, mas paguei e não comi. É para aprender que estas aventuras gastronômicas nem sempre são boas hehehe

Bom, me mandei para The Prater : Desde que li sobre a Riesenrad que fiquei com vontade de ir ao Prater. O Prater é um parque de diversões a céu aberto e a Riesenrad é uma roda gigante de madeira – que foi construida em 1897, tem 65 m. de altura, o que garante uma vista bastante bonita da cidade, e foi uma das principais personagens das cenas finais de “O Terceiro Homem“, fimaço dos anos 50 – se não me engano, aparece também em “Antes do amanhecer“, romance muito bonito que deve ser visto antes de ir a Viena – e também para quem não vai prá lá A volta na roda gigante é meio cara, mas gostei bastante do passeio – mesmo com o dia nublado (o que estava ótimo prá mim depois de tanto sol), tinha uma vista bastante bonita de Viena.

Dei uma volta ainda pelo parque, que tem uns brinquedos divertidos, mas não entrei em nenhum. Para terminar, tinha uma orquestra tocando na entrada, pedindo dinheiro para uma instituição beneficiente – mostrando mais uma vez como é que se pede dinheiro. Tocaram várias músicas populares e de filmes, a ponto de ficar ali um bom tempo ouvindo, comendo uma torte no café do parque (é ‘cortesia’ da roda-gigante)

Dali, segui de metrô para Danauinsel, uma ilha no Danubio, que é um lugar para o pessoal se reunir, com diversos barzinhos e deve ser muito gostoso, mas não sei se o tempo fechado ou se por ser meio cedo para um sábado, mas não havia quase ninguem ali e estava tudo fechado. Lógico que dei umas voltas, mas por ali já estava bom. De noite deve ser uma beleza!

Fui então para um passeio que todo guia de viagem diz que vale e não tinha feito ainda: pegar o Tram 2 para contornar a ringerstrasse. Mas lógico que, num dia com tanta coisa errada, este aqui também tinha que ser Peguei o tram no ponto ‘final’ dentro do ring – e conforme fui andando, mais perdido ficava, até o ponto final num bairro distante do centro. Dei uma volta por ali, tomei um sorvete (mesmo distante da parte turística, atendente falando inglês) e voltei com o próximo tram no mesmo ponto, agora sim contornando direito o lugar. Realmente vale a pena dar uma volta por ali, mas fazendo este passeio, se depois de Rauthaus você parar numa faculdade, desça por ali que está no sentido errado…

Para terminar o dia, resolvi pegar um cineminha. Perguntei se não era dublado e para minha surpresa, quando o filme começou ele não só não era dublado, como também não era legendado – não que eu fosse entender a legenda, mas achei isso divertido. Como no caminho para o hostel começou a chover, dei por encerrada a estadia em Viena – que foi um tanto atribulada, mas nem por isto deixou de ser maravilhosa.

Adorei demais a cidade, acho que 3 dias inteiros é o mínimo para ficar aqui, melhor ainda se forem 4 (e outro para Bratislava). Viena foi de longe o país mais caro desta viagem – afinal, além de ser em euro,é um país que está anos a frente da Espanha na economia e do qual não ouvimos falar de crise, então o custo de tudo é um pouco mais alto – mas nada proibitivo em tempos de euro a 2,2 reais.

CUSTO
Passagem para Bratislava, ida-e-volta (que não usei) 11
Almoço que não comi 11,10
Volta na roda gigante + pedaço de bolo 9
Cinema 8
Kebab na janta 5
Os posts sobre Viena estão em http://devoltaoutravez.wordpress.com/ca ... gem/viena/
Fotos em http://olemxela.multiply.com/photos/album/60/Viena
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Re: Madrid, Polonia, Budapeste, Viena e Rep. Tcheca em 25 dias

Nova mensagempor Petrovau-SP » 07 Jan 2011, 22:40

Valeu Alex, lendo sobre Viena que era que não pensava em ir, já tenho dúvidas (e como é dificil montar um roteiro pra ir a Europa, principalmente pela primeira vez)

To com um relato quase pronto pra por no site e outro bem recente pra começar, mas como também escrevo muito, to sempre adiando

Aguardando novos capítulos, principalmente essa parada das picadas
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Re: Madrid, Polonia, Budapeste, Viena e Rep. Tcheca em 25 dias

Nova mensagempor Alexmelo » 10 Jan 2011, 11:32

É dificil mesmo, mas a montagem do roteiro é também uma das partes mais divertidas da viagem :)

E bom... esse negócio dos bichos rendeu bem - mas no final deu tudo certo, graças a Deus.
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Re: Madrid, Polonia, Budapeste, Viena e Rep. Tcheca em 25 dias

Nova mensagempor Alexmelo » 09 Abr 2011, 16:07

Pôxa vida, mais de 3 meses sem escrever aqui.... levei menos tempo planejando a viagem que escrevendo sobre ela hehe Mas tive minhas justificativas, e pelo menos escrevi no blog – ainda que até ele esteja abandonado nas ultimas semanas, as mais atribuladas de todas.

Gostaria de dizer prá quem já leu o blog que há diferenças, mas na verdade não há – simplesmente juntei os posts diversos na ordem pelo dia. Isto porque não vejo como poderia acrescentar mais dados ao que já tentei detalhar ao máximo ;)
Prá quem não leu lá, divirtam-se!

17º dia – Domingo, 25/07 – Perdido em Praga
Do hostel até a estação de trem foi tranquilo, e para não me arriscar a perder o horário, saí bem cedo. Lá na estação, estava sentado quando chega uma menina com um mochilão também e começamos a conversar um pouco, até que vem o inevitável: “Where are you from?” Eu: From Brasil, and you? “From Brasil também” hehe falar na língua natal sempre facilita a vida 
Sobre o trem, E vale a pena ler http://www.viajenaviagem.com/2010/12/vi ... -internet/ sobre como comprar esta passagem, que é meio chatinha mesmo. A única diferença é que quando comprei a minha não tinha ainda o post, e não reservei acento – mas como era baixa temporada, foi tranquilo.

Em Praga, tinha pensado em pegar o tram, que para em frente ao hotel que fiquei, mas estava chovendo muito e o tram ficava fora da estação, então fui pro metrô, que também ficava próximo. Supresa: a estação do metrô ficava num shopping, o que foi bom prá proteger da chuva, que estava parando. Só que, quando fui procurar o mapa, vi que NÃO havia trazido! Assim, com aquele baita mochilão, fui andando para um lado e não achei nada – pro outro, nada também. Mais uma rua.... como era um hotel de convenção, perguntei prá alguém na rua, que devia ser um dos únicos por ali que não conhecia inglês. Depois de mais de 1 hora andando, já em desespero, fui no shopping perguntar de Lan House – não tinham, mas tem wifi. Glória!! Esvaziei metade da mochila até achar o note, e finalmente me achei pelo google maps. Em 5 minutos estava no hotel! Assim, conselho: JAMAIS ESQUEÇA O MAPA DO HOTEL!!

O hotel
Praga foi dos lugares mais difíceis para achar hospedagem – ia ficar 6 dias, então na medida do possível queria um pouco de privacidaede. Mas ali ou você fica no centro e paga caríssimo, ou fica muito longe do centro para pagar menos. Até que no http://www.hrs.de encontrei o meu. Fiquei no Olsanka Congress - http://www.hotelolsanka.cz/?locale=en em quarto só para mim, com banheiro, 2 camas e até tv por 19 euros a diária. Não era no centro, mas o tram era atravessando a rua e levava 20 min. Prá chegar la. Tirando o café da manhã, que tinha até arroz e batata-frita, a estadia foi muito boa – ainda mais por este preço mais que camarada ;)

Centro Velho
Depois de tanta perda de tempo, ainda consegui fazer bastante coisa. Usei como base o Walking tour 3 do Frommers (só de base, nada fixo).
Assim, estação Namésti Republiky do metrô, para sair na Obdecní dum (Municipal House), que não é nada demais e vale pelos prédios fotogênicos. Ali o que tem de bonito mesmo é a Powder tower(Torre de pólvora), construida em 1475 e que agora separa a Cidade velha (Staré Mesto) da cidade nova.
Na caminhada até o centro, passa-se em mais algumas igrejas, sendo a principal a Church of our Lady Before Tyn, fortemente ligada ao movimento reformista de John Huss – e que estava em reforma…
O que realmente conta, que te faz perder o fôlego, é chegar na Starometské namestí (Old Town Square – a Praça da cidade velha). Ali já aconteceu de tudo: rebelião de Husitas nos anos 1400. Em 1620, os Habsbugos (aqueles da Áustria) executaram diversos protestantes. E hoje, abriga uma gigantesca quantidade de turistas – que com razão fazem da praça um de seus pontos principais de parada. Dos 6 dias que estive ali, creio que em 4 ou 5 passei na praça, porque ela encanta demais
No centro, uma estátua em homenagem a Jan Hus(ou John Huss), que foi erguida em 1915, como lembrança dos 500 anos de sua morte na fogueira. Ele parece estar sempre olhando em direção a sua igreja, a de Tyn Mas o principal é a Old Town Hall e o Astronomical Clock. Primeiro, aproveitei que o sol estava começando a querer baixar e subi na torre. Este mirante vale bastante a pena (e custa somente 100 coroas). A subida é feita em 2 elevadores e a vista que se tem de Praga é lindíssima. É a praça, as ruas do centro, os telhados vermelhos das casas, tudo bonito demais. Passei 1 hora ali, que rendeu muitas fotos
E já que estava lá, fui também ver as badaladas do relógio, no último horário: 21h00 O famosíssimo relógio data de 1410 com suas diversas marcações de signos do zodíaco, horário solar, lunar e um monte de coisa. E de hora em hora reúne o povo para ver a passagem dos apóstolos. E é muita, mas muita gente mesmo! O pessoal começa a se amontoar uns 20 minutos antes e quando chega a hora mal dá para encontrar lugar em pé – tudo para uma aprecisar uma pequena parada que não dura 2 minutos. Tinha lido que era meio decepcionante, mas não esperava que fosse tanto assim… mas pense que este desfile ocorre desde o séc 17 que talvez diminua o sentimento. E vai: não dá para não ver o relógio pelo menos 1 vez
Depois foi jantar ali perto, para entrar no clima de vez. Legal foi um grupo de 2 casais já idosos de ingleses que estavam indo embora depois de 1 semana, totalmente encantados com tudo – e me deixando empolgando pensando nos próximos 5 dias que eu ficaria por ali. Engatamos um bom papo… espero ter aquele pique quando chegar na idade deles!

CAMBIO
Hoje está R$ 1,00 = CZk 10.56 – (Coroa tcheca , ou Koruna) Durange a viagem, era mais fácil dividir tudo por 10 que dá mais ou menos o valor correto
GASTOS
Trem Viena-Praga 5 horas, 29 euros.
Subida na torre do relógio CZk 100 - e vale muito a pena!
Passe de ônibus 84
Jantar bem decente 420

18º dia – Segunda, 26/07 – Castelo de Praga
Antes, Trasnsporte:
O transporte é bem decente: são 3 linhas de metrô que cobrem uma boa região e todas interligadas, mas o principal são os trams, que levam a absolutamente todo lugar. Dentro destes bondes você tem os mapas de todas as paradas dele, e em cada uma das paradas há uma tabela com todas as linhas que passam ali, e todos os horários de cada uma destas linhas – aqui não são tão absurdamente pontuais quanto em Viena, mas também foram poquíssimos os atrasos e nunca deve ter passado de 2 ou 3 minutos. O que precisa cuidar é que há linhas que só funcionam entre 10 e 17 horas.
O site de transporte público é muito bom e acessando http://idos.dpp.cz/idos/connform.aspx?tt=pid&cl=E5 você coloca sua origem e destino e tem até mesmo qual o próximo horário em que é esperando bonde ou metrô, dando as várias alternativas.
Uma história divertida foi quando estava esperando a noite no ponto e ao abrir a porta sai um cachorro enorme (parecia um cavalo) completamente sozinho – uns 2 ou 3 segundos depois saiu o que devia ser o dono, o que foi uma situação bastante divertida (e pensando agora, meio irresponsável também hehe)
O unico problema é a parte de tickets: assim como nos outros países, você compra seus próprios tickets com moedas em máquinas perto dos pontos. Tem tickets para viagem de até 30 minutos, até 75 e ticket de 24 horas, que raramente valem. Tem uma explicação detalhada aqui e como sempre: compre o tal do ticket. Em 6 dias lá somente 1 vez chegou um agente me pedindo para ver o bilhete, e achei o máximo quando uma menina do meu lado sacou o smartphone onde o guardinha pôde ver o aplicativo com a validade do bilhete(e vejam no link acima que comprando por sms o ticket vale por mais tempo). Detalhes: 1) O carinha que via os tickets surgiu do nada, totalmente a paisana e quase escondido… ele chegava do seu lado, mostrava o ‘distintivo’ bem discretamente e vc só tinha que mostrar o ticket – isto para ninguém saber que ele estava no bonde; 2) logo depois que viu o meu, tinha um lá que não estava com o ticket.. conversa vai, conversa vem e logo chega outro agente, um grandalhão nada discreto, e os 3 descem para ‘conversar’; ou seja: vai usar transporte público, compre o bilhete.
O bilhete turístico só vale se você for usar muito: o de 24 horas precisa usar transporte pelo menos 4 vezes para valer a pena, e o de 3 dias é mais caro que comprar 3 de 1 dia (vai entender…). Além do mais, se você ficar hospedado ali no centro só vai usar transporte publico para ir até o Castelo (isto se não for a pé, já que do centro não é tão longe assim) e para as estações de trem para bate-e-volta
Chegar em Hradcany (Distrito do Castelo) é fácil. Há várias paradas de TRAM(bonde) que você pode encontrar aqui – Mas fique de olho: quando fui, havia um tram que passava em frente ao hotel e parava só no Castelo – no exato dia que cheguei lá estavam mudando diversas linhas e esta foi uma delas. Por sorte, dentro dos trams há mapas com as paradas e havia bastante informação sobre isto, então rápido percebi que tinha que mudar um pouco, mas foi algo que não esperava. Como são diversos os lugares por onde se pode começar, recomendo o tram 22, descendo em Prasky Hrad, que é o ponto principal de entrada.

TICKETS
Há alguns tickets individuais e também os combinados short e long tour. A diferença é a inclusão de: Convent of St. George, que na verdade é uma galeria com diversos quadros e esculturas – e só vale para quem gosta muito; Prague Castle Picture Gallery, que não fui e Powder tower, que conta principalmente a história dos soldados da corte – em 30 minutos no máximo você vê tudo. Honestamente? O long é para quem realmente gosta de pinturas e esculturas – eu devia ter pego somente o short e usado o tempo principalmente nos lugares que realmente valem a pena. Ou isto, ou já estava cansado de tanto ver quadros na viagem hehehe.
Também dá para pegar os audio-guide, que você aluga e tem algumas horas para devolver, com a grande vantagem de furar algumas filas. Porem, por mais lotado que estivesse, a única fila realmente grande é a da Catedral, e mesmo esta foi rápida, então não acho que seja necessário. Os lugares possuem muita informação escrita e o único onde queria ter algum guide foi na Catedral, e mesmo assim não valia o custo. Engraçado que quando na bilheteria perguntei sobre o audio guide, a própria mocinha disse que não achava valer a pena! Também fui comprar água e ela me fala: “pega esta garrafa vazia que você tem aí e encha nas torneiras mesmo – a água aqui é muito cara e a das torneiras é potável!” O máximo da sinceridade hehehe As informações sobre horário e preços estão aqui.
Um último ponto: dentro do castelo as filas das bilheterias estavam muito grandes – neste caso, volte para a entrada. Passando os guardinhas, mas antes de entrar no hall, tem um corredorzinho pequeno que vai à esquerda. Segue ali que logo tem um lugar vendendo os tickets – sem fila nenhuma! Os tickets valem por 2 dias, mas em 3 ou 4 horas muito bem usadas, dá para ver tudo.
JARDINS
Agora sim, o Castelo. Antes da entrada propriamente dita, à esquerda há um enorme e muito bonito jardim. Este fica aberto somente no verão, então não é sempre que você pode entrar – mas estando aberto, vale uma passada rápida. Logo no começo, tem um lugar com diversas aves treinadas para caça – me parece um pouco de crueldade mantê-las presas daquele jeito, mas… de qualquer jeito, só passei rapidinho por ali.
Passando os jardins, você pode dar sorte de ver a troca de guarda (de hora em hora) - repare nas roupas ‘fashion’ deles – foram desenhadas pelo figurinista de Amadeus. Indo por esta entrada e chegando ao salão com uma pequena fonte no meio, olhe nos mapas que a Catedral estará a sua esquerda
ST. VITUS CATHEDRAL
A catedral domina tudo, sendo avistada de longe. Em 925 DC foi fundada uma rotunda, convertida em basilica em 1060 e a partir deste lugar sagrado cresceu toda a região do Castelo. Mas somente pouco depois de 1300 começou a construção real da Catedral, que chegou ao que é hoje somente no século XX. Repare nos muitos gárgulas que adornam todo o lado de fora.
O lugar é impressionante, com muito dourado (normal na época) e diversas tumbas de santos tchecos, com capelas dedicadas a eles. A principal é a de St. Wenceslas, que fica na direita. A Catedral está passando por restaurações em sua parte externa, mas isto não diminui a beleza do lugar que merece uma visita. Não se assuste com a fila formada, ela é realmente rápida, e você poderá ver uma das mais belas catedrais da região.
OLD ROYAL PALACE
Ao lado da Catedral cresceu o Palácio, que serviu de administração para diversos governos tchecos desde o século 14 , e também para os austríacos, quando estes dominavam a região. Destaque total para o Vladislav Hall, que abrigou diversas cerimônias, e por séculos viu a coroação dos reis. Nos anos mais recentes, é também onde se veem eleições presidenciais
Outro local bastante interessante é a Old Diet, que não é uma dietda da idade média, mas sim o lugar onde desde o século 15 se faziam os julgamentos. Estas coisas sempre me fazem pensar… enquanto por aqui não existia nada, por lá tinha até mesmo sistema jurídico. Vá também à janela da defenestração e pense em como um lugar aparentemente tão bobo abrigou o início de uma guerra. Acho que passei uns bons 40 minutos pelo Old Palace…
The Story of Prague Castle
Saindo do Royal Castle, você já está próximo da Permanent Exhibition: The Story of Prague Castle, incluido nos 2 passes. Como o nome já diz, é um museu com a história do complexo, desde os mais antigos achados (que datam dos tempos do império romano), até tempos mais atuais, passando por manuscritos de St. Vitus, coroas e até mesmo roupa mortuária usado por algumas rainhas. Como é muita coisa, depois de um tempo começa a cansar, mas prá quem gosta de história (e como já viram, sou um deles), é um prato cheio; ainda que a maior parte do pessoal passava simplesmente correndo por tudo
Ao terminar, siga para baixo, aos fundos da Catedral, onde tem a tem a Kafeteria U Kanoviku – talvez seja um pouco cara, mas é um ótimo ponto para comer algo embaixo das árvores, ou tomar um sorvete.
ST GEORGE´S BASILICA
Passando a cafeteria, este é prédio mais antigo da região, datanto de 1142. A visita não leva mais que 10 minutos e é bem interessante esta basilica que mais parece uma capela, mas cujas paredes estão ali há quase 1000 anos. Bem do lado esquerdo está o St. George´s Convent, convento de freiras beneditinas fundado em 973 e que hoje abriga uma Coleção de arte do século 19 e, como falei, tem a entrada somente no long tour. Lógico que se tiver o passe deve-se entrar, mas como disse: não é primordial… vale ler sobre ele para se decidir
GOLDEN LANE
Tem a Powder Tower, mas como falei ali não tem lá muita coisa – nem mesmo uma vista da região, como eu esperava – decepcionante é o mínimo que posso dizer. Assim, o último ponto de interesse é a Golden Lane. Esta é uma ruazinha muito charmosa do séc 16, com casinhas minúsculas e bem bonitas. A mais famosa é a casa 22, onde Franz Kafka viveu por algum tempo em 1917. A entrada costuma estar incluida nos passes – porém quando fui (Julho/2010) a rua estava toda em restauração, então o que podia se ver era uma réplica da rua, e esta era paga (creio que 50 coroas). Acabei pagando e achei até que valeu a pena, até pq quando poderei voltar, né…?
Há outras coisas na região do Castelo – e mais uma vez, o frommer´s é um ótimo guia de informação, em seu Walking Tour 2. Gostei muito do passeio, poderia incluir entre os ‘obrigatórios’, junto a Ponte e ao Centro histórico. Principalmente a Catedral e o Old Palace valem demais a visita que deve levar um minimo de 3 horas para ir razoavelmente rápido… Quem quiser ver mais fotos, é acessar a partir daqui
Na hora da saída, uma maneira no mínimo diferente de ver a cidade – revi este ‘balão’ diversas vezes e sempre fiquei morrendo de inveja hehe
Saindo dali, você pode voltar por onde veio até o tram e seguir seu caminho, ou descer até o final para ter mais uma bonita vista da cidade, seguindo para outros lugares de Malá Strana, como a Church of St Nicholas , que não fui mas domina totalmente o lugar, e dizem ser lindíssima. Ou então vá se perdendo pela região até chegar ao Rio, seguindo para o principal ponto da cidade, Charles Bridge – mas este fica prá depois, que este post já está longo demais ;)
Post publicado originalmente em http://devoltaoutravez.wordpress.com/20 ... y-castelo/

Dali, pretendia a igreja de St Nicholas,m as me perdi no caminho e quando vi, estava já Ponte Carlos, então fiquei por ali mesmo 
Construida em 1357, a Karluv Most (Ponte Carlos prá gente) é dos pontos mais turistico da cidade (talvez O mais turistico) e com certeza a maior concentração de pessoas por metro quadrado. Cruzando aquela ponte tão hiper-lotada de gente, de vendedores de um monte de coisa, de gente pintando caricaturas, a gente mal lembra que há 650 anos as pessoas a utilizam para cruzar o Rio Vltava.
BRIDGE TOWER
Para quem vem do castelo, antes de entrar na ponte propriamente, vale subir sua torre, localizada em Malá Strana – do outro lado também há uma torre, mas não estou certo se dá para subir. Detalhe interessante: a torre foi desenhada pelo mesmo arquito de St. vitus Cathedral, na década de 1350. Para subir, preço normal de 70 coroas e a subida não é fácil, não… principalmente se vem de uma boa andança antes
São escadinhas apertadas encostadas na parede – o bom é que a cada 2 andares, você pode parar para ver fotos e documentos sobre a história da ponte. Muita gente(a maioria, na verdade…) passa direto até chegar lá em cima, o que me fazia sentir um lerdo – mas já me acostumei com isto nas minhas andanças no estilo ‘devagar e sempre’. E vai: além de oferecer um bom motivo para descansar um pouco, as fotos e textos são realmente muito bons.
Assim, fica-se conhecendo a quantidade de vezes que Praga sofreu enchentes gigantescas – aliás, isto me reavivou memórias que tinha de algum jornal na infância quando via uma correnteza enorme e falavam em Rep. Tcheca – a ultima enchente destas é próxima a 2001 e quase cobriu a ponte mais uma vez. Aprendemos que aquela ponte, apesar de antiquíssima, já é a segunda no lugar e que a primeira era feita de madeira e foi totalmente destruida numa destas enchentes. Também vemos a gigantesca importância desta ponte em unir 2 regiões de Praga que cresciam meio em separado, mas que a partir dali se tornaram uma só. Por último, vemos que ali ocorreram muitas batalhas e a ponte em si ajudou a rechaçar algumas destas tentativas de invasão.
Mas claro, o que realmente importa no lugar é a vista, e esta compensa e muito a subida
Depois de conhecer um pouco da história, nada como cruzar a ponte, parando para ver os (muitos) produtos a venda, algumas das diversas caricaturas, e obviamente ao menos algumas estátuas. A mais antiga das 30 data de 1683 e é homenagem a St. John of Nepomuk – um padre que foi jogado da ponte pelo rei, amarrado em correntes para que morresse, por se recusar a contar a confissão da rainha. Quem tiver interesse em saber mais sobre as estátuas, vale dar uma lida aqui
Quando fui, a ponte estava em restauração em parte dela (como tanta coisa nas cidades visitadas…) então a multidão parecia ainda maior – mas não se estressse: aproveite o lugar, atravesse devagar, curtindo bem. Já pertinho da saída em Lesser Town estava a famosa Banda um grupo que está sempre por ali tocando – e que peguei já no finalzinho. Sentar por ali perto de uma das estátuas só vendo a turistada passar pela ponte e embaixo dela nos passeios de barco é show de bola. Só cuidado: dizem que há muito batedor de carteira – não vi nada, mas com aquele monte de gente, é muito possível mesmo, então ficar de olhos aberto

Dali, fui diretamente para o Estates Theater. O que eu esperava era um show de marionetes, que toda gente fala, quando vi que este teria ‘The Best of Mozart’ citando Don Giovani, comprei a entrada. Haviam 3 preços e comprei o mais barato. Mas lendo mais sobre o lugar, percebi que não era bem aquele o programa que eu queria ver… tinha comprado é para a Ópera Nacional. Mas como diria o filósofo : “Quem está na chuva é prá se queimar“, então lá fomos.
O Teatro é gigantesco.. as Óperas de Viena e Budapeste são muito mais suntuosas, e o Estates Theatre de Praga tem estofados gastos e tals, mas a história do lugar é sempre facinante. Esta sala inclusive tem participação no filme “Amadeus”, pois quando Mozart teve problemas em Viena, foi convidado a estrear algumas de suas peças em Praga - nesta aqui mesmo ele estreou sua peça Don Giovanni em 1787.
O programa eram 3 pessoas tocando instrumentos de sopro, e um casal cantando diversas músicas. Algumas eram somente tocadas, outras solos e as melhores envolviam todos. Como era “The Best of Mozart” creio que valeu bastante o ingresso – ainda que por ser lááááááá em cima (quem mandou pegar o mais barato) tinha que se debruçar para ver as performances. O bom é que foi só chegar lá e comprar o ingresso; os lugares são por ordem de chegada e vc escolhe onde quer ficar, desde que dentro do seu andar
Não era exatamente o que eu pensava em ver, mas foi muito bom. 690 CZk Detalhe divertido é uma estátua do lado de fora – não sei bem o que é, mas depois de pensar em Dementadores (de Harry Potter), outro mochileiro que passava lá encontrou o certo: é um Nazgul
E prá terminar um dia pouco ocupado, voltei prá Charles Bridge, que dizem ser imperdível de noite também. Assim, lá pelas 23h00, quando achei que não ia estar muito cheio…. ledo engano: no verão europeu, nunca é muito tarde para as ruas estarem lotadas. Mas não importa, que tudo compensa: a visão que se tem da região do castelo, de Malá Strana e do próprio rio são realmente recompensadoras.
Para bater as fotos, foi difícil, mas achei um pedaço de mureta que estava desocupado (cadê o tripé nestas horas?) Tinha que bater umas 10 de cada lugar, com e sem flash, para escolher 1 ou 2 que valessem a pena. Legal que depois de um tempo parou mais gente, que gostou da ideia e começou a fazer igual – quem diria que alguém ia pegar algo de fotografia comigo hehehe

GASTOS
Grand Tour no castelo 350 (como disse, talvez o tour menor valha mais a pena e custava 250)
Almoço 315 (bem fraquinho,m as era na região do castelo, então fica caro
Golden Lane 70
Subir na Torre da Charles Bridge 70
Melhor de Mozart no Estates Theatre 690
Jantar 280

19º dia – Terça, 27/07 – Nové Mesto e Josefov
Nové Mesto é a “Cidade Nova” – nova em termos, já que data de 1348, mas comparando com o restante da cidade...
Comecei num museu que é meu maior arrependimento em Praga. Este definitivamente não valeu! NÁRODNÍ MUZEUM
Comecei neste, que é o Museu Nacional. Para chegar lá é pegar o metrô até a estação Muzeum. O prédio onde se localiza foi feito em 1893 para exaltar o nacionalismo. A escadaria e o hall de entrada são realmente muito bonitos, mas infelizmente o interesse termina ali. Subindo o que se tem é um Museu de História Natural, com uma sessão gigantesca de mineralogia (para quem gosta, divirta-se; prá mim, é só uma maneira chique de dizer que tem um monte de pedras ) Tem também um monte de animais empalhados e por mais que até curta este tipo de coisa, depois do Museu de História Natural de Washington e NY, esse aqui parece simples demais.
Talvez crianças achem interessante, mas quem não tiver com filhos, ou simplesmente não curtir muito isto, pode passar longe.
Pegando o Metrô ali do lado, desci até o começo da avenina Venceslas, de onde se tem uma bonita vista da famosa Vaclavské Namesti, a Praça WenceslasÉ esta praça bem em frente ao Museu Nacional, com uma estátua de St. Wenceslas num cavalo. Além de uma avenida com comércio e restaurantes, ali ocorreram coisas importantíssimas para o país, e de certa forma para o mundo. Ali foi lida a proclamação da Independência, em 1918; a avenida foi usada pelos Nazistas para demonstração de força durante a guerra; em 1969 o estudante Jan Palach ateou fogo em si mesmo após o fim da “Primavera de Praga“, (que havia marcado toda uma geração em 68) em protesto contra a perda de liberdades conquistadas, sendo hoje justamente homenageado no local.

Por fim, em 1989 partiu ali se reunia a população durante a Revolução de Veludo, que terminou com o domínio soviético no país, depois de décadas. Claro: se não for passar na região, não precisa vir só para ver a praça; mas se estiver por ali, porque não?

Ali perto também tinha um pessoal fazendo jogos de exibição, jogando vôlei num colchão de ar... é até divertido acompanhar as acrobacias  Seguindo prá baixo ainda, chega-se ao Museu do Comunismo . Para mim, o museu mais interesssante de Praga (alguns diriam que este título ficaria entre o Museu do sexo ou o da tortura, mas nestes eu não fui..). Se o Museu do Terror em Budapeste mostrava a face pior do comunismo, aqui temos muito da propaganda: como eles tentavam convencer a população que estes viviam no paraíso, enquanto passavam necessidade e eram perseguidos. Já de inicio, temos estátuas gigantescas de Lenin e Marx, seguidos de motos e as cartilhas de estudo da época

Meus destaques são o fascinio pelo esporte como demonstração de superioridade, e roupas anti-gás, pois a população era levada a crer que o país seria atacado com armas químicas pelos malvados capitalistas. Com o objetivo de incutir medo nas pessoas, havia até simulação de ataques
Assim, a história triste do país é lembrada, com detalhes sobre a Primavera de 68, e depois as lutas dos 40 anos sem liberdade religiosa, politica ou mesmo de pensamento – mas sempre com as pessoas tentando protestar de alguma forma. Ao final, mostra a esperança voltando com a queda do muro de berlim e passa muito rapidamente pela revolução de veludo, quando o povo foi as ruas contra os sovieticos e sem nem precisar se armar, estes se foram

Para terminar, visite a lojinha. Ali você encontra postais e imãs de geladeira com símbolos soviéticos ‘subvertidos’ - o que mais gostei foi o fofo ursinho Misha, símbolo das Olimpíadas de Moscou, armado com uma metralhadora

Almocei ali perto (o Mcdonald infelizmente estava muito cheio,m as seria legal prá completar a farra comunista hehe) e fui prá Josefov, a parte judaica da cidade. Praga já foi uma das maiores cidades judaicas do mundo – em 1700 havia mais judeus em Praga que em qualquer outro lugar da Europa. Mas aí veio Hitler… hoje contam-se menos de 3.000 vivendo lá. Em uma tarde dá para conhecer tudo tranquilamente, ainda que os lugares não sejam tão próximos um do outro. As entradas você pode comprar em separado, ou em diferentes lugares…comprei um de 300 coroas, que permitiu entrada em vários lugares. Para ver todos, é aqui

PINKAS SYNAGOGUE
Comecei por esta, que é a segunda mais antiga de Praga. Não seria nada demais, não fossem suas paredes cheias de nomes. Ali estão escritos os nomes de 77.297 judeus checos mortos nos campos de concentração. Lendo assim não parece nada, mas vc entra naquele lugar lotado de nomes, e vai vendo paredes inteiras escritas, passa para outra sala e mais paredes lotadas de nome… começa a dar aflição ver tanto nome de gente que sofreu – e mais ainda, pensar que estes são apenas alguns nomes de 1 único país
OLD JEWISH CEMETERY
Ali perto, se visita o mais antigo cemitério judaico na Europa. Por 350 anos este era o único lugar onde os judeus podiam enterrar as pessoas, e disto nasceu este cemitério fascinante e estranho… são túmulos em cima de túmulos, pedra caida por cima de pedra, nestes mais de 20.000 túmulos. Há lugares que contam com 12 camadas de corpos. Enquanto passa por ali, encontra alguns túmulos cheios de pedrinhas – esta é a maneira de homenagear alguns dos mais importantes. Saindo dali tem-se o Ceremonial Hall, onde temos desenhos feitos por crianças que ficaram no campo de Terezin. Os desenhos ‘sobreviveram’ para mostrar um pouco da inocência das crianças que também viram o horror de um lugar destes
SPANISH SYNAGOGUE
Mais longe um pouco tem-se esta sinagoga Moura, de 1868. Ela é um pouco diferente, e sem dúvida foi a mais bonita das que vi, com muita ornamentação em dourado e um pequeno histórico do holocausto na parte de cima.
Também incluida no ticket há a Klaus Synagogue e o Jewish Museum, mas estes são menos interessantes que o restante… Além disto tudo, há a Old -New Synagogue, que tem este nome para diferenciar esta de uma mais antiga ainda. Apesar de colocada como nova, é de 1270 e não cheguei a conhecê-la (depois de um tempo, cansa ver tanta sinagoga hehe)
Este foi um passeio bastante interessante, para conhecer um pouco da cultura de um povo tão sofrido e perseguido através dos anos. E também para lembrar mais uma vez o horror que não pode ser esquecido. Além do mais, também é divertido pela arquitetura dos lugares, cada sinagoga com lembrando as outras, mas todas diferente.
Juntando Nove mesto e Josefov, este foi o dia com passeios mais ‘diferentes’, porém não menos turisticos (principalmente a região de Josefov estava lotada). São muito bons para vermos outras partes da cidade, perfeitos para ir após conhecer o centro e o Castelo, aproveitar mais um pouco de Praga, antes de partir para os passeios de 1 dia em outros lugares da região.
E claro, nada como terminar o dia de caminhada em Josefov indo ver uma apresentação dentro da Sinagoga Espanhola. O tempo entre o fim do seu passeio e a apresentação pode ser aproveitado ali mesmo, ou passeando no centro que é perto.
Para a apresentação eles colocam as cadeiras todas, tiram alguns temas de museu e temos ali um grupo de gente tocando. A programação esta em http://www.jewishmuseum.cz/en/acultsp.php e eu peguei o “Best of Gershwin”, que contém vários de seus temas usados em musicais da broadway ou filmes de Hollywood. É 1 hora de uma apresentação que poderia ser mais empolgante, mas creio que valeu a pena. Só pena que daqui não houve como tirar fotos.

GASTOS
Museu Nacional 120
Museu do Comunismo 150
Almoço 250
Entradas em Josefov 300
Concerto melhor de Gerswhin 700
Mercadinho noturno 200

20º dia – Quarta, 28/07 – Kutna Hora e o Ossuario de Kedlec
depois de 3 dias em Praga estava na hora de uma saída pelas redondezas, que me gera outro post grandinho
Kutná Hora é uma cidadezinha pequena que no seculo 14 já foi a 2ª mais importante de região da Boemia (atrás apenas de Praga) e que hoje é mais conhecida pelo seu ponto turístico macabro – o Ossuário de Sedlec. Para chegar lá, há diversos ônibus e também trem. A saida é da Hlavni Nadrazi station(a mesma que vc chegou de Viena) e há trens quase de hora em hora. Não se assuste, a estação em Kutna é bem denotada mesmo!
SEDLEC OSSUARY
Lá chegando, pegue o ônibus que passa quase em frente da Estação, e peça para descer no Ossuário! O ponto é pertinho e só precisa subir um pouco, seguindo a direita para você chegar num pequeno cemitério e uma igrejinha – este é um lugar que desperta um sentimento de estupefação, de desentendimento por alguém ter feito aquilo, e também de maravilha por tanta arte sendo criada a partir de esqueletos humanos.
Diz a história que estes ossos são de vítimas da Peste do século 14 e de guerras Hussitas no século 15. Ambas tiveram milhares de mortos, enterrados em tumbas com muita gente, somando 40 mil pessoas; conforme se desenvolveu a cidade, os ossos foram reaparecendo. Monges locais tiveram a ideia de usar estes ossos para algo – e daí surgiu este Ossuário. O que querem passar é que não importa se rico ou pobre, gente comum ou importante: ao final todos somos esquecidos e viramos nada.
As montanhas de caveiras e os candelabros centrais (onde há pelo menos 1 de cada osso do corpo) são os que mais chamam a atenção
A entrada é barata e vale demais a pena. Se tiver muita pressa, pode descer e pegar o próximo trem de volta que o principal já foi – e pode ter demorado menos de 15 minutos ou 1 hora, dependendo do gosto(é pequeno o lugar) - mas a meu ver o dia estava somente começando… Comprei ticket para a entrada em todos os principais lugares turisticos para ver o restante da cidade. O único que NÃO vale a pena é o de mostra no colégio jesuita, onde vc tem entrada em uma parte muito pequena do lugar – este eu digo para não comprar mesmo, mas as entradas nas outras 2 igrejas são bem bacanas.
CATHEDRAL OF ASSUMPTION OF OUR LADY
Descendo até o ponto de ônibus e atravessando a avenida, tem-se esta pequena igreja, que não havia visto informação em lugar nenhum. A catedral foi construida em 1320 e é ligada à igreja de Sedlec, que hoje é o Ossuário. A visita não vai mais que 10 ou 15 minutos e achei legal porque é diferente de todas as outras – como foi renovada há pouco, parece nova. Além do mais, ela é amarela… diferente do que estou acostumado, e muito bonita mesmo
OLD TOWN
Você pode então pegar o ônibus até o centro da cidade, ou seguir até a Catedral de Santa Bárbara. Ou você pode fazer como eu, que perdi o ônibus e como passava outro somente em 30 minutos, fui a pé até o centro. Honestamente? A caminhada não tem nada demais, e acho que devia ter esperado o ônibus
O centrinho é bonitinho, realmente lembrando muito o que a gente vê sobre cidades medievais. Aproveitei para almoçar num restaurante chinês próximo da praça central, muito bom
Entre o centro e a catedral, pode entrar no Silver Museum, que explora a mineração de prata, que era muito grande na região séculos atrás. Não fui, mas parece bem interessante. Depois, passa-se colégio Jesuita, que como falei está incluido no ticket que comprei, mas só dá entrada num pedaço muito pequeno – e nem me interessei em conhecer o restante, então não posso falar.
CATHEDRAL OF ST BARBARA
Saindo do Colégio, já estamos praticamente em frente (ou melhor, do lado) desta imensa catedral, que começou a ser construida em 1380 e foi completada 200 anos depois. Mas a verdade é que até eu já estava cansado de ver igrejas. Por mais bonita que seja (e alguns a comparam com a St. Vitus, do Castelo de Praga), não fiquei tanto tempo ali. O que realmente vale muito a pena é a vista que se tem desta região. Tanto ainda no colégio jesuita, quanto a partir do quintal da Catedral, a vista do vale e da cidade faz valer a pena a visita.
Para voltar a Praga, saindo pela frente da Catedral tem umas escadas e seguindo pela direita você encontra o ponto do ônibus que te deixa no trem e dali chega-se em Praga.
RESUMO
Vale muito a pena conhecer a cidade, nem que seja somente para ir ao Ossuário – é muito diferente de qualquer coisa que já tinha visto antes, é mórbido e fascinente e ainda te faz refletir um pouco – o que mais pode-se esperar de um lugar assim? Vale a pena ir até a cidade nem que seja somente para o Ossuário!
Mas como disse: já que está ali, porque não passar mais umas horinhas? Compre o ticket, mas não precisa incluir o Colégio Jesuita se não quiser (que inclusive, é o mais caro de todos). E ao voltar a Praga, como ainda está cedo, vá para a Praça mais um pouco se divertir em Old Town, ver o relógio ou simplesmente andar sem rumo até a hora do programa noturno, que Praga é ótima para isto
E para terminar, neste dia sim fui ver A Flauta mágica

Como escrevi, o teatro de marionetes é o mais famoso dos diversos ‘shows’ que há em Praga, sendo o mais famoso a apresentação de “Don Giovanni” pelo National Marionethe Theater, cujo site fica aqui. Desde 1991 já apresentaram mais de 6000 vezes a peça. Porém, toda quarta feira é encenada outra famosa ópera de Mozart: “The Magic Flute“. Como encontrei o teatro justamente na quarta feira, já comprei meu ingresso na hora, por 690 CZk
Eu não sei o que esperava quando lia “Teatro de marionetes”. Provavelmente algo nos moldes de uma caixinha com alguém puxando os fios, ou aqueles bonecos de pano nas mãos das pessoas… o que eu não esperava é a grandiosidade do que é apresentado. A ópera é tocada em alemão mesmo e os atores que puxam os bonecos (que são grandes) participam ativamente da peça andando, fazendo gesticulações, brincando com os personagens de uma maneira singela que faz tudo ficar simplesmente maravilhoso.
A história que eu imaginava, depois vi que não tinha entendido lá muito bem – mas mesmo não entendendo tudo o que se passava, os 90 minutos ali foram muito especiais. Tenho poucas fotos, então as 2 primeiras são minhas e as restantes tirei do próprio site deles. Também encontrei este video no youtube
Infelizmente, não vi Don Giovanni porque o único dia que tive para isto deu uma preguiça lascada no fim do dia (era o último dia no país, estava meio preocupado pela alergia ter voltado e tals), mas não ter ido ver é um dos maiores (ok, provavelmente o maior) arrependimento da viagem. A Flauta foi simplesmente ótima e imagino então como seria com o principal ‘produto’ deles

CUSTOS
Praga-Kutna Hora 97
2 Onibus em Kutna Hora 20
Entradas na cidade 165
Almoço chinês 250
Kutna Hora-Praga 97
Flauta Magica 690
Janta Mcdonalds 160
Onibus em Praga 44
fotos de Kutna Hora a partir de http://olemxela.multiply.com/photos/alb ... #photo=123
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